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11 outubro 2024

O sucateamento das Forças Armadas


A partir do SINCERICÍDIO  do ministro José Múcio Monteiro, da Defesa, quando afirmou que o Palácio do Planalto está interferindo nos negócios da pasta, desdobramentos subsequentes estão surgindo através dos editoriais publicadas pela velha mídia.

Ontem, dia 10/10/2024, foi o Editorial do Estadão, "O PREJUÍZO DO 'RANÇO IDEOLÓGICO' DE LULA". Nele se ler que é indefensável a ideologização da política exterior e que, por esse motivo, tem causado grandes danos ao País, prejudicando a própria Defesa nacional.

Hoje, dia 11/10/2024, de forma similar, o Editorial de O Globo, "DEFESA REVELA COMO DIPLOMACIA IDEOLÓGICA PREJUDICA INTERESSE NACIONAL", quando revela que o ministro Múcio argumenta que os militares estão isolados, sem a interlocução necessária com representantes das diferentes forças políticas, tanto à direita quanto à esquerda. “A Defesa ficou órfã”, afirmou. Diante de consequências tão graves para a segurança nacional, é hora de retomar um debate desprovido de preconceitos e acabar com o isolamento de setor tão estratégico.

Tais acontecimentos não são fatos isolados ou por acaso. São, isto sim, partes do planejamento dos componentes da esquerda radical brasileira para dominação do País e sua respectiva associação e colaboração com outras nações que rezam pela mesma cartilha, incluindo aquelas que participam do Foro de São Paulo.

Nesse contexto, estão inclusos os militares, principalmente os de alta patente, que se denominam genericamente de generalato. E, de novo, não se trata de caso isolado, pois aconteceram e acontecem nas nações desse grupo espalhadas pelo mundo inteiro.

Lula sempre teve o seu caminho pavimentado por comunistas. E essa pavimentação foi feita, nada mais nada menos, por aquele que se autodenomina o Kerensky brasileiro e o melhor aluno de Antônio Gramsci. Confira isto clicando aqui.

Desde 2003 quando Lula ganhou a eleição presidencial, ficando até final de 2010 no poder, período esse onde aparelhou todas as instituições, investiu bilhões em nações socialistas e forjou pesado na implantação das disciplinas que compõem o marxismo cultural, colocando classes contra classes e pulverizando a discórdia entre pobre e rico, negro e branco, sulista e nortista, homossexual e heterossexual, filho e pai, sociedade civil e polícia. 

Apoiou a ideologia de gênero, incentivou a corrente feminista, buscou meios para legalizar o aborto, incentivou à promiscuidade e a impunidade, desarmou a população contra resposta do referendo de 2005, sucateou as Forças Armadas, investiu em ONGs trapaceiras que defendem os ideais do globalismo-comunismo e nos artistas consagrados através da Lei Rouanet. 

09 outubro 2024

SINCERICÍDIO ?

"Sincericídio é um termo coloquial que combina "sinceridade" com "suicídio" para descrever uma situação em que uma pessoa é tão sincera e direta que acaba causando problemas ou prejudicando a si mesma ou aos outros. Geralmente, refere-se a momentos em que alguém fala a verdade de forma tão crua ou insensível que isso provoca desconforto, conflitos ou consequências indesejadas."

É isso mesmo o que ocorreu com o Ministro da Defesa quando fez diversas revelações de interferências ideológicas/diplomáticas do próprio Governo Lula em sua pasta?

O ministro José Múcio Monteiro, da Defesa, afirmou que o Palácio do Planalto está interferindo nos negócios da pasta, principalmente na licitação para a compra de 36 blindados para a artilharia do Exército vencida por uma empresa israelense. 

Mesmo o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) deu parecer favorável, mas barrada pela presidência. “Houve agora uma concorrência, uma licitação, e venceram os judeus, o povo de Israel. Mas, por questão da guerra, do Hamas, os grupos políticos, nós estamos com essa licitação pronta, mas por questões ideológicas nós não podemos aprovar”, disse Múcio em um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça (8/10/2024). 

Ele não especificou qual licitação foi barrada, mas a negociação em andamento se refere à licitação de quase R$ 1 bilhão vencida pela Elbit Systems pelos critérios técnico e de menor preço à frente de concorrentes da França, China e Eslováquia.





08 fevereiro 2024

Lula, Alexandre et caterva estão conduzindo o país para o abismo institucional

Após mais um episódio (“Tempos Veritatis”) pensado e planejado pelos personagens citados no título deste post, leio com satisfação o artigo do Coronel da Reserva Gerson Gomes, publicado em suas redes sociais.

A conclusão do artigo do Gerson é brilhante. Trata-se de uma convocação aos seus ex-colegas de farda. Contudo, não deixa também de ser um chamamento a todos os brasileiros de bem.

Leia-o com atenção. E para quem desejar recordar e/ou conhecer um pouco mais sobre o Foro de São Paulo clique aqui e aqui.

Boa leitura.

*. *. * 

A DESMORALIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS

Com a eleição de Javier Milei meu argumento sobre a “argentinização” das Forças Armadas brasileiras ficará cada vez mais incompreensível para o público mais jovem. De fato, o novo presidente dos argentinos não esqueceu de tratar da recuperação moral de seus cidadãos fardados e, inclusive, revisitou o tema das Malvinas. 

Tenho alertado para a verdadeira (e profissional) “operação psicológica” em andamento no Brasil, com o objetivo de desmoralização especialmente do Exército e, em última análise, de promover o desmantelamento da coesão nacional. Essa é a razão que prefiro o exemplo histórico argentino, em detrimento do narco-estado venezuelano, em minhas análises da conjuntura. 

A operação capitaneada pela PF paralela de Alexandre denominada “Tempos Veritatis” (hora da verdade em latim) foi deflagrada no bojo dos inconstitucionais inquéritos secretos e perpétuos patrocinados pela omissão conivente do STF e do Senado Federal. A “hora”, escolhida para trazer à tona a “verdade alexandrina”, segue um cronograma eminentemente político.  

Lula / Dirceu e Alexandre, talvez por razões diferentes, se agarram à narrativa do golpe de estado com todas as forças e, para tal, não medem consequências: presos políticos inocentes, caçadas e cassações, censura, perseguição, exílio forçado, multas arbitrárias e, não poderia faltar, o conveniente desgaste da Instituição que se mostrou nos governos FHC, Lula e Dilma um entrave incômodo ao projeto socialista.

Em nosso entorno geopolítico apenas Cuba e Venezuela conseguiram perverter ideologicamente suas Forças Armadas. Nem mesmo na Bolívia de Evo Morales a aversão ao marxismo foi eliminada. Os militares latino-americanos ainda são o principal segmento de retardamento aos planos do Foro de São Paulo em toda a região.

Os ideólogos socialistas estudam esse anticorpo fardado há décadas e tentaram desbordar a resistência ideológica militar via nacionalismo travestido de patriotismo. Criaram o Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) no bojo da finada UNASUL e não funcionou. 

No retorno do PT ao poder o caminho da desmoralização (via discórdia, confusão informacional, manipulação orçamentária e perseguição de opositores) foi elencado como o mais eficaz para erodir a hierarquia e a disciplina, afastando de vez a imagem virtuosa do poder militar do imaginário da sociedade.  

Passei fardado por todos os governos civis após a “redemocratização” e testemunhei o verdadeiro malabarismo de chefes militares para conduzir o braço armado da sociedade em tempos de revanchismo, corrupção sistêmica e quadrilhas atuando com desenvoltura nas estruturas do Estado. A linha de ação da tutela da sociedade pela força foi repetidamente descartada. 

Pelo que conheço dos integrantes do Alto Comando do Exército (e de alguns da Marinha e da Força Aérea meus contemporâneos) posso assegurar que nada do que escrevi acima lhes escapa. Sabem que os atalhos de imposição de uma “maturidade política” foram historicamente trágicos em todas as partes do mundo e que o cidadão fardado é parte indissociável da sociedade. 

Lula, Alexandre et caterva estão conduzindo o país para o abismo institucional. Chegou a vez de minha geração, que assumiu os mais altos postos militares nesta quadra da História, mostrar sua capacidade de liderança e firmeza de propósitos diante da crise instalada com o retorno da quadrilha ao local do crime.

03 janeiro 2023

A TRAIÇÃO DAS FFAA

Com a subida da rampa do Palácio do Planalto pelo ex-presidiário, ouviu-se muitos choros e desabafos, tendas e barracas em frentes aos quartéis sendo desmontadas e o esvaziamento das manifestações que estavam ocorrendo em favor do pleno restabelecimento da democracia no País. Tudo verdade inclusive a de se acusar - nas FFAA - a ocorrência de traições, e destas, principalmente, as de seus dirigentes máximos, incluindo o vice-presidente da República.

Gente, no âmbito interno, no interior das FFAA, nunca houve um ambiente de unicidade. Os discursos de união que fazem ao público nem sempre refletem a verdade. Sempre foi assim ao longa de nossa história.

As FFAA não são diferentes de outros segmentos da sociedade. Os componentes de todos eles se chama gente. E diariamente já dizemos, "nesse mundo tem gente pra tudo".

"Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros."  George Orwell

As FFAA não são excessão. Nelas, aqui no Brasil e, também, no resto do mundo, já existiram, existem e irão existir crises internas e traidores. Temos muitos exemplos ao longo de toda história do mundo, desde os tempos a.C.

Tiradentes (pintura)
No Brasil, em particular, lembro-me das ocorridas e registradas em livros de história, desde o seu descobrimento, a começar pela que resultou no enforcamento de Tiradentes, o mártir da Inconfidência Mineira.

Pouca gente sabe, mas a independência do Brasil não foi uma iniciativa de D. Pedro I. A decisão que tomou no 7 de setembro de 1822, veio ordenada de fora, de outros países que já disputavam territórios e riquezas na Europa, Ásia, África, Oriente Médio, enfim, em todos os continentes. De novo, os livros de história registram traições e, novamente, tanto no meio civil como nos quartéis.

Outro caso importante, foi a crise que derrubou o Império e a respectiva implantação do Regime Republicano no Brasil, e que foi decorrente das diferenças existentes no meio civil e no interior dos quartéis, incluindo a constatação de quantidade significativa de traições. Ah, quase na véspera (9/11) da monarquia ser derrubada, um registro histórico. Toda a elite, incluindo conspiradores, se confraternizou no famoso  "Baile da Ilha Fiscal".

De lá para cá, muitas outras crises ocorreram envolvendo militares e civis (não necessariamente entre militares e civis). Mais de uma dezena. Lembro-me, de algumas delas onde as traições entre os camaradas, incluindo civis, sempre se fizeram presentes. 

Por exemplo, Deodoro x Floriano¹, que derrubou o primeiro, depois 1922, 1930, 1932, 1935, 1937, 1945/46, 1954, 1955/56, 1961, 1964, 1968, 1975/76, 1984/85, 1992, ... 

Agora não foi diferente. As razões para essas ocorrências sempre foram dinheiro e poder. Mudaram apenas os formatos, os meios utilizados, os discursos ...

Portanto, iremos sempre conviver com traições. Devemos sempre contar com elas e estarmos preparados para refutá-las e repudiá-las  mas, principalmente, para continuarmos perseguindo e conquistando o nosso objetivo maior: liberdade e democracia.

Não será uma luta fácil. No mundo atual, teremos que enfrentar a solidez do grupo denominado de progressista, denominação esta adotada em substituição a outras mais antigas, cujo objetivo é o da implantação de uma Nova Ordem Mundial (NOM)², suportada por megacapitalistas e narcotraficantes, com operadores atuantes em todos os continentes, através de grandes empresas, de organizações, como ONGs, de governos e de partidos políticos ou não. 

Por razões estratégicas, o Brasil é um dos países mais cobiçados dessa turma. Não foi à toa que há praticamente um ano (31/01/2022) fundou-se nos EUA a ONG  "Washington Brazil Office e, anteriormente, o Foro de São Paulo.


(1) Deodoro da Fonseca não tinha uma base sólida para sua sustentação no cargo. Foi quando decidiu fechar o Congresso, em 3 de novembro de 1891. Vinte dias depois, pressionado pela Revolta da Armada, Deodoro  renunciou, assumindo, em seu lugar, Floriano Peixoto.

(2) NOM - "Nova Ordem Mundial é um conjunto de iniciativas que visa a criação de uma nova sociedade planejada para permitir e sustentar um governo mundial totalitário, com ramificações de maneira a controlar todos os aspectos relevantes do cotidiano, acimadas instituições e dos políticos tradicionais.


01 dezembro 2022

Sociedade de Engenharia do RS pede às Forças Armadas a “reconstituição da democracia e da liberdade” no Brasil

A SERGS (Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul) divulgou um manifesto no qual pede às Forças Armadas e ao Pode Executivo a “reconstituição da democracia e da liberdade” no Brasil.

Segundo a entidade, “há um permanente descumprimento da Constituição” por meio de um “golpe perpetrado por membros do Poder Judiciário”.

Confira abaixo, na íntegra, o texto divulgado pela SERGS na quarta-feira (30).

                                                      *    *     *

A Sociedade de Engenharia do RS – SERGS é uma entidade apartidária que há 93 anos labuta para o aprimoramento da Engenharia, a garantia da liberdade e da democracia, e o combate à corrupção, gênese da miséria e do subdesenvolvimento do Brasil. Todos sabem que há um permanente descumprimento da Constituição com o golpe perpetrado por membros do Poder Judiciário convertido em poder supremo de uma ditadura travestida de democracia e mantida pela omissão do atual Poder Legislativo, abolindo o Estado de Direito e a nossa liberdade.

Cumprindo seu dever, a SERGS vem solicitar a reconstituição da democracia e da liberdade, com a destituição constitucional dos golpistas mediante iniciativa do Poder Executivo e suas Forças Armadas, o único poder que atualmente remanesce com capacidade de desbaratar o golpe perpetrado, e a quem a Constituição delegou o dever de garantir a lei e a ordem. 

Faz-se urgente essa ação tendo em vista que atos inconstitucionais reiteradamente praticados pela atual ditadura tornaram espúrio e eivado de ilegalidades o atual processo para eleição de Presidente da República, fazendo crer que nela saiu vitorioso e deve ser empossado em poucos dias candidato condenado pela unanimidade de todas as instâncias do Poder Judiciário, que já chefiou o Governo com um sistema tão profundo de corrupção que os próprios ministros do STF o chamavam de uma cleptocracia.

Publicações, registros, depoimentos, gravações, fatos e confissões, não contestados, comprovam o que todos sabem, e aportam provas abundantes para considerar ilegal e derrotada a candidatura apontada vencedora, bem como desnudam a tomada dos demais poderes pelo STF, que passou a ser a ditadura que proíbe manifestação de opinião, prende sem processo legal, suprime direito até de deputado, solta corruptos, define resultado eleitoral, em suma, elimina a democracia e a liberdade dos cidadãos.

Tivessem os Ministros do STF e TSE acolhido o singelo apelo do Manifesto da SERGS, de 19/08/21, a eles dirigido, o País estaria vivendo agora a comemoração da democracia com um presidente eleito soberanamente pelo povo, sem as pertinentes e avassaladoras contestações à lisura da apuração que assolam o País:

Manifesto da SERGS de 19/08/2021

Sendo o voto secreto a essência da democracia, é crucial que sua apuração, como manda o Artigo 37 da Constituição, seja pública, auditável e tenha a plena confiança dos eleitores, que tem sido mutilada por seguidas denúncias e está agora fortemente contestada, a ponto de pôr em risco a própria democracia.

Só isso já impõe acrescentar ao atual sistema eletrônico de apuração, que permanecerá intocado, um singelo mecanismo que permita ao eleitor, antes de confirmar seu voto, visualizá-lo em um impresso que, após a confirmação, cai numa urna a ser apurada ao final da votação na própria seção eleitoral, permitindo uma conferência pública irrefutável da apuração feita pela urna eletrônica, que todos sabem ser suscetível de violação por fraude ou hackers, como comprova laudo de comitê de grandes especialistas da SERGS.

Para implementar tal mecanismo não é necessária a aprovação de uma PEC, posto que o Art. 37 da Constituição já obriga a apuração pública dos votos, e nenhuma lei proíbe a sua aplicação.

Por tudo isso, a Diretoria e o Conselho Deliberativo da SERGS aprovaram o envio deste manifesto aos Senhores Ministros do STF e do TSE, apelando para que pacifiquem o País implantando o mecanismo de contagem pública dos votos já nas eleições de 2022, como determina a Constituição.

Neste momento, esses ministros são as únicas pessoas que, sozinhas e sem contestação, detêm o poder absoluto de implantar o mecanismo, promovendo a pacificação do País, que é fundamental para a consolidação da nossa democracia.

A recusa irracional do STF, para pacificar o País, de aceitar o simples acoplamento às urnas eletrônicas de um receptáculo com uma impressora, como foi determinado em três leis aprovadas no congresso e ilegalmente por ele rejeitadas, é um mistério que autoriza as interpretações mais desabonadoras sobre as reais causas dessa recusa de pequeno e crucial aprimoramento das urnas eletrônicas que o STF, ditatorialmente, sem qualquer prova ou argumento razoável, afirma serem insusceptíveis à fraude e o mais evoluído sistema tecnológico do mundo, a despeito de nenhum país civilizado o adotar. 

Há outra razão ainda mais grave para se exigir o cumprimento da Constituição a fim de se corrigir a atual indicação ilegal do vencedor da eleição, definindo o candidato de fato escolhido pelo povo: Impedir que um poderoso líder corrupto assuma o poder com o objetivo explícito de conduzir o País para uma ditadura comunista, o que é afirmado claramente por ele próprio, pelos documentos do seu partido, pelo Foro de São Paulo que ele criou e pelas campanhas e declarações em favor dos seus companheiros e amigos ditadores que comandam os países comunistas, ou na transição para consolidação da ditadura comunista.

Esta manifestação objetiva reforçar no Poder Executivo e nas Forças Armadas a convicção de que têm o apoio da esmagadora maioria do povo brasileiro para cumprirem a missão que lhes foi delegada pela Constituição de defender a lei e a ordem.

Walter Lídio Nunes 

Presidente da Sociedade de Engenharia do RS 

Luis Roberto Ponte

Presidente do Conselho Deliberativo

Porto Alegre, 30 de novembro de 2022