23 setembro 2026

A força e a determinação americana estão de volta

Em pouco mais de 24 horas, Donald Trump e a diplomacia dos EUA movimentaram peças no Ártico, na América Latina, na Ásia, na guerra da Ucrânia e no Oriente Médio. E, quando essas decisões são observadas em conjunto, começa a surgir um desenho muito maior.

Uma nova política externa sendo executada diante das câmeras. 



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Esse talvez seja o principal ponto desta semana em Nova York. Trump não apresentou um documento chamado "nova ordem americana". Ele simplesmente começou a executá-la. Groelândia no norte. Escudo das Américas no continente. Japão e Coreia no flanco asiático. China diante de uma negociação estratégica. Ucrânia em busca de acordo limitado. Irã entre pressão e negociação. Tudo isso em pouco mais de um dia

 
ÁRTICO

Trump não conseguiu transformar a Groenlândia em território americano — e a soberania da ilha não mudou.

Mas os Estados Unidos avançaram em algo estratégico: um novo acordo de segurança que amplia sua presença militar no território, abre espaço para novas instalações e para o projeto de defesa Golden Dome e cria barreiras à presença militar e a investimentos considerados sensíveis de países adversários.

Na prática, Washington reforça seu flanco norte e sua presença no Ártico.

AMÉRICA LATINA

O Escudo das Américas ganhou força.  Na América Latina, Trump reuniu os países que integram o chamado Escudo das Américas.

O objetivo é aprofundar a cooperação contra o narcotráfico e o crime organizado, com inteligência, sanções e maior coordenação entre os governos participantes.

Entre os grupos citados estão organizações brasileiras como PCC e Comando Vermelho.

"Nossos esforços conjuntos já salvaram centenas de milhares de vidas de overdoses letais de fentanil e retiraram mais de 4 bilhões de dólares dos cartéis.", Donal Trump.

Brasil e México permanecem fora desse arranjo — e essa diferença de posicionamento poderá ter consequências importantes na política de segurança do continente.

VENEZUELA

A Venezuela virou um precedente. Trump também utilizou a operação americana que levou à captura de Nicolás Maduro como demonstração da nova postura de Washington para o Hemisfério Ocidental.

A mensagem é clara: os Estados Unidos estão sinalizando quais ameaças consideram intoleráveis dentro de sua área estratégica e até onde estão dispostos a ir para proteger seus interesses.

ÁSIA

Japão e Coreia do Sul: proteção com contrapartidas. Do outro lado do mundo, Washington reafirmou sua cooperação militar, econômica e tecnológica com Japão e Coreia do Sul.

Ao mesmo tempo, os aliados são pressionados a ampliar investimentos em defesa, indústria, tecnologia e segurança. Os Estados Unidos oferecem proteção e acesso, mas esperam maior alinhamento e divisão dos custos.

GUERRA NA UCRÂNIA

Ucrânia: uma tentativa de acordo limitado. Trump também se reuniu com Volodymyr Zelensky.

Neste momento a Casa Branca não estaria buscando resolver de uma só vez todas as questões territoriais da guerra, mas explorar entendimentos mais limitados, especialmente relacionados aos ataques contra infraestrutura energética.

Não seria ainda um cessar-fogo completo — mas uma tentativa de reduzir parte do impacto da guerra.

ORIENTE MÉDIO

Irã: pressão máxima e negociação. E ainda houve espaço para o Oriente Médio.

Trump se reuniu com representantes dos países do Golfo, aumentou a pressão pública sobre o Irã e, ao mesmo tempo, manteve aberta a possibilidade de negociação.

É uma fórmula que apareceu várias vezes ao longo dessas horas: demonstração de força, pressão econômica, proteção dos aliados e, depois, negociação.


Um comentário:

  1. Groelândia foi 100%. Vocês subestimam o que ocorreu. Poderá ter bases, proibiu o inimigo. E não ficará com o ônus de manter um país.

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