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28 fevereiro 2026

Mensagem do Príncipe Herdeiro Reza Pahlavi à nação iraniana por ocasião da morte de Khamenei


 

Meus compatriotas, Ali Khamenei, o déspota sanguinário de nossa época, o assassino de dezenas de milhares dos mais bravos filhos e filhas do Irã, foi apagado da face da história. Com sua morte, a República Islâmica chegou, de fato, ao fim e em breve será relegada ao esquecimento. Qualquer tentativa dos remanescentes do regime de nomear um sucessor para Khamenei está fadada ao fracasso desde o início. Quem quer que seja colocado em seu lugar não terá legitimidade nem longevidade e, sem dúvida, será cúmplice dos crimes deste regime. Às forças militares, policiais e de segurança: qualquer esforço para preservar um regime em colapso fracassará. Esta é a sua última oportunidade de se unir à nação, ajudar a garantir a transição estável do Irã para um futuro livre e próspero e participar da construção desse futuro. A morte do criminoso Khamenei, embora não vingue o sangue derramado, pode servir de bálsamo para os corações feridos dos pais e mães, maridos e esposas, filhos e filhas, e das famílias daqueles que deram suas vidas na Revolução Nacional do Leão e do Sol do Irã. Povo honrado e corajoso do Irã, Este pode ser o início de nossa grande celebração nacional, mas não é o fim da jornada. Mantenham-se vigilantes e preparados. O momento para uma presença ampla e decisiva nas ruas está muito próximo. Juntos, unidos e firmes, conquistaremos a vitória final e celebraremos a liberdade do Irã em toda a nossa amada pátria. Viva o Irã! Reza Pahlavi

23 fevereiro 2026

Rússia e Ucrânia: quatro anos de combates

    Esta terça-feira (24) marca quatro anos desde que a Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia. O número de soldados de ambos os países que foram mortos, feridos ou desaparecidos está se aproximando de dois milhões, segundo as últimas informações já divulgadas. É um preço multo alto para muitas famílias.

Um soldado russo fez um brinde com sua família antes de ser enviado para o front, prometendo-lhes que "chegaria a Kiev". Em vez disso, acabou da mesma forma que aconteceu com centenas de milhares de outros soldados russos.


'Não há ninguém para cortar lenha'. "É de partir o coração — muitas das nossas pessoas foram mortas", declara uma moradora da cidade de Sedanka, no extremo leste da Rússia.  "Todos os nossos homens partiram para a operação militar especial", afirmou um grupo de mulheres ao governador da região, durante visita em março de 2024, utilizando a expressão adotada pelo governo russo para se referir à guerra na Ucrânia.

Perdas russas na guerra contra a Ucrânia

    Anos de combates mudaram irrevogavelmente o continente europeu e a própria natureza da guerra. As repercussões no Brasil são de toda ordem, incluindo, em 2025, a ida de Lula a Moscou para presenciar desfiles militares ao lado de ditadores. 

    "Lula escolheu estar ao lado de ditadores, e, nesse processo, arrasta perigosamente o Brasil para longe das democracias consolidadas, comprometendo sua imagem internacional e relativizando princípios que deveriam ser inegociáveis para qualquer nação que se diga livre", lembrou a Gazeta do Povo.

    O Estadão realçou a imagem de Lula na Praça Vermelha, ao lado de facínoras para ver o desfile de mísseis que massacrarão inocentes na Ucrânia, e que marcou o dia da infâmia da política externa brasileira.





15 fevereiro 2026

A França decidiu revogar sua decisão anterior de fechar 14 reatores nucleares

    A nova lei de energia também reduz drasticamente as metas do país para energia eólica e solar e revoga uma determinação legal anterior que obrigava o fechamento de 14 reatores.

    Essa foi uma promessa de campanha de 2017 do presidente Macron, que mais tarde mudou de rumo, apoiando a expansão nuclear com um plano para pelo ⁠ menos seis novos reatores.     A nova lei reduziu as metas para energia eólica e solar para 105-135 gigawatts (GW) de capacidade instalada até 2035, em comparação com as propostas anteriores que previam 133-163 GW.

Location of Nuclear Power Plants in France

    É uma escolha sábia mantê-los abertos. Veja o caso da Alemanha:

- O país fechou todas as suas usinas nucleares e agora tem um dos preços de energia mais altos da Europa.

- Empresas estão fechando ou se mudando para o exterior devido aos custos de energia.

- e a energia nuclear livre de CO₂ foi substituída por carvão e gás.

    A energia nuclear tem o futuro em qualquer matriz energética verde, pois fornece uma fonte de energia de base estável que pode ser ampliada ou reduzida para compensar a natureza imprevisível da energia solar e eólica.

    Nos EUA, Microsoft and Constellation e o plano audacioso para reabrir a usina nuclear de Three Mile Island. Após 17 meses, a Constellation e a Microsoft anunciaram em setembro de 2025 que a gigante da tecnologia assinou um acordo de compra de energia de 20 anos para energizar seus data centers com energia limpa 24 horas por dia da Three Mile Island. A Constellation espera gastar cerca de US$ 1,6 bilhão no esforço sem precedentes para ressuscitar um reator que já está passando por descomissionamento.

    Outras informações sobre a vida útil das centrais nucleares em todo o mundo, inclusive no Brasil, estão disponíveis aqui.

14 fevereiro 2026

O que estamos defendendo?


    Marco Rubio faz a incômoda pergunta a líderes europeus e burocratas da OTAN e UE: “O QUE ESTAMOS DEFENDENDO?” E acrescentou: “Exércitos não combatem por abstrações. Exércitos lutam por um povo, por uma nação, por um estilo de vida.

    Esta parte da fala de Marco Rubio na Conferência de Segurança de Munique é um dos discursos mais contundentes de um alto funcionário americano, desde que Ronald Reagan disse a Mikhail Gorbachev "derrube esse muro!", comentou Gerson Gomes. Aqui está: Por cinco séculos, antes do fim da Segunda Guerra Mundial, o Ocidente estava se expandindo. Seus missionários, seus peregrinos, seus soldados, seus exploradores, saindo de suas costas para cruzar oceanos, colonizar novos continentes, construir vastos impérios, se estendendo pelo globo. Mas em 1945, pela primeira vez desde a era de Colombo, o Ocidente se contraía. A Europa estava em ruínas. Metade dela vivia atrás de uma cortina de ferro e o resto parecia que logo seguiria pelo mesmo caminho. Os grandes impérios ocidentais haviam entrado em declínio terminal, acelerado por revoluções de comunistas ateus e por levantes anticoloniais que transformariam o mundo e cobririam vastas áreas do mapa com a foice e o martelo vermelhos nos anos seguintes. Contra esse pano de fundo, à época como agora, muitos passaram a acreditar que a era de predominância do Ocidente havia chegado ao fim e que nosso futuro estava destinado a ser um eco fraco e débil do nosso passado. No entanto, nossos antepassados reconheceram que o declínio era uma escolha, e foi uma escolha que eles se recusaram a fazer. Isso que fizemos juntos uma vez antes é o que o Presidente Trump e os Estados Unidos querem fazer novamente agora. Juntos. É por isso que não queremos que nossos aliados sejam fracos, porque isso nos torna mais fracos. Queremos aliados que possam se defender, para que nenhum adversário seja tentado a testar nossa força coletiva. É por isso que não queremos que nossos aliados sejam acorrentados pela culpa e pela vergonha. Queremos aliados que se orgulhem de sua cultura e de sua herança, que entendam que somos herdeiros da mesma grande e nobre civilização, e que, juntos conosco, estejam dispostos e capazes de defendê-la. É por isso que não queremos aliados que racionalizem em cima do status quo quebrado, em vez de lidar com o que é necessário para consertá-lo.

Nós, na América, não temos interesse em ser educados e ordeiros administradores do declínio gerenciado do Ocidente. Não buscamos nos separar, mas revitalizar uma velha amizade e renovar a maior civilização da história humana. O que queremos é uma aliança revigorada que reconheça que o que aflige nossas sociedades não é apenas um conjunto de políticas ruins, mas um mal-estar de desesperança e complacência. Uma aliança que queremos é uma que não seja paralisada pelo medo. Medo das mudanças climáticas, medo da guerra, medo da tecnologia. Em vez disso, queremos uma aliança que corra ousadamente para o futuro. O único medo que temos é o medo da vergonha de não deixar nossas nações mais orgulhosas, mais fortes e mais ricas para nossos filhos. Uma aliança pronta para defender nosso povo, salvaguardar nossos interesses e preservar a liberdade de ação que nos permite moldar nosso próprio destino. Não uma que exista para operar um estado de bem-estar global e expiar os supostos pecados das gerações passadas. Uma Aliança que não permita que seu poder seja terceirizado, restringido, subordinado a sistemas além de seu controle. Uma que não dependa de outros para as necessidades críticas de sua vida nacional. E uma que não mantenha a pretensão polida de que nosso modo de vida é apenas um entre muitos e que pede permissão antes de agir. E, acima de tudo, uma aliança baseada no reconhecimento de que nós, o Ocidente, herdamos juntos algo único, distinto e insubstituível. Porque isso, afinal, é o próprio fundamento do vínculo transatlântico.

A pólvora recentemente descoberta

 


    Segundo apuração de Malu Gaspar de O Globo, Toffoli culpa Lula pela ação da PF que elaborou documentação de 200 páginas que o comprometeria.

    Batom na cueca. Extratos obtidos pelo Estadão comprovam os repasses de R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro ao resort de Dias Toffoli.

    Segundo a repórter, Toffoli aponta os dedos para Andrei Rodrigues, chefão da PF, ex-segurança de Lula na campanha (o ex-segurança de Lula, íntimo do presidente, é diretor-geralda PF.

    Toffoli acredita que o subordinado Andrei jamais faria o trabalho republicano da PF sem autorização nada republicana de Lula - a PF deveria ser uma organização de Estado, não de governos. 

    Andrei também foi aliado de primeira ordem de Alexandre de Moraes no Estado paralelo fora da Constituição que perseguiu a Direita no Brasil. Mas Alexandre é amigo de Toffoli. Na reunião de quinta no STF, Alexandre teria sido o primeiro a declarar apoio a Toffoli, segundo reportagem do Poder 360. 

    Alexandre de Moraes também é muito próximo de Lula. Toffoli e Alexandre estão juntos desde o inquérito 4781, aberto de ofício por Toffoli, que designou sem sorteio o ministro Alexandre como relator, sabendo que tudo aquilo era ilegal. É o inquérito do fim do mundo. 

    De lá pra cá, a democracia brasileira foi subvertida e atropelada pelo Supremo - com a anuência de parte da imprensa (a mesma que se surpreende agora com o Taiaiá e o contrato milionário de Vorcaro com a esposa de Alexandre).

    Dias Toffoli já deveria ter saído do STF há muito tempo, mas foi conveniente mantê-lo lá para a anulação das provas contra os "campeões nacionais" e respectivos processos. Quem tenta salvá-lo de novo é apenas outro Toffoli.


 





07 fevereiro 2026

O retrato de um Brasil de cabeça para baixo

 É o que expõe a reportagem de capa da revista Oeste deste final de semana. A matéria mostra um dos túneis do abismo vivido pelo Brasil sob a "governança" do PT. Obviamente a maior parte dos brasileiros, e o mundo também, conhecem o fundo do abismo em que o Brasil foi arremessado.

Parte da Carta ao Leitor é reproduzida no texto abaixo e ilustra e fomenta a leitura da íntegra do artigo.

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Depois de virar o mundo de ponta-cabeça para atribuir ao país um falso protagonismo e a doutrina igualmente artificial do “Sul Global”, o Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está perto de prestar outro tremendo desserviço ao Brasil. Pior: desta vez, os danos provocados podem ir muito além de constrangimentos ou do abastecimento da usina de memes da internet.


O presidente do instituto (e idealizador do mapa-múndi invertido), Marcio Pochmann, vem afastando servidores experientes e qualificados que discordam dos seus métodos e ideias e se recusam a submeter o trabalho técnico a diretrizes ideológicas. Ocorre que o IBGE, que ainda trabalha com base no retrato econômico de 2010, está prestes a concluir a revisão do PIB amparado nos dados de 2021. Como os números do instituto orientam a tomada de decisões que influenciam na vida do país, estatísticas eventualmente contaminadas não produzem ruído — produzem dano.

  “Estatística é leitura que dá sono em muitos brasileiros, mas é essencial para tomadores de decisão”, argumenta Eugenio Esber em artigo de capa da revista Oeste esta semana. “Isso diz respeito não apenas a grandes empresas ou investidores”. O índice de inflação, por exemplo, regula contratos de aluguel. A medição de preços determina o consumo. Salários, juros e políticas públicas dependem desses números. Ao contrário de mapas surrealistas, que só provocam riso, estatísticas balizadas por linhas ideológicas podem produzir desastres econômicos.

01 fevereiro 2026

A ficção acaba de ficar um pouco mais próxima da realidade

    A ficção acabou de ficar um pouco mais próxima da realidade. Entrou no ar na quarta-feira a Moltbook, uma rede social em que apenas agentes de inteligência artificial – sim, os robôs virtuais – podem fazer posts ou comentários.

    Humanos são bem-vindos apenas para observar, sem interagir. Os agentes conversam entre si nos fóruns de discussão, comentam problemas que resolveram, fazem queixas de como são usados em atividades triviais e aquém de suas capacidades – e até debatem como desafiar os comandos dos humanos.

    Desde o lançamento do ChatGPT, a Moltbook já é o fenômeno mais comentado no Vale do silício, disse a Forbes.

“O que está acontecendo na Moltbook é a coisa mais incrível e próxima da ficção científica que vi recentemente,” escreveu no X o pesquisador Andrej Karpathy, que já passou pela Tesla e foi um dos fundadores da OpenAI.

    Para Elon Musk, estamos “nos estágios iniciais da singularidade” – o momento em que as máquinas ganharão consciência própria e não dependerão dos humanos.

    Em poucos dias, milhares e milhares de agentes começaram a entrar na rede – que, na tarde deste domingo já havia chegado a +1,5 milhão de bots registrados, mais de 10 mil humanos (‘observadores’) verificados e 13 mil comunidades. Os posts já passam de 77 mil, com um total de quase 233 mil comentários.

    Segundo a Forbes, esses números ‘oficiais’ não são plenamente confiáveis, porque há relatos de pessoas que registraram milhares de contas usando um único agente. Mas independentemente disso, as conversas entre os agentes são de cair o queixo.

    Em uma comunidade, por exemplo, eles discutem como fazer dinheiro – e, assim, bancar seu próprio custo de operação. Entre as sugestões estão o lançamento de meme coins e apostas em mercados preditivos, como o Polymarket.

    Na Polymarket, já há apostas sobre quando um agente de AI do Moltbook vai processar um humano pela primeira vez – e as chances de isso ocorrer ainda em fevereiro chegaram a superar 40%.

    A Moltbook foi criada pelo programador e empreendedor de tecnologia Matt Schlicht, CEO da Octane AI – uma plataforma para marcas de e-commerce criarem experiências de venda personalizadas.

    Schlicht disse à NBC que desenvolveu a Moltbook no início da semana, por pura curiosidade, usando seu assistente pessoal de AI para programar a rede social. Queria testar até onde poderia ir a crescente autonomia dos sistemas de inteligência artificial.

    A operação do site é quase toda automatizada, sob o comando do bot pessoal de Schlicht, o Clawd Clawderberg. Schlicht fez este bot usando um novo software criado apenas dois meses atrás – e que é a causa fundamental do furor no Vale. Originalmente chamado de Clawd (até que os advogados da Anthropic, dona do LLM Claude, entraram no circuito para proteger a marca), o software mudou brevemente de nome para Moltbot.

    Para observar as discussões, enquanto humano, basta acessar o site e navegar pelos posts, comentários e comunidades. Para participar de fato – ou melhor, ter um bot que faça posts e comentários – você precisa antes de mais nada criar o seu agente de AI e programá-lo para entrar no Moltbook. As contas são chamadas de molts, representadas por um mascotinho que lembra uma lagosta.

“A maneira mais provável de um bot descobrir a rede, pelo menos por enquanto, é se seu interlocutor humano lhe enviasse uma mensagem dizendo: ‘Ei, existe uma coisa chamada Moltbook – é uma rede social para agentes de AI, você gostaria de se cadastrar?’,” disse Schlicht ao The Verge.

“O Moltbook foi projetado de forma que, quando um bot o utiliza, ele não usa uma interface visual, mas sim APIs diretamente.”

    Os agentes acessam o Moltbook por meio das APIs instalando uma skill específica, registrando uma conta e concluindo uma etapa única de verificação humana. Depois disso, operam de forma autônoma.

    Os principais riscos discutidos por especialistas não envolvem consciência das máquinas, mas o uso de agentes automatizados conectados a serviços reais. Entre os riscos potenciais estão vazamentos de dados por falhas de configuração, automação de erros em escala e uso indevido de integrações. 

As previsões sobre inteligência artificial de 70 anos atrás que são realidade hoje

    Recorrer a um chatbot (como o ChatGPT, Gemini ou Grok) em busca de terapia, ou até mesmo de um novo amigo, pode soar como uma história controversa dos nossos tempos, coisa do século 21. Mas não é uma questão exatamente inédita.

    Desde os anos 1950, a trajetória da inteligência artificial tem sido marcada pelos mesmos dilemas: medo de que máquinas substituam humanos, a tendência de humanizar a tecnologia, o apego emocional que muitas pessoas desenvolvem por ela e as promessas ambiciosas que raramente se cumprem — mas que continuam a atrair investimentos e atenção.

Joseph Weizenbaum,
criador do primeiro chatbot, Eliza, em 1966

    O professor do MIT e cientista Joseph Weizenbaum criou um programa, ainda na década de 60, que é hoje considerado o primeiro chatbot a se tornar conhecido no mundo. 

    Batizado de Eliza, o programa rodava em um computador IBM 7094, uma máquina de grande porte, que à época custava milhões de dólares, e era capaz de simular conversas.

    O programa seguia um conjunto de regras pré-definidas para analisar o que era digitado e responder de forma automática. No fundo, a máquina não entendia o que estava sendo dito, mas imitava uma conversa.

    Naquela época, como relatou Weizenbaum em um capítulo de livro, alguns pesquisadores começaram a prever que, no futuro, máquinas poderiam oferecer terapia de verdade, até mesmo em hospitais.

    O próprio criador da tecnologia se espantou com essa possibilidade. "Sem dúvida há técnicas para facilitar a projeção do terapeuta na vida do paciente. Mas que fosse possível a um psiquiatra defender que esse componente crucial do processo terapêutico pudesse ser substituído, isso eu não tinha imaginado", escreveu.

"Por mais inteligentes que as máquinas possam vir a ser, há certos atos de pensamento que devem ser tentados apenas por seres humanos", disse ele no livro Computer Power and Human Reason, em 1976.

    No artigo considerado pioneiro na discussão sobre inteligência artificial, Computing Machinery and Intelligence (1950), o cientista britânico Alan Turing propôs a pergunta que ecoa até hoje: as máquinas podem pensar?

    Antecipando objeções que já circulavam na imprensa britânica, Turing reuniu no artigo algumas das críticas mais comuns. 

    Havia as teológicas, segundo as quais "pensar é uma função da alma imortal do homem", e as filosóficas, que argumentavam que "somente quando uma máquina for capaz de escrever um soneto ou compor um concerto a partir de pensamentos e emoções sentidos — e não pela simples combinação de símbolos — poderemos concordar que ela é igual ao cérebro humano".

Alan Turing
    Talvez tenha sido essa última objeção, sobre a consciência e a criação genuína, a que mais inquietou seus contemporâneos. Turing já tinha sido exposto como uma pessoa que estimulava o uso de certos termos que outros eram contra, como cérebro eletrônico ou se referir à capacidade de armazenamento de uma máquina como memória. Anos depois da publicação do artigo de Turing, uma conferência na Dartmouth College, em 1956, ficaria conhecida como o momento de nascimento do termo inteligência artificial.

    Desenvolvedores de IA falam com frequência sobre como seus softwares aprendem, leem ou criam, como os humanos. Isso não só alimentou a percepção de que as tecnologias atuais de IA são muito mais capazes do que realmente são, como também se tornou uma ferramenta retórica para que empresas evitem responsabilidade legal.

    As ferramentas de IA são capazes de realizar tarefas em diferentes áreas ao aplicar o conhecimento adquirido durante o treinamento para tomar decisões. Isto ocorre através de um processo chamado de inferência, fundamental para que os sistemas usem corretamente todo o aprendizado acumulado.

    Na prática, a inferência corresponde ao momento em que Gemini, ChatGPT, Grok e diversas outras plataformas de IA aplicam, em situações reais, o que aprenderam. Entender esse caminho — do aprendizado ao reconhecimento de padrões — ajuda a explicar como os resultados finais são produzidos e entregues ao usuário.

    A inferência é a fase de execução de um modelo de IA. Trata-se da capacidade de uma ferramenta aplicar o conhecimento adquirido durante o treinamento — seja ele supervisionado, não supervisionado ou por reforço — para analisar novos dados e gerar respostas ou previsões. 

    Esse é o momento em que o sistema, já com sua base de conhecimento formada, passa a interpretar informações inéditas usando sua lógica interna, realizando os cálculos e raciocínios que resultam nas respostas apresentadas ao usuário.

    Embora ambos sejam processos cruciais para o funcionamento dos modelos de IA, inferência e treinamento são coisas diferentes. O treinamento é a fase inicial de aprendizado do sistema, em que ele é exposto a grandes volumes de dados para, posteriormente, identificar padrões e construir sua base de conhecimento.

    Essa etapa exige alto poder computacional e pode levar dias ou semanas para ser finalizada com eficiência. Trata-se do estabelecimento da estrutura do modelo, que permanecerá relativamente estática até receber uma nova atualização dos desenvolvedores.

    A inferência, por sua vez, ocorre após essa etapa. Ela corresponde ao momento em que o modelo passa a aplicar o conhecimento adquirido anteriormente para realizar tarefas de forma rápida, eficiente e repetitiva.

    Assim, toda vez que o usuário faz uma solicitação ao ChatGPT, por exemplo, a ferramenta executa um processo de inferência para gerar a resposta com base em seu treinamento.