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03 abril 2026

STF: de salvador da democracia passou a ser a sua maior ameaça


    Faz sentido o apelo do jornalista Rodrigo Constantino contido em seu artigo, "Ditadura de toga",  de hoje, 03/04/2026, na edição 316 da Oeste. Nele, o spoiller traz a seguinte mensagem: "Quanto mais gente expuser a tirania que foi instaurada pelo Supremo, melhor". 

    Para escevê-lo, Constantino usou como pano de fundo o Editorial da FSP, citado na imagem acima, cujos trechos também iremos reproduzir aqui.

    “Parece que a velha imprensa descobriu que o STF, em vez de ‘salvador da democracia’, é mesmo a maior ameaça”, afirma  Rodrigo Constantino. Até recentemente, o jornalismo convencional insistia na “narrativa esdrúxula de que o STF ‘alexandrino’ estava apenas protegendo a democracia da terrível ameaça golpista do bolsonarismo.” O envolvimento de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes nos escândalos da vez está na coluna "Toga combina com jato",  de Augusto Nunes.

    A Folha segue mencionando mais aberrações e intimidações, que envolvem burocracias do Estado, a Receita Federal e o Coaf, e fulmina: “Não há o que controle um ministro do Supremo que se ponha a subverter a institucionalidade para se proteger e atingir supostos  adversários”. Por fim, o editorial conclui que a solução não pode mais vir de dentro, por autocontenção, mas sim de fora, do Senado: “Esvai-se a esperança de que comecem dentro do Supremo os ajustes para desbastá-lo dos superpoderes estranhos à República. Os ministros mostram-se incapazes de adotar um mero código de comportamentos óbvios, que já deveriam ser moeda corrente. É inevitável que caminhe no Congresso uma reforma para recolocar o STF em seu lugar constitucional.”

Grifos de Roberto Motta

    Continua Rodrigo Constantino ...

    Tudo muito acertado, sem dúvida. Mas cabe perguntar: só agora o jornal percebeu isso? Só com o escândalo do Banco Master a Folha se deu conta do monstro que ajudou a criar? A velha imprensa, afinal, insistiu na narrativa esdrúxula de que o STF “alexandrino” estava apenas protegendo a democracia da terrível ameaça golpista do bolsonarismo! E não há um único reconhecimento dessa mentira, que serviu de justificativa para que esse poder todo fosse acumulado por poucos ministros.

    Quanto mais gente expuser a tirania que foi instaurada pelo Supremo, melhor. Mas é necessário compreender como isso foi possível, para não se repetir o erro. E a velha imprensa tem culpa no cartório. Todos aqueles que fecharam os olhos para cada medida arbitrária de Moraes, que aplaudiram a perseguição aos “bolsonaristas”, estavam colaborando para instaurar essa tirania que, agora, ninguém sabe como parar.




A guerra no Irã expôs a fraude de fantasias de emissões líquidas zero e anti-petróleo e gás


    Os EUA produzem gás natural a US$ 4 por milhão de BTU e o distribuem por meio de 4,8 milhões de quilômetros de gasodutos. A Europa paga US$ 16 pelo mesmo gás porque ele chega por navio-tanque. A diferença reside em décadas de escolhas políticas. Os Estados Unidos construíram gasodutos, enquanto a Europa construiu dependência.

    A Dinamarca, que proibiu novas licenças de petróleo em 2020, agora considera expandir a produção no Mar do Norte. A Europa, que gastou 500 bilhões em energias renováveis ​​enquanto fechava usinas nucleares, depende de GNL, que não pode mais transitar pelo Estreito de Ormuz. O Reino Unido, que proibiu a exploração há cinco meses, enfrenta racionamento de combustível. O Secretário de Energia do Reino Unido chamou a perfuração no Mar do Norte de "vandalismo climático". Agora ele está hesitante em relação a novas perfurações, que ele deveria ter aprovado há muito tempo. O que mudou? A guerra expôs a fraude de sua fantasia de emissões líquidas zero e anti-petróleo e gás.

    O investimento em exploração e produção de petróleo e gás atingiu o pico de US$ 869 bilhões em 2015 e caiu para US$ 350 bilhões em 2020. Recuperou-se para apenas US$ 570 bilhões em 2025, ainda um terço abaixo do pico. Enquanto isso, os governos investiram US$ 2,2 trilhões em energia verde somente em 2025.

    O mundo instalou 1.600 gigawatts de energia solar e 1.000 gigawatts de energia eólica. Nada disso importou quando o Estreito de Ormuz foi fechado. As energias renováveis ​​geram eletricidade, que representa apenas 21% do consumo final de energia. Os outros 79%, a parte que movimenta navios, opera aviões, produz fertilizantes e aquece edifícios, ainda dependem em grande parte de combustíveis fósseis. O petróleo e o gás, sozinhos, fornecem 56% de toda a energia global.

    A verdadeira abundância de energia significa gás natural canalizado a US$ 4, usinas nucleares operando com 90% da capacidade por 100 anos e produção nacional de petróleo que não pode ser interrompida por um ataque de drone, não painéis solares no supermercado.


Visão geral criada por IA

O debate sobre a transição energética é complexo, com vozes que argumentam que a meta de emissões líquidas zero e o abandono total do petróleo e gás até 2050 são metas irrealistas ou, como alguns descrevem, "fantasias". As perspectivas variam significativamente entre a necessidade urgente de ação climática e os desafios técnicos, econômicos e geopolíticos de uma mudança energética radical.
Argumentos de que o Net Zero e a eliminação do Petróleo/Gás são "Fantasias":
  • Dependência Energética: A economia global ainda é fortemente dependente de combustíveis fósseis para energia, transportes e indústria. A substituição total por renováveis enfrenta desafios de escala, infraestrutura e armazenamento.
  • Contradições de Produção: Países, incluindo grandes potências, continuam a abrir novas usinas de carvão e a investir na exploração de novos blocos de petróleo (ex: Foz do Amazonas), demonstrando um descompasso entre as metas climáticas e as ações práticas.
  • Conceito de "Zero Líquido": Algumas perspectivas argumentam que o conceito de "net zero" permite a continuação da emissão de 
    CO2
     desde que haja compensações (créditos de carbono), o que na prática não seria uma eliminação real dos combustíveis fósseis.
  • Desafios da Transição: A necessidade de investir trilhões de dólares na transição energética, como proposto em planos como o "Clean Energy Plan", levanta questões sobre a viabilidade econômica.
Argumentos a Favor da Ação Climática e Limitações do Petróleo/Gás:
  • Impacto Climático: Cientistas e relatórios (como os da IEA) indicam que, para limitar o aquecimento global a 
    , é imperativo o rápido declínio na produção de combustíveis fósseis e o alcance de emissões líquidas zero até 2050.
  • Riscos Ambientais: Projetos de exploração em áreas sensíveis (como a Amazônia) trazem riscos inaceitáveis para a biodiversidade, ecossistemas e populações locais, impulsionando a pressão por alternativas.
  • Impactos Reais: Os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos globalmente, evidenciando a necessidade de uma transformação energética urgente para mitigar desastres. 
Em resumo, enquanto alguns setores da sociedade, cientistas e formuladores de políticas pressionam por uma rápida descarbonização baseada nas metas de emissões líquidas zero, outros setores da sociedade, agentes de mercado e governos destacam os riscos de uma transição rápida que ignore a dependência estrutural dos combustíveis fósseis.