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03 abril 2026

STF: de salvador da democracia passou a ser a sua maior ameaça


    Faz sentido o apelo do jornalista Rodrigo Constantino contido em seu artigo, "Ditadura de toga",  de hoje, 03/04/2026, na edição 316 da Oeste. Nele, o spoiller traz a seguinte mensagem: "Quanto mais gente expuser a tirania que foi instaurada pelo Supremo, melhor". 

    Para escevê-lo, Constantino usou como pano de fundo o Editorial da FSP, citado na imagem acima, cujos trechos também iremos reproduzir aqui.

    “Parece que a velha imprensa descobriu que o STF, em vez de ‘salvador da democracia’, é mesmo a maior ameaça”, afirma  Rodrigo Constantino. Até recentemente, o jornalismo convencional insistia na “narrativa esdrúxula de que o STF ‘alexandrino’ estava apenas protegendo a democracia da terrível ameaça golpista do bolsonarismo.” O envolvimento de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes nos escândalos da vez está na coluna "Toga combina com jato",  de Augusto Nunes.

    A Folha segue mencionando mais aberrações e intimidações, que envolvem burocracias do Estado, a Receita Federal e o Coaf, e fulmina: “Não há o que controle um ministro do Supremo que se ponha a subverter a institucionalidade para se proteger e atingir supostos  adversários”. Por fim, o editorial conclui que a solução não pode mais vir de dentro, por autocontenção, mas sim de fora, do Senado: “Esvai-se a esperança de que comecem dentro do Supremo os ajustes para desbastá-lo dos superpoderes estranhos à República. Os ministros mostram-se incapazes de adotar um mero código de comportamentos óbvios, que já deveriam ser moeda corrente. É inevitável que caminhe no Congresso uma reforma para recolocar o STF em seu lugar constitucional.”

Grifos de Roberto Motta

    Continua Rodrigo Constantino ...

    Tudo muito acertado, sem dúvida. Mas cabe perguntar: só agora o jornal percebeu isso? Só com o escândalo do Banco Master a Folha se deu conta do monstro que ajudou a criar? A velha imprensa, afinal, insistiu na narrativa esdrúxula de que o STF “alexandrino” estava apenas protegendo a democracia da terrível ameaça golpista do bolsonarismo! E não há um único reconhecimento dessa mentira, que serviu de justificativa para que esse poder todo fosse acumulado por poucos ministros.

    Quanto mais gente expuser a tirania que foi instaurada pelo Supremo, melhor. Mas é necessário compreender como isso foi possível, para não se repetir o erro. E a velha imprensa tem culpa no cartório. Todos aqueles que fecharam os olhos para cada medida arbitrária de Moraes, que aplaudiram a perseguição aos “bolsonaristas”, estavam colaborando para instaurar essa tirania que, agora, ninguém sabe como parar.




A guerra no Irã expôs a fraude de fantasias de emissões líquidas zero e anti-petróleo e gás


    Os EUA produzem gás natural a US$ 4 por milhão de BTU e o distribuem por meio de 4,8 milhões de quilômetros de gasodutos. A Europa paga US$ 16 pelo mesmo gás porque ele chega por navio-tanque. A diferença reside em décadas de escolhas políticas. Os Estados Unidos construíram gasodutos, enquanto a Europa construiu dependência.

    A Dinamarca, que proibiu novas licenças de petróleo em 2020, agora considera expandir a produção no Mar do Norte. A Europa, que gastou 500 bilhões em energias renováveis ​​enquanto fechava usinas nucleares, depende de GNL, que não pode mais transitar pelo Estreito de Ormuz. O Reino Unido, que proibiu a exploração há cinco meses, enfrenta racionamento de combustível. O Secretário de Energia do Reino Unido chamou a perfuração no Mar do Norte de "vandalismo climático". Agora ele está hesitante em relação a novas perfurações, que ele deveria ter aprovado há muito tempo. O que mudou? A guerra expôs a fraude de sua fantasia de emissões líquidas zero e anti-petróleo e gás.

    O investimento em exploração e produção de petróleo e gás atingiu o pico de US$ 869 bilhões em 2015 e caiu para US$ 350 bilhões em 2020. Recuperou-se para apenas US$ 570 bilhões em 2025, ainda um terço abaixo do pico. Enquanto isso, os governos investiram US$ 2,2 trilhões em energia verde somente em 2025.

    O mundo instalou 1.600 gigawatts de energia solar e 1.000 gigawatts de energia eólica. Nada disso importou quando o Estreito de Ormuz foi fechado. As energias renováveis ​​geram eletricidade, que representa apenas 21% do consumo final de energia. Os outros 79%, a parte que movimenta navios, opera aviões, produz fertilizantes e aquece edifícios, ainda dependem em grande parte de combustíveis fósseis. O petróleo e o gás, sozinhos, fornecem 56% de toda a energia global.

    A verdadeira abundância de energia significa gás natural canalizado a US$ 4, usinas nucleares operando com 90% da capacidade por 100 anos e produção nacional de petróleo que não pode ser interrompida por um ataque de drone, não painéis solares no supermercado.


Visão geral criada por IA

O debate sobre a transição energética é complexo, com vozes que argumentam que a meta de emissões líquidas zero e o abandono total do petróleo e gás até 2050 são metas irrealistas ou, como alguns descrevem, "fantasias". As perspectivas variam significativamente entre a necessidade urgente de ação climática e os desafios técnicos, econômicos e geopolíticos de uma mudança energética radical.
Argumentos de que o Net Zero e a eliminação do Petróleo/Gás são "Fantasias":
  • Dependência Energética: A economia global ainda é fortemente dependente de combustíveis fósseis para energia, transportes e indústria. A substituição total por renováveis enfrenta desafios de escala, infraestrutura e armazenamento.
  • Contradições de Produção: Países, incluindo grandes potências, continuam a abrir novas usinas de carvão e a investir na exploração de novos blocos de petróleo (ex: Foz do Amazonas), demonstrando um descompasso entre as metas climáticas e as ações práticas.
  • Conceito de "Zero Líquido": Algumas perspectivas argumentam que o conceito de "net zero" permite a continuação da emissão de 
    CO2
     desde que haja compensações (créditos de carbono), o que na prática não seria uma eliminação real dos combustíveis fósseis.
  • Desafios da Transição: A necessidade de investir trilhões de dólares na transição energética, como proposto em planos como o "Clean Energy Plan", levanta questões sobre a viabilidade econômica.
Argumentos a Favor da Ação Climática e Limitações do Petróleo/Gás:
  • Impacto Climático: Cientistas e relatórios (como os da IEA) indicam que, para limitar o aquecimento global a 
    , é imperativo o rápido declínio na produção de combustíveis fósseis e o alcance de emissões líquidas zero até 2050.
  • Riscos Ambientais: Projetos de exploração em áreas sensíveis (como a Amazônia) trazem riscos inaceitáveis para a biodiversidade, ecossistemas e populações locais, impulsionando a pressão por alternativas.
  • Impactos Reais: Os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos globalmente, evidenciando a necessidade de uma transformação energética urgente para mitigar desastres. 
Em resumo, enquanto alguns setores da sociedade, cientistas e formuladores de políticas pressionam por uma rápida descarbonização baseada nas metas de emissões líquidas zero, outros setores da sociedade, agentes de mercado e governos destacam os riscos de uma transição rápida que ignore a dependência estrutural dos combustíveis fósseis.

31 março 2026

Os Grupos Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil antes e depois do 31 de Março de 1964

Marcha da Vitória - 01/04/1964

    Hoje muitos brasileiros estão comemorando o aniversário da Contrarrevolução de 31 de Março de 1964. O Brasil esteve muito próximo da implementação da dita "revolução do proletariado", da qual se salvou na undécima hora. Porém, posteriormente, se cometeu um grande erro: foi deixada viva a semente maligna. Ela renasceu e hoje domina os meios de comunicação, as escolas, as universidades e até o STF.

    Revendo matérias sobre a referia data, encontrei nas redes sociais o artigo que copio abaixo, cujo autor, ao seu final, fornece sua identificação completa. Aqui neste link, outros registros históricos sobre a Contrarrevolução que resgatou o Brasil das garras do comunismo.


    Boa leitura.

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GRUPOS GUERRILHEIROS TERRORISTAS QUE ATUARAM NA LUTA ARMADA NO BRASIL

Os Grupos Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil antes e depois do 31 de Março de 1964

Jenyberto Pizzotti 

Através de uma longa pesquisa que fiz, esse artigo revela a existência de mais de 30 organizações comunistas de guerrilha e terrorismo que existiram no Brasil antes de 31 de Março de 1964 (dia do Contragolpe) e durante o período da Luta Armada no Brasil (veja a relação dessas organizações nesse artigo). 

A revelação desses grupos de guerrilha e terrorismo evidenciam uma Verdade incontestável, a de que a  Extrema Esquerda Brasileira jamais lutou pela Liberdade e pela Democracia no Brasil.

Antes e depois de 31 de Março de 1964, a Extrema Esquerda sequestrou, torturou e assassinou inocentes, realizou atos terroristas com assaltos a bancos e explosões de bombas que mataram e trucidaram brasileiros e brasileiras (leiam meu artigo “Ações Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil”)

Após 31 de março de 1964, os militantes comunistas que viram seus planos frustrados no Brasil desencadearam através de ações de guerrilha e terrorismo, como por exemplo, o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o Consulado Americano; o assassinato do industrial dinamarquês Henning Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler, os inúmeros assaltos a bancos, o sequestro de embaixadores estrangeiros no Brasil, e os assassinatos de inexperientes recrutas em ataques a quartéis (inclusive com a participação da ex presidente do Brasil, Dilma Rousseff).

Os terroristas comunistas Capitão Carlos Lamarca (que desertou do Exército), Deputado Federal Carlos Marighella e outros combatentes da Luta Armada no Brasil, jamais foram heróis. Foram traidores da Pátria Brasileira, e junto com seus comparsas terroristas, lutaram, roubaram, sequestraram, torturaram e mataram inocentes, não pela Democracia e pela Liberdade, mas para que o Brasil fosse transformado numa ditadura assassina e sanguinária sob as ordens de Cuba e da Rússia.

Depois, com a saída dos Militares, e com a Anistia e a volta da luta pelo Poder (desta vez através da Política e da Corrupção), a Esquerda se apresentou ao Povo Brasileiro como as "vitimas" do "golpe", se apresentaram como a "resistência", e como os "bonzinhos e mocinhos da História", como democratas e progressistas, e não foi nada disso que aconteceu.

Durantes décadas, milhões de pessoas no Brasil têm sido ensinadas e doutrinadas por professores comunistas, ou por professores que ensinaram sem pesquisar e buscar as fontes originais da História, a aceitarem como verdade absoluta, que o que aconteceu em 31 de março de 1964 no Brasil foi um Golpe Militar desfechado contra inocentes idealistas, que sonhavam com um mundo justo, livre e igualitário.

O Povo Brasileiro, um povo sem memória e que não busca a Verdade, engoliu sem mastigar essas mentiras cínicas, covardes e hipócritas.

Comunistas brasileiros, bem antes de 31 de março de 1964, e sob ordens da Rússia e da China, foram treinados em Cuba e na China para darem um Golpe no Brasil e implantar uma Ditadura , e transformar o Brasil numa Ditadura Comunista tendo como modelo Cuba (que tinha feito uma Revolução Comunista em 1959 e passou a querer exportar sua revolução para os demais países).

Após a reação do povo brasileiro, que junto com os militares, não aceitavam o Comunismo no Brasil e fizeram acontecer o Movimento de 31 de março de 1964, os militantes comunistas que viram seus planos frustrados no Brasil, desencadearam ações de guerrilha e terrorismo com o terror, sequestro, tortura, mutilação e morte de civis e militares brasileiros.

As Forças Armadas então reagiram a esses atos de Terror e Violência, e a partir de 1968 se desencadeou no Brasil a chamada Luta Armada, os "Anos de Chumbo", onde os dois lados erraram e cometeram atos de desumanidade, sequestrando, torturando e assassinando. 

Foi uma Guerra, e nessa guerra não existiu mocinhos e bandidos. Os dois lados sequestraram, torturaram e mataram, mas apenas um lado saiu dessa guerra como "vítima" e foi até indenizado, o outro lado, o lado que salvou os brasileiros de serem escravos do Comunismo, foi durante décadas chamado de "torturador" e "golpista", cuspiram em seus rostos, e aí está a principal razão de hoje às Forças Armadas Brasileiras não intervirem no Brasil. 

Eram inúmeras as organizações terroristas no país, que sequestravam, torturavam e matavam, como pode ser lido e conhecido por todos em seguida. 


GRUPOS GUERRILHEIROS TERRORISTAS QUE ATUARAM NA LUTA ARMADA NO BRASIL (Jenyberto PIzzotti)

ALN - Ação Libertadora Nacional

MR-8 - Movimento Revolucionário 8 de Outubro

VAR-PALMARES - Vanguarda Armada Revolucionária Palmares

COLINA - Comando de Libertação Nacional

POLOP - Organização Revolucionária Marxista Política Operária

VPR - Vanguarda Popular Revolucionária 

MRT - Movimento Revolucionário Tiradentes

MOLIPO - Movimento de Libertação Popular 

AP - Ação Popular

GR-11 - Grupo Revolucionário dos Onze

POC - Partido Operário Comunista

FALN - Força Armada de Libertação Nacional

MAR - Movimento Armado Revolucionário

REDE - Resistência Democrática 

PRT - Partido Revolucionário dos Trabalhadores

APML - Ação Popular Marxista Leninista

RAN - Resistência Armada Nacionalista

MRM - Movimento Revolucionário Marxista

TL - Tendência Leninista

MNR - Movimento Nacionalista Revolucionário

M3G - Marx, Mao, Maringuella e Guevara

MR-21 - Movimento Revolucionário 21 de Abril

FLN - Frente de Libertação do Nordeste

PCR - Partido Comunista Revolucionário

UC - União dos Comunistas

CRMG - Corrente Revolucionária de Minas Gerais

DUSP - Dissidência Universitária de São Paulo

DCG - Dissidência Comunista da Guanabara

PCBR - Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

ULDP - União pela Liberdade e pelos Direitos do Povo

PCdoB - Partido Comunista do Brasil Ala Vermelha


Leiam meu artigo “Ações Terroristas da Extrema Esquerda no Brasil” para conhecer as ações executadas por essas organizações terroristas no Brasil.


NADA DE NOVO NO FRONT

Jornalismo Independente

Jenyberto Pizzotti

Certificado de Reservista nº 217479 

Ministério do Exército – 2ª RM – 14ª CSM

R.G. 8.450.437-7 - SSP/SP 

jenyberto@yahoo.com.br


Alguns vídeos que podem te ajudar a entender o que REALMENTE aconteceu em 31 de março de 1964:

Como estava o Brasil antes de 31 de Março de 1964

http://www.youtube.com/watch?v=x8QsXuD8tYk


A Revolução de 1964 – A Esquerda Derrotada

http://www.youtube.com/watch?v=nMiELBPvLgI


Brasil, Guerrilha e Terror - A Verdade Escondida

https://www.youtube.com/watch?v=USzqJeTAPk4


1964 - O Brasil entre Armas e Livros (FILME COMPLETO)

https://www.youtube.com/watch?v=yTenWQHRPIg&t=26s

29 março 2026

Os 2 trilhões de dólares que se gastou em energia verde não fizeram nada para evitar a crise energética e podem até tê-la causado



    A mídia diz que deveríamos ter investido mais em energia verde. Não, não deveríamos. Os 2 trilhões de dólares que gastamos não fizeram nada para evitar a crise energética e podem até tê-la causado, conclui Michael Shellenberger no seu artigo acima. Veja abaixo outros parágrafos deste artigo. Os números são interessantes.

    O conflito com o Irã serve como um lembrete de que é preciso se acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis, afirmam muitos na mídia. A interrupção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, causada pelo Irã, significa que o mundo está perdendo 13 milhões de barris de petróleo e derivados por dia, o que representa mais de 10% do consumo global.

    Após a QatarEnergy, a maior exportadora mundial de GNL, declarar problemas em todas as exportações devido a ataques de drones iranianos, compradores asiáticos se apressaram em redirecionar seus pedidos para a Austrália. Mas então, na semana passada, um ciclone atingiu o corredor de GNL da Austrália, forçando a paralisação de três das maiores instalações do país.

    David Wallace-Wells, do New York Times, observou: "Ninguém jamais começou uma guerra por causa de painéis solares." Mas ninguém entra em guerra por causa de painéis solares pelo mesmo motivo que ninguém entra em guerra por causa de velas: eles não conseguem alimentar as coisas que sustentam economias, civilizações e guerras. Um galão de combustível de aviação contém 34 quilowatts-hora de energia em uma embalagem que pesa seis libras. Uma bateria de íon-lítio que armazena a mesma energia pesa 250 libras.

    Essa diferença de densidade explica por que todas as forças armadas do planeta utilizam hidrocarbonetos líquidos, por que todos os navios porta-contêineres que cruzam o Pacífico queimam óleo combustível pesado, por que todas as colheitadeiras em Iowa funcionam com diesel e por que todos os Boeing 747 que pousam em Heathrow utilizam querosene. O fato de ninguém declarar guerra por causa de painéis solares é uma prova de suas limitações, não de sua superioridade.

    Muitos respondem alegando que os combustíveis fósseis persistem devido a subsídios governamentais e favorecimento político. O FMI afirma que os subsídios globais aos combustíveis fósseis totalizam US$ 7 trilhões. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, citou esse número ao pedir a eliminação dos “subsídios aos combustíveis fósseis que distorcem os mercados e nos prendem ao passado”.

    Mas a cifra de US$ 7 trilhões é quase inteiramente fictícia. Os próprios dados do FMI mostram que apenas 18% de sua estimativa de subsídios reflete gastos governamentais reais ou subfaturamento dos custos de fornecimento. Os 82% restantes consistem no que o FMI chama de “subsídios implícitos”, uma construção teórica que atribui um valor monetário aos custos ambientais e sociais da queima de combustíveis fósseis e, em seguida, trata a não tributação desses custos como um subsídio.

    Seguindo essa lógica, qualquer produto cujo preço não reflita o custo total externalizado de sua produção é considerado "subsidiado". O verdadeiro problema é que o mundo investiu demais em energia verde e de menos em petróleo e gás. 

    Globalmente, o relatório Investimento Mundial em Energia 2025 da AIE (Agência Internacional de Energia) documentou que US$ 2,2 trilhões foram destinados à energia limpa em 2025, exatamente o dobro dos US$ 1,1 trilhão investidos em petróleo, gás natural e carvão combinados. 

    Nos EUA, os gastos federais com impostos para usuários finais de energia verde, somente no ano fiscal de 2025, totalizaram US$ 57,9 bilhões. Este valor supera o total de todos os gastos federais com impostos sobre combustíveis fósseis no período de 31 anos, de 1994 a 2025, que totalizaram US$ 50,8 bilhões.

    O setor de extração de petróleo e gás gerou US$ 1,8 trilhão em receitas totais nos EUA em 2024, o que significa que os US$ 3 bilhões em apoio governamental representam 0,17% da receita do setor, um erro de arredondamento econômico.

    Se o mundo tivesse passado a última década construindo a infraestrutura de petróleo, gás, GNL, oleodutos e fertilizantes que os engenheiros projetaram e as empresas propuseram, a crise de Hormuz ainda seria um evento geopolítico sério, mas não ameaçaria causar uma recessão.





28 março 2026

Flávio Bolsonaro subiu ao palco principal da CPAC Texas


    Na tarde de sábado, 28 de março de 2026, o senador Flávio Bolsonaro subiu ao palco principal da CPAC Texas (Conservative Political Action Conference) — o maior encontro conservador do mundo — e afirmou, em seu discurso, que houve interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2022. Citou a atuação da administração de Joe Biden, o financiamento de ONGs por estruturas como a USAID e a NED, a pressão diplomática sobre autoridades brasileiras, o alinhamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva com a China e a condenação de seu pai como parte de um sistema de lawfare.

Os pontos centrais do discurso

    Flávio Bolsonaro organizou o discurso em três eixos que avançavam do pessoal ao geopolítico: a condenação de Jair Bolsonaro como lawfare, o papel dos Estados Unidos nas eleições de 2022 e a posição estratégica do Brasil no cenário global.

    Começou pelo pai. Disse que Jair passou seu 71º aniversário hospitalizado e sob prisão, condenado a 27 anos num processo que chamou de lawfare “quase idêntico ao que Donald Trump sofreu aqui na América”. A comparação foi calculada: ao invocar Trump como espelho, traduziu uma realidade brasileira em linguagem que a plateia da CPAC assimila de imediato. “A acusação formal é semelhante à que o presidente Donald Trump enfrentou: insurreição. Soa familiar?”

    Em seguida, afirmou que houve interferência americana nas eleições de 2022, com atuação direta da administração Biden, financiamento de ONGs via USAID e pressão institucional sobre autoridades brasileiras. Descreveu o retorno de Lula ao poder como resultado direto dessa interferência — e não de uma vitória eleitoral legítima.

    O argumento avançou para a geopolítica. Flávio afirmou que o Brasil é peça-chave para reduzir a dependência americana da China em minerais críticos, citando que os EUA ainda dependem da China para cerca de 70% das importações de terras raras — essenciais para processadores, inteligência artificial e equipamentos militares. Disse que o governo Lula, em vez de se tornar esse parceiro, alinhou-se à China em escala massiva e adotou posições contrárias aos americanos em cada item da política externa: Venezuela, Irã, Cuba e combate ao narcotráfico.

    Para sustentar essa linha, citou dois episódios concretos e recentes. O primeiro: o governo Lula teria feito lobby ativo junto a assessores americanos para impedir que os dois maiores cartéis brasileiros — o PCC e o CV — fossem classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos, argumento que Flávio ancorou em artigo publicado pelo New York Times no dia anterior ao discurso. O segundo: o Brasil cancelou o visto do Dr. Darren Beatty, assessor sênior do Departamento de Estado para política brasileira — a mais alta posição diplomática americana para assuntos do Brasil —, após ele solicitar uma visita a Jair Bolsonaro na prisão para avaliar suas condições de detenção. “Sim, o Brasil está agora expulsando diplomatas americanos”, disse Flávio ao microfone.

    No encerramento, pediu atenção internacional às eleições de outubro de 2026 — com monitoramento do processo, fiscalização da liberdade de expressão nas redes sociais e pressão diplomática para que as instituições funcionem. E anunciou formalmente sua candidatura à presidência, com uma frase direta para a plateia: “Deixem-me olhar nos olhos de vocês e dizer — nós vamos vencer.”



27 março 2026

O Supremo voltou a ignorar a Carta Magna



    O tema predominante em qualquer meio de comunicação brasileiro e que já tem sido objeto de matérias também no exterior tem sido a desobediência à Constituição brasileira pela Casa que tem por missão defendê-la.

    Não deveria ser assim, pois até para os leigos no assunto se torna fácil expressar qual o requisito básico de uma pessoa para ser ministro do STF, da mesma que a de um profissional para ser médico.

    Para os mais curiosos, há estudos que apontam os limites normativos do crime de desobediência à luz da própria Constituição.

    Parecendo ser elevada a frequência atual do referido crime, desde logo, há um interesse prático imediato. É o que mostrou dois artigos da Revista Oeste, em sua edição 315, deste 27 de março de 2026,  quando se comemora o Dia Nacional da Constituição.

    O primeiro, por permitir que, embora o teto salarial de mais de R$ 46 mil deva ser respeitado, seja possível ultrapassá-lo em até 70% com infindáveis penduricalhos. O artigo é assinado por Alexandre Garcia.

    O segundo, ao votar pelo fim da CPMI do INSS, já comentado aqui, cujos detalhes se encontram no artigo de Augusto Nunes.

    Segundo afirma a coluna do jornalista Cláudio Humberto, impressionaram as intervenções dos ministros de sempre do STF, nesta quinta-feira (26), atacando os que dedicaram meses de suas vidas investigando na CPMI do INSS os suspeitos de roubar de mais de R$10 bilhões de aposentados e pensionistas. Muitos dos suspeitos tinham fortes ligações políticas, como o irmão e um filho de Lula. O julgamento de ontem fez lembrar os ataques desferidos contra supostos “abusos” da Lava Jato, levando à anulação da operação que lavava a alma do Brasil.

    O Brasil jamais poderá esquecer disso.

O CHEFE


    A imagem mostra petistas comemorando o FIM da CPMI do roubo dos aposentados, durante a realização de sua última reunião, nesta sexta-feira, 27 de março de 2026.

    A cena foi antecipada no dia anterior quando foi pitoresco acompanhar os votos no Supremo em mais uma interferência no Legislativo, impedindo a continuação das investigações sobre o roubo de R$ 6 bilhões dos velhinhos da Previdência.

    Primeiro, os ministros argumentam que é questão interna do Legislativo, para logo em seguida votarem contra a prorrogação.

    Depois, afirmam que uma CPI não pode ser prorrogada indefinidamente, mas esqueceram de um inquérito que, se fosse legal, teria 60 dias para investigar, mas já teve 42 vezes esse prazo - o inesquecível “Inquérito do fim do mundo”, criado por Dias Toffoli e relatado por Alexandre de Moraes há 7 anos.

    As manobras políticas do Supremo têm sido comandadas por Gilmar Mendes há pelos menos 10 anos, desde que a Lava Jato começou a alcançar membros do STF e avisados pelo então senador Romero Jucá através da seguinte e famosa frase: "Essa sangria tem de acabar". Antes dela o Gilmar chegou a afirmar, entre 2014 e 2015, que "a Lava Jato descobriu um modelo de governança corrupta do PT que merece o nome de cleptocracia. A corrupção descoberta pela operação é estratosférica". Mudou de ideia quando figurões do PSDB e o próprio judiciário entraram na alça de mira da Lava Jato.

    De lá para cá, o chefe tem sido objeto de inúmeras capas de revistas, notadamente as da Oeste nos últimos seis anos. Esta abaixo, a desta semana, edição 315, de 27/03/2026, em cuja matéria o chefe é denominado de "pajé da tribo que faz o diabo com chicanas que deixam ruborizado o mais cínico advogado de porta de cadeia".



26 março 2026

Meta é condenada a pagar US$ 375 milhões por colocar menores em risco e facilitar a exploração sexual infantil

Mark Zuckerberg

    Um júri no estado do Novo México ordenou na terça-feira que a Meta, empresa proprietária do WhatsApp, Instagram e Facebook, pague US$ 375 milhões em multas civis por enganar usuários sobre a segurança de suas redes sociais e facilitar a exploração sexual infantil nelas. O veredicto, alcançado pelo júri após apenas um dia de deliberação, é histórico, representando um dos maiores reveses legais sofridos pela empresa em sua história. Este caso, juntamente com outro relacionado ao vício que os aplicativos da Meta geram entre adolescentes, que está sendo julgado em Los Angeles, pode forçar a empresa a fazer mudanças significativas na segurança de seus aplicativos.

    Durante o julgamento, o estado do Novo México, liderado pelo Procurador-Geral Raúl Torrez, argumentou que a Meta violou leis estaduais ao facilitar a busca por predadores sexuais de crianças. Para sustentar essa alegação, o estado afirmou que a Meta criou contas falsas no Facebook para atrair suspeitos de pedofilia para perfis que pareciam pertencer a menores, e que esses perfis receberam um grande número de solicitações de amizade e mensagens de adultos.

    Em um comunicado, Torrez classificou o veredicto como "uma vitória histórica para todas as crianças e famílias que pagaram o preço pela decisão da Meta de priorizar o lucro em detrimento da segurança infantil". "O Novo México se orgulha de ser o primeiro estado a responsabilizar a Meta judicialmente por enganar pais, facilitar a exploração infantil e prejudicar crianças", declarou. Ele acrescentou que "na próxima fase deste processo legal, buscaremos penalidades financeiras adicionais e modificações judiciais nas plataformas da Meta para proporcionar maior proteção às crianças".

    Enquanto isso, a Meta nega as acusações. Durante o julgamento, o advogado da Meta, Kevin Huff, ressaltou que a gigante americana das redes sociais havia sido transparente com os usuários ao reconhecer a existência de usuários maliciosos e conteúdo impróprio em seu ecossistema, que conseguiram burlar seus filtros de segurança. Ele também observou que a empresa investe fortemente na implementação de medidas para proteger os usuários jovens.

    "Discordamos respeitosamente do veredicto e iremos recorrer", disse Francis Brennan, porta-voz da Meta, em um comunicado. "Nos esforçamos para manter os usuários seguros em nossas plataformas e estamos cientes dos desafios envolvidos na identificação e remoção de usuários maliciosos ou conteúdo prejudicial. Continuaremos a nos defender vigorosamente e permanecemos confiantes em nosso histórico de proteção de adolescentes online", concluiu.

22 março 2026

TERAFAB - a fábrica anunciada por Elon Musk em 21 de março de 2026


Elon Musk - 21/03/2026

    O projeto TERAFAB é uma fábrica de semicondutores (chip fab) em escala inédita na história da humanidade, anunciada oficialmente por Elon Musk. Ele é desenvolvido em parceria direta entre a Tesla e a SpaceX, com forte envolvimento da xAI, e será construída em Austin, Texas (no campus da Tesla, próximo ao Giga Texas).

Dados exatos anunciados na apresentação de 21 de março de 2026:
  • Meta principal: produzir mais de 1 Terawatt (1 TW) de capacidade computacional por ano (incluindo lógica, memória e empacotamento avançado integrado).
  • Distribuição do output: ~80% destinado a aplicações no espaço e ~20% para uso na Terra.
  • Musk explicou claramente o motivo: “Most must necessarily go to space, as US electricity is only 0.5TW” (a eletricidade total dos Estados Unidos é apenas 0,5 TW, o que torna impossível colocar 1 TW de computação no solo).
  • Capacidade inicial na Terra: chips suficientes para 100-200 GW de compute por ano, já escalando rapidamente.
  • Estrutura da fábrica: totalmente integrada verticalmente (do design à litografia, teste e iteração recursiva, tudo no mesmo local), permitindo ciclos de melhoria exponencialmente mais rápidos.
  • Musk resumiu: “We either build the Terafab or we don’t have the chips.” E descreveu o projeto como “the next step towards becoming a galactic civilization”.
Como a TERAFAB é o caminho direto para o Dyson Swarm (*)

    Um enxame de milhões/bilhões de satélites solares orbitando o Sol, capturando energia estelar e convertendo-a diretamente em computação. A TERAFAB é literalmente “the final missing piece” (a última peça que faltava) para tornar isso realidade, pelos seguintes motivos que Musk conectou na apresentação:

  1. Solução do gargalo de chips e energia na Terra
Com 1 TW/ano de compute (realização de cálculos usando um sistema de computação), a TERAFAB entregará volume suficiente para equipar os primeiros satélites. Os 80% enviados ao espaço contornam completamente o limite terrestre de energia (0,5 TW nos EUA). No vácuo espacial, a energia solar é ilimitada e o calor é dissipado por radiação (sem ar). 
    
    2. Blocos de construção: os “AI Mini Sats”

Os chips da TERAFAB vão equipar os protótipos já em desenvolvimento: satélites de IA de 100 kW (com painéis solares + radiadores integrados). Esses satélites vão escalar rapidamente para megawatts. Cada um é simultaneamente coletor de energia solar + supercomputador de IA + radiador. Lançados em massa pela Starship, eles começam a formar um “anel” funcional ao redor do Sol. 

    3. Auto-replicação e crescimento exponencial

Com os chips em quantidade ilimitada e lançamentos baratos, os próprios satélites vão construir mais satélites (self-replicating). Começa com centenas de GW no espaço em poucos anos e explode para petawatts (1.000× mais). Musk ligou isso diretamente: a TERAFAB + Starship = bootstrap para capturar “a energia do Sol inteiro”.

    4. Visão de civilização galáctica (Kardashev Tipo II)

Musk descreveu a TERAFAB explicitamente como o passo seguinte para uma “galactic civilization”. O enxame de satélites de IA solares será o primeiro Dyson Swarm operacional — o que o público chama informalmente de “Dyson Ring”.
Em 10-20 anos, a humanidade passará de ~0,7 TW de energia total capturada hoje para uma escala bilhões de vezes maior. Resumo da cadeia causal anunciada por Musk em 21 de março:
TERAFAB (1 TW/ano de chips)
  • → produção em massa de satélites solares de IA
  • → lançamento via Starship
  • → órbita solar + replicação
  • → Dyson Swarm funcional
    Sem a TERAFAB, o volume de chips necessário seria impossível na Terra. Com ela, o “Dyson Swarm” deixa de ser ficção científica e vira engenharia executável agora. É o maior salto de infraestrutura computacional e energética da história humana.


(*)  Dyson Swarm é uma megaestrutura teórica composta por milhões ou bilhões de satélites independentes, painéis solares ou habitats que orbitam uma estrela para capturar quase toda a sua produção de energia. Proposto como uma alternativa estruturalmente estável à sólida "Esfera de Dyson", o enxame é visto como um marcador de uma civilização avançada.