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06 outubro 2026

SEM ANISTIA

 



Eleições 2026


Acordo Supremo? Não, Senhores. Sem anistia. Foi Moraes quem disse. Sigam o seu livro de regras.

Sem anistia também para quem mandou falsificar o documento constando uma entrada falsa nos Estados Unidos.

Moraes, Gilmar e Dino deixaram a imparcialidade de lado para fazer política. Isso ficou ainda mais escancarado no primeiro turno desta última eleição. A sociedade percebeu e respondeu nas urnas. Quem quer fazer política que deixe a toga e dispute o voto. Juiz julga, não faz campanha, nem veste camisa de partido. O Brasil exige equilíbrio entre os Poderes e respeito à Constituição!

Ninguém vai parar a força de um povo que decidiu mudar o Brasil.

Desesperado, Moraes oferece acordo para Flávio e o PL, que rejeitam, disse André Marsiglia


E não basta o impeachment, por crime de responsabilidade, nos termos da Lei 1.079/50. O que a Nação quer ver também é a responsabilização civil, com a reparação integral de danos morais, materiais e lucros cessantes a todas as vítimas, inclusive pela via regressiva.

O que se quer ver é a responsabilização penal, com a pena privativa de liberdade cabível, por cada abuso já praticado e pelos que ainda virão à tona. Aos novos Senadores eleitos, a sociedade que os elegeram deu o seu recado.

SEM ANISTIA.


05 outubro 2026

José Dirceu também naufragou nas eleições de 2026

Suporta essa afirmação o que concluiu o jornalista Otávio Cabral em seu livro "Dirceu, a biografia". 

"Saíra de Passa Quatro na infância sonhando em mudar o mundo. Liderava um movimento de estudantes que pretendia enfrentar o regime militar, mas foi preso. Tentara voltar ao Brasil como líder de uma organização guerrilheira que derrubaria o governo pela armas, mas acabou tendo de voltar à clandestinidade, com seu grupo dizimado. Ajudara a construir um partido de trabalhadores, que chegaria o poder, porém longe de cumprir as promessas de mudar práticas políticas vigentes no país. Sonhara, desde aquela conversa com a mãe, aos 8 anos, em ser presidente da República. Mas o sonho de uma vida acabaria enterrado pelo mensalão. José Dirceu de Oliveira e Silva jamais chegou a lugar nenhum." 


Também não foram eleitos Delúbio Soares, Rui Falcão, André Vargas e Benedita da Silva.
Aqueles que ganharam a confiança de Lula após sua saída da prisão, o chamado "núcleo de Curitiba", e os que foram convidados para integrar seu terceiro mandato ou sustentá-lo desde o Legislativo também naufragaram nas urnas.
Nesse grupo estão Gleisi Hoffmann, Marina Silva, Simone Tebet, Carlos Fávaro, Paulo Pimenta, Paulo Teixeira, Márcio França, Fernando Haddad, Celso Sabino, Daniela Carneiro (Daniela do Waguinho), Márcio Macêdo, Eliziane Gama e Randolfe Rodrigues.

Pesquisas eleitorais: quando o erro deixa de ser exceção e passa a exigir explicações

As eleições brasileiras vêm colocando os institutos de pesquisa diante de um problema que já não pode ser tratado apenas como uma sucessão de episódios isolados. Quando levantamentos realizados às vésperas das urnas apresentam diferenças relevantes em relação ao resultado efetivamente apurado — sobretudo quando essas diferenças parecem favorecer repetidamente um mesmo lado da disputa —, é legítimo perguntar se os métodos utilizados continuam conseguindo captar adequadamente um eleitorado cada vez mais complexo. A comparação entre 2018 e 2026 é especialmente interessante.

2018

Em 29 de setembro de 2018, a Folha de S.Paulo estampou a manchete reproduzida na primeira imagem: “Haddad vai a 22%; Bolsonaro perde de todos no 2º turno”. O Datafolha apontava Jair Bolsonaro com 28% e Fernando Haddad com 22%, mas projetava Bolsonaro derrotado nos diferentes confrontos de segundo turno. O levantamento havia entrevistado 9 mil eleitores e tinha margem de erro de dois pontos percentuais. Pouco mais de um mês depois, a realidade eleitoral seria diferente: Bolsonaro venceria a eleição presidencial.

2026
O problema torna-se mais delicado quando observamos 2026.

Na véspera do primeiro turno, o Datafolha mostrava Lula com 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio Bolsonaro, embora caracterizasse corretamente o quadro como empate técnico, diante da margem de erro de dois pontos. Outros levantamentos também apresentavam Lula numericamente à frente. Em 29 de setembro, por exemplo, Atlas/Bloomberg registrava Lula com 45,3% contra 42,2% de Flávio; Quaest havia apontado 39% contra 34%.

As urnas de 4 de outubro, porém, inverteram essa ordem. Com praticamente todas as urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula, com cerca de 47% contra 45% dos votos válidos.

É justamente aí que a discussão precisa sair do terreno das paixões partidárias e entrar no campo da metodologia.

Não basta dizer simplesmente que “a pesquisa estava dentro da margem”

A margem de erro é importante, mas não explica tudo. Ela representa principalmente a incerteza amostral associada ao levantamento. Existem outras fontes de erro que podem ser muito mais difíceis de medir: seleção inadequada da amostra, não resposta, dificuldade para localizar determinados segmentos do eleitorado, ponderações estatísticas, diferenças entre entrevistas presenciais, telefônicas e digitais e mudanças de opinião ocorridas depois da coleta.

Existe ainda um problema particularmente importante: quem aceita responder a uma pesquisa pode não ter exatamente o mesmo comportamento político de quem se recusa a responder. Se determinado grupo social ou político estiver sistematicamente sub-representado, aumentar simplesmente o número de entrevistados não necessariamente elimina o viés.

Por isso, é importante distinguir duas coisas.

Uma pesquisa isolada errar é perfeitamente possível e estatisticamente esperada. Uma sequência de pesquisas apresentar desvios semelhantes merece investigação metodológica.

E 2026 oferece material para isso. Os institutos não produziram exatamente o mesmo diagnóstico: alguns mostravam Lula à frente, outros empate e alguns Flávio Bolsonaro numericamente à frente. Na véspera da eleição, nove levantamentos apresentavam resultados diferentes e cinco deles eram tecnicamente empatados. Portanto, seria exagerado afirmar que “todos os institutos erraram” ou que todos cometeram o mesmo erro.

Mas também seria precipitado encerrar a discussão dizendo simplesmente que pesquisas são apenas “fotografias do momento”.

Pesquisa não é profecia — mas também não pode ser imune à cobrança

É correta a defesa feita pelos institutos de que pesquisas eleitorais não são previsões, mas estimativas da preferência dos entrevistados em determinado período. O próprio material do Datafolha de 2026 apresenta margem de erro e informações metodológicas, como deve ocorrer.

Entretanto, existe um limite para esse argumento.

Se pesquisas influenciam manchetes, estratégias partidárias, financiamento de campanhas, formação de alianças, comportamento de eleitores e a própria percepção pública sobre quem está crescendo ou perdendo uma eleição, então os institutos possuem enorme responsabilidade.

Não basta publicar números antes da eleição. É igualmente importante auditá-los depois dela.

Quando as urnas revelam diferenças importantes, cada instituto deveria apresentar publicamente uma espécie de autópsia metodológica: onde acertou, onde errou, quais segmentos foram subestimados, como funcionaram suas ponderações e o que será modificado na eleição seguinte.

Isso fortaleceria — e não enfraqueceria — a credibilidade das pesquisas.

O caso brasileiro exige transparência

As duas imagens, separadas por oito anos, levantam portanto uma questão maior do que simplesmente “pesquisas erram”.

A pergunta correta é: por que determinados erros parecem reaparecer?

Se houver recorrência estatisticamente demonstrável de subestimação de determinado eleitorado, os institutos precisam descobrir sua origem. Pode estar na amostragem, na distribuição geográfica dos entrevistados, na escolaridade, renda, religião, forma de contato, taxa de resposta, comparecimento efetivo às urnas ou na dificuldade de identificar eleitores que decidem o voto nos últimos momentos.

O que não se deve fazer é saltar automaticamente do erro para a acusação de manipulação. Erro metodológico e fraude são coisas completamente diferentes, e uma acusação dessa gravidade exigiria evidências próprias.

Mas o extremo oposto também é inadequado: tratar qualquer discrepância como irrelevante porque “pesquisa é apenas uma fotografia”.

Pesquisas eleitorais continuam sendo instrumentos valiosos para compreender a sociedade. Mas sua autoridade não pode decorrer simplesmente do nome do instituto, do tamanho da amostra ou da tradição acumulada. Ela precisa ser continuamente conquistada pela capacidade de medir a realidade, reconhecer falhas e aperfeiçoar métodos.

04 outubro 2026

Em 05/10/1892 nasceu Assis Chateaubriand: o paraibano que construiu um império da comunicação

Em 5 de outubro de 1892, nascia, em Umbuzeiro, no Sertão da Paraíba, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, conhecido como Assis Chateaubriand ou simplesmente Chatô e que viria a falecer em São Paulo, SP, em 4 de abril de 1968.

Filho de Francisco Chateaubriand Bandeira de Melo e Maria Carmem Guedes Gondim, frequentou no Recife o Ginásio Pernambucano cursando, a seguir, a Faculdade de Direito da capital pernambucana, da qual se tornaria um dos professores, mediante concurso para a cadeira de Filosofia do Direito Romano.

Assis Chateaubriand tomou o partido da Aliança Liberal, na campanha que teve por desfecho a vitória da Revolução de outubro de 1930. Contudo, dois anos depois, o apoio à Revolução Constitucionalista o levaria ao exílio.

Assis Chateaubriand dedicou-se  desde a juventude ao jornalismo, escrevendo no Jornal Pequeno e no veterano Diário de Pernambuco. Em 1917, já no Rio de Janeiro, colaborou no Correio da Manhã, em cujas páginas publicaria impressões da sua viagem à Europa, em 1920. 

Chateaubriand construiu uma das trajetórias mais influentes da história da imprensa brasileira. Em 1924 assumiu a direção de “O Jornal” no Rio de Janeiro, que se tornaria o ponto de partida para a expansão dos Diários Associados, uma das maiores redes de comunicação do país em seu período de maior alcance.

Sua atuação também alcançou a televisão. Os Diários Associados estiveram na origem da TV Tupi, inaugurada em São Paulo em 1950, considerada a primeira emissora de televisão da América Latina.


Na área cultural, Chateaubriand foi um dos principais responsáveis pela criação do Museu de Arte de São Paulo (MASP), fundado em 1947 na sede dos Diários Associados. O projeto contou com a participação de Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, e Chateaubriand teve papel central na formação do acervo do museu.

Na política, também exerceu mandatos no Senado. Foi senador pela Paraíba entre 1952 e 1955 e, posteriormente, pelo Maranhão, entre 1955 e 1957. Acabou renunciando ao mandato legislativo para ocupar o cargo de Embaixador do Brasil na Inglaterra.  

Em 1954, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Quarto ocupante da Cadeira 37, eleito em 30 de dezembro de 1954, na sucessão de Getúlio Vargas e recebido pelo Acadêmico Aníbal Freire da Fonseca em 27 de agosto de 1955.

03 outubro 2026

EUA, corrida espacial - não param de avançar

A SpaceX Crew-13 da NASA e da SpaceX foi lançada em 1 de outubro de 2026 e estabeleceu o recorde de viagem mais rápida dos EUA até a Estação Espacial Internacional (ISS).

Detalhes da Missão
  • Lançamento: 1 de outubro de 2026, às 12h10 (horário de Brasília), a partir de Cabo Canaveral, na Flórida.
  • Tempo de Viagem: 7 horas e 55 minutos até a acoplagem na ISS.
  • Duração Prevista: Aproximadamente 6 meses integrando a Expedition 75.
Tripulação
  • Jessica Watkins (NASA) – Comandante da missão (primeira mulher negra a liderar uma tripulação em órbita).
  • Luke Delaney (NASA) – Piloto.
  • Joshua Kutryk (CSA / Agência Espacial Canadense) – Especialista de missão (primeiro canadense a voar no Commercial Crew Program).
  • Sergey Teteryatnikov (Roscosmos) – Cosmonauta e especialista de missão.
A Crew-13 agora está a bordo da estação, a Crew-12 estará em casa em breve, e parece que 2026 está longe de acabar. 

Ainda por vir: mais missões científicas, mais sobrevoos, a exposição MAX POWER, reabastecimento de carga, uma possível missão de demonstração Starliner-1 para a ISS, o rollout e testes de abastecimento da Artemis III, e o primeiro lançamento da Base Lunar antes do fim do ano.




3 de outubro de 1990: o dia em que a Alemanha voltou a ser uma só

Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha viveu um dos momentos mais marcantes de sua história recente. Depois de mais de quatro décadas dividida entre Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, a reunificação tornou-se oficialmente realidade. À meia-noite, diante do Reichstag, em Berlim, a bandeira alemã foi hasteada ao som do Sino da Liberdade, enquanto centenas de milhares de pessoas celebravam nas ruas.

O processo ganhou força após a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989. Menos de um ano depois, a República Democrática Alemã aderiu à República Federal da Alemanha, encerrando a existência de dois Estados alemães separados.

Uma curiosidade importante é que a reunificação não criou um país totalmente novo. Juridicamente, a Alemanha Oriental passou a integrar a República Federal, e cinco novos estados federados foram incorporados ao país.

O Tratado de Unificação também definiu Berlim como capital alemã. Desde então, 3 de outubro tornou-se o Dia da Unidade Alemã, feriado nacional.

A data simboliza não apenas o fim de uma divisão política, mas também uma transformação profunda na Europa após a Guerra Fria, para milhões de europeus.

01 outubro 2026

Os operadores de Lula no STF em franco desespero

Os operadores de Lula no STF, em franco desespero, buscam de todas as formas interferir no processo democrático que irá encerrar, em breve, esse ciclo de corrupção, atraso e falta de responsabilidade na gestão.


A Globo acaba de cancelar o debate presidencial de maior audiência da TV. Tudo graças a um judiciário interventor, à "ala da força do STF".

Em respeito a todos que se prepararam e aguardavam um debate livre e democrático, fará uma live em seu canal do YouTube, na TV Celular Flávio Bolsonaro, a partir de 21h30. E hoje quem vai perguntar é você!

30 setembro 2026

Caso Master, conexões políticas e uso da estrutura do Itamaraty

Em apenas um dia, neste 30 de setembro de 2026, as notícias sobre o Brasil, de um único canal que opera diretamente dos EUA, têm praticamente os mesmos personagens. Alguns deles são oriundos dos três poderes da República e todos eles têm estreitas relações com o escândalo do banco Master. Acorda Brasil.

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Daniel Vorcaro organizou, em dezembro de 2023, um almoço de luxo para Alexandre de Moraes em Campos do Jordão, segundo registros extraídos do celular do ex-dono do Banco Master. O
encontro teria durado cerca de quatro horas e meia, com caviar, trufas e vinhos de alto valor, além de presentes na saída. Um mês depois, o Master firmou contrato de R$ 131 milhões com o escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes.

•  Mensagens recuperadas pela Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro mantinha um grupo de WhatsApp com Hugo Motta, Ciro Nogueira e Fábio Faria para organizar encontros, viagens e tratar de assuntos políticos e empresariais. As conversas também fazem referência a operações da PF, ao uso de aeronaves de Vorcaro e a negócios particulares.

•  Áudios de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro ligado a Vorcaro, indicam que o ex-banqueiro teria mantido cerca de R$ 20 bilhões no exterior durante a crise do Banco Master. Nas gravações, Zettel também descreve Alexandre de Moraes como “melhor amigo” de Vorcaro e fala em jantares e encontros entre os dois.

•  Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam uma relação próxima e também comercial entre Luciano Huck e Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem, contratos ligados ao Will Bank renderam dezenas de milhões de reais à Globo e ao próprio apresentador, que mantinha contato frequente com o banqueiro e chegou a negociar participação na empresa. As conversas registram ainda apoio pessoal de Huck a Vorcaro e convites para encontros sociais.

•  Mensagens do celular de Roberta Luchsinger mostram que o então embaixador brasileiro em Madri, Orlando Leite Ribeiro, ofereceu apoio da representação diplomática durante a mudança de Lulinha e de sua família para a Espanha. O diplomata disponibilizou contatos de escolas, apoio de funcionária da embaixada e orientação sobre bairros e universidades.

• A menos de uma semana das eleições, ‘pacote de bondades’ de Lula já custa R$ 271 bilhões.

• Vorcaro encontrou Toffoli 12 vezes durante o processo sobre as usinas.

• Motorista de Vorcaro fez 5 entregas a ex-presidente do BRB em 2025 - 


A segunda-feira de um novo ciclo

Segundo as pesquisas eleitorais, não estamos distantes de resolver a eleição presidencial no 1º. turno. Conseguem imaginar acordar na 2a. feira que vem sabendo que expurgamos o Lula das nossas vidas?

As pesquisas eleitorais começam a desenhar uma possibilidade que, há algum tempo, parecia distante: a de a eleição presidencial ser decidida já no primeiro turno. Se esse cenário realmente se confirmar nas urnas, milhões de brasileiros poderão acordar na segunda-feira seguinte com a sensação de que uma longa página da política nacional finalmente foi virada.

Para os eleitores que rejeitam Lula e o projeto político representado por ele e pelo PT, não se trataria apenas da derrota de um candidato. Seria o encerramento, pelo voto, de um ciclo que atravessou décadas da vida brasileira, acumulando paixões, conquistas reconhecidas por seus apoiadores, mas também escândalos, crises, ressentimentos e uma polarização que parece não ter fim.

É fácil imaginar a cena: o país despertando na segunda-feira sem segundo turno, sem mais quatro semanas de campanha, acusações, propaganda eleitoral e confrontos intermináveis. Para quem deseja uma mudança de rumo, haveria inevitavelmente um sentimento de alívio e de esperança: a percepção de que o Brasil teria escolhido seguir adiante.

Responsabilidade, contudo. Além de ser importante se comemorar a derrota de Lula, não se pode deixar de ficar atento ao que virá depois dele. O Brasil continuará tendo inflação, dívida pública, problemas na educação e na saúde, insegurança, desigualdade, baixa produtividade e enormes desafios institucionais? Nenhum resultado eleitoral fará essas questões desaparecerem na manhã seguinte.

Por isso, se chegar essa segunda-feira tão aguardada por uma parcela dos brasileiros, a comemoração deverá rapidamente dar lugar à responsabilidade. Alternância de poder não é vingança; é um dos mecanismos essenciais da democracia.

Se o primeiro turno realmente encerrar a disputa, para os que desejam o fim do ciclo lulista poderá ser uma segunda-feira memorável. O eleitor brasileiro terá decidido, soberanamente, que chegou a hora de começar um novo capítulo.

29 setembro 2026

Eleições 2026: o triunfo do besteirol político

O mais baixo nível desde a redemocratização de 1988. Recorde de besteirol, de mentiras, de demagogia, de ignorância.

A campanha presidencial de 2026 corre o risco de ficar marcada como uma das mais pobres intelectualmente desde a redemocratização brasileira. Nunca faltaram exageros, ataques pessoais e promessas mirabolantes nas eleições do país. Mas o que se presencia agora parece levar essa tradição a um novo patamar: besteirol, desinformação, demagogia e superficialidade disputam espaço com aquilo que deveria ser o centro de uma eleição presidencial — a discussão séria sobre o futuro do Brasil.

O espetáculo frequentemente vence o argumento. Uma declaração absurda repercute mais do que uma proposta econômica consistente. Uma provocação rende mais compartilhamentos do que um programa educacional. Uma acusação lançada sem provas pode circular milhões de vezes antes que qualquer esclarecimento consiga alcançá-la. E uma promessa impossível pode produzir muito mais entusiasmo do que a explicação responsável de que governar significa fazer escolhas, estabelecer prioridades e reconhecer limites.

Criou-se, assim, uma espécie de indústria eleitoral da indignação. Quanto mais extravagante a declaração, maior a possibilidade de viralização. Quanto mais agressivo o discurso, maior a mobilização das próprias torcidas. O candidato deixa de falar prioritariamente ao cidadão que deseja ser convencido e passa a produzir conteúdo para seguidores que já estão convencidos.

É nesse ambiente que prosperam as mentiras e meias-verdades. Dados são escolhidos seletivamente, fatos são retirados do contexto e versões convenientes da realidade são apresentadas como verdades incontestáveis. O problema não pertence exclusivamente a uma corrente ideológica. A degradação do debate público deve ser criticada onde quer que apareça, seja à direita, à esquerda ou ao centro.

A demagogia completa o cenário. Distribuir promessas custa pouco durante uma campanha. Difícil é responder às perguntas elementares: quanto custará? Quem pagará? De onde virão os recursos? Quais serão as consequências daqui a cinco, dez ou vinte anos?

São justamente essas perguntas incômodas que deveriam dominar uma eleição presidencial.

O Brasil enfrenta questões gigantescas. A dívida pública e o equilíbrio das contas governamentais exigem atenção permanente. A Previdência terá de enfrentar os efeitos do envelhecimento populacional. A educação básica continua apresentando enormes desafios. O crime organizado adquiriu poder econômico e territorial preocupante. A infraestrutura permanece insuficiente. A produtividade brasileira cresce pouco. A inteligência artificial ameaça eliminar determinadas ocupações enquanto cria outras. E as transformações geopolíticas obrigam o Brasil a definir com maior clareza seus interesses no mundo.

Diante dessa agenda monumental, é constrangedor observar quanto espaço do debate eleitoral é consumido por provocações, insultos, frases cuidadosamente fabricadas para viralizar, discussões irrelevantes e controvérsias que desaparecerão das manchetes poucos dias depois.

A política vai se transformando em entretenimento.

E o eleitor, em torcedor.

Esse talvez seja o aspecto mais perigoso. O torcedor não exige coerência do próprio time; exige vitória. Perdoa no seu candidato aquilo que considera imperdoável no adversário. A mentira deixa de ser julgada pela sua falsidade e passa a ser avaliada pela conveniência: se prejudica o adversário, compartilha-se; se prejudica o aliado, relativiza-se.

Nesse momento, a democracia começa a perder uma de suas funções essenciais: permitir que cidadãos escolham entre projetos diferentes depois de confrontarem ideias, propostas e resultados.

Há ainda uma responsabilidade que não pode ser atribuída apenas aos candidatos. Nós, eleitores, também ajudamos a produzir o nível da política que consumimos. Cada vez que compartilhamos uma informação sem verificá-la, premiamos a desinformação. Cada vez que preferimos o insulto ao argumento, estimulamos políticos a insultar. Cada vez que transformamos candidatos em ídolos incapazes de errar, renunciamos ao dever democrático de fiscalizá-los.

As redes sociais potencializaram esse comportamento porque descobriram algo extremamente lucrativo: a indignação prende a atenção. E atenção tornou-se moeda. O algoritmo não precisa distinguir o verdadeiro do falso, o inteligente do absurdo ou o relevante do insignificante. Basta descobrir aquilo que nos mantém olhando para a tela.

Talvez seja essa uma das grandes tragédias da eleição de 2026: o Brasil possui problemas extraordinariamente complexos, enquanto parte de seu debate político se torna extraordinariamente simplista.

Não precisamos de candidatos que prometam milagres. Precisamos saber quais prioridades escolherão, quais reformas defenderão, quanto custarão suas propostas e quais sacrifícios eventualmente exigirão da sociedade. Precisamos conhecer equipes, projetos, números e estratégias. Presidência da República não deveria ser concurso de popularidade, campeonato de lacração nem competição de vídeos virais.

Governar o Brasil significa administrar uma das maiores economias e uma das sociedades mais complexas do planeta.

É responsabilidade grande demais para ser reduzida a memes.

A eleição de 2026 ainda pode oferecer ao país um debate à altura de seus desafios. Mas isso dependerá não apenas dos candidatos. Dependerá também da imprensa, das instituições e, sobretudo, dos cidadãos.

Porque existe uma verdade incômoda que nenhuma campanha eleitoral gosta de admitir: políticos aprendem rapidamente aquilo que seus eleitores recompensam.

Se premiarmos o insulto, receberemos mais insultos. Se premiarmos a mentira conveniente, teremos mais mentiras. Se premiarmos a demagogia, teremos mais promessas impossíveis. Se premiarmos o besteirol, o besteirol se transformará em método de campanha.

Mas, se começarmos a exigir conhecimento, responsabilidade, coerência, civilidade e propostas concretas, talvez os candidatos descubram que precisam elevar o nível.

No fim das contas, a pobreza de uma campanha presidencial não é apenas um retrato dos candidatos que disputam nossos votos.

É também um espelho daquilo que nós, como sociedade, decidimos tolerar.

Lideres do setor de IA pediram desaceleramento

A agência de notícias Reuters informou nesta terça-feira (29/09) que a empresa de desenvolvimento de IA — responsável pelo Claude, concorrente do ChatGPT — planeja alertar potenciais investidores em sua Oferta Pública Inicial (IPO) de que a tecnologia pode representar "riscos catastróficos ou existenciais para a humanidade", segundo um prospecto ao qual a agência teve acesso.

Apesar dos alertas contundentes, a empresa deve se tornar uma das mais valiosas do mundo quando abrir seu capital.

"Acho meio louco que as empresas continuem avançando no desenvolvimento dessas capacidades quando já vimos, nos últimos meses, incidentes que mostram que elas estão longe de ser seguras e controladas o suficiente", disse Jess Whittlestone, consultora sênior de políticas de IA do Centre for Long-Term Resilience, um centro de estudos especializado no tema.

Bill Gates
Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' e defende legislação para a tecnologia. O Fundador da Microsoft defende salvaguardas além da regulamentação e afirma que nunca houve uma tecnologia tão poderosa nas mãos de pessoas mal-intencionadas.

“A IA é certamente poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes”, disse Gates. "Portanto, embora seja muito difícil chegar a 100% [da humanidade], nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas mal-intencionadas usando as mais recentes ferramentas de IA."

A OpenAI anunciou que não lançará seu novo modelo de inteligência artificial devido a preocupações com segurança. O sistema GPT-6.1 Astra, que realiza tarefas como navegar na internet e usar aplicativos de forma autônoma, "não atingiu exatamente o nível exigido" pelos padrões da empresa, segundo Saachi Jain, responsável pelos sistemas de segurança da OpenAI.

A empresa responsável pelo ChatGPT também divulgou uma atualização sobre incidentes ocorridos em junho, mas que só se tornaram públicos na semana passada. Na ocasião, seus modelos acessaram sites e sistemas do governo australiano sem autorização.

O caso ocorre em meio ao aumento de incidentes envolvendo modelos de grandes empresas de IA, intensificando o debate sobre os riscos apresentados pela tecnologia — enquanto a Anthropic, empresa rival da OpenAI, reforça suas preocupações de que a IA possa representar uma ameaça à humanidade, à medida que se prepara para abrir seu capital.




27 setembro 2026

Aeroporto de Brasilia - Novas obras e investimentos

O plano atual de repactuação e o novo leilão previsto para 17 de dezembro de 2026 incluem melhorias estruturais importantes tais como:

  • Construção de um novo terminal internacional
  • Erguimento de uma Edificio-garagem
  • Melhorias e nova via de acesso rodoviário ao complexo do aeroporto
  • Autorização de equipamentos de segurança e inspeção de bagagens

Estágio atual do aeroporto 

Breve histórico

Em 1965, Oscar Niemeyer propôs um projeto visionário para o Aeroporto de Brasília em substituição ao terminal de madeira:

Edifício circular, imagem abaixo,com pilares externos semelhantes so Palácio da Alvorada e túneis do metrô até o pátio satélite. Porém, o arquiteto perdeu a concessão. O governo optou por construir o projeto de Tércio Fontana Pacheco, arquiteto do Ministério da Aeronáutica. O aeroporto é, portanto, um dos poucos edifícios importantes de Brasília que não tem relação com Niemayer.

Construção da proposta vencedora

Ampliações

Desde 1990 reformas e ampliações foram construídas, seguindo projeto arquitetônico do arquiteto Sérgio Roberto Parada, com conclusão entre 2000 e 2004. A primeira fase incluiu a construção de um viaduto de acesso ao terminal de passageiros e cobertura metálica inaugurado em 1992 e o primeiro edifício satélite circular, inaugurado em 1994, cujo formato lembra um disco ovni. Na segunda fase, o corpo principal do terminal de passageiros foi remodelado para incluir um shopping e o edifício satélite recebeu nove pontes de embarques. Em 2005, foi inaugurada uma segunda pista.




Concessões

Em 6 de fevereiro de 2012, a administração do aeroporto foi concedida por 25 anos ao Consórcio Inframérica, formado pelo Grupo Brasileiro de Engenharia Engevix (50 %) e o grupo argentino Corporación América (50 %). A Infraero, entidade estatal, detém 49% das ações da empresa constituída para administração.

Entre 2012 e 2014, o consórcio Inframérica investiu 1,2 bilhão de reais no aeroporto: reforma do terminal, aumentando o número de pistas de embarque de 13 para 29 e de 40 para 70 posições de aviões. Em abril de 2014, foi inaugurado o Saguão Sul, que atende voos domésticos.

Em novembro de 2015, a Força Aérea Brasileira autorizou que as pistas 29R/11L e 29L/11R fossem operadas simultaneamente, sendo o primeiro aeroporto na América do Sul com essas características, podendo operar até oitenta voos por hora.