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02 junho 2026

Lula conseguiu!



    O governo americano reconheceu o Brasil como uma nação hostil, ao lado de Nicarágua, Cuba, Venezuela e Colômbia. O Secretário de Estado dos EUA disse que com exceção desses países, os outros países do continente são amigos.


Por que a esquerda ficou indignada com os EUA chamando PCC e CV de terroristas? Segundo Leandro Ruschel, após os Estados Unidos anunciarem que vão tratar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, a reação do Estado brasileiro foi tão reveladora quanto a própria medida. Em vez de comemorar uma ação contra as duas maiores facções do país, o governo correu para falar em soberania, riscos e interferência. Ou seja: diante de uma iniciativa contra grupos que aterrorizam milhões de brasileiros, o incômodo principal não foi com o terror imposto pelas facções, mas com o fato de alguém tê-las chamado pelo nome. Esse ponto precisa ser entendido com clareza. O próprio governo admitiu que essas organizações praticam o terror nos territórios em que vivem milhões de famílias. Admitiu o essencial. Mas, logo em seguida, rejeitou a consequência lógica dessa constatação. É exatamente aí que aparece o retrato moral do país. A soberania que se corre para defender não é a do cidadão que quer voltar vivo para casa. Não é a da mãe que cria filho em território dominado pelo tráfico. Não é a do comerciante que paga pedágio para continuar trabalhando. A soberania defendida é a de um arranjo estatal que já entregou o controle de partes do território ao crime, mas se ofende quando alguém de fora resolve nomear o problema. Isso não é apenas falha de gestão. Há uma visão de mundo por trás disso. Uma corrente política que há décadas aprende a tratar o criminoso como vítima da sociedade, enquanto reserva a palavra “terrorista” para o opositor político, para o dissidente, para quem incomoda o regime. O bandido armado é produto da desigualdade. O sujeito que protesta contra o sistema é ameaça à democracia. Essa inversão moral não surgiu ontem, e também não nasceu no vazio. Ela tem doutrina, tem tradição e tem consequência concreta. O nascimento do próprio Comando Vermelho já aponta nessa direção. A organização surgiu no contato entre presos comuns e militantes da esquerda armada, absorvendo disciplina de célula, lógica revolucionária e a ideia de que o crime contra a ordem estabelecida pode ser instrumento político. O PCC, mais tarde, nasce sob retórica parecida, de “defesa dos presos”, mas replicando uma lógica de poder, coesão e controle social que vai muito além de uma quadrilha comum. Quando se observa o continente como um todo, o padrão fica ainda mais visível: FARC, chavismo, narcoterrorismo, normalização da cocaína no discurso de chefes de Estado. Não é coincidência. É uma tradição política que sempre flertou com o crime quando isso serviu à sua estratégia de poder, já dizia Fidel Castro em seus ensinamentos ao presidente venezuelano Hugo Chávez.

Esses registros podem ser encontrados no livro "Hugo Chávez: o espectro", publicado em janeiro de 2018. O livro mostra, detalhadamente, como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global, com pretensões que iam muito além da América Latina.

O livro nos conta que em entrevista concedida ao próprio Leonardo, em 01/08/2015, em Washington, DC, um exilado venezuelano, ex-executivo da PDVSA, reafirmou que dezenas de malas de dinheiro "desceram da Venezuela" rumo ao sul. Segundo ele, "esse dinheiro foi utilizado por chavistas para patrocinarem as campanhas de Evo Morales, na Bolivia, Pepe Mujica, no Uruguai, Fernando Lugo, no Paraguai, e Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil", p. 42, livro capa dura.

Por isso a reação do establishment brasileiro não surpreende. Ela é coerente com a sua própria formação. Quando PCC e CV são tratados como terroristas, expõe-se não só a natureza das facções, mas também o desconforto de quem construiu, por anos, um ambiente cultural e político mais disposto a relativizar o criminoso do que a enfrentá-lo. E isso ajuda a explicar por que, no Brasil, combater o crime é tantas vezes pintado como autoritarismo, enquanto afrouxar a lei, limitar a polícia e romantizar o bandido é vendido como civilização.

01 junho 2026

O que há para junho? Destaques da Observação do Céu

O solstício traz o verão ao Hemisfério Norte. Júpiter e Vênus aparecerão próximos um do outro no céu noturno, e Mercúrio se juntará a eles logo depois. A Lua também passará na frente de Vênus em 17 de junho. Vênus e Júpiter se encontram após o pôr do sol, a Lua passa em frente a Vênus, o verão começa e tesouros do céu profundo surgem à vista.

Destaques da Observação do Céu

9 de junho: Conjunção de Vênus e Júpiter

11 a 15 de junho: Mercúrio se junta a Vênus e Júpiter após o pôr do sol

17 de junho: A Lua passa em frente a Vênus e Lua e Vênus se aproximam

21 de junho: Solstício de junho e início do verão astronômico

Junho: Triângulo de Verão e alvos de observação do céu profundo surgem à vista

No início deste mês, olhe para o oeste logo após o pôr do sol para ver Vênus e Júpiter. Eles são dois dos planetas mais brilhantes em nosso céu e, por volta de 9 de junho, aparecerão próximos um do outro após o pôr do sol. Isso é chamado de conjunção planetária — quando dois planetas parecem próximos um do outro do nosso ponto de vista na Terra, mesmo estando a milhões de quilômetros de distância no espaço.


De 11 a 15 de junho, Mercúrio entra em cena, criando um pequeno desfile de planetas baixos no céu ocidental. Isso acontece porque os planetas orbitam o Sol em trajetórias quase idênticas em nosso céu, chamadas de eclípticas. Assim, do nosso ponto de vista na Terra, eles às vezes parecem se reunir na mesma região do céu.


Vênus será o mais brilhante e fácil de observar, com Júpiter próximo. Mercúrio estará mais baixo no horizonte, então você precisará de uma visão clara para o oeste para vê-lo no brilho do crepúsculo.

Em 17 de junho, em alguns locais, a Lua passará em frente a Vênus. Isso é chamado de ocultação lunar. Para os observadores no caminho certo, Vênus parecerá desaparecer atrás da Lua e reaparecer mais tarde. O evento será visível em partes dos Estados Unidos, Canadá, Brasil e Venezuela. Fora do caminho exato de observação, muitos observadores do céu ainda poderão ver uma aproximação entre a Lua e Vênus, mas isso requer uma importante precaução. Para muitos observadores, isso acontecerá durante o dia. Se você estiver tentando observar a ocultação, não aponte binóculos, telescópio ou câmera para perto do Sol, a menos que esteja usando equipamentos de segurança solar adequados. Olhar para o Sol ou para perto dele através de lentes pode causar lesões oculares graves.

Junho também traz o solstício de verão. No Hemisfério Norte, o solstício de junho marca o início do verão astronômico. No horário do Pacífico, ele ocorre no domingo, 21 de junho, à 1h24 da manhã.

Por volta do solstício, o Hemisfério Norte tem os dias mais longos e as noites mais curtas do ano. Mas aqui vai uma curiosidade: o dia mais longo geralmente não coincide exatamente com o nascer do sol mais cedo ou o pôr do sol mais tarde. Por exemplo, em Los Angeles, o nascer do sol mais cedo ocorre antes do solstício, enquanto o pôr do sol mais tarde ocorre depois dele.

E quando o céu escurece, o verão traz alguns alvos favoritos para usuários de telescópios e astrofotógrafos. Primeiro, procure pelo Triângulo de Verão, formado pelas estrelas brilhantes Vega, Altair e Deneb. Dentro e ao redor dessa região encontram-se objetos do céu profundo como a Nebulosa do Haltere, a Nebulosa do Anel, a Nebulosa da América do Norte e a Nebulosa do Véu. A Nebulosa do Haltere, também conhecida como Messier 27, foi a primeira nebulosa planetária já descoberta.

Esses objetos não são brilhantes como planetas, mas com telescópios ou fotografia de longa exposição, eles revelam gás brilhante, estrelas moribundas e berçários estelares em nossa galáxia.


Abaixo estão as fases da Lua para junho. 



30 maio 2026

A estupidez é pior que a maldade

    Nesta sexta-feira (29) Lula se pronunciou sobre a decisão dos EUA de designar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como entidades terroristas. "Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula em uma agenda em Sergipe.


    Ao reagir de forma crítica à decisão dos americanos, Lula, que já não estava em condição de falar do assunto por conta de suas declarações desastradas sobre o crime, ainda tropeçou nas palavras. Como se opor a algo que é interpretado como um aumento de rigidez contra grupos que tomaram o lugar do Estado em boa parte do país sem parecer discursar a favor das facções?

    “Estou muito triste hoje, com a notícia de que o secretário [de Estado] dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, discursou Lula. Não tardou e o descondenado recebeu os seguintes comentários:

    Em consonância com esses eventos, o artigo de Alexandre Garcia publicado na Oeste deste final de semana, traz em seu título a seguinte pergunta - Ainda decidimos?. O artigo começa citando a encíclica recém-divulgada pelo papa Leão XIV. Vale a pena a sua leitura que encontra-se disponível aqui.

    Dele, contudo, ressaltamos alguns trechos que nos lembram tempos passados, especialmente o vivido pelos alemães na época do nazismo. Alexandre busca em Dietrich Bonhoeffer, teólogo alemão e pastor luterano executado pelo nazismo, que explicou como um povo culto — doutores, pastores, professores, intelectuais — não só permitiu como aplaudiu Hitler.

"Bonhoeffer escreveu na prisão que a estupidez é pior que a maldade. A maldade pode ser combatida, tem argumentos, porque quer algo, se revela. Mas a estupidez não, porque é alguém que renunciou ao uso de seu próprio juízo, alguém que entregou sua capacidade de pensar e decidir a um líder, a um slogan, a uma palavra de ordem, a uma ideologia. E quando isso acontece, não se pode apelar à razão, ter um diálogo com argumentos, porque essa pessoa já não tem razão própria, porque está abduzida pela razão alheia, do líder.


[ ... ] Bonhoeffer pensa que não foram Hitler e Goebbels que destruíram a Alemanha, mas os milhões de alemães que se entregaram sem critério, sem fazer perguntas. Pior que serem malvados, eram obedientes sem pensamento próprio.

[ ... ] Nos tempos atuais, como é possível que depois do Mensalão, Lula tenha sido reeleito? Como é possível que depois do Petrolão (ou Lava Jato), tenha sido eleito pela terceira vez? Como é possível que Dilma tenha sido reeleita enquanto a economia despencava numa recessão nunca vista antes? Aparece um contrato de R$ 129 milhões com a família de um ministro do Supremo, aportes de R$ 35 milhões num resort de outro, e a vida continua. Como é possível que se impeça de continuar uma CPI sobre o roubo de R$ 6 bilhões a mais de 4 milhões de idosos? Delegamos nosso futuro?

    O destempero verbal de Lula ao atacar a decisão americana pela inclusão de facções criminosas brasileiras na lista de organizações terroristas revela um comportamento incompatível com a liturgia do cargo e preocupante sob o ponto de vista institucional.

    A fala presidencial causa ainda mais estranheza porque o tema em debate é extremamente sério. Lula reagiu como se a decisão fosse uma afronta pessoal ou ideológica. O tom utilizado não demonstrou equilíbrio nem capacidade de liderança. Demonstrou irritação, intolerância e um preocupante desequilíbrio retórico.

    Bonhoeffer continua vivíssimo no Brasil: a estupidez é pior que a maldade.




28 maio 2026

PCC e Comando Vermelho são designadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos


O argumento de que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos “ameaça a soberania brasileira” inverte completamente o problema. A ameaça à soberania brasileira não vem dos EUA reconhecer a realidade. A ameaça à soberania brasileira vem de facções criminosas que controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam populações civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões, traficam drogas e armas através de fronteiras e projetam sua atuação para além do Brasil. Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público. O argumento de que PCC e CV não poderiam ser tratados como organizações terroristas porque “não têm bandeira política” é juridicamente estreito e empiricamente ingênuo. Essas organizações talvez não publiquem manifestos ideológicos como grupos revolucionários clássicos. Mas exercem poder político no sentido mais concreto possível porque controlam comunidades, intimidam autoridades, influenciam eleições, paralisam cidades, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática contra civis para preservar domínio territorial e econômico. A designação americana não transforma o Brasil em alvo. Ela mira organizações criminosas específicas que representam ameaça transnacional. Também não autoriza automaticamente intervenção militar em território brasileiro. Esse espantalho serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável. O efeito concreto da designação é ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte. Ou seja onde essas facções são mais vulneráveis. Também é curioso ouvir preocupações abstratas com soberania quando as principais vítimas da perda de soberania são os brasileiros que vivem sob domínio criminoso. Para a mãe que não pode sair de casa porque uma facção decretou toque de recolher, para o comerciante extorquido, para a família atingida por guerra territorial, para o policial assassinado e para a comunidade abandonada à governança criminal, a soberania brasileira já foi violada há muito tempo — não por uma designação americana, mas pelo poder armado das facções. A pergunta correta é por que o Estado brasileiro permitiu que essas organizações crescessem a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica. Se o Brasil tivesse desmantelado sua infraestrutura financeira, contido sua expansão internacional, protegido suas fronteiras, impedido sua infiltração institucional e recuperado os territórios dominados por facções, talvez EUA não tivesse sentido necessidade de agir. Isso não é uma medida anti-Brasil. É uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho. O verdadeiro ato pró-Brasil é reconhecer que o povo brasileiro é a primeira e maior vítima dessas organizações e que a cooperação internacional contra elas deve ser bem-vinda, não tratada como ofensa nacional. O Brasil deveria responder não com indignação performática, mas com cooperação, inteligência financeira, extradições, bloqueio de ativos, repressão à lavagem de dinheiro e uma estratégia nacional séria para recuperar territórios dominados pelo crime organizado. A soberania brasileira não será protegida defendendo a sensibilidade diplomática de facções criminosas. Será protegida destruindo o poder delas.

O Brasil tem lugar de honra no maior IPO da história, o da SpaceX, de Elon Musk

 


No texto abaixo, o Marcelo Guterman mostra que o STF ocupa um lugar de honra no maior IPO da história. Parabéns aos envolvidos. Boa leitura. 👇

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O Brasil tem lugar de honra no maior IPO da história, o da SpaceX, de Elon Musk. “No prospecto de qualquer IPO, a empresa é obrigada, pela SEC, a descrever todos os riscos para os investidores. Os executivos da Space X descreveram 54 tipos de diferentes de risco. Um deles se refere à "natureza global do negócio, que o expõe a riscos relacionados a regimes ou autoridades instáveis, maliciosas ou arbitrárias". Este risco é genérico, referindo-se a jurisdições que não se guiam pelo Rule of Law. Mas os executivos da Space X foram além, e decidiram dar um exemplo prático desse tipo de risco. É aqui que o Brasil brilha: "Não há garantia de que conseguiremos manter nossas operações em qualquer jurisdição e, caso nossos ativos ou propriedades sejam sujeitos a apreensão ou outra forma de expropriação, não há garantias de que conseguiremos recuperá-los. Qualquer ação judicial ou governamental desse tipo pode nos afetar negativamente. Por exemplo, em agosto de 2024, a Starlink recebeu uma ordem do Supremo Tribunal Federal do Brasil que bloqueou seus ativos financeiros brasileiros e a impediu de realizar transações financeiras no país (a “Apreensão de Ativos no Brasil”). A ação do Supremo Tribunal Federal decorreu de supostas violações da legislação brasileira pela empresa X, que na época não era de nossa propriedade e tinha apenas vínculo com o Sr. Musk. É possível que sejamos submetidos a ações como a Apreensão de Ativos no Brasil no futuro (seja no Brasil ou em outro país) e, independentemente de tal ação estar em conformidade com as leis locais e internacionais, talvez nunca consigamos recuperar os ativos apreendidos em uma ação semelhante. Além disso, as medidas que tomamos para minimizar o impacto de ações como a Apreensão de Ativos no Brasil sobre nossos clientes, por exemplo, continuando a fornecer o serviço gratuitamente ou alterando os processos e métodos de pagamento para permitir que os clientes mantenham o serviço, podem ter um impacto significativo em nosso desempenho financeiro. Como evidenciado pela Apreensão de Ativos no Brasil, podemos estar sujeitos a ações adversas por parte de agentes governamentais com base em suposições, fatos ou eventos que não estão diretamente relacionados às nossas operações, mas sim às ações de nossos diretores, executivos ou acionistas, ou às operações de empresas a eles afiliadas." É ou não é para sentir orgulho de ser brasileiro, ter o seu Supremo Tribunal citado como exemplo de risco para o desempenho da empresa. E isso em um documento que vai ser lido por investidores do mundo inteiro! Isso é que é insegurança jurídica, ninguém nos vence nesse quesito! Parabéns STF! Parabéns Alexandre de Moraes! Vocês conseguiram!”

23 maio 2026

Zambelli: derrota do STF não é política; é jurídica e sobretudo moral


A derrota do STF não é política; é jurídica e sobretudo moral. Um país civilizado europeu, que é um dos berços do nosso direito, ao analisar os processos de Zambelli entendeu que garantias não foram respeitadas. 

A negativa judicial, não política, é uma grave e rotunda desmoralização para os julgadores desses processos altamente politizados. Teremos mais uma asilada política reconhecida por uma corte europeia, a Corte de Cassação italiana.

Zambelli estava presa em Roma desde julho de 2025. Ela foi condenada pelo STF em 2 processos: um relacionado à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e outro ao episódio em que perseguiu armada um homem em São Paulo na véspera do 2º turno das eleições de 2022.

Depois da condenação no caso do CNJ, Zambelli deixou o Brasil. Ela tem cidadania italiana e foi presa em Roma, no dia 29 de julho, por ordem das autoridades italianas, no contexto do pedido de extradição feito pelo Brasil.

No dia 26 de março de 2026, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição no caso da invasão ao sistema do CNJ. A defesa recorreu à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, que julgou o recurso nesta 6ª feira. 




21 maio 2026

É mais fácil uma empresa sobreviver a uma pandemia do que a um governo petista



O número de empresas em recuperação judicial voltou a subir de forma consistente, atingindo níveis maiores do que durante a pandemia.
Com o desequilíbrio fiscal persistente, o governo Lula pressiona a manutenção de juros elevados, encarecendo o crédito e sufocando empresas que dependem de financiamento para operar.
Ao mesmo tempo, Lula promove incessantemente o aumento de carga tributária, com a criação de novos impostos e maior intervenção sobre o setor produtivo.
O estado se comporta como o pior tipo de sócio: participa de todos os resultados, exige uma parcela crescente da receita, mas não assume riscos nem contribui para a geração de valor. Pelo contrário, frequentemente impõe obstáculos adicionais.
Curiosamente, é mais fácil uma empresa sobreviver a uma pandemia do que a um governo petista.

No atual cenário politico, Flávio Bolsonaro é a ÚNICA CARTA


A semana caminha para o seu final e no âmbito político brasileiro ela foi totalmente preenchida com a discussão sobre a viabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro. Roberto Motta -um dos idealizadores e fundadores do Partido Novo - afirma categoricamente que, independentemente das ambições legítimas de outros políticos da direita que sonham em ver seus nomes mobilizando o povo nas ruas, não existe uma outra alternativa politicamente viável que não carregue o sobrenome Bolsonaro.

Segundo ele, Flávio Bolsonaro pode não ser necessariamente a "melhor carta" para alguns, mas no atual cenário politico, é a ÚNICA CARTA capaz de disputar o pleito contra Lula e com chances reais de vitória. Ouça-o.


Flávio diferentemente de Lula, compareceu ao evento denominado "Marcha dos Prefetios", ocorrido esta semana aqui em Brasília e foi ovacionado. Em seu pronunciamento enfatizou:

  • Enalteceu o trabalho árduo de prefeitos e vereadores indispensável ao desenvolvimento do Brasil.
  • Relembrou que todas as prefeituras fecharam no azul durante o governo Bolsonaro, mesmo com a pandemia e que Bolsonaro: não perseguiu prefeitos e puniu cidadãos por conta de ideologia, seja direita ou esquerda.
  • Sem medo de tomar um lado e sempre pensando no trabalhador, com especial atenção às mulheres, propõe inovação na lei trabalhista, algo alternativo à escala 6x1, algo viável que não vai quebrar o Brasil.
  • Também discorreu sobre outros temas como segurança, saúde e gastar menos.
  • Como fazer mais gastando menos? Usando tecnologia para melhorar a eficiência de todas as esferas de governo dando transparência ao cidadão.
  • Ao final se comprometeu ao vivo, no palco, com medidas que melhoram diretamente a condição dos prefeitos de responder às demandas dos cidadãos lá na ponta.
Portanto, como disse Roberto Motta, Flávio Bolsonaro pode não ser necessariamente a "melhor carta" para alguns, mas no atual cenário politico, é a ÚNICA CARTA capaz de disputar o pleito contra Lula e com chances reais de vitória.

13 maio 2026

Inteligência Artificial e pensamento crítico

    A propósito do texto publicado pela FSP, imagem abaixo, embora ainda não tenha lido na íntegra o que ele menciona, (Parecer do CNE estipula diretrizes para uso benéfico da IA e contenção de riscos nos ensinos básico e superior; é preciso ampliar capacitação de professores e inclusão digital para reduzir desigualdades).


    Em 2021, a Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco), lançou um manual de ética para uso de inteligência artificial (IA) com a seguinte instrução para os países que fazem parte da ONU, como o Brasil:


Os Estados-membros [da ONU] devem promover a aquisição de “habilidades de pré-requisito” para a educação em IA, tais como alfabetização básica, numeramento, habilidades digitais e de programação, e alfabetização midiática e informacional (AMI), bem como habilidades de pensamento crítico e criativo, trabalho em equipe, comunicação, socioemocionais e de ética da IA, especialmente em países, regiões ou áreas dentro de países onde existem notáveis lacunas na instrução dessas habilidades.


    Nos dias de hoje, temos muita informação disponível na internet e muitos canais de comunicação por meio dos quais podemos dizer o que pensamos. No mundo em que vivemos, há espaço para cada um manifestar sua opinião, que os gregos chamavam de doxa. Mas como saber quem está certo ou errado? Quais informações são verdadeiras ou falsas, confiáveis ou duvidosas? 


    Portanto, nosso maior desafio hoje não é obter informações ou assimilar conteúdos prontos, mas ter um olhar crítico para o que chega até nós como verdade. Como nos ensinou Sócrates no século V a.C, o ser humano deve desenvolver essa capacidade quando questionar o senso comum e, principalmente, as suas próprias certezas. Isto precisa ser dito para todas as gerações, especialmente nos ambientes escolares.



12 maio 2026

Sandra Bréa

 


Sandra Bréa, uma das artistas mais marcantes da televisão nas décadas de 1970 e 1980, faleceu em 4 de maio de 2000, aos 47 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, vítima de um câncer de pulmão. Soropositiva desde 1993, enfrentava metástases da doença e optou por não se submeter à quimioterapia, vivendo seus últimos dias de forma reclusa.
Dona de carisma e talento únicos, Sandra foi uma das figuras mais populares da TV Globo, com uma carreira versátil que transitou entre novelas, humorísticos, musicais, cinema e teatro.
Sua trajetória nas novelas começou em 1970, em Assim na Terra Como no Céu. Mas foi após viver Telma Paraguaçu em O Bem-Amado que conquistou reconhecimento nacional e se firmou como uma das grandes estrelas da emissora.

Ao longo dos anos, brilhou em produções como Os Ossos do Barão, Escalada, O Pulo do Gato, Elas por Elas e muitas outras. Também se destacou no humorístico O Planeta dos Homens e no musical Sandra & Miéle, mostrando toda sua versatilidade artística.

Em 1983, transferiu-se para a TV Bandeirantes, onde protagonizou Sabor de Mel ao lado de Raul Cortez. Retornou à Globo em 1985 para Ti Ti Ti e seguiu atuando em novelas como Bambolê, Felicidade e Zazá, seu último trabalho na TV, em 1998.
Sandra Bréa deixou uma marca inesquecível na história da televisão brasileira, sendo lembrada até hoje por seu talento, beleza e presença de palco. Sua trajetória segue viva na memória do público que acompanhou e admirou seu trabalho.







10 maio 2026

Você usa IA todo dia? Mas como?


Leve sempre isto em conta: as ferramentas mudam, mas o desejo humano de pensar, criar e compreender o mundo por conta própria é permanente e muito mais difícil de automatizar. Os registros históricos, desde os tempos paleolíticos, há cerca de 2,5 milhões de anos, atestam isto.

Por que imaginar que a IA seria tão diferente de outras tecnologias às quais o cérebro humano já se adaptou? "A ferramenta, por si só, não é boa nem ruim."

Como ocorre com qualquer tecnologia, os efeitos da IA dependem do modo como ela é usada. Ainda assim, as preocupações são sérias o suficiente para levar usuários a repensar a forma como utilizam essas ferramentas, antes que seja tarde.

Estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de IA podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória.

Muitos pesquisadores levantam a preocupação de que o uso da IA esteja reduzindo o esforço mental necessário para desenvolver pensamento crítico, e de que, como sociedade, possamos passar a produzir menos ideias originais. Ainda assim, essa linha de pesquisa é muito recente, e as respostas continuam incertas. Devemos nos preocupar?

Há cerca de 20 anos, surgiu a ideia de que a dependência excessiva da tecnologia poderia provocar uma espécie de "demência digital", marcada pela deterioração da memória de curto prazo e de outros processos cognitivos. Em outras palavras, o cérebro tende a perder habilidade em tarefas que delegamos a ferramentas externas. E a IA pode ser o instrumento de terceirização cognitiva mais poderoso já criado.

"O que a IA está fazendo é nos oferecer, pela primeira vez, uma maneira fácil de trocar o processo pelo resultado", afirmam estudiosos do tema. O texto pode ficar melhor escrito. A apresentação pode parecer mais sofisticada. Mas o esforço mental, a dificuldade, as tentativas frustradas e o momento em que algo finalmente faz sentido são justamente o que o cérebro precisa.

Então, como usar IA sem deixar de exercitar o cérebro?

a) Não passem a confiar mais na IA do que no seu próprio julgamento,  Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, chamam esse fenômeno de "rendição cognitiva".

b) Um estudo da Microsoft Research concluiu que o risco aumenta justamente em áreas nas quais a pessoa tem menos familiaridade. "Se o usuário não tem conhecimento suficiente para avaliar se a resposta é boa ou não, aí está o perigo".

c) A solução começa antes mesmo de abrir o aplicativo. Se você não confia automaticamente na resposta de um desconhecido, também não deveria confiar cegamente na IA. São justamente esses temas que exigem julgamento próprio.

d) Uma alternativa é formular antes uma visão inicial sobre o assunto e usar a IA para testar ou confrontar esse raciocínio, em vez de simplesmente aceitar a resposta da ferramenta. Assim, a IA funciona como um instrumento para colocar o pensamento à prova, e não para substituí-lo.

e) Um estudo de 2024 ainda não publicado, por exemplo, sugere que resolver pequenos problemas antes de usar um chatbot de IA pode melhorar o aprendizado obtido com a ferramenta.

f) Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam desacelerar e se envolver mais ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção.

g) O que importa, segundo pesquisadores, é que o cérebro faça suas próprias conexões, recorrendo a experiências, memórias e conhecimentos pessoais para produzir algo singular. É aí que acontece o exercício mental. Só depois disso a IA deveria entrar em cena, para desenvolver, questionar ou aprimorar as ideias já formuladas.

E, como já se disse no primeiro parágrafo, essa não é a primeira vez que a humanidade passa por uma transformação tecnológica desse tipo. Os pesquisadores estudiosos desses assunto reiteram:

 "O cérebro humano sempre se adaptou à tecnologia. Nós nos adaptamos o tempo todo. Essa é uma das forças da nossa espécie". 

"Perdemos a capacidade de correr maratonas porque existem carros? Não. Isso apenas passou a ser uma atividade que as pessoas escolhem praticar."

PS.: Com uso de IA, o pesquisador brasileiro, Marcelo de Oliveria Souza, da Universidade Estadual Norte Fluminense, criou um modelo de viagem rápida a Marte que chamou atenção internacional. Depois de anos realizando cálculos manualmente, o físico passou a utilizar sistemas de IA para simular cenários orbitais e validar combinações matemáticas que seriam praticamente inviáveis de se analisar de forma tradicional. Em vez de viagens que podem durar de dois a três anos, como ocorre nos modelos convencionais, o estudo aponta trajetos entre 153 e 226 dias - cerca de sete meses entre ida e volta, incluindo permanência temporária em Marte.

09 maio 2026

Os desfiles do Dia da Vitória na Praça Vermelha foram reduzidos

A Rússia celebrou o 81º aniversário do Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista com um desfile reduzido na Praça Vermelha, em Moscou. O evento, liderado por Vladimir Putin, ocorreu sem tanques ou equipamentos pesados, focando em marchas militares e sobrevoo de caças, refletindo tensões com a Ucrânia

Rodeado por temores de novos ataques por parte da Ucrânia, o evento ocorreu em formato reduzido, com duração de 45 minutos. O discurso de Vladimir Putin durou apenas 8 minutos para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. [...] Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam. Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", disse Putin.


“Um desfile militar serve para demonstrar força e bravura, mas, se é realizado de forma furtiva (...) e com a internet bloqueada (para reduzir as chances de um drone de ataque ucraniano conseguir se orientar até o local), ele não demonstra nada além de medo e fraqueza”, escreveu Alexander Baunov, do centro de estudos Carnegie Russia Eurasia Center, com sede em Berlim, em uma análise publicada nesta semana.

Reduzido também foi o número de lideranças de outros países que compareceram ao evento. Apenas seis e de pouca expressão política internacional. Diferentemente do ano anterior, Lula escapou do vexame ocorrido em 2025 expresso em sua própria fotografia durante o evento.