
Essa é a ponta do Iceberg. Só prefeituras terão um aumento de R$ 34 bilhões em custos. É um tiro de bazuca contra a economia. O impacto nos preços será brutal. Quem sentirá mais será a classe baixa.
Não há almoço grátis.
O fim da escala 6×1 pode dar aos trabalhadores brasileiros mais tempo para descansar sem perder renda. Para as empresas, porém, a mudança traz um desafio: como manter o mesmo volume de produção e atendimento com menos horas de trabalho, sem elevar demais os custos? A resposta dependerá da capacidade de cada negócio de produzir mais em menos tempo, reorganizar as equipes ou contratar funcionários para cobrir os horários que ficarão descobertos. Quando essas alternativas não forem suficientes, a conta poderá aparecer em preços mais altos, margens menores ou menos vagas de emprego.
O tamanho desse impacto dependerá de quanto as empresas conseguirão compensar as horas reduzidas com ganhos de produtividade e de quanto precisarão gastar para manter o funcionamento. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a mudança pode elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões. A entidade também projeta uma alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Já uma simulação dos economistas Fernando de Holanda Barbosa Filho e Paulo Peruchetti, do FGV Ibre, aponta uma queda de até 2,9% no PIB caso as empresas não consigam compensar a redução das horas trabalhadas com ganhos de eficiência ou outros ajustes.
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