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11 abril 2026

Missões cumpridas

    Na manhã de 12 de Abril de 1961, a União Soviética lançou o primeiro ser humano,Yuri Gagarin, ao espaço, numa missão conhecida como Vostok I.


Decolagem da Vostok I, com Yuri Gagarin
 



    Decorridos 65 anos daquele lançamento, pousaram no Pacífico (10/04/2026), na California, 4 astronautas que os EUA tinham enviado nesta semana ao ponto mais distante da Terra, atingindo uma nova marca na corrida espacial iniciada nos anos 50. A Artemis II foi um teste para confirmar à Nasa que o foguete Orion, parte do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), e seus sistemas estão prontos para o retorno de astronautas americanos à superfície lunar, antes de futuras missões a Marte.
























Astronautas da Artemis II

    Não há dúvida de que a corrida espacial entre as potências da Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética, marcou um episódio decisivo na história tecnológica da humanidade. Através da tensão e da competição, foram alcançados alguns dos marcos mais fascinantes até à data.

    O lançamento da Vostok 1, não só teve um impacto profundo no mundo, como também mudou completamente a percepção das possibilidades e dos limites da exploração espacial. O feito simbolizou, sem dúvida, o triunfo da ciência e da determinação humana.

    No entanto, antes do histórico voo da Vostok I, a batalha entre os Estados Unidos e a União Soviética não era exatamente unilateral e ambos os países tinham feito muitos progressos na tecnologia espacial, abrindo assim caminho para o objetivo de enviar seres humanos para além da atmosfera terrestre.

    A União Soviética, em particular, tinha efetuado uma série de progressos, incluindo o lançamento do Sputnik I em 1957, o primeiro satélite artificial da história. Mais tarde, em 1959, a URSS lançou também a sonda espacial Luna II, que se tornou o primeiro objecto humano a tocar na Lua.

    No entanto, era também necessário efetuar previamente uma série de voos não tripulados, a fim de testar a tecnologia e os sistemas que seriam posteriormente utilizados. Assim, em 1960, o programa Vostok efetuou várias simulações bem-sucedidas, incluindo o lançamento da Vostok 1K, que transportava um manequim e vários equipamentos científicos para simular as condições do voo espacial humano. Dessa forma, os cientistas envolvidos puderam aperfeiçoar os sistemas da nave espacial e garantir que estavam prontos para levar um ser humano para o espaço.

    A Vostok I foi o resultado de todo o trabalho árduo da equipe soviética: o seu design e as suas características técnicas refletiam um nível de engenharia e tecnologia muito avançado para a época, estabelecendo um novo padrão para as missões espaciais tripuladas.

    A nave não tinha mais de 4,4 metros de comprimento e, no momento da descolagem, pesava cerca de 4.730 Kg, constituindo uma cápsula esférica muito pequena e leve que albergava o cosmonauta e todos os outros sistemas necessários ao voo, incluindo a propulsão, o controle e o suporte de vida.

    Como método de propulsão, a Vostok dispunha de um sistema constituído por um foguete principal e vários foguetes de manobra, que permitiam controlar a orientação e a órbita da nave espacial durante o voo. O foguete principal fornecia a energia necessária para colocar a nave espacial na órbita da Terra e mantê-la na sua trajetória correta. Em termos digitais, seus recursos eram ínfimos como descreve a imagem abaixo.

    Mesmo assim, a 12 de Abril de 1961, o grande marco teve lugar no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Com um ruído ensurdecedor, o foguete descolou-se da rampa de lançamento com o cosmonauta Yuri Gagarin, de 27 anos, no seu interior, impulsionando a nave espacial Vostok I para as camadas superiores da atmosfera.

    À medida que ganhava altitude, a nave separou-se dos foguete da fase inicial, libertando-se do seu peso morto e continuando a sua ascensão impulsionada pelo foguete principal. Os cientistas tinham calculado perfeitamente a potência inicial para deixar a Vostok I numa órbita estável à volta da Terra, navegando no espaço a uma altitude de aproximadamente 327 quilómetros.

    O voo teve uma duração total de 108 minutos, dos quais os primeiros nove foram passados em órbita. A partir da cápsula que o guardava, Yuri Gagarin manteve-se em contato com a base terrestre, transmitindo as suas observações e as suas impressões sobre a experiência. Entre os comentários que transmitiu aos seus camaradas, duas frases ficaram para a história: "A Terra é azul" e "Não vejo nenhum Deus aqui".

    Com a órbita completada, a cápsula iniciou a manobra de reentrada, enfrentando as altas temperaturas geradas pela fricção atmosférica à medida que penetrava em cada uma das suas camadas. No interior da nave, Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a sentir estas intensas forças gravitacionais, enquanto a nave se precipitava em direcção à Terra a velocidades extremamente elevadas.

    Quando a nave estava apenas a sete quilómetros do solo, a escotilha da nave abriu-se e ejectou Gagarin, cujo pára-quedas se abriu quase de imediato. Do outro lado, o pára-quedas principal da nave espacial abriu-se a uma altitude de 2,5 quilómetros. Em apenas 10 minutos, Gagarin aterrou, mesmo ao lado da nave espacial e 26 quilómetros a sudoeste de Engels, na região russa de Saratov.

    Comparar a Vostok 1 e a Artemis II é, essencialmente, analisar o quanto avançamos em 65 anos de exploração espacial. Enquanto a primeira provou que o ser humano poderia sobreviver no espaço, a segunda marcou o retorno para a exploração de espaço profundo.

Aqui estão os principais pontos de comparação:

Tecnologia e Capacidade das Naves


O Fator Humano e Segurança


  • Retorno à Terra: Na Vostok 1, o sistema de pouso não era suave o suficiente para humanos; Gagarin teve que se ejetar da cápsula a cerca de 7 km de altura e descer de paraquedas. Na Artemis II, a cápsula Orion caiu no Oceano Pacífico com a tripulação a bordo, protegida por um escudo térmico capaz de suportar temperaturas de 2.800°C na reentrada.

  • Radiação: Gagarin estava protegido pelo campo magnético da Terra. A tripulação da Artemis II saiu dessa proteção, enfrentando níveis de radiação muito mais altos, o que exige blindagem especializada e monitoramento constante.


11 abril 2024

Briga de cachorro grande

É apenas mais um desejável round. Desta vez entre o Google e a Meta. Para a cultura americana não é novidade. O fato é comum no mundo capitalista. Na área de tecnologia já rendeu até livro.

Durante esta semana os observadores atentos do setor de nuvem sabem que o Google Cloud realizará um de seus grandes eventos anuais em Las Vegas e está lançando muitos anúncios, incluindo o de um novo chip personalizado para computação em nuvem.

Parece que a Meta Platforms (Mark Zuckerberg) não resistiu em entrar em ação, e anunciou nesta quarta-feira (10) seu primeiro chip projetado internamente para executar modelos de inteligência artificial, como parte de um novo “design de data center otimizado para IA”.

As ações do Google subiram um pouco nos últimos dias, mas ainda estão sendo negociadas com um grande desconto em relação à Meta em um múltiplo de vendas a prazo, segundo matérias especializadas. 

Enquanto isso, a Meta está investindo bilhões em IA sem um caminho claro para obter retorno. Para todos os investidores que questionam os retornos que as empresas obterão com seus investimentos em IA.

Este ano, a Meta está aumentando seus investimentos em despesas de capital, muitos deles para servidores e data centers relacionados à IA. Provavelmente foi daí que veio o dinheiro para o chip mais recente, por exemplo. A Meta gastou no ano passado US$ 28 bilhões em investimentos – 21% de sua receita, uma proporção maior que a da Microsoft ou do Google. E este ano, a Meta projetou que o investimento chegará a US$ 37 bilhões, 23% da receita projetada por analistas consultados pela S&P Global Market Intelligence.

 Nessa briga, que só o modelo capitalista permite, sai ganhando o usuário ao usar os resultados desses investimentos, financeiramente lucrativos para as respectivas empresas, algo que está muito distante do modelo comunista, cuja bonança só chega aos ditadores.