31 janeiro 2026

Colisão e explosões destroem o satélite Luch

     O satélite militar russo Luch, de reconhecimento e observação, foi destruído ontem após colidir com detritos espaciais. Normalmente, as rotas dos detritos orbitais são conhecidas, mas satélites militares, como precisam estar constantemente mudando de órbita, por vezes atravessam áreas perigosas com elevada presença de detritos, e foi provavelmente isso que levou à destruição desse satélite russo.



    Segundo uma reportagem do jornal Live Science, especialistas disseram que lançamentos excessivos de artefatos ao espaço podem provocar uma acumulação de lixo espacial na órbita terrestre e causar até mesmo colisões entre os fragmentos e os próprios satélites. De acordo com um relatório da Agência Espacial Europeia, publicado em abril de 2025, existem cerca de 50.000 pedaços de lixo espacial com mais de 10 cm na órbita terrestre e objetos desse tamanho já são capazes de destruir um satélite.

    Uma órbita densamente preenchida por satélites já vem sendo um desafio para a SpaceX. Uma reportagem da revista norte-americana New Scientist informou na última semana que a companhia reportou à FCC que precisou fazer 300 mil manobras para evitar colisões em órbita de seus satélites em 2025.

A corrida espacial entre os EUA e a China

    O ano de 2026 promete ser fundamental na corrida espacial que se desenha para o século 21. Diferentemente da corrida para se chegar à Lua entre Estados Unidos e União Soviética no século passado, a disputa agora é para desenvolver a maior e melhor constelação de satélites, em especial um modelo específico: os satélites LEO (sigla em inglês para órbita terrestre baixa).



    Outra diferença nessa corrida espacial é o adversário norte-americano, que dessa vez é a China. Na última década, os EUA construíram uma ampla vantagem no lançamento de foguetes. O país asiático vem aumentando suas missões espaciais e já é responsável por quase ⅓ dos lançamentos de foguetes. De 2024 para 2025, a China aumentou em 36% a quantidade de lançamentos de foguetes para instalação de satélites. Ao todo, foram 93 lançamentos no ano passado, um recorde para o país. Para 2026, a estimativa é que o país ultrapasse os 100 lançamentos.




    Enquanto a China tenta ganhar tração na corrida espacial, os EUA querem solidificar ainda mais a vantagem construída na última década e para isso contam com seu principal trunfo: a SpaceX, do empresário Elon Musk. A empresa realizou 85% dos lançamentos norte-americanos e é responsável por colocar o país no topo da lista de lançamentos realizados em 2025. Sem a empresa de Musk, os EUA ficariam com ⅓ das operações chinesas no período.

    


Nenhum comentário:

Postar um comentário