Translate

Mostrando postagens com marcador IIIGM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IIIGM. Mostrar todas as postagens

04 julho 2025

4 de julho - um dia de significativas recordações na Polônia e de importância para o mundo


 

    Em 4 de julho de 1941, os alemães prenderam cerca de 20 dos mais importantes professores poloneses das universidades de Lviv, junto com seus parentes, amigos e convidados.     Todos eles, cerca de 40 pessoas, 27 delas professores, foram assassinados nas Colinas Wuleckie, incluindo o ex-primeiro-ministro Kazimierz Bartel.

    4 de julho também é lembrado no campo da pesquisa, ciência e tecnologia, pois nessa data, em 4 de julho de 1934, aos 66 anos, faleceu Marie Curie, polonesa, pioneira na pesquisa sobre radioatividade e primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel! Durante sua vida voltada para a pesquisa, ela se tornou também a única mulher a ganhar dois Nobel: em Física (1903) e Química (1911), por suas descobertas dos elementos químicos: polônio e rádio.

    Sua dedicação à ciência revolucionou a medicina e a física, mas a exposição à radiação lhe custou a vida, provavelmente por leucemia ou anemia aplástica.

    Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie reconheceu que os soldados feridos eram mais bem socorridos quando eram operados o mais rapidamente possível. Ela viu a necessidade de centros radiológicos de campo perto das linhas de frente para ajudar os cirurgiões do campo de batalha.

    Após um rápido estudo de radiologia, anatomia e mecânica automotiva, ela adquiriu equipamentos de raios-X, veículos, geradores auxiliares e desenvolveu unidades móveis de radiografia, que passaram a ser popularmente conhecidas como petites Curies ("Little Curies"). Ela se tornou diretora do Serviço de Radiologia da Cruz Vermelha e criou o primeiro centro militar de radiologia da França, operacional no final de 1914. Assistida inicialmente por um médico militar e sua filha de 17 anos, Irène, Curie dirigiu a instalação de 20 veículos radiológicos móveis e outras 200 unidades radiológicas em hospitais de campanha no primeiro ano da guerra. Mais tarde, ela começou a treinar outras mulheres como auxiliares.

    Em 1915, Curie produziu agulhas ocas contendo "emanação de rádio", um gás radioativo incolor emitido pelo rádio, posteriormente identificado como rádon, para ser usado na esterilização de tecidos infectados. Ela forneceu o rádio a partir de seu próprio suprimento de um grama. Estima-se que mais de um milhão de soldados feridos foram tratados com suas unidades de raio-X. Ocupada com este trabalho, ela realizou muito pouca pesquisa científica durante esse período. Apesar de todas as suas contribuições humanitárias ao esforço de guerra francês, Curie nunca recebeu nenhum reconhecimento formal do governo francês por tais atos.

    Além disso, logo após o início da guerra, ela tentou doar suas medalhas de ouro do Prêmio Nobel ao esforço de guerra, mas o Banco Nacional Francês recusou-se a aceitá-las. Ela comprou títulos de guerra, usando o dinheiro do Nobel.


30 junho 2024

Tambores da III Guerra Mundial seguem sendo tocados cada vez mais altos






        Tudo leva a crer que Israel não terá opção a não ser atacar as posições do Hezbollah no Líbano, vistos os ataques incessantes que recebe. A verdade seja dita, sempre foi uma questão de tempo. O Irã diz que irá destruir Israel se atacarem as posições do Hezbollah.  O Brasil precisa deixar o sombrio Eixo do Mal o quanto antes. Pode nos custar MUITO caro essa ridícula situação..
        Para se chegar a essa conclusão não se precisa discutir geopolítica, regimes A ou B. É só relembrar o que a II GM representou para o Brasil, especialmente para as famílias brasileiras que tiveram, entre seus familiares, aqueles que diretamente participaram nas frentes de batalha em solo italiano, embora muitos civis e militares faleceram sem nem lá estarem. Um exemplo do ocorrido está contado a seguir e é mais do que suficiente para se encerrar a palhaçada do atual governo.

        Um dos 25 mil homens enviados pelo Brasil para combater as forças do Eixo na Itália, o cabo Waldemar Reinaldo Cerezoli deixou um tesouro precioso antes de morrer, em 1975: seus diários.

        Transformado pela historiadora Cristina de Lourdes Pellegrino Feres no livro ‘A Dupla Face da Guerra: a FEB pelo Olhar de um Prisioneiro’ (editora Intermeios), esse material relata desde banalidades do dia a dia no front a conflitos brutais com os inimigos. No trecho a seguir, Cerezoli narra seu último combate em solo italiano e sua passagem por um campo de prisioneiros na Alemanha, antes de ser libertado pelo Exército dos Estados Unidos em 29 de abril de 1945. No dia 4 de maio voou para a França. No começo de junho retornou para a Itália e no dia 6 de julho embarcou em um navio para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 18 de junho.

Relato do dia 30 de outubro de 1944

Às 4h nos levantamos e partimos para o ataque. Este combate irá resolver minha situação ao posto de sargento. Chegamos na base de partida, fiz uma trincheira para a gata [apelido de sua metralhadora] e estamos esperando a ordem do major para atacar.

Às 10h começou a chover forte. Já estou todo molhado, nossa artilharia está batendo o morro que vamos atacar. Enfim, às 4h da tarde chegou a ordem para atacar. Abrimos fogo em conjunto com os morteiros e metralhadoras. Pus a gata para funcionar e o pelotão de fuzileiros começou a avançar.

Estamos atirando por cima de nossa tropa. Nossa artilharia está atirando certo e granadas estão caindo em cima de nossos homens. O capitão telefonou para a artilharia e pediu para alongar a alça [aumentar o alcance dos tiros].

Recebi a ordem de cessar fogo e avançar com minha peça. Com muito sacrifício consegui chegar nas posições inimigas. O capitão pediu uma metralhadora e eu fui escalado para aquela missão.

Saí com o soldado Alcides, rastejamos por baixo de balas, mas conseguimos chegar aonde o capitão queria e abri fogo em menos de um segundo. Vi que o inimigo recuou e aproveitei para avançar mais. Consegui posição melhor e continuei a atirar

Somente às 8h da noite terminou o combate. Perdemos cinco homens. Recebi ordem de recolher minha peça e fomos para dentro de uma casa que horas antes pertencia aos alemães. Lá encontramos o fogo acesso, chá quente e uns pães pretos.

Eu estava completamente molhado e sujo de barro. Fiquei perto do fogo até à 1h da madrugada e depois peguei no sono. Às 4h, do dia 31, o inimigo contra-atacou e fui acordado pelo sargento Joel.

Entrei em posição em uma janela com minha gata e abri fogo. Às 5h e pouco tudo ficou em silêncio, o inimigo tornou a recuar.

Às 8h da manhã saí com o sargento e o soldado Eliseu para procurar o resto da Companhia e saber de nossa situação. Já tínhamos andado uns 20 metros quando o inimigo abriu fogo em nós a uns dez passos de distância.

Deitei-me rapidamente e abri fogo com meu fuzil. O sargento rastejou e conseguiu entrar em uma zona abrigada. Fiquei com o Eliseu atirando no inimigo e vimos que eram dois e estavam bem entrincheirados.

Só me restava uma granada de mão que estava pendurada no meu cinto do lado esquerdo. O soldado Eliseu a arrancou do cinto, porque eu não podia me mover para tirá-la. Eu já tinha onze furos de bala no capacete e estava desabrigado.

Enquanto eu atirava, Eliseu rastejou até perto da trincheira inimiga e atirou a granada.

Aqueles dois já não matariam mais brasileiros. Voltamos para a casa e encontramos os demais todos assustados.

O sargento não encontrou sinal de nossa Companhia, estávamos em 17 homens cercados pelo inimigo, a Companhia já tinha recuado e nós éramos obrigados a aguentar os alemães.

Começaram os palpites e ficou resolvido que dois homens iriam procurar comunicação com o capitão, que estava em uma casa à nossa direita, a 50 metros aproximadamente. O sargento pediu dois voluntários para arriscar-se naquela missão, mas ninguém se apresentou.

Resolvi ir novamente e o Eliseu disse que iria comigo. Afirmou que todos estavam com medo, e tinha razão. Saímos rastejando, mas pouco adiantou. O alemão nos viu e começou a chover balas sobre nós dois.

Pensei em voltar, mas resolvi ir em frente até o fim: minha missão era encontrar o capitão.

Rastejamos e conseguimos entrar em uma valeta. As balas já não nos alcançavam. Chegamos perto da casa onde estava o capitão com mais dois oficiais. Assim que nos viu fez sinal para voltarmos porque o inimigo estava atirando na porta, pela qual tínhamos que entrar.

Não obedecemos e continuamos a rastejar. Quando o alemão parou de atirar, o Eliseu entrou rapidamente e abriram fogo novamente. Eu fiquei esperando uma oportunidade. Cessaram novamente e consegui entrar na casa.

Contei nossa situação ao capitão. Ele me chamou de louco por arriscar tanto e disse que não nos deixaria voltar. Tanto insistimos que ele consentiu na nossa volta, mas disse-nos que seria loucura.

A ordem que nos deu para levar era para aguentar até a última bala. Saímos rastejando. Então, começou a chover balas sobre nós. Com muita dificuldade e sorte chegamos na casa onde estavam os 15 restantes.

Ficaram admirados em tornar a nos ver. Contei-lhes sobre a nossa situação e a ordem recebida do capitão. Alguns não concordaram, mas fiz-lhes ver que era uma ordem superior.

Era aproximadamente 11h e eu já estava com fome e sede insuportáveis. Subi para o andar superior e vi pela janela que o inimigo já tinha cercado a casa. Falei com o sargento Joel e resolvemos abrir fogo. Éramos 17 e o inimigo seriam mais ou menos 300 homens.

Enquanto tinha balas, atirei para matar. Quando terminaram meus 3 mil tiros de metralhadora, peguei meu fuzil e continuei atirando. Atirávamos a dois ou três metros de distância, dava para ver o ódio estampado no rosto do inimigo.

Troquei de posição e fui para um quarto onde estava o sargento e o soldado Hamilton, que já estava surdo de tanto estouro de granada dentro do quarto. Vi perfeitamente uma granada entrar pela janela e cobri o rosto com o braço esperando a explosão.

Senti uma pancada na cabeça e desacordei por alguns segundos. Depois, vi meu braço ferido e senti sangue escorrer pela perna esquerda. Quis andar, mas não pude.

Olhei para o sargento e vi sangue no braço dele, que se contorcia de dor e estava com o braço direito quebrado. Ao meu lado estava o Hamilton deitado em uma poça de sangue. Um estilhaço havia-lhe cortado a veia.

Consegui ajoelhar-me e acabou minha munição. O sargento pediu para nos entregarmos. Apareceram mais cinco feridos e, então, resolvemos nos entregar. Todos desceram.

Eu fiquei com o Hamilton. O infeliz ainda falava e pediu-me para levá-lo para fora. Eu o arrastei, mas já não tinha mais forças para sustentar-se de pé. Quando chegamos na porta, um alemão com uma metralhadora agarrou-me pelos ombros e fui obrigado a deixar meu colega Hamilton, que já tinha estampado no rosto a hora da morte.

Fui carregado para junto dos meus colegas. O alemão colocou-nos em frente a uma pedra e com a metralhadora na mão gritava como um louco, mas nós não compreendíamos nada. Então, trouxeram os mortos e feridos deles e vi que tínhamos acertado muito.

Aos poucos se acalmaram e vieram dois enfermeiros que nos fizeram os curativos. À tarde nos levaram para a retaguarda e fomos para um hospital em Modena. Ali é que sofremos nas mãos daqueles enfermeiros italianos.

Tiraram-me o estilhaço da perna e outro da cabeça, mas tudo sem anestesia; punham-me gaze na boca para sufocar os gritos. Enfim, fui carregado para uma cama e deixaram-me em paz.

Ali passamos três dias, depois fomos para outro hospital em Parma, onde fomos melhor tratados, porque as enfermeiras eram alemães e pareciam mais humanas que as italianas.

A fome aumentava e a vontade de fumar me deixava louco. À noite, eu tirava uns fios de gaze e enrolava no papel para fumar. A comida era só sopa e muito pouca. Ficamos uma semana naquele hospital, depois fomos para outro que ficava na cidade de Mantova.

Era um hospital só de prisioneiros. Ali que foi de amargar! Tiraram toda nossa roupa e nos deram camisola, mas o diabo é que elas eram curtas e as enfermeiras não queriam que saíssemos da cama.

Assim, passamos até o dia 23 de novembro. Já estava melhor, só me doía a cabeça, e fomos conduzidos para um campo de concentração que ficava na mesma cidade. Encontramos no campo o restante da nossa turma e mais cinco brasileiros que tinham caído prisioneiros antes de nós.

Ficamos naquele campo até 5 de dezembro. A comida era de amargar: 50 gramas de sopa no almoço e 95 gramas na janta, e dormir em cima de tábuas.

No dia 5 de dezembro fomos conduzidos para uma estação e embarcamos em trem de carga: 50 prisioneiros em cada vagão de aço fechado por fora. Partimos à noite e, assim, passamos três dias e três noites fechados como ratos. Durante a viagem comemos uns pedaços de pão duas vezes.

À meia-noite, de 8 de dezembro, tive a honra de desembarcar na Alemanha. Estávamos loucos de sede e, assim que descemos, começamos a comer neve. Entramos em forma e seguimos para o campo de concentração [de Stalag VII-A, localizado na cidade de Moosburg].

Foi a pior impressão de minha vida ver aquele cercado de arame onde eu ia entrar, mas não sabia se sairia.

Passamos a noite sem comer nada. No outro dia, às 9h, vieram uns pães pretos, mas alguns avançaram como loucos nos pães e quem foi educado não comeu nada. À tarde fomos identificados e recebi uma chapa com o número 142292, a qual era obrigado a levar pendurada no pescoço.

Fomos integrados novamente e nos levaram para outra barraca, número 30, junto com americanos. Havia, naquela barraca, muitos mexicanos e logo ficamos amigos.

Fiquei sabendo que naquele campo havia 110 mil prisioneiros de 24 raças [nacionalidade] diferentes. A comida constituía somente em batata.

Ficamos um tempo ali, depois, nós graduados, fomos separados para uma barraca de lona e dormia-se no pedregulho. A primeira refeição vinha às 3h ou 4h da tarde, e muitos dias não vinha; então, comíamos neve para enganar o estômago. Já andava eu barbudo, sujo, cheio de muquirana [um tipo de piolho] e bichos de toda espécie.

E, assim, passaram-se seis meses, até que, no dia 29 de abril de 1945, o Sétimo Exército [dos Estados Unidos] tomou o campo e fomos libertados. Ninguém avalia nossa alegria. Jamais tive um dia tão feliz!

Os tanques comandados pelo general Patton invadiram o campo e já não éramos mais prisioneiros, trocamos de lugar com os alemães. No mesmo dia, chegou cigarro e comida à vontade.

Comi tanto que amanheci doente. Montaram chuveiros e tomamos um banho quente, trocamos de roupa, cortei a barba e já me sentia outro.



04 fevereiro 2023

«La Troisième Guerre mondiale a commencé»

Em 24 de fevereiro de 2022, Putin anunciou uma "operação militar especial", supostamente para "desmilitarizar" e "desnazificar" a Ucrânia. Minutos depois, mísseis atingiram locais em todo o território ucraniano, incluindo Kiev, a capital. A Guarda de Fronteira Ucraniana relatou ataques a postos fronteiriços com a Rússia e a Bielorrússia. Pouco depois, as forças terrestres russas entraram na Ucrânia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky promulgou a lei marcial e clamou por uma mobilização geral no país para combater os invasores.

"É óbvio que o conflito, que começou como uma guerra territorial limitada e agora está se transformando em um confronto econômico abrangente entre todo o Ocidente, por um lado, e a Rússia e a China, por outro, tornou-se uma guerra mundial", disse o pensador francês, Emmanuel Todd ao jornal francês Le Figaro em 12/01/2023, em uma matéria cujo título é o mesmo deste artigo.

Por sua vez, a Ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que os países da União Europeia estão em guerra contra a Rússia, enquanto autoridades dos EUA e da UE se esforçam para convencer que não são parte do conflito na Ucrânia.

"Eu já disse nos últimos dias – sim, temos que fazer mais para defender a Ucrânia. Sim, temos que fazer mais também em tanques", disse Baerbock durante um debate na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) na terça-feira (24). "Mas a parte mais importante e crucial é que fazemos isso juntos e que não fazemos o jogo da culpa na Europa, porque estamos lutando uma guerra contra a Rússia e não uns contra os outros".

Enquanto o chanceler alemão Olaf Scholz insistiu que a Alemanha deveria apoiar a Ucrânia, mas evitar o confronto direto com a Rússia, Baerbock assumiu uma posição mais agressiva.

Em seguida, a Coreia do Norte condenou os EUA e potências ocidentais por fornecerem tanques de batalha às forças ucranianas, dizendo que a "guerra por procuração" de Washington contra a Rússia representa uma ameaça à paz mundial. O envolvimento dos EUA na Ucrânia "expôs todo o continente europeu ao grave perigo de guerra". É o que disse Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, à Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) na sexta-feira (27/01/2023).

Na mesma sexta-feira (27), o presidente da Ucrânia criticou a falta de rapidez dos EUA no envio de tanques Abrams à Ucrânia e ressaltou que Kiev não ficará satisfeita com um pequeno número.

Os comentários vieram depois que os EUA prometeram na quarta-feira (25) fornecer a Kiev 31 tanques M1 Abrams, mas alertaram que a entrega poderá levar anos. A Casa Branca explicou que espera adquirir os tanques do fabricante, em vez de retirá-los de seus arsenais. A configuração vendida não será a mesma usada pelos EUA.

No início desta semana, a Alemanha aprovou o fornecimento a Kiev de 14 tanques Leopard 2A6 de seus próprios estoques e também deu permissão a outros países para venda de seus tanques de fabricação alemã ao exército ucraniano.

Estados Unidos e OTAN não estão preparados para guerra com a Rússia, avalia especialista militar dos EUA

Douglas Macgregor, coronel reformado do Exército americano, ex-conselheiro do Secretário de Defesa do governo Trump, avalia no artigo This Time It’s Different que os EUA e a OTAN não estão preparados para lutar uma guerra total com a Rússia, regional ou globalmente.

"Ao contrário das primeiras esperanças e expectativas do Beltway [cúpula do governo federal, seus fornecedores e lobistas, e jornalistas que cobrem Washington, DC] a Rússia não entrou em colapso interno nem capitulou às demandas coletivas do Ocidente por mudança de regime em Moscou", observa Macgregor.

"Washington subestimou a coesão social da Rússia, seu potencial militar latente e sua relativa imunidade às sanções econômicas ocidentais", aponta o coronel. "Como resultado, a guerra por procuração de Washington contra a Rússia está falhando". 

Macgregor nota que "os membros da OTAN nunca estiveram fortemente unidos por trás da cruzada de Washington para enfraquecer fatalmente a Rússia". 

"Embora simpatizante do povo ucraniano, Berlim não apoiou uma guerra total com a Rússia em nome da Ucrânia. Agora, os alemães também estão desconfortáveis com a condição catastrófica das forças armadas alemãs", ressalta Macgregor.

A apenas 20 dias de se completar um ano de guerra, nenhuma das matérias encontradas em todas as mídias noticiam indicativos de negociações em busca da paz. Ao contrário, as notícias são de um crescente avanço na direção da continuidade da guerra. Será mesmo que estamos diante do que disse Todd, o pensador francês?  «La Troisième Guerre mondiale a commencé».