Os EUA produzem gás natural a US$ 4 por milhão de BTU e o distribuem por meio de 4,8 milhões de quilômetros de gasodutos. A Europa paga US$ 16 pelo mesmo gás porque ele chega por navio-tanque. A diferença reside em décadas de escolhas políticas. Os Estados Unidos construíram gasodutos, enquanto a Europa construiu dependência.
A Dinamarca, que proibiu novas licenças de petróleo em 2020, agora considera expandir a produção no Mar do Norte. A Europa, que gastou 500 bilhões em energias renováveis enquanto fechava usinas nucleares, depende de GNL, que não pode mais transitar pelo Estreito de Ormuz. O Reino Unido, que proibiu a exploração há cinco meses, enfrenta racionamento de combustível. O Secretário de Energia do Reino Unido chamou a perfuração no Mar do Norte de "vandalismo climático". Agora ele está hesitante em relação a novas perfurações, que ele deveria ter aprovado há muito tempo. O que mudou? A guerra expôs a fraude de sua fantasia de emissões líquidas zero e anti-petróleo e gás.
O investimento em exploração e produção de petróleo e gás atingiu o pico de US$ 869 bilhões em 2015 e caiu para US$ 350 bilhões em 2020. Recuperou-se para apenas US$ 570 bilhões em 2025, ainda um terço abaixo do pico. Enquanto isso, os governos investiram US$ 2,2 trilhões em energia verde somente em 2025.
O mundo instalou 1.600 gigawatts de energia solar e 1.000 gigawatts de energia eólica. Nada disso importou quando o Estreito de Ormuz foi fechado. As energias renováveis geram eletricidade, que representa apenas 21% do consumo final de energia. Os outros 79%, a parte que movimenta navios, opera aviões, produz fertilizantes e aquece edifícios, ainda dependem em grande parte de combustíveis fósseis. O petróleo e o gás, sozinhos, fornecem 56% de toda a energia global.
A verdadeira abundância de energia significa gás natural canalizado a US$ 4, usinas nucleares operando com 90% da capacidade por 100 anos e produção nacional de petróleo que não pode ser interrompida por um ataque de drone, não painéis solares no supermercado.
Visão geral criada por IA
- Dependência Energética: A economia global ainda é fortemente dependente de combustíveis fósseis para energia, transportes e indústria. A substituição total por renováveis enfrenta desafios de escala, infraestrutura e armazenamento.
- Contradições de Produção: Países, incluindo grandes potências, continuam a abrir novas usinas de carvão e a investir na exploração de novos blocos de petróleo (ex: Foz do Amazonas), demonstrando um descompasso entre as metas climáticas e as ações práticas.
- Conceito de "Zero Líquido": Algumas perspectivas argumentam que o conceito de "net zero" permite a continuação da emissão de desde que haja compensações (créditos de carbono), o que na prática não seria uma eliminação real dos combustíveis fósseis.
- Desafios da Transição: A necessidade de investir trilhões de dólares na transição energética, como proposto em planos como o "Clean Energy Plan", levanta questões sobre a viabilidade econômica.
- Impacto Climático: Cientistas e relatórios (como os da IEA) indicam que, para limitar o aquecimento global a , é imperativo o rápido declínio na produção de combustíveis fósseis e o alcance de emissões líquidas zero até 2050.
- Riscos Ambientais: Projetos de exploração em áreas sensíveis (como a Amazônia) trazem riscos inaceitáveis para a biodiversidade, ecossistemas e populações locais, impulsionando a pressão por alternativas.
- Impactos Reais: Os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos globalmente, evidenciando a necessidade de uma transformação energética urgente para mitigar desastres.
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