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07 março 2026

A Globo muda de lado. Será?


A Globo, que passou os últimos sete anos sustentando, aplaudindo e JUSTIFICANDO a imposição de um verdadeiro regime de exceção — através da censura, da perseguição política, da criminalização da direita e da blindagem de um establishment PODRE —, resolveu agora mudar de posição, ao começar a expor a lama que envolve o cerne do poder no Brasil.

As mais recentes foram divulgadas esta semana e a última é objeto desta matéria obtida no Jornal Nacional, em sua forma integral está acessível aqui e o seu final no vídeo abaixo.


A pergunta que todos fazem: por que a mudança de postura?

Não se engane

Ainda não está completamente claro, mas a lógica é cristalina: cumprida a tarefa de blindagem do sistema, Moraes deixou de ser um ativo. Virou um passivo. O cão de guarda mordeu demais, e agora incomoda o próprio dono.

Os registros históricos nunca poderão ser apagados

A Globo sabe que Moraes não poderá colocar os jornalistas da Globo no "inquérito" das Fake News e mandar fechar a emissora — como fez com outros órgãos de comunicação, o Terça Livre, por exemplo, sob aplausos da própria Globo e do resto da militância de redação.

Até então, conseguiram usar a ladainha da "defesa da democracia" como esteio de legitimidade por um tempo. Até porque o STF resolveu descondenar e alçar Lula à presidência, angariando o suporte entusiasmado de toda a esquerda e seus aparelhos — a Academia, a "imprensa", os artistas e outros setores influentes da sociedade. A Corte tem 95% de apoio da esquerda. Porém, 95% da direita a repudia. Mas não há condições objetivas, como diriam os comunistas, para esse nível de repressão no Brasil. Não agora. Não com o mundo inteiro olhando. Logo, é preciso outro caminho. E esse caminho passa pela velha fórmula: entregar os anéis para preservar os dedos. Por enquanto, os anéis a serem entregues são Toffoli e Moraes.

A torneira secou

Tudo isso foi precipitado pela implosão do Banco Master, que aparentemente assumiu o papel que já foi das empreiteiras: principal fonte de recursos para o establishment.

Quando a torneira secou, e a lama explodiu, a engrenagem começou a ranger. O arranjo de poder que manteve o sistema em pé começou a rachar. A Globo, como um dos pilares desse establishment, faz agora o que sempre fez: trabalha para rearranjar a dinâmica de poder. Moraes, antigo esteio do sistema, passa a ser o alvo que precisa ser removido. Não por amor à Justiça. Por autopreservação. Resta saber se Moraes aceitará esse novo arranjo e sua decisão definirá o grau de caos que o Brasil enfrentará nos próximos meses. Mas, qualquer que seja o caso, uma coisa é evidente: a mínima pacificação do país SÓ será alcançada com a ANULAÇÃO das condenações POLÍTICAS dos últimos anos e com o fim do estado de exceção — representado pelo Ato Institucional que o Supremo baixou, disfarçado de "Inquérito das Fake News".

06 março 2026

A DEVASSA DA MÁFIA


A Revista Oeste novamente nos brinda com uma ótima edição sobre o atual momento do Brasil. Pelo que nela está exposto, e em outros veículos de comunicação tembém, conclui-se, usando-se apenas os padrões morais brasileiros, que não há a menor condição de autoridades brasileiras envolvidas permanecerem em seus postos. 

O fosso, ou melhor, a fossa séptica, só aumenta. Segundo as matérias da Oeste em sua edição 312, capa acima, num primeiro momento, a falência do Master parecia ser a maior fraude bancária da história do país, com um rombo de mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e milhares de servidores públicos prejudicados pela perda do dinheiro investido em fundos de pensão depositados na instituição financeira. Já seria uma façanha e tanto. Mas foi pior que isso, avisou o desespero de ministros do Supremo Tribunal Federal, ansiosos por esconder as falcatruas de Daniel Vorcaro, dono do banco. 

A descoberta do contrato de R$ 129 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, e do resort no Paraná que escancarava a ligação entre Dias Toffoli e o banqueiro pareciam ser a parte mais sórdida do escândalo. Engano. A cada dia que passa, mais revelações devassam a máfia disfarçada de empresa que inclui integrantes dos Três Poderes, além de jornalistas e centenas de funcionários de altíssimo escalão. Todas as novidades do escândalo que ameaça explodir a ditadura do Judiciário estão na reportagem de capa desta edição. 


Além disso, foram identificadas personagens empenhadas em garantir o sono de Toffoli. Pertencem ao grupo, por exemplo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o decano Gilmar Mendes, presidente de honra do STF. Mas pelo andar da carruagem, os envolvidos no esquema do Master devem preparar-se para o pior. “Sem vergonha na cara, os comprados ainda pensam que não foram desnudados pelos fatos e fazem olhar de paisagem”, observa o artigo de Alexandre Garcia. “Talvez estejam na esperança de um milagre. Melhor abandonar toda a esperança, porque apenas apareceu a ponta do iceberg. O striptease só começou.” 


Finalmente, não se pode deixar de cumprimentar os editores e articulistas da Oeste pelo título da capa. Dificilmente haverá uma melhor expressão para o momento atual do Brasil.


27 dezembro 2025

Iceberg verde e amarelo (*)


    O que se observa agora não é ruptura, mas fricção interna. O iceberg não começou a subir porque alguém descobriu, de repente, o óbvio “lulante”. Começou a se mover porque forças internas passaram a colidir. Quando vieram a público conversas impróprias, relações promíscuas e pressões envolvendo o caso Master — alcançando figuras centrais do Judiciário e do sistema financeiro — o problema deixou de ser periférico. A água começou a baixar por dentro.

    O dado mais revelador não está na denúncia, mas na sua procedência. Quando setores da mídia tradicional, historicamente integrados à engrenagem, passam a divulgar o que durante anos ajudaram a silenciar, não se trata de súbito zelo republicano. Trata-se de disputa. Alguém concluiu que preservar o sistema exige sacrificar partes dele. Não por justiça, mas por cálculo.

    É nesse ponto que Maquiavel entra sem ser chamado. O poder não se constrange em mudar de forma quando isso é necessário para conservar a substância. Resiste enquanto pode. Abafa enquanto funciona. Só muda quando o risco deixa de ser episódico e passa a ser estrutural. A mudança surge como técnica de conservação. São ajustes cirúrgicos, narrativas controladas, expurgos seletivos, reformas que tocam a superfície e blindam o núcleo.

    No Brasil, tristemente, a mudança raramente aponta para ruptura. Aponta para continuidade administrada. Não quebra o iceberg. Apenas o empurra alguns metros para o lado, reorganiza o tráfego, rebatiza compartimentos e retoma a navegação.

    É, lembram da frase do Temer? “Tem que manter isso aí, viu?”. Pois é. E seguem chamando isso de democracia, de Estado de Direito, de amadurecimento institucional, de progresso, de preferência verde e amarelo.

E o silêncio retorna… Até que outra ponta emerja …

(*) Trechos do artigo " Iceberg verde e amarelo", de Alex Pipkin.

Master: Nitroglicerina pura

 

   

    O que transforma esse caso em potencial terremoto político é a suspeita de proximidade de Vorcaro com autoridades dos três poderes. A CPMI do INSS quebrou sigilos de Vorcaro para investigar seu papel no negócio bilionário nos consignados, mas parece ter acertado no que não viu.

    No centro das suspeitas estaria suposta “lista” de autoridades, políticos e figuras influentes, no “ecossistema” de relações privilegiadas do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal em novembro.

    Mônica Bergamo afirma que um ministro do Supremo diz a ela não saber "se o Brasil está pronto para tudo que será revelado", caso o dono do Master abra o bico. O Banco Master apenas substitui a Odebrecht e outras empresas pegas na Lava Jato para alimentar o establishment corrompido até o último fio de cabelo.


    Toffoli alegou “riscos ao mercado financeiro” ao ordenar a transferência do caso ao STF, citando menção a um deputado, e impôs segredo total. Apesar dos interesses públicos envolvidos nesse escândalo, tanto o STF quanto o TCU decretaram sigilo total nas investigações.


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PS.: Adicionalmente, neste domingo, 28/12, foi divulgado um video com a cronologia da corrupção, explicando tudo de forma simples e didática.






25 dezembro 2025

A democracia não precisa de heróis

 


"O ano de 2025 vai terminando amargo para muita gente que acreditou nos julgamentos dos vândalos golpistas do 8 de Janeiro e dos articuladores da intentona para impedir a posse de Lula como salvação da democracia.Tudo por causa do enredo que começa no contrato da mulher de Alexandre de Moraes com o banco Master, prevendo o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos por serviços até agora desconhecidos, e segue com a pressão do ministro sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pela aprovação da venda do Master ao BRB, banco estatal de Brasília.

Enquanto salvava a democracia, Moraes se movimentava no coração do poder de uma forma que não é preciso código de ética para considerar imprópria. O contrato de sua mulher foi fechado em janeiro de 2024 e continuava válido em julho de 2025, quando Moraes esteve com o presidente do BC. Uma vez que as conversas foram reveladas, Moraes disse que se reuniu, sim, com Galípolo, mas não falou sobre o Master, só sobre as sanções da Magnitsky aplicadas pelos Estados Unidos contra ele. Fez o mesmo que o colega Dias Toffoli — este viajou no jato de um empresário a Lima com o advogado de um réu do caso Master no mesmo dia em que chamou para si o controle da investigação sobre o banco e decretou sigilo máximo sobre o caso — mas garante que não conversou sobre o assunto com o vizinho de poltrona, só mesmo sobre o jogo do Palmeiras a que assistiriam. Galípolo, que andava assertivo, dizendo estar à disposição do Supremo e de Toffoli para todos os esclarecimentos e afirmando ter documentado todos os contatos, mensagens e discussões a respeito do Master, passou a adotar um comportamento errático. Primeiro, negou “em off” a alguns veículos ter sido pressionado, mas admitiu que, nas conversas com Moraes, se falou sobre o caso Master. Procurou jornalistas para afirmar não ter sido pressionado, mas pediu que não publicassem ter dito isso. Mas se não houve pressão, por que não dizer em público, alto e bom som? 

Oficialmente, o BC divulgou uma nota de duas linhas confirmando apenas que houve reuniões para discutir as sanções da Magnitsky. Mas essas reuniões também não constam da agenda pública de Galípolo. Ninguém explicou nem quando nem onde ocorreram, por que não foram registradas, nem se nessas conversas se falou, afinal, de Master. Por fim, depois de muito questionamento, Moraes ainda disse que sua mulher não trabalhou para o Master na negociação com o BRB. Fica, então, a pergunta: se o escritório de Viviane não atuou pelo banco de Vorcaro na operação mais relevante da história da instituição, o que seu escritório fez, afinal? 

Os esclarecimentos que nada esclarecem imediatamente passaram a servir de munição ao Fla-Flu das redes, dando aos “mitodependentes” combustível para recorrer ao velho argumento da perseguição e das fake news contra o herói da democracia. Não faltou quem argumentasse haver uma campanha de ataques contra Moraes, orquestrada pelo bolsonarismo e/ou pelo “lavajatismo”. 

A Lava-Jato acabou em descrédito e foi completamente desmontada em razão das mensagens mostrando que Moro cruzou o balcão para orientar o Ministério Público nas ações contra o megaesquema de corrupção montado no governo Lula. Sob essa régua, como classificar as atitudes de Moraes e Toffoli? 

A investigação sobre as fraudes que avalizaram a cessão de créditos no valor de R$ 12,2 bilhões pelo Master ao BRB, embora tutelada por Toffoli, continua. O processo de liquidação do banco está em curso e, se for sério, fará o escrutínio de todos os contratos e pagamentos, incluindo os R$ 500 milhões a consultorias e escritórios de advocacia que o Master informou no balanço de 2024."

23 dezembro 2025

Ministros talvez prefiram o impeachment


    Diversos senadores afirmaram que, após o recesso legislativo, irão iniciar a coleta de assinaturas para investigar a relação do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master. Nesta segunda-feira, a colunista do GLOBO Malu Gaspar revelou que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão a favor do banco. Ainda segundo a colunista, a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços com o Master por meio do seu escritório de advocacia. O contrato previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais durante três anos, a partir de 2024.

"Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco", afirmou o senador Alessandro Vieira nas redes sociais.

    Uma CPI no Senado não se limitaria a investigar as relações de Moraes e a sua esposa com o Banco Master. Teria o potencial de apurar a relação entre familiares de todos os Ministros do STF que advogam na mais alta Corte e as suas vantagens. 

    Sem querer Moraes pode estar entregando mais cabeças do que se imagina e o “modus operandi” que afinal é familiar a todos.

    Literalmente. Talvez os ministros prefiram o impeachment, afirmou o senador Carlos Portinho.

11 dezembro 2025

O momento que se avizinha para ministros dos tribunais superiores


    Nesta semana o senador Alessandro Vieira, na CPI do Crime Organizado, descreveu um futuro de forma bastante crua: 

— Este é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministros de tribunais superiores. E me parece que esse momento se avizinha.

    Foi o gancho para o artigo de Malu Gaspar, uma respeitada jornalista investigativa brasileira e figura central na mídia política do país. Ela também é autora de "A Organização", um best-seller que expõe as redes de poder internas da Petrobras e as estruturas de corrupção que cercam a classe política brasileira.

    Devido à sua reputação, quando Malu Gaspar denuncia que um banco sob investigação criminal manteve um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal — priorizando pagamentos mesmo com a falência do banco — isso sinaliza que as evidências são críveis e que o escândalo acarreta consequências reais.

    Segundo Malu, a escolha que os ministros têm diante de si, agora, não é entre matar ou não o inquérito do Master, e sim entre aceitar que não são intocáveis e devem satisfação ao público ou se prepararem para o futuro descrito pelo senador Alessando Vieira.

Confira.