
Bolsonaro é apenas o personagem da vez. Desde Lenin, 1917, a prática da esquerda é mate e/ou destrua o seu adversário.
Há muitos exemplos disto no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil, até mesmo com o Bolsonaro em 2018 quando recebeu a facada em Juiz de Fora.
Portanto, o que está ocorrendo no Brasil é muito mais complexo por ser político, pois se trata da implantação de um sistema de poder que no caso até está escrito na cartilha do Foro de São Paulo, e que se tornou a Bíblia da esquerda após a queda da URSS.
É um assunto do andar de cima e pouca gente o entende. Mas a cúpula do PT sabe direitinho o que deve ser feito e como agir.
Leopoldo López, ex-prefeito de Chacao, foi preso em 2014 por "tentativa de golpe" e "incitação à violência".
ResponderExcluirAntonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas, foi preso em 2015 por "conspiração golpista".
Juan Requesens, ex-deputado, foi preso em 2018 por "conspiração" e "terrorismo".
Gilberto Sojo, Thor Halvorssen, Dinora Hernandez, Freddy Guevara, Edmundo González... A lista de pessoas que foram presas na Venezuela acusadas de "tentativa de golpe" é enorme.
Acusar membros da oposição de tentativa de golpe de Estado é uma tática velha e batida que vem sendo usada pelo Chavismo há décadas.
Se o Brasil não compreender o que está acontecendo aqui, o nosso futuro poderá ser muito pior.
Um recado a Alexandre de Moraes — sob o olhar da História
ResponderExcluirComo professor, historiador e analista político, observo o cenário nacional com a distância que apenas o tempo costuma oferecer. E há algo evidente: o destino de Jair Bolsonaro e o de Alexandre de Moraes já está sendo escrito nas páginas que em breve a História registrará.
Nos últimos anos, Moraes assumiu um protagonismo que transformou seu próprio cargo em confinamento. Seu gabinete, antes símbolo institucional, tornou-se uma fortaleza não por excesso de poder, mas por ausência de paz. Quem governa pela caneta vive sob o peso de cada decisão. O cargo permanece; a tranquilidade, não.
Bolsonaro, por outro lado, ocupa um lugar singular no imaginário político do país. Não depende de cargo nem de aparato estatal. Onde chega, o povo o reconhece e o projeta. Sua força não nasce de um gabinete, mas da identificação social — e esse tipo de poder o Estado não controla.
Enquanto isso, o STF enfrenta desgaste de credibilidade perante parcela crescente da população. Toda decisão controversa reforça a percepção de desequilíbrio e alimenta a desconfiança. Instituições pagam caro quando ultrapassam a linha sutil entre autoridade e excessos.
A História não se escreve com caneta, mas com memória coletiva. E essa memória costuma ser implacável.
E no fim, fica a pergunta que sintetiza a inversão simbólica deste tempo:
Quem prendeu quem?
De um lado, a figura política que segue livre na consciência de milhões. Do outro, o magistrado que, mesmo no topo do poder, parece cada vez mais cercado pelas próprias decisões. A frase provoca porque revela o verdadeiro laboratório do poder: quem o exerce — e quem, no fundo, está aprisionado por ele.
Deus te abençoe.
Prof. Jorge Leibe