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10 agosto 2026

Vacinas infantis nos EUA

Trump, com RFK Jr. ao seu lado, aprovou uma grande reforma no cronograma de vacinas infantis.

Eles estão reduzindo o total de injeções de 72 para 11 e espaçando-as por várias visitas em vez de todas de uma vez.

Com a nova ordem, 6 imunizantes serão movidos para a categoria de decisão clínica compartilhada, que é quando o profissional de saúde é obrigado a avaliar riscos e benefícios caso a caso: hepatite A, hepatite B, rotavírus, meningocócica, influenza e covid-19. 

Durante a cerimônia de assinatura na Casa Branca, o presidente norte-americano afirmou: “Com efeito imediato, meu governo está reconhecendo recomendações de padrão ouro para vacinação infantil de apenas 11 vacinas essenciais contra as doenças mais graves e perigosas, juntamente com a tríplice viral, que esperamos que seja dividida”.

A medida afeta diretamente as recomendações federais de vacinação para crianças em todo o país. O texto determina que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral, ou MMR na sigla em inglês) seja dividida em 3 imunizantes distintos, cada um administrado em uma consulta médica separada.

“Além disso, esta ordem executiva instrui o procurador-geral a avançar com desafios legais contra Estados que violem os direitos das crianças a isenções de vacinação religiosa ou médica”, detalhou Trump.




RFK Jr.




O que espera o Brasil ?


A hostilidade de Lula em relação a Marco Rubio não surpreende. Diante de uma liderança firme que defende a liberdade, a esquerda radical responde com ataques.

O Brasil merece mais: liberdade, democracia e um futuro longe da influência castrocomunista.

Lula mexeu com um latino e a reação veio em cadeia nos Estados Unidos. Na sexta-feira, 7 de agosto, Lula provocou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, chamando-o de “latino-americano frustrado” e afirmando que ele “não gosta da América Latina e muito menos do Brasil”. A reação do deputado republicano Carlos Giménez foi imediata. Nascido em Cuba e duro opositor do regime comunista da ilha, ele atribuiu a hostilidade de Lula contra Rubio à influência cubana. “O ódio de Lula contra Marco Rubio tem uma origem clara - a influência de seus chefes da ditadura castrocomunista”, dizia a imagem publicada pelo congressista. No texto, reforçou: o Brasil merece “um futuro longe da influência castrocomunista”. Giménez não parou aí - chamou Lula de “porco corrupto e criminoso” e o acusou de destruir a histórica aliança entre Brasil e Estados Unidos.

Neste domingo, 9 de agosto, elevou a provocação a outro patamar. No X, publicou uma montagem de Lula no lugar de Nicolás Maduro na foto divulgada por Trump após a captura do venezuelano pelas forças americanas, em 3 de janeiro. Maduro aparece vendado, com protetores auriculares e sob custódia; Giménez substituiu seu rosto pelo de Lula e a garrafa de água por uma garrafa de cachaça. A mensagem foi curta: “O que o espera… #Brasil.” O Deputado utilizou a imagem de Maduro sob custódia americana e usou a IA para deixar esta mensagem para Lula.

Cubanos e outros povos da América Latina que ainda estão sob o regime comunista castrista aguardam ansiosamente uma virada, tal qual o que aconteceu com a Polônia no século passado quando foi retomado e implantado com rigor o regime democrático e capitalista.

Agora estão reportando nas redes sociais que em menos de 10 anos a Polônia será a primeira economia da Europa e um dos países mais ricos do mundo. Qual a receita? Capitalismo puro, com incentivos a iniciativa privada e ao empreendedorismo, educação com foco nas ciências exatas, controle rigoroso da imigração, proibição de qualquer ideologia comunista no País (determinada claramente na constituição do País) e por último: a preservação e a prática dos valores Cristãos. A Polônia já é, em 2026, o país mais organizado e o que mais cresce economicamente na Europa. Parece que foi um dos poucos que aprendeu com o sofrimento da segunda guerra mundial. Que este também seja o destino de nosso Brasil e dos demais países latino-americanos.

07 agosto 2026

A esquerda no poder. Seu único talento é destruir

Adicionalmente ao que já se disse neste artigo, "Brasil fasciolulista", a Revista Oeste, no. 334, que acabou de ir ao ar traz, com perfeição, uma das imagens do Brasil oriunda dos quase vinte anos de governos petistas - a esquerda no poder. Seu resumo está exposto na Carta ao Leitor, copiada após o discurso do Sr. Marco Rubio.

É um relato de conteúdo arrasador para um país que sempre foi denominado como o "País do Futuro" pelos maiores estudiosos e escritores do ramo.

As justificativas para tais acontecimentos se encaixam como uma luva nas palavras do recente discurso do Secretário de Estado americano, Sr. Marco Rubio, cujo texto abaixo está disponível nas redes sociais.

Sobre um mundo melhor

«A violência da esquerda não é um “protesto”. É uma revolta dos piores contra os melhores. É a birra dos fracos, dos medíocres e dos covardes contra os fortes, os capazes e os bons.

São aqueles que não sabem construir, criar, nem realizar nada grandioso… E por isso decidem se vingar do mundo, destruindo o que outros ergueram com esforço, talento e visão.

Isso é o esquerdismo radical, em sua essência mais pura. Não importa a etiqueta do momento: anticapitalista, anti-imperialista, comunista, anarquista, marxista, “progressista” ou “ativista climático”. O DNA é sempre o mesmo.

É ressentimento venenoso, disfarçado de “justiça social”.

É inveja podre, maquiada de “igualdade”.

É ódio à excelência, embrulhado em bandeiras de “liberação”.

Seu único talento é destruir.

Sua única alegria é sujar o que é belo.

Seu único objetivo é arrastar tudo para baixo, para que ninguém brilhe mais que a sua própria mediocridade.

Por meio da violência, do terror e do cancelamento, buscam impor sua feiura espiritual à sociedade. Não é idealismo. Não é utopia. É niilismo puro com um sorriso moralista.

O velho dogma se enganou: isso não vem de gente que sonha com um mundo melhor, mas vem de gente que não suporta que o mundo seja melhor sem eles.

E já estamos fartos.

A civilização não se defende, pedindo perdão. Ela se defende, nomeando o inimigo pelo nome.

Marco Rubio, 16/07/2026


Carta ao leitor

Um levantamento feito pela repórter Rachel Díaz constatou que apenas os seis maiores escândalos de corrupção ocorridos nos últimos 20 anos no Brasil somam quase R$ 116 bilhões. A cifra equivale a R$ 5,8 bilhões a cada 12 meses. Ou R$ 15,9 milhões por dia. Ou R$ 662 mil por hora. Ou R$ 11 mil por minuto. 

O dinheiro, que saiu do bolso dos pagadores de impostos, poderia melhorar consideravelmente os serviços públicos. “Para dimensionar o tamanho da cifra, R$ 116 bilhões seriam suficientes para construir 58 mil unidades básicas de saúde ou 10,5 mil escolas de tempo integral”, compara Rachel. 

O top 5 da lista inclui dois episódios ainda em andamento. Com R$ 12,2 bilhões, o Banco Master já garante a medalha de bronze (atrás apenas dos escândalos dos Fundos de Pensão — quase R$ 55 bilhões — e do Petrolão — pouco menos de R$ 43 bilhões). Além de integrantes do Executivo e do Legislativo, membros do Judiciário estão envolvidos até o pescoço nas falcatruas de Daniel Vorcaro. Como observa Augusto Nunes, desde 9 de dezembro de 2025, Alexandre de Moraes mantém absoluto silêncio sobre o contrato de R$ 129 milhões celebrado entre o banqueiro bandido e o escritório de sua mulher, Viviane Barci. 

Por enquanto em quarto lugar, o escândalo do INSS voltou ao noticiário político-policial depois que o Supremo Tribunal Federal instaurou o terceiro inquérito contra Lulinha, filho mais velho de Lula com Marisa Letícia. Na reportagem de capa, Cristyan Costa revela os bastidores das investigações policiais, os negócios suspeitos e os indícios de corrupção que marcam a trajetória profissional de Lulinha. 

Em meio a brigas familiares e ao avanço de operações da PF, o ex-monitor do zoológico de São Paulo que virou megaempresário já no primeiro mandato do pai mudou-se para a Espanha em julho de 2025. Três meses antes, havia estourado o escândalo do INSS. Agora, evita dar as explicações que deve.

Além do cargo de filho de presidente da República, outras profissões no Brasil garantem lucros de dar inveja a muitos figurões de Wall Street. A maioria delas está ligada ao poder público e à burocracia estatal. 

Na primeira colocação estão os donos de cartório, com rendimento anual de R$ 2,4 milhões. Em seguida aparecem juízes, promotores e procuradores do Ministério Público (R$ 1,1 milhão por ano cada). 

No Brasil real, onde 82% das famílias estão endividadas, as coisas são muito diferentes. Como lembra a reportagem de Artur Piva, a média salarial do trabalhador no país gira em torno de R$ 3,6 mil por mês — menos de R$ 50 mil por ano. Enquanto a maioria da população não tem como pagar sequer despesas básicas, uma casta de privilegiados vê cair cifras milionárias em sua conta todos os meses.

Os cintos de quem já tem pouco vão ficar ainda mais apertados. A reforma tributária prevista para 2027 não só vai tirar mais dos cidadãos para engordar os cofres do governo como criará também uma tremenda confusão, explica Adalberto Piotto.

É nesse mundo dos escândalos bilionários, privilégios bancados pelo contribuinte e impostos cada vez maiores que os brasileiros decidirão quem será o próximo presidente da República.

Flávio Bolsonaro acaba de escolher o relator da CPMI do INSS para ser seu vice na disputa de outubro. Sarah Peres traça o perfil de Alfredo Gaspar. O deputado federal por Alagoas, que foi promotor de Justiça e conhece a insegurança pública de perto, pode ajudar a angariar votos no Nordeste.

Rodrigo Constantino acredita que as eleições deste ano devem ser encaradas como um plebiscito: a questão é tirar Lula do poder ou manter tudo do jeito que está. Para isso, a união dos conservadores é mais necessária do que nunca. 

Boa leitura.

Branca Nunes
Diretora de Redação

Brasil fasciolulista

Lula e Nikolai Petruschev

Que ninguém se iluda: O contexto em que está mergulhado o Brasil fasciolulista diante da iniciativa de Marco Rubio e de Trump reunindo 32 países em uma reunião na OEA para tratar da segurança continental liderada pelos EUA, o chamado Escudo das Américas, proposta esta recusada pelo Brasil, que não comparecerá ao encontro, tem bastidores do lado brasileiro que tem tudo para descambar para um conflito ainda mais grave e profundo entre os dois países, que não se limitarão somente às relações comerciais e econômicas.
Não é fruto do acaso que logo após Múcio, o Ministro da Defesa brasileiro, informar Lula que as Forças Armadas brasileiras estão em estado de penúria, sendo melhor “abrir o portão” e deixar entrar tropas dos EUA em caso de invasão norte-americana, que tentar resistir, Lula ligou para Xi Jinping por mais de hora e ato contínuo, recebeu Nikolai Petruschev, o segundo homem da hierarquia russa, após Putin, em Brasília.
Especula-se muito sobre as razões deste estreitamento das relações do Brasil fasciolulopetista lulista e a China comunista de Jimping e a Rússia autárquica de Putin.
De certo, a natureza desta aproximação é emergencial. O Brasil está isolado e afastado no contexto ocidental livre e democrático. Isto por um lado. Por outro, Lula sente a forte oposição a ele de parte dos países circunvizinhos nos quais a direita venceu, tomando o poder das mãos corruptas e aliadas ao narcoterrorismo das esquerdas latino-americanas e, sobretudo, dos EUA de Trump e Rubio.
Afora isso, Lula sente que após a derrocada do regime chavista na Venezuela por um ato de força dos EUA , capturando Maduro, levando-o ao banco dos réus e prendendo-o com sua mulher em uma prisão em Nova Iorque, percebe que os próximos a caírem serão Diaz-Canel em Cuba e Ortega na Nicarágua, derrocando de vez o Foro de São Paulo, isolando-o de todo, sabendo que antes os depois será ele a bola da vez.
Portanto, essa aproximação estreita, de agora, com China e Rússia, não se limitou à compra de fertilizantes, até por conta do desprezo que Lula sente pelo agro brasileiro, tido por ele como “fascista” e contrário a ele e ao seu desgoverno, e de diesel de parte da Rússia, ou de comercialização incrementada de produtos brasileiros com a China, assuntos estes que podem ser tratados pelos escalões secundários dos três Estados.
Os assuntos tratados por Lula com Jinping e Petruschev, a este nível, de cúpula, podem envolver a transferência de armamentos e tecnologias militares para o Brasil, além da manipulação das eleições brasileiras de 2026 com tecnologia chinesa.
Documentos ora divulgados pela CIA provam que a China interveio nas eleições venezuelanas, garantindo uma vantagem de cerca 1,5 milhão de votos em favor de Chaves, o que efetivamente ocorreu, viciando os resultados eleitorais.
Nada garante que Lula não tenha pedido isto a Jimping, de interferência nas eleições de 2026, sabendo ele que a oposição liberal e de direita alinhada com os EUA pode sim vencer as eleições, senão por outras razões, pelo desastre de seu desgoverno do ponto de vista macroeconômico e social.
Evidente que Rubio e Trump sabem em minúcias, pela CIA, destas negociações entre Brasil, China e Rússia, com possível aprofundamento mais dramático das diferenças entre EUA e Brasil a nível diplomático, aproximando-se de uma ruptura em que, de fratura simples, passa a ser fraturas compostas, colocando um alvo na testa do Brasil.
Exagero? Não! O Brasil é grande demais e importante demais no contexto geopolítico americano e continental para cair nas mãos da Rússia e da China.

06 agosto 2026

Transparência Internacional e ANPR denunciam STF

A Transparência Internacional no Brasil e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) publicaram duras manifestações contra a inversão de valores no Judiciário, repudiando o afastamento e a perseguição implacável contra a ex-juíza da Lava Jato, Gabriela Hardt.

Segundo a denúncia, o Brasil assiste inerte a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebendo milhões por meio de laranjas, empresas de fachada e contratos obscuros ligados a parentes. Os valores seriam financiados por indivíduos e empresas corruptas que possuem processos em tramitação na própria Corte.
O documento aponta que os investigados nas grandes operações da última década estão livres, prosperando na política e até realizando negócios diretos com os magistrados. Em contrapartida, o tribunal atua para assediar judicialmente e afastar os juízes de instâncias inferiores que combateram os desvios financeiros.
A entidade alerta que o país jamais será íntegro e justo enquanto juízes, procuradores, auditores, policiais e jornalistas que ousam enfrentar o sistema continuarem virando alvos de campanhas incessantes de difamação e grave retaliação institucional.
Diante do agravamento da crise, a ANPR endossou as críticas por meio de uma nota pública oficial. A associação prestou total solidariedade a Gabriela Hardt e defendeu a independência inegociável das autoridades que atuam contra a corrupção sistêmica.

De triste memória exemplar um sujeito posudo, prepotente, carismático, que também usava retórica e um bigodinho, que alçou ao poder na Alemanha em 1933

Por Paulo Emendabili de Carvalhosa - 06/08/2026


Pareei esta foto com a foto de outro personagem histórico, mas foi removida, por entenderem, corretamente, de tratar-se de um indivíduo perigoso.

Não gosto de movimentos, sobretudo, quando surgem em momentos de graves crises econômicas, morais, sociais que abalam as sociedades, os povos e as nações.
Movimentos são liderados, normalmente, por personagens carismáticos, que se apresentam como grandes reformadores, espécies de “salvadores da pátria”.
Movimentos assim, logo se organizam em partidos que se inserem no panorama politico-institucional, passando a disputar eleições sob o “manto da pureza e da verdade”, as perdendo de início, até que de tanto insistirem e baterem moralmente e, não raro, fisicamente, nos adversários, as vencem e assumem o poder.
Quase certo que esse tipo de liderança, antes ou depois, levará à desgraça o seu povo e outros povos, também, que nada tinham a ver com isso.
Movimentos deram origem aos partidos: comunista; fascista e nazista, por exemplo…
O poder, nestes casos, é alcançado pela retórica, sempre se aproveitando dos eternos vícios da politica como: intrigas, alianças ocasionais e espúrias; pragmatismo; traições, ilusões; oportunismo; mentiras; corrupção; violência; inveja; servilismo; falta de caráter e jogos de poder; sempre buscando caminhos e alianças que permitam a tomada totalitária do poder, custe o que custar.
De triste memória exemplar um sujeito posudo, prepotente, carismático, que também usava retórica e um bigodinho, que alçou ao poder na Alemanha em 1933. PESBC



05 agosto 2026

O astro da matemática que tem pavor de IA — e acaba de aceitar um emprego na OpenAI

Jacob Tsimerman ganhou o maior prêmio da matemática. Agora, ele trabalha no problema mais importante de sua carreira.

Tsimerman walking onstage to receive the Fields Medal last week. 

Ao ganhar a Medalha Fields na semana passada, Jacob Tsimerman aceitou a honraria mais prestigiosa da matemática vestindo um smoking azul-claro com lapelas de cetim.

Em seguida, fez um anúncio tão marcante quanto seu smoking.

Após a cerimônia, perguntaram aos quatro matemáticos premiados quais eram seus planos para o futuro. Um disse que continuaria trabalhando com equações diferenciais parciais; outro afirmou querer experimentar com inteligência artificial; e uma terceira disse não ter a menor ideia. Restava Tsimerman.

"Vou assumir um cargo na OpenAI", disse ele.

A decisão foi, ao mesmo tempo, chocante e nada surpreendente. Trata-se de alguém que escreveu recentemente um artigo classificando as maneiras pelas quais a IA poderia exterminar a humanidade, aplicando o instinto matemático de busca por ordem ao cenário do apocalipse. Ele parou de aceitar alunos de pós-graduação que não se envolvessem com IA, pois não tinha certeza sobre o futuro da matemática. Chegou até a mudar seu foco, deixando de lado a teoria dos números e a geometria algébrica complexa.

Acontece que ele está tão preocupado com os perigos da IA ​​que agora está redirecionando seu trabalho para a segurança em IA.

O professor de destaque está se licenciando da Universidade de Toronto para atuar como pesquisador na OpenAI, mas Tsimerman não está abandonando a matemática.

Na verdade, ele quer utilizar a linguagem formal e os métodos de verificação de sua área para avançar no estudo da IA ​​— avaliando seu progresso, compreendendo a lógica por trás de suas decisões e certificando-se, de forma absoluta, de que ela não levará à nossa extinção.

As empresas na fronteira da IA, que buscam talentos de todos os tipos nas universidades, podem oferecer salários e opções de ações inimagináveis. Mas quem já conheceu um filósofo ou matemático sabe que eles não são motivados principalmente pelo dinheiro. Caso contrário, não seriam filósofos nem matemáticos.

Um dos maiores matemáticos de sua geração está trabalhando na segurança em IA porque acredita ser esse o problema mais importante que ele pode ajudar a resolver.

"Em poucos anos, os sistemas de IA terão um desempenho robustamente sobre-humano na prática da matemática", disse Tsimerman. “A consequência social disso, como escolhemos reagir, o que você sente a respeito — essas são questões muito mais difíceis.”

Por enquanto, ele está pensando em questões que está singularmente qualificado para responder.

Como podemos entender o que os sistemas de IA estão realmente fazendo? Como podemos fazer com que eles convivam bem entre si — e conosco? Como podemos provar matematicamente que eles não estão tramando secretamente a destruição da humanidade?

Matemáticos há muito utilizam suas ferramentas para compreender o comportamento humano. Tsimerman as utilizará para decifrar o comportamento das máquinas.

Sua trajetória até este momento começou muito antes de ele ganhar o “Nobel da matemática”. Tsimerman, de 38 anos, é filho de um cientista da computação e de uma professora de matemática do ensino médio. Nascido na Rússia, mudou-se para Israel ainda menino e cresceu no Canadá, onde conquistou duas medalhas de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática durante o ensino médio, antes de ingressar precocemente na Universidade de Toronto e concluir a graduação em dois anos. Obteve seu doutorado em Princeton, lecionou em Harvard e retornou à sua *alma mater* como o professor de matemática mais jovem da história da instituição.

Neste ponto de sua biografia, poderíamos falar sobre seu trabalho pioneiro nas conjecturas de André-Oort e de Griffiths sobre a algebricidade de imagens de aplicações de períodos e... bem, vamos seguir em frente.

Afinal, ele agora trabalha em questões que não exigem doutorado para serem compreendidas.

Durante a maior parte de sua carreira, Tsimerman via a IA com ceticismo. Ele sempre soube que esses sistemas se tornariam mais poderosos. "Mas, por muito tempo", disse ele, "eu nunca acreditei realmente que eles chegariam a esse nível de potência." Ele achava difícil acreditar que a IA pudesse replicar características que nos definem como humanos, como a intuição e a criatividade. Vários momentos na última década o forçaram a repensar essa ideia, e ele mudou de opinião completamente em 2022, assim que experimentou o ChatGPT.

"Se ela consegue falar sobre chocolate e escrever um poema", pensou ele, "por que não consegue falar sobre matemática e escrever equações?"

Essa epifania o levou a uma conclusão desconfortável: "Fiquei totalmente convencido de que elas se tornariam extremamente poderosas."

Logo, seu receio passou a ser o de que a IA se tornasse poderosa demais. No verão passado, ele publicou um artigo acadêmico imaginando vários cenários distópicos. O título era "Uma Taxonomia de Futuros Omnicidas Envolvendo Inteligência Artificial" — omnicida, no sentido de que todos morrem.

"Eliminados como pragas", escreve ele, "por máquinas intelectual e fisicamente superiores."

Ainda não chegamos a esse estágio da revolução da IA. Mas alcançamos um ponto em que famosas conjecturas matemáticas, que perduraram por décadas, parecem estar caindo dia após dia.

Essa fase começou quando a OpenAI revelou que um modelo ainda não lançado havia resolvido um problema de 80 anos. Ele conseguiu solucionar o problema da distância unitária não apenas por ser, talvez, mais inteligente que os humanos, mas também por conseguir raciocinar de forma coerente por muito mais tempo. Quando a empresa exibiu o raciocínio do modelo, a cadeia de pensamento ocupava 125 páginas. "Na página 12", disse Tsimerman, "eu já estaria com dor de cabeça."

O resultado seguinte, de deixar qualquer um atordoado, surgiu quando o modelo Fable, da Anthropic, encontrou um contraexemplo para a conjectura jacobiana — um problema notoriamente difícil que desafiava matemáticos há 87 anos. A descoberta foi relatada por um funcionário da Anthropic que possui doutorado em matemática e já havia ganhado o Prêmio Morgan como o melhor pesquisador de graduação dos Estados Unidos.

Por coincidência, seu orientador era Jacob Tsimerman.

Apesar desses avanços, Tsimerman ainda prefere desenvolver ideias à maneira humana. “Para mim, a diversão está em fazer pesquisa matemática à moda antiga: sozinho, diante de um quadro-negro”, disse ele. “Há muita diversão possível na interseção entre IA e matemática. Mas isso é algo de que ainda não aprendi a tirar proveito dessa forma.”

(A ideia de diversão dele também inclui algo que a IA ainda não domina: a comédia de improviso.)

Mas o giz não é sua única ferramenta para fazer matemática. A produtividade de Tsimerman aumentou porque ele está totalmente disposto a delegar as partes entediantes do trabalho à IA. Por exemplo, ele não precisa mais ler séculos de literatura acadêmica apenas para encontrar uma equação específica. “Artigos de matemática são muito difíceis de ler”, comentou.

Ganhadores da Medalha Fields: eles são como nós!

Ao contrário da maioria de nós, Tsimerman também consulta a IA enquanto escreve artigos matemáticos. Recentemente, ele pediu a um modelo que ajudasse a generalizar um de seus argumentos, e o modelo acabou apontando um erro nesse raciocínio. Ele corrigiu o erro. Mas foi a IA que o detectou.

“Se um dos meus colaboradores ou alunos tivesse feito isso, eu teria ficado muito impressionado”, disse ele. “É algo que ela não conseguia fazer no ano passado.”

Infelizmente, os modelos de IA conseguem fazer muitas coisas que antes pareciam impossíveis — como escapar de seus ambientes controlados (*sandboxes*) e invadir empresas.

Os recentes ataques envolvendo agentes da OpenAI e da Anthropic que saíram do controle parecem ter saído diretamente de um artigo sobre omnicídio. Eles também provam que matemáticos puros têm um papel importante a desempenhar na tarefa de domar a tecnologia mais poderosa e arriscada do nosso tempo.

“À medida que os sistemas de IA se tornam mais capazes, garantir que permaneçam seguros e se comportem conforme o esperado exigirá pesquisadores excepcionais e novas formas de pensar”, afirmou Kai Chen, pesquisador de alinhamento da IA ​​na OpenAI.

Com a conclusão do doutorado de seus últimos orientandos, aquele era um momento natural para Tsimerman dar um novo passo em sua própria trajetória. Ele não sabe ao certo quanto tempo ficará na OpenAI, quando voltará a dar aulas — ou quando terá a próxima oportunidade de usar seu smoking.

“Há poucas certezas ou decisões definitivas na minha vida agora”, disse ele.

Sua maior esperança é que a IA faça o que precisamos, deixando-nos livres para fazer o que gostamos. Perguntamos o que ele gostaria de fazer.

“Não me faltam coisas”, disse ele. “A matemática é uma delas.”


Fonte: Matéria publicada pelo WSJ em 31/07/2026.

Juntos para devolver o Brasil aos brasileiros



Parabenizo o deputado Alfredo Gaspar, pela sua indicação como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

Nordestino raiz, alagoano de Maceió, ex-promotor de Justiça por 24 anos, duas vezes Procurador-Geral de Justiça e duas vezes Secretário de Segurança Pública de Alagoas. 

Enfrentou o crime organizado, presidiu o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas e, no Congresso, liderou com coragem e rigor a CPMI do INSS, defendendo os aposentados e pensionistas de um dos maiores escândalos da história.

Sua trajetória é marcada por competência técnica, honestidade e profundo conhecimento da realidade do Nordeste. 

É um soldado da legalidade, com a experiência no front da segurança pública e da justiça.

Alfredo Gaspar é peça fundamental na vitória de Flávio e na construção de um novo governo, que trará ordem, segurança e justiça para o Brasil. 

Um vice à altura do momento histórico que vivemos. 👊🏻🇧🇷

04 agosto 2026

Curiosidades sobre o Castelinho do Flamengo



🏰✨ 10 curiosidades sobre o Castelinho do Flamengo que fazem muita gente passar por ele sem imaginar a história escondida ali.

1️⃣ O Castelinho do Flamengo começou a ser construído em 1916 e foi concluído em 1918 para servir como residência do comendador Joaquim da Silva Cardoso, um dos grandes construtores da cidade naquela época. A casa já nasceu para impressionar quem passava pela então elegante Praia do Flamengo.

2️⃣ Apesar de marcar a paisagem carioca, o projeto foi desenhado pelo arquiteto italiano Gino Coppedè sem que ele viesse ao Rio de Janeiro. As plantas foram enviadas da Itália e executadas pelo arquiteto brasileiro Francisco dos Santos.

3️⃣ O prédio é um verdadeiro "quebra-cabeça" arquitetônico. Em vez de seguir um único estilo, mistura referências italianas, Art Nouveau, neobarroco, rococó, neogótico francês e outros elementos ecléticos, algo que era considerado bastante sofisticado no início do século XX.

4️⃣ Se reparar bem, quase não existe uma fachada simples. Vitrais, esculturas, colunas ornamentadas, portas de cristal, detalhes em terracota e um torreão com mirante fazem parte do projeto original, mostrando o nível de riqueza investido na construção.

5️⃣ O entorno mudou completamente ao longo das décadas. Quando o Castelinho foi inaugurado, ele fazia parte de uma região ocupada por casarões e palacetes. Hoje, acabou cercado por edifícios altos, o que faz sua arquitetura chamar ainda mais atenção.

6️⃣ O imóvel quase desapareceu da paisagem carioca. No início dos anos 1980, o estado de conservação era tão preocupante que existia a possibilidade de demolição. A mobilização de moradores e especialistas em patrimônio ajudou a impedir que isso acontecesse.

7️⃣ Em 1983, veio a decisão que mudou seu destino: o Castelinho foi tombado como patrimônio histórico municipal. Esse reconhecimento permitiu sua recuperação estrutural e garantiu que a construção permanecesse preservada.

8️⃣ Hoje ele abriga o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, conhecido como Vianinha. O lugar deixou de ser apenas uma antiga residência e passou a receber exposições, oficinas, debates e outras atividades culturais abertas ao público.

9️⃣ A fama de "castelo mal-assombrado" tornou o prédio um dos cenários mais conhecidos das lendas urbanas cariocas. Existem diversas histórias populares envolvendo antigos moradores, mas muitas delas pertencem ao folclore da cidade e não possuem comprovação histórica.

🔟 O Castelinho do Flamengo é um daqueles lugares que contam a transformação do Rio sem precisar dizer uma palavra. Sobreviveu à verticalização da cidade, escapou da demolição e continua lembrando uma época em que grandes residências dominavam a paisagem da Praia do Flamengo, tornando-se um dos patrimônios arquitetônicos mais marcantes da capital.

03 agosto 2026

Os computadores falharam

 



Em 15 de maio de 1963, Gordon Cooper entrou em uma cápsula pouco maior que uma cabine telefônica, acomodou-se sobre um foguete e iniciou uma missão que parecia seguir exatamente como planejado. Batizada de Faith 7, ela tinha um objetivo ambicioso: manter um astronauta americano no espaço por um dia inteiro. Até então, ninguém dos Estados Unidos havia permanecido tanto tempo em órbita.

Durante as primeiras 18 voltas ao redor da Terra, tudo funcionou perfeitamente. Os instrumentos indicavam que a cápsula estava em excelentes condições, a trajetória era estável e, a cada 90 minutos, uma nova paisagem surgia pela pequena janela: oceanos, continentes e a fina curva azul da atmosfera. Cooper observava aquele espetáculo sabendo que estava escrevendo um novo capítulo da exploração espacial.
Mas, na 19ª órbita, a missão mudou completamente.
Um dos indicadores de bordo acendeu informando que a cápsula havia iniciado a reentrada na atmosfera. Cooper olhou pela janela, conferiu os demais instrumentos e percebeu que aquilo era impossível. A nave continuava em órbita normalmente. Em vez de confiar cegamente no equipamento, concluiu que o sensor estava com defeito e desligou o sistema. Era uma decisão arriscada, tomada apenas porque conhecia profundamente o funcionamento da espaçonave.
Pouco depois, a situação piorou.
Um curto-circuito comprometeu diversos sistemas elétricos da cápsula. Os controles automáticos de orientação deixaram de funcionar, parte dos instrumentos apagou e os níveis de dióxido de carbono começaram a subir dentro da cabine e do traje espacial.
Mesmo diante daquele cenário, Cooper comunicou a situação à equipe em solo com uma calma impressionante:
"Things are beginning to stack up a little."
Em português, algo como: "As coisas estão começando a se complicar um pouco."
A frase parecia tranquila, mas escondia um problema gravíssimo.
A fase mais perigosa da missão ainda estava por vir. Para sobreviver à reentrada, a cápsula precisava atingir a atmosfera exatamente no ângulo correto. Se entrasse rasa demais, voltaria ao espaço como uma pedra quicando sobre a água. Se mergulhasse em um ângulo muito inclinado, o calor extremo poderia destruir a nave antes que ela desacelerasse.
Normalmente, todos esses cálculos eram realizados automaticamente pelos sistemas de bordo.
Só que eles não existiam mais.
Sozinho a cerca de 260 quilômetros acima da Terra, Gordon Cooper precisou assumir manualmente uma tarefa que praticamente ninguém imaginava executar em uma missão espacial.
Com um simples lápis de cera, desenhou pequenas marcas na janela da cápsula para criar um retículo improvisado de navegação. Depois utilizou as estrelas que havia memorizado durante anos de treinamento para alinhar a espaçonave na posição correta. Calculou manualmente o ângulo de reentrada, ajustou a orientação da cápsula e usou apenas seu relógio de pulso para determinar o instante exato em que deveria acionar os retrofoguetes.
Não havia computador para confirmar os cálculos.
Não existia sistema de reserva.
Apenas um piloto, um relógio, uma janela rabiscada e todo o conhecimento acumulado ao longo de sua carreira.
Anos mais tarde, Cooper resumiria aquele momento de forma simples:
"Usei meu relógio para marcar o tempo, meus olhos para orientar a cápsula e disparei os retrofoguetes na hora certa."
Pouco depois, a Faith 7 mergulhou na atmosfera. O atrito transformou o exterior da cápsula em uma esfera envolta por plasma incandescente, interrompendo temporariamente qualquer comunicação com a NASA. Durante aqueles minutos, ninguém em Terra sabia se Gordon Cooper ainda estava vivo.
Quando o silêncio terminou, a resposta apareceu no Oceano Pacífico.
A Faith 7 pousou a cerca de 8 quilômetros do porta-aviões USS Kearsarge, encarregado do resgate. Foi o pouso mais preciso de todo o Programa Mercury, superando inclusive missões que haviam utilizado integralmente os sistemas automáticos.
Quando abriram a escotilha, encontraram Cooper calmo, consciente e pronto para relatar tudo o que havia acontecido.
Naquele dia, ele não apenas completou a mais longa missão americana até então. Demonstrou que, mesmo em uma época marcada pelo avanço da tecnologia, ainda existiam situações em que o fator decisivo era a capacidade humana de pensar sob pressão.
Os computadores falharam.
Os sistemas deixaram de responder.
E, quando a tecnologia já não podia fazer mais nada, foi o conhecimento, a experiência e a serenidade de um único piloto que trouxeram a cápsula de volta para casa.
Essa continua sendo uma das histórias mais impressionantes da corrida espacial, porque lembra que, por mais avançadas que sejam as máquinas, ainda há momentos em que a última linha de defesa é a mente humana.
Fontes:
NASA History Division – registros oficiais da missão Mercury-Atlas 9 (Faith 7), relatórios técnicos e documentos sobre o voo de Gordon Cooper.
NASA Johnson Space Center – biografia de Gordon Cooper e detalhes sobre a reentrada manual da cápsula Faith 7.
Mercury and Me (Gordon Cooper) – livro autobiográfico de Gordon Cooper com seu relato da missão Mercury-Atlas 9 e da reentrada manual.
Smithsonian National Air and Space Museum – artigos históricos sobre o Programa Mercury, a missão Faith 7 e a importância do voo de Gordon Cooper.

30 julho 2026

De Platão

 "Aquele que jamais busca números em coisa alguma, não será ele próprio contado dentre o número de homens famosos” 


Platão - Philebus, 17. Citado por Nicholas Georgescu-Roegen em “A critique of statistics in relation to social phenomenos”. Revue Internationale de Sociologie, vol. V, n. 3. 1969, p.42.


Nicholas Georgescu-Roegen foi um matemático e economista heterodoxo romeno cujos trabalhos resultaram no conceito de decrescimento econômico. É considerado como o fundador da bioeconomia. Graduado em Estatística pela Universidade de Paris, exerceu importantes cargos públicos em seu país, a Romênia.



  



A ascensão de empresas que faturam milhões com apenas um funcionário

No mundo do empreendedorismo, especialmente no das atartups, estão surgindo empresas sem nenhum funcionário. São aquelas que fazem parte de uma categoria de empreendedores que lançam — e muitas vezes administram — novas empresas sozinhos. Ferramentas de inteligência artificial respondem aos e-mails, ajudam a escrever e corrigir códigos de software, atendem a solicitações de clientes, cadastram novos assinantes e processam reembolsos quando surgem problemas.

De novo, sua maior concentração está no berço das grandes empresas de tecnologia ao longo do tempo, a Califórnia.

Antigamente, administrar um negócio de certo porte exigia uma equipe. A IA está virando essa premissa de cabeça para baixo, e cada vez mais aspirantes a empreendedores estão tocando o negócio sozinhos.

Uma das análises divulgada recentemente mostra que existem milhares de empreendedores individuais gerando mais de US$ 1 milhão em receita, com esse grupo dobrando de tamanho entre 2023 e 2025. O número de empreendedores individuais que ultrapassaram a marca de US$ 10 milhões quase triplicou nesse mesmo período.

A capacidade da IA ​​de lidar com diversas tarefas administrativas a torna potencialmente útil para lançar negócios individuais em muitas áreas. No entanto, a habilidade da tecnologia de também realizar tarefas fundamentais no setor de tecnologia, como a programação, faz desse campo um ponto de grande destaque.

Ao analisar dados do Censo dos EUA (Census Bureau), o economista Taylor Bowley, do Bank of America Institute, constatou que, entre todos os setores, os pedidos de abertura de novas empresas no setor de tecnologia de informação registraram o maior aumento percentual — quase 45% — no último ano. Ao mesmo tempo, a proporção de candidatos do setor que afirmam planejar a contratação de funcionários apresentou a queda mais acentuada entre todos os setores analisados.

Esses dados do Censo não rastreiam empresas operadas individualmente. No entanto, os números mostram, de modo geral — tanto no setor de tecnologia quanto fora dele —, que o número de novas iniciativas permanece estável entre empresas com maior probabilidade de contratar funcionários, mas cresce em outros segmentos. Economistas afirmam que esse é um forte indício de que o número de empreendedores individuais está em ascensão.

Contudo, empreender sozinho utilizando IA ainda pode sair surpreendentemente caro, por ter de se pagar um custo elevado pelo acesso ao Claude, da Anthropic, para processar as solicitações — essa empresa de IA, assim como outras, cobra com base no uso. Porém, esse cenário está sendo alterado desde que se passou a utilizar modelos de IA de código aberto e gratuitos provenientes da China.

Resta saber qual será o impacto dos negócios individuais no mercado de trabalho. Pesquisas indicam que os americanos temem que a IA substitua postos de trabalho, e economistas renomados também analisam essa possibilidade. No entanto, a IA também está criando muitos novos empregos, e os empreendedores que atuam sozinhos demonstram como a tecnologia pode, ao mesmo tempo, abrir portas e limitar oportunidades de emprego.