Em momentos anteriores, Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, desmentiu involuntariamente a alegação do senador Bernie Sanders - o americano mais comunista, de que bilionários podem comprar as eleições americanas. Portanto, o ex-prefeito de Nova York certamente teve seus momentos de destaque.
E agora ele retorna para contestar outra proposta destrutiva de Sanders que, tragicamente, atraiu apoio bipartidário. "IA de Propriedade Estatal é uma Ideia Terrível", diz uma manchete muito bem-vinda. Michael Bloomberg escreve esta semana para o veículo de mídia que leva seu nome:
No esforço para regulamentar a inteligência artificial, uma ideia perigosa ganha força em Washington: conceder ao governo participações acionárias nas maiores empresas de IA. Ambos os partidos vislumbram ganhos financeiros imediatos. Nenhum deles pensa a longo prazo. Em algum lugar, Karl Marx está sorrindo.
Não surpreende que o senador socialista de Vermont queira exigir que os grandes laboratórios de IA cedam 50% de seu capital a um "fundo soberano", mas o presidente Trump também parece apreciar o conceito, afirmando que seria "algo maravilhoso" se o governo adquirisse participação acionária em empresas de IA. Democratas e Republicanos têm feito poucas críticas aos seus correligionários, aumentando a probabilidade de que alguma versão dessa ideia terrível se concretize.
Bloomberg delineia as razões pelas quais a propriedade estatal é sempre uma má ideia:
Quando o governo se torna acionista de uma entidade do setor privado, os efeitos positivos da concorrência de mercado podem ser comprometidos. A política se sobrepõe aos lucros, o favoritismo e o clientelismo criam raízes, a inovação sofre, a competitividade se desgasta e a regulamentação é corrompida.
Em vez de uma meritocracia onde os melhores produtos e serviços competem para vencer, o mercado transforma-se em um conluio de bastidores, onde o sucesso é determinado por conexões políticas, orçamentos de lobby e considerações eleitorais — fatores que corrompem decisões regulatórias, sufocam a concorrência e inibem a inovação. E quanto mais dinheiro dos contribuintes estiver em jogo, maiores serão os incentivos para que as empresas optem por decisões politicamente seguras, em vez de assumir riscos que poderiam gerar grandes recompensas.
Como se tudo isso não bastasse: quando as empresas se tornam grandes e inchadas demais para quebrar, o público arcará com a conta dos resgates financeiros.
Ele então explica por que a participação do governo em empresas de inteligência artificial seria particularmente destrutiva:
As empresas americanas de IA tornaram-se a inveja do mundo porque conseguiram experimentar com agilidade, testar ideias ousadas, tolerar falhas e buscar objetivos ambiciosos sem interferência indevida do governo. O fato de o governo federal já deter participação em diversas empresas de tecnologia de variados setores não significa que ele deva ampliar essa lista. A justificativa para esses acordos tem variado — fortalecer cadeias de suprimentos, proteger a segurança nacional, garantir uma "fatia do negócio" —, mas todas elas são equivocadas. E, no caso da IA, os riscos associados a esses arranjos será amplificado de forma significativa.
Considere o fato de que as empresas de IA são, muitas vezes, plataformas de expressão. Além das preocupações com censura ou vigilância, é alarmantemente alta a probabilidade de que a política comece a contaminar as respostas geradas pela IA. Defensores da liberdade de expressão estão, com razão, soando o alerta sobre o controle governamental.
Qualquer que seja a visão que se tenha da actual administração, a possibilidade de o governo ditar e distorcer os resultados da IA – informação, dados e o próprio conhecimento – deveria causar arrepios na espinha. O potencial para propaganda faria George Orwell corar. E quanto mais capaz a IA se tornar, mais preocupante será essa possibilidade.
Para ser mais claro: a Casa Branca está a considerar conceder ao governo novos e enormes poderes, assumindo um papel de propriedade em empresas que poderão muito bem moldar o futuro da tecnologia, da ciência, da educação, da guerra, das comunicações e de muito mais – pondo em perigo não apenas a economia da nação, mas também a nossa liberdade e democracia.
Sanders é um ideólogo que não permitiu que nem mesmo a queda do império soviético alterasse as suas opiniões, por isso não há hipótese de que esteja disposto a considerar um argumento convincente. Mas esperemos que Trump abandone esta ideia horrível.
Quanto a Bloomberg, muitos nova-iorquinos certamente se perguntarão se ele consideraria outra candidatura a prefeito.
As eleições brasileiras correm um sério risco de não serem reconhecidas pela comunidade internacional.
Enquanto o governo faz discurso dizendo que aceita observadores, a realidade nos bastidores é outra: o TSE barra missões internacionais de transparência experientes, e o Itamaraty joga gasolina na fogueira ao negar vistos para uma missão diplomática americana que discutiria exatamente o nosso processo eleitoral.
O segredo do sistema eleitoral brasileiro agora se tornou conhecido no mundo todo. A imprensa internacional está repercutindo a decisão suspeita do Brasil de negar vistos a diplomatas americanos designados a conhecer o método adotado exclusivamente no Brasil.
O Brasil negou vistos a dois altos funcionários do Departamento de Estado que a administração Trump planejava enviar em uma missão para lançar dúvidas sobre a imparcialidade e a integridade do sistema eleitoral do país antes da eleição presidencial brasileira neste outono
Com o único sistema do mundo sem comprovante impresso pelo eleitor e o fantasma de empresas obscuras participando da evolução do sistema, o Brasil flerta com o mesmo isolamento diplomático que Nicolás Maduro sofreu em 2024.
Se o governo fecha as portas para o escrutínio internacional, a desconfiança só aumenta.
Elon Musk acredita que o dinheiro poderá perder completamente a importância até 2036. A previsão foi apresentada durante uma entrevista ao The Economist, na qual o empresário descreveu uma economia movida por inteligência artificial e bilhões de robôs humanoides.
Segundo Musk, a economia é formada pela produção de bens e pela prestação de serviços. Se robôs equipados com inteligência digital forem capazes de realizar essas atividades em enorme escala, o mundo poderia alcançar o que ele chamou de uma economia “quase infinita”.
“Se robôs e inteligência artificial estiverem fornecendo mais bens e serviços do que qualquer ser humano poderia consumir, para que você precisaria de dinheiro?”, questionou.
Musk citou comida, moradia, transporte e entretenimento como exemplos do que poderia se tornar amplamente disponível. Ele também estimou que a inteligência artificial poderá superar a soma da inteligência humana em aproximadamente cinco anos.
A declaração, entretanto, é uma previsão pessoal, não um plano econômico já em execução. O próprio empresário reconheceu que o dinheiro continuará necessário durante a transição.
Também permanecem questões que a tecnologia, sozinha, não responde: quem será proprietário dos robôs, como a produção será distribuída e de que forma recursos naturalmente limitados — como terrenos, energia e matérias-primas — seriam administrados.
Publicações nas redes ainda afirmam que Musk comparou a inteligência artificial a um “Deus pessoal”. Essa expressão não aparece na entrevista original. Ele disse que sistemas futuros deverão se preocupar com a humanidade e buscar o bem-estar das pessoas.
Na sua opinião, robôs e inteligência artificial podem realmente tornar o dinheiro desnecessário nos próximos dez anos?
Enquanto Musk prevê o futuro, o Brasil continua discutindo o passado. Em vez de discutirmos uma produtividade quase infinita, ainda estamos presos ao debate sobre a escala 6x1. O Brasil está tentando regulamentar o emprego como se a estrutura produtiva do século 20 permanecesse intacta, enquanto o restante do mundo começa a construir uma economia na qual produzir, trabalhar e receber renda poderão deixar de fazer parte da mesma relação.
A esquerda sentiu. O STF também. Fonte: as mensagens emitidas por seus respectivos representantes deixaram isto transparente. As reações imediatas de uma deputada do PT submetendo a um eventual julgamento o vídeo de Jair Bolsonaro produzido por IA e a do presidente do STF sobre a fala o presidente argentino ficaram como marcas históricas.
A presença do presidente da Argentina, Javier Milei, na Convenção, transformou esse evento partidário brasileiro em um episódio de repercussão internacional.
Tal presença evidencia uma transformação na dinâmica das disputas eleitorais contemporâneas. As eleições deixaram de ser fenômenos estritamente nacionais e passaram a integrar uma disputa política transnacional.
De um lado, forças da esquerda reunidas em torno de organizações como o Foro de São Paulo, de outro, lideranças conservadoras e liberais que passaram a atuar de forma coordenada, compartilhando estratégias, discursos e apoio político além de suas fronteiras.
Milei deixou claro que a eleição brasileira será decisiva para toda a América Latina. O Brasil passou a ser visto como a principal e mais importante disputa política do continente.
Leia o discurso na íntegra
Olá a todos.
Em primeiro lugar, quero agradecer às autoridades do Partido Liberal e, em especial, a Flávio Bolsonaro por me convidar para participar deste evento tão importante às vésperas das eleições no Brasil.
É um grande prazer para mim estar neste país, entre aqueles que compartilham minha paixão pelas ideias da liberdade. Isso ganha especial relevância em um momento como este, quando uma nação inteira se debate entre a libertação ou a continuidade de sua submissão à esquerda.
Por isso, é importante que tenhamos muito claros os termos dessa batalha e o que está em jogo, porque aquilo que as urnas decidirem no curto prazo, sem dúvida alguma, terá consequências nas próximas décadas.
Vocês não devem escolher apenas por vocês mesmos, mas também pelas gerações futuras, por uma história cujo veredicto, cedo ou tarde, chegará e não perdoa.
Quero compartilhar com vocês algumas palavras que, se Deus permitir, ajudarão a inclinar a balança em favor do bem, incentivando-os a buscar, com determinação, a mudança que estão procurando.
Desde que assumi a Presidência da República Argentina, venho insistindo em uma ideia específica: os argentinos são profetas de um futuro distópico.
Vivemos as consequências de seguir o caminho do socialismo até o fim e vimos como nossa nação, que já foi uma potência mundial, foi afundada na pobreza pela esquerda,
E, justamente porque passamos por isso, não queremos que outros povos passem pelo mesmo.
Por isso, parte da missão do nosso governo é alertar outras nações para que mudem de rumo a tempo e possam evitar tragédias sociais e econômicas como a da Argentina — ou até piores.
Fizemos isso em visitas a outros países, em fóruns e organismos internacionais e em todos os lugares onde tivemos oportunidade. E continuaremos fazendo.
Seguiremos levando nosso testemunho, em toda parte, contra as mentiras do socialismo.
Quando chegamos ao poder, nosso país caminhava para uma nova hiperinflação, a terceira de sua história.
O kirchnerismo — ou seja, a versão argentina de "o Presidiário", como ele se refere a Lula — havia consumido praticamente todos os recursos disponíveis para sustentar um modelo econômico e político baseado em interesses estabelecidos.
Um sistema em conflito com os princípios básicos do direito natural e com as noções mais elementares da economia. Na verdade, estava em conflito com a própria realidade, e isso nos conduzia a uma crise terminal, provavelmente a pior que já enfrentamos.
Os argentinos haviam sido seduzidos pelo canto da sereia do socialismo do século XXI.
Foram levados a acreditar, por meio da propaganda, que o déficit fiscal não importava — ou que, inclusive, era algo positivo; que regulações sem fim existiam para nos proteger; que o Estado poderia substituir o espírito empreendedor de todo um país; que a riqueza poderia ser distribuída antes mesmo de ser criada.
Todas essas falsas promessas terminaram da mesma forma: com mais pobreza, mais déficit fiscal, mais inflação e uma infinidade de leis e regulações que dificultam a vida de milhões de pessoas.
Assim, para financiar um Estado insaciável, primeiro consumiram a poupança privada. Como isso não bastou, destruíram também a estabilidade monetária, financiando o déficit fiscal com emissão de dinheiro.
Estou falando de um governo que emitiu o equivalente a 13 pontos percentuais do PIB em um único ano para tentar vencer uma eleição e que ainda se gabava disso nas redes sociais.
Enquanto isso, havia um país vizinho que interferia na política argentina para tentar mudar o rumo da história em favor da esquerda.
Estou falando do mesmo país que prende opositores simplesmente por serem opositores.
E, para justificar esses ataques à propriedade privada, destruíram princípios morais básicos e também a educação que lhes dava sustentação.
Além disso, antecipando críticas de seus aliados históricos no Ocidente por seguir esse caminho autodestrutivo, romperam a tradição diplomática argentina e alinharam o país a ditaduras e grupos terroristas de diferentes partes do mundo.
Assim nos deixaram: pobres e isolados, em um mundo que muda em velocidade cada vez maior, onde cada dia perdido sob o velho modelo nos fazia ficar ainda mais para trás.
Eles condenaram o país à ruína apenas para preservar seus privilégios. As famílias e as empresas já não conseguiam planejar o futuro. Os jovens estavam convencidos de que o único projeto de vida possível era emigrar ou resignar-se à pobreza.
A inflação moldou a psicologia dos argentinos, obrigando-os a viver com horizontes temporais cada vez menores, abrindo mão do longo prazo para sobreviver ao dia a dia. Na prática, estavam empurrando os argentinos para níveis cada vez maiores de barbárie e incerteza.
Essa foi a calamidade da herança que recebemos: fazer uma geração inteira acreditar que o futuro estava em outro lugar ou, simplesmente, que ele não existia.
E o motivo de tudo isso é simples. Não se trata de decisões pessoais, mas dos incentivos que surgem quando se tenta agir contra as verdades evidentes da natureza humana em nome do poder.
Porque, quando alguém entra em conflito com os princípios básicos da humanidade, acaba entrando em conflito com a própria realidade e precisa inventar, todos os dias, novos remendos para impedir que a realidade desmonte suas ideias.
Por isso, o caminho para o socialismo é sempre — e em qualquer lugar — o caminho para o totalitarismo, porque o socialista precisa usar todos os meios à sua disposição para negar uma realidade que demonstra que suas ideias são falsas, nocivas e destrutivas para qualquer nação.
E, para isso, utiliza todas as ferramentas coercitivas do Estado.
Acredito que vocês saibam muito bem do que estou falando aqui.
De forma muito semelhante ao mito grego do leito de Procusto, a esquerda busca impor uma conformidade extrema a um sistema anti-humano, que exige, como regra, uma igualdade absoluta e ilusória.
Ou seja, uma situação em que o indivíduo precisa ser quebrado para se encaixar, como acontecia com os viajantes do mito grego, que eram esticados ou mutilados conforme a necessidade de seu anfitrião.
O que quero lhes dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais profundas e devastadoras desse modelo, mas poderá vivê-las se não mudar de rumo.
Confiamos em você, Flávio, para deter o lixo socialista.
O socialismo do século XXI criou raízes profundas neste país. O infame Foro de São Paulo, fundado por Lula da Silva e Fidel Castro, foi uma rede transnacional fundamental para a disseminação do comunismo no continente.
A linha política e teórica é a mesma. Apenas em cada país ela opera dentro das limitações próprias de seu território, de suas lideranças e de suas oposições.
Ou seja, diferentes manifestações de um mesmo fenômeno universal e atemporal.
Uma corrupção que existe desde que o homem é homem, desde que Caim matou seu irmão Abel. São a inveja e o ressentimento transformados em filosofia, mascarados sob as bandeiras da igualdade e da solidariedade.
E isso não leva a outra coisa senão ao roubo como sistema político. Leva ao roubo como sistema político.
Por isso, não se surpreendam ao ver que os socialistas sempre estarão ao lado dos ladrões, porque os socialistas são ladrões. E, como eu disse antes, essa visão de mundo não pode tolerar que existam países governados segundo as ideias da liberdade, porque eles funcionam como um espelho invertido de suas mentiras.
Em outras palavras, nós demonstramos todos os dias que o sistema deles não é apenas ineficiente, mas profundamente injusto. Por isso, a cada dia que passa, o desespero deles aumenta.
Eles não podem permitir que suas populações experimentem uma vida próspera e livre, sem depender da esmola dos políticos, nem podem aceitar que exista, ao lado deles, alguém desfrutando dos frutos da liberdade humana.
Por isso, hoje o socialismo latino-americano está sendo derrotado eleição após eleição: Argentina, Colômbia, Peru, Chile, Equador e, esperamos que em outubro, também um Brasil liberal.
Porque os contraexemplos são poderosos.
A transformação vivida pela Argentina repercute em toda a região e também no restante do mundo. Há outras nações despertando. Pouco a pouco, o véu está sendo retirado.
Entretanto, essa ideologia continua agarrada ao Brasil pelas mãos de um de seus principais promotores e mais antigos representantes. E, por esse motivo, diante do isolamento e da ameaça, aprofundou seu modelo populista. Nós fomos testemunhas do que o socialismo é capaz de fazer quando se sente acuado. Sabemos do que estamos falando.
Quando seus privilégios estão em jogo, não existe limite para o que estão dispostos a fazer.
E o futuro de todos os brasileiros sofrerá por causa disso. Por isso, não deixem que os socialistas ladrões roubem o futuro de vocês. A estratégia é a mesma em toda parte: destruir as contas públicas para vencer eleições prometendo soluções fáceis, imediatas e artificiais. É uma estratégia que conhecemos muito bem e que chamamos de "plan platita".
O plano é simples: mais gastos financiados por mais dívida, mais impostos ou, pior ainda, mais emissão de moeda e mais inflação. Os benefícios aparecem agora; as consequências ficam para depois. É a receita perfeita para o desastre.
Esse modo de agir é igual em toda a região: provocar um desequilíbrio econômico com o objetivo de preservar votos no curto prazo e permanecer no poder. Depois, quando perdem a eleição, assume a direita e precisa resolver todos esses problemas.
Enquanto isso, a própria esquerda, que os causou, culpa quem tenta corrigi-los.
Se vencem, vencem.
Se perdem, também.
Exemplos não faltam.
Basta olhar para o que acontece na Bolívia, no Chile, no Equador e na Colômbia. Essa foi a tragédia do socialismo do século XXI. Nunca entregou aos seus sucessores um país preparado para continuar crescendo. Pelo contrário.
Sempre deixou a mesma herança: um Estado gigantesco, uma economia destruída, uma moeda fraca e uma sociedade exausta de servir como laboratório do experimento socialista. E, quando chega a hora de colocar ordem nesse caos, são justamente aqueles que o provocaram que denunciam o custo das medidas necessárias para corrigi-lo.
Por isso, está na hora de afiar a tesoura. Afiar a tesoura para cortar o roubo praticado por todos os delinquentes socialistas.
No ano passado, durante as eleições legislativas na Argentina, o Congresso chegou ao extremo de tentar abrir sete processos de impeachment e apresentou diversos projetos que levariam o país à falência, com o objetivo de destruir o equilíbrio fiscal.
Buscavam, a qualquer custo, provocar um golpe de Estado, gerando pânico nos mercados e uma corrida contra o dólar.
Quando se trata de permanecer no poder ou recuperar privilégios perdidos, realmente não conhecem limites. Assim, hoje o Brasil caminha para uma crise da dívida, resultado de Lula não ter feito o ajuste fiscal que a situação exigia e, agora, estar agravando ainda mais o problema para aumentar suas chances de vencer as eleições.
Ou seja, o desperdício, cedo ou tarde, cobra seu preço. E esperamos que esse preço seja pago por quem o provocou, sendo derrotado nas urnas em outubro.
Voltou um poder radicalizado, seguindo páginas do manual de desastres que o kirchnerismo escreveu na Argentina.
Se na Argentina temos aquilo que chamamos de "risco Kuka", aqui no Brasil hoje vocês têm o "risco Lula", algo que, segundo Milei, se reflete claramente no mercado acionário.
Mas por que Lula se sente ameaçado?
Porque existe alguém que, assim como aconteceu na Argentina, está disposto a enfrentá-lo e a se tornar a voz dessa maioria silenciosa que já sofreu abusos.
Estou falando de Flávio Bolsonaro, filho do meu grande amigo, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliás, nem sequer me permitiram visitar meu amigo, injustamente preso, quando sei que Lula recebeu inúmeras lideranças estrangeiras durante o período em que esteve preso, entre elas o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernández.
Isso nada mais é do que uma demonstração clara da injustiça de sua prisão e de seu evidente caráter vingativo. Meu estimado Jair, envio-lhe um abraço à distância.
Aquilo que hoje os burocratas estão impedindo em breve se tornará realidade, e voltaremos a nos abraçar. Por isso, considero que Flávio é a pessoa que hoje pode derrotar Lula e liderar uma verdadeira mudança para todos os brasileiros.
Hoje o Brasil pode se somar à transformação regional da qual fomos testemunhas nos últimos anos, fazendo da América Latina uma região sinônimo de progresso, e não de uma miséria romantizada sob o rótulo do realismo mágico.
Acredito firmemente que não há ninguém mais capaz de pôr fim ao risco Lula que paira sobre o Brasil como uma espada de Dâmocles.
E sei que não há outro com força suficiente para enfrentar as organizações criminosas e os cartéis do narcotráfico que mantêm tantos bairros, comunidades e até cidades inteiras como reféns.
Somente alguém com vontade de ferro pode travar essa batalha, porque não é simples enfrentar um desafio dessa magnitude.
E, nisso, deposito total confiança no meu amigo Flávio Bolsonaro.
Já experimentamos o garantismo. Já experimentamos a paciência e a piedade com quem comete crimes. E todas essas estratégias socialistas fracassaram. Por isso, os brasileiros já sabem que existe apenas uma fórmula eficaz para erradicar a criminalidade:
Quem comete um crime deve pagar por ele.
Já demonstramos que tudo isso é possível na Argentina. Mostramos que é possível reduzir a criminalidade e recuperar a ordem pública quando se governa com firmeza e se pune quem delinque.
Mostramos que é possível reduzir drasticamente o tamanho do Estado sem que a população perca serviços, porque o populismo o enche de funcionários ineficientes.
E, assim como conseguimos isso na Argentina, confio que o Brasil também poderá voltar a se levantar, porque é isso que Flávio representa.
Ao escolher as ideias da liberdade, vocês voltarão a testemunhar uma prosperidade à altura do Brasil.
E, quando finalmente começarem a se reerguer, vocês saberão que estão no caminho certo porque, um a um, os principais representantes do progressismo internacional iniciarão campanhas de difamação contra vocês.
Aqueles que nunca lhes deram muita atenção enquanto o país afundava lentamente na decadência aparecerão de repente, em massa, para apontar todos os seus defeitos — reais ou inventados — quando vocês começarem a prosperar.
Vocês já viram isso há quatro anos, nas últimas eleições presidenciais, e verão novamente.
Preparem-se. Porque a esquerda não tem problema algum em jogar sujo. Preparem-se para uma grande batalha.
Os argentinos vivem isso há muito tempo.
Eles gostavam mais de nós quando éramos os melhores alunos do progressismo. Quando éramos um país-laboratório para seus experimentos políticos. Quando nosso governo abraçava modelos de decadência material e espiritual.
Queriam que aceitássemos, sem questionar, tudo o que seus representantes locais diziam sobre nós. Queriam que sentíssemos vergonha da nossa história e jogássemos nossos heróis nacionais no lixo. Queriam que continuássemos sendo a vanguarda do pior que existe.
Toda essa operação tem como objetivo destruir a autoestima dos nossos povos para torná-los mais dóceis diante das receitas do progressismo.
Um povo convencido de que seu passado foi injusto acaba acreditando que precisa desses falsos sacerdotes de uma religião sem Deus para ser redimido.
Transformam a culpa em ferramenta política. Usam a vergonha como instrumento de dominação.
Os de dentro e os de fora, todos os progressistas, compartilham exatamente o mesmo projeto.
Eles não querem representantes de uma miséria digna, relegados ao papel de animais de estimação, sem orgulho nem relevância, dentro de uma ordem mundial que não escolhemos.
Não querem que Argentina, Brasil, Peru, Colômbia nem qualquer outro país do continente americano seja grande, forte ou próspero.
E digo os progressistas porque esse ataque sistemático contra a Argentina e os argentinos — o mesmo que, segundo ele, o Brasil enfrentará caso comece a prosperar — não vem de conservadores, nem de liberais clássicos, nem de nada parecido.
Vem exclusivamente da esquerda radical, em todas as suas formas.
Se vocês analisarem os dados da recente campanha contra a Argentina, verão que o país de onde partiram mais ataques foi o Brasil.
E não foram os brasileiros. Foi "a merda progressista socialista".
São eles que precisam que permaneçamos calados e obedientes para continuar impondo suas agendas que classificam como anti-humanas.
Mas o nosso Hino Nacional exige outra coisa.
Ele nos faz jurar morrer com glória antes de viver de joelhos.
E esse espírito inspira a luta que estamos travando no governo argentino e que espero que os brasileiros também possam travar nos próximos anos.
Por isso, quero lhes dizer que, quando choverem críticas infundadas, acusando vocês dos piores crimes e das maiores perversidades, não tenham medo.
Não baixem a cabeça.
Como dizia Ludwig von Mises:
"Não cedam diante do mal; combatam-no com ainda mais coragem."
Quando forem atacados, não sintam vergonha de ser quem são.
Isso será a prova mais evidente de que aquilo que estão fazendo está funcionando e de que o caminho escolhido é o correto.
Como diz o ditado.
"Ladram, Sancho, sinal de que cavalgamos."
Por isso, quero lhes dizer que a decisão que vocês têm diante de si é clara.
E, embora o caminho seja difícil e os inimigos — à direita e, sobretudo, à esquerda — queiram destruí-los, a liberdade está acima de tudo.
Finalmente, neste 4 de outubro, vão todos às urnas pelo futuro, pelo Brasil.
Votem com fé.
Porque, ainda que eles tenham toda a máquina do Estado, todo o apoio da imprensa estrangeira e das elites, jamais poderão contar com o verdadeiro poder.
Porque a vitória em uma batalha não depende da quantidade de soldados, mas das forças que vêm do céu.
Por isso, vamos, Flávio. Sigamos em frente. Façam o Brasil grande novamente.
Que Deus abençoe todos vocês. Que as forças do céu nos acompanhem.
Viva a liberdade, carajo!
O Hotel de Tambaú foi construído em plena areia da praia de Tambaú em João Pessoa, Sérgio Bernardes aproximou a cidade do oceano. Ele foi o responsável por projetar o Hotel que passou a servir como vitrine da modernização urbana da capital paraibana nos anos 1970, e se tornou mais tarde um dos principais cartões postais de João Pessoa.
O Hotel possui uma estrutura horizontal baixa para garantir vista para o mar em todos os 173 quartos. Foi construído diretamente sobre a areia, com base aberta para a circulação da água do mar.
1972
O Hotel fechou suas portas definitivamente em 2020, vítima de dificuldades financeiras da antiga rede proprietária e de uma prolongada disputa judicial.
O imóvel chegou a ser arrematado em leilão judicial em 2021 e, após decisões finais da Justiça validando a compra, há expectativas e planos de grandes investimentos para a revitalização e reabertura do empreendimento.
A revista Oeste deste final de semana traz a capa e reportagens sobre o atual momento político e econômico do Brasil. Resumo dos prinicipais artigos estão citados abaixo e fazem referência a outros momentos de politicagens ocorridos no País, a começar pelo entendimento remoto do lançamento do Bolsa Família.
Jarbas Vasconcellos, ex-governador de Pernambuco e ex-senador, fez um perfeito resumo da ópera da politicagem: “O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo”. A gastança que ameaça levar o Brasil à falência reafirma que Lula sabe disso.
Como sempre apostou nos votos dos pobres e desinformados para conseguir outro mandato, Lula depende da legião de dependentes do governo, que cresceu como nunca nos últimos quatro anos.final do terceiro mandato, Lula faz de conta que melhorou um país à beira do colapso, como informa Raphaela Ribas na reportagem de capa desta edição. “Se quiser salvar o Brasil da falência, quem assumir a Presidência em 1º de janeiro de 2027 terá de desarmar uma bomba”. Sempre de olho nas urnas, “Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando”. Não está. O cenário é tão assustador quanto o produzido por Dilma Rousseff há mais de dez anos.
Quem vê as coisas como as coisas são enxerga incontáveis evidências de “quanto o país retrocedeu nos governos petistas”, afirmaAdalberto Piotto: “Olhe ao redor e me diga se o Brasil realmente melhorou na redução da miséria quando se sabe que a população de rua aumentou quase 100% nos três anos e meio desse terceiro mandato”, propõe Piotto. O retrato pode ser visto sem retoques em reportagem de Yasmin Alencar. Três anos depois de anunciar um programa de R$ 1 bilhão para resolver a questão, o número de moradores de rua de fato dobrou.
Entre as prioridades do 15º Plano Quinquenal chinês, aprovado em 12 de março de 2026, encontram-se a autossuficiência alimentar, a IA no campo e e novas proteínas. Todas estão no centro de seu planejamento para os próximos anos. O recado para os grandes exportadores, como o Brasil, é difícil de ignorar. A estratégia da China é clara - importar menos e produzir mais. O movimento já começou. Desde janeiro, a China passou a aplicar um adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem as cotas anuais estabelecidas para países como o Brasil, com o objetivo declarado de proteger sua produção doméstica.
Enquanto o Brasil se volta para a China como parte de sua estratégia de diversificação, Pequim trabalha para reduzir justamente a dependência externa que ajudou a transformar o país em uma potência agrícola.
"A China identificou que estar muito exposta a importações é um elemento de vulnerabilidade para um país com uma população tão grande e por isso está promovendo uma mudança estrutural", afirma Larissa Wachholz, coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e ex-assessora especial do Ministério da Agricultura.
"Obviamente, a China não vai renunciar às exportações brasileiras de soja num prazo visível, mas ela vai começar a depender num grau cada vez menor dessas importações, porque está investindo seriamente em tecnologias de substituição dessas proteínas vegetais por aminoácidos industriais e outras formas de produção de proteína para consumo animal. Essa ideia de que a produção brasileira de soja é importantíssima para alimentar o mundo é uma ficção. Nós não alimentamos pessoas, nós alimentamos animais", afirma o professor Ricardo Abramovay, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo .
O alerta encontra respaldo em projeções do relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, segundo o qual as importações chinesas de soja podem cair cerca de 25% até 2030 — uma redução equivalente a aproximadamente 23,5 milhões de toneladas.
Entre os fatores apontados estão melhorias na alimentação animal, ganhos de produtividade e o avanço de proteínas produzidas por novos processos industriais. O estudo destaca tecnologias como fermentação de precisão, biomanufatura e carne cultivada em laboratório, métodos que podem reduzir a necessidade de soja destinada à produção convencional de proteína animal.
A transformação da China em potência econômica foi acompanhada por uma mudança igualmente profunda na forma como sua população se alimenta. Desde o início das reformas econômicas lançadas por Deng Xiaoping no fim dos anos 1970, centenas de milhões de chineses deixaram a pobreza e ingressaram na classe média. Com mais renda disponível, a dieta do país passou por uma rápida diversificação: o consumo de carne, leite, ovos e alimentos processados cresceu de forma acelerada.
Essa mudança teve efeitos diretos sobre o comércio global de alimentos. Para produzir mais fontes de proteína, a China precisou ampliar fortemente a oferta de ração animal — que tem como um dos insumos principais a soja. Foi essa demanda crescente que ajudou a transformar o Brasil em um dos principais fornecedores agrícolas do país asiático.
Isso porque o território chinês enfrenta limitações estruturais para expandir sua produção agrícola: o país abriga cerca de um quinto da população mundial, mas dispõe de menos de 10% das terras agricultáveis do planeta e de cerca de 6% dos recursos hídricos globais.
Assim, durante décadas, a solução encontrada por Pequim foi combinar produção doméstica com importações crescentes de alimentos e insumos agrícolas. Esse modelo permitiu sustentar a expansão do consumo sem exigir que o país produzisse internamente tudo aquilo que sua população demandava.
Agora, porém, a mesma dependência externa que ajudou a impulsionar seu crescimento passou a ser vista internamente com apreensão, especialmente em um contexto marcado por guerras, disputas comerciais, sanções econômicas e interrupções nas cadeias globais de suprimento.
A preocupação não é teórica. Segundo o relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, a China é hoje o maior importador de alimentos do mundo e acumula um déficit comercial agrícola de US$ 124,5 bilhões.
No caso da soja, cerca de 84% do consumo doméstico depende de importações. Mais da metade desse abastecimento vem do Brasil, que responde por cerca de 71% das compras chinesas do grão.
Na carne bovina, a dependência externa é menor, mas ainda relevante: aproximadamente 32% do consumo é importado, e o Brasil responde por 54% dessas compras.
O historiador econômico Adam Tooze, da Universidade Columbia, enxerga paralelos entre a atual estratégia de soberania alimentar chinesa e a política industrial que permitiu ao país assumir posições de liderança global em setores como energia solar, baterias e veículos elétricos.
Em artigo recente publicado no jornal britânico Financial Times, ele aponta o caminho percorrido por Pequim em ambos os casos: planejamento estatal, financiamento direcionado, coordenação entre universidades, empresas e centros de pesquisa e forte aposta em inovação tecnológica.
"Se o desacoplamento alimentar for perseguido com a mesma energia da política industrial da China, ele irá subverter a economia agrícola global do último quarto de século", alerta Tooze.
O historiador argumenta que a dependência de importações ajudou a sustentar a rápida melhora do padrão de vida da população chinesa, mas também criou vulnerabilidades que passaram a preocupar a liderança do país.
"É para os atuais líderes de mercado que a formidável guinada da China em direção à segurança tecnoindustrial traz uma incerteza radical", conclui.
Para Wachholz, a lógica por trás dessa transformação vai além da produção agrícola. Segundo ela, Pequim passou a tratar a segurança alimentar como uma questão estratégica porque precisa garantir o abastecimento de uma população cada vez mais urbana, rica e exigente.
"A China não depende de importações para assegurar o mínimo de calorias para a sua população. Ela depende delas para garantir uma alimentação mais diversa", afirma.
Essa mudança ajuda a explicar por que o governo chinês tem direcionado investimentos para áreas como biotecnologia, agricultura de precisão e novas formas de produção de proteína. Ela também reflete transformações no comportamento do consumidor chinês, cada vez mais atento à relação entre alimentação, saúde e sustentabilidade.
"É muito comum usar o termo 'verde' na China. E esse termo está associado não apenas a algo que seja benéfico para o meio ambiente, mas também para a saúde. Os chineses tendem a compreender esses dois conceitos de forma associada", diz Wachholz.
"O Brasil tem que estar com o sinal amarelo ligado", afirma a senadora pelo Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura (2019-2022) Tereza Cristina (PP). "Não vai acontecer da noite para o dia [a redução das importações], mas o Brasil tem que estar de olho e se preparar para novos mercados ou para a diminuição da área plantada de soja", afirma.
Para ela, um dos pontos de atenção é a possível expansão do uso de sementes geneticamente modificadas pelos produtores chineses. Embora a China importe há décadas grandes volumes de soja transgênica produzida em países como Brasil e EUA, o cultivo doméstico dessas variedades avançou mais lentamente por razões regulatórias e políticas.
Nos últimos anos, porém, Pequim passou a flexibilizar gradualmente essas restrições e a investir pesadamente em melhoramento genético, biotecnologia e desenvolvimento de sementes próprias. O 15º Plano Quinquenal estabelece como meta elevar a autossuficiência em sementes consideradas estratégicas para 85%.
"A hora que eles passarem para os transgênicos e aumentarem essa produção própria para diminuir a dependência, o Brasil será o primeiro país impactado, já que nós somos os maiores exportadores de soja", diz Tereza Cristina.
Na visão de Abramovay, há também um fator geopolítico em jogo: uma eventual acomodação das tensões comerciais entre Washington e Pequim poderia levar a China a ampliar compras de produtos agrícolas americanos como parte de acordos mais amplos entre as duas potências. "É um horizonte que nem de longe pode ser tomado como seguro para o Brasil", afirma.
Para Tereza Cristina, o alerta não significa que o Brasil esteja condenado a perder espaço, mas que precisa começar a se adaptar a um cenário diferente daquele que predominou nas últimas duas décadas.
"O Brasil tem que pensar no que fazer estrategicamente, se terá que diminuir a produção de soja ou passar para outros produtos", avalia. "Não existem outros países para onde a gente possa exportar esse volume que podemos vir a perder se a China diminuir a demanda".
Segundo ela, a experiência recente mostra que metas anunciadas por Pequim costumam ser perseguidas de forma consistente: "Quando a China fala, ela cumpre. Então isso é um alerta para a produção brasileira."
Para Tereza Cristina, o governo deveria manter estruturas permanentes de inteligência estratégica para monitorar tendências globais e antecipar mudanças de mercado. Wachholz, que estabeleceu o "Programa China" na gestão da ministra, também vê falhas na resposta brasileira, mas direciona suas críticas principalmente ao setor privado.
"Ele deveria estar mais presente na China, fazendo mais ações de monitoramento e de acompanhamento e promoção dos nossos produtos", afirma. "O governo brasileiro trabalha para abrir o mercado, mas mesmo depois de aberto, os fluxos de negócio demoram a acontecer. Não é como se o Estado brasileiro fosse o exportador".
Apesar dos alertas, nenhum dos entrevistados prevê um colapso da relação comercial entre Brasil e China. O consenso é que Pequim continuará importando grandes volumes de alimentos brasileiros por muitos anos. O risco, segundo Wachholz, está em continuar tomando decisões de investimento de longo prazo como se a demanda chinesa fosse crescer indefinidamente.
Em seu artigo de hoje, (21/07/2026), Adolo Sachsida (ex-Ministro de Minas e Energia e ex-Secretário de Política Econômica) faz um alerta sobre o futuro da política econômica brasileira. Nele, Sachsida nos diz que uma das frases que sintetizam a visão do PT é: “O fiscal não pode se opor ao crescimento”. Eis alguns trechos de seu artigo.
Sachsida sugere que a afirmação parece razoável, quase inofensiva. Como costuma ocorrer com slogans bem construídos, porém, ela esconde mais do que revela. Afinal, essa frase sugere que responsabilidade fiscal e crescimento seriam objetivos adversários — e que limitar o gasto público significaria necessariamente limitar o desenvolvimento.
Quando a dívida pública é elevada e sua trajetória provoca desconfiança, o equilíbrio fiscal deixa de ser uma preferência de economistas ortodoxos e passa a ser condição para o próprio crescimento. É a confiança na sustentabilidade das contas públicas que ajuda a reduzir o risco-país, os juros de longo prazo e o custo do crédito para a empresa que deseja investir e para a família que pretende financiar a casa própria.
Sem essa confiança, o crescimento produzido pelo gasto público tende a ser o de sempre: um impulso de curto prazo, seguido de inflação, juros elevados e uma conta que alguém terá de pagar — geralmente quem dispõe de menos instrumentos para se proteger.
Dois caminhos, não um dilema
A escolha diante do país não é entre responsabilidade fiscal e crescimento, como o programa do PT insiste em sugerir. É entre dois modelos de crescimento. Um depende de gasto público crescente, tributação elevada e intervenção estatal — e dura exatamente até o dinheiro acabar. O outro nasce da estabilidade macroeconômica — dívida sob controle, moeda estável, meta de inflação respeitada, Banco Central independente — somada ao aumento da produtividade: segurança jurídica, abertura econômica, competição, infraestrutura, melhores marcos legais, educação, crédito eficiente e desburocratização.
Não é preciso telepatia nem "fontes que preferem não se revelar" para saber qual desses dois caminhos está sendo anunciado. Foi dito publicamente, com todas as letras, por quem coordena o programa de governo do PT, Sergio Gabrielli. Ao eleitor cabe apenas decidir se prefere acreditar no que ouve ou no que gostaria de ter ouvido. O Brasil já pagou, uma vez, para aprender essa lição. Seria uma pena pagar de novo — com juros.
Dario Amodei, Sam Altman and Demis Hassabis Executivos de IA dos EUA alertam sobre modelos chineses
Notícias publicadas nesta terça-feira estão apontando que executivos da OpenAI e da Anthropic estão emitindo alertas sobre a ascensão de IAs de baixo custo — particularmente novos modelos produzidos na China, sugerindo que eles levarão a um futuro de IA "distópico" e apresentarão riscos de segurança inaceitáveis caso não sejam regulamentados.
Alguns analistas que estudam o setor de IA afirmam que as duas empresas, que se preparam para abrir capital no próximo ano, querem apenas eliminar a concorrência.
O surgimento de sistemas de IA autônomos e de código aberto altamente capazes — incluindo o modelo Kimi K3, da Moonshot AI, e o Qwen 3.8 Max, do Alibaba, lançados recentemente e bem recebidos por investidores e usuários — revolucionou mais uma vez a corrida da IA. O Kimi K3 também se mostrou competitivo em relação aos modelos dos EUA em alguns testes de desempenho (*benchmarks*).
O debate sobre os novos modelos — que possuem "pesos abertos" (*open weight*), permitindo que usuários os baixem e personalizem com dados corporativos e para tarefas específicas — coincide com uma divisão na administração Trump sobre a adoção de medidas para limitar o uso desses modelos nos EUA.
"Um resultado provável de um mundo dominado por modelos abertos é o comunismo pleno da IA, que é exatamente o que a China propõe: em vez de um produto de mercado, a IA é um 'bem público' que acabará sendo fornecido pelo Estado como uma espécie de 'infraestrutura pública digital'", afirmou Dean Ball, chefe de futuros estratégicos da OpenAI, em uma publicação na rede social X na sexta-feira.
Ball, ex-funcionário da administração Trump, descreveu tal cenário como um "inferno distópico" e disse esperar que o governo Trump tomasse medidas para reduzir o uso de modelos de código aberto. Mais tarde, Ball esclareceu que não estava defendendo que o governo dos EUA desencorajasse o uso de IA chinesa.
Ele também destacou um desafio central da corrida da IA: empresas de IA de ponta captam bilhões de dólares para custear os vastos recursos computacionais necessários para continuar aprimorando os sistemas de IA. Se todos utilizarem sistemas de IA pelos quais, em grande parte, não pagam, não haverá como financiar o desenvolvimento contínuo de IA de fronteira tecnológica. Ball, que começou na empresa no início deste mês e concentra-se em estratégia de políticas, e a OpenAI afirmaram que os comentários dele não refletem as posições oficiais da empresa. A empresa desenvolveu seus próprios modelos abertos, e o CEO Sam Altman já declarou anteriormente que a abordagem anterior da OpenAI — de desenvolver apenas ferramentas fechadas — não foi sensata.
Outros executivos de alto escalão da área de IA alertaram que modelos abertos apresentam riscos enormes, uma vez que desenvolvedores e formuladores de políticas não têm controle sobre como eles são usados ou modificados.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, alerta sobre os riscos de sistemas de IA poderosos e abertos; em uma entrevista recente à Bloomberg, quando afirmou que a disponibilidade para download gratuito de modelos de IA com capacidades avançadas de segurança cibernética poderia ser prejudicial. "É uma preocupação séria", disse ele em junho.
O uso de modelos chineses — muito mais baratos que seus equivalentes americanos — está crescendo rapidamente em empresas dos EUA, levando alguns investidores a questionar a viabilidade a longo prazo das principais desenvolvedoras de modelos, como Anthropic e OpenAI.
O cenário atual dos modelos de código aberto nos EUA está começando a alcançar o da China. Na quarta-feira da semana passada, o Thinking Machines Lab — liderado por Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI — lançou seu primeiro modelo de IA aberto. O Nemotron 3 Ultra, da Nvidia, começa a ganhar força, e a Reflection AI — desenvolvedora de modelos abertos apoiada pela Nvidia — mantém laços estreitos com a administração Trump e planeja lançar seu primeiro modelo ainda este ano.
A confiança do mercado de que a Anthropic e a OpenAI continuarão criando modelos mais capazes, expandindo as fronteiras da IA, tem sido o motor desse "boom", ajudando a justificar gastos de trilhões de dólares em infraestrutura nos próximos anos. A ameaça de que novos participantes possam cobrar preços muito mais baixos do que elas por IAs avançadas pressionou para baixo, na semana passada, as ações de algumas empresas de tecnologia e IA.
David Sacks, investidor de risco e conselheiro da Casa Branca para IA, sugeriu que interpretou a publicação de Ball como uma confissão de uma "estratégia de captura regulatória". Sacks e outros veem há tempos os apelos por regulamentação da IA feitos por empresas como a Anthropic como tentativas de usar novas leis e políticas para prejudicar a concorrência.
“Transformar a incerteza regulatória em arma competitiva deveria ser algo totalmente inaceitável”, disse Sacks em uma publicação no X no domingo.
No último ano, autoridades do governo focadas em segurança consideraram uma série de medidas para restringir empresas chinesas de IA que desenvolvem modelos de código aberto, segundo pessoas a par das discussões. Elas avaliaram incluir essas empresas em listas negras comerciais, emitir alertas de segurança sobre elas e até mesmo uma possível ordem executiva voltada para modelos de código aberto; no entanto, divergências internas no governo impediram que qualquer uma dessas ações fosse concretizada, acrescentaram as fontes.
Essa tensão também atrasou a implementação de uma ordem executiva recente que exige que as empresas concedam ao governo acesso antecipado aos seus modelos mais poderosos, até 30 dias antes do lançamento. Os CEOs da OpenAI, da Anthropic e da DeepMind (subsidiária da Alphabet) sinalizaram recentemente apoio a uma maior supervisão governamental da IA à medida que os modelos ganham popularidade — o que alimentou críticas de que essas empresas estariam tentando sufocar a concorrência. A Alphabet é a empresa controladora do Google. Demis Hassabis, CEO do laboratório DeepMind do Google, sugeriu recentemente que desenvolvedores de modelos de código aberto sejam incluídos nas discussões sobre a regulamentação da IA.
No ano passado, o Congresso americano restringiu o uso do modelo chinês DeepSeek em redes federais e de defesa devido a preocupações com segurança e privacidade, mas legisladores e o governo não chegaram a impor outras restrições. Um dos desafios é que desenvolvedores de modelos menores — incluindo várias empresas chinesas — utilizam uma técnica chamada destilação, na qual aproveitam as capacidades das principais ferramentas dos EUA.
Autoridades que defendem a supervisão da IA expressaram preocupação de que modelos de código aberto possam representar riscos cibernéticos e de armas biológicas caso continuem evoluindo sem precisar seguir as mesmas regras impostas às principais empresas americanas, como Anthropic e OpenAI, segundo as fontes.
O governo Trump está comprometido em promover o ecossistema de código aberto dos EUA e em fortalecer a segurança nessa área, afirmou uma autoridade da Casa Branca. O novo foco nessa questão demonstra como as políticas complexas em torno de modelos abertos representam um desafio tanto para CEOs que buscam reduzir os custos com IA quanto para formuladores de políticas que querem evitar que a tecnologia seja usada para prejudicar os EUA.
“A IA é cada vez mais sinônimo de poder, e as preocupações com o uso dual são reais. No entanto, para as empresas americanas e para a maior parte do mundo, a capacidade de executar modelos de alta qualidade a baixo custo — e de uma forma que possam controlar — será de grande importância”, afirmou Austin Carson, CEO da SeedAI, uma organização sem fins lucrativos voltada para políticas de IA. “Quem entende de código aberto sabe que não se vence pela exclusão.”