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A Ucrânia demonstrou isso vividamente. A eficácia assimétrica de drones de baixo custo produzidos em massa alterou a guerra convencional. A lição não é simplesmente que os drones funcionam, mas que "barato, rápido e iterativo" supera o caro, lento e monolítico. Esse é precisamente o modo como as startups operam e onde as grandes corporações de defesa estabelecidas encontram dificuldades. Os ciclos tradicionais de aquisição – medidos em anos e bilhões – muitas vezes não conseguem operar no ritmo que a guerra exige; as startups, por outro lado, podem passar do protótipo à implantação em meses ou até semanas. Exatamente por esse motivo, o governo ucraniano criou o Brave1 – um programa de subsídios, desafios, investimentos e aceleração, especificamente para startups de tecnologia de defesa. Investidores privados também reconheceram o potencial: os dados mostram que, entre 2022 e 2025, os investimentos em estágio inicial em Kiev dobraram em número e triplicaram em valor. O setor como um todo foi um dos que mais cresceram no último ano. A guerra claramente prejudica as economias: o capital foge, o talento se dispersa e a confiança dos investidores entra em colapso. Mas a relação entre conflito e ecossistemas de inovação não se resume a dano e recuperação. A guerra reestrutura os ecossistemas de startups — e os ecossistemas de startups, por sua vez, podem reestruturar as sociedades que emergem do conflito. O sucesso dessa segunda transformação depende das escolhas políticas feitas durante a primeira. |
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29 abril 2026
Quando a velocidade da startup se torna vantagem militar
Keywords:
Startups
Has worked as a lecturer, researcher and policymaker designing projects. In particular, he has exercised activities related to the design, negotiation and execution of projects in the areas of ST&I, interacting with customers and partners in Brazil and abroad.
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