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08 julho 2026

Declaração da Cúpula de Ancara


8 de julho de 2026

1. Nós, Chefes de Estado e de Governo da Aliança do Atlântico Norte, reunimo-nos em Ancara para reafirmar nosso compromisso inabalável com a defesa coletiva, nos termos do Artigo 5º do Tratado de Washington, e com o vínculo transatlântico. Um ataque a um é um ataque a todos. Nossa unidade, solidariedade e força coletiva permanecem como a base da paz, segurança e prosperidade para o bilhão de cidadãos de nossa Aliança de nações livres e democráticas. Mantemos nosso compromisso com a abordagem de 360 ​​graus para a dissuasão e a defesa.

2. Para enfrentar a ameaça de longo prazo que a Rússia representa para a segurança e a estabilidade euro-atlânticas, bem como a ameaça persistente do terrorismo, os Aliados estão cumprindo o compromisso de defesa de Haia. Em 2025, os Aliados europeus e o Canadá aumentaram seus investimentos em requisitos fundamentais de defesa em mais de US$ 139 bilhões. Nossos investimentos estão proporcionando as capacidades de que necessitamos, ao mesmo tempo em que fortalecem nossa base industrial e nossa resiliência. Hoje, em Ancara, anunciamos mais de US$ 50 bilhões em novas aquisições e nos comprometemos a expandir a capacidade de produção coletiva e a trabalhar com a indústria para acelerar a inovação. Continuaremos nossos esforços para eliminar barreiras comerciais de defesa entre os Aliados e aproveitar as parcerias da OTAN para maximizar a profundidade e a cooperação da indústria de defesa.

3. Estamos construindo o futuro: uma Europa mais forte em uma OTAN mais forte – uma Aliança modernizada. Os Aliados europeus e o Canadá, em colaboração com os Estados Unidos, estão assumindo maior responsabilidade pela defesa da Aliança. A dissuasão e a defesa da OTAN baseiam-se em uma combinação adequada de capacidades nucleares, convencionais e de defesa antimísseis, complementadas por ativos espaciais e cibernéticos. Estamos comprometidos em manter nossa vantagem em combate. Investimos em nossa capacidade de mobilizar, viabilizar e sustentar nossas forças armadas e de atingir nossas metas de capacidade em todos os domínios, incluindo ataques de precisão de longo alcance, defesa aérea e antimísseis integrada, sistemas não tripulados, tecnologias de ponta e capacidades de inteligência. Estamos desenvolvendo uma nuvem de operações de combate transatlântica interoperável e adotando modelos avançados de IA.

4. A Ucrânia contribui para a segurança transatlântica, e os Aliados permanecem unidos em seu apoio inabalável à Ucrânia na defesa de sua liberdade, soberania e integridade territorial. Os Aliados europeus e o Canadá financiam, atualmente, a vasta maioria da assistência de segurança à Ucrânia por meio de mecanismos bilaterais e multilaterais. Os Aliados ressaltam que esse apoio deve ser equitativo, previsível e sustentável a longo prazo. Para 2026, os Aliados comprometem-se a fornecer € 70 bilhões em equipamentos militares, assistência e treinamento à Ucrânia e reafirmam seus compromissos soberanos de manter níveis pelo menos equivalentes em 2027. Nesse sentido, saudamos a decisão da União Europeia de fornecer financiamento plurianual à Ucrânia por meio do Empréstimo de Apoio à Ucrânia.

5. A Aliança continua a responder e a adaptar-se à competição estratégica, à instabilidade generalizada, às ameaças híbridas e aos choques recorrentes que definem o nosso ambiente de segurança mais amplo. Os Aliados reiteram que o Irã jamais deve possuir uma arma nuclear e instam o Irã a respeitar plenamente a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

6. Expressamos nosso agradecimento pela generosa hospitalidade que nos foi dispensada pela Turquia. Aguardamos com expectativa a nossa próxima reunião.

Fonte: The Ankara Summit Declaration



Coreto da Praça Venâncio Neiva



Por Sérgio Botelho (*)


Entre os Séculos XIX e XX houve forte expansão internacional do mercado do algodão, com a Paraíba em excelente posição no ciclo. Assim, as primeiras décadas do XX foram de significativas mudanças urbanas na capital paraibana.

A foto que ilustra o texto é do belo coreto da Praça Venâncio Neiva, obra do arquiteto italiano Paschoal Fiorillo. A praça, inaugurada em 23 de julho de 1917, no embalo do ouro branco, ficou mais conhecida pelo nome de um de seus equipamentos, o Pavilhão do Chá.
Segundo descrição do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep), o referido coreto, em formato circular, tem uma área de projeção com aproximadamente 52 m², refletindo estilo eclético, com características neoclássicas.
Fiorillo fez parte de um grupo de arquitetos italianos que produziram equipamentos urbanos e prédios marcantes para a história da cidade. Além de Fiorillo, havia Hermenegildo Di Lascio e Giovanni Gioia, todos com obras de reconhecida importância para a cidade.

Entre os projetos pensados e executados por Fiorillo, além do coreto da Praça Venâncio Neiva, destacam-se a balaustrada da mesma praça, o Grupo Escolar Thomaz Mindello e uma reforma no Palácio do Governo, atual Museu da História da Paraíba.


Antigo Palácio do Governo, atual Museu da História da Paraíba


O detalhe é que Paschoal Fiorillo contraiu núpcias, em 1916, com uma paraibana, descendente de italianos, Maria Ciraulo, irmã de Otílio Ciraulo, que mais tarde se fez major e marcou época em João Pessoa.

Paschoal Fiorillo e Maria Ciraulo se mudaram para o Rio de Janeiro, segundo consta, no início da década de 1920, e passaram a viver na capital federal, onde geraram descendência. Mas o nome do arquiteto ficou gravado em pedra e cal na paisagem pessoense.


(*) Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista, escreve textos, de apelo histórico, sobre a Paraíba.

A Academia de Comércio Epitácio Pessoa

Academia de Comércio Epitácio Pessoa originalmente

Por Sérgio Botelho (*)

Há prédios que não devem correr o perigo de caírem no esquecimento. Devem ser usados, cuidados e, assim, devolvidos à cidade. É o caso do que originalmente serviu à Academia de Comércio Epitácio Pessoa, na Rua das Trincheiras, no Centro de João Pessoa, que abrigará a Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba.

A decisão, nascida de convênio de cessão entre o Governo do Estado e a Reitoria da UFPB, tem um sentido maior do que uma simples mudança de endereço. Ela recoloca a cultura dentro de um marco da própria história paraibana. Um prédio que formou gerações passa a acolher a gestão pública da cultura.

Inaugurada em 1922, em meio às comemorações do centenário da Independência, a Academia nasceu ligada ao ensino comercial e à preparação de profissionais para uma Paraíba que se urbanizava e se modernizava. Depois, o mesmo imóvel abrigou atividades da Faculdade de Ciências Econômicas, incorporando-se à estrutura e à memória da UFPB.

Sua arquitetura eclética faz parte da paisagem afetiva do Centro. A cúpula, as linhas antigas e a presença histórica no início da rua das Trincheiras compõem a paisagem memorial da cidade. São sinais de uma época em que João Pessoa buscava, em serviços educacionais, avanços de modernidade.

Por isso, a revitalização é uma boa notícia. Patrimônio ocupado com finalidade pública ganha vida, vigilância, circulação e sentido. Ao levar a Secretaria de Cultura para esse edifício, o governo ajuda a fortalecer o Centro Histórico e a aproximar a administração cultural dos lugares que guardam a memória da capital.

Melhor ainda quando se sabe que a nova sede não será apenas um gabinete. Haverá de ter espaço para livros, exposições e encontros de artistas e estudantes. A Academia de Comércio Epitácio Pessoa ensinou no passado. Agora, pode ensinar de novo, mostrando que preservar também é ocupar bem, com cuidados públicos.


* Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista, escreve textos, de apelo histórico, sobre a Paraíba.

Símbolo da falência moral de todo um país


Gesto obsceno foi mostrado por Lula durante evento oficial do Palácio do Planalto. 
(Foto:
 Reprodução / YouTube / Lula)

Lula mostrou o dedo do meio, falou palavrão e se fingiu de pobre. Mentiu, mentiu, mentiu. Aquele roteiro de sempre e que a gente conhece há meio século. 

O gesto obsceno veio durante um evento no Palácio do Planalto. O discurso foi feito no último dia liberado pela lei eleitoral para a participação do presidente, governadores e demais autoridades em inaugurações e eventos oficiais.

O gesto do Lula, contudo, significa que precisamos melhorar e melhorar. Para que um dia, quem sabe, esta cena presidencial não se repita nem se perca em meio a tantas manchetes escandalosas. 

E seja visto pelo que de fato é: símbolo da falência moral de todo um país e um tempo. O nosso.

WiFi 7 no Itaipu Parquetec

 


O Itaipu Parquetec, ecossistema brasileiro de inovação localizado em Foz do Iguaçu vinculado à Itaipu Binacional, implementou o Wi-Fi 7 da Cisco.

Antes da modernização, cerca de 95% da infraestrutura operava em Wi-Fi 5, com alguns pontos já em Wi-Fi 6, um cenário que já não acompanhava a crescente demanda do ambiente.

Segundo a Cisco, a nova infraestrutura foi desenhada para explorar a frequência de 6 GHz, ampliando significativamente a capacidade e reduzindo interferências.

O maior desafio para as equipes foi configurar as controladoras e substituir 240 access points físicos em apenas cinco dias. 

"Para um ecossistema de inovação como o nosso, conectividade é um pilar estratégico. Passamos a operar com uma infraestrutura moderna, estável e preparada para alta demanda, alinhada ao nível de excelência que o Itaipu Parquetec exige", avalia Jaime Villa Junior, gerente de tecnologia do Itaipu Parquetec.

Agora, o ecossistema de inovação entra em uma fase de refinamento de segurança com o Cisco ISE, plataforma de gerenciamento de políticas de segurança, visando a automação de redes locais virtuais dinâmicas. 

Para os próximos meses, o plano é escalar a operação com o Cisco Catalyst Center, plataforma centralizada para gerenciamento, automação e garantia de redes corporativas.

A ideia é consolidar o monitoramento preditivo e a automação de todo o ambiente de rede do parque.

Criado em 2003 e conhecido anteriormente como Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o Itaipu Parquetec é um ecossistema brasileiro de inovação localizado em Foz do Iguaçu que integra instituições de ensino, empresas, startups, centros de pesquisa e órgãos públicos para promover o desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável. 

Vinculado à Itaipu Binacional, o parque atua em áreas como energias renováveis, cidades inteligentes, agronegócio, biotecnologia, tecnologias da informação, robótica e transformação digital. 

Além de fomentar pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), o Itaipu Parquetec oferece programas de incubação e aceleração de empresas, laboratórios especializados, capacitação profissional e apoio à transferência de tecnologia, consolidando-se como um dos principais polos de inovação e desenvolvimento tecnológico da região trinacional entre Brasil, Paraguai e Argentina.

05 julho 2026

Brasil vs Noruega


Humilhação não foi perder da Noruega no futebol.

Humilhação é perder para um país de apenas 5,6 milhões de habitantes que encontrou petróleo, teve responsabilidade para administrar essa riqueza e hoje possui o maior fundo soberano do planeta, com cerca de US$ 2,2 trilhões em patrimônio e participação em aproximadamente 1,5% das empresas listadas no mundo. Enquanto isso, o Brasil descobriu o pré-sal, mas continua desperdiçando oportunidades em meio a escândalos de corrupção, desperdício de recursos públicos e decisões de curto prazo. A diferença entre Brasil e Noruega nunca foi talento. Sempre foi gestão, planejamento e responsabilidade com o dinheiro do povo. No futebol, uma derrota faz parte do esporte. O que realmente deveria envergonhar é ver um país tão rico continuar desperdiçando seu potencial enquanto outros transformam riqueza em prosperidade para as próximas gerações.

PIB per capita: 🇳🇴 $ 85 mil 🇧🇷 $ 10 mil Desenvolvimento: 🇳🇴 0,970 🇧🇷 0,750 Expectativa de vida 🇳🇴 83 anos 🇧🇷 75 anos Corrupção: 🇳🇴 5° lugar 🇧🇷 107º lugar Segurança: 🇳🇴 19 homicídios (2025) 🇧🇷 34.086 (2025) Futebol: 🇳🇴 2 x 1 🇧🇷

02 julho 2026

Os Estados Unidos criaram 1200 milionários POR DIA em 2025!


Só ano passado, foram adicionados 438 mil milionários, mais do que os milionários existentes no Brasil, que seriam 386 mil, segundo o UBS.

Pouca gente tem a exata noção da amplitude da prosperidade americana. 23,6 milhões de americanos tem um patrimônio maior que US$ 1 milhão. É uma proporção de 7,15 para cada 100 pessoas. No Brasil, a proporção de 0,18 para cada 100. Ou seja, proporcionalmente, os EUA tem 39x mais milionários que o Brasil.

01 julho 2026

Pense nessa escolha no dia 4 de outubro

Ontem, nos EUA, Trump suspendeu tarifas sobre fertilizantes fosfatos do Marrocos para proteger o produtor americano e ajudar a segurar o preço dos alimentos.

No mesmo momento, o Brasil fazia o caminho inverso. O governo aumentou a carga tributária sobre o agro ao acabar com a alíquota zero de PIS/Cofins para diversos insumos usados no campo. Na prática, fertilizantes, sementes, defensivos agrícolas e outros produtos essenciais passam a carregar mais imposto já na origem da produção. O detalhe é ainda mais grave: o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome. Em 2025, gastou cerca de US$ 15 bilhões na compra desses insumos. E decidiu taxar justamente isso. O custo sobe no campo. O preço sobe na gôndola. Quem paga é o consumidor. Dois países. Duas visões de mundo. Um protege quem produz alimento. O outro taxa. EUA reduz imposto sobre fertilizante. Brasil aumenta. Não é coincidência. É escolha. Pense nessa escolha no dia 4 de outubro.

27 junho 2026

Criptografia baseada em redes (lattices) Protegendo os dados de hoje contra os computadores de amanhã


Em algum lugar, em um servidor desconhecido, um arquivo de tráfego de internet criptografado está crescendo. Os dados não podem ser lidos hoje, mas quem os coletou aguarda o momento em que isso será possível. Nos círculos de segurança, essa estratégia tem um nome: "coletar agora, descriptografar depois". Essa ameaça existe porque computadores quânticos processam informações de maneira diferente das máquinas clássicas. Uma vez suficientemente poderosa, essa capacidade poderia desvendar os problemas matemáticos que sustentam a maior parte da criptografia usada atualmente. 

A resposta para essa ameaça não é simplesmente criar uma fechadura mais forte. A criptografia baseada em redes (ou *lattices*) funciona de forma diferente. Ela oculta dados dentro de estruturas geométricas complexas com ruído adicionado deliberadamente, como uma névoa. O sistema codifica informações em uma vasta grade multidimensional de pontos matemáticos e, em seguida, adiciona pequenos erros aleatórios durante a criptografia. A solução correta é indistinguível das incorretas. Esses erros tornam extremamente difícil para um invasor chegar aos dados originais: vista de fora, a solução correta é difícil de distinguir de muitas soluções incorretas plausíveis, mesmo com máquinas clássicas ou quânticas poderosas.

Essa névoa tem utilidades que vão além de manter adversários afastados. As mesmas propriedades matemáticas que tornam os esquemas baseados em redes resistentes a computadores quânticos possibilitam uma capacidade adicional que a criptografia clássica não consegue igualar. A criptografia totalmente homomórfica permite que cálculos sejam executados diretamente sobre dados criptografados, sem jamais expô-los.

Em 2024, pesquisadores do Asan Medical Center utilizaram essa abordagem para treinar modelos de IA com base em mais de 300.000 registros de pacientes de três hospitais, sem que os dados brutos de qualquer hospital saíssem de seus próprios servidores. Os modelos superaram qualquer coisa que uma única instituição poderia ter desenvolvido sozinha. Com as capacidades comprovadas, a área precisava de uma base comum sobre a qual construir.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) passou dois anos avaliando abordagens concorrentes para criptografia pós-quântica antes de finalizar seus padrões em 2024. A escolha de algoritmos baseados em redes como base principal forneceu a toda a indústria um modelo validado para desenvolvimento, e outros seguiram o exemplo. A Organização Internacional de Normalização (ISO) e o Instituto Europeu de Normas de Telecomunicações (ETSI) alinharam-se em torno da mesma base de criptografia baseada em redes (lattice-based), e prazos para sistemas resistentes à computação quântica foram estabelecidos.

A União Europeia definiu 2026 como o ano em que sistemas públicos devem iniciar a migração para sistemas resistentes à computação quântica; a Agência de Segurança Nacional (NSA) exigiu algoritmos resistentes à computação quântica em todos os novos sistemas de segurança nacional até janeiro de 2027; e a SWIFT — a rede que transmite mensagens financeiras entre mais de 11.000 instituições em 200 países — está ativamente engajada no planejamento da migração pós-quântica. O Google comprometeu-se a concluir sua própria transição até 2029. Dados criptografados ainda podem estar sendo coletados, mas a resposta já não é teórica. A tarefa agora é migrar sistemas críticos para bases resistentes à computação quântica antes que esses dados possam ser expostos.

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Perspectiva estratégica

Criptografia baseada em redes (lattice-based)

Por Dubai Future Foundation

A criptografia baseada em redes poderia permitir que as verificações de conformidade ocorressem à medida que os dados são transferidos, em vez de serem realizadas *a posteriori*.

Se as ações puderem ser verificadas em tempo real sem revelar as informações subjacentes, as organizações poderiam conferir se os dados estão sendo utilizados corretamente no momento da transferência.

Isso transformaria a maneira como a confiança é incorporada aos sistemas digitais.

A amostragem de registros, a interpretação de ambiguidades e a negociação da aplicação de normas eram necessárias quando a infraestrutura não conseguia verificar a conformidade na origem. Protocolos recentes baseados em redes reduziram os tempos de verificação de 90 segundos para 20 milissegundos, tornando as verificações em tempo real viáveis ​​pela primeira vez. A confiança poderia passar a ser uma condição para o acesso, em vez de algo estabelecido por meio de supervisão posterior.

Para governos e instituições financeiras e de saúde, as implicações iriam além da criptografia.

Com violações de segurança custando agora até US$ 4,44 milhões, muitas organizações estão reformulando fluxos de dados e migrando para a criptografia resistente à computação quântica. Petabytes de sequências genômicas, dados de dispositivos vestíveis (*wearables*) e padrões financeiros poderiam ser compartilhados, processados ​​e verificados com maior segurança, mantendo-se protegidos contra futuras tentativas de descriptografia por agentes com capacidade quântica.

Para que esse cenário se concretize, as regras de conformidade precisariam ser definidas com precisão antes de serem codificadas nos sistemas.

Uma vez aplicadas automaticamente, as regras são seguidas exatamente como foram redigidas, deixando menos margem para interpretações posteriores. Software, hardware e instituições também precisariam passar por atualizações coordenadas. Protocolos, sistemas operacionais e dispositivos teriam de adotar novos padrões de forma sincronizada, sem interromper os serviços que já dependem deles. Durante a transição, a execução simultânea da criptografia baseada em redes e de métodos mais antigos permitiria manter o funcionamento dos serviços existentes.

A transição não ocorrerá de maneira uniforme. Dispositivos menores, como *wearables* e sensores embarcados, ainda não conseguem suportar a carga computacional mais pesada exigida pelos métodos baseados em redes, e a atualização de infraestruturas mais antigas pode ser difícil, especialmente quando os sistemas estão fragmentados ou obsoletos. À medida que a criptografia se torna mais robusta, os ataques podem passar a visar cada vez mais falhas de projeto e implementação, elevando a importância crítica da engenharia e da execução desses sistemas. A criptografia baseada em redes (lattice-based cryptography) pode tornar o compartilhamento, a análise e a verificação de dados mais seguros; se isso resultará em sistemas de dados confiáveis, dependerá dos padrões, das políticas e das escolhas institucionais estabelecidos em torno dela.

Megatendências do DFF relacionadas: dados multidimensionais ilimitados; vulnerabilidades tecnológicas.

26 junho 2026

Putin humilhado: tropas ameaçam voltar suas armas contra ele


Segundo a matéria publicada ontem  pelo repórter  (DAILY BEAST),  relata-se que a alta cúpula militar e membros dos serviços de segurança apoiam um motim em gestação como decorrência dos caóticos resultados humanos e militares obtidos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

A reportagem expões que um ex-oficial militar russo fez um apelo direto a Vladimir Putin, alertando o líder russo sobre um levante armado caso o país não seja informado da "verdade" sobre a guerra na Ucrânia.

Em um vídeo no Instagram que rapidamente acumulou milhões de visualizações na quinta-feira, Alexander Lunin dirigiu-se a Putin, alertando para "consequências muito graves" caso suas exigências fossem ignoradas.

Lunin, de 39 anos e pai de dois filhos, afirmou ter sido incumbido de "transmitir uma mensagem" a Putin por oficiais militares e membros dos serviços de segurança não identificados. Segundo ele, pediram-lhe que exigisse uma reunião com Putin no Kremlin — com direito a "transmissão ao vivo" — para que o país pudesse saber a "verdade" sobre o que está acontecendo.

"Se, em um futuro próximo, eu não for ao Kremlin e falar ao vivo ao seu lado, o exército voltará suas armas contra o Kremlin", disse ele.

Relata-se que Lunin comandou um batalhão de voluntários russos na Ucrânia ocupada até algum momento do ano passado, quando disse ter sido afastado por se recusar a cumprir ordens. Ele contou ao veículo de mídia independente *Agentstvo* que autoridades de defesa foram à sua casa, na região de Voronezh, para exigir que ele gravasse um vídeo com um apelo a Putin. Aparentemente, elas haviam notado que ele usava as redes sociais para divulgar as queixas das tropas vindas do campo de batalha.

Mais de quatro anos após Putin lançar sua "operação militar especial" contra a Ucrânia com promessas de uma vitória rápida, Kiev inverteu o jogo com uma série de ataques de longo alcance que elevaram a tensão para Moscou e alertaram os cidadãos russos comuns sobre as falhas do Kremlin no campo de batalha.

O presidente russo tem recusado repetidamente acordos de paz. Lunin disse que os oficiais militares estavam fartos da guerra e do "moedor de carne" nas linhas de frente.

"Ninguém quer derramamento de sangue. Apenas deixem claro para o presidente que haverá um caos total aqui se isso continuar", disse ele, relatando o que os oficiais lhe haviam dito ao exigir seu apelo público a Putin. “Neste momento, dezenas, centenas, milhares de nossos soldados estão confinados em fossas, punidos por seus comandantes. Eles ficam lá, apodrecendo, sendo torturados e maltratados pela chamada Gestapo, pelo simples fato de terem se recusado a cumprir ordens estúpidas e suicidas”, disse Lunin, segundo o veículo de mídia independente russo Meduza.

25 junho 2026

Rússia x Ucrânia: Resultados humanos e militares caóticos


A guerra na Ucrânia, agora em seu quinto ano, atingiu mais um ponto de inflexão. As forças russas enfrentam dificuldades visíveis no campo de batalha, à medida que a estratégia de Kiev — tornar a guerra inútil para a Rússia — começa a surtir efeito. No entanto, o futuro da segurança europeia não depende apenas do desfecho deste conflito. Mesmo que derrotada, a Rússia continuará sendo a principal ameaça na Europa nos próximos anos. Apesar da economia estagnada, da demografia desfavorável e de um regime autoritário que se torna cada vez mais rígido, a Rússia permanece como a principal potência capaz de — e empenhada em — desestabilizar a arquitetura de segurança do continente. Além disso, a reconstituição militar russa no pós-guerra não é uma questão de "se", mas de "quando".

Resultados humanos e militares caóticos

Pelo menos 400.000 soldados russos ...foram mortos em combate na Ucrânia — um relatório de inteligência britânico divulgado no final de maio sugere quase 500.000 — e outros 600.000 a 800.000 ficaram gravemente feridos. Apesar dessas baixas massivas, o tamanho da força aumentou de aproximadamente 850.000 militares na ativa antes da guerra para 1,3 milhão atualmente. Muitas unidades dobraram ou triplicaram de tamanho, e a maioria delas incorporou unidades de drones, reconhecimento, assalto e guerra eletrônica. Seguindo o exemplo da Ucrânia, a Rússia também criou um novo ramo de combate dedicado à guerra com drones, denominado Forças de Sistemas Não Tripulados. Embora muitas das unidades atuais devam ser reduzidas após a guerra, e os destacamentos de assalto e as formações de reserva sejam extintos, é improvável que as forças armadas retornem ao seu tamanho anterior ao conflito.

Ao mesmo tempo, as perdas de equipamentos russos na guerra têm sido impressionantes. De acordo com relatos de fontes abertas, no início de maio de 2026, as forças armadas russas perderam mais de 14.000 veículos blindados de combate, 2.100 peças de artilharia e milhares de outros itens. Devido aos ataques cada vez mais bem-sucedidos da Ucrânia, a Rússia agora está perdendo sistemas de defesa aérea em números muito maiores do que no início da guerra, o que levanta questões sobre como compensará os sistemas mais caros que não podem ser facilmente substituídos. Entre as perdas de aeronaves e defesas antimísseis, a guerra está degradando as forças armadas russas de maneira significativa. No curto prazo, isso as tornará mais vulneráveis ​​ao poder aéreo da OTAN e às suas capacidades superiores de ataques de precisão de longo alcance.

Planejadores de defesa e analistas divergem quanto à gravidade do perigo futuro representado pelas forças armadas russas e à rapidez com que essa ameaça pode crescer. Alguns temem que Moscou seja capaz de manter uma postura agressiva logo após o fim da guerra na Ucrânia. Outros acreditam que pode levar muitos anos para reconstituir suas forças militares, atualmente enfraquecidas e degradadas. Há uma percepção de que as perdas de tropas e equipamentos deixaram as forças russas em frangalhos e que um exército incapaz de realizar avanços significativos na Ucrânia dificilmente poderia ameaçar a Europa.

É o preço que sociedade russa está pagando por uma decisão ditatorial já conhecida e vista em diversos países e em diversos períodos da história mundial.

TERREMOTOS NA VENEZUELA: ENTENDA A CAUSA

Os terremotos registrados na Venezuela estão relacionados à intensa atividade tectônica da região, onde ocorre o encontro entre a Placa Sul-Americana e a Placa do Caribe. Essas duas placas se movimentam constantemente uma em relação à outra, acumulando tensões ao longo de falhas geológicas que atravessam o norte do país.

Quando essa energia acumulada é liberada de forma repentina, ocorrem os terremotos. Por isso, a Venezuela faz parte de uma área com histórico de atividade sísmica frequente, especialmente em sua faixa costeira e regiões próximas ao Caribe.

 

O evento mais recente chamou atenção pela sua forte magnitude. As estimativas variaram entre diferentes instituições sismológicas: o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitudes entre 7,2 e 7,5, enquanto pesquisadores do instituto geofísico de Potsdam, na Alemanha, estimaram valores entre 7,3 e 7,4. Pequenas diferenças nas medições são comuns devido aos métodos e modelos utilizados por cada órgão.
Tudo começa com duas placas tectônicas: a Placa do Caribe e a Placa Sul-Americana. A maior parte do território venezuelano está sobre a Placa Sul-Americana. Já a Placa do Caribe, como o próprio nome indica, sustenta o Mar do Caribe e grande parte das ilhas e países caribenhos.
O local onde essas duas placas se encontram é chamado de limite de placas. Elas não colidem diretamente uma contra a outra; em vez disso, deslizam lateralmente. Ao longo de milhões de anos, esse movimento formou grandes fraturas na crosta terrestre, conhecidas como falhas geológicas. Na Venezuela, as principais são as falhas de San Sebastián, Boconó e El Pilar.
Como as placas se movem em direções diferentes, elas acabam ficando presas em alguns pontos. Enquanto continuam tentando se mover, a tensão vai se acumulando nas rochas, como acontece quando esticamos um elástico. Chega um momento em que essa tensão é grande demais, as rochas se rompem e toda a energia acumulada é liberada de uma só vez: é isso que provoca um terremoto.
Até aí, esse é o comportamento típico de um terremoto. Normalmente ocorre um grande sismo, seguido por vários tremores menores, chamados de réplicas.
O que tornou o evento de ontem tão incomum foi o fato de ele ter sido um terremoto dupleto. Primeiro ocorreu um sismo de magnitude 7,2 Mw e, apenas 39 segundos depois, outro terremoto de 7,5 Mw atingiu praticamente a mesma região.
O primeiro terremoto enfraqueceu edifícios, pontes e outras estruturas. Logo em seguida, o segundo terremoto atingiu uma região já fragilizada, agravando enormemente os danos. Foi justamente essa sequência que tornou o desastre tão devastador.
Muitas pessoas relataram a sensação de que o tremor parecia não ter fim. Isso aconteceu porque, na realidade, não era um único terremoto, mas dois grandes terremotos ocorrendo quase consecutivamente, separados por apenas 39 segundos.


​Pânico na capital e danos estruturais

​Em Caracas, o tremor prolongado fez prédios oscilarem, forçando milhares de moradores e funcionários de escritórios a evacuarem as estruturas às pressas. Relatos de testemunhas coletados por agências de notícias indicam que o abalo causou pânico generalizado:
​Rachaduras profundas surgiram em fachadas e paredes internas de edifícios residenciais. Janelas e objetos de vidro se estilhaçaram em diversos apartamentos da capital.

​Imagens em redes sociais começam a mostrar desabamentos parciais e danos severos em estruturas mais antigas próximas ao epicentro.