A derrota do STF não é política; é jurídica e sobretudo moral. Um país civilizado europeu, que é um dos berços do nosso direito, ao analisar os processos de Zambelli entendeu que garantias não foram respeitadas.
A negativa judicial, não política, é uma grave e rotunda desmoralização para os julgadores desses processos altamente politizados. Teremos mais uma asilada política reconhecida por uma corte europeia, a Corte de Cassação italiana.
Zambelli estava presa em Roma desde julho de 2025. Ela foi condenada pelo STF em 2 processos: um relacionado à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e outro ao episódio em que perseguiu armada um homem em São Paulo na véspera do 2º turno das eleições de 2022.
Depois da condenação no caso do CNJ, Zambelli deixou o Brasil. Ela tem cidadania italiana e foi presa em Roma, no dia 29 de julho, por ordem das autoridades italianas, no contexto do pedido de extradição feito pelo Brasil.
No dia 26 de março de 2026, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição no caso da invasão ao sistema do CNJ. A defesa recorreu à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, que julgou o recurso nesta 6ª feira.
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