18 janeiro 2026

A guerra das praias no verão do Rio



A cena dos ambulantes, com rostos cobertos, bloqueando com contêineres de lixo a Vieira Souto, em fúria com as novas regras da prefeitura para o Arpoador, é só mais uma batalha na guerra das praias nesse verão fumegante.
Houve correria, carros na contramão, início de pânico, parecia ensaio de um arrastão gigante.
Quem tem o privilégio de frequentar esse canto paradisíaco do Rio, com águas cristalinas para nadar, ondas boas para surfar e ângulo ideal para o pôr-do-sol, sabe muito bem que o Arpoador precisava urgentemente de um ordenamento.
Virou zona. De verdade.
O Parque Garota de Ipanema e a Pedra do Arpoador viraram points de tráfico de drogas e depósitos de lixo. A areia virou camping. E zona livre para caixas potentes de som, festas rave e arrastões. Sem contar o exótico surubão da madrugada.
Parece papo de careta, chocada com os (maus) costumes. Se ser conservador significa respeitar a paz pública, o meio ambiente e a convivência harmoniosa entre locais e turistas, banhistas e comerciantes legais, jovens e velhos, gente rica e gente pobre, então tá, careta is beautiful.
Vão dizer. Ah que mau humor. Os incomodados que se mudem. E me mudo mesmo. Prefiro a praia cedinho, deserta. Ou a praia de inverno. O inverno carioca é uma bênção. Amém e Saravá.

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