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08 setembro 2026

Em outros países, investidores em ações celebraram o forte aumento dos lucros das grandes empresas

A propósito do que foi dito aqui sobre a economia brasileira, forçosamente se impõe verificar o que lá fora está acontecendo, principalmente nos EUA. Lá, até o momento, foi positivo para os investidores. Como mostram diversas reportagens, eles estão numa trajetória sólida impulsionada pelo forte crescimento dos lucros corporativos e pelos ganhos do setor de tecnologia.

Todos celebraram o forte aumento dos lucros das grandes empresas, ignoraram as oscilações no mercado de títulos e impulsionaram as ações de gigantes da tecnologia de volta a patamares próximos de recordes.

Embota setembro seja, historicamente, o pior mês do ano para as ações, mas os padrões sazonais não os preocupam a não ser que surjam novos motivos de cautela para os investidores — sendo o principal deles a ameaça iminente de um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), que anunciará sua próxima decisão de política monetária em 16 de setembro.

"Estamos passando de um mercado impulsionado pelos resultados corporativos para um mercado impulsionado por fatores macroeconômicos, com o Fed, a inflação e as taxas de juros em foco", disse Keith Lerner, consultor-chefe de investimentos da Truist Advisory Services. "Costuma ser um período de maior volatilidade."

Historicamente, todos os principais índices de ações dos EUA registram seu pior retorno médio em setembro. O Dow Jones Industrial Average apresentou uma queda média de 1,1% no nono mês do ano, segundo dados que remontam ao século XIX. O S&P 500 tem registrado a mesma queda média — e, em todos os meses de setembro desde 1928, o índice de referência encerra o mês em baixa em mais da metade das vezes.

Otimismo. Após mais uma temporada de resultados corporativos excepcionais, alguns analistas alertaram que qualquer impulso gerado pelos relatórios do terceiro trimestre, previstos para os próximos meses, poderá ser mínimo. Trimestres consecutivos de lucros expressivos elevaram as expectativas e tornaram especialmente difícil impressionar os operadores. A Broadcom, empresa especializada em chips personalizados, informou na quarta-feira, por exemplo, que mais do que triplicou seus lucros e quase dobrou sua receita.

Nesse contexto, muitos analistas apontam que há inúmeras razões para não entrar em pânico. A economia apresenta um desempenho impressionante, graças a um mercado de trabalho sólido e aos efeitos em cadeia do *boom* de investimentos em inteligência artificial. Os lucros das maiores empresas dos EUA estão em forte expansão. O Índice de Volatilidade Cboe recuou para seus níveis mais baixos de 2026. Os *spreads* de crédito estão estreitos, sinalizando que os investidores em títulos de renda fixa não estão preocupados com condições econômicas que possam prejudicar as empresas.

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