10 de setembro de 2001 ...
Quando terroristas atacaram os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, provocaram uma reação que, vista sob a perspectiva atual, parece notável: o país se uniu imediatamente, superando todas as divisões políticas e ideológicas.
Em um intervalo de três dias, a Câmara e o Senado aprovaram — com um placar combinado de 518 votos a 1 — uma medida abrangente que autorizava o uso da força contra qualquer pessoa considerada responsável pelos ataques.
Em uma pesquisa do *Wall Street Journal* realizada na época, 82% dos entrevistados afirmaram aprovar a atuação do presidente George W. Bush — que sequer havia vencido o voto popular na eleição que o levara ao cargo poucos meses antes. Quase três quartos dos americanos declararam que, apesar dos ataques — ou talvez justamente por causa da resposta unificada a eles —, o país estava no caminho certo. Em muitos aspectos, os Estados Unidos viviam um de seus melhores momentos.
Infelizmente, aquela unidade do 11 de Setembro não perdurou.
Não é difícil traçar uma linha direta entre o 11 de Setembro e a ascensão do movimento "Make America Great Again" (Tornar a América Grande Novamente) do presidente Trump — que chegou a afirmar que milhares de muçulmanos em Nova Jersey celebraram os ataques terroristas. O combustível que alimenta as forças do MAGA é, precisamente, a raiva e a insatisfação com o establishment político que surgiram nos anos seguintes.
A boa notícia é que a resposta dos Estados Unidos conseguiu evitar a repetição dos ataques terroristas — algo que estava longe de ser uma certeza nos dias que se seguiram ao 11 de setembro. Agora, ao se olhar para o futuro, a questão é se um país que demonstrou capacidade de se unir em momentos críticos conseguirá redescobrir esse sentimento — e, de fato, se seria capaz de se unir da mesma forma caso um novo desastre ocorresse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário