Translate

28 janeiro 2018

EDUCAÇÃO SE TORNOU MERCADORIA

A proposta do candidato ao Palácio do Planalto nas #Eleições2018 , #JoãoAmoêdo , do Partido NOVO, está bem distante da do Chile, país este que acabou de tornar também gratuito o ensino universitário e que entrará no grupo das nações desenvolvidas na próxima década, o primeiro da América do Sul, possivelmente já a partir de 2020.

A presidente Michelle Bachelet escreveu no Twitter que a Lei das Universidades Estatais, aprovada no Congresso, que fortalece sua gestão institucional, devolve ao Estado o papel principal de assegurar um ensino superior público de qualidade. “Cumprimos nossa promessa!”.

O candidato, vide imagens anexas, quer jogar fora a água e o bebê que ainda temos e não enfrentar, não resolver os problemas existentes nas escolas públicas e, portanto, da educação brasileira que deve estar presente em todo os lugares do território nacional. 

Os números atuais do ensino público secundário (nível:escolas/professores/alunos), são os seguintes: infantil: 117.111 / 417.061 / 6.145.863; fundamental: 141.215 / 1.358.514 / 22.742.259; médio: 20.287 / 431.581 / 6.960.072.

Bem ao contrário, o candidato deixou claro que, no seu entendimento, #Educação é como mercadoria !





25 janeiro 2018

A TURMA DO POWERPOINT

Desde o julgamento do mensalão, muito se tem falado em organização criminosa - ORCRIM (e em suas várias facções) que se estabeleceu no Brasil.

Um dos aspectos que mais surpreende os brasileiros é o número de agentes envolvidos e, principalmente, quem a chefia, quem detém o poder.

Dois são os componentes principais desse tipo de organização.

Um deles é o agente público, encontrado em praticamente todo o organograma do Estado.

O outro componente é de natureza privada, oriundo de praticamente todos os setores da economia.

Todos eles querendo as benesses governamentais, perseguindo o aumento de poder e/ou de seus patrimônios.

Pelo o que já se conhece, desse conluio, e para a surpresa(?) da sociedade, as atividades de ORCRIMs, que já são mais do que sexagenárias, nunca foram interrompidas e sempre tiveram a cumplicidade (ou incentivo) de componentes da direção dos três poderes da República em seus diversos níveis.

Para ficarmos só no Palácio do Planalto e nos últimos 30 anos, verifica-se, nas revelações publicadas até o momento, que todos os ex-presidentes já foram mencionados, dando conta de que a corrupção esteve presente em seus governos. Em termos de gabinete palaciano, talvez só se salve o ex-presidente Itamar Franco.

Quanto a chefia da organização, quem de fato a exerce? O núcleo do poder está na política, ou na economia? Há controvérsias.

Isto ficou evidente nos conchavos realizados em 2002, entre os donos da economia brasileira e as forças políticas de então que levaram Lula ao poder. 

Por exemplo, banqueiros que declararam, em 1989, que deixariam o Brasil se Lula fosse eleito presidente da República, nas eleições de 2002 bancaram a sua vitória, após o obrigarem a divulgar a famosa Carta aos Brasileiros (antes revisada por eles, claro!).

Em tempos mais antigos, pode-se recordar a crise provocada no governo Vargas, em 1953, quando este promoveu um reajuste de 100% no salário mínimo e implantou a política de restrições de remessas de lucros de empresas ao exterior.

Essas decisões colocaram empresários brasileiros e estrangeiros na linha de frente contra Vargas. O final dessa história é por demais conhecido pela Nação.

O exercício real do poder não tem partido nem ideologia.

Essa turma não tem opção partidária. Apoiar ou pertencer, eventualmente, a uma sigla partidária é mera conveniência.

Portanto, seja de um lado, ou do outro, a intenção de todos é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis aos seus objetivos - poder e/ou lucro -, não importando os meios para que isto ocorra, inclusive a corrupção.

A condenação do ex-presidente Lula, ocorrida hoje no TRF-4, vem se somar as outras sentenças já proferidas e lançou esperanças para um Brasil melhor.

A frase mais repetida durante o dia foi a de que ninguém está acima da lei.

Que isto, daqui por diante, seja cumprido permanentemente.

A fila andou. Next, please !



21 janeiro 2018

"EMPREENDEDORISMO É UMA OPORTUNIDADE DE CRIAR O FUTURO"

O título deste post está na entrevista à Folha de São Paulo, em 09/01/2018, de Paulo Veras, fundador da startup 99Taxis que acaba de ser adquirida pela chinesa Didi Chuxing, por um valor que a coloca como o primeiro "unicórnio" brasileiro (apelido para startups que valem mais de US$ 1 bilhão), de um total de 230, aproximadamente. Metade delas são americanas

No decorrer da entrevista, ele cita alguns desafios sobre o exercício do empreendedorismo no Brasil, dentre os quais destacamos dois deles, detectados há mais de 20 anos, quando se iniciou no País, de forma sistemática, o ensino do empreendedorismo e a geração de novas empresas (startups).
  • Quando empresas brasileiras vão passar a comprar startups no exterior? Ainda estamos muito longe disso. Na China, hoje, você acessa capital muito facilmente. No Brasil, é todo o problema que temos. Existem bons empreendedores. Mas, quando a empresa chega a determinado patamar, não encontra mais recursos.
  • Que outro desafio enfrentam empreendedores brasileiros? Poucos têm ambição global. Muitas vezes, eles pensam que ter algo que se destaque localmente é suficiente. Na América Latina, por outro lado, todos começam querendo atacar o mercado brasileiro, pois nosso mercado é muito maior do que o deles.
Primeiramente, devemos reconhecer que nos últimos 20 anos houve avanços no entendimento e no apoio às iniciativas que fizeram crescer e se expandir o empreendedorismo no Brasil.

Por outro lado, entretanto, persistem problemas cruciais como os citados acima. Além deles e de outros também, é muito  lenta a velocidade em que os avanços são aqui conquistados e implementados. 

Nessa área, e em outras também (educação, por exemplo), diversos países, na América Latina e no resto do mundo, se encontravam classificados em posições inferiores ao Brasil. Fomos ultrapassados por muitos deles em apenas duas décadas. Até Botsuana está vendo o Brasil pelo retrovisor. Decuplicou seu PIB nas últimas quatro décadas. Sua renda per capta em medida que compara os poderes de compra, ultrapassou a brasileira em 2014 e não vai parar tão cedo de abrir distância.

Qual então a receita para vencermos as dificuldades apontadas e ganharmos velocidade ?

A resposta está nas palavras do Paulo Veras: "EMPREENDEDORISMO É UMA OPORTUNIDADE DE CRIAR O FUTURO".

O Veras disse também: "sem empreendedores não se constrói a ponte entre o mundo atual e o que está por vir".

Contudo, é preciso que esse conceito seja entendido da forma mais ampla e o mais cedo possível, ou seja, em todos os segmentos da sociedade, pública e privada, a começar no ambiente familiar e na escola fundamental.

Já passou da hora de enterrarmos definitivamente a Lei de Gerson (que o Gerson me perdoe): "Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também", proferida há mais de 40 anos. Junto com ela, outra recentemente enunciada pelo PMDB, traduzida no post O PMDB NO PODER.

20 janeiro 2018

ASSALTO AOS COFRES PÚBLICOS: ANO NOVO SEM SURPRESAS

    Em outubro de 2017, após tramitação no Congresso Nacional, duas leis foram sancionados pelo presidente da República que criaram e regulamentaram o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), para custear as campanhas eleitorais em 2018.

    Esse fundo terá AO MENOS R$ 1,7 bilhão de recursos públicos. A elaboração do texto aprovado contou com a colaboração (ou iniciativa) do líder do governo no Senado, o já tão conhecido Senador Romero Jucá, autor da proposta inicial que previa reunir aproximadamente R$ 3,6 bilhões. Sim, ele mesmo, o Senador que já responde a 14 inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Aliás ser denunciado e responder a inquéritos tem sido a marca na equipe do andar superior do Palácio do Planalto. Dessa marca não escapou nem o Chefe do Governo.

    As torneiras também foram abertas em negociações políticas para barrar as duas denúncias contra o presidente da República que podem ter alcançado R$ 32,1 bilhões, segundo publicou o uol.noticias.com.br , R$ 6 bilhões a mais que os recursos previstos para pagar o Bolsa Família.

    O Palácio do Planalto também vai abrir as torneiras das emendas parlamentares para aprovar a reforma da Previdência antes do fim de fevereiro e consolidar a estratégia de montar uma ampla frente eleitoral com todos os partidos da base aliada. 

    Do ano passado, somente em restos a pagar de emendas parlamentares – que podem ser destinadas por deputados federais e senadores a redutos eleitorais – e novas emendas do Orçamento deste ano são mais de R$ 20 bilhões.

    Somados outros R$ 10 bilhões que o governo estima economizar ainda neste ano caso a reforma da Previdência seja aprovada, e que seriam usados em obras que podem render dividendos eleitorais aos aliados neste ano, o valor do “arsenal” de Temer pode superar R$ 30 bilhões.

    Os assaltos aos cofres públicos não param por ai e as armas não são os fuzis da Rocinha. A arma mortífera para os cofres da Nação é o poder de legislar em benefício de grupos que não desejam perder seus mandatos, da preservação da bandidagem engravatada, oriunda de eleições para as quais os candidatos aos cargos não são escolhidos pelo eleitor, como já dissemos no post SOMOS REFÉNS .

    Não é difícil nominar quem são as vitimas desses assaltos. Podemos citar: aquelas que sucumbem por falta de remédios e hospitais. Aquelas que morrem nas ruas por falta de segurança pública. Aquelas cujo futuro se extingue precocemente nas escolas por falta de condições mínimas de funcionamento.

    A nossa crise é decorrente do nosso sistema político. Mas entre o melhor e o pior tudo pode acontecer, inclusive nada e, desta forma, continuaremos afundando nesse pântano fedido. A impunidade continua sendo a moeda corrente da política brasileira.

    A nossa elite política é a nossa tragédia !

06 janeiro 2018

HAJA PACIÊNCIA !

    Repetindo 2017, até parece que aquele ano ainda não acabou, a autodefesa de membros dos poderes públicos do País continua em curso.

    O caso mais recente, sem falar no famigerado indulto de Natal proposto pelo presidente da República, tem sido notícia na imprensa nacional. Trata-se do também famigerado auxílio-paletó aprovado no apagar das luzes em dezembro/2017 na Assembléia Legislativa do Amapá

    A justificativa do deputado, ironicamente filiado a um partido que se denomina AVANTE, que propôs a medida, é a que nas demais assembléias legislativas de todo o País isto já ocorre. Neste ponto o deputado tem razão.

    A faxina política no Brasil poderá continuar sendo apenas um sonho. A vassoura está permanecendo atrás da porta, alimentando a crise moral, ética e política porque passa o nosso País. A composição do atual governo que a diga.

    O prêmio concedido a Roberto Jefferson, presidente do PTB, com a nomeação da filha, Cristiane Brasil, para a pasta do Trabalho, mostra que o sucesso das operações anticorrupção pouco alterou os costumes políticos nacionais. 
    A nossa crise é decorrente do nosso sistema político. Mas entre o melhor e o pior tudo pode acontecer, inclusive nada e, desta forma, continuaremos afundando nesse pântano fedido. A impunidade continua sendo a moeda corrente da política brasileira.

Como já dissemos anteriormente em outro post, A NOSSA ELITE POLÍTICA É A NOSSA TRAGÉDIA !


Haja paciência !


Posted: 06 Jan 2018 10:39 AM PST

01 janeiro 2018

2017 SE ENCERROU. O QUE POR EM SEU LUGAR ?

    Passadas as principais festividades de final de ano, constatamos que para o ano que se inicia a roupa suja exposta em 2017 continua por ser lavada.

    No cenário político, essa constatação foi expandida e a sensação mais presente na sociedade é que continuamos sem governo, com um modelo de fisiologismo que nos enche de vergonha. O que atualmente ocupa o Palácio do Planalto é constituído de pessoas pertencentes a um dos grupos: os culpados e os cúmplices.

    As correções/punições cabíveis não foram implementadas tais como as denúncias surgidas contra o presidente da República. 

    Esse, aliás, no apagar das luzes desejou beneficiar os políticos corruptos e, eventualmente, a si próprio, com a edição de um famigerado indulto natalino que, segundo a PGR, trata-se de um decreto "arbitrário", "inconstitucional"e "indiscriminado", com favorecimento à impunidade, benefícios a condenados por crimes de corrupção e invalidez sob a ótica da lei.

    No campo ético, voltou a surgir o temor por um eventual desmantelamento da operação Lava Jato, eliminando-se a oportunidade do País ser passado a limpo e, com isto, os principais responsáveis pela corrupção saírem ilesos de todo o processo. Há indícios que nos levam a esse temor instalados nos três poderes da República.

    No plano econômico há controvérsias se os resultados obtidos até então com a queda de juros e da inflação irão permanecer em um ano eleitoral. Tomara que sim, mas há muito chão a ser percorrido, por exemplo, a diminuição do desemprego que assola o País. A economia dá sinais de recuperação, mas ainda não há investimento para garantir um novo ciclo de crescimento. Não há investimentos porque a confiança não se recuperou. O País está à espera das eleições presidenciais de 2018.

    No que tange aos problemas estruturais, estes persistem. As noticias de 2017 nas áreas de educação, saúde, segurança e infraestrutura não trouxeram nenhum alívio aos brasileiros. 

    Portanto, após a sobrevivência em 2017 continuamos com o mesmo desafio: o que por em seu lugar ? 

    A primeira dúvida que surge, neste momento totalmente sem resposta, tem a ver com a eleição presidencial. Quem daqui a doze meses, na Praça dos Três Poderes, irá receber a faixa verde e amarela ?

    Entretanto, a saída crise atual está na mudança política e esta não se resume a troca do presidente. Com um Congresso desmoralizado, partidos fracos, líderes envelhecidos e desacreditados, não será possível fazer a Nação acreditar que apenas a mudança do presidente nos permitirá retornar à superfície do poço em que afundamos. Torna-se imprescindível uma reforma do sistema político, após a realização de eleições gerais, quiçá, até mesmo, através de um nova Assembléia Constituinte.

    Para as demais questões, as respostas são conhecidas pela maioria da população. Elas passam pela necessidade de se mudar o funcionamento arcaico da gestão pública, o de se acabar com os privilégios do corporativismo e da cumplicidade da elite política com os métodos ilícitos do sistema político. 

    Fortalecer o funcionamento da operação Lava jato, o das instituições da República e, obviamente, o de nossa democracia também estão presentes nas mentes daqueles que compõem a sociedade de bem deste País.

    Last but not least, continuarmos com o engajamento da sociedade, dos meios de comunicação, das ações promovidas pelas redes sociais são imprescindíveis para se por o Brasil no seu devido lugar.

    Em sua recente passagem pelo Brasil, durante o evento Cidadão Global, no Teatro Santander, Obama reforçou a importância da democracia, que, em sua definição, “é a melhor forma de governo, mas é difícil e exige trabalho e engajamento”.

    Sem dar soluções fáceis, ele defendeu que políticos velhos abram espaço para a participação de jovens no debate público. “A política sofre quando fica sempre com os mesmos líderes e não surge sangue novo.” 

Revisado em 04/01/2018.

14 dezembro 2017

GOVERNO E CONGRESSO IMPEDEM QUE BENEFÍCIOS, DEVERES DO ESTADO, CHEGUEM À SOCIEDADE

Aprovado, ontem, 12/12, no plenário do Senado, o Projeto de Lei de Conversão 36/2017, decorrente da MP 795/2017. Foram 27 votos favoráveis e 20 contrários. O Projeto retornou à Câmara dos Deputados que manteve a proposta que ampliou o prazo de benefícios para até 2040.
A MP trata da tributação das petroleiras, cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração e na produção de petróleo.

A MP também redefine isenções fiscais, modos de calcular impostos “equipara” empresas estrangeiras à Petrobras, além de favorecer a importação de equipamentos em detrimento do estímulo à produção nacional.

Na Câmara, foi aprovada a ampliação dos prazos dos benefícios fiscais, inicialmente de 31 de julho de 2022 para 31 de dezembro de 2040, a data final para aproveitamento desse tipo de regime especial de tributação.

A proposta gera um perdão nas dívidas, RENÚNCIA FISCAL, DINHEIRO DO CONTRIBUINTE, das empresas petroleiras, segundo o próprio texto do governo, de R$ 16 bi só em 2018. Segundo a Unafisco, a renúncia seria ainda maior: de R$ 54 bi. 

Até 2040, com os benefícios propostos, podem chegar a R$ 1 trilhão, segundo dados da consultoria legislativa do Congresso. É um dinheiro que deveria ser recolhido ao erário para ser gasto com a população na melhoria dos serviços públicos. 

A título de e emplo, com R$ 200 milhões se constrói um hospital público equipado e com 200 leitos. Com R$ 16 bi, só num ano, poderíamos ter 80 hospitais/16.000 leitos novos.

12 dezembro 2017

UMA VISÃO ESTRATÉGICA DE LONGO PRAZO

    Há 25 anos o PIB brasileiro era superior ao da China em US$ 102 bilhões  (462 x 360). Ao longo desse período, vimos aquele país nos igualar e, rapidamente, nos ultrapassar. O país pobre dos anos 1970 tornou-se a segunda economia mundial no momento atual. Perde apenas para os Estados Unidos.

    A China inovou com o lema "Um país, dois sistemas". O regime político continua fechado. A economia vive um momento de extremo crescimento.

    Essa posição foi alcançada após a ascensão de Deng Xiaoping, no fim da década de 1970, que promoveu as grandes reformas na economia e abriu o país para o mundo. O país saiu da periferia para a posição de superpotência mundial.

    Enquanto na Ásia os ventos econômicos sopravam forte, chegando a atravessar os imensos oceanos, o Brasil não conseguiu alcançar a almejada quinta posição no ranking econômico mundial e, hoje, o seu sexto PIB mundial de outrora já é história.

    Nos últimos 25 anos a China aumentou seu PIB em cerca de 30 vezes (US$ 10,3 trilhões). No mesmo período o PIB do Brasil cresceu apenas 5 vezes (US$ 1,8 trilhões).  " China is now leading the world into the future ".

    Mas, mais do que ser destaque, é bom reconhecer que o país, sob o comando do presidente Xi Jinping, está buscando um protagonismo muito maior. Ser líder e poder influenciar a sociedade mundial. 

    O 19º Congresso do Partido Comunista Chinês, em outubro de 2017, aprovou o projeto de desenvolvimento até 2050. 

    As diretrizes da decisão de outubro dialoga com a população chinesa, quando propõe que até 2020 sejam uma sociedade modestamente próspera, isto é, dar fim à pobreza que já caiu muito nos últimos anos — de 1978 até agora, 600 milhões de pessoas avançaram e saíram da pobreza. Até 2050, uma China moderna, com toda infraestrutura atendida e uma população próspera.

    O Congresso reforçou a importância do país ter seus projetos de desenvolvimento longos e duradouros, que apontem com clareza o caminho e os objetivos a serem alcançados. Uma visão estratégica de longo prazo. Que sirva de exemplo para o Brasil.


 





Revisado - inclusão das imagens

21 novembro 2017

ESTANCAR A SANGRIA

    Logo após a posse do novo diretor da Polícia Federal, ganhou manchetes o estarrecimento dos articulistas da grande imprensa, dos blogueiros e da população em geral, provocado pelo conteúdo dos pronunciamentos e entrevistas do novo titular, especialmente quando afirmou "Se fosse sob a égide da Polícia Federal, a investigação que implica o presidente Michel Temer teria de durar mais tempo". 

"Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção", disse Segovia.

    Sem surpresa para os seus padrinhos, pois era tudo o que desejavam ouvir do mais recente afilhado indicado para assumir uma função no atual governo.

    É pertinente lembrar que Fernando Segovia foi ungido por indicação de políticos delatados, como Eliseu Padilha e José Sarney, ambos do PMDB.

    Do lado de fora do Planalto e também Brasil afora, era tudo o que os brasileiros não queriam ouvir. Estes estão cansados e horrorizados com a história do PMDB, desde a redemocratização do País, em 1985. Uma herança deixada em seus mais de 30 anos no poder, que tem levado o País para o abismo e para um mar de corrupção.

    Jamais o partido poderá se eximir de um legado rico em acrobacias econômicas e negociatas, incluindo-se aí os acertos, ainda em 2002, para eleição do ex-presidente Lula e sua participação nos governos do PT.

    No momento atual, praticamente todas as suas lideranças e mais acentuadamente aquelas que estão ocupando (ou ocuparam) postos e cargos no sistema político de governo, são citadas, investigadas e algumas já até denunciadas por corrupção.

    Aos brasileiros não restam dúvidas, não há mais suspeitas, após os pronunciamentos, de que Segovia foi nomeado para "estancar a sangria" da Lava Jato, conforme desejo das lideranças do partido ouvidas em gravações que vieram à público. 

23 outubro 2017

A REDE NACIONAL DE PESQUISA - RNP

Recebi da RNP, entregue pelas mãos de seu Diretor, Nelson Simões, o diploma de "Construtores da Internet.br", em reconhecimento a minha atuação na construção e desenvolvimento da Rede Acadêmica Brasileira (inicialmente denominada de Rede Nacional de Pesquisa) e da Internet no Brasil. Fotos abaixo.

Faço esse registro, não só pela imensa honra e satisfação de recebê-lo, mas, principalmente, para expor parte de um Brasil que deu, que dá e que dará certo. 

Sim, há coisas no Brasil que foram planejadas, executadas e alcançaram plenamente os objetivos inicialmente previstos, como é o caso da RNP.

Da minha mesa de trabalho no CNPq, instituição que custeou financeiramente, desde 1987, os estudos preliminares e o funcionamento inicial da RNP, sempre presenciei o trabalho de equipes, interna e externa, espalhadas por todo o País, compostas por pessoas extremamente qualificadas e com grande dedicação ao projeto. Vide depoimento logo após as imagens.

Após a implantação de seu primeiro backbone, em 1992, cobrindo 10 estados e o DF, a RNP abraçou diversas atividades e serviços que estimularam o seu uso e o reconhecimento de sua importância para o desenvolvimento do País. Posteriormente, novos backbones foram lançados e a RNP alcançou todo o Brasil.

A partir de maio de 1995, a internet começou a chegar ao ambiente comercial e à sociedade em geral, tendo a RNP estendido os seus serviços de acesso a todos os setores da sociedade.

De lá para cá, diversos desafios foram suplantados e outros estão por serem (e serão) vencidos, pois o DNA que sempre a conduziu, o de um trabalho de equipes extremamente qualificadas e dedicadas, continua presente.

Meus cumprimentos aos antigos companheiros dessa jornada e, especialmente, aos mais jovens que têm a missão de conduzir os destinos da RNP.



Meu depoimento prestado à RNP em 20/10/2017 (*)

No CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), essa história começou em 1987, com a participação do Conselho no Congresso Anual da Sociedade Brasileira de Computação, em julho de 1987, em Salvador, onde se discutiu a viabilidade de uma rede eletrônica para apoio a pesquisa, aprofundada em reunião na USP com a participação da EMBRATEL que detinha o monopólio de conexões com o exterior. Um ponto a ser vencido seria o compartilhamento de uma conexão ao exterior pelas universidades brasileiras já que a EMBRATEL defendia que cada universidade tivesse a sua própria conexão, alternativa esta impossível de ser implantada tanto por falta de infraestrutura como por seus altos custos financeiros.
Como desdobramento desses eventos, o CNPq patrocinou a ida de quatro pesquisadores brasileiros aos Estados Unidos, para fazerem um benchmarking de redes, a saber Alexandre Grojsgold, Demi Getschko, Michael Stanton e Paulo Aguiar. Dessa viagem resultou a decisão de conexão do Brasil à BITNET, concretizada em agosto de 1988 entre o LNCC (Laboratório inicialmente vinculado ao CNPq) e a Universidade de Maryland. Em 1989 foi a vez da FAPESP conectar-se ao FermiLab, em Chicago (março) e a UFRJ à UCLA (maio).
Em agosto de 1989, o MCT formaliza um grupo de trabalho para implantar a RNP composto por pesquisadores, membros de FAPs e da FINEP e delega ao CNPq a sua coordenação. Em setembro a RNP é lançada no Congresso da SUCESU, em São Paulo. Na seqüência o projeto fica em banho-maria e só e retomado em maio de 1990, com o novo governo. 
De muita importância para o inicio de funcionamento da RNP, foi o fato de que no mesmo mês de maio, o CNPq criou o projeto Banco de Equipamentos que visava atualizar os laboratórios de informática existentes nos cursos de pós-graduação das áreas de engenharias e ciências da terra.
No final de 1990 foi realizada, até então, a maior compra de estações de trabalho (sparcstation2) do mundo junto à Sun Microsystems . Os kits com as máquinas importadas, em fevereiro 1991, e, em plena semana de carnaval, estavam sendo instalados pelos pesquisadores em seus respectivos laboratórios, graças ao eficiente trabalho de desembaraço alfandegário realizado pela equipe do CNPq em Guarulhos, que rapidamente liberou os mais de 500 equipamentos e os endereçou, nominalmente, para os pesquisadores distribuídos de Manaus a Porto Alegre. À RNP, foram destinados dez kits e foi com eles que a organização começou a operar seu primeiro backbone, que tinha, exatamente, dez nós.
Com isso, engajamos o Brasil inteiro. A Sun não precisou sequer dar treinamentos ou instalar as máquinas, pois os pesquisadores estavam tão ávidos por elas que fizeram a instalação e as configurações sozinhos.
Mas, para os primeiros anos de atividade da rede acadêmica, foi de extrema importância o programa DESI (1992-1998), Desenvolvimento Estratégico em Informática, financiado pelo CNPq (US$ 27 milhões) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (US$ 1 milhão), orçamento mantido em dólares, que viabilizou a contratação de pessoal para o projeto RNP em seus primeiros anos. No relatório final, realizado por três auditores, constava o resultado: todos os objetivos não só atingidos, mas superados!
Os desafios foram sendo vencidos e foi uma agradável e surpresa para os estrangeiros chegarem ao Brasil para a Rio 92, ou Eco 92, e constatarem que havia internet por aqui. 
Após a implantação de seu primeiro backbone, em 1992, cobrindo 10 estados e o DF, a RNP abraçou diversas atividades e serviços que estimularam o seu uso e o reconhecimento de sua importância para o desenvolvimento do País. Posteriormente, novos backbones foram lançados e a organização alcançou todo o Brasil.



A partir de maio de 1995, a internet começou a chegar ao ambiente comercial e à sociedade em geral, tendo a RNP estendido os seus serviços de acesso a todos os setores da sociedade. 
De lá para cá, diversos desafios foram vencidos e outros estão por serem (e serão) vencidos, pois o DNA que sempre conduziu a organização, o de um trabalho de equipes extremamente qualificadas e dedicadas, continua presente.
(*) Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo, no CNPq, foi Superintendente das Engenharias, Ciências Exatas e da Terra entre 1987-1991 e Coordenador de Inovação Tecnológica entre 1991-1996, quando gerenciou o Programa Desenvolvimento Estratégico em Informática (DESI) que continha o projeto da RNP, e também o ProTeM-CC e o SOFTEX2000.

17 outubro 2017

O PAÍS FICOU MENOR

Na contramão do que pensa a sociedade brasileira, por 44 votos a 26, os senadores revogaram a decisão da primeira turma do STF que afastou o Senador Aécio Neves de seu mandato. Os 44 senadores votaram em benefício próprio e contra o Senado Federal e a democracia.

E pior, isso só foi possível porque o Supremo Tribunal Federal abdicou de sua prerrogativa, de sua competência em sessão lastimável ocorrida no último dia 11/10.

Também não ficou ausente dessa decisão o poder executivo. Há dias o presidente Temer agia e costurava acordos para evitar o afastamento de Aécio de seu mandato. Acionou toda a cúpula do PMDB, em sua maioria senadores e participantes do governo, com processos na justiça, para salvarem o mandato do senador. Todos eles movidos pelo instinto de sobrevivência, temendo o efeito orloff.

Falou mais alto o corporativismo instalado na Câmara Alta (?) do País. O resultado expôs a defesa de seus integrantes e não a da instituição. Igualmente a exposição de privilégios inaceitáveis para uma classe que desrespeita à Constituição Federal a qual jurou cumprí-la.

Um péssimo exemplo para as gerações futuras e um aumento do descrédito do País junto a outras nações.

O País ficou menor.


14 outubro 2017

BANDA LARGA NO BRASIL SEGUE TRAVADA

O acesso à internet por meio de telefonia móvel de alta velocidade segue restrito às grandes cidades. Quem vive em municípios de pequeno e médio porte sofre com conexões lentas e de baixa qualidade.

Após seis anos e ainda esperando uma atualização, o Programa Nacional de BandaLarga (PNBL) foi encerrado no final de 2016 com o fim da vigência dos termos de compromissos assinados com as operadoras. Não chegamos aonde deveríamos, ou queríamos, estar posicionados.

Segundo o serviço Speedtest, com base em dados de julho deste ano, a cobertura e a qualidade dos serviços de banda larga no País são muito ruins na comparação internacional. No momento ocupamos apenas a 76a. posição no ranking global de velocidade de internet móvel. Na América do Sul, estão em posições melhores que o Brasil, Equador, Uruguai, Peru e Chile.

Do total de acessos móveis do país, hoje em 242 milhões, 39 milhões ainda são 2G, mais de 100 milhões são 3G e 84 milhões são 4G.

Passadas duas décadas da privatização da Telebras, os investimentos e as mudanças necessárias para a inversão desse quadro seguem estagnados. Para fins de registro, recordamos aqui que, em meados do ano 2000, quando a Europa comemorava uma década do uso de celulares digitais, e já usava a tecnologia GSM que permitia que um celular comprado na Alemanha funcionava em qualquer cidade do país e em outros países da Europa (substituída em março/2003 pela 3G), no Brasil a Anatel ainda se debatia com a regulamentação desse serviço.

É de responsabilidade do setor privado a sua modernização juntamente com o governo que tem um papel decisivo no constante ao estabelecimento de legislação moderna, condizente com os novos tempos, seja por conta das novas tecnologias disponíveis, seja pela entrada de novos negócios que delas decorrem.

Fundamental também é o seu papel de monitoramento e/ou acompanhamento, tomando as medidas cabíveis para que o setor se mantenha em permanente avanço em pró da sociedade.

A necessidade de infraestrutura para garantir capacidade é cada vez maior. Porém, cada município tem uma legislação para permitir a instalação das Estações Radio Base (ERBs) e das redes, sejam elas subterrâneas ou aéreas.

O levantamento Cidades Amigas da Internet, realizado pela consultoria Teleco, avaliou critérios de restrições, burocracia, prazo e onerosidade para a implantação desses equipamentos necessários para atender ao aumento da demanda por internet móvel nos 100 maiores municípios brasileiros. A posição dos 10 melhores e dos 10 piores colocados são mostrados na imagem abaixo.



De novo, depois de várias propostas dos últimos governos, desde 2003, no último dia 09 de outubro, o MCTIC, através de seu ministro Gilberto Kassab, anunciou uma nova discussão e o futuro lançamento da nova política nacional para o setor e reafirma que é papel do Estado criar as condições para o setor privado investir, sem interferências inadequadas (muito difícil que isto ocorra no Brasil), sem burocracia, e estimular a inclusão social e a melhoria dos serviços prestados à população.

O ministro afirmou também que a versão da nova política pública de telecomunicações será submetida a consulta pública. Não custa lembrar, entretanto, que a nova Lei Geral de Telecomunicações, o PLC 79/2016, atualmente em análise no Senado, após questionamentos submetidos ao STF, não foi objeto de uma consulta pública, e questiona-se bastante o denominado "Golpe das Teles", pelo qual se pretende entregar R$ 100 bilhões de bens públicos a empresas privadas, em troca de um vago compromisso de investimento.

Que a nova iniciativa seja efetivada e traga bons resultados. O brasileiro sempre mantém suas esperanças !