Nos dias 3 e 4 de junho de 1989, milhares de Chineses reunidos na Praça da Paz Celestial protestavam contra a corrupção, a repressão política, a inflação e o desemprego sob o regime do Partido Comunista Chinês, o PCC.
O movimento estudantil foi influenciado pelas reformas promovidas por Mikhail Gorbachev na União Soviética a partir de 1986. A perestroika introduziu medidas de liberalização econômica, enquanto a glasnost ampliou a abertura política e as liberdades civis, especialmente a liberdade de expressão. Essas transformações repercutiram em diversos países do bloco comunista, influenciando movimentos em nações como Polônia de Hungria.
O líder soviético chegou à China em plena onda de protestos estudantis que, desde 15 de abril, tomava diariamente as ruas de Pequim e já contava com o apoio de diversos setores da população, incluindotrabalhadores. As manifestações eram marcadas por atos pacíficos e reivindicavam reformas políticas, maior liberdade de expressão e ampliação das liberdades civis.
Em 17 de maio, os protestos forçaram o governo chinês a cancelar parte da agenda da visita de Gorbachev, gerando constrangimento para o regime. Dois dias depois, o secretário geral do PCC, Zhao Ziyang, tentou dissuadir os estudantes de continuarem as manifestações, mas fracassou. Em 20 de maio, o Primeiro Ministro Li Peng convoca o exército para limpar a praça e soldados e tanques são mandados às ruas. Os manifestantes erguem barricadas e bloquearam o avanço dos soldados e tanques.
Na noite de 3 de junho, tanques e veículos blindados transportando soldados armados avançam sobre Pequim e abriram fogo contra a multidão. O confronto deixou mortos entre civis e soldados. Por volta da meia-noite de 4 de junho, as tropas chegaram à Praça Tiananmen, então ocupada por cerca de 5 mil estudantes. Novos confrontos ocorreram durante a madrugada.
Após as negociações, os manifestantes concordaram em deixar a praça, sob ameaça de serem fuzilados caso permanecessem. A violência, porém, continuou pela cidade nos dias seguintes, com tropas utilizando armas de fogo para dispersar os últimos focos de resistência.
O exército chinês disparou indiscriminadamente contra uma multidão que ocupava a praça e ruas próximas. As estimativas das mortes variam entre 400 a 800 até 2600 mortos além de cerca de 7000 feridos.
O mundo inteiro viu. Um símbolo de coragem contra um Estado que prefere esmagar seus cidadãos a ouví-los. Esse homem sumiu. O massacre, até hoje, é negado. “Foi só manutenção da ordem”, dizem.
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| Foto simbólica: homem bloqueia passagem de tanques nos arredores da Praça Celestial (Tiananmen) de Pequim, em 1989. |
Não é exagero dizer: a estrada que começa com a criminalização da fala termina com tanques nas ruas. A liberdade de expressão não é um luxo ocidental. É uma trincheira contra a tirania.
Lutar pela segurança jurídica e institucional é fundamental, principalmente neste momento em que o Brasil deixou e ser o país do futuro para se tornar mundialmente conhecido por estar dando os mesmo passos da ditadura já mencionada. É nossa obrigação, é nosso dever lutar por dignidade, por um país que garanta a cada um, no pilar da Separação dos Poderes, o respeito às individualidades, às opiniões e aos direitos fundamentais.

Maravilhoso!!!!
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