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06 junho 2022

PSICOPATAS NO PODER

Grande parte da população tem tentado compreender as manifestações do mal sobre a Terra. Especialmente nos últimos cem anos, regimes cada vez mais assassinos têm descortinado, numa sequência nefasta de psicopatas detentores de muito poder: Hitler, Stálin, Mao, Pol Pot, Fidel Castro, Hugo Chavez, ...

"Muitas vezes o leitor já deve ter se perguntado como é possível que tantas pessoas, aparentemente racionais, amem e aplaudam os governos mais perversos e genocidas do mundo e se recusem a enxergar a liberdade e o respeito de que elas próprias desfrutam nas democracias ocidentais, ao mesmo tempo que continuam acreditando, contra todas as evidencias, que são moral e intelectualmente superiores aos que não seguem o seu exemplo," escreveu Olavo de Carvalho no prefácio da edição brasileira do livro citado a seguir.

Sessenta e tantos anos atrás, alguns estudantes de medicina na Polônia, na Hungria e na Checoslováquia começaram a notar que havia algo de muito estranho no ar. Eles haviam lutado na resistência antinazista junto com seus colegas, e isto havia consolidado laços de amizade e solidariedade que, esperavam, durariam para sempre.

Contudo, aos poucos, após a instauração do regime comunista, novos professores e funcionários, enviados pelos governantes, estavam alterando profundamente o ambiente moral nas universidades daqueles países. Um jovem psiquiatra escreveu:

(...) sentíamos que algo estranho tinha invadido nossas mentes e algo valioso está se esvaindo de forma irreparável. O mundo da realidade psicológica e dos valores morais parecia suspenso em um nevoeiro gelado. Nosso sentimento humano e nossa solidadariedade estudantil perderam seus significados, como também aconteceu com o patriotismo e nossos velhos critérios estabelecidos. Então, nos perguntamos uns aos outros, "isso tudo está acontecendo com você também?".  

Aos poucos essas conversações evoluíram para o plano de um estudo psiquiátrico da elite dirigente comunista e da sua influência psíquica sobre a população. Seu resultado só foi possível ser publicado, pela primeira vez, no Canadá, em 2006, pelo único sobrevivente do grupo, o psiquiatra Andrew Lobaczewski. Os demais colegas foram envelhecendo e morrendo, nem sempre de causas naturais. No Brasil, foi publicado em 2014, sob o título "Ponerologia: Psicopatas no poder", do qual foram extraídas partes dos textos acima.

A Ponerologia ("poneros", em grego, significa "o mal") é a nova ciência nascida do trabalho desses pesquisadores e o seu objeto de estudo são os mecanismos da gênese do mal.

Lobaczewski descreveu as etapas de "ponerização" das sociedades, o surgimento de líderes psicopatas, o funcionamento de grupos com a "transpersonificação" de parte da população que passam a nutrir e a apoiar esses líderes, sua ascensão a um poder, etc. É algo de arrepiar, principalmente quando levamos em conta o momento atual do Brasil e em todo o mundo.

"Hoje em dia (2014) essas pessoas, no Brasil, são uma parcela presente - e às vezes dominante - no governo, no Parlamento, nas cátedras universitárias, no show business e na mídia. A presença delas nesses altos postos garante a este nosso País setenta mil homicídios por ano, o crescimento recorde do consumo de drogas, o aumento da corrupção até a escala indescritível, cinquenta por cento dos analfabetos funcionais entre os diplomados dos nossos cursos secundários em todos os testes internacionais, abaixo de Uganda, do Paraguai e da Serra Leoa. Sem contar, é claro, indícios menos quantificáveis, mas nem por isso menos visíveis, da deterioração de todas as relações humanas, rebaixadas ao nível do oportunismo cínico e da obscenidade, quando não da animalidade pura e simples", ibid Olavo de Carvalho.

A tudo isso, Flavio Quintela, que escreveu a apresentação da edição brasileira do livro, questiona:

(...)

  • Existe algo que possamos fazer para nos prevenir dessas pessoas, que muitas vezes nem conseguimos catalogar como humanas, de tão cruéis e sanguinárias que são?
  • As sociedades modernas podem se utilizar da historia recente para evitar a repetição das tragédias que assolaram o século XX? 
  • Que conhecimento é esse e que ramo da ciência ele se encontra? 

Quintela nos responde com uma resposta muito simples: "precisamos estudar a Ponerologia".

Sem deixar de concordar com o Quintela, alerto os brasileiros para o momento atual, para lembrá-los da necessidade de sua atenção para o jogo sujo que está sendo jogado no Brasil, pelos admiradores dos psicopatas citados no primeiro parágrafo deste artigo, e que desejam retomar o poder de nossa Nação. A derrota desses admiradores será uma boa resposta, creio eu, aos questionamentos citados acima.

"As sociedades têm o direito de se defender contra qualquer mal que as esteja rondando e amedrontando. Os governos nacionais são obrigados a utilizar os meios eficientes para esse propósito, da forma mais competente possível", escreveu Andrew Lobaczewski. (A menos, é claro, que o governo seja ele mesmo o mal que ameaça e assedia as pessoas).



03 junho 2022

A imaginação malthusiana de Bill e Melinda Gates

Por Flavio Gordon (*)

02/06/2022 14:15

Tomas Robert Kuhn(**) cunhou a expressão “mudança de paradigma” para se referir originalmente a uma alteração significativa nas concepções científicas dominantes em uma dada época. Obviamente, o termo não se restringe ao domínio especializado da ciência, aplicando-se também às mudanças de cosmovisão coletiva (ou Weltanschauung, como dizem os alemães) decorrentes da percepção social dessa alteração. É na mistura entre as conquistas científicas (ou tecnocientíficas) propriamente ditas e o simbolismo a elas associado – transmitido via literatura, cinema, música, artes plásticas, publicidade, jornalismo, política etc. – que ocorrem as grandes mudanças de paradigma de alcance sociocultural, capazes de mudar a maneira como, num determinado momento da história, a maioria das pessoas enxerga o mundo ao redor.

O ambientalismo – a preocupação legítima em não poluir o próprio ninho em que se vive e não ultrapassar os limites dos recursos naturais necessários à sobrevivência da espécie humana – pode ser considerado como uma dessas grandes “mudanças de paradigma”. Um evento simbólico que, sem dúvida, contribuiu para essa mudança foram as fotografias da Terra tiradas da Apollo 8 em dezembro de 1968. De repente, o nosso planeta aparecia com contornos bem visíveis, dando a impressão de ser pequeno, limitado e até certo ponto desamparado, boiando fragilmente na imensidão do universo. Daí decorreu toda uma imagética representando a Terra como “a nossa aldeia global” ou “o nosso lar comum”. E, desse simbolismo, uma espécie de renouveau da mentalidade malthusiana, pois as imagens da Apollo 8 deixavam a sensação de haver gente demais para um planetinha tão diminuto.

Não demorou muito para que a administração dos recursos da aldeia global fosse requerida por uma série de caciques e síndicos, que, apresentando-se indiscriminadamente como “ambientalistas”, e sob o pretexto da ecologia, o que faziam mesmo era seguir a velha regra do “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Naquele mesmo ano de 1968, em que os terráqueos puderam ver o seu “lar comum” de uma perspectiva espacial, era fundado o Clube de Roma pelo industrial italiano Aurelio Peccei e pelo cientista escocês Alexander King (quem, de certa feita, descreveu a si próprio como “um protótipo do tecnocrata internacional”). Reunindo figuras ilustres das finanças, da ciência e da política, o Clube foi pioneiro na fusão entre malthusianismo e ambientalismo, criando a síntese que, até hoje, continua informando os principais ideólogos do “desenvolvimento sustentável”.

Também em 1968 foi publicado o livro A Bomba Populacional, de Paul R. Ehrlich, eminente biólogo e professor da Universidade de Stanford. O livro, que previa uma fome global iminente graças à superpopulação do planeta, foi muito influente no espírito dos protagonistas do Clube de Roma, tendo como um dos corolários o famoso relatório Os Limites do Crescimento?, publicado sob o patrocínio do Clube em 1972, e que serviu como uma espécie de bíblia para a agenda ambiental da ONU. Dizendo-se solidamente amparado na ciência – que só “negacionistas” ousariam questionar –, o autor fazia algumas propostas para impedir a catástrofe: 1. que as mulheres, especialmente as pobres, pudessem ser forçadas a abortar; 2. que a população em geral pudesse ser esterilizada por meio de drogas intencionalmente adicionadas na água e na comida; 3. que os bebês de mães solteiras e adolescentes fossem-lhes retirados à força e entregues a casais mais velhos; 4. que pessoas predispostas a “contribuir com a deterioração social” pudessem ser “forçados por lei a exercer sua responsabilidade reprodutiva” (ou seja, que fossem obrigadas a abortar e a se esterilizar); 5. que um “regime planetário” transnacional assumisse o controle da economia global e ditasse os detalhes mais íntimos da vida do cidadão comum, recorrendo a uma força policial internacional se preciso fosse.

Embora as previsões radicais de Ehrlich tenham se mostrado infundadas, e suas propostas fossem obviamente totalitárias, uma cosmovisão misantrópica e neomalthusiana continuou prevalecendo entre os representantes das elites globalistas. E aí temos, mais uma vez, de falar em Bill Gates – o cacique global personagem da coluna da semana passada – e a sua obsessiva agenda de controle populacional.

Em 1999, Bill e Melinda Gates fundaram o Instituto de População e Saúde Reprodutiva, sediado na Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins. Embora, a certa altura, tenha adotado esse nome eufemístico (sendo “saúde reprodutiva” um conhecido eufemismo para a promoção do aborto), o instituto já chegou a se chamar “Instituto para o Controle Populacional”, uma forma bem mais honesta de descrever a sua atuação.

Com efeito, tanto o Instituto quanto a Fundação Gates têm investido pesado na promoção do aborto, especialmente entre mulheres pobres de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Filho de um ex-diretor da Planned Parenthood – fato pouco conhecido –, Bill Gates tem investido milhões de dólares todos os anos (ver, por exemplo, aqui) para subsidiar campanhas de controle de natalidade em regiões como a África Subsaariana e o Sudeste Asiático, fazendo da agenda contraceptiva uma das prioridades das organizações “filantrópicas” que levam o seu nome.

Em seu livro The Moment of Lift: How Empowering Women Changes the World, Melinda Gates chega a sugerir que controle da natalidade equivale a controle da pobreza, e que, se as mulheres ocidentais são mais “empoderadas” que as africanas, por exemplo, isso se deve ao maior acesso a métodos contraceptivos e abortivos. Daí que a senhora Gates tenha empenhado US$ 5 bilhões para tornar as mulheres africanas menos férteis, menos restritas e mais “liberadas”, oferta que a ativista nigeriana pró-vida Obianuju Ekeocha, em memorável carta-resposta, recusou gentilmente, sob o argumento de que, para a imensa maioria das mulheres africanas, os bebês são recebidos como uma dádiva divina.

“Com sua incrível riqueza” – escreveu Ekeocha –, “Melinda quer substituir o legado de uma mulher africana (que são os seus filhos) pelo legado do ‘sexo livre’”. E disse mais: “Vejo esses US$ 5 bilhões nos trazendo miséria. Vejo-os trazendo-nos maridos infiéis. Vejo-os trazendo-nos ruas vazias e carentes do inocente tagarelar das crianças. Vejo-os trazendo-nos doença e, por fim, a morte. Vejo-os nos dando uma aposentadoria privada do amor terno e do cuidado dos nossos filhos”.

Eis aí um belo alerta, infelizmente inaudível aos ouvidos neomalthusianos de uma gente arrogante para quem o objetivo propalado de acabar com a pobreza passa necessariamente pelo controle reprodutivo dos pobres.

(*) Em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-gordon/bill-e-melinda-gates-controle-populacional-aborto/ 

Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

(**)  Teoria Malthusiana ou malthusianismo é uma ideia sobre demografia que defende que a população cresce mais rápido do que a produção de alimentos. Esta ideia foi criada pelo economista inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834), no final do século XVIII, em plena Revolução Industrial.

“GERM GAMES” - Bill Gates é indubitavelmente um craque. Let’s play!

Ao longo da pandemia C19, Flávio Gordon tem publicado, na Gazeta do Povo, brilhantes textos expondo um contexto sobre a possível origem laboratorial do coronavírus e o envolvimento de personagens mundialmente conhecidas.

Seus dois últimos artigos estão focados no personagem Bill Gates, "outrora vendedor de vacinas digitais (os antivírus da Microsoft), e hoje vendedor de vacinas analógicas", além de ter se tornado profeta.

O próximo artigo (02/06) -  "A imaginação malthusiana de Bill e Melinda Gates" - mais uma vez fala de Bill Gates – o cacique global personagem deste artigo – e a sua obsessiva agenda de controle populacional, juntamente com sua ex-esposa Melinda Gates. Ambos criaram o “Instituto para o Controle Populacional” que juntamente com a Fundação Gates têm investido pesado na promoção do aborto, especialmente entre mulheres pobres de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.


Textos imperdíveis. Boa leitura.

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“Germ Games”

Por Flavio Gordon (*)

25/05/2022 17:44

“Todo mundo precisa de um técnico. Não importa se você é um jogador de basquete, um tenista, um ginasta ou um jogador de bridge.” (Bill Gates)


No fim de 2021, Bill Gates declarou que os governos do mundo deveriam se preparar para enfrentar futuras pandemias e ataques bioterroristas com vírus da varíola. O alerta foi dado em entrevista a Jeremy Hunt, presidente do Comitê Seleto de Saúde e Assistência Social do Reino Unido, para o think tank Policy Exchange. A preparação deveria incluir o investimento de bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, bem como a criação de uma força-tarefa contra pandemias por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Além dessas propostas, o fundador da Microsoft sugeriu também a prática daquilo que chamou de “germ games” (“jogos gérmicos”, em tradução livre), uma espécie de exercício preparatório para o enfrentamento de eventuais novos surtos, quer de origem natural, quer de origem terrorista. “Custará provavelmente cerca de um bilhão por ano para uma força-tarefa ao nível da OMS, para fazer o controle e aquilo que chamo de ‘germ games’, em que você pratica” – disse Gates. “Imaginemos que um bioterrorista ataque dez aeroportos com o vírus da varíola. Como responder a isso?”

A fala de Bill Gates é de 4 de novembro de 2021. Coisa de seis meses depois, cá estamos nós, às voltas com o anúncio de uma possível nova pandemia, agora justamente de... varíola. Não sei o que pensa o leitor, mas, após as notícias sobre o aumento global dos casos de varíola do macaco – situação que já leva autoridades de saúde em várias partes do mundo, inclusive da nossa Anvisa, a cogitar medidas restritivas similares às adotadas para a Covid-19 –, começo a achar que nós somos as peças no tabuleiro desses tais “jogos gérmicos” concebidos pelo outrora vendedor de vacinas digitais (os antivírus da Microsoft), e hoje vendedor de vacinas analógicas. Afinal, já tivemos um desses jogos antes. E conhecemos a estranha coincidência de ele haver antecipado a pandemia global que, meses depois, devastaria o planeta.

Aconteceu em outubro de 2019, mesma época em que – mais uma estranha coincidência! – a China estava adquirindo quantidades inéditas de testes PCR. Naquele momento, a Fundação Bill e Melinda Gates, o Johns Hopkins Center for Health Security e o Fórum Econômico Mundial (entidade responsável por publicar o libelo globalista Covid-19: the Great Reset) reuniram 15 lideranças das áreas de negócios, saúde pública e governança para um estranho evento, com o pitoresco nome de “Event 201: a global pandemic exercise”.

O referido “germ game” teve três horas e meia de duração, no decorrer das quais os participantes – dentre eles George Fu Gao, então diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China – eram confrontados com cenários dramáticos e vários dilemas, tendo por missão formular respostas e propor soluções para uma hipotética pandemia causada por... um novo coronavírus. Ausente num jogador comum, essa capacidade de antever a jogada é marca registrada do craque. E, em se tratando dos “germ games”, Bill Gates é indubitavelmente um craque.

Mas os jogos mundiais pandêmicos não estariam completos sem a presença de um outro jogador de destaque: Anthony Fauci. Também aproximadamente no mesmo momento em que a China comprava quantidades extraordinárias de testes PCR, e que Bill Gates e seus companheiros de equipe faziam exercícios de futurologia sobre uma pandemia de coronavírus, a FDA (U.S. Food and Drug Administration) aprovava uma nova vacina de prevenção contra a varíola comum e... contra a varíola do macaco. A vacina foi produzida pela Bavarian Nordic, empresa que recebeu da Niaid (U.S. National Institute of Allergy and Infectious Diseases), perpetuamente comandada por Fauci, um subsídio de US$ 100 milhões. Empresa de sorte, não é mesmo?

E isso não é tudo. Em 28 de fevereiro deste ano, meses antes do mais recente surto global de varíola do macaco, foi publicado na revista científica chinesa Virologia Sinica um estudo que reunia fragmentos do genoma do vírus da varíola do macaco, a fim de permitir a sua detecção via testes PCR. A metodologia utilizada é conhecida como TAR (recombinação associada a transformação), descrita como “essencial para preparar clones contagiosos de grandes vírus de DNA e RNA”. O estudo admite que, aplicado à pesquisa em virologia, o método TAR “pode suscitar preocupações sobre segurança, sobretudo quando o produto reunido contém um conjunto completo de material genético capaz de ser recuperado num patógeno contagioso”.

Ah, já ia quase me esquecendo de contar ao leitor: o referido estudo é coautorado por nove pesquisadores do... Instituto de Virologia de Wuhan (IVW). Sim, aquele mesmo, em cujos laboratórios com índices insuficientes de biossegurança se realizavam pesquisas em “ganho de função” financiadas pela mesma Niaid de Anthony Fauci, e que pode muito bem ter sido a origem do Sars-CoV-2, hipótese que o “consórcio” mundial de imprensa nos garantiu se tratar de uma “teoria da conspiração” (como já discutimos em vários artigos, aqui, aqui, aqui e aqui).

Para quem, mais uma vez, ouse especular que as novas mutações do vírus da varíola do macaco possam ser fruto de experimentos conduzidos no IVW ou qualquer outro laboratório, a pecha de “teoria da conspiração” já está novamente à disposição, pronta para uso. Já para os incorrigíveis, segundo os quais toda essa corrida sanitária talvez não passe de um pretexto para o controle político totalitário, estão abertas novas vagas em maravilhosos centros de reeducação para a cidadania global. Os jogadores estão prontos. O tabuleiro, montado. E as peças, cá estamos. Let’s play!

Próximo artigo:  "A imaginação malthusiana de Bill e Melinda Gates


(*) Em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-gordon/germ-games-bill-gates-variola-do-macaco/?ref=link-interno-materia 

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02 junho 2022

O GOOGLE ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ

Estamos a quatro meses das eleições. Muito se tem falado sobre o combate as fake news, publicadas nas redes sociais, especialmente sobre o STF agindo em parceria com as Big Techs e as fact checkers.

Neste artigo, contudo, deixaremos de abordar as questões relativas ao que está sendo classificado de fake news e trataremos de uma outra operação executada pelas Big Tech, pouco conhecida e/ou debatida.

Trata-se da manipulação das notícias publicadas nas redes sociais. Elas não são canceladas, mas têm sua visibilidade prejudicada ao serem empurradas para o final da fila, no feed do Facebook ou no resultado de uma busca usando-se o Google. Hoje, falaremos do que ocorre no Google, do efeito manipulador do mecanismo de busca, que é a questão da disposição das notícias e outros links retornados aos usuários pela pesquisa de busca do Google.

Could Google influence the presidential election?

A resposta é sim, conforme publicado neste artigo da Science, com o título acima. Nele se afirma que se pode alterar a escolha de eleitores indecisos, numa ordem de 12%, o que poderia determinar uma eleição apertada, simplesmente manipulando os resultados das pesquisas realizadas no Google. Tudo isso era hipotético.

Veio então a eleição presidencial americana de 2016 e o estudo passou para o mundo real. Em 13 mil buscas relacionadas ao pleito em 3 diferentes mecanismos de busca, se descobriu um viés marcante do Google em favor da candidata Hillary Clinton, na medida em que todas as 10 primeiras notícias da primeira página de resultados eram favoráveis a Hillary. Foi estimado que provavelmente o Google tinha empurrado 2,6 milhões de votos de eleitores indecisos para Hillary Clinton.

Aconteceu novamente em 2018, nas eleições de meio do mandato, cujo averiguação indicou que o viés nos resultados de busca do Google "podem ter alterado mais de 78,2 milhões de votos" no sentido dos candidatos do Partido Democrata.

Já no início de uma busca, o Google usa o mecanismo conhecido como "autocompletar", que o utiliza para educar o seu "eleitorado". Nas eleições americanas de 2016 e 2018, o recurso de autocompletar do Google rotineiramente sugeriu pesquisas aos eleitores que favorecessem o candidato mais progressista. 

A conclusão final da pesquisa foi surpreendente; "O Google provavelmente vem determinando os resultados de mais de 25% das eleições nacionais em todo o mundo desde 2015".  Isso é realmente poder.


PS.: No rescaldo da eleição de Donald Trump, em 2016, os empregados do Google estavam tão perturbados que a administração convocou uma dinâmica de empatia para toda a corporação. Sergey Brin, co-fundador do Google, reconheceu que "a maioria das pessoas aqui estão muito preocupadas e tristes" com o resultado, e assegurou a seus empregados que "como um imigrante e refugiado, certamente considero essa eleição profundamente ofensiva, e sei que muitos de vocês também pensam assim".


BRASIL VOLTA AO TOP 10 D0 RANKING DE MAIORES ECONOMIAS

O Brasil voltou a ser destaque ao ingressar novamente no TOP10 das maiores economias do mundo, conforme o ranking divulgado pela Austin Rating, saindo da 13ª posição no 4º trimestre de 2021, para a 10ª em março de 2022, após uma pandemia que destruiu economias do mundo inteiro (além dos prejuízos sociais inestimáveis).

Os Estados Unidos continuam com a maior economia do mundo, alcançando um PIB nominal de U$ 25,45 trilhões, em segundo, China (U$ 19,91 trilhões) e o Japão (U$ 4,912 trilhões). Já a Índia, ultrapassou o Reino Unido e o Canadá ultrapassou a Itália.




01 junho 2022

BRASIL TEM MAIOR QUEDA DE DESEMPREGO NO G20

Segundo dados do IBGE, em cerca de um ano, 10,6 milhões de pessoas deixaram de procurar emprego porque conseguiram uma vaga ou outra ocupação que lhes dá condições de sustentar a si e a família.

A população ocupada saltou de 85,9 milhões para 96,5 milhões e criou expectativa no governo de superar os 100 milhões antes da eleição. Os desocupados caíram de 14,8 milhões para 11,3 milhões.





REDES SOCIAIS - O PIOR ESTÁ ASSOCIADO ÀS CRIANÇAS

Os dados sobre o uso de redes sociais por crianças e sobre o tempo online se acumulam e os sinais de alarme não são animadores.

Os pesquisadores descobriram que as crianças nunca foram tão distraídas. As pesquisas revelaram que as crianças mais velhas e os adolescentes só podem suportar seis minutos de estudo antes de capitularem diante da necessidade compulsiva de pegar seus celulares e/ou tablets para se reconectarem às redes sociais.

Em termos globais, "57% dos adolescentes tiveram mais problemas de insônia em 2015 do que em 1991". Entre 2012 e 2015, o número de adolescentes que não conseguiu ter ao menos sete horas de sono aumentou 22%, na medida em que o uso dos celulares disparou.

Uma outra conclusão obtida é a de que crianças e adolescentes gastam suas horas de vigília ignorando seus colegas, se recusando a conversar, inclusive com seus pais, e fugindo do sono para vagar por sua casa, escola e em público como um zumbi com o nariz grudado ao celular. Uma das razões, a razão principal, é o medo. Mas que medo? Sendo mais preciso: o medo de ficar de fora (fear of missing out), revelaram os estudos.

Mas o que leva ao medo de ficar de fora? Dizem os teóricos sociais, se tratar de uma "apreensão generalizada", ou, para alguns adolescentes um temor horrível "que outras pessoas possam estar desfrutando de experiências gratificantes das quais ele se encontra ausente".

Esse medo de ficar de fora é o ganha-pão das redes sociais, seu subproduto inevitável, sua própria natureza. E as plataformas de redes sociais são desenhadas para maximizá-lo. As redes sociais praticamente vivem disso.

Quanto mais alguém fica com medo de ficar de fora, mais tempo passa nas redes sociais. Os psicólogos descobriram que o medo de ficar de fora estava consistentemente relacionado a níveis cada vez maiores de uso das redes sociais. Contudo, quanto mais tempo nas redes sociais, menor a auto-estima, e quanto menor a auto-estima, mais era sentida a necessidade de aprovação social, que estava , ou não, nas redes sociais.

As consequências aterrorizantes dizem respeito à depressão e suicídio entre adolescentes. Nesse estudo, de 2019, o número de alunos dos últimos anos do ensino fundamental que se sentem solitários aumentou de 26 para 39% em apenas cinco anos. O mesmo estudo descobriu que os alunos da oitava série de hoje se encontram com seus amigos, na média, 68 vezes menos por ano que os adolescentes que cresceram na década de 1990.

link
E há o pior dos casos: o suicídio juvenil. A era das Big Techs coincidiu com uma epidemia de jovens cometendo suicídio, que já é agora a segunda causa de morte para americanos entre 10 e os 24 anos. Segundo o Centro para Controle de Doenças, a taxa de suicídios aumentou 56% durante a década até 2017, e mais pronunciado entre as meninas. Estas, como se sabe, usam as redes sociais num nível notavelmente superior aos meninos.

Os pesquisadores costumam observar que a associação de maior uso das redes sociais e celulares por um lado e patologias como a depressão juvenil e o suicídio por outro são apenas correlações. As relações causais ainda estão sob investigação e são desconhecidas. Mas a cada dia que passa, o elo parece mais forte e mais ameaçador.

Concluindo. As plataformas de rede sociais das Big Tech, aquilo que Mark Zuckerberg dissera que conectaria o mundo, são, talvez, um dos instrumentos mais antissociais em toda a história da sociedade. Não conectam, mas isolam; não unem, mas dividem. São câmaras de ressonância de alienação e do extremismo alimentadas pela tecnologia.

PS.:  Disse Janon Lanier(...) "O que quer que uma pessoa possa ser, se você quer ser uma, delete suas contas nas redes sociais",

31 maio 2022

UM VICIADO EM MENTIR

Acabo de ver/ouvir que em entrevista a uma rádio gaúcha Lula voltou a mentir. Sim, o ex-presidiário manteve a sua tradição - mentir ao povo brasileiro. 

As mentiras de hoje podem ser vistas em trecho do Programa PingosNosIs, deste último dia do mês de maio que antecede as próximas eleições. Confira.



Portanto, foram decorridos apenas trinta dias de um outro "rosário" de mentiras proferidas pelo descondenado. Recordando. No primeiro de maio, o ex-condenado, mas nunca inocentado, esteve na praça Charles Müller, em frente ao Pacaembu, SP,  para encontrar uma meia-dúzia de pessoas que lá compareceram. Naquele evento foram anotadas sete mentiras. Você poderá revê-las clicando aqui

Alckmin desmente Lula. Sobre o Alckmin, este diz bem o que é o PT - corrupção,  roubalheira, Lava Jato, ... tudo aqui.


30 maio 2022

AS REDES ANTISSOCIAIS

    Escrevi um artigo comentando a passagem do Elon Musk pelo Brasil. Nele a ênfase foi dada ao tema liberdade de expressão e a influência das redes sociais sobre os resultados eleitorais. Também foi mencionado o propósito já declarado das Big Techs, dentre eles a alteração da organização da sociedade, citando o que Zuckerberg escreveu, em 2012, quando abriu o capital do Facebook

"A tecnologia anterior levou a uma transformação completa de muitas partes importantes da sociedade ... O Facebook não foi originalmente criado para ser uma empresa. Na verdade, foi originalmente construído para realizar uma missão social ... As tecnologias passadas e seus inventores alteraram como a sociedade era organizada .... agora o Facebook fará o mesmo ... "

    Li também uma declaração de Kamala Harris, feita durante o funeral de uma das vítimas do tiroteiro ocorrido em Buffalo, NY ...  I do believe that our nation right now is experiencing an epidemic of hate.” ("... Acredito que nossa nação está passando por uma epidemia de ódio"). O suspeito tinha entrado num supermercado antes de abrir fogo e matar 10 pessoas. Ele transmitiu ao vivo o ataque pelas redes sociais.

    Isso me fez lembrar de estudos onde pesquisadores começaram a observar uma nova característica social. Que um número crescente de indivíduos, especialmente crianças e adolescentes, estavam agindo de forma estranha, com tendencias ao isolamento social e incapazes de completar suas tarefas básicas, por estarem sempre ligados a um portal da internet tentando encontrar o que o mundo estava dizendo nas redes sociais. Todos passando a agir como viciados.

    A atração dos flashes arquitetados pelo Google, Apple, Facebook, ... é muito grande, chegando ao ponto de alterar radicalmente até mesmo o comportamento off-line de seus usuários. O Facebook mais recentemente está permitindo a publicação de vídeos (Reels) pornográficos.

    Um estudo concluiu: "A mera presença do celular dos consumidores pode afetar negativamente o funcionamento cognitivo até mesmo quando os consumidores não estão conscientemente voltando sua atenção para ele". Na Grã-Bretanha se descobriu que os usuários checam seus celulares 221 vezes por dia (uma vez a cada 4,3 minutos).

    Portanto, depois de viciar a população em suas plataformas e serviços, minerar os dados pessoais dos cidadãos e submeter os usuários a uma manipulação sem fim, as Big Tech, de fato, já alteraram como a sociedade passou a se organizar e sofrendo suas consequências em potencial: taxas crescentes de depressão, especialmente entre crianças e adolescentes; um aumento drástico no suicídio juvenil; e uma perda tangível de relações humanas significativas, à medida que as pessoas se afastam uma das outras em prol de seus celulares.

    E o pior está relacionado às crianças. Mas esses dados e respectiva análise serão tratados oportunamente.


PS.: Lembrei-me também do que disse Janon Lanier: (...) "O que quer que uma pessoa possa ser, se você quer ser uma, delete suas contas nas redes sociais",


Atualizado em 06/11/2025.

29 maio 2022

O documento eletrônico individual do voto dará transparência às eleições

O artigo a seguir, uma peça didática, é a íntegra do que foi publicado pelo Instituto Voto Legal, cuja presidência é ocupada por Carlos Rocha, engenheiro formado no ITA, e que liderou o desenvolvimento e a fabricação da urna eletrônica no Brasil.

O seu primeiro parágrafo já contém uma afirmação muito importante para uma nação que se julga ser uma democracia plena e, portanto, deveria cumprir as leis estabelecidas pelo Congresso Nacional. Não é o caso do Brasil neste momento.

É conhecido, é sabido no meio técnico, portanto, que "hoje não existem instrumentos de auditoria independente que permitam ao TSE e à sociedade garantir a integridade dos resultados das eleições brasileiras". O assunto não é desconhecido pelo Supremo Tribunal Federal que, em sessão plenária, antes das eleições de 2018, já tinha conhecimento do fato e se esquivou de implementar as devidas correções. 

Boa leitura.

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O documento eletrônico individual do voto dará transparência às eleições

assinado com um certificado da ICP-Brasil para garantir a validade jurídica

Carlos Rocha

Presidente do Instituto Voto Legal, engenheiro formado no ITA, liderou o desenvolvimento e a fabricação da urna eletrônica

Processo eleitoral atual descumpre a lei

Recentemente, especialistas do Comando de Defesa Cibernética sugeriram ao TSE a "adoção de medidas que permitam a validação e a contagem de cada voto sufragado". Concordo com quem entende que a urna eletrônica deixa de cumprir duas leis: a que define o registro digital de cada voto e a que garante a validade jurídica do documento eletrônico. Isto torna impossível ao eleitor confirmar o registro digital do seu voto e à seção eleitoral realizar a contagem pública dos votos, como determina o Art. 37 da Constituição Federal. A urna faz uma apuração secreta, quando todo ato administrativo deve ser público para ter validade jurídica. Sem os instrumentos técnicos necessários, os partidos políticos não conseguem fiscalizar todas as fases da votação e apuração na urna eletrônica, um procedimento garantido pelo Art. 66 da Lei 9.504 de 1997.

Registro digital de cada voto

A Lei 9.504/97 estabelece, no parágrafo 4º do Art. 59, que: “A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, permitam o registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, resguardado o anonimato do eleitor.” Basta ler a Lei para compreender que o registro de cada voto deve ser feito de modo individual e, naturalmente, gerando um documento eletrônico que tenha validade jurídica.

Em vez de fazer o registro individual do voto, a urna eletrônica armazena todos os votos juntos em um único arquivo, chamado de Registro Digital do Voto RDV. O nome no singular pode passar uma mensagem enganosa, pois, ao guardar todos os votos de uma seção eleitoral, o arquivo único deveria se chamar “Registro Digital de Todos os Votos”, o que, obviamente, não atende ao que a lei determina.

Como o arquivo único RDV reúne todos os votos, ele não pode se tornar um documento eletrônico com validade jurídica, antes do final da votação, porque, a cada novo voto recebido pela urna, o conteúdo do RDV é alterado. Por isso, o arquivo RDV não impede a manipulação dos votos, no caso de um ataque interno aos programas da urna, realizado por alguém que está dentro da organização e tem controle absoluto sobre o código-fonte. O registro digital do voto, realizado em uma linha da planilha RDV, não tem, portanto, a necessária validade jurídica que só seria garantida, através de um documento eletrônico individual criado para cada voto, assinado digitalmente com um certificado digital da ICP-Brasil.

Validade jurídica do documento eletrônico do voto

"Fica instituída a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras". Este é o art. 1º da Medida Provisória (MP) 2.200 de 2001, considerada o marco normativo da validade jurídica do documento digital no direito brasileiro.

Tempos atrás, você chegava a uma loja e, depois da compra, aguardava o vendedor retirar o talão de notas fiscais da gaveta e preencher a sua nota, manualmente. Isso se tornou coisa do passado. Hoje, todos os estabelecimentos comerciais emitem a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Ela substitui a nota fiscal impressa em papel, e tem todos os dados referentes à venda de produtos ou serviços transmitidos para a Secretaria da Fazenda. Toda empresa precisa fazer a assinatura digital da Nota Fiscal eletrônica com um certificado digital da ICP-Brasil, para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica da nota em forma eletrônica.

Documento eletrônico individual do voto pode replicar a cédula em papel

Nas eleições de 2022, continuarão ocorrendo votação e apuração realizadas com cédulas impressas em papel, quando não são usadas urnas eletrônicas, na forma definida pela Resolução TSE Nº 23.669, de 14 de dezembro de 2021. Assim, para gerar o registro digital de cada voto, seria natural a urna eletrônica criar um documento eletrônico individual, seguindo o mesmo formato definido para as cédulas em papel. Entre os artigos 82 a 89, a Lei 9.504/1997 define duas cédulas oficiais impressas em papel: uma de cor branca, para as eleições proporcionais, e outra de cor amarela, para as eleições majoritárias.

Um certificado digital ICP-Brasil para cada seção eleitoral, similar ao usado em cada empresa

Para as eleições de 2022, cada urna eletrônica deveria trazer instalado um certificado digital da ICP-Brasil, individual para cada seção eleitoral, e um programa certificado, pelo INMETRO, para gerar um documento eletrônico para cada voto, com a validade jurídica da assinatura digital ICP-Brasil. No documento eletrônico criado para o registro digital de cada voto, não haverá qualquer informação sobre o eleitor, para garantir o sigilo do voto, exatamente da mesma forma realizada nas cédulas impressas em papel.

O novo documento eletrônico do voto poderia ser exibido ao eleitor, na tela da urna eletrônica, para a sua verificação e confirmação. A contagem pública ocorreria na seção eleitoral, com a exibição de cada voto na tela, para a fiscalização dos partidos. Auditorias independentes fariam a recontagem dos documentos eletrônicos dos votos, após a eleição. A autenticidade legal do documento eletrônico do voto seria sempre garantida pela certificação digital da ICP-Brasil, com uma cadeia de confiança independente do TSE.

Certificar a urna eletrônica no INMETRO, como é feito com a balança da padaria

A urna eletrônica deve ser o único produto eletrônico profissional, no Brasil, que não tem qualquer certificação independente. Até a balança da padaria precisa ser certificada pelo INMETRO, antes de medir o peso da mortadela comprada pelo consumidor. O TSE poderia combinar com o INMETRO o processo de certificação independente da urna eletrônica e dos programas do sistema eletrônico de votação.

A integridade do seu voto, a segurança da informação e a governança organizacional da Administração Eleitoral são temas essencialmente técnicos e devem ser tratados por especialistas que conhecem profundamente o assunto, sem a polarização política que vem ocorrendo.

28 maio 2022

LULA E O PT SÓ ENXERGAM PELO RETROVISOR


As recentes declarações do descondenado Lula a respeito do que poderiam vir a ser elementos de seu programa de governo, num hipotético retorno do PT à presidência, não provocam nenhuma reação de surpresa. Todos conhecem a MALDITA história do PT que sempre olhou o mundo e o Brasil pelo retrovisor. Bom, ia esquecendo, antes disto olham pros seus cofres, pros bolsos de alguns.

Durante os seus últimos blá, blá, blás, o descondenado defendeu a revogação da Reforma Trabalhista e a reativação dos empréstimos do BNDES como instrumento de fomento ao crescimento.

Anteriormente, o descondenado já havia proposto o fim da política de preços dos combustíveis vendidos pela Petrobrás, baseada nos valores  internacionais dos mesmos, e defendido, também, o fim do teto de gastos, intenção reiterada nessa última semana.

Portanto, não há nenhuma surpresa quanto ao teor dessas declarações. Lula repetiu apenas as práticas implementadas pelo PT ao longo dos treze anos de seus governos, que culminaram com a queda de quase 7% do PIB e a elevação de 8% da taxa de desemprego, entre 2015 e 2016. Essa foi a maior recessão jamais registrada na economia Brasileira desde o início da série do Produto Interno Bruto, em 1901.

Ao prometer o fim do teto de gastos, Lula anunciou publicamente que vai quebrar o Brasil pela segunda vez — na primeira, com a sua “Nova Matriz Econômica” e a participação decisiva de Dilma Rousseff, enfiou o Brasil na pior e mais prolongada recessão na sua história econômica moderna. Resumo na imagem ao lado. - O infernal estoque de pobres - Famílias de baixa renda conforme se pode ver quando se separam os cadastrados por faixa de rendimento: de R$ 0 até R$ 77 - 38.919.660 pessoas; de R$ 77,01 até R$ 154 -14.852.534; de R$ 154,01 até meio salário mínimo -19.554.985.

Até hoje, seis anos depois, a destruição de empregos criada pela dupla Lula-Dilma continua a envenenar o país. Ele promete, agora, dobrar a aposta.