Translate

Mostrando postagens com marcador 04jan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 04jan. Mostrar todas as postagens

04 janeiro 2026

A reversão está em curso em toda a América Latina




    Após a captura do narcotraficante Maduro - chefe do Cartel de los Soles, que não era presidente legítimo, pois havia perdido as últimas eleições, a Venezuela precisa reconhecer o verdadeiro vencedor da última eleição ou de novas eleições o quanto antes. O maior benefício de uma Venezuela democrática e pró-americana é o que ela representa para a liberdade e a estabilidade na região. 

    A esquerda teve um período de auge de 20 anos nas Américas, que causou grandes danos à sua população e permitiu a profunda influência da China. Em toda a América Latina, uma reversão está em curso na Argentina, Chile, Equador e Bolívia, e uma guinada à direita na Venezuela daria continuidade a essa tendência promissora. A Colômbia terá eleições em março e o Brasil em outubro e ambos seguirão o mesmo caminho.

    A disposição de Trump em depor o Maduro também é mais um passo na retomada da dissuasão americana, que entrou em colapso sob Barack Obama e Joe Biden. A mensagem geral para nossos adversários é salutar. Se Trump conseguir reconstruir a nação venezuelana, o círculo próximo a Castro em Cuba talvez precise começar a procurar outro lugar para viver.

A herança maldita deixada pelo comunismo na Venezuela

 


    Analistas do setor de petróleo acreditam ser improvável que a Venezuela veja um aumento significativo na produção de petróleo bruto por anos, mesmo que as grandes petrolíferas americanas invistam os bilhões de dólares prometidos por Trump poucas horas após a captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas.

    Mesmo com as maiores reservas de petróleo estimadas do mundo, mas sua produção despencou nas últimas décadas em meio à má gestão e à falta de investimento de empresas estrangeiras, após a Venezuela nacionalizar as operações petrolíferas na década de 2000.

    Ainda segundo os analistas, qualquer empresa que queira investir lá precisaria lidar com preocupações de segurança, infraestrutura precária, questionamentos sobre a legalidade da operação americana para capturar Maduro e o potencial de instabilidade política a longo prazo.

    A Venezuela nacionalizou a indústria na década de 1970 e, na década de 2000, ordenou uma migração forçada para joint ventures controladas por sua estatal petrolífera, a PDVSA. A maioria das empresas negociou suas saídas e migrou, incluindo a Chevron, enquanto algumas outras não chegaram a um acordo e entraram com pedido de arbitragem.

    "Se Trump e sua equipe conseguirem uma transição pacífica com pouca resistência, então, em cinco a sete anos, haverá um aumento significativo na produção de petróleo, à medida que a infraestrutura for reparada e os investimentos forem resolvidos", afirmou Thomas O'Donnell, estrategista de energia e geopolítica. Ele acrescentou que o petróleo pesado produzido no país funciona bem com as refinarias da Costa do Golfo dos EUA e também pode ser misturado com petróleo mais leve produzido por fraturamento hidráulico.

    Recordando, a Venezuela é membro fundador da OPEP juntamente com o Irã, Iraque, Kuwait e Arábia Saudita - produziu até 3,5 milhões de barris por dia na década de 1970, o que na época representava mais de 7% da produção global de petróleo. A produção caiu para menos de 2 milhões de barris por dia durante a década de 2010 e teve uma média de cerca de 1,1 milhão de barris por dia no ano passado, ou apenas 1% da produção global.

    Lembremos também que esse desastre tem ainda como pano de fundo o elevado nível de corrupção não mencionado pelo analista para a queda de produção de petróleo na Venezuela, fato este comum a governos do mesmo perfil como já aconteceu aqui no Brasil com o Petrolão.