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09 maio 2026

Os desfiles do Dia da Vitória na Praça Vermelha foram reduzidos

A Rússia celebrou o 81º aniversário do Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista com um desfile reduzido na Praça Vermelha, em Moscou. O evento, liderado por Vladimir Putin, ocorreu sem tanques ou equipamentos pesados, focando em marchas militares e sobrevoo de caças, refletindo tensões com a Ucrânia

Rodeado por temores de novos ataques por parte da Ucrânia, o evento ocorreu em formato reduzido, com duração de 45 minutos. O discurso de Vladimir Putin durou apenas 8 minutos para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. [...] Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam. Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", disse Putin.


“Um desfile militar serve para demonstrar força e bravura, mas, se é realizado de forma furtiva (...) e com a internet bloqueada (para reduzir as chances de um drone de ataque ucraniano conseguir se orientar até o local), ele não demonstra nada além de medo e fraqueza”, escreveu Alexander Baunov, do centro de estudos Carnegie Russia Eurasia Center, com sede em Berlim, em uma análise publicada nesta semana.

Reduzido também foi o número de lideranças de outros países que compareceram ao evento. Apenas seis e de pouca expressão política internacional. Diferentemente do ano anterior, Lula escapou do vexame ocorrido em 2025 expresso em sua própria fotografia durante o evento.



08 maio 2026

II Guerra Mundial, 8 de maio de 1945. O Dia da Vitória

 


Há 81 anos o mundo celebra o fim da II Guerra Mundial um triunfo monumental sobre a tirania e o mal na Europa.

A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra sem precedentes na magnitude de seus efeitos sobre a vida das pessoas e o destino das nações. Foi uma combinação de muitos conflitos, incluindo ódios étnicos e nacionais, que se seguiram ao colapso de quatro impérios e à redefinição de fronteiras na Conferência de Paz de Paris, após a Primeira Guerra Mundial. Vários historiadores argumentam que a Segunda Guerra Mundial foi uma fase de uma longa guerra que durou de 1914 a 1945 ou mesmo até o colapso da União Soviética em 1991 — uma guerra civil global, primeiro entre o capitalismo e o comunismo, depois entre a democracia e a ditadura.

A Segunda Guerra Mundial também produziu um equilíbrio muitas vezes instável entre a Europa e os Estados Unidos. As ambições hegemônicas de Hitler forçaram o Reino Unido a abandonar seu autoproclamado papel de polícia mundial e recorrer aos americanos em busca de ajuda. Os britânicos estavam genuinamente orgulhosos de sua participação na vitória final dos Aliados, mas tentaram esconder a dor de sua influência global em declínio, repetindo o clichê de que o Reino Unido havia conseguido "superar suas expectativas" na guerra e se apegando à sua "relação especial" com os Estados Unidos. Churchill ficou consternado com a perspectiva de que as tropas americanas pudessem simplesmente voltar para casa após o fim da guerra no Pacífico, em 1945. Embora as atitudes americanas continuassem a oscilar entre a busca por um papel global ativo e o recuo para o isolacionismo, a ameaça de Moscou garantiu que Washington permaneceria profundamente engajado na Europa até o colapso da União Soviética em 1991.

Quando a Guerra terminou, as potências aliadas vitoriosas tiveram que decidir o que fazer com os altos funcionários nazistas. Algumas opções foram levantadas — incluindo execuções sumárias — mas, no fim, França, União Soviética, Reino Unido e Estados Unidos decidiram convocar os julgamentos de Nuremberg, O tribunal inicial levou à justiça apenas alguns dos líderes nazistas, mas sua abordagem inovadora para processar crimes de guerra estabeleceu as bases para grande parte do direito internacional moderno.

O Brasil participou diretamente da Guerra em campos da Itália com a FEB. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) embarcou para a Itália em 2 de julho de 1944, com a partida dos  primeiros soldados. No total, cerca de 25 mil soldados brasileiros participaram da campanha na Itália, lutando ao lado dos Aliados.

Em relato detalhado, a historiadora Cristina Feres, publicou, em 2023, o livro "A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro", baseado no diário do cabo Waldemar Reinaldo Cerezoli, que expõe as desgraças vivenciadas durante a IIGM e o Holocausto. Waldemar ao ser excluido do Exército foi jogado à própria sorte, como se a reintegração à sociedade civil pudesse dar-se naturalmente e repentinamente apagar o stress do combate e do enfrentamento com a morte, eliminar a dor de seus ferimentos e o sofrimento decorrente da fome e do frio, calar o som das granadas e das metralhadoras, apagar a imagem daqueles que tombaram diante de si e dos que fora obrigado a matar. A história de Waldemar é uma entre um universo de desajustados psíquicos, a ponto de reportagens da época chamarem a atenção para o problema que, segundo dados da associação dos Ex-combatentes do Brasil, devia afetar cerca de mil ex-combatestes pelo País.


Lula tentou controlar a sua imagem, mas esta está cada vez menos favorável a ele


Lula já retornou ao Brasil, voltou menor

Lula foi à Casa Branca para tentar transformar uma reunião de trabalho com Donald Trump em ativo político de campanha. A narrativa desejada era simples: após meses de tensão com Washington, após tarifas, sanções de visto, crise diplomática, pressões sobre autoridades brasileiras e desgaste crescente com a nova doutrina hemisférica da administração Trump, Lula apareceria ao lado do presidente americano como um estadista capaz de dialogar com seu principal adversário ideológico. O problema é que a política internacional raramente obedece à versão que um governo deseja vender para sua própria imprensa.

Antes mesmo de o conteúdo da reunião começar a ser conhecido, a forma já havia criado ruído. A agenda previa a chegada de Lula às 11 horas da manhã, horário de Washington, mas a comitiva brasileira chegou atrasada. A informação que circulava entre pessoas próximas à cobertura era de que Trump ficou contrariado com a demora.

O que se viu, na prática, foi uma disputa entre duas versões dos fatos. De um lado, a versão administrada pelo governo brasileiro, construída depois da reunião, em ambiente mais favorável, diante de jornalistas brasileiros e com Lula falando longamente sobre a “boa conversa”, a “sinceridade” da relação com Trump e os supostos avanços do encontro. De outro, a versão observada no ambiente da Casa Branca, marcada por atraso, mudança de agenda, frustração da imprensa, ausência de aparição conjunta no Salão Oval e uma comunicação americana que, mesmo ao tratar oficialmente da reunião, preferiu preservar a centralidade visual de Trump, sem transformar Lula em personagem de destaque.

O próprio Trump publicou, após o encontro, uma declaração protocolar, positiva e cuidadosamente medida:

“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos tópicos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito boa. Nossos representantes estão programados para se reunir para discutir certos elementos-chave. Reuniões adicionais serão agendadas ao longo dos próximos meses, conforme necessário. Presidente DONALD J. TRUMP.”

A formulação foi positiva, mas seca. Não houve ali celebração política, fotografia de grande reconciliação ou gesto simbólico de apoio à imagem de Lula. Houve um recado protocolar de encerramento de reunião.

O dado mais revelador, portanto, não está apenas naquilo que Trump escreveu. Está naquilo que a Casa Branca evitou entregar. A imprensa que aguardava acesso ao Salão Oval não teve a oportunidade que esperava. A presença dos dois líderes diante das câmeras, que poderia ter rendido a Lula uma imagem de prestígio internacional, não se concretizou da forma imaginada. A Fox News, ao comentar o episódio, registrou que havia expectativa de ver os dois presidentes, mas que isso não ocorreu. O comentarista John Roberts observou que não se esperava uma reunião “calorosa e amigável”, justamente porque Trump e Lula tinham uma relação tensa e já haviam trocado declarações duras em público.

A própria ausência das câmeras, nesse contexto, tornou-se parte da mensagem política. Se Lula tivesse sido recebido com todo o aparato visual de prestígio, com imprensa no Salão Oval, declarações conjuntas e imagens amplamente distribuídas pela Casa Branca, o governo brasileiro poderia vender a reunião como triunfo diplomático. Mas o formato final limitou esse ganho. Lula saiu com uma coletiva na embaixada brasileira, em português, diante de uma audiência muito mais controlada, enquanto a imprensa americana registrava a estranheza da ausência de uma aparição conjunta diante das câmeras.

O que houve foi uma reunião longa, densa, cercada de desconforto e seguida por duas narrativas concorrentes. A narrativa brasileira tentou vender maturidade, normalização e grandeza. A leitura americana foi mais fria: uma conversa necessária com um parceiro importante, mas difícil, dentro de uma agenda que envolve tarifas, segurança, minerais críticos, crime organizado e competição com a China. Para Lula, o encontro era um palco. Para Trump, parece ter sido mais uma peça dentro de um tabuleiro maior.

No tabuleiro real do poder, essa conta dificilmente fecha. Lula saiu da Casa Branca dizendo que a reunião foi boa. Trump disse que a reunião foi muito boa. Mas, para além dos adjetivos diplomáticos, o que se desenha é um Brasil tentando vender normalidade enquanto caminha sobre uma linha cada vez mais estreita entre a necessidade de negociar com os Estados Unidos e a incapacidade ideológica de abandonar os velhos compromissos.


07 maio 2026

É o terceiro fracasso do mês



Os dois primeiros foram o da reprovação do Bessia e a derrubada do veto da dosimetria, ambos no Brasil.
O completo fracasso é a única explicação possível para que Lula tenha cancelado a coletiva de imprensa no salão Oval com o Donald Trump e tenha sido filmado com uma cara de constrangimento impossível de disfarçar.

Posteriormente, na Embaixada do Brasil, Lula falou e sua expressão só confirmou o que antes já se noticiava. Diferentemente do habitual em visitas de Estado, não houve declaração conjunta dos dois líderes na Casa Branca.


A jornalista da Folha de São Paulo perguntou sobre a classificação do CV e do PCC como células terroristas, e o Lula, de forma rápida e sucinta, saiu em defesa do narcotráfico. É incrível como o Lula tem a capacidade de estar sempre do lado do crime, ele de fato mostra ao mundo que o crime compensa! 

Lula ainda disse que a economia brasileira está indo bem. Como? Se o principal programa do governo é o Desenrola 2 para milhões de brasileiros endividados pelo caos do governo dele? Empresas indo para o Paraguai, PIB crescendo menos, rombo fiscal e inflação em alta ...


PS.: FOXNEWS também confirmou que foi Lula quem IMPLOROU para não ter coletiva de imprensa.








06 maio 2026

A SpaceXAI é a nova parceira de computação da Anthropic

A SpaceXAI (Elon Musk) firmou um acordo com a Anthropic (Claude) para fornecer acesso ao Colossus 1, um dos maiores e mais rápidos supercomputadores de IA implantados no mundo.


Construído do zero em tempo recorde, o Colossus (*) oferece escalabilidade sem precedentes para treinamento de IA, ajuste fino, inferência e cargas de trabalho de computação de alto desempenho. O Colossus 1 conta com mais de 220.000 GPUs NVIDIA, incluindo implantações densas de aceleradores H100, H200 e GB200 de última geração. O cluster oferece desempenho paralelo extremo para grandes modelos de linguagem, sistemas multimodais, simulações científicas e IA generativa em escala de ponta.

A Anthropic planeja usar essa capacidade computacional adicional para melhorar diretamente a capacidade dos assinantes do Claude Pro e do Claude Max.

Como parte deste acordo, a Anthropic também manifestou interesse em firmar uma parceria para desenvolver vários gigawatts de capacidade computacional orbital de IA. A capacidade computacional necessária para treinar e operar a próxima geração desses sistemas está superando a capacidade de geração de energia, o espaço terrestre e o sistema de refrigeração disponíveis nos prazos relevantes.

A SpaceX é a única organização com a cadência de lançamentos, a viabilidade econômica da conversão de massa em órbita e a experiência em operações de constelações espaciais que permitem transformar a computação orbital em um programa de engenharia de curto prazo, em vez de um conceito de pesquisa. Se os desafios de engenharia forem superados, a computação espacial oferecerá energia sustentável praticamente ilimitada, com menor impacto na Terra.

Hoje, a Anthropic anunciou o Projeto Glasswing, uma nova iniciativa,  após se observar em um novo modelo de vanguarda treinado pela Anthropic, que se acredita ter o potencial de remodelar a cibersegurança. O Claude Mythos Preview é um modelo de vanguarda de propósito geral, ainda não lançado, que revela um fato incontestável: os modelos de IA atingiram um nível de capacidade de programação que lhes permite superar quase todos os humanos, exceto os mais habilidosos, na detecção e exploração de vulnerabilidades de software.

O Mythos Preview já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores da web. Dado o ritmo acelerado do progresso da IA, não demorará muito para que essas capacidades se proliferem, potencialmente além dos agentes comprometidos com sua implementação segura. As consequências — para as economias, a segurança pública e a segurança nacional — podem ser graves.

(*) Colossus é um supercomputador desenvolvido pela xAI . Sua construção começou em setembro/2023 em Memphis, Tennessee ; o sistema entrou em operação em julho de 2024. Atualmente, acredita-se que seja o maior supercomputador de IA do mundo.  O principal objetivo do Colossus é treinar o chatbot da empresa, Grok. Além disso, o Colossus fornece suporte computacional para a plataforma de mídia social X e para outros empreendimentos de Elon Musk, como a SpaceX . Em 2025, expandiu-se para a cidade vizinha de Southaven, Mississippi, do outro lado da fronteira entre Tennessee e Mississippi.




05 maio 2026

IA: SubQ - um grande avanço na inteligência de LLMs


SubQ (Subquadrática), é o primeiro modelo construído sobre uma arquitetura de atenção esparsa totalmente sub-quadrático (SSA). É o primeiro modelo de fronteira com uma janela de contexto de 12 milhões de tokens, que é:

- 52x mais rápido que o FlashAttention em 1MM de tokens

- Menos de 5% do custo do Opus

LLMs baseados em Transformer desperdiçam computação ao processar todas as relações possíveis entre palavras (atenção padrão). Apenas uma pequena fração realmente importa. SubQ encontra e foca apenas nas que importam. Isso é quase 1.000x menos computação e uma nova maneira para os LLMs escalarem.

Vídeo

LLM significa Large Language Model (Modelo de Linguagem de Grande Escala) — um tipo de inteligência artificial treinado para entender e gerar linguagem humana.

Um LLM aprende padrões da língua a partir de enormes volumes de texto (livros, sites, artigos, etc.). Ele consegue:

  • Completar frases
  • Responder perguntas
  • Traduzir idiomas
  • Escrever textos (redações, códigos, resumos)

Exemplo: o ChatGPT é baseado em LLMs da família GPT (Generative Pre-trained Transformer).

Os LLMs usam uma arquitetura chamada:

  • Transformer (modelo de aprendizado profundo)

Essa arquitetura permite que o modelo:

  • Analise o contexto das palavras
  • Preveja a próxima palavra mais provável
  • Gere textos coerentes

Mudam os atores. A farsa não.

O Estado de S. Paulo (Estadão) hoje repete o que já vem sendo dito, de forma enfática, nos últimos dias pelos demais meios de comunicação. Em seu Editorial desta terça-feira, 5 de maio de 2026, o jornal cita, inclusive, ao seu final, o mesmo personagem utilizado aqui, em post anterior. Ambos citam Stalin e seu respectivo comissário Beria que dizia ao seu ditador:“Mostre-me o homem e eu lhe direi o crime”.

Boa leitura.

*. *. *

Editorial do Estadão de 5 de maio de 2026
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STF EM PERMANENTE ESTADO DE EXCEÇÃO

O processo no Supremo contra Malafaia é um compêndio das ilegalidades cometidas pelo império da lei do mais forte fabricado pelo tribunal a título de ‘salvar a democracia’
O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réu o pastor Silas Malafaia por injúria. A fala resumia-se a invectivas genéricas contra generais: “frouxos”, “covardes”, “omissos” – o feijão com arroz da política. Ainda assim, foi suficiente para mover o maquinário penal da Corte. O STF gabaritou um catálogo de agressões – ao devido processo legal, à liberdade de expressão, ao bom senso –, o que faz do caso uma espécie de biópsia do Estado policial instaurado em consórcio com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Malafaia não tem foro privilegiado. Os supostos ofendidos não se incomodaram a ponto de apresentar queixa. Mas a PGR se incomodou. A relatoria foi direto, sem sorteio, para o ministro Alexandre de Moraes, por “conexões” com o inquérito das “fake news”. Quais? O que seria um episódio corriqueiro do debate político foi tragado por um circuito penal onde investigação, acusação e julgamento se confundem.
Há evidências abundantes de um padrão. Já na inauguração do inquérito das “fake news”, aberto há longínquos sete anos pelo ministro Dias Toffoli, Moraes censurou uma reportagem sobre uma menção ao próprio Toffoli em uma delação premiada. Agora, o ministro Gilmar Mendes solicitou a inclusão do pré-candidato à Presidência Romeu Zema no inquérito por um vídeo com fantoches do próprio Gilmar. Moraes ordenou busca e apreensão contra um blogueiro que noticiou o uso de veículos oficiais por parentes do ministro Flávio Dino. Manifestações políticas ou jornalísticas incômodas aos togados são tratadas como violações a serem reprimidas pelo aparato penal.
O ministro Gilmar Mendes avisou que o inquérito será “necessário” nas eleições. O deputado Gustavo Gayer foi tornado réu pela Primeira Turma por associar o presidente Lula ao nazismo. O próprio Gayer foi chamado de “nazista” pelo deputado José Nelto, mas a denúncia foi rejeitada pela Primeira Turma. Dino associou Jair Bolsonaro ao nazismo e o chamou de “serial killer”. O mesmo Dino abriu queixa-crime contra um influencer que o chamou de “gordola”.
Moraes abriu um inquérito contra o principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro, por um post que menciona o presidente e acusa o Foro de São Paulo de crimes. Mas quantas vezes Lula, como todos os seus companheiros – incluindo Dino –, acusou Jair Bolsonaro do pior dos crimes: o genocídio? No STF, punitivismo e garantismo são servidos à la carte, ao gosto do freguês.
O procurador-geral, Paulo Gonet, opera como fiel tarefeiro de seu ex-sócio Gilmar Mendes e companhia limitada. Quando se trata de incriminar falas genéricas, ríspidas ou satíricas contra o governo ou os ministros, é solerte e valente. Já para a máfia de Daniel Vorcaro e os negócios nebulosos dos clãs Toffoli e Moraes, faz ouvidos de mercador. Para críticos, meia inferência basta; para os camaradas, nem um contrato de espantosos R$ 129 milhões entre Vorcaro e o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes é indício suficiente.
O caso Malafaia não é um ponto fora da curva. É a curva. Nele se acumulam a expansão de competências, o uso elástico do Direito Penal, a criminalização seletiva da linguagem política, a equiparação de críticas a autoridades a “ataques às instituições”, as conexões misteriosas com os inquéritos infinitos, a contradição jurisprudencial e o pas de deux entre STF e PGR.
Nesse jogo de cena, o Supremo investiga, acusa, julga e executa. A Procuradoria chancela. E o consórcio pune – ou blinda – quem bem entende, como bem entende, pelo que bem entende. Ninguém sabe exatamente o que pode dizer, quem pode julgá-lo e segundo quais regras. O cidadão já não responde pelo que faz, mas por quem é e por quem desagrada. A lei, que deveria limitar o poder, é manietada por ele. O nome disso é conhecido – e não é “Estado Democrático de Direito”.
“Mostre-me o homem e eu lhe direi o crime”, dizia o comissário Beria ao chefão Stalin. Mudam os atores. A farsa não.

04 maio 2026

Palantir supera previsões com faturamento de US$ 1,63 bilhão

A Palantir superou previsões com faturamento de US$ 1,63 bilhão no primeiro trimestre, impulsionada por aceleração nas vendas. Entre os clientes está o exército americano que utilizou o software da empresa na guerra com o Irã e no ataque à Venezuela, e os negócios com o setor privado que cresceram rapidamente.

Resultados divulgados nesta segunda-feira, que eles foram impulsionados pela forte demanda do exército americano e pelo rápido crescimento dos negócios com a venda de software de análise de dados para empresas americanas.

A empresa de análise de dados com sede em Denver informou que teve vendas de US$ 1,63 bilhão nos primeiros três meses deste ano, um aumento de 85% em relação ao ano anterior, seu maior salto anual e acima das expectativas dos analistas. A combinação da crescente visibilidade da Palantir como uma grande concorrente em inteligência artificial, os avanços que conquistou em Washington e a demanda crescente de clientes comerciais colocou a empresa em uma sequência de lucros expressivos.

O lucro líquido da empresa no primeiro trimestre totalizou US$ 876 milhões, quadruplicando em relação ao mesmo período do ano passado e superando as expectativas dos analistas. Suas vendas para clientes comerciais nos EUA totalizaram US$ 595 milhões, mais que o dobro do ano anterior, A Palantir também anunciou um acordo de US$ 300 milhões com o Departamento de Agricultura e um contrato de cinco anos, no valor de US$ 1 bilhão, com o Departamento de Segurança Interna, consolidando ainda mais a presença da empresa nos esforços de fiscalização da imigração do governo Trump.

Muitos analistas afirmam que a Palantir não é tão vulnerável quanto outros fornecedores de software, pois desenvolveu um sistema operacional que se integra a diversos modelos de IA e pode torná-los mais úteis. Outros alertam, no entanto, que empresas de IA inovadoras, como a Anthropic, podem acabar oferecendo alternativas mais baratas aos serviços da Palantir. A Palantir vende software para centralizar, gerenciar e analisar grandes volumes de dados, auxiliando agências governamentais e empresas privadas a obterem insights a partir de bancos de dados dispersos. Tornou-se parte integrante do planejamento de guerra, direcionamento de alvos e funções administrativas do Departamento de Defesa dos EUA. As forças armadas implantaram o Maven Smart System, um sistema de comando e controle que utilizou/utiliza o software da Palantir, na operação na Venezuela em janeiro e na guerra com o Irã.



01 maio 2026

Em 61 páginas o PT reescreve seu futuro com os ideais da década de 60

Impropérios constam na mais nova versão do programa do Partido dos Trabalhadores (PT). Intitulado Documento de programa para o VIII Congresso, o texto ocupa 61 páginas e está dividido em cinco tópicos que reforçam o pensamento petista nos mais diferentes campos, de políticas socioeconômicas no âmbito nacional às relações exteriores. O mentor intelectual é uma figura que, mesmo com condenações na Justiça, jamais se afastou do comando do PT: José Dirceu.

Dirceu discursou no congresso anual do PT, que ocorreu no último fim de semana, em Brasília. No evento, foi aprovado o manifesto que serve como resumo do programa elaborado pelo ex-ministro. 


1. Denunciar como “sequestro” a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por há quase 70 anos. 

2. Elogiar o “papel moderador” da China no cenário global atual. 

3. Atacar o “imperialismo decadente” dos Estados Unidos. 

4. Marcar posição contra liberdades econômicas e da imprensa. 

5. Advogar em prol da diminuição de poder das Forças Armadas e do Judiciário. 


Aos 80 anos, ele, que foi ministro-chefe da Casa Civil no início do primeiro governo de Lula, cumpriu temporadas na cadeia por causa de envolvimento com dois dos maiores esquemas de corrupção do país: o Mensalão e o Petrolão. Em vez do ostracismo, o petismo oferece a Dirceu o papel de protagonista. Além de idealizar o projeto do partido, ele almeja voltar a ter status de autoridade e, para isso, se apresenta como pré-candidato a deputado federal por São Paulo, cargo para o qual já foi eleito em 1998 e 2002.


Dirceu, além de defender o conteúdo presente no material, afirmou que o principal objetivo deste ano será “derrotar a família Bolsonaro”. “Derrotar a intervenção externa”, oficializar o PT como partido socialista e “quebrar a ortodoxia neoliberal” foram outros mantras ditos pelo ex-ministro, que acabou sendo tietado por militantes.

Vale relembrar o que concluiu o jornalista Otávio Cabral em seu livro "Dirceu, a biografia". 

"Saíra de Passa Quatro na infância sonhando em mudar o mundo. Liderava um movimento de estudantes que pretendia enfrentar o regime militar, mas foi preso. Tentara voltar ao Brasil como líder de uma organização guerrilheira que derrubaria o governo pela armas, mas acabou tendo de voltar à clandestinidade, com seu grupo dizimado. Ajudara a construir um partido de trabalhadores, que chegaria o poder, porém longe de cumprir as promessas de mudar práticas políticas políticas vigentes no país. Sonhara, desde aquela conversa com a mãe, aos 8 anos, em ser presidente da República. Mas o sonho de uma vida acabaria enterrado pelo mensalão. José Dirceu de Oliveira e Silva jamais chegou a lugar nenhum." 


Além de sua participação no mensalão, o livro também assinala outros episódios típicos de sua atuação na esquerda brasileira. Entre eles, um que relata que, por sua determinação, foi realizado o sequestro, seguido de prisão e sevícias do então universitário João Parisi Filho, estudante da Universidade Mackenzie.

Naquela ocasião José Dirceu liderava o movimento estudantil de esquerda e tinha se aquartelado nas dependências do Conjunto Residencial da USP, o Crusp, o qual era também usado, pelo movimento estudantil, como delegacia e como local para o armazenamento de munições, armas e livros considerados subversivos. 






 

Sempre serão lembrados pela decadência moral



É o que ocorrerá, ao longo da história, com a maioria dos componentes atuais do Supremo Tribunal Federal (STF). Optaram por serem citados como expoentes das falcatruas praticadas no exercício do mais alto cargo jurídico do País e pelo desrespeito constante à Constituição Federal.

Nese grupo estão inclusos membros que tiveram exposição elogiável em seu desempenho acadêmico, inclusive como professores e autores de livros. Outros, em sentido contrário, após obterem os diplomas universitário foram reprovados nos testes (concursos) a que se submeteram. Todos, entretanto, participaram, desde o início de suas careiras profissionais, de negociatas, segundo os diversos casos que estão sendo revelados com uma frequência quase que quotidiana. É o que nos diz, por exemplo, a edição 320 da Revista Oeste, publicada neste fim de semana. Literalmente:

"Por aqui, Alexandre de Moraes ainda não viu motivos para explicar o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, e Daniel Vorcaro, dono do falido Banco Master. Também Dias Toffoli não se deu ao trabalho de comentar a venda de sua parte num resort no Paraná ao cunhado do banqueiro larápio. E Gilmar Mendes continua achando que pode ameaçar políticos e candidatos com a inclusão no interminável Inquérito das Fake News. Foi o que fez recentemente para punir o ex-governador de Minas Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência da República.

“A crise é de formação”, afirma Alexandre Garcia. “É moral — ou ética, se quiserem. É de conduta, de comportamento, de princípios, de decoro, de civilidade. É de civilização. Uma civilização desmorona sem esses valores. Parece haver um código entre os espertalhões e o estado de coisas. Nesse código, o peso da Justiça cai sobre, por exemplo, os manifestantes do 8 de janeiro, mas alivia os da Lava Jato, os da dancinha parisiense dos guardanapos.' 

 

 A bandeira levantada pela "ética na política" demonstrou ser mais uma prova do que já disse um certo ditador e seus aliados: "acuse os adversários daquilo que você faz".

O Brasil vive hoje um colapso moral, político e social, objetivo de qualquer regime socialista, somado à "intelligentsia" dos que vivem às custas do Estado e aos empresários amigos do rei.


Vinhos, azeites, queijos e outros lácteos mais baratos. Será?


O acordo de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia começou a vigorar de forma provisória nesta sexta-feira (1/5), após mais de 25 anos de negociações — criando uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e abrindo caminho para mudanças nos preços de produtos no Brasil.

O acordo insere o Brasil em um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, em um bloco que reúne economias com PIB combinado de cerca de US$ 22 trilhões.

Embora a implementação ocorra de forma gradual, os impactos já começam a aparecer. 

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos produtos exportados pelo Brasil para a União Europeia passam a ter tarifa de importação zerada desde o início desta etapa.

Para os brasileiros, analistas projetam que o acordo Mercosul-UE pode significar uma redução no preço de alguns produtos importados, como vinhos, azeites, queijos e outros lácteos. 

Também é esperada a chegada de algumas marcas que não eram comercializadas no país, como a de alguns chocolates premium.

Uma redução de preços também poderá acontecer com outros itens, como veículos, medicamentos e insumos para o agro (como maquinários e produtos veterinários). 

Já nas exportações, a tendência é que produtos agropecuários e calçados brasileiros cheguem com mais facilidade (e menos taxas) aos países europeus.

As negociações entre os blocos tinham chegado a um impasse, que só foi destravado no final de 2025, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas para proteger produtos agrícolas europeus.

As salvaguardas são mecanismos que haviam sido sugeridos pela França como forma de proteger os agricultores do país contra uma possível invasão de produtos agrícolas do Mercosul, em especial de carne.

Elas definem em quais circunstâncias a União Europeia poderia suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas ao Mercosul.


30 abril 2026

Em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler cometeu suicídio


Em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler cometeu suicídio em seu Führerbunker subterrâneo em Berlim, enquanto as forças soviéticas se aproximavam. Ele atirou na sua cabeça enquanto sua esposa, Eva Braun, tomava cianeto.

A história raramente é organizada. Eras se sobrepõem e assuntos inacabados de um período perduram. A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra sem precedentes na magnitude de seus efeitos sobre a vida das pessoas e o destino das nações. Foi uma combinação de muitos conflitos, incluindo ódios étnicos e nacionais, que se seguiram ao colapso de quatro impérios e à redefinição de fronteiras na Conferência de Paz de Paris, após a Primeira Guerra Mundial. Vários historiadores argumentam que a Segunda Guerra Mundial foi uma fase de uma longa guerra que durou de 1914 a 1945 ou mesmo até o colapso da União Soviética em 1991 — uma guerra civil global, primeiro entre o capitalismo e o comunismo, depois entre a democracia e a ditadura.

A Segunda Guerra Mundial certamente uniu os fios da história mundial, com seu alcance global e sua aceleração do fim do colonialismo na África, Ásia e Oriente Médio. No entanto, apesar de compartilhar essa experiência internacional e entrar na mesma ordem construída em seu rastro, cada país envolvido criou e se apegou à sua própria narrativa do grande conflito.

Até mesmo a questão de quando a guerra começou ainda é debatida. Na narrativa americana, ela começou para valer quando os Estados Unidos entraram no conflito após o ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, e o ditador alemão Adolf Hitler declarou guerra aos Estados Unidos alguns dias depois. O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, insiste que a guerra começou em junho de 1941, quando Hitler invadiu a União Soviética — ignorando a invasão conjunta soviética e nazista da Polônia em setembro de 1939, que marca o início da guerra para a maioria dos europeus. No entanto, alguns remontam sua origem a um período ainda mais remoto. Para a China, começou em 1937, com a Guerra Sino-Japonesa, ou ainda antes, com a ocupação japonesa da Manchúria em 1931. Muitos da esquerda espanhola estão convencidos de que começou em 1936, com a derrubada da república pelo general Francisco Franco, dando início à Guerra Civil Espanhola.

Essas visões de mundo conflitantes continuam sendo uma fonte de tensão e instabilidade na política global. Putin seleciona cuidadosamente a história russa, combinando a homenagem ao sacrifício soviético na "Grande Guerra Patriótica", como a Segunda Guerra Mundial é conhecida na Rússia, com as ideias reacionárias dos russos brancos czaristas exilados após sua derrota para os comunistas vermelhos na Guerra Civil Russa de 1917-1922. Estas últimas incluem justificativas religiosas para a supremacia russa sobre toda a Eurásia — "de Vladivostok a Dublin", como disse o ideólogo de Putin, Aleksandr Dugin — e um ódio profundamente enraizado à Europa Ocidental liberal.

Putin reabilitou o líder soviético Joseph Stalin, da Segunda Guerra Mundial, que, como afirmou o físico e dissidente soviético Andrei Sakharov, foi diretamente responsável por ainda mais milhões de mortes do que Hitler. O presidente russo chega a insistir que a União Soviética poderia ter vencido a guerra contra a Alemanha nazista sozinha, quando até mesmo Stalin e outros líderes soviéticos reconheceram em particular que a União Soviética não teria sobrevivido sem a ajuda americana. Eles também sabiam que a campanha de bombardeio estratégico dos EUA e do Reino Unido contra cidades alemãs forçou o grosso da Luftwaffe alemã a recuar da frente oriental, dando assim aos soviéticos a supremacia aérea. Acima de tudo, Putin se recusa a reconhecer os horrores da era stalinista. Como Mary Soames, filha do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, disse em em 2003, Churchill perguntou a Stalin, durante uma reunião informal em outubro de 1944, o que o líder soviético mais lamentava em sua vida. Stalin refletiu por um momento antes de responder calmamente: "A matança dos kulaks" — os camponeses proprietários de terras. Essa campanha atingiu o auge com o Holodomor, em 1932-33, quando Stalin deliberadamente infligiu fome à Ucrânia, matando mais de três milhões de pessoas e incutindo o ódio a Moscou entre muitos sobreviventes e seus descendentes.

A Segunda Guerra Mundial também produziu um equilíbrio muitas vezes instável entre a Europa e os Estados Unidos. As ambições hegemônicas de Hitler forçaram o Reino Unido a abandonar seu autoproclamado papel de polícia mundial e recorrer aos americanos em busca de ajuda. Os britânicos estavam genuinamente orgulhosos de sua participação na vitória final dos Aliados, mas tentaram esconder a dor de sua influência global em declínio, repetindo o clichê de que o Reino Unido havia conseguido "superar suas expectativas" na guerra e se apegando à sua "relação especial" com os Estados Unidos. Churchill ficou consternado com a perspectiva de que as tropas americanas pudessem simplesmente voltar para casa após o fim da guerra no Pacífico, em 1945. Embora as atitudes americanas continuassem a oscilar entre a busca por um papel global ativo e o recuo para o isolacionismo, a ameaça de Moscou garantiu que Washington permaneceria profundamente engajado na Europa até o colapso da União Soviética em 1991.

Hoje, a primeira grande guerra continental na Europa desde a Segunda Guerra Mundial está em seu quarto ano, impulsionada em parte pela leitura seletiva da história russa por Putin, enquanto conflitos mortais no Oriente Médio e em outros lugares ameaçam se espalhar ainda mais. Oitenta anos atrás, o fim da Segunda Guerra Mundial abriu caminho para uma nova ordem internacional baseada no respeito à soberania e às fronteiras nacionais.