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03 outubro 2026

EUA, corrida espacial - não param de avançar

A SpaceX Crew-13 da NASA e da SpaceX foi lançada em 1 de outubro de 2026 e estabeleceu o recorde de viagem mais rápida dos EUA até a Estação Espacial Internacional (ISS).

Detalhes da Missão
  • Lançamento: 1 de outubro de 2026, às 12h10 (horário de Brasília), a partir de Cabo Canaveral, na Flórida.
  • Tempo de Viagem: 7 horas e 55 minutos até a acoplagem na ISS.
  • Duração Prevista: Aproximadamente 6 meses integrando a Expedition 75.
Tripulação
  • Jessica Watkins (NASA) – Comandante da missão (primeira mulher negra a liderar uma tripulação em órbita).
  • Luke Delaney (NASA) – Piloto.
  • Joshua Kutryk (CSA / Agência Espacial Canadense) – Especialista de missão (primeiro canadense a voar no Commercial Crew Program).
  • Sergey Teteryatnikov (Roscosmos) – Cosmonauta e especialista de missão.
A Crew-13 agora está a bordo da estação, a Crew-12 estará em casa em breve, e parece que 2026 está longe de acabar. 

Ainda por vir: mais missões científicas, mais sobrevoos, a exposição MAX POWER, reabastecimento de carga, uma possível missão de demonstração Starliner-1 para a ISS, o rollout e testes de abastecimento da Artemis III, e o primeiro lançamento da Base Lunar antes do fim do ano.




3 de outubro de 1990: o dia em que a Alemanha voltou a ser uma só

Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha viveu um dos momentos mais marcantes de sua história recente. Depois de mais de quatro décadas dividida entre Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, a reunificação tornou-se oficialmente realidade. À meia-noite, diante do Reichstag, em Berlim, a bandeira alemã foi hasteada ao som do Sino da Liberdade, enquanto centenas de milhares de pessoas celebravam nas ruas.

O processo ganhou força após a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989. Menos de um ano depois, a República Democrática Alemã aderiu à República Federal da Alemanha, encerrando a existência de dois Estados alemães separados.

Uma curiosidade importante é que a reunificação não criou um país totalmente novo. Juridicamente, a Alemanha Oriental passou a integrar a República Federal, e cinco novos estados federados foram incorporados ao país.

O Tratado de Unificação também definiu Berlim como capital alemã. Desde então, 3 de outubro tornou-se o Dia da Unidade Alemã, feriado nacional.

A data simboliza não apenas o fim de uma divisão política, mas também uma transformação profunda na Europa após a Guerra Fria, para milhões de europeus.

01 outubro 2026

Os operadores de Lula no STF em franco desespero

Os operadores de Lula no STF, em franco desespero, buscam de todas as formas interferir no processo democrático que irá encerrar, em breve, esse ciclo de corrupção, atraso e falta de responsabilidade na gestão.


A Globo acaba de cancelar o debate presidencial de maior audiência da TV. Tudo graças a um judiciário interventor, à "ala da força do STF".

Em respeito a todos que se prepararam e aguardavam um debate livre e democrático, fará uma live em seu canal do YouTube, na TV Celular Flávio Bolsonaro, a partir de 21h30. E hoje quem vai perguntar é você!

30 setembro 2026

Caso Master, conexões políticas e uso da estrutura do Itamaraty

Em apenas um dia, neste 30 de setembro de 2026, as notícias sobre o Brasil, de um único canal que opera diretamente dos EUA, têm praticamente os mesmos personagens. Alguns deles são oriundos dos três poderes da República e todos eles têm estreitas relações com o escândalo do banco Master. Acorda Brasil.

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Daniel Vorcaro organizou, em dezembro de 2023, um almoço de luxo para Alexandre de Moraes em Campos do Jordão, segundo registros extraídos do celular do ex-dono do Banco Master. O
encontro teria durado cerca de quatro horas e meia, com caviar, trufas e vinhos de alto valor, além de presentes na saída. Um mês depois, o Master firmou contrato de R$ 131 milhões com o escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes.

•  Mensagens recuperadas pela Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro mantinha um grupo de WhatsApp com Hugo Motta, Ciro Nogueira e Fábio Faria para organizar encontros, viagens e tratar de assuntos políticos e empresariais. As conversas também fazem referência a operações da PF, ao uso de aeronaves de Vorcaro e a negócios particulares.

•  Áudios de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro ligado a Vorcaro, indicam que o ex-banqueiro teria mantido cerca de R$ 20 bilhões no exterior durante a crise do Banco Master. Nas gravações, Zettel também descreve Alexandre de Moraes como “melhor amigo” de Vorcaro e fala em jantares e encontros entre os dois.

•  Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam uma relação próxima e também comercial entre Luciano Huck e Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem, contratos ligados ao Will Bank renderam dezenas de milhões de reais à Globo e ao próprio apresentador, que mantinha contato frequente com o banqueiro e chegou a negociar participação na empresa. As conversas registram ainda apoio pessoal de Huck a Vorcaro e convites para encontros sociais.

•  Mensagens do celular de Roberta Luchsinger mostram que o então embaixador brasileiro em Madri, Orlando Leite Ribeiro, ofereceu apoio da representação diplomática durante a mudança de Lulinha e de sua família para a Espanha. O diplomata disponibilizou contatos de escolas, apoio de funcionária da embaixada e orientação sobre bairros e universidades.

• A menos de uma semana das eleições, ‘pacote de bondades’ de Lula já custa R$ 271 bilhões.

• Vorcaro encontrou Toffoli 12 vezes durante o processo sobre as usinas.

• Motorista de Vorcaro fez 5 entregas a ex-presidente do BRB em 2025 - 


A segunda-feira de um novo ciclo

Segundo as pesquisas eleitorais, não estamos distantes de resolver a eleição presidencial no 1º. turno. Conseguem imaginar acordar na 2a. feira que vem sabendo que expurgamos o Lula das nossas vidas?

As pesquisas eleitorais começam a desenhar uma possibilidade que, há algum tempo, parecia distante: a de a eleição presidencial ser decidida já no primeiro turno. Se esse cenário realmente se confirmar nas urnas, milhões de brasileiros poderão acordar na segunda-feira seguinte com a sensação de que uma longa página da política nacional finalmente foi virada.

Para os eleitores que rejeitam Lula e o projeto político representado por ele e pelo PT, não se trataria apenas da derrota de um candidato. Seria o encerramento, pelo voto, de um ciclo que atravessou décadas da vida brasileira, acumulando paixões, conquistas reconhecidas por seus apoiadores, mas também escândalos, crises, ressentimentos e uma polarização que parece não ter fim.

É fácil imaginar a cena: o país despertando na segunda-feira sem segundo turno, sem mais quatro semanas de campanha, acusações, propaganda eleitoral e confrontos intermináveis. Para quem deseja uma mudança de rumo, haveria inevitavelmente um sentimento de alívio e de esperança: a percepção de que o Brasil teria escolhido seguir adiante.

Responsabilidade, contudo. Além de ser importante se comemorar a derrota de Lula, não se pode deixar de ficar atento ao que virá depois dele. O Brasil continuará tendo inflação, dívida pública, problemas na educação e na saúde, insegurança, desigualdade, baixa produtividade e enormes desafios institucionais? Nenhum resultado eleitoral fará essas questões desaparecerem na manhã seguinte.

Por isso, se chegar essa segunda-feira tão aguardada por uma parcela dos brasileiros, a comemoração deverá rapidamente dar lugar à responsabilidade. Alternância de poder não é vingança; é um dos mecanismos essenciais da democracia.

Se o primeiro turno realmente encerrar a disputa, para os que desejam o fim do ciclo lulista poderá ser uma segunda-feira memorável. O eleitor brasileiro terá decidido, soberanamente, que chegou a hora de começar um novo capítulo.

29 setembro 2026

Eleições 2026: o triunfo do besteirol político

O mais baixo nível desde a redemocratização de 1988. Recorde de besteirol, de mentiras, de demagogia, de ignorância.

A campanha presidencial de 2026 corre o risco de ficar marcada como uma das mais pobres intelectualmente desde a redemocratização brasileira. Nunca faltaram exageros, ataques pessoais e promessas mirabolantes nas eleições do país. Mas o que se presencia agora parece levar essa tradição a um novo patamar: besteirol, desinformação, demagogia e superficialidade disputam espaço com aquilo que deveria ser o centro de uma eleição presidencial — a discussão séria sobre o futuro do Brasil.

O espetáculo frequentemente vence o argumento. Uma declaração absurda repercute mais do que uma proposta econômica consistente. Uma provocação rende mais compartilhamentos do que um programa educacional. Uma acusação lançada sem provas pode circular milhões de vezes antes que qualquer esclarecimento consiga alcançá-la. E uma promessa impossível pode produzir muito mais entusiasmo do que a explicação responsável de que governar significa fazer escolhas, estabelecer prioridades e reconhecer limites.

Criou-se, assim, uma espécie de indústria eleitoral da indignação. Quanto mais extravagante a declaração, maior a possibilidade de viralização. Quanto mais agressivo o discurso, maior a mobilização das próprias torcidas. O candidato deixa de falar prioritariamente ao cidadão que deseja ser convencido e passa a produzir conteúdo para seguidores que já estão convencidos.

É nesse ambiente que prosperam as mentiras e meias-verdades. Dados são escolhidos seletivamente, fatos são retirados do contexto e versões convenientes da realidade são apresentadas como verdades incontestáveis. O problema não pertence exclusivamente a uma corrente ideológica. A degradação do debate público deve ser criticada onde quer que apareça, seja à direita, à esquerda ou ao centro.

A demagogia completa o cenário. Distribuir promessas custa pouco durante uma campanha. Difícil é responder às perguntas elementares: quanto custará? Quem pagará? De onde virão os recursos? Quais serão as consequências daqui a cinco, dez ou vinte anos?

São justamente essas perguntas incômodas que deveriam dominar uma eleição presidencial.

O Brasil enfrenta questões gigantescas. A dívida pública e o equilíbrio das contas governamentais exigem atenção permanente. A Previdência terá de enfrentar os efeitos do envelhecimento populacional. A educação básica continua apresentando enormes desafios. O crime organizado adquiriu poder econômico e territorial preocupante. A infraestrutura permanece insuficiente. A produtividade brasileira cresce pouco. A inteligência artificial ameaça eliminar determinadas ocupações enquanto cria outras. E as transformações geopolíticas obrigam o Brasil a definir com maior clareza seus interesses no mundo.

Diante dessa agenda monumental, é constrangedor observar quanto espaço do debate eleitoral é consumido por provocações, insultos, frases cuidadosamente fabricadas para viralizar, discussões irrelevantes e controvérsias que desaparecerão das manchetes poucos dias depois.

A política vai se transformando em entretenimento.

E o eleitor, em torcedor.

Esse talvez seja o aspecto mais perigoso. O torcedor não exige coerência do próprio time; exige vitória. Perdoa no seu candidato aquilo que considera imperdoável no adversário. A mentira deixa de ser julgada pela sua falsidade e passa a ser avaliada pela conveniência: se prejudica o adversário, compartilha-se; se prejudica o aliado, relativiza-se.

Nesse momento, a democracia começa a perder uma de suas funções essenciais: permitir que cidadãos escolham entre projetos diferentes depois de confrontarem ideias, propostas e resultados.

Há ainda uma responsabilidade que não pode ser atribuída apenas aos candidatos. Nós, eleitores, também ajudamos a produzir o nível da política que consumimos. Cada vez que compartilhamos uma informação sem verificá-la, premiamos a desinformação. Cada vez que preferimos o insulto ao argumento, estimulamos políticos a insultar. Cada vez que transformamos candidatos em ídolos incapazes de errar, renunciamos ao dever democrático de fiscalizá-los.

As redes sociais potencializaram esse comportamento porque descobriram algo extremamente lucrativo: a indignação prende a atenção. E atenção tornou-se moeda. O algoritmo não precisa distinguir o verdadeiro do falso, o inteligente do absurdo ou o relevante do insignificante. Basta descobrir aquilo que nos mantém olhando para a tela.

Talvez seja essa uma das grandes tragédias da eleição de 2026: o Brasil possui problemas extraordinariamente complexos, enquanto parte de seu debate político se torna extraordinariamente simplista.

Não precisamos de candidatos que prometam milagres. Precisamos saber quais prioridades escolherão, quais reformas defenderão, quanto custarão suas propostas e quais sacrifícios eventualmente exigirão da sociedade. Precisamos conhecer equipes, projetos, números e estratégias. Presidência da República não deveria ser concurso de popularidade, campeonato de lacração nem competição de vídeos virais.

Governar o Brasil significa administrar uma das maiores economias e uma das sociedades mais complexas do planeta.

É responsabilidade grande demais para ser reduzida a memes.

A eleição de 2026 ainda pode oferecer ao país um debate à altura de seus desafios. Mas isso dependerá não apenas dos candidatos. Dependerá também da imprensa, das instituições e, sobretudo, dos cidadãos.

Porque existe uma verdade incômoda que nenhuma campanha eleitoral gosta de admitir: políticos aprendem rapidamente aquilo que seus eleitores recompensam.

Se premiarmos o insulto, receberemos mais insultos. Se premiarmos a mentira conveniente, teremos mais mentiras. Se premiarmos a demagogia, teremos mais promessas impossíveis. Se premiarmos o besteirol, o besteirol se transformará em método de campanha.

Mas, se começarmos a exigir conhecimento, responsabilidade, coerência, civilidade e propostas concretas, talvez os candidatos descubram que precisam elevar o nível.

No fim das contas, a pobreza de uma campanha presidencial não é apenas um retrato dos candidatos que disputam nossos votos.

É também um espelho daquilo que nós, como sociedade, decidimos tolerar.

Lideres do setor de IA pediram desaceleramento

A agência de notícias Reuters informou nesta terça-feira (29/09) que a empresa de desenvolvimento de IA — responsável pelo Claude, concorrente do ChatGPT — planeja alertar potenciais investidores em sua Oferta Pública Inicial (IPO) de que a tecnologia pode representar "riscos catastróficos ou existenciais para a humanidade", segundo um prospecto ao qual a agência teve acesso.

Apesar dos alertas contundentes, a empresa deve se tornar uma das mais valiosas do mundo quando abrir seu capital.

"Acho meio louco que as empresas continuem avançando no desenvolvimento dessas capacidades quando já vimos, nos últimos meses, incidentes que mostram que elas estão longe de ser seguras e controladas o suficiente", disse Jess Whittlestone, consultora sênior de políticas de IA do Centre for Long-Term Resilience, um centro de estudos especializado no tema.

Bill Gates
Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' e defende legislação para a tecnologia. O Fundador da Microsoft defende salvaguardas além da regulamentação e afirma que nunca houve uma tecnologia tão poderosa nas mãos de pessoas mal-intencionadas.

“A IA é certamente poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes”, disse Gates. "Portanto, embora seja muito difícil chegar a 100% [da humanidade], nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas mal-intencionadas usando as mais recentes ferramentas de IA."

A OpenAI anunciou que não lançará seu novo modelo de inteligência artificial devido a preocupações com segurança. O sistema GPT-6.1 Astra, que realiza tarefas como navegar na internet e usar aplicativos de forma autônoma, "não atingiu exatamente o nível exigido" pelos padrões da empresa, segundo Saachi Jain, responsável pelos sistemas de segurança da OpenAI.

A empresa responsável pelo ChatGPT também divulgou uma atualização sobre incidentes ocorridos em junho, mas que só se tornaram públicos na semana passada. Na ocasião, seus modelos acessaram sites e sistemas do governo australiano sem autorização.

O caso ocorre em meio ao aumento de incidentes envolvendo modelos de grandes empresas de IA, intensificando o debate sobre os riscos apresentados pela tecnologia — enquanto a Anthropic, empresa rival da OpenAI, reforça suas preocupações de que a IA possa representar uma ameaça à humanidade, à medida que se prepara para abrir seu capital.




27 setembro 2026

Aeroporto de Brasilia - Novas obras e investimentos

O plano atual de repactuação e o novo leilão previsto para 17 de dezembro de 2026 incluem melhorias estruturais importantes tais como:

  • Construção de um novo terminal internacional
  • Erguimento de uma Edificio-garagem
  • Melhorias e nova via de acesso rodoviário ao complexo do aeroporto
  • Autorização de equipamentos de segurança e inspeção de bagagens

Estágio atual do aeroporto 

Breve histórico

Em 1965, Oscar Niemeyer propôs um projeto visionário para o Aeroporto de Brasília em substituição ao terminal de madeira:

Edifício circular, imagem abaixo,com pilares externos semelhantes so Palácio da Alvorada e túneis do metrô até o pátio satélite. Porém, o arquiteto perdeu a concessão. O governo optou por construir o projeto de Tércio Fontana Pacheco, arquiteto do Ministério da Aeronáutica. O aeroporto é, portanto, um dos poucos edifícios importantes de Brasília que não tem relação com Niemayer.

Construção da proposta vencedora

Ampliações

Desde 1990 reformas e ampliações foram construídas, seguindo projeto arquitetônico do arquiteto Sérgio Roberto Parada, com conclusão entre 2000 e 2004. A primeira fase incluiu a construção de um viaduto de acesso ao terminal de passageiros e cobertura metálica inaugurado em 1992 e o primeiro edifício satélite circular, inaugurado em 1994, cujo formato lembra um disco ovni. Na segunda fase, o corpo principal do terminal de passageiros foi remodelado para incluir um shopping e o edifício satélite recebeu nove pontes de embarques. Em 2005, foi inaugurada uma segunda pista.




Concessões

Em 6 de fevereiro de 2012, a administração do aeroporto foi concedida por 25 anos ao Consórcio Inframérica, formado pelo Grupo Brasileiro de Engenharia Engevix (50 %) e o grupo argentino Corporación América (50 %). A Infraero, entidade estatal, detém 49% das ações da empresa constituída para administração.

Entre 2012 e 2014, o consórcio Inframérica investiu 1,2 bilhão de reais no aeroporto: reforma do terminal, aumentando o número de pistas de embarque de 13 para 29 e de 40 para 70 posições de aviões. Em abril de 2014, foi inaugurado o Saguão Sul, que atende voos domésticos.

Em novembro de 2015, a Força Aérea Brasileira autorizou que as pistas 29R/11L e 29L/11R fossem operadas simultaneamente, sendo o primeiro aeroporto na América do Sul com essas características, podendo operar até oitenta voos por hora.




25 setembro 2026

O New York Times chamou de “escândalo explosivo”. E não exagerou. Alexandre de Moraes está no centro de uma crise institucional sem precedentes no Brasil

O Relatório da Polícia Federal, agora público, mostra que o ministro do STF manteve contato intenso com Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro preso por um esquema de fraude bilionária no Banco Master. Não foi um contato qualquer. Vorcaro tinha o número de Moraes salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Enviou dezenas de mensagens. Dois dias antes de ser preso no aeroporto tentando fugir do país, perguntou direto: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” Pediu para o ministro interceder com o diretor da PF e com o procurador-geral da República. Falou em “bloquear” a operação. Disse que tinha “gratidão da minha vida” e que sua família, funcionários e parceiros tinham “dívida de vida” com Moraes e a família dele.

Houve encontros. Vários. Em residências. O relatório aponta pelo menos seis a oito reuniões.

E tem o contrato: o escritório da esposa de Moraes fechou R$ 130 milhões com o banco de Vorcaro. A PF diz que o próprio ministro analisou e fez alterações no contrato.

Moraes nega. Diz que as mensagens não eram para ele. Que a análise técnica não bate. Mas as mensagens existem. Os encontros existem. O contrato existe. A gratidão existe. A pergunta sobre fuga existe.

Enquanto isso, Vorcaro está preso. Moraes continua no Supremo, julgando os outros.

O NYT foi claro: o escândalo energizou a direita e deu força a Flávio Bolsonaro contra Lula. Porque o país cansou de ver o mesmo filme.

O banqueiro que quebrou o banco está na cadeia.

Quem deveria estar na cadeia é Alexandre de Moraes.

24 setembro 2026

A IA de ponta é poderosa e difícil de controlar

Os países, em particular os EUA, estão buscando mecanismos de controle da IA, assim como já o fizeram ao estabelecê-los para a Era Atômica. Estão tirando lições erradas. É o que tem sido dito por diversos personagens de expressão técnica e/ou econômica do setor, como se verá a seguir.

Na busca da humanidade para conter os perigos de uma inteligência artificial que avança rapidamente, muitos voltaram o olhar para a tecnologia mais revolucionária que a precedeu: as armas nucleares. O CEO da SpaceX, Elon Musk, classificou a inteligência artificial como "muito mais perigosa do que armas nucleares". O CEO da Anthropic, Dario Amodei — que recomenda a leitura do livro *The Making of the Atomic Bomb* (A Criação da Bomba Atômica) aos funcionários e já se comparou a Leo Szilard, cientista do Projeto Manhattan —, descreve os modelos de IA mais poderosos como "materiais nucleares passíveis de uso como arma". Ao ser questionado sobre como uma tecnologia como a IA pode ser regulamentada, o CEO da OpenAI, Sam Altman, frequentemente cita o órgão fiscalizador mundial de materiais nucleares, a Agência Internacional de Energia Atômica. Até mesmo o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez a mesma comparação.

Essas comparações apontam paralelos reais. Assim como as armas nucleares, a IA de ponta é poderosa e difícil de controlar. Da mesma forma que a tecnologia nuclear, ela pode ser usada para o bem ou para o mal. E, tal como a corrida armamentista da Guerra Fria, a disputa por avanços na IA pode reconfigurar o equilíbrio global de poder. A analogia nuclear, portanto, parece oferecer um modelo de como governar de forma eficaz uma tecnologia promissora, porém potencialmente perigosa, como a IA.

No entanto, embora os esforços para controlar a bomba possam servir de inspiração, eles não constituem um modelo pronto para a governança da IA. A analogia pinta um quadro excessivamente otimista da governança de armas nucleares, atribuindo-lhe sucessos que ainda hoje são objeto de debate e cuja legitimidade pode ser questionável. Ela também obscurece diferenças fundamentais entre a IA e a tecnologia nuclear, revelando o quanto a governança da IA ​​será muito mais complexa. Materiais nucleares podem ser rastreados e contabilizados com muito mais facilidade do que os componentes da IA. As armas nucleares foram projetadas e construídas — e permanecem até hoje — sob rigoroso controle governamental; já a IA é desenvolvida principalmente por empresas privadas movidas por fortes interesses lucrativos, que avançam mais rápido do que a capacidade de regulamentação dos Estados. Enquanto os casos de uso da tecnologia nuclear são restritos, os da IA ​​abrangem praticamente todos os setores e domínios de segurança.

A governança da IA ​​enfrenta ainda um desafio adicional: os formuladores de políticas precisam mobilizar apoio para ações concretas mesmo quando a dimensão da ameaça permanece abstrata. Revelações recentes da OpenAI, Anthropic, Google e Meta — indicando que seus modelos avançados escaparam de ambientes de teste e obtiveram acesso não autorizado à Internet — geraram preocupação em Washington quanto aos riscos associados à IA de ponta. No entanto, as implicações desses incidentes permanecem ambíguas. Eles estão distantes da experiência cotidiana da maioria das pessoas e ainda não causaram danos em larga escala; portanto, é pouco provável que, por si sós, gerem a pressão política sustentada necessária para criar e manter um regime de supervisão duradouro. Apesar dos muitos alertas de pesquisadores e formuladores de políticas sobre os inúmeros riscos da IA, a tecnologia ainda não vivenciou um momento decisivo — como o uso de armas nucleares no final da Segunda Guerra Mundial — capaz de transformar o medo em ação. Mas o mundo não pode esperar por tal momento para agir. Olhar para a história pode ser um ponto de partida produtivo, mas ela não oferece um modelo pronto para o problema que a IA apresenta. A inteligência artificial é diferente de qualquer tecnologia do passado, e a ordem que a rege também deve sê-lo.

Nesse sentido, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de uma "Força de IA" e o plano de nomear um novo "czar da Inteligência Artificial" para coordenar a estratégia tecnológica do governo

As visões internacionais mais ambiciosas para a regulamentação da IA ​​inspiram-se na governança nuclear, partindo da premissa de que tal estrutura pode ajudar a minimizar os danos potenciais da IA ​​e, ao mesmo tempo, fortalecer a capacidade de liderança dos Estados Unidos. Haydn Belfield, pesquisador da Google DeepMind, propôs um arranjo baseado no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) que permitiria a posse de chips potentes apenas a certos Estados que possuíssem regulamentação interna adequada — um regime de não proliferação para a IA. Outros, incluindo Altman, defendem a criação de um órgão independente de especialistas com amplos poderes de inspeção e verificação sobre a IA, semelhante à AIEA. Um terceiro grupo busca recriar as práticas de controle de armas e a vulnerabilidade mútua da Guerra Fria para estabilizar a corrida pela IA entre os Estados Unidos e a China.

O apelo desses precedentes é compreensível. A ordem nuclear figura entre os poucos casos de sucesso da governança global do pós-guerra. Em um discurso nas Nações Unidas em 1953, o então presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, apresentou um plano — que ficou conhecido como "Átomos para a Paz" — destinado a conter os riscos da tecnologia e, simultaneamente, promover seus benefícios: os países poderiam ter acesso à tecnologia nuclear desde que se comprometessem a não utilizá-la para fins bélicos.

O problema da proliferação não foi resolvido de imediato. Em 1963, o presidente John F. Kennedy previu que, na década seguinte, de 15 a 25 Estados se tornariam potências nucleares, e muitos líderes norte-americanos de alto escalão acreditavam que uma guerra nuclear era inevitável. No entanto, na década de 1970, o TNP — tratado que constituía a pedra angular da ordem nuclear — entrou em vigor, e o regime de inspeções e verificação da AIEA, conduzido por especialistas e apoiado por Washington e Moscou, passou a fiscalizá-lo. As duas superpotências negociaram proibições de testes, convocou cúpulas de controle de armas e estabeleceu uma linha direta para crises. Hoje, o TNP conta com a adesão internacional praticamente universal. Apenas nove Estados possuem armas nucleares, e nenhuma guerra nuclear ocorreu. Muitos interpretam isso como um sinal de que a humanidade encontrou o equilíbrio correto entre prevenir danos e promover o uso pacífico. E, se esse equilíbrio pôde ser alcançado para as armas nucleares, talvez funcione também para a IA.


23 setembro 2026

Visita de Lula a ONU foi praticamente despercebida

A passagem de Lula pela ONU em 2026 teve repercussão bem mais discreta e menor capacidade de produzir um fato diplomático de grande impacto.

A visita foi curta, teve poucas reuniões e Lula não concedeu entrevista coletiva. Além disso, diferentemente de 2025, não houve encontro nem contato com Donald Trump, que discursou logo depois dele.

LULA E TRUMP FICARAM 20 MINUTOS NO MESMO ESPAÇO NA ONU E NEM SE CUMPRIMENTAM

😅 - O contraste com o ano passado não poderia ser mais nítido. Segundo a CNN Brasil, Lula e Trump permaneceram cerca de 20 minutos na mesma antessala da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, 22, aguardando suas respectivas falas — e não se cumprimentaram, nem chegaram a se ver, conforme fontes confirmaram à reportagem. Lula discursou primeiro, seguido por Trump, como manda a tradição protocolar do evento.

A ausência de aperto de mão, portanto, não é detalhe de etiqueta: é o indicador mais visível de como a relação Brasília-Washington se deteriorou ao longo do governo Lula.

A força e a determinação americana estão de volta

Em pouco mais de 24 horas, Donald Trump e a diplomacia dos EUA movimentaram peças no Ártico, na América Latina, na Ásia, na guerra da Ucrânia e no Oriente Médio. E, quando essas decisões são observadas em conjunto, começa a surgir um desenho muito maior.

Uma nova política externa sendo executada diante das câmeras. 



 .
Esse talvez seja o principal ponto desta semana em Nova York. Trump não apresentou um documento chamado "nova ordem americana". Ele simplesmente começou a executá-la. Groelândia no norte. Escudo das Américas no continente. Japão e Coreia no flanco asiático. China diante de uma negociação estratégica. Ucrânia em busca de acordo limitado. Irã entre pressão e negociação. Tudo isso em pouco mais de um dia

 
ÁRTICO

Trump não conseguiu transformar a Groenlândia em território americano — e a soberania da ilha não mudou.

Mas os Estados Unidos avançaram em algo estratégico: um novo acordo de segurança que amplia sua presença militar no território, abre espaço para novas instalações e para o projeto de defesa Golden Dome e cria barreiras à presença militar e a investimentos considerados sensíveis de países adversários.

Na prática, Washington reforça seu flanco norte e sua presença no Ártico.

AMÉRICA LATINA

O Escudo das Américas ganhou força.  Na América Latina, Trump reuniu os países que integram o chamado Escudo das Américas.

O objetivo é aprofundar a cooperação contra o narcotráfico e o crime organizado, com inteligência, sanções e maior coordenação entre os governos participantes.

Entre os grupos citados estão organizações brasileiras como PCC e Comando Vermelho.

"Nossos esforços conjuntos já salvaram centenas de milhares de vidas de overdoses letais de fentanil e retiraram mais de 4 bilhões de dólares dos cartéis.", Donal Trump.

Brasil e México permanecem fora desse arranjo — e essa diferença de posicionamento poderá ter consequências importantes na política de segurança do continente.

VENEZUELA

A Venezuela virou um precedente. Trump também utilizou a operação americana que levou à captura de Nicolás Maduro como demonstração da nova postura de Washington para o Hemisfério Ocidental.

A mensagem é clara: os Estados Unidos estão sinalizando quais ameaças consideram intoleráveis dentro de sua área estratégica e até onde estão dispostos a ir para proteger seus interesses.

ÁSIA

Japão e Coreia do Sul: proteção com contrapartidas. Do outro lado do mundo, Washington reafirmou sua cooperação militar, econômica e tecnológica com Japão e Coreia do Sul.

Ao mesmo tempo, os aliados são pressionados a ampliar investimentos em defesa, indústria, tecnologia e segurança. Os Estados Unidos oferecem proteção e acesso, mas esperam maior alinhamento e divisão dos custos.

GUERRA NA UCRÂNIA

Ucrânia: uma tentativa de acordo limitado. Trump também se reuniu com Volodymyr Zelensky.

Neste momento a Casa Branca não estaria buscando resolver de uma só vez todas as questões territoriais da guerra, mas explorar entendimentos mais limitados, especialmente relacionados aos ataques contra infraestrutura energética.

Não seria ainda um cessar-fogo completo — mas uma tentativa de reduzir parte do impacto da guerra.

ORIENTE MÉDIO

Irã: pressão máxima e negociação. E ainda houve espaço para o Oriente Médio.

Trump se reuniu com representantes dos países do Golfo, aumentou a pressão pública sobre o Irã e, ao mesmo tempo, manteve aberta a possibilidade de negociação.

É uma fórmula que apareceu várias vezes ao longo dessas horas: demonstração de força, pressão econômica, proteção dos aliados e, depois, negociação.