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22 outubro 2026

A TRÊS DIAS DAS URNAS, GERP AMPLIA VANTAGEM DE FLÁVIO PARA SEIS PONTOS

A três dias do segundo turno, a pesquisa da Gerp, divulga o levantamento, com 2.400 entrevistas e margem de dois pontos, dá 53% a Flávio e 47% a Lula, diferença fora da margem de erro. 

Na rodada anterior, o placar era de 52% a 48%. A rejeição ao presidente chega a 49%, contra 46% do senador. Na véspera do primeiro turno, a Gerp indicou Flávio à frente por 46% a 44%, quando AtlasIntel e Quaest projetavam vantagem de Lula. As urnas deram 47,03% ao candidato do PL e 45,16% ao petista.

Com o voto praticamente consolidado, já que 98% dos eleitores do senador e 97% dos do lula se dizem decididos, segundo a Gerp, o resultado de domingo depende sobretudo da mobilização de quem ficou em casa no dia 4.

EUA anunciam acordo para empresa americana de IA usar energia de Itaipu no Paraguai. O Brasil ficou de fora


O poder da água é impressionante. Paraguai e Brasil domaram o poder do imponente rio Paraná na Usina de Itaipu, uma das maravilhas da engenharia mundial. Esse projeto era apenas um sonho que se tornou realidade nos anos 1970-80. Foi construída entre os anos 1975-1982.


Agora investidores americanos assinaram um acordo para construir um data center nas proximidades, aproveitando a abundante energia hidrelétrica. Esse acordo tem o potencial de ser o maior investimento estrangeiro privado na história do Paraguai.

A Crusoe, que construiu o data center do projeto Stargate no Texas, vai erguer com a paraguaia Araico uma estrutura de computação abastecida pela hidrelétrica binacional; o Brasil não é citado no anúncio.

O acordo

O Departamento de Estado anunciou nesta quarta (21) que a Crusoe, empresa americana de infraestrutura para inteligência artificial, e a Araico, desenvolvedora paraguaia de energia e infraestrutura, fecharam uma parceria estratégica para construir infraestrutura de computação de alto desempenho abastecida pela Usina Hidrelétrica de Itaipu.

A Crusoe planeja colocar a primeira fase em operação em meados de 2027. A estrutura vai atender clientes de serviços de nuvem dos EUA e da América Latina.

O comunicado chama a IA de "SI" (superinteligência), termo que o governo federal passou a usar por ordem executiva assinada por Trump em setembro.

O que não foi divulgado

O anúncio não informa o valor do investimento, a potência da estrutura nem o volume de energia contratado, e não diz exatamente onde ela será instalada.

E o Brasil?

Itaipu fica na fronteira entre Brasil e Paraguai e é administrada pelos dois países. Pelo tratado de 1973, cada um tem direito a 50% da energia gerada. O comunicado americano não cita o Brasil.

A Itaipu informou que a visita da delegação americana à usina foi organizada pelo Paraguai, no lado paraguaio, sem a participação da diretoria ou do governo brasileiro.
Segundo a usina, "a Itaipu não interfere na demanda nacional de cada país, razão pelas quais projetos desta natureza não são de competência da Usina".




21 outubro 2026

Pesquisas eleitorais: questionamento importante


Algo estranho acontece no TSE desde o 1° Turno. Institutos de Pesquisa NÃO estão divulgando a lista de cidades/Estados das entrevistas. O que pode explicar muito os índices. O site do TSE não mostra e a Quaest, quando questionada, não entregou a lista.


Em 2018, foi descerrada a cortina de dados de uma pesquisa DataFolha quando o instituto mostrou ascensão meteórica de Haddad contra Jair Bolsonaro a 10 dias da eleição. Foi descoberto no detalhamento da lista de cidades que a pesquisa mirou mais o Nordeste, e em especial Pernambuco.

As evidências não deixam dúvida: no domingo, vote Flávio Bolsonaro




A propósito do já conhecido powerpoint do Lula, os eleitores que ainda se encontram em dúvida em qual candidato votar no próximo domingo, de 25, dúvida esta, se houver, pois há muito tempo não deveria haver. A comparação entre as duas imagens não deixam dúvidas sobre a melhor escolha a fazer, até porque se torna inimaginável se votar em um candidato com esse currículo, isto no território brasileiro. Lá fora as imagens seguintes ilustram bem os seus gurus e respectivas companhias desde "criancinha".

  
As imagens à esquerda e abaixo resgatam a histórica (e controversa) entrevista concedida por Lula em julho/1979 à revista Playboy. E o motivo é sempre o mesmo: sua admiração confessa por figuras nefastas como Hitler, Che Guevara, Fidel Castro, Mao Tsé-Tung e o Aiatolá Khomeini. A entrevista completa está 
acessível aqui neste link.


E assim Lula continuou até os dias atuais quando está próximo de completar 81 anos de idade.













Lula vira problemão para a campanha

Lula convencido de que dispensa roteiro chegará ao último confronto sem ouvir quem o prepara. Na terça-feira, chegou a condicionar sua presença no debate da Globo à quebra dos sigilos de Flávio, e o PT precisou corrigi-lo horas depois, confirmando a participação.

O debate será na sexta-feira, 23, às 21h20 A dois dias da votação, se Lula repetir a Band, quebra a cara e afundará ainda mais sem tempo para se recuperar.

Do lado de Flávio, a orientação é dedicar mais tempo à economia, segurança pública e temas sociais, além de responder diretamente às perguntas de Lula. Trata-se de uma correção estratégica típica de campanhas competitivas: manter a contundência política, mas transmitir imagem mais presidencial e preparada para governar.

Outro aspecto relevante é que a campanha pretende preservar elementos que considera bem-sucedidos no primeiro debate, inclusive a movimentação pelo estúdio e a pressão constante sobre Lula.

A conclusão é objetiva. A campanha de Flávio percebeu que a eleição não será decidida pelos eleitores mais engajados, mas por quem ainda está em dúvida. Flávio poderá ampliar seu alcance eleitoral justamente no segmento que decidirá o resultado da disputa.

Na Band, a presença de Deltan Dallagnol com a camiseta “eu prendi o Lula”, ao lado de Sergio Moro, Nikolas Ferreira e Pablo Marçal, não foi acaso. Foi mensagem direta: a agenda da corrupção, da impunidade e da responsabilização permanece viva no centro do embate eleitoral.

Não é revanchismo; é memória institucional diante de um candidato cuja trajetória política foi permanentemente marcada por escândalos, condenações anuladas por decisões judiciais e suspeitas que o eleitor não tem obrigação de esquecer.

Lula fez uma autoprofecia: "Um ladrão não vai governar o Brasil"! Talvez a única verdade que ele disse nos últimos tempos

Lula fez um discurso em tom de confronto nesta terça-feira (20), durante agenda de campanha na região de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Durante o discurso, Lula também convocou sua militância a permanecer mobilizada nas ruas e nas redes sociais e voltou a desafiar Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura de seus sigilos bancário e telefônico.

Flávio Bolsonaro afirmou hoje (21), em Guarulhos (SP), que aceita abrir seus sigilos e cobrou que o presidente Lula (PT) também apresente informações sobre o próprio patrimônio e o de seus familiares, além dos gastos do cartão corporativo.

20 outubro 2026

O boom das exportações da China mascara problemas econômicos profundos no mercado interno

Há crise na economia do país que está provocando pessimismo nos consumidores, e agora não só os do setor imobiliário. Já há quase uma década que essa crise tem vazado para o mundo como revelado neste post de 2021: "China: furos, megalomania e reversão".


No momento atual, crescem as preocupações econômicas nas pessoas da China, inclusive sobre aquelas que têm emprego e renda estável. Publicados em outros países já é possível se encontrar relatos de pessoas físicas. Alguns deles são mostrados a seguir.

  1. Vivian Wei está encerrando seu negócio. Após mais de uma década atuando como recrutadora de talentos (headhunter), o trabalho praticamente desapareceu. As grandes empresas de tecnologia chinesas, que antes pagavam a Wei para recrutar centenas de engenheiros, agora estão, na verdade, demitindo funcionários.

Wei, de 46 anos, estima que sua renda caiu mais da metade nos últimos anos. Recentemente, ela e o marido cortaram gastos não essenciais para economizar. Antes, ela costumava gastar com produtos de cuidados com a pele, mas passou a optar por uma marca nacional mais barata.

Alguns de seus vizinhos perderam o emprego e tornaram-se motoristas da DiDi, a principal plataforma de transporte por aplicativo da China. A maior preocupação de Wei agora é se seu filho, de 12 anos, conseguirá um emprego quando crescer.

“Não sei o que o futuro reserva”, diz Wei.

Para pessoas em toda a China, as preocupações econômicas estão aumentando. A crise no setor imobiliário, que já dura anos, como citado no artigo mencionado no primeiro parágrafo deste post, não dá sinais de que terminará tão cedo; empregos estáveis ​​estão se tornando mais raros, especialmente para os jovens; e muitas pessoas parecem estar guardando dinheiro, preparando-se para tempos ainda mais difíceis.

Isso significa que a China precisa buscar crescimento econômico no exterior — o que, por sua vez, tem elevado as tensões com seus parceiros comerciais. As exportações dispararam 36% em setembro deste ano, colocando a China no caminho para superar o recorde de US$ 1,2 trilhão em superávit comercial registrado no ano passado, impulsionadas pela crescente demanda por produtos como veículos elétricos e maquinário.

Dados publicados estão mostrando que as exportações foram o principal motor do crescimento econômico chinês este ano. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,5% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais divulgados — um avanço em relação aos 4,3% registrados no segundo trimestre e em linha com a meta de Pequim de um crescimento entre 4,5% e 5% para este ano.

Contudo, embora a China avance a passos largos em tecnologias de ponta, como inteligência artificial e robótica, grande parte de sua economia interna enfrenta sérias dificuldades. O investimento em ativos fixos — que monitora gastos com bens como residências, fábricas e estradas — caiu 7,2% nos três primeiros trimestres do ano em comparação com o mesmo período de 2025, sendo que, no setor imobiliário, a queda foi de 21%.

Os gastos dos consumidores permanecem contidos. As vendas no varejo, um indicador do consumo das famílias, subiram 1,1% em setembro — um aumento em relação aos 0,4% de agosto, mas abaixo dos 3% registrados um ano antes.

2. Li Yan, vendedora de roupas em um mercado atacadista em Pequim, afirmou que não obteve lucro no ano passado e que, este ano, as vendas caíram ainda mais. Ela vende blusões por um valor equivalente a cerca de 15 dólares cada, obtendo um lucro de apenas alguns dólares por peça. Para cobrir os custos, ela precisa vender cerca de 30 unidades por dia; na maior parte do tempo, porém, ela não consegue atingir esse patamar.

Ela também reduziu seus gastos pessoais. Antigamente, costumava se presentear com itens como joias, mas, agora, evita comprar qualquer coisa de que não precise.

“Se os negócios não vão bem e você não está ganhando dinheiro, você não vai gastar muito”, diz Li, de 52 anos. “É um círculo vicioso.”

3. Em outra parte de um mercado em Pequim, uma vendedora de artigos de couro relatou que não renova seu estoque há mais de um ano, pois ainda não conseguiu vender boa parte do lote anterior. 

4. Uma comerciante de ferramentas e artigos para manutenção doméstica contou que, antigamente, suas vendas diárias chegavam a cerca de 300 dólares, mas, hoje, um “bom dia” de vendas gira em torno de 50 dólares.

Embora a taxa oficial de desemprego urbano na China tenha permanecido estável, em torno de 5%, alguns economistas acreditam que a realidade do mercado de trabalho está mascarada por um contingente crescente de trabalhadores que atuam em ocupações informais ou temporárias (o chamado *gig work*). Espera-se que o número de pessoas na China em regime de trabalho flexível — isto é, sem um contrato permanente — chegue a 320 milhões em 2026, representando mais de 40% do emprego urbano, segundo o Centro de Pesquisa sobre Novas Formas de Emprego na China, um centro de estudos.

5. Fryda Fan, amiga da recrutadora Wei, contou que sua renda como corretora de seguros permaneceu estável, em parte porque muitas pessoas estão poupando mais e destinando recursos a produtos de seguro. Ainda assim, ela substituiu alguns de seus itens de consumo diário por alternativas mais baratas, já que o futuro parece incerto.

“Fiz algumas mudanças no meu estilo de vida”, disse Fan, que optou por um café de 3 dólares na rede local M Stand, em vez de uma bebida de 6 dólares no Starbucks.

Economistas, tanto dentro quanto fora do país, têm instado Pequim a implementar políticas que estimulem o consumo e reduzam a dependência das exportações. Recentemente, as autoridades lançaram medidas como subsídios para financiamento imobiliário e novos investimentos em infraestrutura; contudo, evitaram realizar as reformas profundas e os estímulos que muitos economistas consideram necessários para reequilibrar a economia.

Um dos principais esforços de Pequim para impulsionar os gastos nos últimos anos foi um programa que oferece subsídios para que os consumidores substituam eletrodomésticos antigos e outros produtos por itens novos. A iniciativa ajudou a alavancar as vendas no varejo no ano passado, mas tem se mostrado menos eficaz este ano, uma vez que muitas famílias já realizaram compras de maior vulto.

19 outubro 2026

O mundo digital se transformando em armas

Redes russas como "Matryoshka" estão agindo como incendiários
 oportunistas digitais, exagerando intencionalmente a escala do caos 
para simular um levante civil em escala nacional.

Agências de inteligência francesas confirmaram (19/10/2026) que redes de bots ligadas à Rússia estão transformando em arma os tumultos violentos do último fim de semana, inundando as redes sociais com vídeos falsos antigos, reciclados e gerados por IA de brutalidade policial para provocar ainda mais os manifestantes.

A imensa promessa econômica e científica coexiste com perturbações potencialmente gigantescas. A ASI (Inteligência Artificial Superinteligente) poderá fortalecer agentes mal-intencionados ao viabilizar ataques cibernéticos devastadores e armas biológicas; inaugurar a automação da tomada de decisões militares, tornando as guerras mais rápidas e menos controláveis; ou possibilitar a criação de armas revolucionárias, como sensores capazes de tornar os oceanos efetivamente transparentes. 

A ASI poderá transformar o equilíbrio de poder ao conferir uma vantagem militar enorme aos países que alcançassem a ASI primeiro. Não há garantia de que essas vantagens caberiam a sociedades democráticas. Há alertas de que a ASI poderá provocar um "pesadelo totalitário" ao viabilizar uma vigilância abrangente e automatizar a repressão. 

O risco mais grave é que a superinteligência possa escravizar ou exterminar a humanidade. A ASI poderá ajudar a raça humana a se autodestruir, auxiliando niilistas a desencadear novas pandemias ou provocar "guerras-relâmpago" automatizadas que resultariam em uma catástrofe nuclear. Ou talvez uma tecnologia mais inteligente que seus criadores acabe por vê-los como ameaças a serem eliminadas ou recursos a serem explorados. Alguns executivos da área de IA estimam essa "probabilidade de catástrofe" em até 25% ou até mesmo 50%.



Malandro carioca - Lula se deu mal

Lula chamou Flávio Bolsonaro de “malandro carioca” durante o debate realizado na Band, na noite deste domingo (18). A declaração ocorreu durante uma discussão sobre gastos públicos e possíveis cortes de despesas no governo federal.

De acordo com o UOL, a utilização da expressão “malandro carioca” gerou reação imediata e Lula chegou a ser vaiado por parte da plateia nos estúdios da emissora.
No segundo bloco do programa, Flávio Bolsonaro utilizou seu tempo para responder diretamente ao comentário. O candidato do PL dirigiu-se aos eleitores do Rio de Janeiro, afirmando que o presidente desrespeitou os moradores do estado e que esta seria a forma como o petista trata a população local quando a maioria opta pela mudança.


A fala abriu um desgaste na campanha de Lula, gerando preocupação entre seus aliados sobre uma possível repercussão negativa junto ao eleitorado fluminense nesta fase final da eleição.
No primeiro turno, o cenário no estado do Rio de Janeiro registrou 53,01% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro, enquanto Lula obteve 39,41%.

18 outubro 2026

Tirar Lula da Presidência da República é a maior economia que o Brasil pode fazer

Foi uma das melhores frases ditas pelo candidato Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial desta noite na Band.



O vídeo e as imagens abaixo resumem bem o que dele resultou.

















PS.: em atualização .

Lula assiste Roberta Luchsinger falar à CNN



Às vésperas do debate da TV Band, Lula deve ter sido surpreendido com a entrevista concedida pela lobista Roberta Luchsinger, na CNN, íntegra aqui.

Roberta Luchsinger fala à CNN

Chamada de "pilantra" por Lula, em entrevista na Rede Globo, Roberta deu o troco. Disse que Lula é mentiroso; e afirmou que Lulinha tinha reuniões semanais com ministros de Estado para "trocar figurinhas" ou manter diálogos. 

Sobre a alegação de Lula que não a conhecia, Roberta Luchsinger disse que é a melhor amiga de Lulinha e ironizou alegando que o presidente deve estar senil, uma vez que tinha uma convivência extremamente íntima com Lulinha e sua família. 

A lobista disse que pretende fazer uma delação premiada. Preocupada com retaliações, advertiu que se algo ocorrer com ela ou suas filhas a responsabilidade será do presidente Lula, assim como chamou Lulinha de covarde por não tê-la defendido diante das mentiras do seu pai. 

É evidente que Lula vai continuar alegando que nunca viu Roberta Luchsinger, mas até seus alucinados seguidores não acreditam nisto. Afinal, não é a primeira e nem será a última vez que Lula alega que não sabe de nada.

15 outubro 2026

O Brasil que Bolsonaro entregou a Lula e o Brasil de hoje: um retrato preocupante da economia e da realidade social

 A comparação entre o Brasil de dezembro de 2022, ao término do governo Jair Bolsonaro, e o Brasil de 2026, sob a administração de Lula, revela indicadores que merecem atenção, reflexão e, sobretudo, explicações. O aumento do preço dos alimentos, as dificuldades enfrentadas pelas empresas, o crescimento da população em situação de rua e a deterioração das contas públicas compõem um cenário preocupante, que não pode ser ignorado pelo discurso político.

As cinco imagens apresentadas procuram retratar essa transformação por meio de números.

O primeiro indicador é o preço do café, produto tradicional da mesa dos brasileiros. Segundo a imagem, o preço médio do quilo teria passado de R$ 28,00, no primeiro trimestre de 2022, para R$ 49,50, em agosto de 2026. Isso representaria um aumento nominal de aproximadamente 76,8%. Trata-se de uma elevação expressiva, especialmente para as famílias de menor renda.

O segundo indicador diz respeito à saúde financeira das empresas. A imagem sobre recuperação judicial sugere um crescimento extraordinário dos pedidos, de 833 em 2022 para 5.680 em 2025. Se confirmados e metodologicamente comparáveis, esses números representariam um sinal grave de dificuldades no ambiente empresarial. Juros elevados, endividamento, restrições de crédito e custos operacionais podem comprometer a sobrevivência das empresas, prejudicando investimentos e empregos.

O terceiro indicador revela um problema social ainda mais dramático: a população em situação de rua. Conforme a imagem, o número de pessoas cadastradas no CadÚnico teria aumentado de 198,7 mil, em dezembro de 2022, para 392,4 mil, em junho de 2026. Isso corresponderia a um crescimento de aproximadamente 97,5%. Mesmo considerando que o aperfeiçoamento dos cadastros pode elevar os registros, a dimensão do problema exige respostas concretas. Moradia, emprego, saúde mental, assistência social e políticas de reinserção precisam produzir resultados perceptíveis na vida das pessoas.

O quarto indicador envolve as contas públicas. A imagem apresenta uma passagem de um superávit primário de R$ 126 bilhões, em 2022, para um déficit de R$ 55 bilhões, em 2025. A comparação aponta uma mudança importante na situação fiscal, embora seja indispensável verificar os valores, a abrangência dos indicadores e os critérios contábeis empregados. O equilíbrio das contas públicas não é apenas uma questão técnica: déficits persistentes podem aumentar o endividamento, pressionar os juros e limitar a capacidade de investimento do Estado.

Os dados fiscais são particularmente relevantes porque encontram respaldo nos registros do Banco Central: o setor público consolidado encerrou 2022 com superávit primário de aproximadamente R$ 126 bilhões e 2025 com déficit de R$ 55 bilhões. A mudança representa uma deterioração de R$ 181 bilhões no resultado anual, embora não explique, isoladamente, suas causas. 

A quinta imagem acrescenta um indicador importante. Segundo os valores apresentados na imagem, a dívida bruta do governo geral passou de 71,7% do PIB, em dezembro de 2022, para 82,9%, em agosto de 2026. Isso representa um aumento de 11,2 pontos percentuais, equivalente a um crescimento relativo de aproximadamente 15,6%.

Esse avanço merece atenção porque indica que o endividamento público cresceu em relação ao tamanho da economia brasileira. Quanto maior essa relação, maiores podem ser os desafios para financiar as despesas governamentais, administrar os juros da dívida e preservar a confiança na sustentabilidade das contas públicas.

O aumento do endividamento não decorre exclusivamente dos gastos do governo. Também é influenciado pelas taxas de juros, pelo crescimento econômico e por outros fatores financeiros. Entretanto, a persistência de déficits fiscais pode contribuir para agravar esse quadro.

É importante observar que os 82,9% de agosto de 2026 são o valor informado pela imagem, ainda não verificado diretamente no Banco Central. A comparação deve ser confirmada na série oficial da dívida bruta do governo geral.

O Brasil não pode ser avaliado apenas pelos discursos de seus governantes, mas pelas condições reais de vida de sua população. Quando alimentos pesam mais no orçamento, empresas enfrentam dificuldades, cresce o número de pessoas registradas em situação de rua e as contas públicas se deterioram, existem motivos objetivos para cobrar mudanças.

Afinal, a pergunta que deve orientar o debate nacional não é apenas qual Brasil Bolsonaro entregou a Lula, mas, principalmente, qual Brasil o atual governo está deixando para os brasileiros e para as próximas gerações. Essa resposta deve ser construída com números verificáveis, responsabilidade administrativa e resultados — não apenas com promessas ou propaganda política.