
Na noite de 29 de junho, os integrantes do 1º Escalão embarcaram no navio-transporte norte-americano USS General W. A. Mann. Na madrugada do dia seguinte, o presidente Getúlio Vargas esteve a bordo para se despedir dos militares que deixavam o Brasil rumo à guerra.
Em seu discurso, Vargas falou em nome da nação brasileira e reconheceu a dimensão daquele momento. Os soldados estavam deixando para trás suas famílias, seus lares e a segurança de sua terra natal para cumprir uma missão militar em território europeu.
O presidente destacou a responsabilidade que aqueles homens carregavam e pediu que dedicassem corpo e alma à missão. Também afirmou que o governo acompanharia suas famílias durante a ausência e manifestou confiança no sucesso da missão brasileira.
A despedida terminou com uma mensagem que simbolizava a esperança de que aqueles homens retornariam à Pátria: “Não é um adeus. É, antes, um ‘até breve’, quando ouvirdes a palavra da pátria agradecida.”
O navio deixou o Brasil em 2 de julho de 1944, levando o primeiro contingente da FEB para a Europa.
Posteriormente, outros escalões seguiriam para a Itália, formando a força brasileira que participaria da campanha italiana.
Aquele embarque marcou o início de uma jornada que levaria milhares de brasileiros aos campos de batalha. Muitos enfrentariam o frio dos Apeninos, o fogo da artilharia e os perigos do combate. Alguns jamais retornariam.
A história daquele momento não está apenas nos documentos ou nos registros militares. Ela também está na imagem de homens que, antes de serem soldados em uma terra distante, eram filhos, pais, irmãos e esposos que deixaram suas famílias para cumprir uma missão em nome do Brasil.
O discurso de despedida de Vargas representa, portanto, o registro de um momento singular da história brasileira: o instante em que os primeiros Pracinhas deixaram a Pátria e partiram para escrever, nos campos de batalha da Itália, uma das páginas mais importantes da história militar do Brasil.
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