
Claro que ele as tem. Se não tivesse, não teria sido o assunto do final de semana. O povo não quer entubar moderado, não quer aceitar novos picolés de xuxu como opção política, não quer voltar ao tempo do teatro das tesouras.
E vai continuar assim. As pesquisas divulgadas hoje que apontam empate de Flávio Bolsonaro com Lula em segundo turno multiplicaram as notícias nas redes sociais e o número de seus seguidores.

Por isto é que discutir a viabilidade de qualquer nome da familia Bolsonaro agora é maluquice, é procurar o puxador da cortina de fumaça. Não existe candidatura alternativa, não existe segunda via ou terceira vias, pelo simples fato de que não há... democracia.
Quando entenderemos este ponto? Flávio só será candidato competitivo se não crescer nas pesquisas. Se bater os quarenta pontos, até menos, nosso jornalismo requentará até expulsão de colégio do sujeito. Xandão ou Mendes puxarão alguma pastinha pronta de alguma gaveta do Supremo, o Jornal Nacional esturricará o candidato já na chamada, o curral eleitoral lulista replicará nas redes, e a inegilibilidade será questão de tempo. Anotem. Porque a única função do sistema hoje é esta: barrar qualquer candidato que ameace a reeleição do nosso Maduro de nove dedos.
O país que conhecíamos não existe mais. A democracia brasileira foi sequestrada, surrada, e desconfigurada com os porretes das mídia nos porões do judiciário. Assim como o pai, Flávio Bolsonaro não será destruído porque não tem chances de vencer, mas o sistema tentará afastá-lo justamente porque as tem.
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