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26 julho 2026

Robôs e inteligência artificial podem realmente tornar o dinheiro desnecessário nos próximos dez anos?

Elon Musk acredita que o dinheiro poderá perder completamente a importância até 2036. A previsão foi apresentada durante uma entrevista ao The Economist, na qual o empresário descreveu uma economia movida por inteligência artificial e bilhões de robôs humanoides.

Segundo Musk, a economia é formada pela produção de bens e pela prestação de serviços. Se robôs equipados com inteligência digital forem capazes de realizar essas atividades em enorme escala, o mundo poderia alcançar o que ele chamou de uma economia “quase infinita”.
“Se robôs e inteligência artificial estiverem fornecendo mais bens e serviços do que qualquer ser humano poderia consumir, para que você precisaria de dinheiro?”, questionou.
Musk citou comida, moradia, transporte e entretenimento como exemplos do que poderia se tornar amplamente disponível. Ele também estimou que a inteligência artificial poderá superar a soma da inteligência humana em aproximadamente cinco anos.
A declaração, entretanto, é uma previsão pessoal, não um plano econômico já em execução. O próprio empresário reconheceu que o dinheiro continuará necessário durante a transição.
Também permanecem questões que a tecnologia, sozinha, não responde: quem será proprietário dos robôs, como a produção será distribuída e de que forma recursos naturalmente limitados — como terrenos, energia e matérias-primas — seriam administrados.
Publicações nas redes ainda afirmam que Musk comparou a inteligência artificial a um “Deus pessoal”. Essa expressão não aparece na entrevista original. Ele disse que sistemas futuros deverão se preocupar com a humanidade e buscar o bem-estar das pessoas.
Na sua opinião, robôs e inteligência artificial podem realmente tornar o dinheiro desnecessário nos próximos dez anos? 

Enquanto Musk prevê o futuro, o Brasil continua discutindo o passado. Em vez de discutirmos uma produtividade quase infinita, ainda estamos presos ao debate sobre a escala 6x1. O Brasil está tentando regulamentar o emprego como se a estrutura produtiva do século 20 permanecesse intacta, enquanto o restante do mundo começa a construir uma economia na qual produzir, trabalhar e receber renda poderão deixar de fazer parte da mesma relação.







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