22 setembro 2026

STF: De uma reunião secreta para uma outra que se tornou pública

Na reunião em que aconselharam Toffoli a deixar a relatoria do caso Master, acabaram elogiando sua atuação. Era uma reunião secreta, apesar de ter vazado. Naquele momento, o estágio era proteger um juiz, apesar das denúncias. Hoje, a proteção de corruptos precisa de um pouco mais de esforço; na verdade, precisa que os ministros deem a cara a tapa. E eles deram, mostrando que estão dispostos a tudo para proteger Moraes.

Na reunião pública foi revelado um sofisticado código de ética para rejeitar que os padrões de máfia sejam apresentados como modelo. Foi isso que Gilmar Mendes propôs ao afirmar que a máfia não permite que se exponha um colega, mesmo se ele estiver envolvido.

A sessão do STF foi vista por milhões de pessoas. Televisões nos bares, rádios nos táxis, estavam todos atentos. A linguagem não era das mais acessíveis. É raro ouvir o verbo desentranhar. Os argumentos também não eram cristalinos. Mas a maioria esmagadora percebeu o que estava por trás daquela encenação: o esforço para evitar que Alexandre de Moraes fosse investigado.

Em consequência desse psicodrama nacional, o país se tornou mais aberto para mudanças no Judiciário e se tornará mais ainda na medida em que o Supremo não consiga superar a crise e mantenha a ética da máfia que parece inspirar seus membros.

De agora em diante, não há mais grandes mistérios sobre o STF. Outros ministros também se envolveram com o Banco Master — um homem com dinheiro pode seduzir grande parte da Suprema Corte. Isso aconteceu porque a cobiça já havia dominado o ambiente e não se deu conta de sua progressão. Parentes advogando, viagens e mordomias no exterior, rodadas de uísque e charuto, alguns se tornaram milionários e se preparavam para ampliar sua riqueza.

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