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21 outubro 2026

As evidências não deixam dúvida: no domingo, vote Flávio Bolsonaro




A propósito do já conhecido powerpoint do Lula, os eleitores que ainda se encontram em dúvida em qual candidato votar no próximo domingo, de 25, dúvida esta, se houver, pois há muito tempo não deveria haver. A comparação entre as duas imagens não deixam dúvidas sobre a melhor escolha a fazer, até porque se torna inimaginável se votar em um candidato com esse currículo, isto no território brasileiro. Lá fora as imagens seguintes ilustram bem os seus gurus e respectivas companhias desde "criancinha".

  
As imagens à esquerda e abaixo resgatam a histórica (e controversa) entrevista concedida por Lula em julho/1979 à revista Playboy. E o motivo é sempre o mesmo: sua admiração confessa por figuras nefastas como Hitler, Che Guevara, Fidel Castro, Mao Tsé-Tung e o Aiatolá Khomeini. A entrevista completa está 
acessível aqui neste link.


E assim Lula continuou até os dias atuais quando está próximo de completar 81 anos de idade.













Lula vira problemão para a campanha

Lula convencido de que dispensa roteiro chegará ao último confronto sem ouvir quem o prepara. Na terça-feira, chegou a condicionar sua presença no debate da Globo à quebra dos sigilos de Flávio, e o PT precisou corrigi-lo horas depois, confirmando a participação.

O debate será na sexta-feira, 23, às 21h20 A dois dias da votação, se Lula repetir a Band, quebra a cara e afundará ainda mais sem tempo para se recuperar.

Do lado de Flávio, a orientação é dedicar mais tempo à economia, segurança pública e temas sociais, além de responder diretamente às perguntas de Lula. Trata-se de uma correção estratégica típica de campanhas competitivas: manter a contundência política, mas transmitir imagem mais presidencial e preparada para governar.

Outro aspecto relevante é que a campanha pretende preservar elementos que considera bem-sucedidos no primeiro debate, inclusive a movimentação pelo estúdio e a pressão constante sobre Lula.

A conclusão é objetiva. A campanha de Flávio percebeu que a eleição não será decidida pelos eleitores mais engajados, mas por quem ainda está em dúvida. Flávio poderá ampliar seu alcance eleitoral justamente no segmento que decidirá o resultado da disputa.

Na Band, a presença de Deltan Dallagnol com a camiseta “eu prendi o Lula”, ao lado de Sergio Moro, Nikolas Ferreira e Pablo Marçal, não foi acaso. Foi mensagem direta: a agenda da corrupção, da impunidade e da responsabilização permanece viva no centro do embate eleitoral.

Não é revanchismo; é memória institucional diante de um candidato cuja trajetória política foi permanentemente marcada por escândalos, condenações anuladas por decisões judiciais e suspeitas que o eleitor não tem obrigação de esquecer.

Lula fez uma autoprofecia: "Um ladrão não vai governar o Brasil"! Talvez a única verdade que ele disse nos últimos tempos

Lula fez um discurso em tom de confronto nesta terça-feira (20), durante agenda de campanha na região de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Durante o discurso, Lula também convocou sua militância a permanecer mobilizada nas ruas e nas redes sociais e voltou a desafiar Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura de seus sigilos bancário e telefônico.

Flávio Bolsonaro afirmou hoje (21), em Guarulhos (SP), que aceita abrir seus sigilos e cobrou que o presidente Lula (PT) também apresente informações sobre o próprio patrimônio e o de seus familiares, além dos gastos do cartão corporativo.

20 outubro 2026

O boom das exportações da China mascara problemas econômicos profundos no mercado interno

Há crise na economia do país que está provocando pessimismo nos consumidores, e agora não só os do setor imobiliário. Já há quase uma década que essa crise tem vazado para o mundo como revelado neste post de 2021: "China: furos, megalomania e reversão".


No momento atual, crescem as preocupações econômicas nas pessoas da China, inclusive sobre aquelas que têm emprego e renda estável. Publicados em outros países já é possível se encontrar relatos de pessoas físicas. Alguns deles são mostrados a seguir.

  1. Vivian Wei está encerrando seu negócio. Após mais de uma década atuando como recrutadora de talentos (headhunter), o trabalho praticamente desapareceu. As grandes empresas de tecnologia chinesas, que antes pagavam a Wei para recrutar centenas de engenheiros, agora estão, na verdade, demitindo funcionários.

Wei, de 46 anos, estima que sua renda caiu mais da metade nos últimos anos. Recentemente, ela e o marido cortaram gastos não essenciais para economizar. Antes, ela costumava gastar com produtos de cuidados com a pele, mas passou a optar por uma marca nacional mais barata.

Alguns de seus vizinhos perderam o emprego e tornaram-se motoristas da DiDi, a principal plataforma de transporte por aplicativo da China. A maior preocupação de Wei agora é se seu filho, de 12 anos, conseguirá um emprego quando crescer.

“Não sei o que o futuro reserva”, diz Wei.

Para pessoas em toda a China, as preocupações econômicas estão aumentando. A crise no setor imobiliário, que já dura anos, como citado no artigo mencionado no primeiro parágrafo deste post, não dá sinais de que terminará tão cedo; empregos estáveis ​​estão se tornando mais raros, especialmente para os jovens; e muitas pessoas parecem estar guardando dinheiro, preparando-se para tempos ainda mais difíceis.

Isso significa que a China precisa buscar crescimento econômico no exterior — o que, por sua vez, tem elevado as tensões com seus parceiros comerciais. As exportações dispararam 36% em setembro deste ano, colocando a China no caminho para superar o recorde de US$ 1,2 trilhão em superávit comercial registrado no ano passado, impulsionadas pela crescente demanda por produtos como veículos elétricos e maquinário.

Dados publicados estão mostrando que as exportações foram o principal motor do crescimento econômico chinês este ano. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,5% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais divulgados — um avanço em relação aos 4,3% registrados no segundo trimestre e em linha com a meta de Pequim de um crescimento entre 4,5% e 5% para este ano.

Contudo, embora a China avance a passos largos em tecnologias de ponta, como inteligência artificial e robótica, grande parte de sua economia interna enfrenta sérias dificuldades. O investimento em ativos fixos — que monitora gastos com bens como residências, fábricas e estradas — caiu 7,2% nos três primeiros trimestres do ano em comparação com o mesmo período de 2025, sendo que, no setor imobiliário, a queda foi de 21%.

Os gastos dos consumidores permanecem contidos. As vendas no varejo, um indicador do consumo das famílias, subiram 1,1% em setembro — um aumento em relação aos 0,4% de agosto, mas abaixo dos 3% registrados um ano antes.

2. Li Yan, vendedora de roupas em um mercado atacadista em Pequim, afirmou que não obteve lucro no ano passado e que, este ano, as vendas caíram ainda mais. Ela vende blusões por um valor equivalente a cerca de 15 dólares cada, obtendo um lucro de apenas alguns dólares por peça. Para cobrir os custos, ela precisa vender cerca de 30 unidades por dia; na maior parte do tempo, porém, ela não consegue atingir esse patamar.

Ela também reduziu seus gastos pessoais. Antigamente, costumava se presentear com itens como joias, mas, agora, evita comprar qualquer coisa de que não precise.

“Se os negócios não vão bem e você não está ganhando dinheiro, você não vai gastar muito”, diz Li, de 52 anos. “É um círculo vicioso.”

3. Em outra parte de um mercado em Pequim, uma vendedora de artigos de couro relatou que não renova seu estoque há mais de um ano, pois ainda não conseguiu vender boa parte do lote anterior. 

4. Uma comerciante de ferramentas e artigos para manutenção doméstica contou que, antigamente, suas vendas diárias chegavam a cerca de 300 dólares, mas, hoje, um “bom dia” de vendas gira em torno de 50 dólares.

Embora a taxa oficial de desemprego urbano na China tenha permanecido estável, em torno de 5%, alguns economistas acreditam que a realidade do mercado de trabalho está mascarada por um contingente crescente de trabalhadores que atuam em ocupações informais ou temporárias (o chamado *gig work*). Espera-se que o número de pessoas na China em regime de trabalho flexível — isto é, sem um contrato permanente — chegue a 320 milhões em 2026, representando mais de 40% do emprego urbano, segundo o Centro de Pesquisa sobre Novas Formas de Emprego na China, um centro de estudos.

5. Fryda Fan, amiga da recrutadora Wei, contou que sua renda como corretora de seguros permaneceu estável, em parte porque muitas pessoas estão poupando mais e destinando recursos a produtos de seguro. Ainda assim, ela substituiu alguns de seus itens de consumo diário por alternativas mais baratas, já que o futuro parece incerto.

“Fiz algumas mudanças no meu estilo de vida”, disse Fan, que optou por um café de 3 dólares na rede local M Stand, em vez de uma bebida de 6 dólares no Starbucks.

Economistas, tanto dentro quanto fora do país, têm instado Pequim a implementar políticas que estimulem o consumo e reduzam a dependência das exportações. Recentemente, as autoridades lançaram medidas como subsídios para financiamento imobiliário e novos investimentos em infraestrutura; contudo, evitaram realizar as reformas profundas e os estímulos que muitos economistas consideram necessários para reequilibrar a economia.

Um dos principais esforços de Pequim para impulsionar os gastos nos últimos anos foi um programa que oferece subsídios para que os consumidores substituam eletrodomésticos antigos e outros produtos por itens novos. A iniciativa ajudou a alavancar as vendas no varejo no ano passado, mas tem se mostrado menos eficaz este ano, uma vez que muitas famílias já realizaram compras de maior vulto.

19 outubro 2026

O mundo digital se transformando em armas

Redes russas como "Matryoshka" estão agindo como incendiários
 oportunistas digitais, exagerando intencionalmente a escala do caos 
para simular um levante civil em escala nacional.

Agências de inteligência francesas confirmaram (19/10/2026) que redes de bots ligadas à Rússia estão transformando em arma os tumultos violentos do último fim de semana, inundando as redes sociais com vídeos falsos antigos, reciclados e gerados por IA de brutalidade policial para provocar ainda mais os manifestantes.

A imensa promessa econômica e científica coexiste com perturbações potencialmente gigantescas. A ASI (Inteligência Artificial Superinteligente) poderá fortalecer agentes mal-intencionados ao viabilizar ataques cibernéticos devastadores e armas biológicas; inaugurar a automação da tomada de decisões militares, tornando as guerras mais rápidas e menos controláveis; ou possibilitar a criação de armas revolucionárias, como sensores capazes de tornar os oceanos efetivamente transparentes. 

A ASI poderá transformar o equilíbrio de poder ao conferir uma vantagem militar enorme aos países que alcançassem a ASI primeiro. Não há garantia de que essas vantagens caberiam a sociedades democráticas. Há alertas de que a ASI poderá provocar um "pesadelo totalitário" ao viabilizar uma vigilância abrangente e automatizar a repressão. 

O risco mais grave é que a superinteligência possa escravizar ou exterminar a humanidade. A ASI poderá ajudar a raça humana a se autodestruir, auxiliando niilistas a desencadear novas pandemias ou provocar "guerras-relâmpago" automatizadas que resultariam em uma catástrofe nuclear. Ou talvez uma tecnologia mais inteligente que seus criadores acabe por vê-los como ameaças a serem eliminadas ou recursos a serem explorados. Alguns executivos da área de IA estimam essa "probabilidade de catástrofe" em até 25% ou até mesmo 50%.



Malandro carioca - Lula se deu mal

Lula chamou Flávio Bolsonaro de “malandro carioca” durante o debate realizado na Band, na noite deste domingo (18). A declaração ocorreu durante uma discussão sobre gastos públicos e possíveis cortes de despesas no governo federal.

De acordo com o UOL, a utilização da expressão “malandro carioca” gerou reação imediata e Lula chegou a ser vaiado por parte da plateia nos estúdios da emissora.
No segundo bloco do programa, Flávio Bolsonaro utilizou seu tempo para responder diretamente ao comentário. O candidato do PL dirigiu-se aos eleitores do Rio de Janeiro, afirmando que o presidente desrespeitou os moradores do estado e que esta seria a forma como o petista trata a população local quando a maioria opta pela mudança.


A fala abriu um desgaste na campanha de Lula, gerando preocupação entre seus aliados sobre uma possível repercussão negativa junto ao eleitorado fluminense nesta fase final da eleição.
No primeiro turno, o cenário no estado do Rio de Janeiro registrou 53,01% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro, enquanto Lula obteve 39,41%.

18 outubro 2026

Tirar Lula da Presidência da República é a maior economia que o Brasil pode fazer

Foi uma das melhores frases ditas pelo candidato Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial desta noite na Band.



O vídeo e as imagens abaixo resumem bem o que dele resultou.

















PS.: em atualização .

Lula assiste Roberta Luchsinger falar à CNN



Às vésperas do debate da TV Band, Lula deve ter sido surpreendido com a entrevista concedida pela lobista Roberta Luchsinger, na CNN, íntegra aqui.

Roberta Luchsinger fala à CNN

Chamada de "pilantra" por Lula, em entrevista na Rede Globo, Roberta deu o troco. Disse que Lula é mentiroso; e afirmou que Lulinha tinha reuniões semanais com ministros de Estado para "trocar figurinhas" ou manter diálogos. 

Sobre a alegação de Lula que não a conhecia, Roberta Luchsinger disse que é a melhor amiga de Lulinha e ironizou alegando que o presidente deve estar senil, uma vez que tinha uma convivência extremamente íntima com Lulinha e sua família. 

A lobista disse que pretende fazer uma delação premiada. Preocupada com retaliações, advertiu que se algo ocorrer com ela ou suas filhas a responsabilidade será do presidente Lula, assim como chamou Lulinha de covarde por não tê-la defendido diante das mentiras do seu pai. 

É evidente que Lula vai continuar alegando que nunca viu Roberta Luchsinger, mas até seus alucinados seguidores não acreditam nisto. Afinal, não é a primeira e nem será a última vez que Lula alega que não sabe de nada.

15 outubro 2026

O Brasil que Bolsonaro entregou a Lula e o Brasil de hoje: um retrato preocupante da economia e da realidade social

 A comparação entre o Brasil de dezembro de 2022, ao término do governo Jair Bolsonaro, e o Brasil de 2026, sob a administração de Lula, revela indicadores que merecem atenção, reflexão e, sobretudo, explicações. O aumento do preço dos alimentos, as dificuldades enfrentadas pelas empresas, o crescimento da população em situação de rua e a deterioração das contas públicas compõem um cenário preocupante, que não pode ser ignorado pelo discurso político.

As cinco imagens apresentadas procuram retratar essa transformação por meio de números.

O primeiro indicador é o preço do café, produto tradicional da mesa dos brasileiros. Segundo a imagem, o preço médio do quilo teria passado de R$ 28,00, no primeiro trimestre de 2022, para R$ 49,50, em agosto de 2026. Isso representaria um aumento nominal de aproximadamente 76,8%. Trata-se de uma elevação expressiva, especialmente para as famílias de menor renda.

O segundo indicador diz respeito à saúde financeira das empresas. A imagem sobre recuperação judicial sugere um crescimento extraordinário dos pedidos, de 833 em 2022 para 5.680 em 2025. Se confirmados e metodologicamente comparáveis, esses números representariam um sinal grave de dificuldades no ambiente empresarial. Juros elevados, endividamento, restrições de crédito e custos operacionais podem comprometer a sobrevivência das empresas, prejudicando investimentos e empregos.

O terceiro indicador revela um problema social ainda mais dramático: a população em situação de rua. Conforme a imagem, o número de pessoas cadastradas no CadÚnico teria aumentado de 198,7 mil, em dezembro de 2022, para 392,4 mil, em junho de 2026. Isso corresponderia a um crescimento de aproximadamente 97,5%. Mesmo considerando que o aperfeiçoamento dos cadastros pode elevar os registros, a dimensão do problema exige respostas concretas. Moradia, emprego, saúde mental, assistência social e políticas de reinserção precisam produzir resultados perceptíveis na vida das pessoas.

O quarto indicador envolve as contas públicas. A imagem apresenta uma passagem de um superávit primário de R$ 126 bilhões, em 2022, para um déficit de R$ 55 bilhões, em 2025. A comparação aponta uma mudança importante na situação fiscal, embora seja indispensável verificar os valores, a abrangência dos indicadores e os critérios contábeis empregados. O equilíbrio das contas públicas não é apenas uma questão técnica: déficits persistentes podem aumentar o endividamento, pressionar os juros e limitar a capacidade de investimento do Estado.

Os dados fiscais são particularmente relevantes porque encontram respaldo nos registros do Banco Central: o setor público consolidado encerrou 2022 com superávit primário de aproximadamente R$ 126 bilhões e 2025 com déficit de R$ 55 bilhões. A mudança representa uma deterioração de R$ 181 bilhões no resultado anual, embora não explique, isoladamente, suas causas. 

A quinta imagem acrescenta um indicador importante. Segundo os valores apresentados na imagem, a dívida bruta do governo geral passou de 71,7% do PIB, em dezembro de 2022, para 82,9%, em agosto de 2026. Isso representa um aumento de 11,2 pontos percentuais, equivalente a um crescimento relativo de aproximadamente 15,6%.

Esse avanço merece atenção porque indica que o endividamento público cresceu em relação ao tamanho da economia brasileira. Quanto maior essa relação, maiores podem ser os desafios para financiar as despesas governamentais, administrar os juros da dívida e preservar a confiança na sustentabilidade das contas públicas.

O aumento do endividamento não decorre exclusivamente dos gastos do governo. Também é influenciado pelas taxas de juros, pelo crescimento econômico e por outros fatores financeiros. Entretanto, a persistência de déficits fiscais pode contribuir para agravar esse quadro.

É importante observar que os 82,9% de agosto de 2026 são o valor informado pela imagem, ainda não verificado diretamente no Banco Central. A comparação deve ser confirmada na série oficial da dívida bruta do governo geral.

O Brasil não pode ser avaliado apenas pelos discursos de seus governantes, mas pelas condições reais de vida de sua população. Quando alimentos pesam mais no orçamento, empresas enfrentam dificuldades, cresce o número de pessoas registradas em situação de rua e as contas públicas se deterioram, existem motivos objetivos para cobrar mudanças.

Afinal, a pergunta que deve orientar o debate nacional não é apenas qual Brasil Bolsonaro entregou a Lula, mas, principalmente, qual Brasil o atual governo está deixando para os brasileiros e para as próximas gerações. Essa resposta deve ser construída com números verificáveis, responsabilidade administrativa e resultados — não apenas com promessas ou propaganda política.






























6 x 1 - O impacto nos preços será brutal




Essa é a ponta do Iceberg. Só prefeituras terão um aumento de R$ 34 bilhões em custos. É um tiro de bazuca contra a economia. O impacto nos preços será brutal. Quem sentirá mais será a classe baixa.

Não há almoço grátis.

O fim da escala 6×1 pode dar aos trabalhadores brasileiros mais tempo para descansar sem perder renda. Para as empresas, porém, a mudança traz um desafio: como manter o mesmo volume de produção e atendimento com menos horas de trabalho, sem elevar demais os custos? A resposta dependerá da capacidade de cada negócio de produzir mais em menos tempo, reorganizar as equipes ou contratar funcionários para cobrir os horários que ficarão descobertos. Quando essas alternativas não forem suficientes, a conta poderá aparecer em preços mais altos, margens menores ou menos vagas de emprego. O tamanho desse impacto dependerá de quanto as empresas conseguirão compensar as horas reduzidas com ganhos de produtividade e de quanto precisarão gastar para manter o funcionamento. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a mudança pode elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões. A entidade também projeta uma alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Já uma simulação dos economistas Fernando de Holanda Barbosa Filho e Paulo Peruchetti, do FGV Ibre, aponta uma queda de até 2,9% no PIB caso as empresas não consigam compensar a redução das horas trabalhadas com ganhos de eficiência ou outros ajustes.

14 outubro 2026

Broken China: How the Economic Miracle Shattered and What It Means for the World

 

Por José Carlos Cavalcanti
Professor
Departamento de Economia
Universidade Federal de Pernambuco
Recife, 05/10/2026

Este talvez seja um dos mais interessantes livros a serem lidos em 2026. Seu título: “Broken China: How the Economic Miracle Shattered and What It Means for the World”. Escrito por Logan Wright, e publicado pela Polity em 2026. Tem 272 páginas e é, fundamentalmente, uma análise da desaceleração econômica da China através da lente de seu sistema financeiro e ciclo de crédito — e não principalmente através de demografia, geopolítica ou ideologia de Xi Jinping.

Dada sua extensão, bem como sua profundidade, examinaremos o livro comentando dezesseis tópicos.

1. A tese central do livro

O argumento de Wright pode ser reduzido a uma proposição:

“O modelo de crescimento da China se tornou limitado pelo próprio sistema financeiro que antes impulsionava sua expansão extraordinária.”

A China não passou por uma desaceleração cíclica convencional. Segundo Wright, o país viveu uma enorme expansão de crédito que sustentou investimento, infraestrutura, setor imobiliário e atividade estatal. Mas, quando a economia acumulou dívida demais em relação às oportunidades produtivas, o crédito deixou de gerar o mesmo crescimento.

O problema não é simplesmente “dívida demais”. É que “o sistema financeiro chinês se tornou incapaz de realocar capital para novos usos produtivos”. Essa distinção é crucial.

2. Como a China chegou aqui

Wright começa com o notável sucesso do desenvolvimento pós-1978. O mecanismo básico foi o seguinte:

repressão financeira (*) → alta poupança → bancos estatais → investimento → exportações/infraestrutura → rápido crescimento da produtividade

Os bancos mobilizavam a enorme poupança das famílias e a direcionavam para setores favorecidos.

Isso funcionou extremamente bem enquanto a China tinha: enorme potencial de urbanização; grande reserva de mão de obra subempregada; produtividade em rápida ascensão; forte demanda externa; grandes necessidades de infraestrutura; e demanda imobiliária em expansão.

Nesse ambiente, o investimento gerava altos retornos. O problema surgiu quando o retorno marginal do investimento começou a cair.

( *) A repressão financeira se refere à implementação de políticas por parte do governo para canalizar fundos domésticos para o setor público que, num ambiente de mercado desregulado, iriam para outros setores.

3. O sistema financeiro se tornou o problema

Este é provavelmente o capítulo mais importante.

Wright argumenta que o sistema financeiro chinês se tornou cada vez mais dependente da criação de crédito para sustentar o crescimento. A sequência foi aproximadamente:

crescimento liderado por investimento ↓ expansão do crédito ↓ queda dos retornos ↓ mais crédito para manter o crescimento ↓ tomadores de crédito cada vez menos produtivos ↓ rolagem de dívidas em vez de resolução ↓ sistema financeiro preso às estruturas existentes

O resultado é uma forma de “esclerose financeira”.

Ao invés de reconhecer perdas e mover capital para novos setores produtivos, o sistema frequentemente rola empréstimos antigos. Isso mantém os tomadores vivos — mas também aprisiona o capital.

4. Por que o setor imobiliário importa tanto

O setor imobiliário se tornou uma das principais manifestações desse processo. Ele conectava:

famílias → imóveis → incorporadoras → governos locais → bancos → infraestrutura

Governos locais dependiam de receitas relacionadas à terra. Incorporadoras dependiam de crédito. Bancos dependiam de garantias imobiliárias. Famílias tratavam imóveis como reserva de valor. Logo, corrigir a bolha imobiliária se tornou extremamente difícil. O dilema:

permitir perdas → instabilidade financeira vs. Evitar perdas → preservar má alocação de capital

Wright argumenta que Pequim tem escolhido cada vez mais a segunda opção.

5. A ideia importante: a China não necessariamente enfrenta um “colapso”

Wright não prevê principalmente uma crise financeira súbita. Seu argumento é mais sutil:

“A China pode permanecer estável enquanto experimenta uma deterioração prolongada de dinamismo econômico”.

Ou seja: estagnação, não colapso.

O Estado chinês tem enorme capacidade de evitar uma crise bancária clássica. Ele controla: grandes bancos; fluxos de capital; política monetária; grande parte do setor corporativo; governos locais; regulação financeira.

Assim, pode continuar rolando dívidas problemáticas e suprimindo instabilidade. Mas o custo é produtividade mais baixa.

6. Por que as ferramentas de política estão se tornando menos eficazes

Este é talvez o ponto conceitual mais forte de Wright. A China ainda possui muitos instrumentos de política — mas sua eficácia marginal está caindo. São eles:

Afrouxamento monetário: Se famílias e empresas não querem mais dívida, reduzir juros não gera investimento.

Estímulo fiscal: Mais infraestrutura gera retornos decrescentes quando já há excesso de capacidade.

Expansão de crédito: Se novos empréstimos apenas refinanciam dívidas antigas, a produtividade não aumenta.

Política industrial: Pode gerar sobrecapacidade quando a demanda doméstica é insuficiente.

Isso cria um círculo vicioso:

mais estímulo → retornos menores → mais dívida → produtividade fraca → necessidade de mais estímulo

7. O problema do consumo

Wright enfatiza a fraqueza do consumo das famílias chinesas. A recomendação convencional é:

“A China deve reequilibrar de investimento para consumo.”

Mas isso é muito difícil. As famílias poupam por causa de: redes de proteção social fracas; preocupações com riqueza imobiliária; incerteza demográfica; insegurança no emprego; poucas alternativas de poupança; e características do sistema financeiro.

Portanto, simplesmente pedir que consumam mais não resolve o problema institucional. E a China não consegue substituir facilmente investimento por consumo.

8. Xi Jinping e a centralização

Wright não ignora a política. Ele argumenta que a centralização crescente sob Xi Jinping cria novos limites. O problema não é “autoritarismo” em abstrato.

É que a centralização reduz a capacidade de: reconhecer erros de política; permitir falências; realocar recursos de setores politicamente favorecidos; e experimentar arranjos institucionais alternativos.

Isso gera o seguinte paradoxo:

“A capacidade estatal é enorme, mas a intervenção pode impedir a reestruturação necessária.”Na newsletter passada iniciamos uma resenha do livro “Broken China: How the Economic Miracle Shattered and What It Means for the World” (cuja tradução é o título desta newsletter), escrito por Logan Wright, e publicado em 2026. O livro é, fundamentalmente, uma análise da desaceleração econômica da China através da lente de seu sistema financeiro e ciclo de crédito — e não principalmente através de demografia, geopolítica ou ideologia de Xi Jinping.

9. Por que as exportações se tornam cada vez mais importantes

Se a demanda doméstica é fraca e o investimento permanece alto, a China tem incentivo para empurrar produção para mercados externos. A lógica é:

demanda doméstica fraca + alta capacidade produtiva = pressão exportadora

Isso conecta os problemas financeiros domésticos ao conflito comercial global. Os setores afetados:

  • veículos elétricos;
  • baterias;
  • painéis solares;
  • máquinas;
  • equipamentos industriais;
  • manufatura avançada.

A questão não é apenas competitividade. É que a China precisa externalizar sua capacidade excedente.

10. Por que tarifas não resolvem o problema

Se o problema é excesso de capacidade, restringir importações em um mercado apenas redireciona exportações para outro.

Possível dinâmica:

tarifas dos EUA → exportações chinesas para Europa/emergentes → tensões comerciais → fragmentação global

11. O livro desafia a narrativa de “plano mestre” da China

Wright argumenta que a situação atual não é fruto de um plano de longo prazo impecável. Em vez disso:

“A China tomou decisões racionais no curto prazo que produziram consequências cumulativas problemáticas.”

O sistema se tornou dependente de:

investimento → crédito → imóveis → finanças locais → infraestrutura → crescimento

E agora é difícil escapar.

12. O que Wright quer dizer com “China quebrada”

O termo “quebrada” não significa colapso. Significa:

“O mecanismo anterior de transformar recursos financeiros em crescimento rápido deixou de funcionar”

A economia chinesa ainda tem enormes forças:

  • capacidade industrial;
  • infraestrutura;
  • capital humano;
  • capacidades tecnológicas;
  • grande mercado doméstico;
  • capacidade estatal;
  • redes globais de manufatura.

Mas o motor de crescimento mudou — e não pode ser simplesmente reiniciado.

13. A arquitetura analítica do livro

Representação simplificada:

poupança alta → bancos estatais → expansão de crédito → imóveis/infraestrutura/indústria → crescimento → retornos menores → excesso de capacidade → dívida → rolagem → má alocação → produtividade menor → crescimento fraco → demanda fraca + pressão exportadora → tensões globais

14. Relação com Michael Pettis (*)

Há grande sobreposição entre Wright e Pettis.

Pettis: A China suprime consumo e direciona recursos para investimento, gerando excesso de poupança e desequilíbrios externos.

Wright: O sistema financeiro é o mecanismo que transforma essa poupança em crédito — e agora é o principal obstáculo ao ajuste.

São análises complementares.

15. Conexão nossa discussão sobre o “China squeeze” (**)

Se Wright está certo, o surto exportador da China pode ser:

a manifestação externa de um desequilíbrio doméstico não resolvido.

desequilíbrio financeiro → excesso de investimento → capacidade excedente → absorção doméstica insuficiente → dependência de exportações → tensões externas

16. Importância do livro

A contribuição de Wright é financeira, não geopolítica. O insight mais útil:

“O sistema financeiro chinês evoluiu de motor de acumulação para mecanismo de preservação da alocação existente.”

Isso levanta a questão:

“A China pode reestruturar sua economia sem reconhecer perdas enormes?”

Wright é cético. Ele conecta:

modelo de crédito → retornos decrescentes → capacidade excedente → superávits externos → resistência global → ajuste forçado → implicações para poupança global e financiamento do Tesouro dos EUA

Assim, o livro Broken China não é apenas sobre a China — é sobre como sua desaceleração pode ter consequências globais muito diferentes das de uma recessão convencional.

13 outubro 2026

Dessa mata não sai coelho

Quem teve a oportunidade de conhecer o pensamento de personalidades intelectuais como Celso Furtado, Hélio Jaguaribe e Roberto Campos entende o atraso intelectual brasileiro. 

Chega a ficar dramático ver as figuras que giram em torno de Lula (Guilherme Boulos, Lindbergh Farias, Otoni de Paula, André Janones e Ana Elisa) formulando teses nacionais. 

Tem gente que ainda acredita que é possível mudar a realidade nacional com criaturas deste perfil intelectual. Temos um País sem rumo, endividado, sem a menor diretriz de desenvolvimento, com profundas deficiências de infraestrutura, atraso tecnológico, e uma enorme legião de analfabetos funcionais. 

E a grande política nacional gira em torno da picanha, da cervejinha, do vale gás e do reajuste do Bolsa Família. É neste ponto nefasto em que chegamos.