Filho de Francisco Chateaubriand Bandeira de Melo e Maria Carmem Guedes Gondim, frequentou no Recife o Ginásio Pernambucano cursando, a seguir, a Faculdade de Direito da capital pernambucana, da qual se tornaria um dos professores, mediante concurso para a cadeira de Filosofia do Direito Romano.
Assis Chateaubriand tomou o partido da Aliança Liberal, na campanha que teve por desfecho a vitória da Revolução de outubro de 1930. Contudo, dois anos depois, o apoio à Revolução Constitucionalista o levaria ao exílio.
Assis Chateaubriand dedicou-se desde a juventude ao jornalismo, escrevendo no Jornal Pequeno e no veterano Diário de Pernambuco. Em 1917, já no Rio de Janeiro, colaborou no Correio da Manhã, em cujas páginas publicaria impressões da sua viagem à Europa, em 1920.
Chateaubriand construiu uma das trajetórias mais influentes da história da imprensa brasileira. Em 1924 assumiu a direção de “O Jornal” no Rio de Janeiro, que se tornaria o ponto de partida para a expansão dos Diários Associados, uma das maiores redes de comunicação do país em seu período de maior alcance.
Sua atuação também alcançou a televisão. Os Diários Associados estiveram na origem da TV Tupi, inaugurada em São Paulo em 1950, considerada a primeira emissora de televisão da América Latina.
Na área cultural, Chateaubriand foi um dos principais responsáveis pela criação do Museu de Arte de São Paulo (MASP), fundado em 1947 na sede dos Diários Associados. O projeto contou com a participação de Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, e Chateaubriand teve papel central na formação do acervo do museu.
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