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11 abril 2026

Missões cumpridas

    Na manhã de 12 de Abril de 1961, a União Soviética lançou o primeiro ser humano,Yuri Gagarin, ao espaço, numa missão conhecida como Vostok I.


Decolagem da Vostok I, com Yuri Gagarin
 



    Decorridos 65 anos daquele lançamento, pousaram no Pacífico (10/04/2026), na California, 4 astronautas que os EUA tinham enviado nesta semana ao ponto mais distante da Terra, atingindo uma nova marca na corrida espacial iniciada nos anos 50. A Artemis II foi um teste para confirmar à Nasa que o foguete Orion, parte do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), e seus sistemas estão prontos para o retorno de astronautas americanos à superfície lunar, antes de futuras missões a Marte.




Astronautas da Artemis II

    Não há dúvida de que a corrida espacial entre as potências da Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética, marcou um episódio decisivo na história tecnológica da humanidade. Através da tensão e da competição, foram alcançados alguns dos marcos mais fascinantes até à data.

    O lançamento da Vostok 1, não só teve um impacto profundo no mundo, como também mudou completamente a percepção das possibilidades e dos limites da exploração espacial. O feito simbolizou, sem dúvida, o triunfo da ciência e da determinação humana.

    No entanto, antes do histórico voo da Vostok I, a batalha entre os Estados Unidos e a União Soviética não era exatamente unilateral e ambos os países tinham feito muitos progressos na tecnologia espacial, abrindo assim caminho para o objetivo de enviar seres humanos para além da atmosfera terrestre.

    A União Soviética, em particular, tinha efetuado uma série de progressos, incluindo o lançamento do Sputnik I em 1957, o primeiro satélite artificial da história. Mais tarde, em 1959, a URSS lançou também a sonda espacial Luna II, que se tornou o primeiro objecto humano a tocar na Lua.

    No entanto, era também necessário efetuar previamente uma série de voos não tripulados, a fim de testar a tecnologia e os sistemas que seriam posteriormente utilizados. Assim, em 1960, o programa Vostok efetuou várias simulações bem-sucedidas, incluindo o lançamento da Vostok 1K, que transportava um manequim e vários equipamentos científicos para simular as condições do voo espacial humano. Dessa forma, os cientistas envolvidos puderam aperfeiçoar os sistemas da nave espacial e garantir que estavam prontos para levar um ser humano para o espaço.

    A Vostok I foi o resultado de todo o trabalho árduo da equipe soviética: o seu design e as suas características técnicas refletiam um nível de engenharia e tecnologia muito avançado para a época, estabelecendo um novo padrão para as missões espaciais tripuladas.

    A nave não tinha mais de 4,4 metros de comprimento e, no momento da descolagem, pesava cerca de 4.730 Kg, constituindo uma cápsula esférica muito pequena e leve que albergava o cosmonauta e todos os outros sistemas necessários ao voo, incluindo a propulsão, o controle e o suporte de vida.

    Como método de propulsão, a Vostok dispunha de um sistema constituído por um foguete principal e vários foguetes de manobra, que permitiam controlar a orientação e a órbita da nave espacial durante o voo. O foguete principal fornecia a energia necessária para colocar a nave espacial na órbita da Terra e mantê-la na sua trajetória correta. Em termos digitais, seus recursos eram ínfimos como descreve a imagem abaixo.

    Mesmo assim, a 12 de Abril de 1961, o grande marco teve lugar no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Com um ruído ensurdecedor, o foguete descolou-se da rampa de lançamento com o cosmonauta Yuri Gagarin, de 27 anos, no seu interior, impulsionando a nave espacial Vostok I para as camadas superiores da atmosfera.

    À medida que ganhava altitude, a nave separou-se dos foguete da fase inicial, libertando-se do seu peso morto e continuando a sua ascensão impulsionada pelo foguete principal. Os cientistas tinham calculado perfeitamente a potência inicial para deixar a Vostok I numa órbita estável à volta da Terra, navegando no espaço a uma altitude de aproximadamente 327 quilómetros.

    O voo teve uma duração total de 108 minutos, dos quais os primeiros nove foram passados em órbita. A partir da cápsula que o guardava, Yuri Gagarin manteve-se em contato com a base terrestre, transmitindo as suas observações e as suas impressões sobre a experiência. Entre os comentários que transmitiu aos seus camaradas, duas frases ficaram para a história: "A Terra é azul" e "Não vejo nenhum Deus aqui".

    Com a órbita completada, a cápsula iniciou a manobra de reentrada, enfrentando as altas temperaturas geradas pela fricção atmosférica à medida que penetrava em cada uma das suas camadas. No interior da nave, Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a sentir estas intensas forças gravitacionais, enquanto a nave se precipitava em direcção à Terra a velocidades extremamente elevadas.

    Quando a nave estava apenas a sete quilómetros do solo, a escotilha da nave abriu-se e ejectou Gagarin, cujo pára-quedas se abriu quase de imediato. Do outro lado, o pára-quedas principal da nave espacial abriu-se a uma altitude de 2,5 quilómetros. Em apenas 10 minutos, Gagarin aterrou, mesmo ao lado da nave espacial e 26 quilómetros a sudoeste de Engels, na região russa de Saratov.

    Comparar a Vostok 1 e a Artemis II é, essencialmente, analisar o quanto avançamos em 65 anos de exploração espacial. Enquanto a primeira provou que o ser humano poderia sobreviver no espaço, a segunda marcou o retorno para a exploração de espaço profundo.

Aqui estão os principais pontos de comparação:

Tecnologia e Capacidade das Naves


O Fator Humano e Segurança


  • Retorno à Terra: Na Vostok 1, o sistema de pouso não era suave o suficiente para humanos; Gagarin teve que se ejetar da cápsula a cerca de 7 km de altura e descer de paraquedas. Na Artemis II, a cápsula Orion caiu no Oceano Pacífico com a tripulação a bordo, protegida por um escudo térmico capaz de suportar temperaturas de 2.800°C na reentrada.

  • Radiação: Gagarin estava protegido pelo campo magnético da Terra. A tripulação da Artemis II saiu dessa proteção, enfrentando níveis de radiação muito mais altos, o que exige blindagem especializada e monitoramento constante.


10 abril 2026

Continuaremos sem uma ponte para o futuro

     É o que tudo indica o conteúdo do artigo publicado hoje no Estadão, que termina afirmando que o novo plano tem 19 objetivos e 73 metas, mas passa ao largo de muitas questões nele mencionadas. 

"Planos como estes não são a solução, mas parte do problema. [ ... ] Planos abrangentes e grandiosos, evitando temas controversos e combinando metas múltiplas distantes e dissociadas da responsabilidade de quem executa e da realidade orçamentária, geram no máximo burocracias para anotar o que foi ou não alcançado, por razões que nada têm a ver com o plano. Com isto, tiram o foco de problemas centrais que precisam de energia e de reformas pedagógicas e institucionais concretas. Podem ser politicamente espertos, mas são pouco inteligentes."

    A ponte para o futuro não se ver. Diagnósticos e soluções para os problemas em todos os setores são conhecidos. Também não há falta de recursos. Existem, sim, nas administrações públicas, interesses particulares, políticos e menores que se sobrepõem ao bom uso dos tributos que são arrecadados da sociedade em escala cada vez maior.

    Mas o que esperar de governos compostos por pessoas inábeis que, em momento algum, não se destacaram profissionalmente, na academia, ou na política sobre os assuntos que devem administrar ? Essa "doença" precisa urgentemente ser curada para que os brasileiros voltem a ter confiança e esperança em nosso País.

    Boa leitura.

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Esquecendo a lição

Simon Schwartzman

Publicado em O Estado de São Paulo, 10 de abril de 2026


Para que a educação dê certo, é preciso aprender a lição. Fizemos dois planos nacionais de educação que não funcionaram, e agora, como maus alunos, vamos para o terceiro, aprovado por aclamação pelo Congresso. Quando vi a notícia, lembrei da frase famosa de Nelson Rodrigues — toda unanimidade é burra! Unanimidades são pouco inteligentes porque evitam dilemas e choques de interesse que precisam ser enfrentados. A saída mais fácil de contorná-los é jogar neles cada vez mais dinheiro, mas já estamos passando do limite.

A educação brasileira se expandiu enormemente nas últimas décadas, envolvendo hoje mais de 60 milhões de pessoas entre estudantes, professores e funcionários, quase um terço da população. Com as boas exceções de praxe, a qualidade é baixa e o impacto na produtividade da economia, quase imperceptível. O país já gasta cerca de 6% do PIB via setor público e outros 1,6% pelo setor privado em educação, muito mais, proporcionalmente, do que a grande maioria dos países. O Plano prevê que o investimento público chegue a 10% do PIB até 2034. Com a economia crescendo pouco, a dívida pública saindo do controle e competindo com outras demandas, é uma meta tão ilusória quanto a do plano passado, que encerrou com pouco mais da metade disso.

Vivemos com um sistema educativo concebido há mais de cinquenta anos que nunca funcionou bem, e não há de ser o recente “sistema nacional de educação”, aprovado também por unanimidade, que vai dar conta da mudança. Temos pela frente, por um lado, a impossibilidade de seguir gastando cada vez mais; por outro, duas grandes revoluções que podem abrir novos horizontes.

As novas tecnologias já afetam profundamente o mercado de trabalho. Profissões inteiras estão desaparecendo, outras surgindo, ninguém sabe ao certo quais. A inteligência artificial, os programas de ensino individualizado, as microcredenciais e a educação a distância estão mudando o que significa aprender. Estamos também diante de uma grande transição demográfica:m os nascimentos caíram de 3,6 milhões em 2000 para 2,6 milhões em 2022, e a coorte que entrará no ensino fundamental em 2030 deve girar em torno de 2,3 a 2,4 milhões. Escolas precisarão ser fechadas, bons professores poderão ganhar mais e outros precisarão ser realocados ou dispensados.

Com menos estudantes e novas tecnologias, deve ser possível e será necessário fazer muito mais com os mesmos e até menos recursos de que já dispomos, e dedicar mais para cuidar da população que está envelhecendo. Precisamos consolidar as boas experiências, incorporar o que nos ensinam as pesquisas educacionais, aprender com outros países, abandonar o que não funciona e abrir espaço para inovação.

O Plano faz da inclusão e da equidade dois de seus três pilares (o terceiro é a qualidade) e se compromete a que os resultados educacionais sejam 90% equivalentes entre grupos definidos por raça, renda e território. Mas equidade, aqui, ainda significa sobretudo acesso — e o problema que o Brasil enfrenta hoje mudou de natureza. A grande exclusão do século XX era externa: as crianças e jovens que não entravam na escola. Ela continua existindo, mas, cada vez mais, no século XXI, é interna. Nunca tantos brasileiros estiveram dentro do sistema; e nunca as diferenças entre abandonar e persistir, aprender mais ou menos, e ter melhor ou pior acesso ao mercado de trabalho — associadas a diferenças econômicas e sociais de origem — foram tão grandes. Além disto, o Plano deixa de lado questões específicas urgentes. Como lidar com o “patinho feio” da educação brasileira, o ensino fundamental II, em que milhões de jovens chegam aos 15 anos sem as competências mínimas esperadas? Quando aprenderemos com outros países a definir com clareza o que todos devem saber a esta idade e criar avaliações que responsabilizem as escolas pelos resultados e orientem os próximos passos de cada estudante? Como fazer com que o ensino técnico não seja um mero penduricalho do currículo médio tradicional e ofereça alternativas efetivas para quem não irá à universidade? Como escapar da camisa de força do ENEM, que acabou se tornando o currículo oculto de todo o ensino médio, inviabilizando qualquer diversificação real? E como fazer com que o ensino superior deixe de ser, para mais da metade dos que nele entram, uma miragem de futuro profissional que nunca alcançarão?

O novo plano tem 19 objetivos e 73 metas, mas passa ao largo destas questões. Como dizia meu professor Aaron Wildavsky, planos como estes não são a solução, mas parte do problema. Planos abrangentes e grandiosos, evitando temas controversos e combinando metas múltiplas distantes e dissociadas da responsabilidade de quem executa e da realidade orçamentária, geram no máximo burocracias para anotar o que foi ou não alcançado, por razões que nada têm a ver com o plano. Com isto, tiram o foco de problemas centrais que precisam de energia e de reformas pedagógicas e institucionais concretas. Podem ser politicamente espertos, mas são pouco inteligentes.

07 abril 2026

O ECLIPSE ARTEMIS II

6 de abril de 2026.

A tripulação da missão Artemis II da NASA percorreu mais de 400.000 quilômetros e deu uma volta ao redor do lado oculto da Lua. O recorde de distância, estabelecido pouco antes das 14h (horário do leste dos EUA) na segunda-feira, supera a marca histórica estabelecida pela Apollo 13 em 1970.


Neste momento, a cápsula Orion está passando atrás da Lua, então o Sol está completamente eclipsado da perspectiva deles. Durante esse período, eles observarão uma Lua quase totalmente escura e aproveitarão a oportunidade para analisar a coroa solar.


Totalidade, além da Terra. Da órbita lunar, a Lua eclipsa o Sol, revelando uma visão que poucos na história da humanidade testemunharam. Foto: NASA


TERRA. A humanidade, vista do outro lado. Primeira foto do lado oculto da Lua. Capturada da constelação de Órion enquanto a Terra se põe no horizonte lunar. Foto: NASA



O presidente Donald J. Trump liga para os astronautas da Artemis II após quebrar o recorde de maior distância percorrida em voo espacial tripulado 🇺🇸 HISTÓRICO! "Sua missão abre caminho para o retorno dos Estados Unidos à superfície lunar muito em breve."




05 abril 2026

Irã: vídeo gerado por IA é só viral de propaganda

Imagem

    O Irã divulgou um novo vídeo mostrando, pela primeira vez, Mojtaba Khamenei, o Líder Supremo do Irã, a caminho da sala de operações militares. Uma grande imagem da usina nuclear de Dimona, em Israel, incluindo suas coordenadas, é exibida na sala. 

    Será que é verdade?


Vídeo

    Segundo Grok (IA), "não, não é verdadeiro. O vídeo é gerado por IA (com frames reciclados e inconsistências visuais). Não há confirmação oficial do Irã (IRNA, IRIB ou Tasnim) nem de fontes confiáveis como Reuters/BBC. É só viral de propaganda".

03 abril 2026

Ninguém mais aguenta Lula e os seus jogadores


    O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o aumento da rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriram, nos bastidores do PT e do Palácio do Planalto, uma discussão sensível: a possibilidade de o petista não disputar a próxima eleição presidencial.

    A notícia está nas páginas de revistas, entre elas a edição da Oeste deste fim de semana, no artigo de Adalberto Piotto e da Veja, artigo da imagem abaixo.

    "Ninguém mais aguenta Lula. Com a aprovação derretendo, vendo Flávio Bolsonaro crescer e perdido na própria incompetência, o governo se pergunta o que deu errado. A resposta está no espelho", disse Piotto.

    Às vésperas da eleição, o Palácio do Planalto bate cabeça para encontrar soluções para problemas reais que o próprio governo criou ou não se preparou para enfrentar. Mas, de novo, a emergência não é o país, é Lula. As medidas precisam estancar a sangria de imagem do presidente que não governa, sem planos e propostas conhecidas desde a última campanha. 

    É preciso lembrar que Lula não apresentou um programa de governo na eleição de 2022, aquela em que só foi candidato porque foi resgatado da prisão de Curitiba pelo STF, que inventou a estapafúrdia tese do CEP e o fez candidato. 

    Não assusta que tenha assumido que não conseguiria governar sem o Supremo, seu parceiro de consórcio. Porque plano não tinha. Dado o desespero de agora, ainda não tem. Fato é que não há nada no governo lulopetista que se sustente como uma administração minimamente competente ou preocupada com o país. 

    O Brasil inteiro conheceu a seleção escolhida pelo descondenado. E não foi porque seus componentes marcaram gols no passado, e sim pelos "lances sensacionais" de, grande parte deles, que ocupou manchetes policiais.

    Mais uma vez LULA NA VANGUARDA DO ATRASO. O chefe do PT nem esperou o dia de sua posse para confirmar a opção pelo passado. Por fim, o petista ainda ameaçou aqueles que perderam as eleições: “Fiquem quietinhos”. 

    Relembre os "jogadores" escolhidos pelo petista para iniciar o desgoverno previsto. Boa parte dele estará concorrendo nas próximas eleições. Cabe ao eleitor reprová-los também pelas más administrações do desgoverno.

  • Educação, Camilo Santana (PT-CE)
  • Desenvolvimento Agrário e Familiar, Paulo Teixeira (PT-SP)
  • Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP);
  • Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB-MS);
  • Povos Indígenas, Sônia Guajajara (Psol-SP);
  • Transportes, Renan Calheiros Filho (MDB-AL).
  • Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB-SP)
  • Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  • Casa Civil, Rui Costa (PT-BA)
  • Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP)
  • Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE)
  • Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo (PT-MG)
  • Esportes, André Fufuca (PP-MA)
  • Cidades, Jader Filho (MDB-PA)
  • Igualdade Racial, Anielle Franco (PT-RJ)
  • Agricultura. Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT)
  • Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB-SP)

    "Tudo se resume a um projeto pessoal de poder de um narcisista que, neste caso, contrariando a música de Caetano, seu defensor nos palcos da esquerda artística regada a incentivos fiscais, detesta um espelho. Afinal, espelhos não inventam, não criam narrativas, só refletem a realidade que o Brasil quer superar, deixar para trás e seguir em frente", concluiu Piotto em seu artigo já mencionado.


STF: de salvador da democracia passou a ser a sua maior ameaça


    Faz sentido o apelo do jornalista Rodrigo Constantino contido em seu artigo, "Ditadura de toga",  de hoje, 03/04/2026, na edição 316 da Oeste. Nele, o spoiller traz a seguinte mensagem: "Quanto mais gente expuser a tirania que foi instaurada pelo Supremo, melhor". 

    Para escevê-lo, Constantino usou como pano de fundo o Editorial da FSP, citado na imagem acima, cujos trechos também iremos reproduzir aqui.

    “Parece que a velha imprensa descobriu que o STF, em vez de ‘salvador da democracia’, é mesmo a maior ameaça”, afirma  Rodrigo Constantino. Até recentemente, o jornalismo convencional insistia na “narrativa esdrúxula de que o STF ‘alexandrino’ estava apenas protegendo a democracia da terrível ameaça golpista do bolsonarismo.” O envolvimento de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes nos escândalos da vez está na coluna "Toga combina com jato",  de Augusto Nunes.

    A Folha segue mencionando mais aberrações e intimidações, que envolvem burocracias do Estado, a Receita Federal e o Coaf, e fulmina: “Não há o que controle um ministro do Supremo que se ponha a subverter a institucionalidade para se proteger e atingir supostos  adversários”. Por fim, o editorial conclui que a solução não pode mais vir de dentro, por autocontenção, mas sim de fora, do Senado: “Esvai-se a esperança de que comecem dentro do Supremo os ajustes para desbastá-lo dos superpoderes estranhos à República. Os ministros mostram-se incapazes de adotar um mero código de comportamentos óbvios, que já deveriam ser moeda corrente. É inevitável que caminhe no Congresso uma reforma para recolocar o STF em seu lugar constitucional.”

Grifos de Roberto Motta

    Continua Rodrigo Constantino ...

    Tudo muito acertado, sem dúvida. Mas cabe perguntar: só agora o jornal percebeu isso? Só com o escândalo do Banco Master a Folha se deu conta do monstro que ajudou a criar? A velha imprensa, afinal, insistiu na narrativa esdrúxula de que o STF “alexandrino” estava apenas protegendo a democracia da terrível ameaça golpista do bolsonarismo! E não há um único reconhecimento dessa mentira, que serviu de justificativa para que esse poder todo fosse acumulado por poucos ministros.

    Quanto mais gente expuser a tirania que foi instaurada pelo Supremo, melhor. Mas é necessário compreender como isso foi possível, para não se repetir o erro. E a velha imprensa tem culpa no cartório. Todos aqueles que fecharam os olhos para cada medida arbitrária de Moraes, que aplaudiram a perseguição aos “bolsonaristas”, estavam colaborando para instaurar essa tirania que, agora, ninguém sabe como parar.




A guerra no Irã expôs a fraude de fantasias de emissões líquidas zero e anti-petróleo e gás


    Os EUA produzem gás natural a US$ 4 por milhão de BTU e o distribuem por meio de 4,8 milhões de quilômetros de gasodutos. A Europa paga US$ 16 pelo mesmo gás porque ele chega por navio-tanque. A diferença reside em décadas de escolhas políticas. Os Estados Unidos construíram gasodutos, enquanto a Europa construiu dependência.

    A Dinamarca, que proibiu novas licenças de petróleo em 2020, agora considera expandir a produção no Mar do Norte. A Europa, que gastou 500 bilhões em energias renováveis ​​enquanto fechava usinas nucleares, depende de GNL, que não pode mais transitar pelo Estreito de Ormuz. O Reino Unido, que proibiu a exploração há cinco meses, enfrenta racionamento de combustível. O Secretário de Energia do Reino Unido chamou a perfuração no Mar do Norte de "vandalismo climático". Agora ele está hesitante em relação a novas perfurações, que ele deveria ter aprovado há muito tempo. O que mudou? A guerra expôs a fraude de sua fantasia de emissões líquidas zero e anti-petróleo e gás.

    O investimento em exploração e produção de petróleo e gás atingiu o pico de US$ 869 bilhões em 2015 e caiu para US$ 350 bilhões em 2020. Recuperou-se para apenas US$ 570 bilhões em 2025, ainda um terço abaixo do pico. Enquanto isso, os governos investiram US$ 2,2 trilhões em energia verde somente em 2025.

    O mundo instalou 1.600 gigawatts de energia solar e 1.000 gigawatts de energia eólica. Nada disso importou quando o Estreito de Ormuz foi fechado. As energias renováveis ​​geram eletricidade, que representa apenas 21% do consumo final de energia. Os outros 79%, a parte que movimenta navios, opera aviões, produz fertilizantes e aquece edifícios, ainda dependem em grande parte de combustíveis fósseis. O petróleo e o gás, sozinhos, fornecem 56% de toda a energia global.

    A verdadeira abundância de energia significa gás natural canalizado a US$ 4, usinas nucleares operando com 90% da capacidade por 100 anos e produção nacional de petróleo que não pode ser interrompida por um ataque de drone, não painéis solares no supermercado.


Visão geral criada por IA

O debate sobre a transição energética é complexo, com vozes que argumentam que a meta de emissões líquidas zero e o abandono total do petróleo e gás até 2050 são metas irrealistas ou, como alguns descrevem, "fantasias". As perspectivas variam significativamente entre a necessidade urgente de ação climática e os desafios técnicos, econômicos e geopolíticos de uma mudança energética radical.
Argumentos de que o Net Zero e a eliminação do Petróleo/Gás são "Fantasias":
  • Dependência Energética: A economia global ainda é fortemente dependente de combustíveis fósseis para energia, transportes e indústria. A substituição total por renováveis enfrenta desafios de escala, infraestrutura e armazenamento.
  • Contradições de Produção: Países, incluindo grandes potências, continuam a abrir novas usinas de carvão e a investir na exploração de novos blocos de petróleo (ex: Foz do Amazonas), demonstrando um descompasso entre as metas climáticas e as ações práticas.
  • Conceito de "Zero Líquido": Algumas perspectivas argumentam que o conceito de "net zero" permite a continuação da emissão de 
    CO2
     desde que haja compensações (créditos de carbono), o que na prática não seria uma eliminação real dos combustíveis fósseis.
  • Desafios da Transição: A necessidade de investir trilhões de dólares na transição energética, como proposto em planos como o "Clean Energy Plan", levanta questões sobre a viabilidade econômica.
Argumentos a Favor da Ação Climática e Limitações do Petróleo/Gás:
  • Impacto Climático: Cientistas e relatórios (como os da IEA) indicam que, para limitar o aquecimento global a 
    , é imperativo o rápido declínio na produção de combustíveis fósseis e o alcance de emissões líquidas zero até 2050.
  • Riscos Ambientais: Projetos de exploração em áreas sensíveis (como a Amazônia) trazem riscos inaceitáveis para a biodiversidade, ecossistemas e populações locais, impulsionando a pressão por alternativas.
  • Impactos Reais: Os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos globalmente, evidenciando a necessidade de uma transformação energética urgente para mitigar desastres. 
Em resumo, enquanto alguns setores da sociedade, cientistas e formuladores de políticas pressionam por uma rápida descarbonização baseada nas metas de emissões líquidas zero, outros setores da sociedade, agentes de mercado e governos destacam os riscos de uma transição rápida que ignore a dependência estrutural dos combustíveis fósseis.

31 março 2026

Os Grupos Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil antes e depois do 31 de Março de 1964

Marcha da Vitória - 01/04/1964

    Hoje muitos brasileiros estão comemorando o aniversário da Contrarrevolução de 31 de Março de 1964. O Brasil esteve muito próximo da implementação da dita "revolução do proletariado", da qual se salvou na undécima hora. Porém, posteriormente, se cometeu um grande erro: foi deixada viva a semente maligna. Ela renasceu e hoje domina os meios de comunicação, as escolas, as universidades e até o STF.

    Revendo matérias sobre a referia data, encontrei nas redes sociais o artigo que copio abaixo, cujo autor, ao seu final, fornece sua identificação completa. Aqui neste link, outros registros históricos sobre a Contrarrevolução que resgatou o Brasil das garras do comunismo.


    Boa leitura.

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GRUPOS GUERRILHEIROS TERRORISTAS QUE ATUARAM NA LUTA ARMADA NO BRASIL

Os Grupos Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil antes e depois do 31 de Março de 1964

Jenyberto Pizzotti 

Através de uma longa pesquisa que fiz, esse artigo revela a existência de mais de 30 organizações comunistas de guerrilha e terrorismo que existiram no Brasil antes de 31 de Março de 1964 (dia do Contragolpe) e durante o período da Luta Armada no Brasil (veja a relação dessas organizações nesse artigo). 

A revelação desses grupos de guerrilha e terrorismo evidenciam uma Verdade incontestável, a de que a  Extrema Esquerda Brasileira jamais lutou pela Liberdade e pela Democracia no Brasil.

Antes e depois de 31 de Março de 1964, a Extrema Esquerda sequestrou, torturou e assassinou inocentes, realizou atos terroristas com assaltos a bancos e explosões de bombas que mataram e trucidaram brasileiros e brasileiras (leiam meu artigo “Ações Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil”)

Após 31 de março de 1964, os militantes comunistas que viram seus planos frustrados no Brasil desencadearam através de ações de guerrilha e terrorismo, como por exemplo, o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o Consulado Americano; o assassinato do industrial dinamarquês Henning Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler, os inúmeros assaltos a bancos, o sequestro de embaixadores estrangeiros no Brasil, e os assassinatos de inexperientes recrutas em ataques a quartéis (inclusive com a participação da ex presidente do Brasil, Dilma Rousseff).

Os terroristas comunistas Capitão Carlos Lamarca (que desertou do Exército), Deputado Federal Carlos Marighella e outros combatentes da Luta Armada no Brasil, jamais foram heróis. Foram traidores da Pátria Brasileira, e junto com seus comparsas terroristas, lutaram, roubaram, sequestraram, torturaram e mataram inocentes, não pela Democracia e pela Liberdade, mas para que o Brasil fosse transformado numa ditadura assassina e sanguinária sob as ordens de Cuba e da Rússia.

Depois, com a saída dos Militares, e com a Anistia e a volta da luta pelo Poder (desta vez através da Política e da Corrupção), a Esquerda se apresentou ao Povo Brasileiro como as "vitimas" do "golpe", se apresentaram como a "resistência", e como os "bonzinhos e mocinhos da História", como democratas e progressistas, e não foi nada disso que aconteceu.

Durantes décadas, milhões de pessoas no Brasil têm sido ensinadas e doutrinadas por professores comunistas, ou por professores que ensinaram sem pesquisar e buscar as fontes originais da História, a aceitarem como verdade absoluta, que o que aconteceu em 31 de março de 1964 no Brasil foi um Golpe Militar desfechado contra inocentes idealistas, que sonhavam com um mundo justo, livre e igualitário.

O Povo Brasileiro, um povo sem memória e que não busca a Verdade, engoliu sem mastigar essas mentiras cínicas, covardes e hipócritas.

Comunistas brasileiros, bem antes de 31 de março de 1964, e sob ordens da Rússia e da China, foram treinados em Cuba e na China para darem um Golpe no Brasil e implantar uma Ditadura , e transformar o Brasil numa Ditadura Comunista tendo como modelo Cuba (que tinha feito uma Revolução Comunista em 1959 e passou a querer exportar sua revolução para os demais países).

Após a reação do povo brasileiro, que junto com os militares, não aceitavam o Comunismo no Brasil e fizeram acontecer o Movimento de 31 de março de 1964, os militantes comunistas que viram seus planos frustrados no Brasil, desencadearam ações de guerrilha e terrorismo com o terror, sequestro, tortura, mutilação e morte de civis e militares brasileiros.

As Forças Armadas então reagiram a esses atos de Terror e Violência, e a partir de 1968 se desencadeou no Brasil a chamada Luta Armada, os "Anos de Chumbo", onde os dois lados erraram e cometeram atos de desumanidade, sequestrando, torturando e assassinando. 

Foi uma Guerra, e nessa guerra não existiu mocinhos e bandidos. Os dois lados sequestraram, torturaram e mataram, mas apenas um lado saiu dessa guerra como "vítima" e foi até indenizado, o outro lado, o lado que salvou os brasileiros de serem escravos do Comunismo, foi durante décadas chamado de "torturador" e "golpista", cuspiram em seus rostos, e aí está a principal razão de hoje às Forças Armadas Brasileiras não intervirem no Brasil. 

Eram inúmeras as organizações terroristas no país, que sequestravam, torturavam e matavam, como pode ser lido e conhecido por todos em seguida. 


GRUPOS GUERRILHEIROS TERRORISTAS QUE ATUARAM NA LUTA ARMADA NO BRASIL (Jenyberto PIzzotti)

ALN - Ação Libertadora Nacional

MR-8 - Movimento Revolucionário 8 de Outubro

VAR-PALMARES - Vanguarda Armada Revolucionária Palmares

COLINA - Comando de Libertação Nacional

POLOP - Organização Revolucionária Marxista Política Operária

VPR - Vanguarda Popular Revolucionária 

MRT - Movimento Revolucionário Tiradentes

MOLIPO - Movimento de Libertação Popular 

AP - Ação Popular

GR-11 - Grupo Revolucionário dos Onze

POC - Partido Operário Comunista

FALN - Força Armada de Libertação Nacional

MAR - Movimento Armado Revolucionário

REDE - Resistência Democrática 

PRT - Partido Revolucionário dos Trabalhadores

APML - Ação Popular Marxista Leninista

RAN - Resistência Armada Nacionalista

MRM - Movimento Revolucionário Marxista

TL - Tendência Leninista

MNR - Movimento Nacionalista Revolucionário

M3G - Marx, Mao, Maringuella e Guevara

MR-21 - Movimento Revolucionário 21 de Abril

FLN - Frente de Libertação do Nordeste

PCR - Partido Comunista Revolucionário

UC - União dos Comunistas

CRMG - Corrente Revolucionária de Minas Gerais

DUSP - Dissidência Universitária de São Paulo

DCG - Dissidência Comunista da Guanabara

PCBR - Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

ULDP - União pela Liberdade e pelos Direitos do Povo

PCdoB - Partido Comunista do Brasil Ala Vermelha


Leiam meu artigo “Ações Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil” para conhecer as ações executadas por essas organizações terroristas no Brasil.


NADA DE NOVO NO FRONT

Jornalismo Independente

Jenyberto Pizzotti

Certificado de Reservista nº 217479 

Ministério do Exército – 2ª RM – 14ª CSM

R.G. 8.450.437-7 - SSP/SP 

jenyberto@yahoo.com.br


Alguns vídeos que podem te ajudar a entender o que REALMENTE aconteceu em 31 de março de 1964:

Como estava o Brasil antes de 31 de Março de 1964

http://www.youtube.com/watch?v=x8QsXuD8tYk


A Revolução de 1964 – A Esquerda Derrotada

http://www.youtube.com/watch?v=nMiELBPvLgI


Brasil, Guerrilha e Terror - A Verdade Escondida

https://www.youtube.com/watch?v=USzqJeTAPk4


1964 - O Brasil entre Armas e Livros (FILME COMPLETO)

https://www.youtube.com/watch?v=yTenWQHRPIg&t=26s