03 janeiro 2026

A revolução tecnológica do início deste século

    O tamanho da mudança provocada pela inteligência artificial pode ser medido pela icônica capa anual da revista Time com a “pessoa do ano”. Em 2025, as pessoas escolhidas são os “arquitetos da IA” — os técnicos e empreendedores que fizeram o parto da nova tecnologia e a espalharam pelo mundo.

    A matéria da Time calcula que as cinco principais empresas de tecnologia dos EUA (Meta, Oracle, Google, Microsoft e Amazon) estão gastando US$ 427 bilhões em tecnologia, especialmente na área de IA. 

    A mesma edição mostra outra forma de medir o tamanho da prioridade que se dá hoje à inteligência artificial. O projeto Manhattan, que criou a bomba atômica em 1944, gastou 0,4% do PIB americano. O projeto Apollo, que levou os primeiros humanos à Lua, gastou 0,8%. O atual esforço americano em permanecer à frente nessa nova tecnologia está consumindo 1,3% do PIB americano. 

    A inteligência artificial é a personagem mais marcante dessa era de grandes revoluções tecnológicas. Outras mudanças se integraram em nossas vidas de uma maneira que nem nos lembramos mais como tudo era antes. 

    Os Estados Unidos detêm uma vantagem considerável, mas a China está trabalhando para mudar o jogo com uma iniciativa abrangente em todo o país. Especialistas do setor, evocando a corrida espacial da Guerra Fria, frequentemente descrevem o lançamento do ChatGPT como um "momento Sputnik" para a China em sua crescente competição com os EUA.

    Em maio de 1997, o “supercomputador” Deep Blue, da IBM, derrotou em Nova York o campeão de xadrez Garry Kasparov num torneio de seis jogos. Foi considerada a primeira vitória de uma “máquina” sobre um humano. O curioso é que o “super” Deep Blue, um enorme conjunto de máquinas interconectadas, seria derrotado hoje por qualquer celular.

    A IA é antiga mas como a conhecemos hoje é filha do século 21. Ela só se tornou possível com algumas condições técnicas. Uma delas foi o radical aumento da capacidade de computação. Outra foi a explosão de dados na internet. É a era do Big Data. Os computadores aprendem a aprender através do conceito de redes neurais.

    Nesses 25 anos, essas possibilidades técnicas foram rapidamente modificando nossas vidas. Desde 2006, nos tornamos todos poliglotas por meio de programas como o Google Translate. A barreira das línguas, simbolizada na Bíblia pela Torre de Babel, desabou. 

    Hoje, graças à IA, todos podemos entender e escrever em mais de 250 línguas. As câmeras dos smartphones passam a usar a IA para definir foco e detecção facial. E esse foi só o começo. Os celulares se tornaram poderosos computadores em miniatura, capazes de nos acompanhar e nos auxiliar em praticamente qualquer necessidade de nossas vidas.

Um comentário:

  1. Lendo este seu artigo, querido Eratóstenes, das boas lembranças que vieram, destaco a de ter conhecido e recebido meu primeiro endereço de e-mail na Softex. Que gostoso foi experimentar e me sentir incluído na turma de usuários da tamanho meio de comunicação.
    Nelson Franco

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