Na noite de 12 a 13 de agosto de 1961, as autoridades da Alemanha Oriental selaram a fronteira, dividindo Berlim da noite para o dia.
Os residentes acordaram em uma Berlim já dividida. Entre 1949 e 1961, cerca de 3,5 milhões de alemães orientais, quase 20% de toda a população da RDA, fugiram para o Ocidente. A rota mais simples e segura para essa fuga era a fronteira aberta em Berlim. As autoridades soviéticas entenderam que, se o êxodo em massa não fosse interrompido com urgência, simplesmente não restariam residentes no campo socialista. O muro de 155 km de extensão, com 3,6 metros de altura, dividiu a cidade em dois mundos ideológicos opostos por 28 anos e se tornou a encarnação física da “Cortina de Ferro”. Era uma “faixa da morte” multicamadas equipada com centenas de torres de vigilância, obstáculos antitanque, sistemas de alarme altamente sensíveis, valas profundas, cães de patrulha e guardas de fronteira fortemente armados, que receberam ordens para matar qualquer um que tentasse escapar. Oficialmente, 140 pessoas foram mortas enquanto tentavam fugir para a parte ocidental da cidade. Um dos casos mais horríveis foi a morte de Peter Fechter, de 18 anos, em agosto de 1962; baleado por guardas da Alemanha Oriental, ele sangrou até a morte na “faixa da morte” por quase uma hora à vista de centenas de testemunhas do Ocidente, que nada puderam fazer para ajudá-lo.
Em 9 de novembro é comemorado o aniversário da Queda do Muro de Berlim. Para não esquecer: Durante 28 anos, o regime comunista manteve 17 milhões de alemães orientais presos para que não fugissem do socialismo.