No início dos anos 1980, o Chorão (302) e o Amigos (105) abriram espaço para a música ao vivo. No Amigos se destacava a bossa de Rosa Passos com o violão do Miranda. Forte na música ao vivo era também o Jangadeiro na 715, com o Dilsão cantando e tocando guitarra.
Ainda se destacavam o Asa Branca (710), com forró e sambão, Mistura Fina (209) com um som de jazz mais sofisticado, o Bar Academia que tinha uma banda própria, mas sempre trazia atrações nacionais como Elza Soares ou Cauby. Ao lado tinha o Overnight com a cantora da casa, Cleide Magalhães.
Ali perto do CEUB havia ao menos 6 casas com música ao vivo, com destaque, claro, para o Bom Demais na 706 e também para o Bye Bar Brasil com o som da Ana Donizetti e Josias dos Santos. Por ali também havia o Tarrafas, o Recanto Carioca e o Esquina Mineira (905) com MPB ao vivo.
Na 304 dominava o Degraus, com os melhores músicos tocando, com destaque para a cantora Ângela Regina. Na 204, mais abaixo, o Samba Show e Cia. Já na 202, havia o Amore Mio Bar que dobrou de tamanho quando comprou o vizinho Bar Doce Bar.
Saindo da Asa Norte, no setor central destacavam-se os piano bares do Garvey Hotel e do Aracoara. Havia ainda o bar Terraço com shows de Johnny Lopes, o Bar do Chorão, anexo ao Clube do Choro e o sensacional Panorama, na Torre de TV.
A Asa Sul era mais sofisticada, com destaque para o piano do chique Piantella na 202 com o grande Renato Vasconcellos e o baixista Zambinha. Chiques também eram o Fino´s (405) com direção do ícone Daniel Jr., o London Tavern (408) que fazia jam sessions de jazz.
Mas o mais badalado local de música da Asa Sul era o Tasca (405) com música ao vivo de terça à domingo com o melhor da MPB e jazz. O Cavaquinho (114) era bem movimentado também.
Mais populares era o Esquina (302) com sambão e chorinho e o Piatã (204) com músicas românticas do Wilson Maia. Um point que surgiu em 1985 foi o Umas e Outras na 213 já com bandinhas jovens tocando.
O Lago Sul era mais conhecido pelas discotecas, mas havia o Barril 2000 que lotava (acho que às segundas feiras) com shows do Miltinho Guedes com o Dente, Muca e Beto da banda Plug. No Sobrado 23, sempre havia shows de Toninho Terra acompanhado do violonista Zezinho. No GAF, música romântica ao piano.
Em 1985 se destacavam, no Gilbertinho, dois points: o Le Club e o Grog, ambos mistos de boites com casas de shows ao vivo. No Grog lembro de shows do Artimanha, Nara Leão e do Nadador Rômulo Arantes Jr que virou cantor depois que se aposentou das piscinas.
A foto é do José Eduardo Ladeira Filho tocando no Tasca |
PS.: Texto de autor desconhecido
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