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07 fevereiro 2026

O retrato de um Brasil de cabeça para baixo

 É o que expõe a reportagem de capa da revista Oeste deste final de semana. A matéria mostra um dos túneis do abismo vivido pelo Brasil sob a "governança" do PT. Obviamente a maior parte dos brasileiros, e o mundo também, conhecem o fundo do abismo em que o Brasil foi arremessado.

Parte da Carta ao Leitor é reproduzida no texto abaixo e ilustra e fomenta a leitura da íntegra do artigo.

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Depois de virar o mundo de ponta-cabeça para atribuir ao país um falso protagonismo e a doutrina igualmente artificial do “Sul Global”, o Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está perto de prestar outro tremendo desserviço ao Brasil. Pior: desta vez, os danos provocados podem ir muito além de constrangimentos ou do abastecimento da usina de memes da internet.


O presidente do instituto (e idealizador do mapa-múndi invertido), Marcio Pochmann, vem afastando servidores experientes e qualificados que discordam dos seus métodos e ideias e se recusam a submeter o trabalho técnico a diretrizes ideológicas. Ocorre que o IBGE, que ainda trabalha com base no retrato econômico de 2010, está prestes a concluir a revisão do PIB amparado nos dados de 2021. Como os números do instituto orientam a tomada de decisões que influenciam na vida do país, estatísticas eventualmente contaminadas não produzem ruído — produzem dano.

  “Estatística é leitura que dá sono em muitos brasileiros, mas é essencial para tomadores de decisão”, argumenta Eugenio Esber em artigo de capa da revista Oeste esta semana. “Isso diz respeito não apenas a grandes empresas ou investidores”. O índice de inflação, por exemplo, regula contratos de aluguel. A medição de preços determina o consumo. Salários, juros e políticas públicas dependem desses números. Ao contrário de mapas surrealistas, que só provocam riso, estatísticas balizadas por linhas ideológicas podem produzir desastres econômicos.

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