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06 janeiro 2025

Afinal, quem ataca a democracia?

        Diante da impossibilidade de negar os cada vez mais evidentes abusos de autoridade e a perseguição política contra a direita, ao arrepio das leis, resta aos defensores do estado de exceção em curso a justificativa de sua instalação pela suposta necessidade de "defender a democracia".

        Além da óbvia contradição, há também uma inverdade. O ovo da serpente, chocado com o Inquérito das "Fake News", não foi criado para "proteger a democracia", mas sim para silenciar e perseguir críticos dos ministros. Para quem já esqueceu, o inquérito foi instaurado logo após as críticas feitas por um ex-procurador da Lava Jato, que denunciava a manobra promovida pelo Supremo de direcionar os casos de corrupção desvendados pela operação à Justiça Eleitoral, ainda em março de 2019. Esse foi o início da virada contra a Lava Jato, que culminou em sua anulação nos anos seguintes. A indignação popular contra essa postura passou a ser manipulada pelo establishment como um "ataque à democracia" desde então.
        O primeiro ato do inquérito que teve maior repercussão na imprensa foi a censura da Revista Crusoé, que publicou uma revelação sobre uma oitiva de Marcelo Odebrecht, na qual ele mencionava o uso do termo "Amigo do Amigo do meu Pai" para se referir ao ministro Toffoli, sendo que "Amigo do meu Pai" era usado para se referir a Lula. A reportagem foi classificada como "fake news" pelo relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, e retirada do ar. Os editores da revista foram convocados pela PF. Dada a repercussão negativa na imprensa em geral, a censura foi logo suspensa. A segunda decisão de maior vulto foi a anulação de um procedimento investigatório na Receita Federal que tinha como alvo alguns ministros, seus familiares e outras autoridades. Novamente, houve críticas, mas a decisão foi mantida.         Até mesmo líderes da esquerda criticaram o inquérito. Randolfe Rodrigues chegou a pedir o impeachment dos ministros Toffoli e Moraes devido à abertura do procedimento. Rachel Dodge, procuradora-geral à época, qualificou o procedimento como um "tribunal de exceção" e pediu seu arquivamento, o que seria suficiente para enterrá-lo, caso a Constituição ainda estivesse em vigor. Tudo mudou quando o inquérito passou a perseguir a direita "bolsonarista", após a caça às bruxas promovida pela CPI das "Fake News", na esteira de uma briga interna do PSL, em que a CPI foi utilizada como uma ferramenta para atacar Bolsonaro e seus apoiadores. O inquérito passou a ser apoiado pela imprensa e por outros aparatos da esquerda, além de outros integrantes do establishment que haviam sido expostos pela Lava Jato.         Na verdade, o establishment brasileiro entendeu que o "bolsonarismo" foi resultado da profunda indignação popular gerada pelas revelações da Lava Jato e que precisava ser desbaratado, pois representava sua maior ameaça existencial. Essa é a força motriz de tudo que aconteceu nos últimos cinco anos no Brasil. O truque utilizado para justificar a "defesa da democracia" é confundir o establishment exposto pela Lava Jato com as instituições ocupadas por eles.         Tirando um ou outro gato pingado, ninguém na direita quer ditadura ou derrubar instituições. Ao contrário, a defesa é pela recuperação dessas instituições. Perseguir a direita ao arrepio das leis, tirar Lula da prisão e colocá-lo na presidência fez parte desse processo. O problema é que existe um número muito grande de brasileiros que são conservadores e que apenas se identificam como "bolsonaristas" pelas circunstâncias. Eliminar o "bolsonarismo" não mudará essa realidade. Portanto, não se trata da eliminação de um fenômeno político recente, mas da criminalização de pelo menos metade do país, provavelmente mais do que isso.         Eis a hesitação do establishment: seguir em frente com a perseguição, aprofundando a repressão e instalando um estado de exceção escancarado, ou dar passos para trás, buscando algum tipo de composição menos autoritária. A esquerda é entusiasta da primeira hipótese e opera com todas as suas forças para implementá-la, mas esse não parece ser o desejo de outros grupos que formam o atual consórcio de poder. Isso explica as revelações recentes da Folha de São Paulo.

        O fim desses inquéritos persecutórios, a anulação das condenações deles resultantes, e o afastamento de quem cometeu essas arbitrariedades são os passos necessários para restabelecer o Estado de Direito. Para os entusiastas da repressão, a história oferece uma lição: ninguém estará seguro numa ditadura, muito menos aqueles que ajudaram a colocá-la de pé.

        Um olhar para o passado evoca paralelos históricos com a Revolução Francesa, especialmente com o período do Termidor, que marcou a queda de Robespierre, ocorrida em meados de 1794. Termidor foi o nome dado ao décimo primeiro mês do calendário revolucionário francês.

        Robespierre durante o Reinado do Terror acumulou poder até se tornar uma figura central de controvérsia e repressão. Contudo, posteriormente, foi a própria estrutura revolucionária que se voltou contra Robespierre, levando à sua queda e marcando o fim de um período de excessos.

        A situação atual no Brasil não está distante de um momento de inflexão. Há diversos sinais nesse sentido, aqui e no exterior. As pressões têm crescido substantivamente e já se registram, em órgãos oficiais e na imprensa, diversas denúncias contra Alexandre de Moraes e o próprio STF. Isto sinaliza uma possível mudança nas forças políticas e institucionais de nosso País, sugerindo que o poder, quando excessivo, inevitavelmente encontrará resistência.


    

O ELO ENTRE SOCIALISMO E INANIÇÃO

 “O histórico de desastres do socialismo é tão óbvio, que somente um intelectual poderia ignorá-lo”, disse Thomas Sowell

        
A história da fome na China sob a ditadura de Mao Tsé-Tung, em que famintos chineses tiveram de comer seus próprios filhos, é relativamente bem conhecida. Mas bem menos divulgada é a dantesca inanição que acometeu os ucranianos na década de 1930 sob a ditadura de Stálin, cujo Holodomor provocou 14,5 milhões de mortes. E ainda menos comentado é o extermínio de quase 40% da população do Camboja pelo Khmer Vermelho de Pol-Pot, que assassinava crianças com baionetas.

        O socialismo é, sempre e em todo lugar, um veneno econômico, independentemente de qual seja a forma de governo.  Não importa se o governo é uma ditadura ou se foi eleito democraticamente: socialismo é socialismo. A imposição de um "plano" social, ou de um conjunto de "planos sociais", para toda a sociedade — sendo essa a característica que define todas as variedades de socialismo — terá sempre os mesmos efeitos, não importa se forem instituídas por uma democracia ou por uma ditadura.  

       Toda a história comprova que os efeitos do socialismo são, sempre e em todo lugar, empobrecimento maciço, destruição das liberdades civis, governos tirânicos, população inteiramente dependente das migalhas do estado para a sobrevivência, e enriquecimento da classe governante.  Todos os indivíduos se tornam igualmente pobres, ao passo que a elite política segue vivendo nababescamente.  Foi assim na União Soviética, é assim no socialismo africano, no socialismo latino-americano, e em qualquer outro tipo de socialismo. O socialismo é, sempre e em todo lugar, um veneno econômico por causa de várias razões fundamentais.  

        Para começar, o socialismo destrói os incentivos para se trabalhar e prosperar. Adicionalmente, ele também se baseia na obtusa — e risível — ideia de que alguns poucos políticos são iluminados e oniscientes ao ponto de possuir exatamente todo o conhecimento que está disperso na sociedade entre milhões de consumidores, empreendedores, trabalhadores, administradores, gerentes, investidores e demais pessoas que participam da economia e que tomam decisões econômicas diariamente.  Para o socialismo, esta casta política onisciente não apenas detém todo este conhecimento disperso na sociedade, como também sabe perfeitamente como utilizá-lo de modo a satisfazer todas as demandas da sociedade. Para completar, o socialismo afirma que é perfeitamente possível tomar decisões econômicas racionais sem que haja propriedade privada dos meios de produção, preços livremente determinados pelo mercado (interação entre oferta e demanda), e um mecanismo de mercado que recompense com lucros aqueles que souberam servir aos consumidores e com prejuízos aqueles que falharam nesta empreitada.

    Ao ignorar essas três realidades básicas, o socialismo consegue gerar sofrimento humano em escala inimaginável. Na mais branda das hipóteses, o socialismo transforma as pessoas em crianças mimadas, as quais estão constantemente exigindo mais benesses gratuitas à custa ... delas próprias.  No entanto, na mais brutal — e mais realista — das hipóteses, o socialismo se torna um pesadelo totalitário em que todos os dissidentes são perseguidos e assassinados aos milhões, como ocorreu em todos os exemplos de socialismo implantado ao redor do mundo no século XX.


05 janeiro 2025

A cegueira do Estado em relação ao crime organizado

        Segundo Aristóteles, a finalidade do Estado é a mais elevada que se possa conceber, uma vez que o Estado é a mais perfeita expressão da tendência social. Essa finalidade não pode ser a simples satisfação de necessidades físicas, nem a aquisição de riqueza, nem o comércio, nem mesmo a proteção dos cidadãos pelas leis. Essa finalidade deve ser a felicidade dos cidadãos.

        Contudo, um Estado começa a ser insignificante quando não assume os problemas subjacentes que afligem a sociedade, os seus cidadãos. Muitas vezes isto ocorre ao se desviar a atenção para questões menos importantes, mas que despertam o interesse público. A frivolidade consiste, expressamente, em não querer ver as coisas como são, mas dar a impressão de que são.

        Por exemplo, juntamente com as celebrações do Ano Novo e tudo o que isso significa, uma questão que se torna especialmente relevante é quantos fins de semana prolongados haverá este ano. Esta banalidade ocorre no meio de centenas de pessoas mortas a tiros nas ruas, milhares de pessoas atoladas na pobreza e num sentimento geral de desamparo que deixa toda a sociedade em estado de alerta.

        Uma das grandes questões no Brasil é o crime organizado que atinge vastos setores da população na forma de extorsão, usura, tráfico de drogas e de pessoas e tantos males que prejudicam muitas pessoas inocentes e o tecido social. Uma outra questão é que o Estado, com raras exceções, o Rio não é uma delas, não tem conseguido ver com clareza esta situação que, segundo os dados disponíveis, vai de mal a pior. E parece que só se contentam com uma ou outra conquista policial que costuma aparecer com grandes manchetes nos noticiários. A questão subjacente é que enfrentamos uma emergência nacional que requer outros métodos para a resolver. Face à realidade que nos aflige, as atuais políticas públicas de enfrentamento ao crime organizado, e tudo o que isso implica, são insuficientes.

        Isso gera na população um sentimento de desamparo que paralisa a vida dos brasileiros e de centenas de milhares de trabalhadores. Esta situação requer métodos de diagnóstico e métodos de ação  mais eficazes ao nível do inimigo que está a ser enfrentado em todo o Brasil. E isto deve ser agora porque esta é uma batalha que o País está a perder. Na verdade, os crimes traiçoeiros que vemos todos os dias, neste momento, parecem ser apenas mais uma notícia. Esse fato, além de causar mortes, dor e sofrimento, traz consigo diversos problemas. A primeira é que a população começa a sentir um sentimento de orfandade muito grande, dado que quem tem o dever de cuidar deles não o faz. Aqueles que têm recursos econômicos procurarão meios para se protegerem e/ou deixarem o País, mas os mais pobres serão os mais prejudicados porque não têm esses recursos. O que é pior, as pessoas e as comunidades começarão a defender-se e a fazer justiça para si: já estamos a assistir à autoproteção e as consequências serão desastrosas.

        Além disso, a democracia começou a enfraquecer porque, como já se viu a corrupção já penetrou na sociedade e corroendo todas as entidades encarregadas de atacá-la. Um futuro pra lá de sombrio. Desconfiar das instituições que têm o mandato constitucional de nos defender seria um grande enfraquecimento do Estado de Direito que nos rege e que nos permite cumprir os nossos deveres, mas também faz valer os nossos direitos.

        Seria desejável, se não imperativo, que todas as forças do País se unissem de forma clara e inequívoca para pôr fim ao crime organizado. É um dever moral porque o que está em jogo é o futuro da Nação. Isto envolve muita coragem e decisões complexas, mas que devem ser executadas. É hora de colocar na agenda de todos, sem exceção, devolver a tranquilidade à população. Não será possível que nas próximas eleições o comando seja entregue a alguém que viola sistematicamente a felicidade e direitos dos cidadãos brasileiros.

04 janeiro 2025

O feto e os likes: como as redes sociais estão destruindo nossa saúde mental

É hora de repensarmos nosso uso exagerado das redes sociais.

Hoje, 4 de janeiro, o influenciador Thiago Nigro, conhecido como Primo Rico, gerou uma onda de indignação ao publicar nas redes sociais uma foto do feto expelido por sua esposa, Maíra Cardi, após um aborto espontâneo. O público, que já estava chocado com o vídeo postado anteriormente, no qual Maíra registrava o momento em que soube do aborto, ficou ainda mais perplexo com o quanto o casal está disposto a se expor por likes. O caso rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, dominando as primeiras posições dos trending topics no X (antigo Twitter).


Longe de querer julgar o casal, que passa por um momento extremamente doloroso — cada um lida com o luto de forma diferente —, proponho aqui uma reflexão sobre o uso das redes sociais. Não apenas sobre o vício e os limites da exposição pessoal online, mas também sobre o que consumimos e incentivamos com nossos cliques e compartilhamentos.

As redes sociais, por si só, não são intrinsecamente ruins. Elas conectam pessoas, democratizam o acesso à informação e criam oportunidades econômicas. No entanto, elas representam um fenômeno novo demais, e ainda não sabemos como lidar com seus impactos. Na história da humanidade, tivemos diversas revoluções tecnológicas que alteraram drasticamente as relações sociais: o telégrafo, o rádio, a televisão. Cada uma trouxe mudanças profundas, mas as transformações atuais ocorrem numa velocidade sem precedentes. Estamos no epicentro de uma revolução social que aconteceu rápida e silenciosamente, e tivemos pouco tempo para nos adaptar ou ajustar nossa conduta.

O problema maior é que, estando dentro desse momento, não conseguimos perceber o impacto total. Podemos sentir que há algo errado, mas enxergar o quadro completo é difícil. Estamos tão imersos no presente que ignoramos os danos que podem surgir no futuro.

Já parou para pensar quanto tempo perdemos nas redes sociais? Gastamos horas debatendo com estranhos na internet, muitas vezes em discussões fúteis, como defender político A ou B, ou rolando feeds intermináveis de conteúdos irrelevantes. Esse comportamento alimenta um ciclo de recompensas instantâneas, com a liberação de dopamina no cérebro. É prazeroso, mas custa caro. Estamos nos transformando em zumbis digitais, sempre em busca da próxima notificação, curtida ou comentário.

A destruição silenciosa da saúde mental

Estudos recentes associam o uso excessivo de redes sociais a sintomas de ansiedade, insônia, depressão e baixa autoestima. Passamos tanto tempo tentando nos conectar virtualmente que nos desconectamos de nós mesmos e das pessoas ao nosso redor. Nossa saúde mental está em declínio, e o pior é que muitos sequer percebem que estão adoecendo.

O brasileiro é o vice-campeão mundial no tempo gasto em redes sociais. Passamos, em média, mais de nove horas por dia conectados. Agora, pare e reflita: o que você poderia fazer diariamente com esse tempo? Dá para cursar uma faculdade, malhar na academia, passar mais tempo com a família, desenvolver novos hobbies ou até mesmo ter um segundo emprego. Mas estamos presos nesse vício, e a maioria de nós não percebe.

Se para os adultos os efeitos já são devastadores, imagine para crianças e adolescentes. Enquanto gerações anteriores cresceram brincando nas ruas, socializando com amigos e explorando o mundo real, as crianças de hoje estão confinadas dentro de casa, em parte devido à violência urbana e à falta de segurança. Para muitos pais, deixar os filhos imersos na internet parece uma solução prática, mas essa falsa sensação de segurança esconde um problema ainda maior.

As crianças estão perdendo a capacidade de brincar e interagir socialmente. Em festas, é comum vê-las presas a telas, cada uma isolada em seu próprio mundo digital. Estão sendo educadas por algoritmos e crescendo sem saber o que é a vida fora do ambiente virtual. Isso é perigoso, pois os efeitos colaterais desse comportamento ainda não são completamente conhecidos. No curto prazo, já observamos aumento nos índices de ansiedade, déficit de atenção, dificuldades de socialização e comportamentos compulsivos. Crianças doentes tornam-se adultos igualmente doentes. E esses futuros adultos precisarão lidar com os mesmos problemas, ou até piores, ao criar seus próprios filhos.

Monetização da hiperexposição

Outro problema é a hiperexposição. Queremos compartilhar tudo nas redes sociais: desde momentos triviais do dia a dia até questões profundamente pessoais. Hoje, muitos querem ser influenciadores digitais, o que implica em assumir o papel de “blogueirinho” e publicar dezenas de stories diários como parte de uma rotina incessante de exposição. Porém, essa prática traz riscos consideráveis. Além de comprometer nossa privacidade e abrir brechas para golpes e crimes, vivemos uma cultura onde a validação externa, medida em likes e seguidores, se torna uma obsessão.

Crianças, cujas vidas muitas vezes são compartilhadas sem critério pelos próprios pais, tornam-se alvos fáceis para pedófilos. Idosos, cada vez mais conectados, também se tornam vulneráveis a golpes financeiros e fraudes, devido à falta de familiaridade com os mecanismos de segurança digital. Nossa exposição contínua cria oportunidades para invasões de privacidade, chantagens e outros crimes.

No caso de Thiago Nigro e Maíra Cardi, temos um exemplo extremo de monetização da hiperexposição. Eles transformaram sua vida pessoal em um produto de consumo para milhões de seguidores. Embora o casal ganhe muito dinheiro com essa prática, é necessário questionar: a que preço? Alguns momentos exigem privacidade e cuidado com as próprias feridas. O público pode ser implacável, e os comentários maldosos que o casal recebeu após as publicações são um reflexo disso. A falta de limites entre o público e o privado pode transformar um momento de luto em espetáculo, expondo a dor a um julgamento coletivo.

O bizarro como forma de monetização

Outro fenômeno alarmante nas redes sociais é como o conteúdo bizarro se torna viral. Casos chocantes, como o do feto expelido por Maíra Cardi, chamam atenção e acabam alimentando a monetização por meio da indignação coletiva. Não estou dizendo que Thiago Nigro e Maíra Cardi fizeram isso intencionalmente, mas esse padrão é recorrente. O choque vende, e a viralização se dá muitas vezes pela combinação de curiosidade mórbida e compartilhamentos indignados.

Isso lembra muito os antigos circos dos horrores, também chamados de shows de aberrações, onde pessoas consideradas bizarras ou deficientes eram exploradas como atrações. Hoje, algo semelhante acontece nas redes sociais, mas de forma digital. Influenciadores como Thais Carla, conhecida como a “obesa profissional”, têm suas imagens exploradas justamente pelo caráter peculiar de sua condição. O conteúdo dela atrai tanto pessoas que consomem para rir quanto aquelas que o fazem para se sentir moralmente superiores ou validar suas próprias posições.

Casos como o de Thais Carla não são isolados. Lembro, por exemplo, da youtuber Alexandra Gurgel do canal "Alexandrismos" (calma PF, não tem relação com o Alexandre de Moraes), que também era conhecida por explorar sua obesidade como conteúdo. Quando resolveu emagrecer e cuidar da saúde, foi cancelada por parte da militância, acusada de traição e hipocrisia. A cantora Adele e a atriz Rebel Wilson enfrentaram reações semelhantes ao emagrecerem.

Existem ainda outros exemplos, como o da transsexual e deficiente Leandrinha Du Art e do influenciador gordo Zé Bertoldo. Não estou dizendo que eles devem se esconder ou evitar aparecer nas redes sociais. O ponto é que o conteúdo que produzem muitas vezes se baseia na autodepreciação e na exploração de condições de saúde, algo que acaba se tornando uma espécie de “mercadoria” no circo dos horrores digital. E nós, como público, compramos esse produto.

Andressa Urach é um caso ainda mais emblemático. Ela constantemente retorna aos holofotes por se envolver em situações cada vez mais chocantes. Sua trajetória inclui desde declarações controversas até casos extremos, como ser filmada pelo próprio filho enquanto transava com anões ou gravar conteúdos pornográficos com a namorada do filho. Enquanto continuarmos dando atenção a isso — seja por curiosidade, repúdio ou indignação —, ela e outros que seguem essa lógica continuarão a monetizar suas ações. Está ganhando dinheiro? Sim, muito. Mas a que preço?

O público, ao interagir e compartilhar, muitas vezes não percebe que alimenta esse ciclo. O bizarro se tornou uma forma eficiente de chamar atenção e gerar renda, mas isso acontece à custa da dignidade e da saúde emocional de quem o produz. Precisamos questionar não apenas quem cria esse conteúdo, mas também nosso papel como consumidores e o impacto que isso tem na cultura digital como um todo.

Clickbait e sensacionalismo

A imprensa e os portais de notícias também são parte desse problema. A busca incessante por cliques transforma manchetes em armadilhas de clickbait, apelando para o sensacionalismo. Isso não apenas contribui para a ansiedade coletiva, mas também reforça o ciclo de consumo de informações superficiais. Não, você não precisa saber que um trem descarrilhou em Bangladesh matando 15 pessoas — a menos que more em Bangladesh ou conheça alguém envolvido. A enxurrada de notícias irrelevantes e alarmistas não apenas distrai, mas desgasta mentalmente.

Nós do A Investigação buscamos romper com esse ciclo. Em vez de reportagens e publicações sensacionalistas, optamos por análises ponderadas e detalhadas, focadas em reflexões mais longas. Nossa missão é informar com profundidade e responsabilidade, sem explorar as emoções e as esperanças da população de maneira leviana. Ainda que essa abordagem resulte em menos retorno financeiro, sabemos que estamos contribuindo para um jornalismo mais ético e que podemos dormir tranquilos à noite, conscientes de que buscamos a verdade acima do lucro fácil.

Alcançando o equilíbrio

Pode parecer paradoxal você estar lendo este texto, produzido por alguém que trabalha com a internet e depende das redes sociais para divulgar seu trabalho. Mas as redes sociais não precisam ser vilãs. O problema não está na ferramenta em si, mas em como a utilizamos. O primeiro passo é reconhecermos que temos um problema. Só então poderemos começar a tratá-lo.

Não estamos pedindo censura ou regulação estatal das redes sociais. Pelo contrário, acreditamos que cabe à população aprender a lidar com essas ferramentas de maneira mais saudável e consciente. A solução não virá de uma intervenção externa, mas de uma mudança cultural que comece com cada indivíduo.

Podemos, por exemplo, reduzir o número de plataformas que usamos diariamente, impor limites de tempo e investir em atividades offline que nos conectem de verdade com o mundo ao nosso redor. Isso inclui substituir parte do tempo gasto nas redes sociais por momentos dedicados a hobbies, estudos, exercícios físicos ou interações presenciais.

Aqui vão mais algumas ações práticas que podem ajudar:

  • Desative notificações desnecessárias. Isso reduz a ansiedade de verificar o celular constantemente;

  • Estabeleça horários específicos para usar as redes sociais. Por exemplo, apenas 30 minutos à noite;

  • Use ferramentas de monitoramento de tempo. Aplicativos como Digital Wellbeing podem ajudar a controlar o uso excessivo;

  • Defina espaços livres de tecnologia. Como o quarto ou a mesa de jantar, para garantir interações mais significativas;

  • Participe de atividades offline regularmente. Pode ser um esporte, voluntariado ou até mesmo um grupo de leitura.

Mais importante ainda, precisamos refletir sobre o que consumimos e sobre o tipo de atenção que damos a conteúdos que, no fundo, só alimentam um ciclo nocivo para todos. Cada curtida, compartilhamento ou comentário em conteúdos sensacionalistas ou autodepreciativos fortalece esse sistema, transformando nossa indignação em combustível para a perpetuação do problema.

O caminho para um uso saudável das redes sociais pode ser desafiador, mas é necessário. Equilíbrio e consciência são as chaves para retomarmos o controle de nossas vidas e, principalmente, para preservarmos nossa saúde mental e nossos valores enquanto sociedade. 

Enfim, que tal sair da internet e ir curtir o mundo real?


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        Esse texto de David Agape nos obriga a divulgar novamente o que já foi escrito sobre o mesmo tema por Jaron Lanier, cientista, músico e escritor, mais conhecido pelo trabalho em realidade virtual e sua defesa do humanismo e da economia sustentável no contexto digital. Autor de diversos livros de crítica sobre a Era Digital, lançou em 2018 seu quarto livro, no qual denuncia o Vale do Silício de um modo geral, e o Facebook, em particular, como uma verdadeira máquina de fazer cabeças.

        Um breve resumo do livro pode ser lido neste link. Aqui se reproduz apenas os argumentos apresentados  por Lanier para que as pessoas excluam suas contas das redes sociais.

DEZ ARGUMENTOS PARA VOCÊ DELETAR AGORA SUAS REDES SOCIAIS, frase esta que dá o título ao seu livro e, nele, os argumentos são explicados com detalhes. Vale a pena a sua leitura. A seguir os dez argumentos.

Argumento UM  
VOCÊ ESTÁ PERDENDO SEU LIVRE-ARBÍTRIO

Argumento DOIS  
LARGAR AS REDES SOCIAIS É A MANEIRA MAIS CERTEIRA DE RESISTIR À INSANIDADE DOS NOSSOS TEMPOS

Argumento TRÊS  
AS REDES SOCIAIS ESTÃO TORNANDO VOCÊ UM BABACA

Argumento QUATRO 
AS REDES SOCIAIS MINAM A VERDADE

Argumento CINCO
AS REDES SOCIAIS TRANSFORMARAM O QUE VOCÊ DIZ EM ALGO SEM SENTIDO

Argumento SEIS
AS REDES SOCIAIS DESTROEM SUA CAPACIDADE DE EMPATIA

Argumento SETE
AS REDES SOCIAIS DEIXAM VOCÊ INFELIZ

Argumento OITO
 AS REDES SOCIAIS NÃO QUEREM QUE VOCÊ TENHA DIGNIDADE ECONÔMICA

Argumento NOVE
 AS REDES SOCIAIS TORNAM A POLÍTICA IMPOSSÍVEL

Argumento DEZ
 AS REDES SOCIAIS ODEIAM SUA ALMA

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A Folha revela como "dezenas de milhões de dólares" foram politicamente torrados

        A Folha de São Paulo, em sua edição de hoje, nos conta como "dezenas de milhões de dólares" foram torrados no desenvolvimento de uma vacina contra covid-19, que nunca se tornou viável. A então famosa e glorificada Butantanvac (100% nacional!) ficou pelo caminho, assim como as ambições eleitorais de seu patrono.

        Em 2021, o então governador de São Paulo João Doria Jr anunciou o início da produção da Butantanvac: 150 milhões até o fim daquele ano. A salvação na Nação que estava, entretanto, na dependência de aprovação dos obscurantistas da ANVISA.

        É evidente que em processos de pesquisa e desenvolvimento são esperados perdas, atrasos e fracassos. Faz parte do ciência. Um misto de oportunismo, politicagem, vaidade e mentiras que foram travestidos de ciência (ou seita?).



Créditos: Leonardo Coutinho

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Alice Weidel e Elon Musk reagem a "intelligentsia" alemã

  


        No post anterior, aqui neste blog, se reproduziu o artigo escrito por Elon Musk para o jornal alemão “Welt”, em apoio a candidata Alice Weidel do partido AfD, nas eleições que serão realizadas no próximo dia 23 de fevereiro.

        Hoje (03/01/20205) foi divulgado o convite acima para uma live entre a candidata e o Musk no próximo dia 09/01. Para Musk chegou a vez da Alemanha após sua participação vitoriosa nas eleições dos EUA. Chegou em boa hora, pois os europeus estão vivendo uma experiência inédita na história da civilização humana. Depois de resolverem praticamente todos os seus problemas, parecem ter decidido se suicidar socialmente, da economia ao seu conjunto de convicções históricas. 

        A Europa das últimas décadas por decisão de suas elites intelectuais, dos seus milionários e das castas de burocratas (a intelligentsia, os ungidos) que governam o continente através de suas “Uniões Europeias” e outros comissariados transnacionais, tomou uma decisão sem precedentes em sua existência. Resolveu, alegando as novas exigências políticas, sociais, éticas e científicas que teriam surgido no “mundo contemporâneo”, que só poderia sobreviver se parasse de se desenvolver — na economia, na sua capacidade inventiva, na tecnologia, na criatividade individual e na produção. O resultado é que começou a andar para trás. Como preveem as teorias gerais da evolução, o que não se transforma não fica no mesmo lugar: desaparece.

        Essa situação é consequência de décadas a fio de semeadura e colheita de ideias destrutivas. A mãe de todas elas, que ganhou força de pandemia na virada do século, é a teologia geral da “desconstrução”, como escreveu J. R. Guzzo em seu último artigo na Oeste. Nascida de pais incertos nas universidades mais caras do Primeiro Mundo, ela se transmitiu para as elites culturais, os galhos mais altos da burocracia estatal e as suítes dos presidentes e de outros mandarins de empresas multinacionais — ou, de um modo geral, a tudo que se associa à imagem de “formadores de opinião”. Nunca produziu um átomo de conhecimento real, ou alguma inovação útil para a civilização humana. Em vez disso, concentrou-se em destruir, negar e criminalizar todos os valores racionais do pensamento ocidental o seja, do conjunto de ideias, princípios e fundamentos que formam a estrutura da sociedade tal como nós a conhecemos — uma organização humana com raízes na lógica clássica da filosofia grega, na civilização europeia, na religião e na ética judaico-cristãs e na ideia inegociável da liberdade individual. É o respeito à autodeterminação do ser humano, aos direitos naturais que recebe ao nascer e ao primado da lei aprovada pela maioria. É o exercício permanente da autocrítica e em função disso a abertura para as mudanças. É a liberdade de investigar, de pensar e de acreditar. É o direito de se defender dos governos.

        Na visão do pensamento liberal-conservador de Thomas Sowell, a intelligentsia nada mais é do que a reunião de pensadores de gabinete (os ungidos) que tentam constantemente realizar mudanças estruturais na psiquê, na política e na ética histórica do Ocidente judaico-cristão. Tal grupo de intelectuais se ocupa especialmente do manejo ideológico da cultura e da política, seja de um país determinado ou de toda a comunidade internacional, afirma Sowell, autor do livro "Os ungidos: a fantasia das políticas sociais progressistas", tendo como foco a sociedade dos EUA.

        Portanto, chega em boa hora a parceria entre Alice Weidel e Elon Musk contra a "intelligentsia" alemã ou melhor, contra a fantasia das políticas sociais progressistas atualmente vigentes na Alemanha.



02 janeiro 2025

“Somente o AfD pode salvar a Alemanha"

        É o título do artigo traduzido para o português, escrito por Elon Musk para o jornal alemão “Welt”, em apoio a candidata Alice Weidel do partido AfD.

        As eleições legislativas antecipadas serão realizadas no próximo dia 23 de fevereiro, após o colapso da coalizão de governo de esquerda atual liderado pelo primeiro ministro Olá Scholz.

        A crise industrial e econômica que está acontecendo na Alemanha, a maior economia europeia, e os seus desdobramentos servem de lições para o Brasil.

        E, obviamente, o artigo do Elon Musk é uma forte recomendação aos alemães e - igualmente - uma importante lição para o Brasil. 

        Boa leitura.

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“Somente o AfD pode salvar a Alemanha"



        A Alemanha encontra-se em um momento crítico, com seu futuro oscilando à beira do colapso econômico e cultural. Como alguém que investiu significativamente no cenário industrial e tecnológico da Alemanha, acredito que conquistei o direito de falar francamente sobre sua direção política.         A Alternativa para a Alemanha (AfD) representa o último vestígio de esperança para esta nação. Veja a seguir o porquê:

Renascimento econômico

        A economia da Alemanha, que já foi a potência da Europa, agora está atolada em burocracia e regulamentações sufocantes. O AfD entende que a liberdade econômica não é apenas desejável, mas necessária. Sua abordagem para reduzir o exagero do governo, cortar impostos e desregulamentar o mercado ecoa os princípios que tornaram a Tesla e a SpaceX bem-sucedidas. Se a Alemanha quiser recuperar seu poder industrial, precisará de um partido que não apenas fale sobre crescimento, mas que promova políticas para fomentar um ambiente em que as empresas possam prosperar sem a mão pesada do governo.

Imigração e identidade nacional

        A Alemanha abriu suas fronteiras para a migração em massa, que, embora tenha intenção humanitária, gerou tensões culturais e sociais significativas. A AfD defende uma política de imigração controlada que priorize a integração e a preservação da cultura e da segurança alemãs. Não se trata de xenofobia, mas de garantir que a Alemanha não perca sua identidade na busca pelo globalismo. Uma nação deve manter seus valores fundamentais e sua herança cultural para permanecer forte e unida.

Energia e independência

        As políticas energéticas promovidas pelas coalizões atuais não são apenas economicamente caras, mas também geopoliticamente ingênuas. A decisão da Alemanha de eliminar gradualmente a energia nuclear e depender fortemente do carvão e do gás importado, além da energia eólica e solar altamente variável, sem as baterias em escala de rede necessárias para proporcionar estabilidade, deixou o país vulnerável, especialmente à luz das interrupções no fornecimento de energia. A posição do AfD em relação à energia é pragmática, defendendo uma abordagem equilibrada. Espero que eles considerem dobrar a energia nuclear segura, juntamente com o armazenamento de energia em baterias para amortecer grandes oscilações no uso da eletricidade, pois essa é a solução óbvia.

Realismo político

        Os partidos tradicionais fracassaram na Alemanha. Suas políticas levaram à estagnação econômica, à agitação social e à diluição da identidade nacional. O AfD, apesar de ser rotulado como de extrema direita, oferece um realismo político que ressoa com muitos alemães que sentem que suas preocupações são ignoradas pelo establishment. Eles abordam os problemas em questão sem o politicamente correto que muitas vezes mascara a verdade.         A descrição do AfD como sendo de extrema direita se torna obviamente falsa simplesmente pelo fato de Alice Weidel, a líder do partido, ter um parceiro do mesmo sexo do Sri Lanka! Isso soa como Hitler para você? Por favor.

Inovação e o futuro

        Criei empresas com base no princípio de que a inovação exige liberdade em relação a restrições desnecessárias. A visão do AfD está alinhada com esse ethos. Eles pressionam por reformas educacionais que incentivam o pensamento crítico em vez da doutrinação e apoiam os setores de tecnologia que são o futuro da liderança econômica global.         Para aqueles que condenam o AfD como extremista, eu digo: olhem além dos rótulos. Observem as políticas, os planos econômicos e os esforços de preservação cultural. A Alemanha precisa de um partido que não tenha medo de desafiar o status quo, que não esteja atolado na política do passado.         O AfD pode salvar a Alemanha de se tornar uma sombra de seu antigo eu. Ele pode conduzir o país a um futuro em que a prosperidade econômica, a integridade cultural e a inovação tecnológica não sejam apenas aspirações, mas realidades. A Alemanha tem se sentido confortável demais com a mediocridade; é hora de mudanças ousadas, e o AfD é o único partido que oferece esse caminho”.
        Elon Musk

01 janeiro 2025

Brasil terá o maior imposto de consumo do mundo

        Enquanto discursa para os mais pobres, Lula eleva os subsídios (gastos tributários) de 2%, (vigente durante o governo FHC) para 7% do PIB. Desse total, atualmente 5 pontos percentuais são de responsabilidade federal, ou R$ 550 bilhões. Isso significa que uma parte significativa do orçamento está sendo usada para beneficiar grandes empresas e setores específicos, em vez de ser investida em áreas essenciais como saúde, educação e segurança. 

        Não foi diferente do que se viu na reforma tributária. Ao não fazer escolhas sobre quais exceções o governo defenderia (ou contra quais se posicionaria), Lula permitiu que o texto caminhasse ao sabor dos lobbies mais fortes do Congresso.

        Com isso, consolidou um sistema de impostos que penaliza de forma desproporcional os consumidores. Um IVA que supera 28% será indiscutivelmente o maior imposto sobre bens e serviços do mundo. 

        Algo como R$ 450 bilhões em exceções sendo arcadas pela alíquota geral, que é quase o dobro da média de países emergentes. Sem falar no custo de mais de R$ 1 trilhão em fundos criados para facilitar a aprovação da reforma, até agora sem fonte de financiamento.



        Por não fazer escolhas, chegaremos a uma dívida pública próxima a 84% do PIB até o fim do mandato. A conta para os futuros governos, salvo um novo pacote fiscal, está pendurada. 

        É hora de acabar em definitivo com o ciclo vicioso de festas de arromba, seguidas de curtas “faxinas”. 

        O 1º passo seria promover cortes de gastos que mirassem: na reforma administrativa, no efetivo fim dos supersalários, na melhor distribuição da alíquota do IVA geral, na readequação dos subsídios que cresceram desde 2003, no dimensionamento correto das estatais e no fim do ativismo judicial. 




        É dessa forma que iniciamos o ano de 2025.








Previsões do mercado para a economia

         Por consequência dos resultados nas contas públicas, a inflação saiu da meta de 3% ao ano, descumprindo o próprio teto (4,5%), dado que se encontra em 4,7%. 

        A carestia tem afetado proporcionalmente os mais pobres, tendo em vista que a inflação de alimentos (leite, 21,14%; arroz, 12,52%; café moído, 34,69%; refeição, 5,72%; e lanche 7,08%) gira muito acima nos últimos 12 meses. 

        Isso sem falar na prometida picanha. Com a desvalorização do real, o exportador passou a ter mais interesse em exportá-la, deixando a carne mais cara. Não é preciso esperar mais 2 anos de mandato para concluir que Lula 3 deixará uma conta salgada. 

        Tomar emprestado para ampliar a produção se tornou mais caro. O mercado já projeta uma Selic de 14,75% para o ano que vem. Trata-se de 7 pontos percentuais acima do que se previa, no último dia do governo Bolsonaro, a ser praticado em 2025.



        

        Foi dessa forma que se encerrou o ano de 2024. Alguma esperança para 2025? Leia o próximo artigo. Clique aqui.