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06 janeiro 2024

Brasil tem exportações recordes de commodities em 2023

As exportações de commodities deram impulso importante para o resultado recorde do superávit comercial brasileiro em 2023, com quase US$ 100 bilhões

Embora distantes do governo (lula o critica, Bolsonaro o apoia) o agronegócio mais uma vez não decepcionou e salvou a balança comercial brasileira  gerando um expressivo superávit.

Em 2023, as exportações de soja, principal produto de exportação do Brasil, confirmaram recorde, somando de 101,9 milhões de toneladas, alta de 29,4%, com receitas de 53,2 bilhões de dólares (+14,4). Na imagem abaixo os resultados de dezembro de 2023 e sua comparação com os de 2022. 

Os embarques de petróleo brasileiro em 2023 totalizaram um recorde de 81,8 milhões de toneladas, em linha com o avanço da produção do Brasil no pré-sal, com crescimento de 19,1%. O faturamento com as vendas externas do produto somou 42,5 bilhões de dólares, praticamente estável ante 2022.

Em 2023, os embarques de minério de ferro do Brasil alcançaram 378,5 milhões de toneladas, alta anual de 10% e o maior patamar desde as 389,8 milhões de toneladas registradas em 2018, antes do desastre com uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), em 2019, o que impactou a produção da mineradora.

No ano passado, o Brasil exportou 31,4 milhões de toneladas de açúcar, um novo recorde com alta de 15% ante 2022, apagando máxima histórica registrada em 2020.

As exportações de milho confirmaram um recorde anual de 55,9 milhões de toneladas, com alta de 29,4%, enquanto os embarques de carnes bovina e de aves, notadamente frango, tiveram máximas histórias em volumes também em 2023.

No caso da carne bovina, o setor superou 2 milhões de toneladas pela primeira vez em um ano, ainda que o faturamento tenha ficado 19,6% abaixo do ano passado. Nas aves, os embarques somaram cerca de 4,8 milhões de toneladas, com alta de 8,4%.

No farelo de soja, a exportação atingiu 23,3 milhões de toneladas, avanço anual de 11%.

No café verde, o Brasil o desempenho anual ficou aquém de anos anteriores. Mas o país embarcou 243,56 mil toneladas em dezembro, o equivalente a mais de 4 milhões de sacas de 60 kg, total próximo do resultado de outubro, quando foi visto o maior patamar de exportações dessa commodity em quase três anos.

On The Radio

    Em  6 de janeiro de 1980, DONNA SUMMER alcançou o primeiro lugar na parada Billboard 200 com seu álbum duplo, "On The Radio: Greatest Hits Volumes I & II".


    On the Radio: Greatest Hits, Vols. 1-2 apareceu originalmente como um vinil duplo em 1979 e foi considerado bom o suficiente para fazer a transição para outros formatos. O lançamento foi uma antologia quase completa de sua produção popular dos anos 70, incluindo -  the number one club singles -  "Love to Love You Baby", "Try Me, I Know We Can Make It", "I Remember Yesterday", "MacArthur Park, " "Bad Girls", "No More Tears (Enough Is Enough)" e "Hot Stuff".

Do álbum ON THE RADIO (1980)

    Donna Summer lançou este disco de extraordinário sucesso com o produtor musical Giorgio Moroder para o drama adolescente de Adrian Lyne, Foxes, de 1980, estrelado por Jodie Foster, Scott Baio e a cantora de Runaways, Cherie Currie.

    Na música, Summer anseia por um amor perdido e espera se reconectar transmitindo seus sentimentos no rádio. Em contraste com a versão de rádio uptempo, a trilha sonora traz uma balada instrumental de Moroder, que é usada ao longo do filme com a adição dos vocais de Summer.

    Summer teve dificuldade em escrever a letra até que outra cantora, inadvertidamente, lhe deu uma dose de inspiração. Ela disse ao Fresh Air da NPR em 2003: "Eu estava ao piano, e o disco de Stephen Bishop estava no topo do piano, e eu olhei para o disco, e conheço Stephen, e escrevemos juntos, e estou tipo, você sabe, como Stephen diria isso? Que frase ele inventaria - ele é tão inteligente. E de repente, essa frase veio até mim e foi 'deve ter caído de um buraco no seu velho marrom sobretudo', e foi como um raio.

    OK é isso. Eu sabia quem era a pessoa. Eu sabia quem era a pessoa na música, sabia quem ela precisava ser, sabia o que ela estava passando, sabia o que tinha que ser dito. E assim que obtive todas as informações pessoais sobre o personagem, pude entrar no estúdio, subir no microfone e assinar a música literalmente, do jeito que você a ouve.”

    Summer estava namorando Bruce Sudano do grupo Brooklyn Dreams quando começou a trabalhar nessa música. De acordo com Sudano, Giorgio Moroder enviou-lhe a faixa - uma "bela melodia italiana" - em uma fita cassete, e Summer pediu a Bruce que escrevesse a letra. Ele recusou, dizendo a ela: "Não vou escrever isso de jeito nenhum. A música é para você."

“Donna pode ser muito simples em suas letras ou pode ser esotérica”, explicou Bruce Sudano.

“Mas basicamente, a história de ‘On The Radio’ é de alguém esperando que a música no rádio faça com que a pessoa saiba que está apaixonada por ela. É um pouco esotérico, mas acho que é isso que ela estava tentando dizer com aquela música."

    Summer e Sudano se casaram em 1980 e ficaram juntos até sua morte em 2012. Eles tiveram filhos, Brooklyn (atriz) e Amanda (cantora).

    Este foi um recorde marcante para aquele verão. Não foi apenas seu décimo hit no Top 10 nos EUA, mas também sua oitava e última entrada consecutiva no Top 5. Foi também sua 14ª entrada consecutiva na parada Disco, onde alcançou a 8ª posição, e conquistou o 9º lugar na parada Soul.

    Esta música foi indicada ao Grammy de Melhor Performance Vocal Pop Feminina, mas perdeu para "The Rose" de Bette Midler.



    Cinco vezes vencedora do Grammy, ela foi a primeira artista a ter três álbuns duplos consecutivos alcançando o primeiro lugar na parada de álbuns da Billboard dos Estados Unidos e a emplacar quatro singles número um nos Estados Unidos em um período de 13 meses. 

    Summer já vendeu mais de 100 milhões de discos, tornando-se uma das artistas mais vendidas do mundo de todos os tempos. Summer coescreveu a música "Love to Love You Baby" com Pete Bellotte. A canção foi lançada em 1975 e obteve enorme sucesso comercial.

    Nos anos seguintes, Summer seguiu esse sucesso com uma série de outros sucessos, como "I Feel Love", "Last Dance", "MacArthur Park", "Hot Stuff", "Bad Girls", "Dim All the Lights", "No More Tears (Enough Is Enough)" e "On the Radio". 

    Ela se tornou conhecida como a "Rainha da Discoteca" e se apresentava regularmente na boate Studio 54, em Nova York, enquanto sua música conquistava seguidores globais. Ela lutou contra a depressão e o vício e, posteriormente, converteu-se ao cristianismo em 1980. Donna Summer morreu de câncer de pulmão aos 63 anos e está sepultada no Cemitério Harpeth Hills Memory Gardens, em Nashville, Tennessee. Ela foi introduzida postumamente no Hall da Fama do Rock and Roll em 2013.

                January 18th 1980, 
Michael Jackson and Donna Summer 
at the ...studio 54



Cemitério Harpeth Hills Memory Gardens, 
em Nashville, Tennessee. 


O crescimento das exportações de café brasileiro para a China


Novos produtos emergem nas relações com o agro. O Brasil triplicou suas exportações de café para a China com a onda das cafeterias. Em 2023, o volume foi mais de dez vezes maior na comparação com 2017.

Uma das principais razões para esse crescimento se deve ao foto de que o café ganhou/ganha espaço entre jovens chineses e desloca o consumo do chá. A China superou os Estados Unidos como o país com maior número de cafeterias de marca do mundo: cerca de 50 mil pontos de venda.

Se olharmos para os números globais do comércio entre os dois países, iremos encontrar que em 2021 o Brasil assumiu a posição de maior receptor de investimentos chineses do mundo. O valor alcançou US$ 5,9 bilhões. 

Em 2022, empresas chinesas iniciaram 32 novos projetos no Brasil, o maior valor registrado na históriaO setor elétrico respondeu por 50% dos empreendimentos chineses, seguido pelas áreas de tecnologia da informação (25%), veículos automotores (6%), obras de infraestrutura (6%), agricultura e serviços relacionados (6%), têxteis (3%) e materiais médico-odontológicos (3%).

Das exportações brasileiras, mais de 30% vão para a China. Em três anos, o país se tornou o maior importador de milho do Brasil (11 milhões de toneladas). Desde 2022, o Ministério da Agricultura habilitou mais de 500 empresas para exportarem milho à China. A China é o maior importador de soja (70% das exportações) e de carne bovina (67% em 2022).

Dados como esses ensinam sobre como aceitar diferentes culturas e visões de mundo, o benefício da tolerância às nações e ao desenvolvimento humano, o convívio com o opositor, e não seu extermínio. 

Graças ao agro, o saldo comercial brasileiro é positivo. 

05 janeiro 2024

Apesar do tour por 24 países, os benefícios para o Brasil das viagens de Lula ao exterior são nulos

Uma reportagem completa, para registro histórico, é o que a revista Oeste (edição 198), acaba de publicar sobre as viagens de Lula ao exterior.




Diante de uma vasta agenda como essa, duas perguntas precisam ser respondidas, questiona Anderson Scardelli, o autor da matéria: i) quanto isso custou aos pagadores de impostos? ii) Quais os benefícios essa milhagem trouxe ao País?

Sobre a primeira pergunta sabe-se apenas que a cifra alçou R$ 96 milhões, sem a inclusão dos gastos assumidos pelas embaixadas brasileiras nesses países (Coluna do jornalista Cláudio Humberto).

Quanto a segunda pergunta," ninguém é capaz de apontar grande benefício ao Brasil obtido por Lula em território estrangeiro até agora. Nem a velha imprensa tradicional que o apoia conseguiu", concluiu  Anderson Scardelli.

A matéria registra as bravatas, os vexames e as barbeiragens diplomáticas iniciadas logo após a posse de Lula em janeiro de 2023.

"Defensores da democracia” estão sufocando a vontade popular

No Brasil, dos últimos cinco anos, a perseguição de agentes públicos contra diversos mobilizadores dos movimentos populares é algo parecido com os que ocorreram nos regimes totalitários da Europa em séculos passados: censura, menos liberdades individuais e menos democracia parlamentar. Ah, mortos lá existiram, infelizmente, aqui também, pelo menos um, o cidadão Clériston Pereira da Cunha.

Contudo, os governantes europeus desses períodos, ao menos, eram francos quando efetuavam a repressão, pois visavam restabelecer sua autoridade pela força.

Novo monumento
a ser inaugurado em 08/01/2024
Aqui, os atuais repressores são covardes, pois dependem de falsidades para justificarem suas ações, colocando-se como “defensores da democracia”, quando na verdade estão sufocando a própria vontade popular.

Qualquer que seja a forma, honesta ou desonesta, a história mostra que repressão só faz perder a legitimidade e insuflar cada vez mais a insatisfação.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), divulgou, nesta quinta-feira, 4, um manifesto público "Em defesa da democracia e da Constituição" assinado por 30 senadores em resposta ao evento "Democracia Inabalada", convocado pelos chefes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, a ser realizado no dia 08 de janeiro de 2024.


Atualização: 05/01/2024, 14:55 h

03 janeiro 2024

"Nós derrotamos o Bolsonarismo"

Nesses últimos dias começaram a ser desvendados os instrumentos para que isso ocorresse. Estão surgindo o QUEM e o COMO dessa operação.

Unindo as pontas:

De fato o TSE contratou artistas e celebridades para uma campanha para incentivar jovens de 16 a 18 anos (facilmente influenciáveis pelos seus ‘ídolos’) para tirar seus títulos de eleitores.

- quem foram os artistas contratados? TODOS artistas que depois declaram o voto no Lula, portanto TODOS de esquerda.

- quem gerenciava uma parte significativa desses artistas? A MYND8!

- qual página fazia campanha aberta para o Lula? A CHOQUEI!

A revista Veja, antes das eleições escreveu o seguinte sobre esse momento:

“O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) comemorou, nesta quinta-feira, 5, os números recordes de novos eleitores jovens, de 16 a 18 anos, que se cadastraram para poder votar nas eleições de outubro. Foram 2.042.817 novos eleitores nessa faixa etária entre janeiro e abril deste ano, um aumento de 47,2% na comparação com os que tiraram o título no mesmo período de 2018.”

A matéria continua: “Agradeço a cada um, influenciador ou não, famoso ou não, brasileiro ou não, jovem ou não, que criou conteúdos nas redes sociais para chamar a atenção de todos para a regularização do título”, disse Fachin, acrescentando que o trabalho da imprensa tem sido fundamental para o combate à desinformação.”

2.128.348 votos foi a diferença o resultado no segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

O algoritmo do TSE é fantástico ainda mais quando 'lubrificado" com recursos dos pagadores de impostos.

Há um suposto abuso de poder econômico inclusive para "disparos em massa" nas redes sociais.

Segundo divulgação do ex-presidente Bolsonaro, em seu Twitter (X) e matéria produzida pelo site da Oeste, a Mynd8 recebeu mais de R$ 1 milhão em contratos com o governo federal.

Desde esta terça-feira (02/01/2024), o site da Mind8 está fora do ar. Segundo a matéria, a queda do site coincide com o lançamento do documentário CHOQUEI - Lacrando Vidas, do empresário Daniel Penin, feito um dia antes, que apurou a relação do caso de difamação do perfil de fofocas Con Jéssica Canedo e os influenciadores da esquerda que apoiaram Lula antes, durante e depois das eleições de 2022.



A bagaça que Harvard e outras universidades americanas se tornaram

Claudine Gay renunciou ao cargo de presidente da Universidade de Harvard na terça-feira em uma carta à comunidade universitária.

A renúncia relatada de Gay ocorre na sequência de inúmeras alegações de plágio, bem como seu controverso depoimento ao Congresso sobre o que Harvard está fazendo para combater o antissemitismo no campus após o ataque do Hamas a Israel.

Gay foi atingida com quase 50 alegações de plágio afetando oito de seus 17 trabalhos publicados.

Não é um caso isolado

A renúncia de Gay ocorre depois que Liz Magill anunciou que deixaria o cargo de presidente na Universidade da Pensilvânia, também em meio a acusações de que ela não estava fazendo o suficiente para combater ataques verbais e físicos contra judeus no campus.

Em dezembro, Gay e Magill, juntamente com Sally Kornbluth do MIT, testemunharam ao Congresso e evitaram responder se o apelo ao genocídio dos judeus violava os códigos de conduta das universidades.


Após essa audiência no Congresso, diversos doadores de alto perfil suspenderam suas doações para a escola da Ivy League, e as inscrições antecipadas para Harvard caíram cerca de 17%.




02 janeiro 2024

A democracia além das urnas - 2023 foi o 17.º ano consecutivo em que a liberdade global regrediu

O artigo do Leonardo Coutinho também se insere no contexto do post anteriormente já publicado neste Blog, ou seja, "objetos" - em seu sentido mais amplo, que se deve ter o cuidado de guardá-los e, claro, de não esquecê-los.

Boa leitura.

*. *. * 

A democracia além das urnas

Por Leonardo Coutinho, 30/12/2023 - Gazeta do Povo

O ditador chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, 
em foto de 2016| Foto: EFE/Ernesto Arias


Nada menos que 40 países realizarão eleições em 2024. Mais de 40% da população mundial estará diretamente envolvida nos processos eleitorais deste ano que se inicia. Mas os impactos dos resultados das urnas serão globais. A lista serve para nos lembrar que democracia vai além das eleições e não é a única medida de sua saúde. Não faltam exemplos de regimes autoritários que usam as urnas como uma fachada para legitimar o que de fato são: ditaduras.

A Rússia é de longe o mais bem acabado dos exemplos. Sob o comando de Vladimir Putin, as eleições tornaram-se meras formalidades para a manutenção de seu poder. Não há concorrência de fato ou nem sequer liberdade de expressão. O jogo é jogado segundo as regras do dono da bola. Além do simulacro eleitoral de Putin, o mundo assistirá a processos tão ficcionais na Venezuela, Belarus e no Irã, para citar apenas os casos mais esdrúxulos.

Os chavistas adoram listar a overdose de eleições realizadas sob o regime para refutar quem diz que falta democracia por lá. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, sempre que pode, reproduz o mesmo discurso para justificar a legitimidade do regime herdado por seu companheiro Nicolás Maduro.

Os países que vão às urnas em 2024 têm ampla variedade de áreas, economia e influência. Vão desde as ditaduras já citadas, passando por pontos nevrálgicos no cenário geopolítico mundial como Taiwan, Índia e Paquistão; caóticos como o Sudão do Sul e chegando aos estáveis Áustria, Bélgica e Reino Unido. A eleição presidencial dos Estados Unidos será aquela que chamará mais a atenção. Mas ela não deveria ser observada sem o conjunto em disputa e as ameaças à crença na democracia e nos sistemas eleitorais.

Ao mesmo tempo em que Rússia, Irã, Venezuela e seus aliados, Cuba e Nicarágua, usam suas eleições fajutas como escudo, eles trabalham para minar a confiança na democracia. Em 2016, a Rússia fez isso com maestria nos Estados Unidos, quando fez a imprensa e o establishment político acreditarem que houve uma interferência suficientemente capaz de intervir no resultado da eleição que levou Donald Trump ao poder.

Em 2020, quando Trump perdeu para Biden, Moscou fez o mesmo. Mas desta vez para valer. Teleguiou a base tresloucada do republicano pelas teorias do QAnon e plantou a semente da descrença nas instituições democráticas e no Ocidente. A baderna que resultou na invasão do Capitólio em janeiro de 2021 foi o resultado mais visível desse esforço das autocracias para minar as democracias. Um levantamento da organização Freedom House mostrou que 2023 foi o 17.º ano consecutivo em que a liberdade global regrediu.

Parte disso se deve aos ataques sistemáticos à liberdade de expressão – que é um direito essencial para o pleno funcionamento da democracia e que antecede as eleições, direito a votar e ser votado. Restrições à liberdade de imprensa, regulamentações on-line e medidas contra o discurso de ódio estão ultrapassando os limites do remédio e estão se tornando veneno. Enquanto de um lado parcelas significativas das sociedades ocidentais demonstram insatisfação crescente com o funcionamento atual da democracia, de outro quem não vive sob as regras democráticas quer exportar para o mundo o seu modelo de governança e vida.

É chocante pensar que aqueles que se desenvolveram graças à democracia, nos Estados Unidos e Europa, acham que a culpa da desigualdade do mundo é justamente da democracia. Estão acreditando que a “democracia” é coisa de elite e que mantém os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. Parece piada, mas é real. Assim como ditadores querem dizer que não existe uma democracia apenas, mas várias – a tal democracia relativa. Abusam da evidente pluralidade dos regimes democráticos para tentar traficar seus regimes como sendo modelos locais de democracia. A China trabalha duro com essa teoria, comprando corações e mentes.

Em 2024, guerras e conflitos afetarão as transições. Os ucranianos deveriam realizar eleições no primeiro trimestre, já que o mandato de cinco anos de Volodymyr Zelensky terminará em maio. Muito dificilmente isso ocorrerá e os russos usarão a anomalia para demonstrar como a Ucrânia é antidemocrática. Vejam só...

Os impactos geopolíticos e econômicos das eleições servirão de parâmetro para entender a reorganização do mundo com a redistribuição de poderes entre China e Estados Unidos. Um teste para a eficácia dos esforços de Xi Jinping na captura de aliados pelo mundo, frente à capacidade dos Estados Unidos nos seus esforços de esvaziar a influência chinesa. Sem exagero algum, o resultado das urnas em 2024 definirá o mundo por muitos anos.

Feliz ano novo em um mundo novo.



Manchetes e/ou dados americanos no final de 2023


1.⁠ ⁠Menos da metade dos americanos expressam confiança de que seus votos serão computados corretamente em 2024.

Apesar de toda a campanha da imprensa tradicional, número dos que desconfiam aumentou 4 pontos desde junho. o que chama atenção é o crescimento no número de cidadãos com pouca ou nenhuma confiança no resultado das eleições: agora em 31%, um aumento de 4 pontos percentuais desde o último levantamento em junho de 2023.

2.⁠ ⁠O jornalismo profissional morreu! 

Estudo mostra que apenas 3% dos jornalistas americanos se identificam com partido de direita Esse número era 18% em 2002 e 25,7% em 1971 - apenas 11% dos republicanos dizem confiar na mídia, menor número da história.

3.⁠ ⁠É ou não é o Fim da América? Pesquisa diz 1 em cada 5 jovens americanos tem visão positiva de Bin Laden.

E 3 em cada 10 acreditam que as opiniões do líder terrorista que massacrou milhares de pessoas inocentes eram uma 'força para o bem'".

4.⁠ ⁠Xi alertou Biden durante o encontro que Pequim reunificará Taiwan com a China.

A mensagem do líder chinês em São Francisco chamou a atenção dos funcionários.

5.⁠ ⁠FBI acusa ex-diplomata americano de ser um espião de Cuba

Manuel Rocha esteve em reuniões com agente disfarçado e se referiu a Washington como inimigo.

6. Dos 508 casos de "terrorismo" nos EUA de 2001 a 2011, apenas 6 foram espontâneos e não tiveram a ajuda do FBI c dinheiro, informante, plano, agentes.

É isso mesmo (Paula Schmitt): segundo Trevor Aaronson, o FBI foi o maior responsável por ataques "terroristas" nos EUA. Os dados analisados por Trevor Aaronson são todos oficiais, do próprio FBI.



É hora de encerrar os inquéritos contra golpistas?

O dia 8 de janeiro se aproxima e como disse Gerson Gomes, em seu texto cuja íntegra está transcrito mais ao final, "setores do mainstream jornalístico buscam formas de amenizar o estado de exceção que o país experimenta, com meras sugestões ao STF cuidadosamente redigidas para não irritar os tiranos togados". 

Contudo, diz Gerson e que tem a minha plena concordância, "Um "acordo de paz" que não contemple a anulação do julgamento ilegal dos presos do dia 08 e 09 de janeiro é imoral, perverso e inaceitável!".

O tema entrou em pauta desde que diversos setores estão buscando maneiras e estratégias de como tratar a referida data. Na Internet circulam parágrafos oriundos de autoridades, de parlamentares etc etc.

De forma mais explícita e estratégica, em espaço nobre, o jornal Estadão resolveu demonstrar preocupação com os inquéritos abertos pelo STF, como se não tivesse nada a ver com isso.


As reações


"Após passar cinco anos fingindo normalidade e até mesmo incentivando perseguição a pessoas físicas (listas de José Fucs), o jornal resolveu dar uma de virgem de bordel, escandalizadíssima porque o sujeito que lhe passou mil vezes a mão na bunda se recusa a tratá-la cavalheirescamente", nos diz Ludmila Grilo(ex-juiza).


Fernão Lara Mesquita remanescente da família fundadora do Jornal mas não mais seu proprietário também se pronunciou em tom de "gozação" e escreveu em seu Twitter (X) (@fernaolmesquita)  "Os editorialistas do Estadão só deveriam escrever ANTES de começar a beber para o reveillon … “


Leandro Ruschel, também jornalista, afirmou que o Editorial é esquizofrênico, pede o fim dos inquéritos do Supremo, expondo suas ilegalidades, ao mesmo tempo que os justifica.


Leandro disse também que "é preciso lembrar que o Estadão e toda a velha imprensa operaram como principais defensores do estado de exceção em curso, justificando cada ataque aos direitos individuais pela 'defesa da democracia' “.


[ . . . ] "Não é possível interpretar como legal um inquérito  em que juízes se coloquem no lugar de vítimas, investigadores e julgadores, ao mesmo tempo, sob o agravante dos procedimentos serem sigilosos, e de investigar pessoas que não têm foro privilegiado. Sem esquecer que é um inquérito sem fato determinado, em que cabe desde meras críticas, até a caderneta de vacinação do ex-presidente.


Advogados de defesa alegam que até hoje não tiveram acesso à integralidade dos autos, e que na prática não há a quem recorrer das decisões. 


Agora que a classe política corrupta foi anistiada, o descondenado foi alçado à presidência, e os ministros estão blindados, com o país no caminho da consolidação de um regime autoritário de esquerda, o Estadão quer o fim do instrumento de repressão, talvez temendo ser alvo do monstro que ajudou a criar.


Os inquéritos serão encerrados, eventualmente, mas novos procedimentos e estruturas repressivas serão criados, pois não houve até hoje na história humana alguém abrindo mão do poder por iniciativa própria.


O Estadão participou ativamente da construção da ditadura brasileira. Independente do encerramento dos inquéritos, o regime autoritário não acabará tão cedo, promovendo censura, prisões e mortes. Estamos apenas no começo do processo," conclui Leandro.


André Marsiglia, colunista do Poder360, também se pronunciou em seu Twitter (X), sobre esse tema:  "É preciso dizer que os inquéritos das fake news não são contra golpistas. Há jornalistas, sites informativos e formadores de opinião no inquérito." 


[ ... ] "Os inquéritos das fake news, que hoje são 9, precisam acabar não porque cumpriram sua função, mas porque não a cumpriram. E sua ilegitimidade jurídica constrange a democracia."


Mais reações


Abaixo, na íntegra, o texto de Gerson Gomes, também publicado em seu Twitter (X).


"Os dias 08 e 09 de Janeiro se aproximam e setores do mainstream jornalístico buscam formas de amenizar o estado de exceção que o país experimenta, com meras sugestões ao STF cuidadosamente redigidas para não irritar os tiranos togados.Inquéritos ilegais não podem ser impunemente encerrados, após 5 anos de arbítrios e abusos de autoridade!


As ilegalidades cometidas e os ataques flagrantes ao texto constitucional não admitem a simples interrupção da prática criminosa. É premente que o Congresso Nacional promova a devida correção de rumos, responsabilizando os que instrumentalizaram o Poder Judiciário para a perseguição política.


O presidente da Câmara guarda em sua gaveta a CPI dos crimes de Abuso de Autoridade, que logrou obter as assinaturas necessárias de Deputados Federais.


Abaixo estão alguns absurdos temperados com eufemismos cínicos, verdadeiras pérolas no texto do Estadão:


"Sigilosos e sob a mesma relatoria do ministro Alexandre de Moraes, todos eles foram de grande utilidade na defesa das instituições democráticas.”


"Junto a seus inegáveis méritos, esses inquéritos também geraram pontos menos louváveis, com interpretações extravagantes sobre as competências da Corte e os limites dos próprios procedimentos investigativos.”


"Não faz bem ao País – nem ao Supremo – um permanente e extravagante protagonismo da Corte constitucional. Se houve, nos últimos anos, circunstâncias excepcionais – que felizmente o STF soube detectar a tempo –, é preciso reconhecer quando elas já não se fazem presentes.”


"...encerrar os inquéritos é um gesto que fortalece a autoridade do STF e distensiona o País. As águas devem voltar ao seu leito normal.”


É evidente que o monstro autoritário fugiu do controle e haverá grande esforço do establishment para salvar a pele de Alexandre de Moraes, o escalado para o jogo sujo, que aparenta ter adorado o papel.

Até jornalistas pagos para apoiar o governo sabem que é ridícula (e falsa) a acusação de tentativa de golpe de estado e abolição violenta do estado democrático de Direito imputada a cidadãos inocentes desses crimes.


Um "acordo de paz" que não contemple a anulação do julgamento ilegal dos presos do dia 08 e 09 de janeiro é imoral, perverso e inaceitável!", grifo meu.

01 janeiro 2024

O OBJETIVO DO ESTADO

Passamos 2023 com novos governantes e novos parlamentares constatando como o Estado, com seus agentes, eleitos ou não, vai se distanciando de seu povo e agindo como se ele, Estado, é que fosse o senhor.

A passividade da nação contribui para isso, inclusive por falta de saber como deve funcionar a democracia. Um dos instrumentos para a correção do que hoje ocorre no Brasil é o que nos EUA se denomina de Recall, que dá o poder de cassar e revogar o mandato de qualquer representante político, pelo eleitorado; é chamar de volta para "reavaliação" popular um mandatário improbo, incompetente ou inoperante. 

O caldo de diversidades de 8 de janeiro de 2023 ensejou uma teia de versões que podem variar de “fake News” a teorias da conspiração. Sem dúvida, havia sobejas razões de insatisfação, sobretudo pela falta de transparência do processo eleitoral expressa na impossibilidade de auditar o resultado, que tornava suspeito esse resultado. 

A maior parte das manifestações foi legal, mas houve momentos violentos na praça dos Três Poderes. O papel dos “black blocks” e demais extremistas dos partidos de esquerda infiltrados entre os depredadores permanece indecifrado.

Esperava-se da CPMI do Congresso que conseguisse apontar a verdade, mas o que se viu foi um espetáculo de manipulações cujo relatório final arrolou criminosos de um lado só. Portanto, a narrativa que o “Sistema” pretende consagrar tem seus compromissos com os interesses dominantes, menos com a verdade.

O momento político do nosso país suscita o alerta de Baruch Spinoza (Holanda, 1632-1677), artesão e filósofo: 

“O objetivo supremo do Estado não é dominar os homens, nem contê-los pelo medo; é, isso sim, livrar do medo, permitindo-lhes viver e agir em plena segurança e sem prejuízo para si ou seu vizinho. (...) Assim, o objetivo do Estado é a liberdade”.

O potencial econômico da IA generativa

A era da IA generativa está apenas começando. O entusiasmo com esta tecnologia é palpável e os primeiros projetos pilotos são convincentes. Mas a plena realização dos benefícios da tecnologia levará tempo, e os líderes empresariais e da sociedade ainda têm desafios consideráveis a enfrentar. Estas incluem a gestão dos riscos inerentes à IA generativa, determinando quais novas habilidades e capacidades a força de trabalho precisará e repensando os principais processos de negócios, como reciclagem e desenvolvimento de novas habilidades. 

O impacto da IA generativa na produtividade pode adicionar trilhões de dólares em valor para a economia global. As mais recentes investigações estimam que a IA generativa poderia acrescentar o equivalente a um valor entre  2,6  e 4,4 bilhões de dólares anualmente nos 63 casos de utilização que foram analisados – em comparação, o PIB total do Reino Unido em 2021 foi de 3,1 bilhões de dólares.

Isto aumentaria o impacto de toda a inteligência artificial de 15 para 40 por cento. Esta estimativa duplicaria aproximadamente se fosse incluído o impacto da incorporação de IA generativa em software que atualmente é utilizado para outras tarefas além dos casos de utilização adiante citados.

Cerca de 75% do valor que os casos de uso de IA generativa poderá oferecer se enquadra em quatro áreas: operações com clientes, marketing e vendas, engenharia de software e pesquisa e desenvolvimento. Nesse contexto, os casos divulgados incluem exemplos sobre a capacidade da IA generativa apoiar interações com os clientes, gerar conteúdo criativo para marketing e vendas e elaborar códigos de computador com base em instruções em linguagem natural, entre muitas outras tarefas.

Ou seja, a IA generativa terá um impacto significativo em todos os setores industriais. Os bancos, a alta tecnologia e as ciências estão entre as atividades/setores que poderão ter o maior impacto como percentagem das suas receitas provenientes da IA generativa. Em todo o setor bancário, por exemplo, a tecnologia poderá agregar valor entre US$ 200 e US$ 340 bilhões adicionais anualmente se os casos de uso forem totalmente implementados. Nos bens embalados de retalho e de consumo, o impacto potencial também é significativo, situando-se entre 400 e 660 bilhões de dólares por ano.