Quem vê as coisas como as coisas são enxerga incontáveis evidências de “quanto o país retrocedeu nos governos petistas”, afirma Adalberto Piotto: “Olhe ao redor e me diga se o Brasil realmente melhorou na redução da miséria quando se sabe que a população de rua aumentou quase 100% nos três anos e meio desse terceiro mandato”, propõe Piotto. O retrato pode ser visto sem retoques em reportagem de Yasmin Alencar. Três anos depois de anunciar um programa de R$ 1 bilhão para resolver a questão, o número de moradores de rua de fato dobrou.
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24 julho 2026
Falência
Quem vê as coisas como as coisas são enxerga incontáveis evidências de “quanto o país retrocedeu nos governos petistas”, afirma Adalberto Piotto: “Olhe ao redor e me diga se o Brasil realmente melhorou na redução da miséria quando se sabe que a população de rua aumentou quase 100% nos três anos e meio desse terceiro mandato”, propõe Piotto. O retrato pode ser visto sem retoques em reportagem de Yasmin Alencar. Três anos depois de anunciar um programa de R$ 1 bilhão para resolver a questão, o número de moradores de rua de fato dobrou.
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
23 julho 2026
Sinal amarelo para o Brasil
Entre as prioridades do 15º Plano Quinquenal chinês, aprovado em 12 de março de 2026, encontram-se a autossuficiência alimentar, a IA no campo e e novas proteínas. Todas estão no centro de seu planejamento para os próximos anos. O recado para os grandes exportadores, como o Brasil, é difícil de ignorar. A estratégia da China é clara - importar menos e produzir mais. O movimento já começou. Desde janeiro, a China passou a aplicar um adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem as cotas anuais estabelecidas para países como o Brasil, com o objetivo declarado de proteger sua produção doméstica.
Enquanto o Brasil se volta para a China como parte de sua estratégia de diversificação, Pequim trabalha para reduzir justamente a dependência externa que ajudou a transformar o país em uma potência agrícola.
"A China identificou que estar muito exposta a importações é um elemento de vulnerabilidade para um país com uma população tão grande e por isso está promovendo uma mudança estrutural", afirma Larissa Wachholz, coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e ex-assessora especial do Ministério da Agricultura.
"Obviamente, a China não vai renunciar às exportações brasileiras de soja num prazo visível, mas ela vai começar a depender num grau cada vez menor dessas importações, porque está investindo seriamente em tecnologias de substituição dessas proteínas vegetais por aminoácidos industriais e outras formas de produção de proteína para consumo animal. Essa ideia de que a produção brasileira de soja é importantíssima para alimentar o mundo é uma ficção. Nós não alimentamos pessoas, nós alimentamos animais", afirma o professor Ricardo Abramovay, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo .
O alerta encontra respaldo em projeções do relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, segundo o qual as importações chinesas de soja podem cair cerca de 25% até 2030 — uma redução equivalente a aproximadamente 23,5 milhões de toneladas.
Entre os fatores apontados estão melhorias na alimentação animal, ganhos de produtividade e o avanço de proteínas produzidas por novos processos industriais. O estudo destaca tecnologias como fermentação de precisão, biomanufatura e carne cultivada em laboratório, métodos que podem reduzir a necessidade de soja destinada à produção convencional de proteína animal.
A transformação da China em potência econômica foi acompanhada por uma mudança igualmente profunda na forma como sua população se alimenta. Desde o início das reformas econômicas lançadas por Deng Xiaoping no fim dos anos 1970, centenas de milhões de chineses deixaram a pobreza e ingressaram na classe média. Com mais renda disponível, a dieta do país passou por uma rápida diversificação: o consumo de carne, leite, ovos e alimentos processados cresceu de forma acelerada.
Essa mudança teve efeitos diretos sobre o comércio global de alimentos. Para produzir mais fontes de proteína, a China precisou ampliar fortemente a oferta de ração animal — que tem como um dos insumos principais a soja. Foi essa demanda crescente que ajudou a transformar o Brasil em um dos principais fornecedores agrícolas do país asiático.
Isso porque o território chinês enfrenta limitações estruturais para expandir sua produção agrícola: o país abriga cerca de um quinto da população mundial, mas dispõe de menos de 10% das terras agricultáveis do planeta e de cerca de 6% dos recursos hídricos globais.
Assim, durante décadas, a solução encontrada por Pequim foi combinar produção doméstica com importações crescentes de alimentos e insumos agrícolas. Esse modelo permitiu sustentar a expansão do consumo sem exigir que o país produzisse internamente tudo aquilo que sua população demandava.
Agora, porém, a mesma dependência externa que ajudou a impulsionar seu crescimento passou a ser vista internamente com apreensão, especialmente em um contexto marcado por guerras, disputas comerciais, sanções econômicas e interrupções nas cadeias globais de suprimento.
A preocupação não é teórica. Segundo o relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, a China é hoje o maior importador de alimentos do mundo e acumula um déficit comercial agrícola de US$ 124,5 bilhões.
No caso da soja, cerca de 84% do consumo doméstico depende de importações. Mais da metade desse abastecimento vem do Brasil, que responde por cerca de 71% das compras chinesas do grão.
Na carne bovina, a dependência externa é menor, mas ainda relevante: aproximadamente 32% do consumo é importado, e o Brasil responde por 54% dessas compras.
O historiador econômico Adam Tooze, da Universidade Columbia, enxerga paralelos entre a atual estratégia de soberania alimentar chinesa e a política industrial que permitiu ao país assumir posições de liderança global em setores como energia solar, baterias e veículos elétricos.
Em artigo recente publicado no jornal britânico Financial Times, ele aponta o caminho percorrido por Pequim em ambos os casos: planejamento estatal, financiamento direcionado, coordenação entre universidades, empresas e centros de pesquisa e forte aposta em inovação tecnológica.
"Se o desacoplamento alimentar for perseguido com a mesma energia da política industrial da China, ele irá subverter a economia agrícola global do último quarto de século", alerta Tooze.
O historiador argumenta que a dependência de importações ajudou a sustentar a rápida melhora do padrão de vida da população chinesa, mas também criou vulnerabilidades que passaram a preocupar a liderança do país.
"É para os atuais líderes de mercado que a formidável guinada da China em direção à segurança tecnoindustrial traz uma incerteza radical", conclui.
Para Wachholz, a lógica por trás dessa transformação vai além da produção agrícola. Segundo ela, Pequim passou a tratar a segurança alimentar como uma questão estratégica porque precisa garantir o abastecimento de uma população cada vez mais urbana, rica e exigente.
"A China não depende de importações para assegurar o mínimo de calorias para a sua população. Ela depende delas para garantir uma alimentação mais diversa", afirma.
Essa mudança ajuda a explicar por que o governo chinês tem direcionado investimentos para áreas como biotecnologia, agricultura de precisão e novas formas de produção de proteína. Ela também reflete transformações no comportamento do consumidor chinês, cada vez mais atento à relação entre alimentação, saúde e sustentabilidade.
"É muito comum usar o termo 'verde' na China. E esse termo está associado não apenas a algo que seja benéfico para o meio ambiente, mas também para a saúde. Os chineses tendem a compreender esses dois conceitos de forma associada", diz Wachholz.
"O Brasil tem que estar com o sinal amarelo ligado", afirma a senadora pelo Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura (2019-2022) Tereza Cristina (PP). "Não vai acontecer da noite para o dia [a redução das importações], mas o Brasil tem que estar de olho e se preparar para novos mercados ou para a diminuição da área plantada de soja", afirma.
Para ela, um dos pontos de atenção é a possível expansão do uso de sementes geneticamente modificadas pelos produtores chineses. Embora a China importe há décadas grandes volumes de soja transgênica produzida em países como Brasil e EUA, o cultivo doméstico dessas variedades avançou mais lentamente por razões regulatórias e políticas.
Nos últimos anos, porém, Pequim passou a flexibilizar gradualmente essas restrições e a investir pesadamente em melhoramento genético, biotecnologia e desenvolvimento de sementes próprias. O 15º Plano Quinquenal estabelece como meta elevar a autossuficiência em sementes consideradas estratégicas para 85%.
"A hora que eles passarem para os transgênicos e aumentarem essa produção própria para diminuir a dependência, o Brasil será o primeiro país impactado, já que nós somos os maiores exportadores de soja", diz Tereza Cristina.
Na visão de Abramovay, há também um fator geopolítico em jogo: uma eventual acomodação das tensões comerciais entre Washington e Pequim poderia levar a China a ampliar compras de produtos agrícolas americanos como parte de acordos mais amplos entre as duas potências. "É um horizonte que nem de longe pode ser tomado como seguro para o Brasil", afirma.
Para Tereza Cristina, o alerta não significa que o Brasil esteja condenado a perder espaço, mas que precisa começar a se adaptar a um cenário diferente daquele que predominou nas últimas duas décadas.
"O Brasil tem que pensar no que fazer estrategicamente, se terá que diminuir a produção de soja ou passar para outros produtos", avalia. "Não existem outros países para onde a gente possa exportar esse volume que podemos vir a perder se a China diminuir a demanda".
Segundo ela, a experiência recente mostra que metas anunciadas por Pequim costumam ser perseguidas de forma consistente: "Quando a China fala, ela cumpre. Então isso é um alerta para a produção brasileira."
Para Tereza Cristina, o governo deveria manter estruturas permanentes de inteligência estratégica para monitorar tendências globais e antecipar mudanças de mercado. Wachholz, que estabeleceu o "Programa China" na gestão da ministra, também vê falhas na resposta brasileira, mas direciona suas críticas principalmente ao setor privado.
"Ele deveria estar mais presente na China, fazendo mais ações de monitoramento e de acompanhamento e promoção dos nossos produtos", afirma. "O governo brasileiro trabalha para abrir o mercado, mas mesmo depois de aberto, os fluxos de negócio demoram a acontecer. Não é como se o Estado brasileiro fosse o exportador".
Apesar dos alertas, nenhum dos entrevistados prevê um colapso da relação comercial entre Brasil e China. O consenso é que Pequim continuará importando grandes volumes de alimentos brasileiros por muitos anos. O risco, segundo Wachholz, está em continuar tomando decisões de investimento de longo prazo como se a demanda chinesa fosse crescer indefinidamente.
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21 julho 2026
Eleições 2026. Dois caminhos, não um dilema
Em seu artigo de hoje, (21/07/2026), Adolo Sachsida (ex-Ministro de Minas e Energia e ex-Secretário de Política Econômica) faz um alerta sobre o futuro da política econômica brasileira. Nele, Sachsida nos diz que uma das frases que sintetizam a visão do PT é: “O fiscal não pode se opor ao crescimento”. Eis alguns trechos de seu artigo.
Sachsida sugere que a afirmação parece razoável, quase inofensiva. Como costuma ocorrer com slogans bem construídos, porém, ela esconde mais do que revela. Afinal, essa frase sugere que responsabilidade fiscal e crescimento seriam objetivos adversários — e que limitar o gasto público significaria necessariamente limitar o desenvolvimento.
Quando a dívida pública é elevada e sua trajetória provoca desconfiança, o equilíbrio fiscal deixa de ser uma preferência de economistas ortodoxos e passa a ser condição para o próprio crescimento. É a confiança na sustentabilidade das contas públicas que ajuda a reduzir o risco-país, os juros de longo prazo e o custo do crédito para a empresa que deseja investir e para a família que pretende financiar a casa própria.
Sem essa confiança, o crescimento produzido pelo gasto público tende a ser o de sempre: um impulso de curto prazo, seguido de inflação, juros elevados e uma conta que alguém terá de pagar — geralmente quem dispõe de menos instrumentos para se proteger.
Dois caminhos, não um dilema
A escolha diante do país não é entre responsabilidade fiscal e crescimento, como o programa do PT insiste em sugerir. É entre dois modelos de crescimento. Um depende de gasto público crescente, tributação elevada e intervenção estatal — e dura exatamente até o dinheiro acabar. O outro nasce da estabilidade macroeconômica — dívida sob controle, moeda estável, meta de inflação respeitada, Banco Central independente — somada ao aumento da produtividade: segurança jurídica, abertura econômica, competição, infraestrutura, melhores marcos legais, educação, crédito eficiente e desburocratização.
Não é preciso telepatia nem "fontes que preferem não se revelar" para saber qual desses dois caminhos está sendo anunciado. Foi dito publicamente, com todas as letras, por quem coordena o programa de governo do PT, Sergio Gabrielli. Ao eleitor cabe apenas decidir se prefere acreditar no que ouve ou no que gostaria de ter ouvido. O Brasil já pagou, uma vez, para aprender essa lição. Seria uma pena pagar de novo — com juros.
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Casa Branca está dividida sobre como responder aos recentes avanços da IA chinesa e avaliou medidas restritivas
| Dario Amodei, Sam Altman and Demis Hassabis Executivos de IA dos EUA alertam sobre modelos chineses |
Notícias publicadas nesta terça-feira estão apontando que executivos da OpenAI e da Anthropic estão emitindo alertas sobre a ascensão de IAs de baixo custo — particularmente novos modelos produzidos na China, sugerindo que eles levarão a um futuro de IA "distópico" e apresentarão riscos de segurança inaceitáveis caso não sejam regulamentados.
Alguns analistas que estudam o setor de IA afirmam que as duas empresas, que se preparam para abrir capital no próximo ano, querem apenas eliminar a concorrência.
O surgimento de sistemas de IA autônomos e de código aberto altamente capazes — incluindo o modelo Kimi K3, da Moonshot AI, e o Qwen 3.8 Max, do Alibaba, lançados recentemente e bem recebidos por investidores e usuários — revolucionou mais uma vez a corrida da IA. O Kimi K3 também se mostrou competitivo em relação aos modelos dos EUA em alguns testes de desempenho (*benchmarks*).
O debate sobre os novos modelos — que possuem "pesos abertos" (*open weight*), permitindo que usuários os baixem e personalizem com dados corporativos e para tarefas específicas — coincide com uma divisão na administração Trump sobre a adoção de medidas para limitar o uso desses modelos nos EUA.
"Um resultado provável de um mundo dominado por modelos abertos é o comunismo pleno da IA, que é exatamente o que a China propõe: em vez de um produto de mercado, a IA é um 'bem público' que acabará sendo fornecido pelo Estado como uma espécie de 'infraestrutura pública digital'", afirmou Dean Ball, chefe de futuros estratégicos da OpenAI, em uma publicação na rede social X na sexta-feira.
Ball, ex-funcionário da administração Trump, descreveu tal cenário como um "inferno distópico" e disse esperar que o governo Trump tomasse medidas para reduzir o uso de modelos de código aberto. Mais tarde, Ball esclareceu que não estava defendendo que o governo dos EUA desencorajasse o uso de IA chinesa.
Ele também destacou um desafio central da corrida da IA: empresas de IA de ponta captam bilhões de dólares para custear os vastos recursos computacionais necessários para continuar aprimorando os sistemas de IA. Se todos utilizarem sistemas de IA pelos quais, em grande parte, não pagam, não haverá como financiar o desenvolvimento contínuo de IA de fronteira tecnológica. Ball, que começou na empresa no início deste mês e concentra-se em estratégia de políticas, e a OpenAI afirmaram que os comentários dele não refletem as posições oficiais da empresa. A empresa desenvolveu seus próprios modelos abertos, e o CEO Sam Altman já declarou anteriormente que a abordagem anterior da OpenAI — de desenvolver apenas ferramentas fechadas — não foi sensata.
Outros executivos de alto escalão da área de IA alertaram que modelos abertos apresentam riscos enormes, uma vez que desenvolvedores e formuladores de políticas não têm controle sobre como eles são usados ou modificados.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, alerta sobre os riscos de sistemas de IA poderosos e abertos; em uma entrevista recente à Bloomberg, quando afirmou que a disponibilidade para download gratuito de modelos de IA com capacidades avançadas de segurança cibernética poderia ser prejudicial. "É uma preocupação séria", disse ele em junho.
O uso de modelos chineses — muito mais baratos que seus equivalentes americanos — está crescendo rapidamente em empresas dos EUA, levando alguns investidores a questionar a viabilidade a longo prazo das principais desenvolvedoras de modelos, como Anthropic e OpenAI.
O cenário atual dos modelos de código aberto nos EUA está começando a alcançar o da China. Na quarta-feira da semana passada, o Thinking Machines Lab — liderado por Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI — lançou seu primeiro modelo de IA aberto. O Nemotron 3 Ultra, da Nvidia, começa a ganhar força, e a Reflection AI — desenvolvedora de modelos abertos apoiada pela Nvidia — mantém laços estreitos com a administração Trump e planeja lançar seu primeiro modelo ainda este ano.
A confiança do mercado de que a Anthropic e a OpenAI continuarão criando modelos mais capazes, expandindo as fronteiras da IA, tem sido o motor desse "boom", ajudando a justificar gastos de trilhões de dólares em infraestrutura nos próximos anos. A ameaça de que novos participantes possam cobrar preços muito mais baixos do que elas por IAs avançadas pressionou para baixo, na semana passada, as ações de algumas empresas de tecnologia e IA.
David Sacks, investidor de risco e conselheiro da Casa Branca para IA, sugeriu que interpretou a publicação de Ball como uma confissão de uma "estratégia de captura regulatória". Sacks e outros veem há tempos os apelos por regulamentação da IA feitos por empresas como a Anthropic como tentativas de usar novas leis e políticas para prejudicar a concorrência.
“Transformar a incerteza regulatória em arma competitiva deveria ser algo totalmente inaceitável”, disse Sacks em uma publicação no X no domingo.
No último ano, autoridades do governo focadas em segurança consideraram uma série de medidas para restringir empresas chinesas de IA que desenvolvem modelos de código aberto, segundo pessoas a par das discussões. Elas avaliaram incluir essas empresas em listas negras comerciais, emitir alertas de segurança sobre elas e até mesmo uma possível ordem executiva voltada para modelos de código aberto; no entanto, divergências internas no governo impediram que qualquer uma dessas ações fosse concretizada, acrescentaram as fontes.
Essa tensão também atrasou a implementação de uma ordem executiva recente que exige que as empresas concedam ao governo acesso antecipado aos seus modelos mais poderosos, até 30 dias antes do lançamento. Os CEOs da OpenAI, da Anthropic e da DeepMind (subsidiária da Alphabet) sinalizaram recentemente apoio a uma maior supervisão governamental da IA à medida que os modelos ganham popularidade — o que alimentou críticas de que essas empresas estariam tentando sufocar a concorrência. A Alphabet é a empresa controladora do Google. Demis Hassabis, CEO do laboratório DeepMind do Google, sugeriu recentemente que desenvolvedores de modelos de código aberto sejam incluídos nas discussões sobre a regulamentação da IA.
No ano passado, o Congresso americano restringiu o uso do modelo chinês DeepSeek em redes federais e de defesa devido a preocupações com segurança e privacidade, mas legisladores e o governo não chegaram a impor outras restrições. Um dos desafios é que desenvolvedores de modelos menores — incluindo várias empresas chinesas — utilizam uma técnica chamada destilação, na qual aproveitam as capacidades das principais ferramentas dos EUA.
Autoridades que defendem a supervisão da IA expressaram preocupação de que modelos de código aberto possam representar riscos cibernéticos e de armas biológicas caso continuem evoluindo sem precisar seguir as mesmas regras impostas às principais empresas americanas, como Anthropic e OpenAI, segundo as fontes.
O governo Trump está comprometido em promover o ecossistema de código aberto dos EUA e em fortalecer a segurança nessa área, afirmou uma autoridade da Casa Branca. O novo foco nessa questão demonstra como as políticas complexas em torno de modelos abertos representam um desafio tanto para CEOs que buscam reduzir os custos com IA quanto para formuladores de políticas que querem evitar que a tecnologia seja usada para prejudicar os EUA.
“A IA é cada vez mais sinônimo de poder, e as preocupações com o uso dual são reais. No entanto, para as empresas americanas e para a maior parte do mundo, a capacidade de executar modelos de alta qualidade a baixo custo — e de uma forma que possam controlar — será de grande importância”, afirmou Austin Carson, CEO da SeedAI, uma organização sem fins lucrativos voltada para políticas de IA. “Quem entende de código aberto sabe que não se vence pela exclusão.”
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17 julho 2026
O relatório da CIA sobre fraude eleitoral na Venezuela
Em seu discurso de ontem à noite, Donald Trump disse que um relatório da CIA prova que Nicolás Maduro manipulou o sistema de votação eletrônico para ser reeleito em 2020.
- Em 2012, havia um suposto plano envolvendo o governo e a empresa Smartmatic para pré-programar máquinas de votação em cerca de 300 centros tradicionalmente pró-Chávez, visando garantir vitória por aproximadamente 1,5 milhão de votos. Chávez teria parabenizado a equipe após vencer por ~1,6 milhão de votos.
- Em setembro de 2020, foram relatados planos técnicos detalhados para manipular as eleições de dezembro de 2020 usando um “segundo conjunto de máquinas virtuais” que replicariam resultados legítimos e depois substituiriam por dados manipulados, fazendo-os parecer originados de máquinas legítimas.
Vale lembrar que a empresa Smartmatic foi fundada por venezuelanos e, por exemplo, na eleição de 2014 treinou 14.000 funcionários que trabalharam na operação das urnas eletrônicas brasileiras naquele pleito. Nesta oportunidade Aécio Neves perdeu para Dilma Rousseff, o PSDB fez uma tentativa de auditoria e a conclusão foi a mesma da Comissão do Exército para Integridade Eleitoral de 2022 (convidados a fazê-lo pelo TSE) e da auditoria do PL em 2022: as maquininhas brasileiras são uma caixa preta, impossível de se auditar. Obs: apenas o PL foi multado em 2022 em… R$ 22 milhões - 22 era o número de Bolsonaro. Oficialmente consta no website do TSE que a auditoria feita pelo PSDB não encontrou nenhuma irregularidade. Mas o TSE esquece de dizer que não encontrou nada porque era impossível de se verificar o cruzamento de dados e demais técnicas de auditoria. Este foi o mesmo subterfúgio usado por Moraes, presidente do TSE na eleição de 2022, para atropelar o que disse o Exército e declarar “o Exército não encontrou nada de errado”. E antes que digam que isto é porque “o sistema é impenetrável” - como sempre arguido pelo então ministro Barroso - o TSE não menciona que o próprio tribunal reconheceu, através de um inquérito da PF aberto em 2018 a pedido da presidente do TSE, Rosa Weber, que houve uma invasão feita por um hacker e que esteve dentro dos sistemas, inclusive com a senha do ministro do TSE Sérgio Banhos, desde o início até o final de 2018, ou seja, abarcando os 2 turnos eleitorais de 2018.
Então se pergunta: ontem foi a vez de desmascarar a Venezuela de Maduro, mas alguém ficaria surpreso se algo semelhante fosse anunciado sobre o Brasil?
A TRADUÇÃO DAS EVIDÊNCIAS …
“AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA (CIA)
NOTA DA CIA
Resumo de Relatórios Selecionados de Inteligência, de 2004–2020, sobre as Capacidades da Venezuela para Manipulação Eletrônica de Eleições
29 de junho de 2026
Resumo
Os relatórios da Comunidade de Inteligência produzidos entre 2004 e 2020 documentaram preocupações persistentes acerca da manipulação, pelo governo venezuelano, de sistemas eletrônicos de votação e das potenciais implicações para a segurança nacional da infraestrutura eleitoral dos Estados Unidos.
A inteligência concluiu que autoridades venezuelanas desenvolveram interesse contínuo e, provavelmente, alguma capacidade para manipular sistemas eletrônicos de votação, incluindo a tecnologia da Smartmatic, a fim de influenciar resultados eleitorais na Venezuela.
A avaliação da Comunidade de Inteligência de 2006 concluiu que os vínculos da Smartmatic com a Venezuela representavam uma ameaça à segurança nacional, fundamentando-se em informações sólidas sobre a intenção do governo venezuelano de influenciar a política dos Estados Unidos e em evidências de manipulação dos próprios sistemas eleitorais venezuelanos.
Essa avaliação levou o governo dos Estados Unidos a adotar medidas que forçaram a Smartmatic a alienar suas operações norte-americanas em 2007.
Relatórios posteriores indicaram que sistemas eletrônicos de votação continham vulnerabilidades que poderiam, teoricamente, ser exploradas por agentes sofisticados com acesso interno.
Entretanto, embora a inteligência tenha validado preocupações relevantes acerca de fornecedores de tecnologia eleitoral ligados ao exterior, não confirmou de forma definitiva que fraudes eletrônicas em larga escala tenham sido efetivamente executadas em eleições específicas na Venezuela, mantendo como avaliação-base da CIA que outros fatores explicavam melhor os resultados eleitorais.
Os relatórios relativos a técnicas avançadas forneceram informações preocupantes sobre alegadas capacidades e intenções do governo venezuelano, embora derivadas de fontes limitadas.
Nota de Escopo Este resumo concentra-se nas informações da Comunidade de Inteligência referentes às intenções e capacidades da Venezuela para manipular máquinas de votação, tanto internamente quanto, potencialmente, em outros países. Não constitui uma reavaliação abrangente de toda a inteligência disponível sobre o tema, mas sim um resumo das principais conclusões constantes de documentos selecionados produzidos entre 2004 e 2020. Interesse do Governo Venezuelano na Manipulação Eleitoral Fontes de inteligência entre 2004 e 2020 relataram que o presidente venezuelano Hugo Chávez e, posteriormente, seu sucessor Nicolás Maduro demonstraram interesse contínuo em manipular resultados eleitorais por meio de sistemas eletrônicos de votação. Em abril de 2004, informações de inteligência indicaram que Chávez pretendia impedir a reeleição do então presidente dos Estados Unidos, sugerindo intenção de influenciar a política norte-americana. A avaliação concluiu que a aquisição da empresa norte-americana Sequoia pela Smartmatic representava uma ameaça moderada à segurança nacional dos Estados Unidos. Antes da eleição presidencial venezuelana de 2012, relatórios de inteligência informaram que os serviços de inteligência de Chávez, incluindo a Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) e o Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN), trabalharam juntamente com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a Smartmatic para desenvolver planos destinados à manipulação dos resultados eleitorais mediante máquinas de votação previamente programadas. Segundo esses relatórios, o plano previa a instalação de máquinas alteradas em aproximadamente 300 centros eleitorais situados em áreas tradicionalmente favoráveis a Chávez, garantindo uma vantagem aproximada de 1,5 milhão de votos.
Após a eleição, vencida por Chávez por cerca de 1,6 milhão de votos, fontes relataram que o presidente teria parabenizado sua equipe pela implementação bem-sucedida do plano de manipulação. Em setembro de 2020, informações de inteligência relataram que autoridades venezuelanas desenvolveram planos técnicos detalhados para manipular as eleições parlamentares de dezembro de 2020. Segundo esses relatórios, a técnica consistiria na criação de um segundo conjunto virtual de máquinas eleitorais destinado a reproduzir resultados legítimos e, posteriormente, substituir os dados por resultados manipulados, fazendo parecer que os votos provinham das máquinas oficiais. Foi também relatado que, na Venezuela, componentes não especificados de inteligência artificial teriam sido instalados para alterar a apuração dos votos, detectar quando auditorias estivessem sendo realizadas e produzir comprovantes impressos sem registrar, gravar ou transmitir efetivamente esses votos. Analistas da CIA consideraram que tais capacidades eram tecnicamente possíveis, ressaltando, entretanto, que essa avaliação tratava apenas da viabilidade técnica, e não constituía confirmação de que tais funcionalidades efetivamente existissem. Uma análise alternativa da CIA, produzida em 2013 segundo a metodologia denominada “Advogado do Diabo” (Devil’s Advocacy), descreveu um cenário plausível de como uma manipulação eletrônica em larga escala poderia ter ocorrido nas eleições venezuelanas de 2012 sem ser detectada. Essa análise observou que o sistema eletrônico venezuelano apresentava vulnerabilidades decorrentes de acesso privilegiado interno, do controle centralizado do CNE sobre a tecnologia eleitoral e de limitações na capacidade de fiscalização da oposição. O relatório concluiu que, caso tal manipulação tivesse ocorrido, a legitimidade das eleições na Venezuela e em outros países clientes da mesma tecnologia poderia ser colocada em dúvida. Contudo, a avaliação-base da CIA permaneceu sendo a de que nenhuma fraude eletrônica em larga escala ocorreu em 2012, fundamentando-se em pesquisas pré-eleitorais, ausência de padrões irregulares de votação e na própria admissão da derrota pela oposição. Relatórios de inteligência também indicaram de forma consistente que indivíduos ligados aos serviços de inteligência venezuelanos possuíam acesso à tecnologia eleitoral e aos sistemas de votação. Em 2012, fontes relataram que Chávez designou um especialista militar em comunicações para atuar junto ao CNE, com acesso em tempo real aos resultados eleitorais. Também foi informado que o Diretor de Tecnologia da Informação do CNE, descrito como pessoa de confiança do governo, mantinha estreita relação com o aparato estatal. Técnica O relatório de inteligência de setembro de 2020 apresentou a descrição mais detalhada de uma técnica específica para manipulação eleitoral. Segundo o documento, essa técnica teria sido concebida para:
• Replicar arquivos digitais (hash files) enviados ao banco de dados central de totalização dos votos;
• Simular máquinas reais de votação que favorecessem o partido governista;
• Sobrescrever os arquivos de integridade (hash files) das máquinas favoráveis à oposição;
• Fazer votos alterados aparentarem ter sido produzidos por máquinas eleitorais legítimas.
Em tese, essa técnica permitiria ao governo venezuelano monitorar e ajustar os resultados em tempo real durante e após a eleição. Segundo os relatórios, a utilização de tecnologia de máquinas virtuais permitiria realizar essa manipulação evitando sua detecção pelos procedimentos convencionais de auditoria. Avaliações e Preocupações da Comunidade de Inteligência A Avaliação Nacional de Ameaças de 2006, produzida pelo Conselho Nacional de Inteligência, concluiu que a aquisição, pela Smartmatic, da empresa norte-americana Sequoia representava ameaça moderada à segurança nacional.
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O Sistema Eleitoral dos EUA está quebrado
É o que foi divulgado agora há pouco pela Casa Branca. Aqui está o que as revelações mostram:
- Centenas de milhões de arquivos de eleitores americanos nas mãos de governos estrangeiros;
- Máquinas de votação e sistemas de contagem de votos expostos a hackers e manipulação;
- China e outros adversários tentando ativamente interferir nas eleições;
- Evidências de fraude sendo encobertas;
- Centenas de milhares de não-cidadãos e pessoas falecidas ainda ativas nas listas de eleitores;
- Sem identificação do eleitor, sem comprovação de cidadania exigida;
- Dezenas de milhões de cédulas por correio circulando sem segurança.
“Comprometendo ainda mais essa tragédia, o segundo conjunto de documentos que estamos divulgando revela que membros do Estado Profundo em nossas agências de inteligência trabalharam ativamente para suprimir e minimizar informações sobre a extensão da interferência maligna de China nas eleições — encobrindo isso tanto do Presidente quanto do Povo Americano.
As agências de espionagem dos EUA começaram a descobrir o comprometimento dos arquivos de registro de eleitores em 2020, quando descobriram que dados de dezenas de milhões de eleitores em 18 estados haviam sido comprados, roubados ou hackeados pela China. No entanto, aqueles responsáveis por soar o alarme em vez disso mantiveram as informações ocultas. Eles não as divulgaram para mim como presidente, e, pelo que sabemos, não informaram o Congresso. Na verdade, tudo o que eles continuavam dizendo era: “Esta é a eleição mais segura da história do nosso país.”
O encobrimento dessa colossal violação de segurança é ainda mais perturbador à luz de informações adicionais que mostram que a China se envolveu em outras atividades relacionadas às eleições para minar minha primeira administração e nossa campanha de 2020. Eles não queriam que Donald Trump vencesse, e por um bom motivo.
Como os documentos que estamos divulgando mostram, relatórios da CIA afirmavam explicitamente: “Em meados de 2018, a política do Partido Comunista Chinês era alavancar todos os elementos domésticos e estrangeiros que se opusessem ao Presidente dos EUA em um esforço para reduzir os votos do Presidente dos EUA e fazê-lo renunciar ou impedir sua reeleição. Também em meados de 2018, a China estava trabalhando para influenciar os resultados das eleições de meio de mandato dos EUA, e mais tarde, os resultados das Eleições Presidenciais de 2020.”
Separadamente, em meados de 2019, a estratégia do Governo Chinês contra os Estados Unidos estava focada em minar a confiança doméstica no presidente dos EUA” — e eles fizeram tudo o que puderam para isso. Prosseguindo, diz: “A estratégia incluía esforços para usar contratos chineses com grandes empresas dos EUA para influenciar líderes empresariais americanos a se voltarem contra o Presidente dos EUA. O governo chinês buscava identificar jornalistas americanos que haviam relatado negativamente sobre o Presidente dos EUA, e pagar-lhes grandes somas de dinheiro para escreverem artigos ainda mais negativos sobre ele. O Governo Chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a próxima eleição.” E o motivo pelo qual eles queriam que eu perdesse é porque sabiam que eu estava atento a eles, cobrei bilhões de dólares em tarifas deles e construí o exército mais forte em qualquer lugar do mundo.
Essas são citações exatas de relatórios da CIA — o nome da pessoa que fez a citação está sob revisão. Mas fica ainda pior. Inteligência bruta obtida pelo FBI em 2020, mas enterrada por burocratas renegados, afirmava que as atividades da China até incluíam uma tentativa de fabricar boletins de voto ilegais para Joe Biden.
Documentos mostram que, durante esse período, dezenas de relatórios significativos da CIA e da NSA sobre o direcionamento eleitoral da China foram mantidos fora do Resumo Diário Presidencial. Um e-mail entre analistas de inteligência admitia que eles haviam ‘deliberadamente ajustado’ o Resumo Diário Presidencial para reter informações sobre atividades chinesas relacionadas à eleição. Outro oficial dentro do FBI escreveu que ela estava gerenciando ‘um governo paralelo’ para manter a inteligência sobre a interferência eleitoral da China longe de ser conhecida. Outros oficiais que testemunharam tais esforços perceberam as motivações como abertamente políticas.”
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
15 julho 2026
Fiasco da Copa confirma que o País padece de apatia contagiosa
Cair fora da Copa já na disputa das oitavas de final é sempre uma humilhação no país que só aplaude o vencedor. De qualquer forma, o adiamento do hexa não tornou o Brasil mais desenvolvido ou menos endividado. Ganhando ou perdendo, continuaria ocupando a mesma posição em rankings mais relevantes que os da FIFA. Embora reiterem que vamos de mal a pior, tais números são recebidos com descaso pelos governantes e com indiferença por incontáveis governados. É verdade que, em casa ou no bar, muitos reclamam, se queixam ou lamentam. Mas são raríssimos os que reagem com efetiva indignação.
Os desinformados creem que Deus proverá — ou confiam no socorro prometido por um presidente que capricha na fantasia de Pai dos Pobres que esconde a Mãe dos Ricos. Entre os que veem as coisas como as coisas são, milhões engolem com desmoralizante passividade um Supremo Tribunal Federal fora da lei, a roubalheira que alvejou aposentados e pensionistas do INSS, os 37 impostos criados ou anabolizados pelo governo Lula 3, as 2,5 mil empresas em recuperação judicial, o endividamento de mais de 80% das famílias brasileiras, o rombo de R$ 50 bilhões aberto pelo falecido Banco Master no Fundo Garantidor de Crédito ou o pântano da corrupção onde chapinham, atraídos pelo vigarista Daniel Vorcaro, figurões dos Três Poderes. Fora o resto.
Esse entorpecimento coletivo ajuda a encarar sem perplexidade o naufrágio do Brasil no ranking mundial da educação (65º colocado em matemática, 62º em ciências e 52º em leitura na mais recente avaliação de estudantes de 81 países). Mais que a metade dos jovens são incapazes de compreender textos básicos. São analfabetos funcionais quase 30% dos brasileiros com 15 a 64 anos de idade. Sete em cada dez nascidos há 15 anos são incapazes de resolver problemas matemáticos elementares. “Sabe por que o Brasil tem tanto analfabeto?”, pergunta Lula num vídeo recente. “Porque nenhum governo se preocupa com educação neste país”, responde o único presidente da República que não sabe escrever e jamais leu um livro da primeira palavra ao ponto final.
Haja cinismo. Neste primeiro quarto de século, Lula e Dilma Rousseff somaram 17 anos e seis meses no poder. Segundo o maridão de Janja, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e Jair Bolsonaro conseguiram no pouco tempo que sobrou multiplicar extraordinariamente o número de lulas e aumentar a multidão de dependentes do Bolsa Família. Para esse eleitorado majoritariamente petista, a vida consiste em não morrer de fome.
Na Noruega, país que mandou a Seleção Brasileira de Futebol para casa, o salário mensal médio é dez vezes maior que o pago por aqui. E a inflação brasileira atingiu o dobro do índice norueguês.
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.