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18 janeiro 2022

A VERDADE NUA E CRUA

No Brasil, de um dia para o outro, por determinação do STF, governadores e prefeitos passaram a ter controle total sobre a vida dos cidadãos. Cidades foram fechadas. Praias e parques não podiam ser frequentados. Igrejas ficaram sob cadeados. Produtos foram proibidos de serem vendidos nos mercados. Os lockdowns e o pânico obrigaram pessoas infectadas e contaminadas a conviverem juntas. Muitos infectados eram assintomáticos e disseminaram a doença na sua família sem o saber.

Qual o racional que os levou a lockdowns e medidas restritivas severas. Não, em nenhum pronunciamento gráficos e números foram mostrados. Não existem até hoje evidências que essas medidas diminuíram os óbitos.

Talvez em alguns lugares o lockdown tenha dado certo. Mas é pouco provável que em lugares tão diferentes, e em países com níveis socioeconômicos tão diversos, os resultados tenham sido os mesmos. No Brasil estima-se que apenas da 1/3 da população pôde trabalhar em casa, remotamente. Os demais, seja pelo tipo de trabalho (profissionais de saúde e motoristas de ônibus, por exemplo) tinham que estar nas ruas ou foram despedidos, quando os negócios em que trabalhavam foram obrigados a fechar, como os pequenos comércios, bares e restaurantes.

Óbitos

As causas das mortes não estão claras, e não conseguimos separar as mortes providas diretamente pelo vírus das pessoas que morreram de outras causas, mas que estavam com o vírus. Tudo foi contabilizado como tendo o vírus como causador. 

Em nome do combate ao vírus, comitês de saúde das prefeituras e estados deixaram as pessoas morrerem. Eles optaram por priorizar o combate ao vírus, mesmo sabendo que outras mortes ocorreriam. O tratamento tardio foi causa de inúmeras mortes por AVC, câncer e diabetes, por exemplo. Porém, optaram por deixar esses óbitos acontecerem, tudo em nome da luta contra a pandemia.

Assim, o pensamento estreito e a obsessão em combater uma única doença criou uma tirania, a dos especialistas, endeusados pela mídia e também transformou obscuros especialistas em celebridades, às custas da saúde física e mental da sociedade.

Vacinas

Diariamente a população está sendo exposta a uma enxurrada de informações de natureza contraditóriaEstão subjugadas aos interesses políticos e financeiros das big pharmas. Nenhum político ou comitê de saúde veio a público para dizer que suas medidas ocasionariam efeitos colaterais graves e eles sabiam disso, mas ocultaram. As imagens dizem mais.



Economia

"Fique em casa, a economia a gente ver depois." Qual o custo de uma família perder seu sustento? Quando recuperarão seu poder de compra? De acordo com o relatório sobre a desigualdade global da Oxfam, a pandemia tornou os bilionários do mundo mais ricos e levou mais gente a viver na pobreza. Essa queda na renda dos mais pobres contribuiu para a morte diária de 21 mil pessoas. Adicionalmente, a pandemia gerou um pânico que foi exacerbado pela mídia e por políticos incompetentes, que reagiram de forma irracional.

Liberdade

As emergências sempre foram pretextos para corroer a liberdade. As burocracias, uma vez conseguido o poder a eliminam. Qual o nível de ansiedade, pânico, depressão, raiva e solidão que isso ocasionou? A mídia martela dia e noite sobre o vírus, aumentando o clima de terror e pânico. 

A vida no planeta deixou de existir e tudo passou a girar em torno da pandemia.


17 janeiro 2022

RIQUEZA DOS 10 HOMENS MAIS RICOS DO MUNDO DOBROU NA PANDEMIA

De acordo com dados da Forbes, os 10 homens mais ricos do mundo são: Elon Musk, Jeff Bezos, Bernard Arnault e família, Bill Gates, Larry Ellison, Larry Page, Sergey Brin, Mark Zuckerberg, Steve Ballmer e Warren Buffet. Coletivamente, a riqueza deles foi de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão.

Ou seja, as fortunas das 10 pessoas mais ricas do mundo mais que dobraram desde março de 2020. A conclusão é de um levantamento da organização não governamental britânica Oxfam. "Mesmo durante uma crise global, nossos sistemas econômicos injustos conseguem oferecer lucros inesperados para os mais ricos", destaca Danny Sriskandarajah, executivo-chefe da Oxfam.

O relatório sobre a desigualdade global da Oxfam é tradicionalmente divulgado no início da reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. É o segundo ano consecutivo que o encontro é realizado online — desta vez, em razão da disseminação da variante ômicron.

O outro lado da moeda

Segundo o estudo, a pandemia tornou os bilionários do mundo mais ricos e levou mais gente a viver na pobreza. Essa queda na renda dos mais pobres contribuiu para a morte diária de 21 mil pessoas.

O executivo relata que, nesse período, mais 160 milhões de indivíduos foram arrastados para a pobreza. "Algo está profundamente errado em nosso sistema econômico", conclui. Hoje, essas pessoas vivem com menos de US$ 5,50 (R$ 30) por dia. Para o Banco Mundial, US$ 5,50 por dia é a medida de pobreza em países de renda média alta.

"Um novo bilionário surgiu quase todos os dias na pandemia. Paralelamente, 99% da população mundial está pior por causa de lockdowns, menos comércio e menos turismo internacional.”, afirmou Sriskandarajah. 

O que dirão agora aqueles que implantaram os lockdowns e fecharam o comércio, ... no Brasil? Aqueles do "fica em casa e a economia a gente ver depois".

16 janeiro 2022

COVID19 - RETROSPECTIVA 2021

Depois de decorridos dois anos de pandemia, o vídeo "Retrospectiva 2021", incluso neste post, é muito elucidativo para se entender melhor os pronunciamentos realizados por aqueles que possuem poder e/ou fortunas no mundo. Fica notório que há interesses gigantescos e que nenhum deles é honesto.

O mesmo ocorre aqui no Brasil. Mas aqui, pelo menos, tornou-se fácil identificar um importante personagem que tem falado somente a verdade, independente de se concordar, ou não, com a sua opinião. Refiro-me ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

A pandemia, há quem diga que ela foi planejada, tornou-se um caminho pavimentado que tem sido utilizado para se alcançar outros objetivos de natureza política e financeira.

No último dia 10/01, em entrevista, o Dr. Roberto Zeballos, aqui, apontou alguns interesses escusos em todo esse processo e que agora podermos constatar sua existência nesta retrospectiva ora apresentada.





15 janeiro 2022

CONTAS NO AZUL E MAIS SURPRESAS PARA OS PESSIMISTAS !


Em 2021, as contas federais fecharam no azul pela primeira vez em oito anos. É o primeiro superávit primário do setor público, desde 2013. Detalhes no pequeno vídeo mais abaixo.

Apesar do vírus chinês, dos concorrentes internacionais e dos sabotadores daqui mesmo, as boas realizações desse governo são imensas!  

Já são três anos sem corrupção.

A ‘oposição’ vai sumindo no retrovisor.




14 janeiro 2022

PASSADOS DOIS ANOS DE PANDEMIA A "TEMPERATURA" NÃO BAIXOU

    Desde o surgimento do vírus chinês em 2019/2020, muito já se escreveu sobre as previsões do fim do mundo, algo que se repete por milênios, desde aqueles profetizados no Apocalipse, até os mais recentes conhecidos como o bug do milênio, ou Y2K em 2000, e o fim do calendário Maia, em 21 de dezembro de 2012, para concluir que também significava o fim do mundo.

    Dentre as previsões conhecidas, muitas delas estiveram vinculadas à grandes epidemias e endemias, como a Peste Negra, causada pela bactéria Yersinia pestis, que matou cerca de 50 milhões de pessoas no século XIV. Outras grandes pandemias levaram a óbito milhões de pessoas: cólera (1816), gripe russa (1889), gripe espanhola (1918), gripe asiática (1957), gripe de Hong Kong (1968), varíola (que no século XX causou a morte de 300 milhões de pessoas) e, mais recentemente, ebola, H1N1, Sars e Mers (síndrome aguda respiratória grave).

    Contudo, nenhuma delas foi tão fortemente utilizada pelos políticos e pelos regimes de poder, em todo o mundo, como a Covid19, que impôs um grande desafio para todo o planeta. A esses componentes, se juntaram novas variáveis do mundo atual: a busca pelo domínio social e os interesses financeiros das bigpharmas e das bigtechs.

    Passados dois anos de pandemia a 'temperatura" não baixou. Ao contrário, diariamente a população está sendo exposta a uma enxurrada de informações de natureza contraditória, que se tornou mais relevante nos dias de hoje devido ao tempo - segundos - gasto pela notícia para percorrer o mundo, passando a ter, sobre nós, um poder que jamais teve sobre os nossos antepassados.

    Por esses meios, veio à público, além dos déficits históricos dos sistemas de saúde em todo o mundo, o enfraquecimento das instâncias de governança globais e regionais, confiança reduzida entre os países, e entre níveis diversos de governo no interior dos países. 

    Nesse contexto, por exemplo, encontram-se em fortes discussões e/ou em disputas: a origem do vírus (se em um laboratório, ou não), a produção, o financiamento e a aquisição de vacinas e o controle social da população com a aplicação de lockdowns, uso de máscaras, passaportes sanitários, ...

Repito aqui o que li nas redes sociais da Dra. Roberta Lacerda, médica infectologista:

"Desde março/20 percebi um movimento muito estranho no modo como essa Pandemia estava sendo “transmitida” em tempo real. Resolvi fechar meus olhos e ouvidos apenas para aquilo que eu via a beira do leito e discutia com vários colegas - das mais diferentes visões - para tirar minhas próprias conclusões. Ao receber as informações internacionais e ver como o conteúdo e a censura e cancelamento eram os mesmos, só mudava o CEP entendi que vivíamos, além da Pademia, um experimento de controle social q gerou essa Ditadura Sanitária ou “Arianismo Pandêmico” dos mandatos vacinais - mais por força de lei que por razões científicas."


    Entrevista, na íntegra,  com o Dr. Roberto Zeballos aqui, com especial atenção sobre os interesses escusos na criação de pânico na população e sua consequências, como o controle de massas populacionais. 

    No próximo sábado, 22 de janeiro, participe do movimento mundial em favor da sua liberdade, contra a ditadura sanitária que, no fundo, é apenas uma célula do totalitarismo, em larga escala, planejado para o mundo.




10 janeiro 2022

MIRIAM LEITÃO PEDE O BANIMENTO DE JAIR BOLSONARO DAS REDES SOCIAIS

Miriam Leitão, da Rede Globo, pediu a expulsão do presidente da República, Jair Bolsonaro, das redes sociais.

“Está na hora de as redes de comunicação como Facebook, Twitter e todas outras redes começarem a tirar o presidente Bolsonaro dessa conexão. E foi assim com o ex-presidente Trump. Teve um momento [em] que ele foi banido das redes sociais”, disse.

A Miriam ainda não aprendeu que o Brasil  mudou e que o maior legado de Bolsonaro não serão estradas, pontes etc, mas a retirada da esquerda do armário com sua hipocrisia travestida de bom mocismo e virtuosidade e o retorno do pensamento conservador no Brasil.

Miriam não aprendeu a viver em uma democracia com opiniões divergentes – evidentemente acaloradas - e nunca sob o chapéu de benesses governamentais concedidas pela esquerda. Esse clima de democracia nunca foi aceito pela esquerda porque esta sempre quis impor a ditadura do pensamento único, que prevaleceu até então, utilizando do canal hoje denominado de velha imprensa, imprensa militante e similares.

Miriam não leu  Voltaire, que, nos tempos do Iluminismo, cunhou a frase que sintetiza o direito à liberdade de expressão: “Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”.

Não, a Miriam ainda não aprendeu que o dono do espaço de comunicação atualmente é o criado pelo próprio comunicador. Veja, como exemplo, a notícia que acabei de receber:  "O jornalista Oswaldo Eustáquio, depois de quatro mandados de prisão exílio e tortura, reaparece com um estúdio de televisão. Já está no ar com um jornal diário. Confira aqui https://youtu.be/AbnICknLlwU ".

Fui conferir, sugiro que a Miriam Leitão  faça isto também e aprenda muito com o Oswaldo Eustáquio, pelo menos no uso das tecnologias e liberdade de expressão.

NOTA DA ANVISA - QUEM TERÁ SIDO O MARIGHELLA DESTA VEZ?

O Editorial do Correio da Manhã que circula nesta segunda, 10 de janeiro de 2022, nos indica que "o atual presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) serviu de bucha de canhão para a mídia de oposição ao Presidente Jair Bolsonaro esta semana". [.... ]  "Antônio Barra Torres virou o protagonista do tolo ato de insubordinação de um oficial general contra o comandante supremo das forças armadas brasileiras,  reeditando, em reverso,  a essência do mesmo comportamento do marinheiro José Anselmo dos Santos, o cabo Anselmo, em 1964".

Como sabemos, em 1964, líderes sindicais, entorpecidos pelo poder que experimentavam sitiando o trabalho, a economia e o Estado arrotavam fanfarronice e recebiam ajuda em moeda estrangeira, assim como a orientação de assessores comunistas do Leste Europeu, especializados no trabalho de agitação. Parte da juventude brasileira era envolvida com facilidade pelas opções guerreiras e ideias marxistas que já infiltravam até a Ação Católica.

Nesse ambiente, tinha surgido, em 1962, a Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais, contaminada pelo Partido Comunista. Em pouco tempo o cabo Anselmo foi conduzido à sua direção. Segundo ele próprio: "Transformei-me ou fui transformado num demônio agitador aos olhos da hierarquia militar". 

Chegou-se a março de 1964 com um quadro de baderna e de rebeldia dos soldados marinheiros e de outras forças. 

O ápice desse movimento ocorreu durante uma assembléia, em um ato de comemoração do segundo aniversário da Associação, com o discurso que o Anselmo proferiu aos marinheiros no dia 25/03/1964, discurso este, cuja redação final foi de Carlos Marighella, o dirigente rebelde e que mais tarde ficaria famoso, na direção da ALN (Aliança Libertadora Nacional), por radicalizar as ações terroristas - assaltos a bancos, sequestros de pessoas e aeronaves, justiçamento, bombas ...

O cabo Anselmo leu então um discurso claramente anárquico, estimulando a indisciplina e a subversão da ordem em todo o País. No dia seguinte havia um tanque de guerra diante dos portões do Sindicato dos Metalúrgicos (local de realização da assembléia) e uma tropa de fuzileiros comandada por um oficial com a ordem de prisão para os militares da Marinha presentes na assembléia.

Neste momento o Brasil quer saber quem terá sido o Marighella do contra-almirante RM1 da Marinha brasileira. O teor da nota divulgada por ele não deixa a menor dúvida de que foi escrita a quatro mãos.

Com a palavra agora, o comandante-geral da Marinha e o seu Estado Maior, que não podem endossar com silêncio o ato insubordinado do diretor, já que usou o nome da Marinha do Brasil, como conclui o Editorial do Correio da Manhã, que, na sua íntegra está copiado a seguir.


A grave insubordinação de um contra-almirante

Por Claúdio Magnavita*


O atual presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) serviu de bucha de canhão para a mídia de oposição ao Presidente Jair Bolsonaro esta semana. Antônio Barra Torres virou o protagonista do tolo ato de insubordinação de um oficial general contra o comandante supremo das forças armadas brasileiras.

Ele começa uma nota pública, divulgada neste sábado, 8 de janeiro, se qualificando como oficial general da Marinha brasileira. Ser contra-almirante, aliás, foi o seu principal predicado para ser indicado diretor-presidente da Anvisa. Foi uma indicação do almirante Flávio Rocha. Na carta, ele pede que o Comandante das Forças Armadas se RETRATE.  É exatamente isso: um contra-almirante exigindo retratação do presidente da República e comandante chefe das Forças Armadas.  O pior é que o presidente Bolsonaro não fez nenhuma acusação ao cidadão e oficial general da reserva Barra Torres. Ele apenas questionou que interesses a Anvisa teria na liberação da vacina para crianças.

Para piorar a sua situação de motim, o atual presidente da agência assina a nota como contra-almirante RM1 Médico/Marinha do Brasil. Não há dúvidas. É um oficial general da reserva remunerado da Marinha, ocupando uma função de altíssima confiança no Governo Federal, peitando a sua autoridade maior.

Este comportamento, que atropela, inclusive, o comandante-geral da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, e o Ministro da Defesa, general Braga Netto, aos quais deveria submeter, por hierarquia, o seu desconforto. Com esta atitude, Barra Torres não defende a sua honra. Pelo contrário, macula o uniforme que usou por 32 anos. O respeito à hierarquia é o pilar principal da vida militar. O mais grave é que este contra-almirante se escuda no mandato de diretor da agência, que termina em dezembro de 2024. Se o brio militar fizesse parte do seu crédito, deveria primeiro entregar a sua carta de renúncia do cargo que ocupa na Anvisa, indicado em 4 de novembro de 2020 pelo próprio presidente, que agora ele confronta.

O comportamento de Barra Torres já emitia sinais de que ele era uma bomba relógio ambulante. O Correio da Manhã, através de duas notas na Coluna Magnavita, já havia feito o registro. No dia da sessão da Anvisa, que aprovaria a primeira vacina, ele apareceu usando um colete de padrinho de casamento. Também, em coletivas, usou e abusou dos símbolos da Ordem de Malta, da qual é cavaleiro, tanto em gravatas, lapela e máscara .  Sinais de uma personalidade incomum, ao ser submetido ao estrelato. 

É lamentável assistir um oficial das forças armadas brasileiras colocando seus colegas de farda em saia justa, principalmente aqueles que endossaram a sua indicação. O respaldo de caserna evitaria um comportamento traidor e torpe.   

Barra Torres reedita, em reverso,  a essência do mesmo compartimento do marinheiro José Anselmo dos Santos, o cabo Anselmo, em 1964.  Entregar a carta de demissão e recolher-se a sua insignificância é que lhe resta a fazer.  

Com a palavra agora, o comandante-geral da Marinha e o seu Estado Maior, que não podem endossar com silêncio o ato insubordinado do diretor, já que usou o nome da Marinha do Brasil.

*Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã

09 janeiro 2022

APRENDER COM A ÍNDIA E DERROTAR O CORONA

 

O tratamento medicamentoso precoce mostra-se um sucesso. Enquanto a vacinação é considerada uma panacéia na Alemanha, o tratamento preventivo contra a Covid faz sucesso em outras partes do mundo.

No estado de Uttar Pradesh, a taxa de vacinação é mínima. O Covid praticamente não é mensurável lá, escreve Vera Lengsfeld.





O caso da Índia é emblemático. Chegaram a proibir a IVMCT, explodiram os casos, retomaram o remédio e praticamente zerou. Isso em um estado que tem a mesma população do Brasil. Lá, pediram prisão para a conselheira da OMS que recomendou proibir a IVMCT.



08 janeiro 2022

ARIANISMO PANDÊMICO

Hoje, agora há pouco, leio nas redes sociais da Dra. Roberta Lacerda, médica infectologista, o que segue:

"Desde março/20 percebi um movimento muito estranho no modo como essa Pandemia estava sendo “transmitida” em tempo real. Resolvi fechar meus olhos e ouvidos apenas para aquilo que eu via a beira do leito e discutia com vários colegas - das mais diferentes visões - para tirar minhas próprias conclusões. Ao receber as informações internacionais e ver como o conteúdo e a censura e cancelamento eram os mesmos, só mudava o CEP entendi que vivíamos, além da Pademia, um experimento de controle social q gerou essa Ditadura Sanitária ou “Arianismo Pandêmico” dos mandatos vacinais - mais por força de lei que por razões científicas."

Logo me lembrei do artigo escrito por Fábio Galão: ¨A China está escondendo os verdadeiros números de mortes de Covid-19¨.

Nele, Galão revela que na China, o país mais populoso do mundo e onde surgiu a Covid-19, apenas 4.636 pessoas morreram da doença; para efeito de comparação, o Paraná acumula 40.667 mortes desde o início da pandemia.

Destas 4.636 mortes, 4.632 ocorreram até abril de 2020. Desde então, apenas mais quatro óbitos foram registrados, metade deles em 2021 inteiro. 

Em artigo publicado no fim de semana passado no site da revista Forbes, o pesquisador George Calhoun, do Instituto de Tecnologia Stevens, dos Estados Unidos, apontou que o índice de mortes por Covid-19 na China a cada 100 mil habitantes é “uma impossibilidade estatística, médica, biológica, política e econômica”.

Situações de subnotificação são comuns em momentos de epidemias e pandemias, e mesmo nos Estados Unidos, a revista The Economist estimou que 30% das mortes por Covid-19 não entram nas estatísticas. E que na China o verdadeiro número de mortes pelo coronavírus no país estaria em torno de 1,7 milhão, mais que o dobro dos EUA. Política de Estado?

A China alega que seus inacreditáveis índices durante a pandemia são resultado da sua política agressiva de Covid zero, que impõe severos lockdowns quando são verificados surtos da doença. O mais recente foi aplicado na cidade de Xian e é o maior desde o ocorrido em Wuhan no início de 2020: desde dezembro, mais de 13 milhões de pessoas estão confinadas em suas casas e há relatos de falta de comida e outros itens de primeira necessidade.

Centro de testagem em Xian, cidade onde mais de 13 milhões
 de pessoas estão confinadas em suas casas devido a um surto de Covid-19
Foto: EFE/EPA/STRINGER

A ditadura chinesa aponta que essa política fez com que 97% das mortes por Covid-19 na China ficassem restritas a Hubei, província da qual Wuhan é capital.

Porém, um artigo de 2020, da revista Nature, já colocava em xeque o argumento da eficácia do isolamento de Wuhan, ao sugerir que, quando teve início o bloqueio da cidade, em 23 de janeiro daquele ano, a doença já se disseminava pelo país, devido à movimentação tradicional que ocorre na época do Ano Novo Chinês.

“Parece claro que, por volta de abril de 2020, Pequim decidiu parar de relatar a maioria das estatísticas relacionadas à Covid. A destruição, alteração ou supressão desses dados vitais é um problema não apenas para a China e seus cidadãos, mas para todo o mundo. Isso distorce nossa compreensão da Covid e da melhor maneira de responder a ela. Alimenta ansiedades geopolíticas. Acarreta graves consequências econômicas que só agora começam a aparecer”, lamentou o pesquisador George Calhoun.

Turismo viral

Ano Novo Chinês, conhecido como período Chunyun, dura cerca de 40 dias – apenas em 2019, foram quase 3 bilhões de viagens individuais, das quais 144 milhões para o exterior, ou 12 milhões/mês. Em 2020, esse período durou de 10 de janeiro a 18 de fevereiro, coincidindo com a fase inicial da pandemia. Isso é mais do que suficiente para contaminar todo o planeta. 

Pois bem, nos dois meses que se seguiram ao primeiro anuncio da doença, a ditadura chinesa se manteve em silêncio sem impor os seus severos lockdowns e permitiu que, pelo menos, 24 milhões de chineses circulassem pelo globo terrestre levando o vírus a cada grotão do planeta. 

Política de Estado? Terá propositadamente sido um experimento de controle social tendo como um de seus subprodutos a geração dessa Ditadura Sanitária ou “Arianismo Pandêmico” dos mandatos vacinais - mais por força de lei que por razões científicas, como afirmou a Dra. Roberta Lacerda? 



TOTALITARISMO SANITÁRIO

Durante a semana o presidente francês, Emmanuel Macron, em uma entrevista publicada na terça-feira (4) pelo jornal Le Parisien Aujourd’hui em France, disse que deseja "irritar até o fim" as pessoas não vacinadas. O tom provocou críticas de toda oposição, da esquerda radical à extrema-direita.

O presidente usou em francês o verbo "emmerder": uma gíria coloquial incomum para um chefe de Estado e que pode ser traduzida como "encher o saco", "incomodar", "irritar", ou "complicar a vida".


A fala do presidente serviu apenas para levar mais pessoas às ruas para protestarem contra o passaporte vacinal. Hoje, em várias cidades do país, vídeo abaixo, os franceses deram o troco para sinalizar que não pretendem abrir mão de sua liberdade.





No Rio, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, repetiu o presidente francês e disse que está "dificultando a vida daqueles que não creem na ciência, não creem na vacina" ao exigir o passaporte da vacinação contra a covid-19 no município. 

"O passaporte da vacina é uma realidade no Rio desde muito tempo. Nós temos muito orgulho de ter o passaporte da vacinação aqui. Eu vou usar uma expressão que o presidente francês usou, que o prefeito de Nova York usou em algum momento: o passaporte de vacinação é libertador. Porque é ele que permite que tenhamos uma certa flexibilidade nas coisas".

PARA QUE SERVE MESMO O PASSAPORTE DE VACINAÇÃO?  

Diversas entidades, autoridades e pessoas comuns têm feito a pergunta acima após constatarem que começamos um novo ano, com mais decisões ilógicas e ditatoriais por parte de alguns governadores, prefeitos, juízes, etc., pois cruzeiros marítimos só com vacinados, com testagem pré-embarque, estão sendo suspensos por contaminação dos tripulantes e passageiros contaminados com o vírus chinês.

Pesquisadores na Antártica, vacinados e sem contato com outras pessoas, também contaminados (talvez pelos pinguins). Aumento de contaminados pelas novas variantes mundo afora com preponderância de vacinados.

Ora, já está muito evidente que vacinados também adoecem e transmitem o vírus.

Qual a lógica em se pensar que uma pessoa não vacinada representa risco para aqueles que se imunizaram? Isso só seria verdadeiro se a imunização fosse ineficiente. Será que é isso?

Uma das respostas a todas essas perguntas está em nota divulgada ontem (7), pelo Clube Militar, parte dela copiada a seguir. Uma outra pode ser encontrada na live que reuniu dois médicos, dois juristas, três deputados federais e um professor da UFPE, dedicada à analisar os riscos de vacinação contra o vírus chinês em crianças através de uma vacina experimental. Aqui https://youtu.be/cLxnSMEM2Tc 

Nota do Clube Miliar (07/01/2022)

...  

Governadores e prefeitos que, por anos, negligenciaram a saúde pública, inclusive durante a pandemia, mantendo o sistema de saúde sucateado, passaram a se empenhar, pessoalmente, por picadas experimentais, até com intenção de comprar direto dos fabricantes, ignorando os possíveis efeitos colaterais por vezes piores do que a própria doença.

Autoridades de saúde, inclusive donos de clínicas de vacinação, participantes de eventos patrocinados por fabricantes das “vacinas”, também defendendo a imposição de se aplicar esses experimentos, contrariando inclusive o que dispõe o Tratado de Nuremberg e o Código de Ética Médica, agora incentivando a aplicação em crianças, assim as expondo a efeitos colaterais (ainda em estudo) que podem ser piores do que a doença!

Será que os recentes “males súbitos”, reportados a atletas no mundo inteiro e a vários outros adolescentes recém-vacinados não merecem uma investigação mais apurada para se ter certeza de suas causas, antes de se partir para doses e mais doses de reforço? Vale lembrar que todas as dosagens divulgadas há um ano pelos fabricantes dos experimentos afirmavam que seriam eficazes e suficientes. Onde está a verdade?

Apesar de todas essas incertezas, algumas autoridades insistem em querer impor um passaporte sanitário cujo único efeito prático é criar discriminação (a exemplo do que fizeram os nazistas) e intimidar as pessoas a se submeterem a esse experimento, ameaçando seus empregos e até direitos pétreos como educação e saúde, sem citar que também é altamente lucrativo para os fabricantes e sabe-se lá para quem mais.

Não bastando duvidar da inteligência da população, mesmo com todas essas dúvidas, e se julgando detentores de direitos sobre nossos filhos e nossa vontade, os aprendizes de ditadores ainda querem chamar a todos que pensam diferente de ignorantes. Só não apresentam uma explicação convincente do mal que um não vacinado pode fazer senão a ele mesmo.

Só nos resta rezar para que essa nova doença, “o mal súbito”, também não se torne uma pandemia.

Por fim, deixemos claro que essas reflexões não procuram desestimular as pessoas a se tratarem, mas tão somente defende a liberdade de todos em receber esse tratamento experimental ou não, baseado em seu livre arbítrio, assim como se faz com portadores de outras doenças, moradores de rua, dependentes químicos, etc.

POR QUE AS DITADURAS NÃO CAEM MAIS?

Neste final de semana a Revista Oeste trouxe um artigo de Dagomir Marquezi, escritor, roteirista e jornalista, reproduzindo o que a jornalista e historiadora americana Anne Applebaum decidiu tentar responder a essa pergunta em um longo artigo para a revista Atlantic. Uma das constatações é a de que ...

"Ao contrário das alianças militares e políticas de outros tempos, os membros desse grupo não agem como um bloco, mas como uma aglomeração de companhias — vamos chamá-la de Autocracia S.A. Seus elos não são cimentados por ideais, mas por acordos — para burlar os boicotes econômicos do Ocidente, ou para fazê-los pessoalmente mais ricos —, e é por isso que eles podem operar além de linhas geográficas e históricas.”

Essas ditaduras, sempre conectadas a atividades criminosas, agem em rede. O panorama que ela traça é preocupante.

O Brasil, salvo na undécima hora em outubro de 2018, não aparece na foto abaixo. Mas poucos anos antes já esteve presente em encontros similares. A imagem seguinte (não está no artigo do Marquezi) traz os respectivos encontros. 

Os principais ditadores do século 21 
Foto: Montagem Revista Oeste/Divulgação














Da esquerda para a direita, começando por cima:
Lula ao lado de Yasser Arafat,
Muammar Kadafi, Bashar al-Assad‎, Teodoro Obiang, Nicolás Maduro,
Mahmoud Ahmadinejad, Hugo Chávez,
Cristina Kirchner e Evo Morales | Foto: Reprodução



Boa leitura.

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Adolf Hitler se matou com uma bala na cabeça, num bunker de uma Alemanha destruída pela guerra. Benito Mussolini levou um tiro e seu corpo foi pendurado de cabeça para baixo, com sua amante Claretta, numa praça de Milão. Nicolai Ceausescu foi fuzilado no Natal de 1989, em Bucareste. Saddam Hussein, enforcado em Bagdá. Muammar al-Gaddafi, capturado numa tubulação de esgoto, espancado e morto em Sirte, na mesma Líbia que governou com mão de ferro.

O cadáver de Benito Mussolini, ao lado do de sua companheira Claretta Petacci
 e de outros fascistas fuzilados, exposto em Milão, em 29 de abril de 1945, 
na Piazzale Loreto, a mesma praça onde os fascistas haviam exposto
 os corpos de 15 civis milaneses um ano antes,
 mortos por suas atividades de resistência
 Foto: Vincenzo Carrese/Domínio Público

Ditaduras costumavam cair. E ditadores muitas vezes foram punidos pelos seus atos. Agora, aparentemente, eles permanecem em seus palácios para sempre. Quantas vezes já se anunciou que Nicolás Maduro cairia, como consequência da destruição que promoveu na Venezuela? Quantos analistas sérios não previram que as massas esfomeadas da Coreia do Norte derrubariam o regime comunista nesses quase 74 anos de tirania?

Pois Maduro continua firme no Palácio Miraflores, comendo seu filé-mignon e se lixando para a destruição do país, iniciada pelo antecessor, Hugo Chávez. Em Pyiongyang, o jovem bem nutrido Kim Jong-un toma champanhe cercado de miséria, com a certeza de que nenhum país vai mexer com seu regime, graças ao arsenal de armas nucleares e mísseis intercontinentais, que tratou como prioridades.

Kim Jong-un e Vladimir Putin | Foto: Divulgação

O que mudou? A jornalista e historiadora americana Anne Applebaum (formada em Yale e pela London School of Economics) decidiu tentar responder a essa pergunta em um longo artigo para a revista Atlantic. O panorama que ela traça é preocupante.

Applebaum cita como exemplo típico dessas “novas ditaduras” o que aconteceu com a Bielorrússia. O país de 9,3 milhões de habitantes, que fazia parte da União Soviética, era administrado desde 2000 pelo “ex-comunista” Alexander Lukashenko, com sua política à base de paternalismo e promoção pessoal. Em 2020, ele venceu uma eleição (obviamente fraudada) com 80% dos votos.

No dia 9 de agosto, uma multidão de 1 milhão e meio de bielorrussos — 16% da população — saiu às ruas, farta de Lukashenko. Foi uma festa de cidadãos comuns, seguros de que o país ia se livrar do velho líder bigodudo. Policiais jogavam seus distintivos no lixo público. Jornalistas entraram em greve.

Protestos contagiosos

Nove dias depois, pousou na capital, Minsk, um avião a serviço da FSB — o órgão russo de segurança e repressão que substituiu a antiga KGB. O avião trazia uma equipe enviada por Vladimir Putin para ensinar a Lukashenko novas técnicas de controle e repressão. Os jornalistas em greve foram substituídos por russos (a maior parte da população entende a língua). Esses jornalistas, em todas as mídias, começaram a falar as mesmas coisas — numa coordenação semelhante ao “consórcio”, que conhecemos. Eles afirmavam que os manifestantes contra as eleições fraudadas estavam — surpresa! — a serviço dos imperialistas americanos e outros “inimigos estrangeiros”.

Vladimir Putin e Alexander Lukashenko | Foto: Divulgação

Lukashenko seguiu as diretrizes que deram certo na Rússia de Putin. Em vez de realizar prisões em massa, os órgãos de repressão passaram a escolher alguns poucos alvos para serem presos, torturados ou mortos. Quem ainda pretendia protestar passou a ficar em casa, apavorado e apático, certo de que nada mais poderia ser mudado.

Segundo o artigo de Anne Applebaum, Lukashenko e Putin nunca se bicaram, “mas sabem que protestos democráticos podem ser contagiosos. Acreditam que, se forem derrubados, poderão ser presos ou mesmo mortos”.

Com a assessoria russa, Lukashenko preencheu aos poucos as cadeias com 800 prisioneiros políticos. Usou de tortura, estupro, rapto e assassinato para constranger qualquer forma de oposição. Hoje, não conhece mais limites. Sequestrou um avião irlandês para prender um jovem dissidente. Obrigou refugiados afegãos e iraquianos a invadir países vizinhos que dão trabalho ao ditador.

A Bielorrússia de Alexander Lukashenko é apenas um exemplo de como funciona essa rede de regimes que se apoiam mutuamente, e se tornam cada dia mais difíceis de serem derrubados. Segundo o artigo da Atlantic, o perfil dessas tiranias mudou radicalmente.

“Hoje em dia, autocracias não são comandadas por um bandido”, escreve Applebaum, “mas por sofisticadas redes compostas de estruturas financeiras cleptocratas, serviços de segurança (militar, policial, grupos paramilitares, vigilantes) e propagandistas profissionais. Os membros dessas redes são conectados não só dentro de um determinado país, mas em vários países. Empresas estatais corruptas fazem negócio com outras empresas estatais corruptas. A polícia em um país pode armar, equipar e treinar a polícia de outro. Os propagandistas dividem recursos — as fábricas de memes que promovem a propaganda de um ditador, por exemplo, podem fazer a propaganda de outro. E martelam as mesmas mensagens sobre a fragilidade da democracia e a maldade da América.”

Autocracia S.A.

Essas ditaduras, sempre conectadas a atividades criminosas, agem em rede. “Não existe uma sala supersecreta onde os vilões se reúnem, como num filme do James Bond”, prossegue Anne Applebaum. “Nem existe nessa nova aliança autocrática uma ideologia unificadora. Entre os modernos autocratas existem pessoas que se dizem comunistas, nacionalistas e teocratas. Nenhum país lidera esse grupo. Washington gosta de falar de uma influência chinesa, mas o que realmente une os membros desse clube é o desejo comum de preservar e aumentar o poder pessoal e a própria riqueza. Ao contrário das alianças militares e políticas de outros tempos, os membros desse grupo não agem como um bloco, mas como uma aglomeração de companhias — vamos chamá-la de Autocracia S.A. Seus elos não são cimentados por ideais, mas por acordos — para burlar os boicotes econômicos do Ocidente, ou para fazê-los pessoalmente mais ricos —, e é por isso que eles podem operar além de linhas geográficas e históricas.”

Nas ditaduras de hoje, essa preocupação com a própria imagem não tem mais importância

Essa rede, segundo Applebaum, permite que as ditaduras amigas apoiem umas às outras. A Bielorrússia hoje é um pária internacional. Seus aviões não podem pousar no resto da Europa. Seus produtos não podem ser vendidos nos EUA. Mas a China rega o país de dinheiro com um de seus maiores projetos de desenvolvimento. Os regimes do Irã e de Cuba são apoiadores entusiasmados de Alexander Lukashenko, e dizem que ele é vítima da “interferência externa”.

A Venezuela de Nicolás Maduro é outro exemplo didático dessa impunidade. O país está isolado da comunidade internacional. Mas recebe empréstimos e investimentos da Rússia e da China, além de facilidades da Turquia e tecnologia de repressão da ditadura cubana. “O tráfico internacional de drogas mantém o aparelho do regime bem abastecido de produtos de luxo”, segundo o artigo da Atlantic.

Nicolás Maduro | Foto: Divulgação

Os mais velhos sabem que o regime soviético se preocupava e muito com sua imagem no mundo. Fazia de tudo para ganhar medalhas olímpicas e dar shows na corrida espacial. Nas ditaduras de hoje, essa preocupação com a própria imagem não tem mais importância. Elas se defendem com acusações rasas. Os inimigos do regime do Irã são “infiéis”. Os inimigos dos regimes de Cuba e da Venezuela são “imperialistas”. E ponto final. Tem muita gente no Ocidente que os apoia, alguns até de graça.

O pacote chinês

Já existe até um “modelo Maduro de governo”. Ele consiste em aceitar que o próprio país entre em falência com o colapso econômico e a miséria generalizada — desde que o regime permaneça no poder. Esse mesmo “modelo Maduro” foi adotado pela Síria de Bashar al-Assad e pelo Afeganistão dos talibãs. Deu certo até agora para todos eles, que reinam sobre ruínas.

Bashar al-Assad | Foto: Davit Hakobyan/PanArmenian

Um caso claro do que Anne Applebaum chama de Autocracia S.A. é representado pela questão da minoria muçulmana uigur, na China. Os uigures tinham uma rota de escape para a Turquia quando fugiam da perseguição implacável da ditadura chinesa. O presidente turco Recep Erdogan chegou a chamar o regime comandado por Xi Jinping de “genocida”.

Em 2014, Erdogan mudou. Passou a agir como um ditador dentro da União Europeia e a colaborar com os chineses, entregando os refugiados uigures aos seus carrascos. Em 2020, Pequim negociou com a Turquia um carregamento de vacinas contra a covid-19 em troca de um tratado que facilitasse a deportação de uigures. Mais ou menos o mesmo aconteceu em outros países islâmicos, como o Paquistão, os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Egito. Entre a solidariedade aos muçulmanos uigures e o dinheiro da China, eles nem piscaram na decisão.

“Para autocratas e candidatos a autocratas ao redor do mundo, o governo chinês oferece um pacote”, escreve Anne Applebaum. “Parece mais ou menos assim: concorde em apoiar a política da China em Hong Kong, Tibete e contra os uigures. Compre equipamentos chineses de vigilância. Aceite o maciço investimento chinês. Então, sente-se e relaxe, sabendo que não importa quanto sua imagem fique ruim aos olhos da comunidade internacional de direitos humanos, você e seus amigos continuarão no poder.”

Xi Jinping, presidente da República Popular da China | Foto: Jean-Marc Ferré/ONU

Applebaum conclui que os chineses não estão se limitando a fazer acordos de interesse mútuo com ditadores. Hoje, eles têm poder de decisão para impor sua vontade em estúdios de cinema e órgãos esportivos como a NBA.

A autora termina seu artigo na Atlantic com um alerta: “Se os americanos não ajudarem a levar regimes criminosos à Justiça, esses regimes irão continuar com um senso de impunidade. Continuarão a roubar, chantagear, torturar e intimidar não só dentro de seus países, como dentro dos Estados Unidos”. E do Brasil.

07 janeiro 2022

CARIOCA PERDE MAIS UM ITEM DE SUA LIBERDADE

O prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, sancionou a lei que proíbe comercialização, publicação, distribuição e circulação do livro “Minha Luta” (Mein Kampf em alemão) de autoria de Adolf Hitler. A proibição abrange ainda circulação digital da obra.

Caso haja descumprimento da lei, a prefeitura avisa que será feita apreensão de material, advertência e multa.

Vamos dizer o óbvio: a decisão do prefeito não é apenas intelectualmente aberrante; é inútil. O livro de Hitler está disponível em dezenas ou centenas de sites. Se existem interessados em ler a obra, basta ligar o computador.

"Minha Luta" pode ser um livro "infame". Mas ele é, antes de tudo, um documento histórico. Escrito na prisão de Landsberg, depois do "putsch" fracassado dos nazistas contra o governo da Baviera em 8 de novembro de1923, o livro constitui o único texto "sistemático" da mundividência de Hitler.

A decisão do prefeito do Rio de Janeiro é um insulto à inteligência dos cariocas e um atestado do atraso intelectual dele próprio e da Câmara de Vereadores.

DITADORES NUNCA IRÃO LUTAR POR LIBERDADE

Infelizmente, isto não é passado. Em pleno século XXI tais procedimentos ainda existem nos países totalitários. Obviamente, não são mais em países nazistas ou fascistas, cujos sistemas, acertadamente, foram mundialmente extirpados. Por bobeada sobrou o comunismo.

Em Cuba e na China, por exemplo, além dos livros que foram/continuam sendo destruídos, os respectivos autores ficaram proibidos de pisarem em seus solos.

Recentemente, a China promoveu a queima de livros considerados “ilegais” ou impróprios”. Eram livros religiosos ou que de alguma forma continham críticas ao Partido Comunista. E não se trata de um ato tresloucado de comunistas exaltados numa província remota e atrasada. Não, a queima seguiu orientações do governo ditatorial.

É por esse caminho que as lideranças do Rio de Janeiro querem seguir?  Tenho certeza que estarão em sentido contrário aos desejos dos cariocas.