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19 março 2025

Hugo Motta, presidente da Câmara, diz que o Brasil não tem presos e nem exilados políticos

 



“Nos últimos 40 anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático, não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força, não tivemos perseguições políticas, nem presos, nem exilados políticos. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais”.

    Ele acaba de fazer essa declaração, no aniversário de 40 anos da transição brasileira para a "democracia", marcada pela posse de Sarney. Hugo Motta, creio que, propositadamente, de forma ridícula, não quis citar as razões que levaram os militares a evitarem, em 31 de março de 1964, a implantação no País de uma ditadura do proletariado nos modelos adotados na URSS, China, Cuba, ... e os crimes posteriormente praticados pelos comunistas que aqui permaneceram.

    Da mesma forma não quis revelar os atos da atual ditadura judicial implantada nos últimos anos no País, que já somam mais de 2 mil pessoas entre presos, exilados e até mortos. Segue abaixo um brevíssimo resumo de arbitrariedades promovidas nos últimos anos, elaborado por Leandro Ruschel, residente nos EUA.

1. Jornais censurados: o portal Terça Livre, que chegou a ter audiência maior que a Globo News na internet, foi empastelado pelo regime. Dezenas de pequenos portais, todos de viés conservador, foram alvo de investigações e censura.

2. Vozes caladas à força: centenas de perfis foram bloqueados, o que representa censura prévia, e milhares de manifestações, censuradas. O auge ocorreu durante as últimas eleições, quando se chegou ao ponto de censurar previamente um documentário, sem sequer conhecer seu conteúdo exato.

3. Perseguidos políticos, presos e exilados: há dezenas de casos de parlamentares censurados — um deles foi preso por suas palavras. Vários são investigados e tornaram-se réus, inclusive por discursos feitos na tribuna da Câmara e do Senado. Há diversos exilados políticos em países como Argentina, Espanha e Estados Unidos. O deputado mais votado da história acaba de anunciar que busca asilo político nos EUA.

Centenas de brasileiros foram condenados a penas severas por uma manifestação política, em processos sumários, sem direito a dupla jurisdição e com acesso limitado à defesa.

Um desses presos morreu na cadeia, mesmo após o Ministério Público pedir sua soltura, devido às suas péssimas condições de saúde.

    Há muito mais o que você precisa saber sobre isso e outros fatos correlatos. Neste vídeo, estão compiladas muitas dessas informações.

    E não fica por aí. Atos praticados juntamente com outras pessoas do Estado se tornaram manchete nesta quinta-feira, 20/03/2025. 

A matéria completa está acessível através deste link.


19 março 2016

A CADEIRA ESTÁ VAZIA

A semana se encerra com os brasileiros, e boa parte do resto do mundo, estarrecidos com a situação dramática em que se encontra o Brasil, notadamente pela inexistência de um chefe de governo. A CADEIRA do Palácio do Planalto está vazia.

A cada hora que se passa, e não mais se contabiliza em dias, ou em semanas, os acontecimentos surgidos crescem em quantidade e gravidade.

Desses acontecimentos, dois deles ganharam maior destaque: a nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil e o outro, a revelação do conteúdo das escutas autorizadas pela justiça, o qual revelou diversas negociações não republicanas entre personalidades do governo e outros agentes que lhe dão sustentação.

O primeiro, a nomeação do ex-presidente Lula, a qual foi realizada por duas vezes, uma secreta e outra pública, como já relatamos aqui. As consequências previstas para esse ato se confirmaram e, felizmente, sua nomeação foi suspensa pelo STF no inicio da noite desta sexta-feira (18).

Sobre os desdobramentos do segundo, o conteúdo das escutas autorizadas pela justiça, a maior reação veio da presidente da República.

Os diálogos, entre a presidente e Lula, além de revelarem a fraude que estava sendo cometida para livrar o ex-presidente das garras da justiça de primeira instancia, em Curitiba, expuseram afirmações de que órgãos do judiciário são acovardados. Também estão presentes criticas aos presidentes das duas Casas do Congresso Nacional.

Sentido-se atingida, a presidente passou a ter um comportamento bem distante daquele que se espera de um chefe de governo e de estado.

Em apenas 24 horas, por duas ocasiões, uma delas no próprio Palácio do Planalto. A outra, em discurso na Bahia. Em ambas, a presidente atacou o juiz Sergio Moro, que divulgou o grampo telefônico dela com Lula.

Os dois discursos foram inapropriados, no tom e no conteúdo, para quem, supunha-se, exerce, com a liturgia devida, o cargo de chefe de governo e de estado de uma nação democrática.

Esse fatos, levaram as instituições atingidas, a reagiram com dureza, como foi o caso do Supremo Tribunal Federal.

Mas nem tudo o que ocorreu durante a semana foi lamentável. É que, no meio disso tudo, eis que surgiu uma boa notícia para se ocupar a cadeira que está vazia.

Foi iniciado o processo de impeachment da presidente, na Câmara dos Deputados, começando a correr o prazo previsto no rito processual para a sua análise e consequentes decisões.

NÃO DÁ MAIS PARA ESPERAR. IMPEACHMENT JÁ !