Há 81 anos o mundo celebra o fim da II Guerra Mundial um triunfo monumental sobre a tirania e o mal na Europa.
A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra sem precedentes na magnitude de seus efeitos sobre a vida das pessoas e o destino das nações. Foi uma combinação de muitos conflitos, incluindo ódios étnicos e nacionais, que se seguiram ao colapso de quatro impérios e à redefinição de fronteiras na Conferência de Paz de Paris, após a Primeira Guerra Mundial. Vários historiadores argumentam que a Segunda Guerra Mundial foi uma fase de uma longa guerra que durou de 1914 a 1945 ou mesmo até o colapso da União Soviética em 1991 — uma guerra civil global, primeiro entre o capitalismo e o comunismo, depois entre a democracia e a ditadura.
A Segunda Guerra Mundial também produziu um equilíbrio muitas vezes instável entre a Europa e os Estados Unidos. As ambições hegemônicas de Hitler forçaram o Reino Unido a abandonar seu autoproclamado papel de polícia mundial e recorrer aos americanos em busca de ajuda. Os britânicos estavam genuinamente orgulhosos de sua participação na vitória final dos Aliados, mas tentaram esconder a dor de sua influência global em declínio, repetindo o clichê de que o Reino Unido havia conseguido "superar suas expectativas" na guerra e se apegando à sua "relação especial" com os Estados Unidos. Churchill ficou consternado com a perspectiva de que as tropas americanas pudessem simplesmente voltar para casa após o fim da guerra no Pacífico, em 1945. Embora as atitudes americanas continuassem a oscilar entre a busca por um papel global ativo e o recuo para o isolacionismo, a ameaça de Moscou garantiu que Washington permaneceria profundamente engajado na Europa até o colapso da União Soviética em 1991.
Quando a Guerra terminou, as potências aliadas vitoriosas tiveram que decidir o que fazer com os altos funcionários nazistas. Algumas opções foram levantadas — incluindo execuções sumárias — mas, no fim, França, União Soviética, Reino Unido e Estados Unidos decidiram convocar os julgamentos de Nuremberg, O tribunal inicial levou à justiça apenas alguns dos líderes nazistas, mas sua abordagem inovadora para processar crimes de guerra estabeleceu as bases para grande parte do direito internacional moderno.
O Brasil participou diretamente da Guerra em campos da Itália com a FEB. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) embarcou para a Itália em 2 de julho de 1944, com a partida dos primeiros soldados. No total, cerca de 25 mil soldados brasileiros participaram da campanha na Itália, lutando ao lado dos Aliados.
Em relato detalhado, a historiadora Cristina Feres, publicou, em 2023, o livro "A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro", baseado no diário do cabo Waldemar Reinaldo Cerezoli, que expõe as desgraças vivenciadas durante a IIGM e o Holocausto. Waldemar ao ser excluido do Exército foi jogado à própria sorte, como se a reintegração à sociedade civil pudesse dar-se naturalmente e repentinamente apagar o stress do combate e do enfrentamento com a morte, eliminar a dor de seus ferimentos e o sofrimento decorrente da fome e do frio, calar o som das granadas e das metralhadoras, apagar a imagem daqueles que tombaram diante de si e dos que fora obrigado a matar. A história de Waldemar é uma entre um universo de desajustados psíquicos, a ponto de reportagens da época chamarem a atenção para o problema que, segundo dados da associação dos Ex-combatentes do Brasil, devia afetar cerca de mil ex-combatestes pelo País.
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