Translate

22 março 2020

TRÊS MINUTOS DE NOTÍCIAS NEGATIVAS PELA MANHÃ ARRUINAM O SEU HUMOR PELO RESTO DO DIA

    Se queremos ser mais felizes e produtivos, não podemos deixar que o viés da negatividade tome conta de nossos dias. Viés este, multiplicado recentemente pelas notícias assombrosas sobre a propagação mundial do vírus chinês.

    Essa negatividade tem sido ampliada no mundo recente, principalmente a partir do surgimento das redes sociais. Alguns profissionais desse ramo sugerem que não se verifique o e-mail, o Facebook, ou o Twitter fora de determinados horários (ou quando ficar parado e precisar de uma mudança de contexto). Tente manter boa parte de sua leitura on-line focada em assuntos relacionados à sua profissão. Fazer uma pausa para atividades físicas também é um grande auxiliar.

    É hora, portanto,  de seguir, pelo menos parcialmente, os conselhos do Jaron Lanier, cientista, músico e escritor, mais conhecido pelo trabalho em realidade virtual e sua defesa do humanismo e da economia sustentável no contexto digital.

(...) "O que quer que uma pessoa possa ser, se você quer ser uma, delete suas contas nas redes sociais", afirmou Jaron Lanier.

    Segundo Lanier, o Vale do Silício de um modo geral, e o Facebook, em particular, são verdadeiras máquinas de fazer cabeças.

    Entretanto, o problema não é apenas que há coisas terríveis acontecendo ao redor do mundo. Mas também que nossos cérebros estão simplesmente conectados para prestar mais atenção a notícias desagradáveis. Os psicólogos chamam isso de "viés de negatividade" e descobriram que é uma das primeiras coisas que desenvolvemos quando crianças e que  hoje está atrapalhando nossa felicidade, bem-estar e até nossa produtividade.

    Um estudo realizado pelos pesquisadores Shawn Achor e Michelle Gielan, juntamente com a fundadora da Thrive, Arianna Huffington, descobriu que apenas três minutos de notícias negativas pela manhã (versus conteúdo mais estimulante) podem arruinar o seu humor pelo resto do dia.

    Longe de serem mais bem informados, os consumidores de notícias pesadas acabam mal calibrados e irracionais devido a um viés cognitivo chamado Heurística da Disponibilidade. Esse viés explica que as pessoas estimam a probabilidade de um evento ou a frequência de um tipo de coisa pela facilidade com que as instâncias vêm à mente.

    Assim sendo, como estarão os humores dessas pessoas, diariamente, recebendo a enxurrada de más notícias sobre as consequências do vírus chinês? 

    Não serão bons. Uma boa percepção desse resultado aqui no Brasil e em outros países, está no conteúdo das redes de televisão, nos jornais impressos e nas redes sociais que, entre outras coisas, para piorar, transformou o assunto em disputas políticas e ideológicas. 

21 março 2020

EXPRESSAR DIVERGÊNCIAS É FATO POSITIVO E PERMITIDO EM UMA DEMOCRACIA

Espernear, expressar divergências e similares, respeitosamente, são fatos positivos e permitidos em uma DEMOCRACIA com letras maiúsculas. Continuar chamando o Jair Bolsonaro de Presidente do Brasil até 2022, da mesma forma. É o dever de todos os brasileiros. Entretanto, parece não ser o que tem ocorrido durante os últimos meses, com o apoio de instituições oficiais que representam outros poderes e das big techs, proprietárias das plataformas tecnológicas baseadas em dados pessoais que, diferente do que se costuma acreditar, podem servir de ferramenta contrária à democracia, dependendo da maneira como são usadas.  

Será assim, até 2022, pois provavelmente o Bolsonaro continuará obedecendo a Carta Magna. Como ocorreu em outubro de 2018, difícil será encontrar um candidato mais adequado para o cargo. Entre os antigos e os novos que já começaram a se apresentar para tal, o eleitor continuará sem opção.

Quanto ao governo Bolsonaro propriamente dito, destacamos e/ou constatamos que o País está vivendo uma nova política, com a construção de uma narrativa, com mensagem única - nela incluídos menos desgoverno, menos politicagem, menos privilégios  menos incompetência  menos roubalheira - estabelecendo vínculo direto e permanente do político com os eleitores, que apesar de virtual, tem sido feito com transparência, paciência e empatia. Equívocos, erros cometidos, aqui e ali, não são suficientes para esconder, até o momento, o bom desempenho do governo.

Entretanto, desde o primeiro minuto após o anúncio do vencedor das eleições presidenciais em 2018, os perdedores - políticos e outros setores da sociedade - não aceitaram o resultado, apesar da palavras pronunciadas pelo presidente eleito em seu primeiro discurso à Nação.

No seu pronunciamento, Bolsonaro afirmou seu compromisso com a liberdade ("liberdade de ir e vir, liberdade política e religiosa, liberdade de opinião"), com a Constituição e com reformas mencionadas em sua campanha.

Disse ainda: “Vou buscar pacificar o nosso Brasil. Nós vamos pacificar. Sem eles contra nós ou nós contra eles. Nós temos como fazer políticas que atendam o interesse de todos. ... Quando assumirmos no ano que vem, serei o presidente de todos", afirmou.


No decorrer de seu governo os resultados positivos foram superiores aos negativos, não há dúvida. Mas, de novo, a oposição não enxerga isto. Prevalece, acima de sua obrigatória contribuição para o desenvolvimento do País, a disputa - antecipada - do poder, com a grave colaboração dos outros poderes da República, cujos líderes não possuem, sequer, segundo as notícias publicadas na imprensa e nas redes sociais, uma boa ficha corrida.

Nesse contexto, aqui no Brasil, se insere os pronunciamentos e atitudes inadequadas, daqueles que perderam as eleições e dos que pretendem antecipá-las, sobre o enfrentamento da epidemia proveniente do vírus chinês pelo governo federal.





Ora, vão catar coquinhos. 

Ah, e não voltem nunca mais !

19 março 2020

OCDE E OIT SE MANIFESTAM SOBRE O IMPACTO DO VÍRUS CHINÊS NA ECONOMIA E NO TRABALHO

A OCDE e a OIT divulgaram documentos com análises e recomendações sobre o comportamento da economia e da área trabalhista a nível global.



Para a OCDE, se o surto do vírus chinês for mais duradouro e intenso, ele pode derrubar a taxa de crescimento mundial para 1,5% em 2020. Num cenário mais otimista essa queda seria de apenas 0,5%, ou seja, o crescimento global, em 2020, cairia de 2,9% previsto em novembro/2019 para 2,4%.

O ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, é mais otimista. No início do mês ele afirmou, em evento realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),  que  o surto pode reduzir o crescimento do Brasil entre 0,1 ponto percentual, na melhor das hipóteses, e 0,5, na pior.

Na área trabalhista, a crise pode aumentar o desemprego global em quase 25 milhões, segundo uma nova avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A OIT também afirma que se houver uma resposta política coordenada internacionalmente, como aconteceu na crise financeira global de 2008-2009, o impacto no desemprego global poderá ser significativamente menor.


As estimativas da OIT indicam um aumento no desemprego global entre 5,3 milhões (cenário "baixo") e 24,7 milhões (cenário "alto"), a partir de um nível base de 188 milhões em 2019. Em termos comparativos, a crise financeira global de 2008-2009 aumentou o desemprego global em 22 milhões.

18 março 2020

IMPACTO ECONÔMICO DO VÍRUS CHINÊS E MEDIDAS DE COMBATE À CRISE ECONÔMICA

Professores (74) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgaram, nesta terça-feira (17), Carta Aberta sobre o impacto econômico da Covid-19 (vírus da China) e sugeriram medidas de combate à crise econômica. 

Na Carta, cujo texto completo está disponível aqui, os professores estão projetando significativa desaceleração do crescimento mundial, no melhor dos cenários, ou uma recessão global em 2020, em cenários menos otimistas.

Nessa situação, os professores defendem que o governo e o Congresso brasileiro adotem os seguintes pontos para combater a crise:

1) Ampliação dos benefícios e de programas de transferência de renda para famílias, de trabalhadores formais e informais que perderem ou tiverem sua capacidade de geração de renda diminuída pela crise, em especial para as famílias afetadas pela pandemia com filhos em idade escolar, garantindo que estes possam permanecer junto aos pais.


2) Eliminação da fila do Bolsa Família e reajuste do benefício.


3) Recomposição da verba de saúde em relação aos mínimos constitucionais definidos antes da EC 95/2016 e garantia de recurso extra para ampliação de testes, de leitos e aquisição de equipamentos para emergência.


4) Recomposição das verbas para Ciência e Tecnologia, especialmente para áreas capazes de enfrentar a pandemia, de forma a garantir nossa capacidade de desenvolver medicamentos e vacinas.


5) Alteração das demais regras fiscais vigentes, além do Superávit Primário, como a Regra de Ouro e a suspensão do Teto de Gastos, de forma a se criar um espaço legal para a necessária política de expansão dos gastos públicos.

6) Suspensão de multa, juros e penalização sobre pagamento atrasado de contas dos serviços de utilidade pública.


7) Ajuda fiscal aos estados e municípios, seja por meio de transferências do governo federal, seja pela renegociação de dívida, de forma a permitir aos entes subnacionais elevar seus gastos para fazer frente à emergência médica e seus impactos sociais mais imediatos.


8) Política de expansão de crédito e alongamento de dívidas utilizando os bancos públicos, para socorrer empresas e famílias mais afetadas pela pandemia.


A OCDE e a OIT divulgaram documentos com análises e recomendações sobre o comportamento da economia e da área trabalhista a nível global. Confira aqui.

O BRASIL QUE DÁ CERTO

    Na última sexta-feira (13), o IME (Instituto Militar de Engenharia), do qual sou ex-aluno, homenageou o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) em seu aniversário de 70 anos de início das aulas de Engenharia Aeronáutica com uma cerimônia onde foi inaugurada a placa comemorativa que pode ser vista ao lado.

    A primeira aula de Engenharia Aeronáutica aconteceu em 14 de março de 1950 na sala 405-A no IME, berço original do ITA. O IME também concedeu o título de Doutor Honoris Causa ao Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho, idealizador e criador do ITA.

    Ambas as escolas têm se destacado pela formação de inúmeras gerações de engenheiros civis e militares, que muito contribuíram para o desenvolvimento nacional  e soberania do Brasil, em particular na formação de engenheiros nucleares no IME e de engenheiros aeronáuticos no ITA, principais responsáveis pelo domínio das mais variadas tecnologias envolvidas nessas áreas.

    No campo nuclear o Brasil está entre os principais países que dominam sua tecnologia, destacando-se no seu uso em geração de energia e nas áreas médicas e industrial. O País também detém o conhecimento do processo de produção de combustível a partir de suas próprias jazidas de urânio em quantidade suficiente para suas próprias necessidades. 

    Atualmente a Marinha do Brasil alcançou total domínio sobre o ciclo de combustível nuclear e fornece centrífugas para as Indústrias Nucleares do Brasil, além de estar envolvida na construção do reator par o submarino brasileiro de propulsão nuclear, que elevará consideravelmente a capacidade de defesa no Brasil no Atlântico Sul. No setor aeronáutico, o maior destaque fica por conta da criação da Embraer. Tal fato colocou o Brasil no cenário internacional de produção de aviões civis e militares. 

    Um exemplo, nesse sentido,  é o desenvolvimento, pela Embraer, do cargueiro militar C-390, cuja encomenda inicial de 28 aeronaves foi da Força Aérea Brasileira que injetou cerca de R$ 5 bilhões em seu desenvolvimento. Outros países estão seguindo o mesmo caminho. Em agosto de 2019, Portugalque faz parte da Otan, fez uma encomenda de cinco aparelhos, o primeiro contrato de exportação da aeronave (US$ 917 milhões).

    Todo esse contexto foi de extrema importância para que o Brasil recebesse,  em março do ano passado (2019),  o status de aliado privilegiado fora da OTAN, a aliança militar ocidental. Os primeiros frutos desse alinhamento já começaram a surgir. Brasil e Estados Unidos assinaram um acordo militar inédito, em março/2020,  o que irá abrir o maior mercado de defesa do mundo à industria nacional. 

    O acordo, conhecido pela sigla RDT&E (Research Development, Testing and Evaluation), foi assinado pelos presidentes da duas nações após a formalização desse alinhamento. O texto ainda precisa passar pelo Congresso e prevê parcerias apoiadas por recursos públicos e privados. A partir daí, empresas de ambos os países podem ser selecionadas e contratadas para desenvolver projetos sob a gestão de autoridades brasileiras e americanas.

17 março 2020

SERÁ O PENTÁGONO O PRÓXIMO CLIENTE DO C-390?


Em março do ano passado (2019), o Brasil recebeu o status de aliado privilegiado fora da Otan, a aliança militar ocidental. Claro que isto não representaria nada sem tratados específicos. Não é o caso, entretanto. Os primeiros frutos desse alinhamento já começaram a surgir. Brasil e Estados Unidos fecharam um acordo militar inédito, o que irá abrir o maior mercado de defesa do mundo à industria nacional.

O acordo, conhecido pela sigla RDT&E (Research Development, Testing and Evaluation), foi assinado pelos presidentes da duas nações um ano após a formalização desse alinhamento, tendo sido considerado um prazo muito curto para esse tipo de acordo. O texto precisa passar pelo Congresso e prevê parcerias apoiadas por recursos públicos e privados. A partir daí, empresas de ambos os países podem ser selecionadas e contratadas para desenvolver projetos sob a gestão de autoridades brasileiras e americanas.


A base industrial de defesa brasileira reune cerca de 220 empresas, a maioria de pequeno e médio porte, em um ambiente semelhante ao das startups, ou seja, carentes de investidores. Obviamente essa dificuldade poderá ser facilmente vencida pois no setor de defesa a simbiose estatal-privado é uma das marcas em todo o mundo.

No Brasil não é diferente. Um exemplo é o desenvolvimento do C-390, da Embraer, que só existe porque a FAB injetou cerca de R$ 5 bilhões em seu desenvolvimento e fez a primeira encomenda de 28 aeronaves. Outros países estão seguindo o mesmo caminho. Em agosto de 2019, Portugal, que faz parte da Otan, fez uma encomenda de cinco aparelhos, o primeiro contrato de exportação da aeronave (US$ 917 milhões). Será o Pentágono o próximo cliente do C-390? Dos Super Tucanos já é - 30 aeronaves.

TODOS SÃO DISPENSÁVEIS E TODOS SÃO SUBSTITUÍVEIS

"Todos somos indispensáveis, porém ninguém é insubstituível". Aprendi isto durante a minha adolescência, quando fui aluno do curso ginasial. Estava escrito nas contracapas dos meus cadernos escolares.

    De lá para cá muita coisa mudou neste mundo. Infelizmente nem sempre para melhor. Por exemplo, hoje, no Brasil, a bonita e educativa frase não mais se aplica para todos os componentes da sociedade.

    É o que acontece, por exemplo, nas esferas mais altas dos poderes da República. Para esses ambientes, torna-se obrigatório reescrevê-la com o seguinte conteúdo: TODOS SÃO DISPENSÁVEIS E TODOS SÃO SUBSTITUÍVEIS.

    Os perfis das respectivas autoridades, bem conhecidos da grande maioria da população brasileira, são suficientes para responderem pela conclusão acima. A maioria deles, inclusive, têm seus nomes, ou apelidos, citados em reportagens sobre desvios de recursos públicos e/ou corrupção.

    Não satisfeitos, após o resultado eleitoral de outubro de 2018, várias dessas autoridades resolveram ir mais longe, passando a incentivar setores da sociedade, através de atos, declarações e entrevistas, a desrespeitarem esse resultado, ou seja, a Constituição Federal de 1988 que estabeleceu o regime democrático para o País no qual o poder executivo é o seu ator principal.

    As "linhas e entrelinhas" das entrevistas concedidas ao William Waack que foram ao ar, pela CNNBrasil, e outras mais, neste último domingo, confirmam, de forma bem clara, o aqui exposto.

    Não é à toa, portanto, a crescente indignação dos brasileiros manifestada nas redes sociais e em praça pública, como as ocorridas neste último domingo (15) em diversas cidades do País.

    Como já dissemos aqui, uma sociedade não funciona bem e uma democracia se torna disfuncional, quando cidadãos - DE BEM -  sentem que o sistema continua doente e viciado.

    A metástase na política brasileira sobrevive. Torna-se, portanto, necessária e urgente, a aplicação de uma forte "dose de quimioterapia" para curá-la e expulsar os responsáveis que provocaram/provocam essa metástase.

29 fevereiro 2020

OS MARES NÃO ESTÃO TRANQUILOS

“Os mares não estão tranquilos, porque vídeos são divulgados, incandescem as redes sociais, as pessoas não raciocinam sobre aquilo que estão escrevendo, emoções são colocadas à flor da pele”. O vice-presidente Hamilton Mourão lembrou ainda com todas as letras: “Isso será superado com a tríade clareza, determinação e paciência. Fazer do Brasil a mais vibrante e mais próspera democracia liberal do Hemisfério Sul. Aqui, ninguém está atentando contra a democracia”.

    As palavras do vice-presidente são respostas a não ocorrência da desidratação política desejada pelos eleitores nas últimas eleições. A doença permanece, especialmente no Congresso Nacional. 

    A metástase na política brasileira sobrevive.  Torna-se, portanto, necessária e urgente, a aplicação de uma forte "dose de quimioterapia" para curá-la e expulsar os responsáveis que provocaram essa metástase NOS TRÊS PODERES. Algum dia ela será debelada, incluindo seu tumor primário? DESCONFIO QUE NÃO. Ela sobrevive desde que Cabral aqui aportou. 

    Hoje li mais uma comprovação disso nas páginas amarelas da Veja, desta semana, dita por um inteligente corrupto de prestígio e bilionário (patrimônio de 12 bi), condenado a 26 anos de cadeia, mas que já cumpre prisão semi-aberta após cumprí-la apenas 4 anos em regime fechado e já no final deste ano segue para o regime aberto. Na entrevista se ver , por exemplo, que um famoso ministro da justiça que ficou na posição por 8 anos era corrupto, atendendo a um modelo brasileiro do agrado de quem manda neste País: empresários e políticos corruptos.

    Notícias publicadas têm dado conta de que o presidente da Câmara dos Deputados - o Botafogo - está em visita oficial à Espanha conversando com políticos locais e com o próprio rei Felipe VI sobre parlamentarismo e as relações bilaterais entre aquele país e o Brasil, com uma postura digna de um verdadeiro primeiro-ministro. 

    Esse é um tipo de parlamentarismo branco, que mandachuvas do Congresso e do STF querem enfiar goela abaixo do Bolsonaro em resposta ao presidencialismo de coalizão por ele desprezado. 

    Do outro lado da praça, o percentual de doentes graves é maior. Basta ver a última declaração do Pavão do Tatuí. Cem anos depois de Rui Barbosa, os brasileiros têm de consolar-se com Celso de Mello e com políticos do naipe do Botafogo?

    Uma sociedade não funciona bem e uma democracia se torna disfuncional quando cidadãos - DE BEM - sentem que o sistema continua doente e viciado.


10 fevereiro 2020

BRASÍLIA ESTÁ SUPERPOVOADA

    Brasília está superpovoada. Mas outra coisa a habita: os parasitas. Não daqueles aos quais o Ministro Paulo Guedes se referiu recentemente durante evento no Rio de Janeiro, que não o são nem na Capital Federal nem no Brasil. Mas sim de grupos e/ou classes (que o Ministro sabe exatamente quais são mas não quis dizer) que devoram as vísceras não só de Brasília mas que se alimentam também do Brasil, consumindo suas entranhas e regurgitando o que sobra para o povo. Os custos de funcionamento do Congresso Nacional, das demais casas parlamentares e dos tribunais de nosso País falam por si só. A esses custos, somam-se aqueles provenientes do desvio de recursos em atos de corrupção, como os mostrados pela Lava Jato  que explicitou as faces daqueles mais perigosos.

    Conferir os benefícios de inativos alcançados por políticos, ministros, juízes e outros integrantes das altas cúpulas do Estado, de tão diferenciados para cima, é um exercício de humilhação para o cidadão comum e uma certeza de que a desigualdade e a concentração de renda são características históricas que herdamos e que se estendem por toda a vida. “Leis em favor dos reis se estabelecem; em favor do povo, só perecem”, já afirmava, há mais de cinco séculos, o maior poeta da nossa língua, Luís de Camões (1524-1580). Pela decisão do STF, semana passada, de acabar com a reaposentação e, anteriormente, com a desaposentação, mostra que o presente é, entre nós, uma extensão natural do passado. 

    A bem da verdade, o termo inativo serviria apenas para a grande maioria de aposentados deste país, que, por seus proventos minguados, se transformam em brasileiros inativados para a vida, incapazes de sobreviver com dignidade, desligados das benesses que teriam direito ao fim de décadas de labuta e tornados, por força das cruéis circunstâncias atuais, em cidadãos de terceira classe e, como tal, um estorvo para o sistema moedor de dignidades.

07 fevereiro 2020

A MATEMÁTICA CONTINUA ENCANTANDO OS SEUS AMANTES

    Em recente matéria publicada no NYT, um professor revelou um truque para resolver equações de segundo grau. O novo método se utiliza da ideia dos gráficos para chegar ao resultado. 
Existem duas formas tradicionais para resolver essas equações, que possuem a base ax² + bx + c = 0. A primeira é adotada quando o valor de "a" é 1. Neste caso, é possível transformar a equação em (x - r)(x - s) = 0, de forma que multiplicar (x - r)(x - s) = x² - (r + s)x + r.s, sendo "r" e "s" as respostas.
    A outra, mais conhecida, é a Fórmula de Bhaskara, fórmula esta que, ainda hoje, assusta muitos alunos do ensino fundamental e, em épocas passadas, a do meu tempo de ginásio. Muitas vezes os alunos questionam qual a utilidade prática da equação do segundo grau. Alguns, fora da sala de aula, até criam memes questionando-a. Na Internet existem vários exemplos de uso quotidiano dessa equação, desde casos práticos do cidadão comum que ocorrem, por exemplo, em consultórios médicos, até os mais complexos como o cálculo de trajetórias de projéteis em movimento.
    O novo método, divulgado no NYT, parte do principio de que uma equação de segundo grau produz uma parábola que, por sua vez, possui um eixo de simetria. Desta forma, as duas soluções são os pontos nos quais a parábola cruza o eixo horizontal. Esses pontos possuem a mesma distância para o eixo de simetria. Veja abaixo o exemplo citado no NYT.



PS.: 17 equações que mudaram o mundo



15 janeiro 2020

A PROFISSÃO DE PROFESSOR ESTÁ SITIADA

A profissão de professor está sitiada. O horário de trabalho dos professores está aumentando à medida que as necessidades dos alunos se tornam mais complexas e os encargos administrativos e burocráticos aumentam. De acordo com a pesquisa recente -  McKinsey Global Teacher and Student Survey - realizada em parceria com a Microsoft, os professores trabalham em média 50 h/semana - um número que vem aumentando cerca de 3% a cada ano. 

Enquanto muitos professores dizem gostar de seu trabalho, eles não relatam que apreciam ficarem tarde da noite marcando papéis, preparando planos de aula ou preenchendo papelada sem fim. Nas escolas mais carentes dos Estados Unidos, por exemplo, a rotatividade de professores supera 16% ao ano. No Reino Unido, a situação é ainda pior, com 81% dos professores que consideram deixar o ensino por causa de sua carga de trabalho. Mais desanimador para os professores é a notícia de que alguns professores de educação chegaram a sugerir que os professores possam ser substituídos por robôs, computadores e inteligência artificial.

Entretanto, a pesquisa oferece um vislumbre de esperança em uma paisagem sombria. O relatório de 2018 do McKinsey Global Institute sobre o futuro do trabalho sugere que, apesar das terríveis previsões, os professores não vão embora tão cedo. A pesquisa estima que os professores crescerão de 5 a 24% nos Estados Unidos entre 2016 e 2030 e na China e na Índia, o crescimento estimado será de mais de 100%.

Uma outra boa notícia também é que a pesquisa sugere que, em vez de substituir os professores, as tecnologias existentes e emergentes os ajudarão a fazer seu trabalho melhor e com mais eficiência, ajudando-os a redirecionar o seu tempo para o aprendizado do aluno, como ilustra a figura ao lado. Há, portanto, muito espaço para as EdTechs.

No Brasil já são 748 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), atuando desde o ensino básico ao superior. O maior desafio de algumas delas é penetrar no ensino público, cujos números de alunos são desafiadores.  Segundo o INEP, são mais de 48,5 milhões de estudantes que frequentam o ensino básico no Brasil.

Por outro lado, existem no País outras questões, talvez até de maior gravidade, a serem enfrentadas. Elas dizem respeito a remuneração adequada do professor, a formação de novos professores, a reciclagem dos atuais e ao fornecimento dos instrumentos didáticos para motivarem os seus alunos a frequentarem as escolas.

A todas essas questões se aplica integralmente o que afirmou recentemente Andreas Schleicher, guru educacional da OCDE: "Nenhum sistema educacional pode ser melhor do que a qualidade de seus professores".

10 janeiro 2020

OS ÊXITOS DA CHINA NA ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Há 28 anos o PIB brasileiro era superior ao da China em US$ 102 bilhões  (462 x 360). Ao longo desse período, vimos aquele país nos igualar e, rapidamente, nos ultrapassar. O país pobre dos anos 1970 tornou-se a segunda economia mundial no momento atual. Perde apenas para os Estados Unidos.

Essa posição foi alcançada após a ascensão de Deng Xiaoping, no fim da década de 1970, que promoveu as grandes reformas na economia e abriu o país para o mundo. O país saiu da periferia para a posição de superpotência mundial.

O 19º Congresso do Partido Comunista Chinês, em outubro de 2017, aprovou o projeto de desenvolvimento até 2050. As diretrizes desse Congresso dialogam com a população chinesa, quando propõe que até 2020 seja uma sociedade modestamente próspera, isto é, dar fim à pobreza.

Os números publicados recentemente pelo Banco Mundial indicam que a China declarará, até o final deste ano, ter acabado com a pobreza no país. A China resgatou mais de 850 milhões de pessoas da pobreza desde o início das reformas econômicas em 1978. É mais do que toda a população da América Latina.

O crescimento econômico foi o grande remédio antipobreza na China, mas destaco, especialmente, a determinação de seus dirigentes ao fiel cumprimento de metas anunciadas quinquenalmente durante os Congressos do Partido Comunista. Por exemplo, Deng Xiaoping definiu a meta de quadruplicar, até 2000, o PIB chinês e o PIB per capita da China de 1980. Em 1995 o PIB havia crescido quatro vezes em termos reias, e, em 1997, o PIB per capita também. Novas metas de crescimento foram anunciadas e atingidas. 

Tais resultados reforçam a importância de um país ter seus projetos de desenvolvimento longos e duradouros, que apontem com clareza o caminho e os objetivos a serem alcançados. Uma visão estratégica de longo prazo. Que sirva de exemplo para o Brasil.