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13 maio 2026

Inteligência Artificial e pensamento crítico

    A propósito do texto publicado pela FSP, imagem abaixo, embora ainda não tenha lido na íntegra o que ele menciona, (Parecer do CNE estipula diretrizes para uso benéfico da IA e contenção de riscos nos ensinos básico e superior; é preciso ampliar capacitação de professores e inclusão digital para reduzir desigualdades).


    Em 2021, a Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco), lançou um manual de ética para uso de inteligência artificial (IA) com a seguinte instrução para os países que fazem parte da ONU, como o Brasil:


Os Estados-membros [da ONU] devem promover a aquisição de “habilidades de pré-requisito” para a educação em IA, tais como alfabetização básica, numeramento, habilidades digitais e de programação, e alfabetização midiática e informacional (AMI), bem como habilidades de pensamento crítico e criativo, trabalho em equipe, comunicação, socioemocionais e de ética da IA, especialmente em países, regiões ou áreas dentro de países onde existem notáveis lacunas na instrução dessas habilidades.


    Nos dias de hoje, temos muita informação disponível na internet e muitos canais de comunicação por meio dos quais podemos dizer o que pensamos. No mundo em que vivemos, há espaço para cada um manifestar sua opinião, que os gregos chamavam de doxa. Mas como saber quem está certo ou errado? Quais informações são verdadeiras ou falsas, confiáveis ou duvidosas? 


    Portanto, nosso maior desafio hoje não é obter informações ou assimilar conteúdos prontos, mas ter um olhar crítico para o que chega até nós como verdade. Como nos ensinou Sócrates no século V a.C, o ser humano deve desenvolver essa capacidade quando questionar o senso comum e, principalmente, as suas próprias certezas. Isto precisa ser dito para todas as gerações, especialmente nos ambientes escolares.



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