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15 abril 2026

Fleetwood Mac


Fleetwood Mac foi uma banda anglo-americana de rock surgida em Londres no ano de 1967, formada pelo guitarrista e cantor Peter Green. Green nomeou a banda combinando os sobrenomes do baterista Mick Fleetwood e do baixista John McVie, que permaneceram na banda durante as muitas mudanças de formação. Fleetwood vendeu mais de 120 milhões de discos mundialmente, sendo uma das bandas de maior sucesso comercial do mundo.

Segundo a Wikipédia, a banda esteve em atividade, com várias formações, de 1967 até 2022. e produziu uma fantástica discografia, de 1968 a 2003, contendo 17 álbuns. A história pessoal de cada um de seus componente é bastante complexa e não se irá mostrar ou comentar aqui. Está disponível na Internet. É melhor ouvir suas músicas. Para começar selecionou-se uma faixa do álbum Rumours, seguido de um link para o The Dance Full Concert, ambos de 1997. Outras músicas e ábuns estão acessíveis ao longo do texto, nos links de suas próprias denominações.


Primariamente uma banda de blues britânico durantes seus primeiro anos, Fleetwood Mac conquistou sua primeira canção número um no Reino Unido em 1968 com o instrumental "Albatross", entrando também no top dez do país com os singles "Man of the World", "Oh Well" (ambos de 1969) e "The Green Manalishi (With the Two Prong Crown)" (1970).

Green deixou a banda em maio de 1970, com a esposa de McVie, Christine McVie (que já havia contribuído para a banda como musicista de sessão) se juntando como integrante oficial nos vocais e teclados dois meses depois. Outros membros durante os anos iniciais da banda incluem Jeremy Spencer, Danny Kirwan e Bob Welch. 

Ao final de 1974, esses membros saíram, deixando a banda sem um guitarrista e vocalista masculino. Enquanto Fleetwood estava visitando estúdios em Los Angeles, ele escutou o duo norte-americano de folk-rock Buckingham Nicks, formado pelo guitarrista e cantor Lindsey Buckingham e a cantora Stevie Nicks. 

Em dezembro de 1974, ele pediu a Buckingham para se juntar ao Fleetwood Mac, com Buckingham concordando com a condição de que Nicks também pudesse se juntar. A adição de Buckingham e Nicks deu à banda um som mais pop-rock e o seu álbum Fleetwood Mac (1975) alcançou o topo da Billboard 200 nos Estados Unidos. Seu álbum seguinte, Rumours (1977), atingiu a primeira posição em múltiplos países ao redor do mundo e ganhou o prêmio de Álbum do Ano no Grammy Awards de 1978.

A formação permaneceu estável por mais três álbuns de estúdio, mas ao final da década de 1980 começou a se desintegrar. Após a saída de Buckingham em 1987, ele foi substituído por Billy Burnette e Rick Vito, com este saindo do grupo em 1990 junto de Nicks. 

Em 1993, uma apresentação para a posse do Presidente Bill Clinton reuniu a formação clássica de 1974–1987 pela primeira vez em seis anos. Uma reunião em larga escala ocorreu quatro anos depois e Fleetwood Mac lançou seu quarto álbum número um nos Estados Unidos, The Dance (1997), um álbum ao vivo marcando o 20º aniversário de Rumours e o 30º aniversário da banda.

Christine McVie saiu em 1998 após a encerramento da turnê The Dance Tour. Fleetwood Mac lançou seu último álbum de estúdio, Say You Will, em 2003. 

Christine McVie voltou em 2014 para a On with the Show Tour. Em 2018, Buckingham foi expulso e substituído por Mike Campbell, que integrava a banda Tom Petty and the Heartbreakers, e Neil Finn de Split Enz e Crowded House. Após a morte de Christine McVie em 2022, Nicks disse em 2024 que a banda não continuaria sem ela.

Em 1979, a banda foi honrada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 1998, eles foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame e receberam um Brit Award por Contribuição Excepcional para a Música. Em 2018, Fleetwood Mac recebeu o prêmio de Pessoa do Ano MusiCares da The Recording Academy como reconhecimento pelas suas conquistas artísticas na indústria da música e dedicação à filantropia.

Biografia

Apareceram pela primeira vez no British National Jazz & Blues Festival, em agosto daquele ano, com o nome de Peter Green's Fleetwood Mac, assinando em seguida com o empresário/produtor de blues Mike Vernon, do selo Blue Horizon. Peter Green já era conhecido como cantor de blues e guitarrista, e o Fleetwood Mac, como passou logo a ser chamado, tornou-se pioneiro no movimento de blues na Inglaterra, tendo sucesso imediato.

No final de 1968, Peter Green introduziu no grupo seu protegido, o jovem guitarrista Danny Kirwan, sendo substituído por Bob Weston (guitarrista) em 1972 (e demitido em 1974). O Fleetwood Mac se tornou assim, a única banda com três guitarristas, sendo eles capazes de criar e tocar seu próprio repertório. Estavam entre os maiores sucessos da Grã-Bretanha, embora ainda não conseguissem atingir o mercado norte-americano.

Em 1969, o estilo de Peter Green começou a revelar um afastamento do puro blues e, em maio de 70, num acesso de misticismo, ele resolveu deixar o grupo e a vida musical.

Com sua estrutura profundamente abalada, o Fleetwood Mac se afastou por alguns meses, voltando no fim do ano com o álbum "Kiln House", que seria o trampolim para seu futuro sucesso nos EUA.

No ano seguinte, foi a vez de Jeremy Spencer: durante uma turnê pelos EUA, ele desapareceu em Los Angeles, sendo encontrado dias depois num templo da seita Meninos de Deus, disposto a ficar por lá e abandonar a carreira musical. Sua decisão fora tomada após ter sido abordado na rua por um membro da seita, e era mais surpreendente devido ao fato dele ser um verdadeiro humorista de palco, fazendo memoráveis sátiras de Elvis Presley e Buddy Holly, e normalmente alheio à religiosidade.

Depois de novo afastamento devido a este último golpe, o grupo voltou. Mas devido também às muitas alterações ocorridas na formação e o fracasso dos LP lançados então, chegou novamente à dissolução. 

Foi nessa época, em 1972, que o empresário Clifford Davis criou um outro Fleetwood Mac, sem nenhum dos integrantes originais, para substitui-los. Mas John McVie entrou com uma ação na justiça contra o grupo falso e ganhou. 

A partir daí, novos ventos sopraram sobre o verdadeiro grupo: o casal Nicks e Buckingham se associou ao grupo e, com nova formação (Christine McVie nos vocais e teclados, Mick Fleetwood na bateria, John McVie no baixo, Stevie Nicks nos vocais e Lindsey Buckigham na guitarra), o grupo voltou a ocupar seu lugar nas paradas de sucesso e a ganhar discos de ouro e platina.

Depois do lançamento de Mirage em 1982, a banda entrou em hiato. Nicks continuou produzindo materiais solo, da mesma forma que Christine McVie produziu um álbum autointitulado. Buckingham, por sua vez, produziu Go Insane (1984), seu segundo trabalho solo, e partiu para a produção de um terceiro. Neste ínterim, o baterista Mick Fleetwood sugeriu que o trabalho solo de Lindsey se transformasse no projeto futuro do Fleetwood Mac. O projeto foi produzido de forma conturbada. Tango in the Night conteve, por exemplo, menor participação de Stevie Nicks por conta de seus vícios em cocaína, mas a obra foi a primeira do grupo desde Rumours a alcançar o primeiro lugar nas paradas. Dele se derivaram vários sucessos, como "Big Love", Seven Wonders", "Everywhere" e "Little Lies". Antes do início da nova turnê da banda, Buckingham anunciou sua saída do grupo durante uma conturbada reunião dos integrantes na casa de McVie. Com isso, os guitarristas Billy Burnette e Rick Vito ingressaram no conjunto.

Entre 1988 e 1995, o grupo lançou uma coletânea Greatest Hits com a inclusão de inéditas e lançou o inédito Behind the Mask, o primeiro da nova formação. O projeto chegou a ter a participação de Buckingham na faixa-título e foi um fracasso comercial, tendo como único sucesso a canção "Save Me", de Christine McVie. Após isso, foi a vez de Stevie Nicks e Rick Vito deixarem o grupo. Christine McVie também cogitou deixar a banda, mas permaneceu por mais um registro a pedido da gravadora. Embora a formação clássica tenha se reunido em 1993 na posse do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, o álbum Time contou com uma formação diferente com a adesão da cantora de country Bekka Bramlett e Dave Mason. Apesar de ter participado do projeto, que também foi um fracasso comercial, McVie optou por não participar da turnê.

Em 1996, os membros da formação mais famosa da banda voltaram a ensaiar juntos e anunciaram o retorno oficialmente em março do ano seguinte. Naquele ano, produziram um álbum ao vivo no formato MTV chamado The Dance, com sucessos e a inclusão de algumas faixas inéditas. O sucesso do álbum, que vendeu mais de 5 milhões de cópias nos EUA, motivou a banda a fazer uma turnê especial baseada no registro. Após a turnê em 1998, Christine McVie deixou o grupo. A banda optou por não incluir novos integrantes, e seguiu como um quarteto.

Ainda em 1998, a banda foi inclusa no Rock and Roll Hall of Fame. Todos os integrantes da formação original, Mick Fleetwood, John McVie, Peter Green, Jeremy Spencer e Danny Kirwan, além dos membros da formação Rumours foram introduzidos. Apesar da longa participação na década de 1970, Bob Welch não foi introduzido com os demais. O grupo também foi premiado no Brit Awards no mesmo ano, na categoria "Outstanding Contribution to Music".

Após a saída de McVie, a banda começou a trabalhar num disco com a participação apenas de Buckingham e Nicks como vocalistas. Apesar disso, duas canções que previamente fariam parte de um álbum solo de Lindsey contaram com teclados de Christine. Say You Will foi lançado em 2003 e foi um sucesso comercial, trazendo singles como "Say You Will" e "Peacekeeper". A turnê feita em 2003 e 2004 foi uma das mais lucrativas do ano e ainda gerou o trabalho Live in Boston. Sem a volta de Christine, Lindsey continuou lançando projetos solo, como Unde the Skin (2006), Gift of Screws (2008) e Seeds We Sow (2011). Nicks, por sua vez, lançou In Your Dreams (2011).

A banda voltou a lançar material inédito em 2013 e tocou duas músicas inéditas em shows - "Sad Angel" e "Without You". As canções foram definidas por Lindsey como as canções mais características do estilo Fleetwood Mac desde Mirage (1982). As duas faixas foram inclusas no EP Extended Play. No mesmo ano o grupo teve que pausar temporariamente sua turnê pelo fato do baixista John McVie ter sido diagnosticado com câncer. Em novembro, Christine McVie disse, em entrevista ao The Guardian, que gostaria de voltar pra banda.

Christine foi anunciada de volta ao Fleetwood Mac em janeiro de 2014. Em 2015, Lindsey sugeriu que o próximo álbum do Fleetwood Mac seria o disco final do grupo. O guitarrista e McVie começaram a ensaiar uma série de músicas inéditas, enquanto Nicks estava focada na divulgação de outro trabalho solo, o que fez os demais membros aguardarem suas contribuições. No entanto, ainda em 2016, Stevie declarou publicamente, em entrevista, que estava relutante em gravar um disco com o grupo. Com isso, Buckingham e McVie tiveram que lançar o material, feito com os demais membros da banda, como um registro solo. Lindsey Buckingham Christine McVie saiu em junho de 2017.

Em 2018, a banda foi premiada com o MusiCares Person of the Year. Após isso, Buckingham foi expulso do grupo. A princípio, os motivos não foram revelados pela banda, enquanto Lindsey queixou em entrevistas de que Stevie Nicks estaria responsável por isso. Mick Fleetwood disse que Lindsey não queria fazer uma turnê com o Fleetwood Mac antes de uma turnê solo, enquanto o guitarrista afirmou que a afirmação não procedia. No mesmo ano, o cantor entrou com um processo contra o conjunto, o qual foi resolvido com um acordo entre ambas as partes. Em 2019, Christine McVie afirmou a Mojo que a expulsão de Lindsey se deu por um impasse na sua relação com Stevie Nicks.

No lugar de Lindsey Buckingham, Mick Fleetwood convidou dois novos guitarristas. Um deles foi Mike Campbell, ex-membro do Tom Petty and the Heartbreakers, e o outro foi Neil Finn, vocalista e guitarrista da Crowded House.

Última formação

Discografia



Fontes: Wikipedia, YouTube

14 abril 2026

Iniciativa Nacional para Energia Nuclear Espacial Americana

    Ontem dissemos aqui que para alguns, o espaço é, ou deveria ser, ciência pura; para outros, é prestígio e a imagem americana; para outros ainda, o espaço significa segurança nacional. Na maioria das vezes, o espaço é identificado com a ciência, mas quando se faz uma comparação com os níveis de financiamento em outros ramos da pesquisa científica, fica claro que o apoio dado ao programa envolve outros fatores além do interesse público na ciência pura.

    A ação presidencial deve ser vista nesse contexto. A preocupação com a postura estratégica geral dos Estados Unidos parece ter sido a principal consideração na recente decisão de prosseguir para a próxima etapa no desenvolvimento de voos espaciais tripulados.

    Nesse sentido, hoje, 14 de abril, o governo americano lançou novas diretrizes para agências federais para que estabeleçam uma Iniciativa Nacional para o Poder Nuclear Espacial Americano, conforme solicitado pela Ordem Executiva do Presidente Trump sobre Garantir a Superioridade Espacial Americana, cópia abaixo.

A íntegra deste documento está disponível aqui

    O poder nuclear no espaço dará aos EUA a eletricidade sustentada, o aquecimento e a propulsão essenciais para uma presença permanente na Lua, em Marte e além. A energia nuclear tornará possível a presença humana sustentada no espaço, resistindo à força lunar, e as tempestades de areia marcianas e se aventurarem às estrelas.

13 abril 2026

Após o sucesso da Artemis II, cientistas irão moldar o futuro da exploração lunar


    A missão Artemis II despertou a curiosidade de pessoas ao redor do mundo e reacendeu o interesse no investimento coletivo da humanidade na exploração espacial. A NASA planeja lançar mais missões lunares em breve, sinalizando uma nova era para a ciência e a exploração na Lua — e levantando questões sobre o que virá a seguir.

    Para os cientistas que ajudam a guiar a futura exploração lunar, o sucesso da Artemis II ressalta a importância de seu trabalho. Também abre oportunidades para explorar possibilidades para missões futuras — o que é o tema de um estudo em andamento das Academias Nacionais. Patrocinado pela NASA, o estudo produzirá um relatório ainda este ano que identificará locais de pouso não polares importantes para futuras missões tripuladas à Lua e quais objetivos científicos poderiam ser alcançados.

“Há claramente uma sede por algo novo — por ver os humanos irem além do que já vimos antes”, disse Daniel Dumbacher, professor de engenharia prática na Universidade Purdue, que ajudou a liderar o desenvolvimento da campanha Artemis e é co-presidente do comitê de estudos das Academias Nacionais. “Estamos trabalhando para isso há muito tempo e agora finalmente chegamos lá.”

    À medida que os astronautas da Artemis documentavam o lado oculto da Lua, suas observações em tempo real adicionavam contexto e interpretação que complementavam os dados dos instrumentos — uma poderosa demonstração de como a presença humana contribui para a descoberta científica.

“Essa perspectiva humana é tudo”, disse James Day, geoquímico da Scripps Institution of Oceanography e co-presidente do estudo das Academias Nacionais. “A capacidade de observadores treinados descreverem o que estão vendo adiciona uma compreensão que você simplesmente não consegue obter apenas com imagens.”

    As observações ajudam a traduzir dados brutos em conhecimento científico. Elas também apontam para um papel mais amplo da exploração humana: não apenas coletar medições, mas interpretar ambientes complexos de maneiras que possam orientar pesquisas futuras. O que o futuro reserva para as missões tripuladas à Lua?

    Os cientistas estão cada vez mais focados em onde a exploração futura pode gerar o maior retorno científico e, por sua vez, aprimorar nossa capacidade de viver e trabalhar no espaço.

“Para realmente entender a Lua, é preciso ir a vários locais”, disse Day. “Se você estudar apenas um tipo de terreno, verá apenas parte da história.”

    Experimentos futuros em locais de pouso por toda a Lua podem aprimorar a compreensão de como o sistema solar se formou e evoluiu, fornecer oportunidades para o desenvolvimento de novas abordagens em astronomia e heliofísica e ajudar a avaliar como os humanos podem se manter saudáveis ​​e utilizar os recursos locais durante as missões espaciais.

“Ao ir a vários locais, é assim que vamos aprender”, disse Dumbacher. “É assim que entendemos o que está lá e como podemos usar.”

    Para Dumbacher, a Artemis II — além de ser uma conquista técnica notável — marca uma mudança mais ampla na forma como as pessoas se envolvem com a ciência e a exploração.

“Acho que estamos vendo um renovado interesse”, disse ele. “Ao longo das gerações, as pessoas estão se entusiasmando novamente com o que estamos fazendo.”

    Para alguns, o espaço é, ou deveria ser, ciência pura; para outros, é prestígio e a imagem americana; para outros ainda, o espaço significa segurança nacional. Na maioria das vezes, o espaço é identificado com a ciência, mas quando se faz uma comparação com os níveis de financiamento em outros ramos da pesquisa científica, fica claro que o apoio dado ao programa envolve outros fatores além do interesse público na ciência pura.

    A ação presidencial deve ser vista nesse contexto. A preocupação com a postura estratégica geral dos Estados Unidos parece ter sido a principal consideração na recente decisão de prosseguir para a próxima etapa no desenvolvimento de voos espaciais tripulados.

12 abril 2026

Quem é e quais são as ideias de Péter Magyar?

Péter Magyar

    O primeiro-ministro Viktor Orban, encerrando 16 anos no poder, admitiu a derrota no domingo em uma eleição geral de alto risco na Hungria. Sua derrota é um golpe para o renascimento nacionalista global promovido pelo presidente Trump. “Eu parabenizei o partido vencedor”, disse a apoiadores aliado de Trump e Putin, ao reconhecer “resultado eleitoral doloroso”

Quem é e quais são as ideias de Péter Magyar?

> Magyar é um conservador-liberal, ex-membro do MESMO partido de Orbán, mas renunciou por causa de todos os casos de corrupção que havia no partido. > Imigração — Contra as políticas da União Europeia. A favor de manter a cerca fronteiriça. Em campanha, ele disse: “Escolhemos o povo húngaro e não queremos imigrantes”. Eu diria que ele é até mais duro que Orbán nesses temas. > Econômico — Pró-mercado, liberal. A favor de reduzir impostos. Diminuir o poder do Estado. > Geopolítica — Anti-Putin, mas em relação à Ucrânia pensa de forma muito similar (lembrem-se, ambos vêm do mesmo partido). > Social — “Anti-woke”, na verdade apresentou programas para priorizar a família húngara e aumentar a natalidade. > Defesa — Planeja elevar o gasto militar para 5% do PIB até 2035.

O programa nuclear iraniano sobreviveu, representando um problema para os negociadores dos EUA

O vice-presidente JD Vance afirmou que os EUA precisam de um compromisso de que o Irã não tentará reativar seu programa atômico.

WSJ - Updated  ET




Resumo Rápido

O Irã manteve a maior parte dos instrumentos para a fabricação de bombas nucleares após cinco semanas de bombardeios dos EUA e de Israel, o que representa um desafio para os negociadores americanos.

O Irã ainda possui quase 450 kg de urânio enriquecido, parcialmente enterrado em sua instalação nuclear de Isfahan, de acordo com a agência atômica da ONU.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que fazer o Irã abrir mão do urânio altamente enriquecido é uma das principais prioridades dos EUA.

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O Irã sobreviveu a cinco semanas de intensos bombardeios dos EUA e de Israel com a maior parte dos instrumentos necessários para a fabricação de uma bomba nuclear intactos, segundo autoridades e especialistas, o que representa um desafio para os negociadores americanos, já que a questão volta a atrapalhar as negociações com Teerã.

O vice-presidente JD Vance apontou as ambições nucleares do Irã como o principal ponto de disputa, após as duas partes não conseguirem chegar a um acordo durante 21 horas de negociações em Islamabad, Paquistão.

“O fato é que precisamos de um compromisso firme de que eles não buscarão uma arma nuclear e que não buscarão os meios que lhes permitiriam obtê-la rapidamente”, disse ele.

O Irã atribuiu o fracasso das negociações à recusa de Washington em ceder em suas exigências, que descreveu como maximalistas.

O problema para os EUA é que duas rodadas de combates desmantelaram grande parte do programa nuclear iraniano, mas ainda não desferiram golpes que tornariam a produção de uma arma nuclear inviável.

Ataques americanos e israelenses nas últimas semanas destruíram laboratórios e instalações de pesquisa que, segundo os dois países, o Irã utilizava para seus trabalhos relacionados a armas nucleares, como a obtenção do conhecimento necessário para construir uma ogiva. Eles também prejudicaram ainda mais seu programa de enriquecimento, destruindo uma instalação de produção de yellowcake — a matéria-prima que pode ser transformada em urânio enriquecido.

Mas o Irã provavelmente ainda possui centrífugas e uma instalação subterrânea profunda onde pode enriquecer urânio, dizem especialistas. Crucialmente, o país manteve seu estoque de quase 450 kg de urânio quase puro para armas nucleares — metade dele enterrado em contêineres em um túnel profundo sob sua usina nuclear de Isfahan, de acordo com a agência atômica das Nações Unidas.

“O Irã não vai se desfazer disso facilmente. Suas exigências serão maiores do que foram” durante as negociações de fevereiro para a entrega do material, disse Eric Brewer, ex-funcionário da Casa Branca que trabalhou com questões iranianas durante o primeiro governo Trump.

O presidente Trump considerou uma operação militar para apreender o estoque de urânio enriquecido do Irã durante as últimas semanas de combates, informou o The Wall Street Journal. Mas tal operação seria complexa e perigosa.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou antes das negociações que fazer o Irã abandonar seu urânio altamente enriquecido era a principal prioridade dos negociadores americanos. "Esperamos que isso aconteça por meio da diplomacia", disse ela.

Por ora, autoridades americanas afirmam que Teerã não está enriquecendo urânio e que o material físsil está sendo monitorado por satélite. Autoridades americanas e da agência atômica da ONU disseram que não há indícios de que o urânio altamente enriquecido tenha sido transferido desde os ataques americanos e israelenses de junho passado.

Não está claro se as negociações entre Washington e Teerã continuarão nos próximos dias, durante o período previsto de duas semanas para a diplomacia. Qualquer um dos lados pode optar por retomar o conflito militar que foi interrompido na terça-feira.

Se os EUA buscarem um acordo, terão que encontrar uma maneira de lidar com a ameaça nuclear do Irã, juntamente com o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz, que lhe confere a capacidade de pressionar a economia global.

Grande parte dos danos ao programa nuclear iraniano ocorreu durante a guerra de 12 dias no ano passado. Os EUA lançaram bombas Massive Ordnance Penetrator em dois locais de enriquecimento de urânio — Fordow e Natanz — e destruíram prédios relacionados à energia nuclear em Isfahan com mísseis Tomahawk. Vance afirmou no domingo que os EUA destruíram os locais de enriquecimento de urânio do Irã.

Durante as cinco semanas recentes de combates, os EUA concentraram-se em atacar os estoques de mísseis e lançadores do Irã, bem como outros ativos militares convencionais, que, segundo eles, ameaçavam tornar um ataque ao programa nuclear iraniano muito custoso no futuro. Israel, por sua vez, atacou o programa nuclear.

Autoridades israelenses afirmam ter atacado diversos locais onde acreditam que o Irã estava desenvolvendo armas nucleares, incluindo laboratórios, uma universidade, uma instalação nos arredores de Teerã e um prédio no complexo militar de Parchin, onde o Irã realizava testes com explosivos de alta potência. Também alvejaram cientistas nucleares iranianos — como fizeram na guerra do ano passado —, embora não tenham divulgado quem ou quantos.

Ainda assim, o Irã provavelmente possui a maior parte do que precisa para construir uma bomba, incluindo centrífugas e seus estoques de urânio enriquecido. Os túneis em Isfahan também são considerados um local de enriquecimento declarado pelo Irã em junho passado, mas que nunca foi inspecionado, segundo autoridades atuais e antigas familiarizadas com o programa nuclear iraniano. A Agência Internacional de Energia Atômica afirma que o local pode não estar operacional. O Irã também possui um complexo de túneis altamente fortificado na chamada Montanha da Picareta, perto da instalação de Natanz, onde poderia potencialmente realizar trabalhos nucleares fora do alcance até mesmo das armas mais poderosas dos EUA.

O Irã já se recusou a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio. O país alega que suas atividades nucleares têm fins pacíficos. O enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, afirmou que Teerã pode demonstrar isso encerrando seu enriquecimento doméstico e aceitando o fornecimento de urânio enriquecido do exterior.

Durante as negociações em fevereiro, Teerã ofereceu-se para diluir seu urânio enriquecido a 60% para, no máximo, 20%, segundo pessoas envolvidas nas conversas. Enquanto o enriquecimento de urânio a 60% para o nível necessário para armas nucleares leva cerca de uma semana, o enriquecimento de 20% para esse mesmo nível leva algumas semanas. De acordo com o acordo nuclear de 2015, o estoque de urânio do Irã foi limitado a um enriquecimento de 3,67% por 15 anos.

A principal incerteza em relação aos ataques ao programa nuclear iraniano desde 28 de fevereiro é a extensão dos danos causados ​​à capacidade do Irã de construir uma ogiva nuclear. São necessários cientistas experientes para moldar com segurança material físsil volátil em urânio metálico para uma ogiva e para incorporar outros componentes cruciais.

Especialistas têm quase certeza de que o Irã nunca construiu uma ogiva. Seria difícil para o Irã fazê-lo agora sem ser detectado, dada a profunda penetração de inteligência que Israel e os EUA obtiveram sobre o programa nuclear iraniano.

A extensão dos danos que Israel causou à capacidade do Irã de transformar seu programa nuclear em armamento ainda não está clara, mas pode ser significativa, disse David Albright, ex-inspetor de armas que acompanha de perto o programa nuclear iraniano como presidente do Instituto para Ciência e Segurança Internacional.

11 abril 2026

Missões cumpridas

    Na manhã de 12 de Abril de 1961, a União Soviética lançou o primeiro ser humano,Yuri Gagarin, ao espaço, numa missão conhecida como Vostok I.


Decolagem da Vostok I, com Yuri Gagarin
 



    Decorridos 65 anos daquele lançamento, pousaram no Pacífico (10/04/2026), na California, 4 astronautas que os EUA tinham enviado nesta semana ao ponto mais distante da Terra, atingindo uma nova marca na corrida espacial iniciada nos anos 50. A Artemis II foi um teste para confirmar à Nasa que o foguete Orion, parte do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), e seus sistemas estão prontos para o retorno de astronautas americanos à superfície lunar, antes de futuras missões a Marte.
























Astronautas da Artemis II

    Não há dúvida de que a corrida espacial entre as potências da Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética, marcou um episódio decisivo na história tecnológica da humanidade. Através da tensão e da competição, foram alcançados alguns dos marcos mais fascinantes até à data.

    O lançamento da Vostok 1, não só teve um impacto profundo no mundo, como também mudou completamente a percepção das possibilidades e dos limites da exploração espacial. O feito simbolizou, sem dúvida, o triunfo da ciência e da determinação humana.

    No entanto, antes do histórico voo da Vostok I, a batalha entre os Estados Unidos e a União Soviética não era exatamente unilateral e ambos os países tinham feito muitos progressos na tecnologia espacial, abrindo assim caminho para o objetivo de enviar seres humanos para além da atmosfera terrestre.

    A União Soviética, em particular, tinha efetuado uma série de progressos, incluindo o lançamento do Sputnik I em 1957, o primeiro satélite artificial da história. Mais tarde, em 1959, a URSS lançou também a sonda espacial Luna II, que se tornou o primeiro objecto humano a tocar na Lua.

    No entanto, era também necessário efetuar previamente uma série de voos não tripulados, a fim de testar a tecnologia e os sistemas que seriam posteriormente utilizados. Assim, em 1960, o programa Vostok efetuou várias simulações bem-sucedidas, incluindo o lançamento da Vostok 1K, que transportava um manequim e vários equipamentos científicos para simular as condições do voo espacial humano. Dessa forma, os cientistas envolvidos puderam aperfeiçoar os sistemas da nave espacial e garantir que estavam prontos para levar um ser humano para o espaço.

    A Vostok I foi o resultado de todo o trabalho árduo da equipe soviética: o seu design e as suas características técnicas refletiam um nível de engenharia e tecnologia muito avançado para a época, estabelecendo um novo padrão para as missões espaciais tripuladas.

    A nave não tinha mais de 4,4 metros de comprimento e, no momento da descolagem, pesava cerca de 4.730 Kg, constituindo uma cápsula esférica muito pequena e leve que albergava o cosmonauta e todos os outros sistemas necessários ao voo, incluindo a propulsão, o controle e o suporte de vida.

    Como método de propulsão, a Vostok dispunha de um sistema constituído por um foguete principal e vários foguetes de manobra, que permitiam controlar a orientação e a órbita da nave espacial durante o voo. O foguete principal fornecia a energia necessária para colocar a nave espacial na órbita da Terra e mantê-la na sua trajetória correta. Em termos digitais, seus recursos eram ínfimos como descreve a imagem abaixo.

    Mesmo assim, a 12 de Abril de 1961, o grande marco teve lugar no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Com um ruído ensurdecedor, o foguete descolou-se da rampa de lançamento com o cosmonauta Yuri Gagarin, de 27 anos, no seu interior, impulsionando a nave espacial Vostok I para as camadas superiores da atmosfera.

    À medida que ganhava altitude, a nave separou-se dos foguete da fase inicial, libertando-se do seu peso morto e continuando a sua ascensão impulsionada pelo foguete principal. Os cientistas tinham calculado perfeitamente a potência inicial para deixar a Vostok I numa órbita estável à volta da Terra, navegando no espaço a uma altitude de aproximadamente 327 quilómetros.

    O voo teve uma duração total de 108 minutos, dos quais os primeiros nove foram passados em órbita. A partir da cápsula que o guardava, Yuri Gagarin manteve-se em contato com a base terrestre, transmitindo as suas observações e as suas impressões sobre a experiência. Entre os comentários que transmitiu aos seus camaradas, duas frases ficaram para a história: "A Terra é azul" e "Não vejo nenhum Deus aqui".

    Com a órbita completada, a cápsula iniciou a manobra de reentrada, enfrentando as altas temperaturas geradas pela fricção atmosférica à medida que penetrava em cada uma das suas camadas. No interior da nave, Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a sentir estas intensas forças gravitacionais, enquanto a nave se precipitava em direcção à Terra a velocidades extremamente elevadas.

    Quando a nave estava apenas a sete quilómetros do solo, a escotilha da nave abriu-se e ejectou Gagarin, cujo pára-quedas se abriu quase de imediato. Do outro lado, o pára-quedas principal da nave espacial abriu-se a uma altitude de 2,5 quilómetros. Em apenas 10 minutos, Gagarin aterrou, mesmo ao lado da nave espacial e 26 quilómetros a sudoeste de Engels, na região russa de Saratov.

    Comparar a Vostok 1 e a Artemis II é, essencialmente, analisar o quanto avançamos em 65 anos de exploração espacial. Enquanto a primeira provou que o ser humano poderia sobreviver no espaço, a segunda marcou o retorno para a exploração de espaço profundo.

Aqui estão os principais pontos de comparação:

Tecnologia e Capacidade das Naves


O Fator Humano e Segurança


  • Retorno à Terra: Na Vostok 1, o sistema de pouso não era suave o suficiente para humanos; Gagarin teve que se ejetar da cápsula a cerca de 7 km de altura e descer de paraquedas. Na Artemis II, a cápsula Orion caiu no Oceano Pacífico com a tripulação a bordo, protegida por um escudo térmico capaz de suportar temperaturas de 2.800°C na reentrada.

  • Radiação: Gagarin estava protegido pelo campo magnético da Terra. A tripulação da Artemis II saiu dessa proteção, enfrentando níveis de radiação muito mais altos, o que exige blindagem especializada e monitoramento constante.


10 abril 2026

Continuaremos sem uma ponte para o futuro

     É o que tudo indica o conteúdo do artigo publicado hoje no Estadão, que termina afirmando que o novo plano tem 19 objetivos e 73 metas, mas passa ao largo de muitas questões nele mencionadas. 

"Planos como estes não são a solução, mas parte do problema. [ ... ] Planos abrangentes e grandiosos, evitando temas controversos e combinando metas múltiplas distantes e dissociadas da responsabilidade de quem executa e da realidade orçamentária, geram no máximo burocracias para anotar o que foi ou não alcançado, por razões que nada têm a ver com o plano. Com isto, tiram o foco de problemas centrais que precisam de energia e de reformas pedagógicas e institucionais concretas. Podem ser politicamente espertos, mas são pouco inteligentes."

    A ponte para o futuro não se ver. Diagnósticos e soluções para os problemas em todos os setores são conhecidos. Também não há falta de recursos. Existem, sim, nas administrações públicas, interesses particulares, políticos e menores que se sobrepõem ao bom uso dos tributos que são arrecadados da sociedade em escala cada vez maior.

    Mas o que esperar de governos compostos por pessoas inábeis que, em momento algum, não se destacaram profissionalmente, na academia, ou na política sobre os assuntos que devem administrar ? Essa "doença" precisa urgentemente ser curada para que os brasileiros voltem a ter confiança e esperança em nosso País.

    Boa leitura.

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Esquecendo a lição

Simon Schwartzman

Publicado em O Estado de São Paulo, 10 de abril de 2026


Para que a educação dê certo, é preciso aprender a lição. Fizemos dois planos nacionais de educação que não funcionaram, e agora, como maus alunos, vamos para o terceiro, aprovado por aclamação pelo Congresso. Quando vi a notícia, lembrei da frase famosa de Nelson Rodrigues — toda unanimidade é burra! Unanimidades são pouco inteligentes porque evitam dilemas e choques de interesse que precisam ser enfrentados. A saída mais fácil de contorná-los é jogar neles cada vez mais dinheiro, mas já estamos passando do limite.

A educação brasileira se expandiu enormemente nas últimas décadas, envolvendo hoje mais de 60 milhões de pessoas entre estudantes, professores e funcionários, quase um terço da população. Com as boas exceções de praxe, a qualidade é baixa e o impacto na produtividade da economia, quase imperceptível. O país já gasta cerca de 6% do PIB via setor público e outros 1,6% pelo setor privado em educação, muito mais, proporcionalmente, do que a grande maioria dos países. O Plano prevê que o investimento público chegue a 10% do PIB até 2034. Com a economia crescendo pouco, a dívida pública saindo do controle e competindo com outras demandas, é uma meta tão ilusória quanto a do plano passado, que encerrou com pouco mais da metade disso.

Vivemos com um sistema educativo concebido há mais de cinquenta anos que nunca funcionou bem, e não há de ser o recente “sistema nacional de educação”, aprovado também por unanimidade, que vai dar conta da mudança. Temos pela frente, por um lado, a impossibilidade de seguir gastando cada vez mais; por outro, duas grandes revoluções que podem abrir novos horizontes.

As novas tecnologias já afetam profundamente o mercado de trabalho. Profissões inteiras estão desaparecendo, outras surgindo, ninguém sabe ao certo quais. A inteligência artificial, os programas de ensino individualizado, as microcredenciais e a educação a distância estão mudando o que significa aprender. Estamos também diante de uma grande transição demográfica:m os nascimentos caíram de 3,6 milhões em 2000 para 2,6 milhões em 2022, e a coorte que entrará no ensino fundamental em 2030 deve girar em torno de 2,3 a 2,4 milhões. Escolas precisarão ser fechadas, bons professores poderão ganhar mais e outros precisarão ser realocados ou dispensados.

Com menos estudantes e novas tecnologias, deve ser possível e será necessário fazer muito mais com os mesmos e até menos recursos de que já dispomos, e dedicar mais para cuidar da população que está envelhecendo. Precisamos consolidar as boas experiências, incorporar o que nos ensinam as pesquisas educacionais, aprender com outros países, abandonar o que não funciona e abrir espaço para inovação.

O Plano faz da inclusão e da equidade dois de seus três pilares (o terceiro é a qualidade) e se compromete a que os resultados educacionais sejam 90% equivalentes entre grupos definidos por raça, renda e território. Mas equidade, aqui, ainda significa sobretudo acesso — e o problema que o Brasil enfrenta hoje mudou de natureza. A grande exclusão do século XX era externa: as crianças e jovens que não entravam na escola. Ela continua existindo, mas, cada vez mais, no século XXI, é interna. Nunca tantos brasileiros estiveram dentro do sistema; e nunca as diferenças entre abandonar e persistir, aprender mais ou menos, e ter melhor ou pior acesso ao mercado de trabalho — associadas a diferenças econômicas e sociais de origem — foram tão grandes. Além disto, o Plano deixa de lado questões específicas urgentes. Como lidar com o “patinho feio” da educação brasileira, o ensino fundamental II, em que milhões de jovens chegam aos 15 anos sem as competências mínimas esperadas? Quando aprenderemos com outros países a definir com clareza o que todos devem saber a esta idade e criar avaliações que responsabilizem as escolas pelos resultados e orientem os próximos passos de cada estudante? Como fazer com que o ensino técnico não seja um mero penduricalho do currículo médio tradicional e ofereça alternativas efetivas para quem não irá à universidade? Como escapar da camisa de força do ENEM, que acabou se tornando o currículo oculto de todo o ensino médio, inviabilizando qualquer diversificação real? E como fazer com que o ensino superior deixe de ser, para mais da metade dos que nele entram, uma miragem de futuro profissional que nunca alcançarão?

O novo plano tem 19 objetivos e 73 metas, mas passa ao largo destas questões. Como dizia meu professor Aaron Wildavsky, planos como estes não são a solução, mas parte do problema. Planos abrangentes e grandiosos, evitando temas controversos e combinando metas múltiplas distantes e dissociadas da responsabilidade de quem executa e da realidade orçamentária, geram no máximo burocracias para anotar o que foi ou não alcançado, por razões que nada têm a ver com o plano. Com isto, tiram o foco de problemas centrais que precisam de energia e de reformas pedagógicas e institucionais concretas. Podem ser politicamente espertos, mas são pouco inteligentes.

07 abril 2026

O ECLIPSE ARTEMIS II

6 de abril de 2026.

A tripulação da missão Artemis II da NASA percorreu mais de 400.000 quilômetros e deu uma volta ao redor do lado oculto da Lua. O recorde de distância, estabelecido pouco antes das 14h (horário do leste dos EUA) na segunda-feira, supera a marca histórica estabelecida pela Apollo 13 em 1970.


Neste momento, a cápsula Orion está passando atrás da Lua, então o Sol está completamente eclipsado da perspectiva deles. Durante esse período, eles observarão uma Lua quase totalmente escura e aproveitarão a oportunidade para analisar a coroa solar.


Totalidade, além da Terra. Da órbita lunar, a Lua eclipsa o Sol, revelando uma visão que poucos na história da humanidade testemunharam. Foto: NASA


TERRA. A humanidade, vista do outro lado. Primeira foto do lado oculto da Lua. Capturada da constelação de Órion enquanto a Terra se põe no horizonte lunar. Foto: NASA



O presidente Donald J. Trump liga para os astronautas da Artemis II após quebrar o recorde de maior distância percorrida em voo espacial tripulado 🇺🇸 HISTÓRICO! "Sua missão abre caminho para o retorno dos Estados Unidos à superfície lunar muito em breve."