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29 novembro 2024

Brasil e o país que o STF está socando em cima dos cidadãos brasileiros

Em artigo de capa a Revista Oeste, publicada hoje, traz o artigo de J. R. Guzzo. Guzzo conclui o seu artigo afirmando: 

"Eis aí, para resumir, o país que o STF está socando em cima dos cidadãos brasileiros. A única segurança jurídica que a “suprema corte” conseguiu criar é a segurança para os corruptos e corruptores; os ministros garantem que ninguém será punido, jamais, por roubar dinheiro público, sobretudo se o ladrão for do “campo progressista”. Em qualquer outra coisa o STF não garante rigorosamente nada, seja lá o que digam a lei, a lógica e a moral comum. O que os processos do ministro Moraes garantem sem dúvida nenhuma é que os culpados são sempre, e unicamente, os que ele diz que são culpados; já estão condenados antes do julgamento e da sentença. O mundo, provavelmente, vai ficar sabendo disso tudo em detalhes, a curto, médio e longo prazo."

Duramente o artigo critica a atuação do STF, especialmente a conduta do ministro Alexandre de Moraes, na condução de investigações relacionadas a supostos atos antidemocráticos e tentativa de golpe de Estado. Segundo Guzzo, o STF estaria impondo um estado de arbitrariedade jurídica, desrespeitando princípios básicos do direito e da lógica. Ele questiona a solidez das provas apresentadas pela Polícia Federal, descrevendo-as como frágeis, absurdas e sem sustentação legal, especialmente no caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Guzzo ainda argumenta que as acusações carecem de fundamento lógico e jurídico, mencionando exemplos considerados incoerentes, como a acusação de uso de veneno sem evidências ou a inclusão de um padre no "núcleo jurídico" de um golpe. Ele também critica a postura da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a cobertura da imprensa, que, em sua visão, teria agido de forma acrítica e conivente.

Por fim, como vimos na própria conclusão do Guzzo, o texto conclui que o STF estaria destruindo a segurança jurídica do país ao garantir impunidade para corruptos e manipular processos conforme interesses políticos, enquanto pune de forma seletiva adversários ideológicos.

Last but not least, não há nada que se impeça em afirmar que o título do artigo do Guzzo poderia ser ampliado para algo do tipo "Autópsia do Brasil", pois argumentos para isto estão sobrando desde que, de forma planejada, o ex-presidiário Lula foi retirado da cadeia e colocado no Palácio do Planalto.

28 novembro 2024

A origem do Firehosing: o modelo para controlar a liberdade de expressão e moldar o debate público sob o pretexto de combater a desinformação

O texto a seguir está na reportagem publicada por David Agape, sob o título " PF usa teoria da “Bruxa da Vaza Toga” para embasar Relatório do Golpe. O texto completo está acessível através deste link. Recomendamos a sua leitura.

Aqui se destaca o conceito de Firehosing, relativamente novo (criado em 2016) e, portanto, bastante desconhecido da maioria da população. O texto também revela quem mais o utiliza nas conspirações atualmente existentes no Brasil.

Boa leitura.

*  *. * 

 

O conceito de firehosing tem sido amplamente disseminado no Brasil por Letícia Sallorenzo, jornalista de Brasília e figura já citada em A Investigação como a "Bruxa" mencionada nas reportagens da Folha de S.Paulo sobre o uso informal da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, expostas por Glenn Greenwald na série da “Vaza Toga. Letícia Sallorenzo, conforme registrado em seu currículo Lattes, se define como “colaboradora informal” do TSE. Fontes indicam que ela foi responsável por enviar dossiês de críticos de Alexandre de Moraes e pressionar assessores do ministro para que contas desses indivíduos fossem removidas das redes sociais. As mesmas fontes afirmam que Letícia também tem acesso privilegiado a eventos fechados com Moraes e ataca qualquer um que critique o ministro..

Na sua tese de doutorado em andamento na Universidade de Brasília (UnB), Letícia argumenta que o firehosing estaria diretamente relacionado aos ataques ao ministro Moraes, apresentando-o como alvo de uma “estratégia coordenada” para desestabilizar o Judiciário e desacreditar suas ações. No resumo do projeto, Letícia afirma que a teoria do firehosing serviu “como base para toda a argumentação jurídica que levou ao pedido de prisão do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.” Ela também sustenta que o firehosing é descrito em documentos do Supremo Tribunal Federal nos inquéritos das Fake News e dos Atos Antidemocráticos, além de ter sido citado no relatório final da CPI do 8 de Janeiro, demonstrando sua aplicação crescente em investigações brasileiras.

Originalmente desenvolvido para monitorar estratégias de desinformação russas, o conceito de firehosing é relativamente novo, introduzido em 2016 pela RAND Corporation, um think tank americano especializado em pesquisa e análise de políticas públicas, com forte histórico de colaboração com o governo dos EUA, especialmente o Departamento de Defesa. Fundada em 1948, a RAND recebe a maior parte de seu financiamento de agências governamentais, incluindo US$ 320 milhões em 2023, provenientes de contratos com o governo americano.

A RAND é criticada por seu viés e proximidade com o governo dos EUA, especialmente nas áreas de defesa e segurança. Críticos afirmam que essa relação influencia suas pesquisas e torna suas recomendações alinhadas aos interesses governamentais e militares americanos. Em 2023, o Comitê de Ciência da Câmara dos EUA questionou a confiabilidade de estudos usados para fundamentar políticas públicas, apontando falta de revisão por pares.

Segundo o site Le Monde Diplomatique, conhecido por sua orientação à esquerda, o cientista social Christopher Paul, coautor do estudo que cunhou o termo firehosingafirmou em vídeo que nunca imaginou a aplicação do conceito à política norte-americana. Ou seja, o controle sobre o uso do conceito fugiu das mãos dos autores, originalmente focados na propaganda russa, especialmente considerando os vínculos históricos do RAND Corporation com a segurança nacional dos EUA.

Como já destaquei em meu depoimento no Senado brasileiro e em outros estudos, o Consenso Censor Moderno tem origem no deep state americano e rapidamente se espalhou pelo mundo. O medo da chamada conspiração russa levou as agências de inteligência dos EUA, que ganharam enorme poder após o 11 de setembro e a Guerra ao Terror, a voltarem suas ferramentas de censura e repressão contra os próprios cidadãos americanos. Com o tempo, esse Complexo Industrial da Censura chegou ao Brasil, sendo adotado por instituições como o STF, o TSE, ONGs e setores da imprensa, que passaram a usar o modelo para controlar a liberdade de expressão e moldar o debate público sob o pretexto de combater a desinformação. 

Há também ações de influência direta dos núcleos de inteligência americanos no Brasil. Além das palestras proferidas por representantes do FBI no TSE em 2017, abordando sua experiência no combate às fake newso diretor da CIA, William Burns, pressionou o governo Bolsonaro, julho de 2021, a abandonar as críticas ao sistema eleitoral brasileiro. Segundo a agência Reuters, durante um encontro no Brasil, Burns aconselhou os assessores de Bolsonaro a "pararem de subestimar o sistema de votação no Brasil". Vale destacar que, nos Estados Unidos, o sistema de votação utiliza cédulas de papel, em contraste com o modelo eletrônico brasileiro.

EUA: pauta para se começar a cortar a gordura



A Senadora Joni Ernst, de Iowa/EUA, (desde 2014, é uma veterana de combate) afirmou que está lutando por uma administração de Washington mais responsável e menos desperdiçadora. Nesse sentido sugeriu que se pode eliminar mais de US$ 2 trilhões em desperdícios do governo através de 22 etapas fáceis de serem implementadas. Ela encaminhou a Elon Musk essa pauta para se começar a cortar essa gordura.

1. Ghost Workers 👻: Está se gastando US$ 15,7 bilhões por ano em prédios subutilizados. Muitos estão vagos! Os burocratas se recusam a aparecer para trabalhar, então por que se continuar pagando por prédios vazios?

2. Audit the IRS: Centenas de agentes do IRS ( Internal Revenue Service) devem milhões em impostos atrasados. A conta é de150.000 funcionários federais que devem US$ 1,5 bilhão em impostos ao governo. Esse número precisa ser zero, disse a Senadora.

3. Undo Biden's Billion-Dollar Boondoggles: Biden gastou US$ 7,5 bilhões para construir 17 estações de carregamento de veículos elétricos e US$ 42 bilhões para expandir a banda larga rural, mas não conectou nenhuma pessoa à internet. Encerrar esses programas será a única parte eficiente deles.

4. Cancel the Crazy California Gravy Trains 🚂  Três trens na Califórnia estão custando aos contribuintes US$ 144 bilhões para serem construídos. Vamos acabar com esses desastres de trem.

5. Stop Christmas in September 🎅: De US$ 4,6 milhões para cauda de lagosta a US$ 2,1 milhões para jogos, o ridículo modelo "use ou perca" incentiva gastos demasiados por agências federais antes do fim do ano fiscal. DOGE precisa ser o Grinch e economizar US$ 53 bilhões para os contribuintes.

6. End Welfare for Politicians: O Fundo de Campanha Eleitoral Presidencial usa dinheiro de impostos para financiar a candidatura de candidatos azarões e marginais que concorrem à Casa Branca. O dinheiro de impostos não deveria financiar as ambições fracassadas de políticos — vamos economizar US$ 16,6 milhões.

7. Bad Pennies: Atualmente, o governo federal está pagando 3 centavos para produzir um centavo e 11 centavos para fazer um níquel. Isso não faz sentido! Só Washington poderia perder dinheiro fazendo dinheiro. Mudar a composição das moedas economizaria US$ 50 milhões por ano.

8. Trillion Dollar Secret Slush Funds: Washington está escondendo US$ 1,6 trilhão em fundos não comprometidos, incluindo bilhões da COVID. Não deveríamos estar acumulando dinheiro para projetos secretos quando temos US$ 36 trilhões em dívidas.

9. Bogus Bonuses 🚀🛰️: O governo federal gasta centenas de milhões de dólares dando a burocratas e contratados bônus não merecidos por trabalho que muitas vezes nunca aconteceu, incluindo mais de US$ 500 milhões na NASA . Hora de acabar com essa loucura.

10. Silly Science: 🦐 Quão rápido um camarão corre em uma esteira? 🐼Quão rápido um panda faz cocô? 🚽Qual tem melhor sabor: água de privada ou água mineral? 🐘Elefantes conseguem resolver quebra-cabeças? Esses são apenas alguns dos estudos bizarros financiados com centenas de milhões em impostos.

11. Unemployment for Millionaires: Quase 15.000 americanos que ganham um milhão de dólares em renda arrecadaram US$ 213 milhões em seguro desemprego no ano passado. A pergunta de um milhão de dólares: por que pessoas trabalhadoras estão pagando por isso?

12. Government Swag: Agências federais gastam coletivamente US$ 1,5 bilhão todos os anos em relações públicas, incluindo snuggies, mascotes, chaveiros e livros de colorir. Vamos ensacar os brindes.

13. Head in the Clouds / cloud computing ☁️💻: A consolidação das licenças de software de computação em nuvem das agências federais economizaria US$ 750 milhões por ano.

14. China's Mad Scientists 🧑‍🔬: Minhas investigações revelaram que o Dr. Fauci e outros enviaram milhões para laboratórios chineses obscuros para experimentos duvidosos. A pior parte é que a falta de transparência significa que nem sabemos quantos milhões estão sendo gastos ou para quê.

15. UN Overpayments: Os EUA pagam taxas mais altas para a ONU do que qualquer outro país e enviam US$ 15 bilhões a mais voluntariamente, apesar dos funcionários da ONU participarem de ataques terroristas e encorajarem a imigração ilegal para os EUA. Por que os impostos estão minando nossa segurança nacional?

16. Defenseless Spending: O Pentágono desperdiça US$ 125 bilhões em burocracia inchada e nunca passou por uma auditoria. Vamos declarar guerra aos gastos desnecessários.

17. Unhealthy Benefits: O programa de Benefícios de Saúde para Funcionários Federais desperdiça US$ 1 bilhão anualmente pagando por indivíduos inelegíveis.

18. Paid Not to Work: Funcionários federais sem atribuições de trabalho admitem cochilar, jogar dominó e xadrez no relógio. A simples promulgação de uma lei aprovada pelo Congresso economizaria US$ 31 milhões por ano.

19. Stop Giving Away the Farm 🚜: USDA gasta milhões para apoiar projetos de estimação como ensinar porcos a jogar videogame, subsidiar fazendas de críquete e outras bobagens que não fazem nada para apoiar nossos fazendeiros.

20. Snap Back Payments 🫰: Erros burocráticos resultam em US$ 10 bilhões em pagamentos SNAP inelegíveis por ano. Com um estalar de dedos, poderíamos consertar isso.

21. Reducing Duplication: Eficiência e governo raramente andam juntos, mas implementar centenas de recomendações do cão de guarda apartidário do Congresso USGAO aumentaria a eficiência e economizaria US$ 200 bilhões por ano.

22. Common Sense: Para cada US$ 1 bilhão gasto por Washington, US$ 102 milhões são desperdício. A implementação de princípios básicos de gestão teria economizado US$ 688,5 bilhões aos contribuintes no ano passado.

Este é apenas um começo de US$ 2 trilhões.


PS.: E eu pensava que tais gorduras só existiam no Brasil.

27 novembro 2024

O STF no fundo do poço

Como anunciamos no artigo Comunicação e democracia: como salvar a democracia e a tecnologia? hoje, 27/11/2024, teve início o julgamento de recursos que discutem a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros.

Na sessão de hoje, os advogados das partes e de quatro entidades interessadas apresentaram seus argumentos. Amanhã, ainda serão feitas 18 sustentações orais, de cinco minutos cada. Só depois os ministros começam a votar.

Ganharam destaque nas redes sociais as sustentações dos advogados do Google e da Meta (Facebook). Confira-as a seguir:

Durante a sustenção feita pelo advogado da Meta, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, lhe dirigiu uma pergunta e o tranquilizou, afirmando que seus questionamentos eram "de boa-fé" e que aquilo não se tratava de uma inquisição. Em resposta, Alexandre de Moraes, em tom provocativo, acrescentou: "ainda", ganhando sorrisos audíveis de Barroso. Uma cena grotesca para uma sessão plenária da mais alta Corte da justiça brasileira. Só demonstrou até onde se chegou o nível de deterioração de nossas instituições republicanas. 

A propósito do questionamento do Toffolli, a resposta do Eli Vieira foi imediata.



https://morteademocracia.com.br/ 




26 novembro 2024

No relatório apresentado pela PF, não há evidências concretas de uma TENTATIVA de golpe

O relatório da Polícia Federal (PF), com 884 páginas, sobre a suposta tentativa de golpe de Estado foi divulgado nesta terça-feira (26). Segundo a PF, Bolsonaro fez o decreto que previa o golpe de Estado com apoio de núcleo jurídico da organização criminosa. Ainda, segundo a PF,  o ex-presidente planejou e teve “domínio” do suposto plano de golpe de Estado.

“Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de Estado e da abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, argumentou a PF.

Ainda segundo o relatório da PF, um grupo de militares, entre eles, um general da reserva, tramaram o assassinato do presidente Lula, do vice do petista, Geraldo Alckmin, e de Moraes. Teriam ainda cogitado envenenamento.

“Enquanto as medidas para ‘neutralizar’ Moraes estavam em andamento, o núcleo jurídico do grupo investigado finalizou o decreto que formalizaria a ruptura institucional, mediante a decretação de Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral e a instituição da Comissão de Regularidade Eleitoral”, observou a PF.

O assunto ganhou manchetes na imprensa. Leandro Ruschel selecionou uma delas e expressou sua análise sobre as 8 provas citadas na manchete. Confira a seguir:


"Fui conferir as 8 "provas" da suposta participação de Bolsonaro na "trama golpista" apresentadas no relatório final da PF, que indiciou o ex-presidente e mais 36 pessoas, segundo a militante de redação do Globo, Bela Megale:

1. Reunião de Bolsonaro e ministros em 2022, na qual o presidente questionou as urnas. De acordo com a PF, isso seria parte de "uma campanha de fake news sobre a lisura do processo eleitoral".

2. A representação do PL na Justiça Eleitoral após o segundo turno, questionando o resultado. (Ou seja, a PF interpreta uma ação judicial, prevista em lei, como elemento do "golpe".)

3. Carta ao Comandante do Exército assinada por 37 oficiais superiores da ativa. Segundo o Metrópoles, o documento expressava preocupação com "insegurança jurídica e instabilidade política e social no País", além de criticar a falta de imparcialidade da mídia. A PF alega que a carta teve anuência do ex-presidente.

4. A chamada "minuta do golpe".

5. Registros de entrada e saída do Palácio que supostamente indicariam que Bolsonaro tinha conhecimento da operação "Punhal Verde e Amarelo", que previa o assassinato de Moraes, Lula e Alckmin.

6. Reunião de Bolsonaro com comandantes militares para discutir a "minuta do golpe".

7. Bolsonaro estaria no Palácio enquanto o general Mário Fernandes imprimia um suposto "plano para o golpe".

8. Reunião com o general Estevam Theóphilo em 9 de dezembro, na qual o comandante teria se prontificado a "capitanear as tropas" caso Bolsonaro assinasse o "decreto do golpe".

Resumindo, se essas são realmente as "provas" apresentadas no relatório, não há evidências concretas de uma TENTATIVA de golpe. A lei brasileira não criminaliza atos preparatórios ou discussões isoladas, conforme apontam juristas.

Além disso, é amplamente sabido que Bolsonaro não considerava o processo eleitoral imparcial e buscou questioná-lo "dentro das quatro linhas". Sem sucesso, encerrou seu mandato.

O restante parece mais uma narrativa para justificar a repressão política promovida pelo sistema nos últimos anos contra a direita e a ascensão do descondenado à presidência."


25 novembro 2024

EUA continuam a reagir contra o extremismo WOKE

O sistema de universidades da Georgia, que controla 26 universidades e o sistema de bibliotecas públicas do estado adotou uma série de medidas para combater a ideologia de “diversidade” e “inclusão” e introduzir o estudo dos documentos fundadores da democracia americana em seu currículo.

A Geórgia é um dos Estados mais wokes dos EUA. Essa iniciativa, obviamente, não terá efeito imediato, tendo em vista que a lobotomia esquerdista é caso sério e de difícil cura.

Em 2022 a Flórida aprovou legislação anti-woke

A iniciativa da Geórgia vai ao encontro do que já ocorreu na Flórida, estado governado por Ron DeSantis, que, em 2022, disse: “Lutaremos contra o woke na legislatura. Lutaremos contra o woke na educação. Lutaremos contra o woke nos negócios. Nunca, jamais nos renderemos à multidão woke. Nosso estado é onde o woke vai morrer."

DeSantis propôs legislação estadual em 2022 (Stop WOKE Act) para proibir escolas e locais de trabalho de ensinar ou treinar indivíduos que são “inerentemente racistas, sexistas ou opressivos, consciente ou inconscientemente.”

O Stop WOKE Act, também conhecido como Stop Wrongs to Our Kids and Employees Act, é uma lei estadual da Flórida que proibiu escolas e empresas de ensinar certos conceitos relacionados a raça, gênero, racismo e privilégio. Além disso, proíbe instituições educacionais e empresas da Flórida de discutir se raça, gênero e racismo sistêmico. As penalidades incluemm ação disciplinar, incluindo demissão e perda de financiamento público para escolas estaduais.

Depois de passar por ambas as câmaras da Legislatura da Flórida controlada pelos republicanos ao longo das linhas partidárias, foi assinado pelo governador Ron DeSantis em 22 de abril de 2022 e entrou em vigor em 1º de julho. Em novembro/2022, um juiz distrital emitiu uma liminar impedindo que a lei fosse aplicada no ensino superior.


Comunicação e democracia: como salvar a democracia e a tecnologia?

À medida que mais e mais pessoas obtêm suas notícias das mídias sociais, a influência política das empresas de tecnologia tem sido cada vez mais examinada. Muitos observadores notaram, por exemplo, o uso pelo empresário Elon Musk da plataforma que ele possui, X (anteriormente conhecida como Twitter), como uma ferramenta em seu apoio ao presidente eleito Donald Trump. Mas identificar problemas com a influência das grandes empresas de tecnologia pode ser mais fácil do que encontrar soluções viáveis. Em alguns casos, o governo dos EUA agiu para combater o poder de monopólio dessas empresas — apenas esta semana, por exemplo, o Departamento de Justiça propôs uma divisão do Google como parte de um grande caso antitruste contra a empresa. Os obstáculos legais que os reguladores encontraram, no entanto, demonstram a dificuldade de promover qualquer tipo de mudança.

Em um ensaio de 2021, o cientista político Francis Fukuyama, o jurista Barak Richman e o especialista em algoritmos Ashish Goel alertaram sobre as consequências políticas do domínio das Big Techs. Essas corporações deveriam levantar bandeiras vermelhas "não apenas porque detêm tanto poder econômico, mas também porque exercem tanto controle sobre a comunicação política" [...] "Esses gigantes agora dominam a disseminação de informações e a coordenação da mobilização política. Isso representa ameaças únicas a uma democracia que funciona bem", escreveram.

Muitos cidadãos exigiram que essas plataformas, e seus proprietários, assumissem mais responsabilidade pelo conteúdo que promovem. Mas esperar que grandes empresas de tecnologia policiem seu próprio comportamento "não é uma solução de longo prazo", [ ... ] "Nenhuma democracia liberal se contenta em confiar poder político concentrado a indivíduos com base em suposições sobre suas boas intenções. [ ... ]  "Se não for abordado, esse poder é como uma arma carregada em cima de uma mesa. No momento, as pessoas sentadas do outro lado da mesa provavelmente não pegarão a arma e puxarão o gatilho", escreveram Fukuyama, Richman e Goel.

Jaron Lanier, um dos participantes do documentário "O dilema das redes", produzido para a Netflix, lançou, em 2018, seu quarto livro no qual denuncia o Vale do Silício de um modo geral, e o Facebook, em particular, como uma verdadeira máquina de FAZER E CONTROLAR cabeças.

Tal percepção sobre o uso dessa "máquina" chegou também ao mundo político, especialmente às ditaduras, incluindo as de toga como está ocorrendo no Brasil. O País é a bola da vez e o esboço de seu ministério da verdade não é mais segredo para ninguém. Diariamente, suas lideranças, principalmente as do executivo e do judiciário, têm tomado decisões persecutórias, revanchistas e expressado discursos assustadores e ameaças à sociedade e às próprias big techs.

Como então salvar a democracia e a tecnologia? É um assunto complexo que tem sido abordado por estudiosos, inclusive em diversos livros já publicados e também pelos Parlamentos das principais nações do mundo. No Brasil o tema já esteve e está no Congresso, local apropriado para essa discussão mas, infelizmente, o STF irá se intrometer, mais uma vez, em assuntos que não são parte de suas atribuições. No próximo dia 27 de novembro nele (STF) se iniciará o julgamento de três ações que discutem a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros. Lei da Censura em pauta é a tradução que se ler nas redes sociais e é tudo o que não se deve adotar para salvar a democracia e a tecnologia. 

24 novembro 2024

O fantasma de Stálin e o inacreditável caso de Filipe Martins

Em mais um brilhante artigo na Gazeta do Povo, Paulo Briguet expôs o que não é segredo para mais ninguém no Brasil ou no Mundo, referindo-se ao indiciamento de Jair Bolsonaro e de mais 36 pessoas pela Stasi(1) alexandrina.

"Esse indiciamento teratológico nada mais é do que a continuidade e a consumação do golpe que as elites políticas deram no povo brasileiro a partir da descondenação de Lula, levando-o da cadeia para a cadeira presidencial."

É preciso, portanto, sempre estar se relembrando que o golpe aplicado no Brasil não foi por acaso. Este sim, foi precedido de planejamento, organização e as decisões sobre as devidas atribuições, cuja execução já teve, pelo menos, três episódios de destaque: a descondenação de Lula, sua eleição para o Planalto e o 8 de janeiro de 2023.

Para ilustrar seu artigo no caso do indiciamento de Filipe Martins, Briguet utiliza um fato que ocorreu em 1936, no auge dos Processos de Moscou — julgamentos farsescos a partir dos quais milhões de vidas foram destruídas na União Soviética —, o ditador Josef Stálin ficou furioso quando descobriram que uma suposta reunião secreta para tramar o assassinato de autoridades comunistas havia ocorrido no Hotel Bristol, na Dinamarca. O único problema, logo notado pelos que acompanhavam os julgamentos, era que o tal hotel havia sido demolido 19 anos antes. Diante da falha de narrativa, Stálin bradou:

— Para que diabos vocês precisam do hotel? Deveriam ter dito estação ferroviária. A estação está sempre lá!

Como se sabe, e usando as palavras do Briguet, "a Stasi do Imperador Calvo agora resolveu mudar a sua versão sobre Filipe Martins. Doravante, ele será acusado de ter “simulado sua viagem aos EUA para se esconder da polícia”.

(1) Stasiorganização de polícia secreta e inteligência da República Democrática Alemã (RDA).

Boa leitura.

*. *. *

O fantasma de Stálin e o inacreditável caso de Filipe Martins

Por Paulo Briguet 24/11/2024 08:00 

Alexandre de Moraes revogou a prisão preventiva de Filipe Martins, 
preso em 8 de fevereiro de 2024, durante a deflagração da Operação Tempus Veritatis.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil; Arthur Max/MRE

“Ou se prende os comunistas pelos crimes que eles cometeram, ou eles, fortalecidos, irão nos prender por crimes que não cometemos.” (Olavo de Carvalho)

Em 1936, no auge dos Processos de Moscou — julgamentos farsescos a partir dos quais milhões de vidas foram destruídas na União Soviética —, o ditador Josef Stálin ficou furioso quando descobriram que uma suposta reunião secreta para tramar o assassinato de autoridades comunistas havia ocorrido no Hotel Bristol, na Dinamarca. O único problema, logo notado pelos que acompanhavam os julgamentos, era que o tal hotel havia sido demolido 19 anos antes. Diante da falha de narrativa, Stálin bradou:


— Para que diabos vocês precisam do hotel? Deveriam ter dito estação ferroviária. A estação está sempre lá!

Lembrei-me desse episódio quando vi o nome de Filipe Martins entre os indiciados por “atentado violento ao Estado Democrático de Direito”.

Como todos sabem, o ex-assessor internacional da Presidência esteve preso por seis meses sob acusação de fazer uma viagem internacional que ele não fez e que, se tivesse feito, não seria crime. 

Depois de inúmeras provas de que estivera no Brasil todo o tempo, Filipe foi finalmente libertado no último mês de agosto. Libertado, em termos: mesmo não tendo cometido crime algum, ele continua sendo tratado como um bandido perigoso e encontra-se limitado por uma série de restrições absurdas, como a de usar tornozeleira eletrônica, ser impedido de trabalhar e precisar comparecer semanalmente ao Fórum de sua cidade.

Assim como quem diz bom-dia, a Stasi do Imperador Calvo agora resolveu mudar a sua versão sobre Filipe Martins. Doravante, ele será acusado de ter “simulado sua viagem aos EUA para se esconder da polícia”.

Não por acaso, Olavo de Carvalho dizia que os Processos de Moscou representam a forma mentis da esquerda contemporânea.

O problema, no caso de Filipe Martins, é que a estação ferroviária também não existe. O documento I-94 da Customs and Border Protection (agência do Departamento de Segurança Interna dos EUA) informando sobre a suposta de entrada do ex-assessor presidencial em Orlando, no dia 30 de dezembro de 2022, foi emitido com a grafia errada do nome do passageiro (Felipe, em vez de Filipe) e utiliza o número de um passaporte que fora perdido ou roubado em 2021, e cuja perda fora comunicada às autoridades brasileiras pelo próprio Filipe.

Se alguém quisesse levar a sério essa história pessimamente roteirizada, precisaria ignorar o fato de que Filipe Martins realizou, já no dia 31 de dezembro de 2022, um voo comercial para Curitiba e “escondeu-se” na casa dos pais de sua esposa, de onde fez tudo aquilo que um fugitivo da polícia não pode fazer sob pena de ser imediatamente localizado: abriu conta bancária, usou o mesmo celular que usava antes, andou de Uber e pediu iFood.

Ao acusá-lo de “simular” a viagem para os EUA, a Stasi alexandrina acaba por dar um tiro no pé: agora, as autoridades americanas vão querer descobrir quem foi o responsável por forjar esse falso I-94 com o passaporte roubado de Filipe. A pessoa que fez isso, sem nenhuma dúvida, merece ir para o xilindró por muitos anos.

É como disse em seu perfil no X a jornalista americana Mary Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal:

“Quem foi o agente da Alfândega e da patrulha de fronteira em Orlando que fez isso acontecer — e com um passaporte perdido ou roubado em 2021, cujo roubo fora registrado pelo próprio Filipe?”

Na mesma linha lógica, o empresário Otávio Fakhoury questionou:

“Como poderia Filipe Martins querer simular sua saída do Brasil para se esconder da PF se no mesmo dia 31 de dezembro ele pegou um voo comercial de Brasília para o Paraná e manteve seu fone o tempo todo ligado e rastreável? Desde quando alguém que deseja sumir do mapa fica aí pegando voos comerciais, andando de Uber e pedindo iFood?”

O caso de Filipe Martins me fez lembrar um conto de Philip K. Dick, depois adaptado para o cinema por Steven Spielberg: Minority Report. Nessa pequena obra-prima, o gênio da ficção científica narra a história de um policial que trabalha no Departamento de Pré-Crimes em uma sociedade do futuro.

Na época em que o policial vivia, os crimes foram totalmente erradicados graças a três seres mutantes — chamados precogs — cujos sonhos preveem a ocorrência de crimes antes que eles sejam consumados. O resultado é que milhares de pessoas estão presas por “pré-crimes” — ou seja, delitos que elas poderiam ter cometido (enfatize-se o uso do verbo no futuro do pretérito). Mas não cometeram.

O espírito de Minority Report baixou na Stasi alexandrina — embora os roteiristas brasileiros não tenham um milésimo do talento de Philip K. Dick. O que se vê no indiciamento de Bolsonaro e mais 36 pessoas é a criminalização do pensamento, da cogitação e da preparação de um golpe que jamais existiu — quando, no ordenamento jurídico brasileiro, essas fases do iter criminis não constituem crime e não podem ser punidas.

Não existe — muito ao contrário do que supõe o governador Tarcísio — a mínima possibilidade de que se realize uma investigação e um julgamento justo com base nesses alicerces podres. 

Esse indiciamento teratológico nada mais é do que a continuidade e a consumação do golpe que as elites políticas deram no povo brasileiro a partir da descondenação de Lula, levando-o da cadeia para a cadeira presidencial.

É necessário, para o atual regime, criar uma narrativa para substituir essa realidade. 

Para tanto, os donos do poder precisam criminalizar toda a verdadeira oposição — ou, em outras palavras, destruir a direita conservadora. Aqui, como na Rússia de Stálin, qualquer crítica sobre as políticas ou o caráter do regime automaticamente será considerada “terrorismo” e “conspiração para assassinato”. 

No entanto, a verdade resistirá a todos esses golpes — e será revelada. Em Minority Report, existe um problema convenientemente ignorado pelas autoridades: os três precogs algumas vezes divergem nas suas previsões de crimes.

No filme de Spielberg, um chefe de polícia corrupto e assassino se aproveita dessas brechas para ocultar os próprios crimes. É exatamente o que o regime PT-STF está fazendo hoje: usando a narrativa do golpe falso para encobrir o golpe real. Outra vez a vida imita a ficção. Mas, no fundo, isso é uma boa notícia — pois, na vida e na arte, a vitória final pertence à Verdade.

Entre os indiciados por “abolição violenta ao Estado Democrático de Direito”, está o Padre José Eduardo de Oliveira, sobre quem já falei numa coluna anterior. Para encerrar esta crônica, nada melhor do que reproduzir o que ele acaba de dizer em suas redes sociais:

“Se você se sente insatisfeito, humilhado, é aí que você dá mais frutos. Aprenda a glorificar a Deus nessa situação, porque é a glória dEle que importa, não a nossa. Nós não podemos buscar a nós mesmos, nós temos que buscar a Deus e esperar com calma os momentos de Deus. Isso é grandioso. Às vezes nós ficamos tão contrariados porque as pessoas fecham a porta na nossa cara, porque talvez nos desprezem ou por algum motivo nos excluem, mas tudo isso está calculado pela providência divina para produzir uma grande eficácia sobrenatural. ‘Não é pela força nem pela violência, mas pelo meu Santo Espírito’, diz o Senhor através do profeta Zacarias”.

23 novembro 2024

O Anão voltou

É de leitura obrigatória - novamente - o artigo do J. R. Guzzo na Revista Oeste deste fim de semana. Nele, Guzzo afirma o que todo brasileiro já sabe, ou seja, que em nenhuma área o Brasil vai tão bem quanto no agronegócio — e é essa, justamente, a área que o governo Lula, a esquerda e o seu universo mais detestam. 

O resto é uma cena de desastre que os brasileiros também já conhece. Contudo, Guzzo dá "nome aos bois" aos segmentos onde o Brasil é visto como um anão, a começar de seu atual presidente, que, inclusive, dá nome ao artigo "O anão sendo anão".

Afirma Guzzo que o Brasil é um anão moral porque para começar:

  • "Nenhum país escapa de ser, se tem um Dias Toffoli no seu supremo tribunal de Justiça, perdoando em massa criminosos confessos que praticaram corrupção ativa." 

  • "É um anão legal, se tem Alexandre de Moraes e suas agressões diárias à Constituição Federal e ao resto da legislação brasileira." 

  • "É um anão democrático, se tem presos políticos e exilados no exterior." 

  • "É um anão militar, que não conseguiria defender seu território de um ataque dos pigmeus de Bandar." 

  • "É um anão tecnológico, que não tem nada a oferecer de útil, ou vendável, para o resto do mundo." 

  • "É um anão econômico, até isso — país que tem um PIB uma vez e meia menor que o valor de mercado da Microsoft, para ficar num caso só, é anão."

Relembrando: o Brasil ganhou dez anos atrás, durante o governo Dilma, um desses apelidos que pegam para o resto da vida: “anão diplomático”. Com a volta de Lula à Presidência da República, segundo eles, os petistas, “O Brasil Voltou”. Mas o lema certo seria “O Anão Voltou”. Mesmo tendo neste momento, ao mesmo tempo, três ministros diplomáticos.

Porém, não há nada como três ministros cuidando de uma coisa só para desandar qualquer maionese. Um ministro oficial, cuja autoridade chega só até o homem do cafezinho, um ministro da vida real, que já passou dos 82 anos e vive no tempo do Sputnik, e Janja, a diplomata aparentemente preferida do presidente da República. 

Janja não para. Na última vez que quis mostrar como é mesmo a sua política exterior, disse a um personagem que pode ter atuação importante nas relações com os Estados Unidos, sempre uma prioridade da diplomacia brasileira: “Fuck you, Elon Musk”. Foi o ponto mais baixo a que o Brasil chegou na sua carreira de anão. "Janja nunca ajudou em nada, e nem poderia ajudar, sendo a analfabeta funcional de pai e mãe que é", lembra Guzzo. 

O senador Gal Hamilton Mourão convoca a sociedade brasileira para se unir e lutar contra os desmandos judiciários que o STF vem cometendo contra a democracia brasileira

 Neste final de semana Silvio Navarro escreveu na matéria de capa da Oeste que eles - o consórcio - o presidente Lula e os ministros do STF não querem que a paz reine na sociedade brasileira.

Para fomentar a guerra, cortinas de fumaça se formam em Brasília e inundam as manchetes da velha imprensa.

Os roteiros contam com a parceria da Polícia Federal para prender supostos envolvidos e apreender dezenas de celulares e computadores. Depois, surgem acusações de que essas pessoas preparavam uma trama cinematográfica, com envenenamento, sequestro, explosões e enforcamento de autoridades em praça pública — o que tampouco aconteceu. 

Silvio também assinala que depois de dois anos, não foi encontrada uma prova de que Jair Bolsonaro estava por trás de uma conspiração para seguir no poder. 

É a primeira vez desde a redemocratização que um presidente eleito enfrenta uma situação desse tipo. 

Seguem as transcrições das falas recentes dos ministros sobre o homem que se suicidou com fogos de artifício em frente ao Supremo. 

1. “É um contexto que se iniciou lá atrás, quando o famoso ‘gabinete do ódio’ começou a destilar discurso de ódio contra as instituições, contra o STF principalmente, contra a autonomia do Judiciário e contra os ministros e familiares de cada um.” (Alexandre de Moraes)

2. “Muito embora o extremismo e a intolerância tenham atingido o paroxismo em 8 de janeiro de 2023, a ideologia rasteira que inspirou a tentativa de golpe de Estado não surgiu subitamente (...) O discurso de ódio, o fanatismo político e a indústria de desinformação foram largamente estimulados pelo governo anterior.” (Gilmar Mendes)

3. “Algumas pessoas foram da indignação à pena, procurando naturalizar o absurdo. Não veem que dão um incentivo para que o mesmo tipo de comportamento ocorra outras vezes. Querem perdoar sem antes sequer condenar.” (Luís Roberto Barroso)

4. “O ataque não é ao edifício do STF. O ataque é contra a legalidade, contra a Constituição. Ontem, um cidadão disse: ‘Minha solidariedade, eu sou de direita’. Eu disse: ‘E daí? O senhor tem mão esquerda e perna esquerda, o senhor é algo a mais do que uma posição política partidária’.” (Flávio Dino)

No mesmo dia, Jair Bolsonaro deu declarações completamente opostas e usou a palavra “pacificação” depois da tragédia. Ele escreveu no X:

“As instituições têm papel fundamental na construção desse diálogo e desse ambiente de união. Por isso, apelo a todas as correntes políticas e aos líderes das instituições nacionais para que, neste momento de tragédia, deem os passos necessários para avançar na pacificação nacional. Quem vai ganhar com isso não será um ou outro partido, líder ou facção política. Vai ser o Brasil". 

Sobre o mesmo tema, o senador Gal Hamilton Mourão, direto da tribuna do Senado, convocou a sociedade brasileira para se unir e lutar contra os desmandos judiciários que o STF vem cometendo contra a democracia brasileira. Confira neste vídeo.





O Estreito de Magalhães

 

O Estreito de Magalhães, com 570 km de extensão, conecta os oceanos Atlântico e Pacífico no extremo sul da América do Sul. Descoberto em 1520 pelo explorador português Fernão de Magalhães, tornou-se uma rota essencial para a navegação antes da construção do Canal do Panamá. É a maior e mais importante passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Situa-se entre o continente a norte e a Terra do Fogo e cabo Horn a sul. 

Apesar de seus desafios, como o clima rigoroso e as águas imprevisíveis, o estreito continua sendo uma via estratégica na navegação global, destacando sua importância histórica e geográfica.

Dentre as características gerais, a profundidade da água varia de 1.000 m a 4.000 m, e o canal é formado por infinitas enseadas, fiordes, bancos de areias, falsas passagens e baías. A passagem possui de 3 a 32 km de largura, é de difícil circulação, possui um curso cheio de obstáculos, ventos fortes de 55-60 nós, além do clima instável e suscetível a constantes tempestades, por isso o Estreito é tido como uma região de complicada navegação.

Também chamado de Região dos Magalhães, o Estreiro é dividido por águas territoriais do Chile e da Argentina, região situada entre a zona continental e a zona antártica, mais tarde foi rota para famosos pesquisadores e cientistas como Francis Drake e Charles Darwin, a bordo do barco Beagle que percorreu inúmeras regiões por quatro anos e nove meses, estudando variedades geológicas, fósseis e organismos vivos, e que deu origem a Teoria da Evolução das Espécies, utilizada até hoje.




























22 novembro 2024

'Kids Pretos' e Golpe: PF usa especulações para acusar plano contra Moraes

Conforme anunciado pelo próprio David Ágape, jornalista investigativo, agora há pouco foi publicada sua análise detalhada sobre a investigação da Polícia Federal envolvendo os "Kids Pretos" e a tentativa de Golpe de Estado, com detalhes que parecem ter passados despercebidos durante a investigação. Entre eles, Ágape destaca:

"A investigação ocorre no âmbito do Inquérito das Milícias Digitais (INQ 4874), instaurado por Alexandre de Moraes como um desdobramento dos Inquéritos das Fake News e dos Atos Antidemocráticos.

Para manter o controle sobre todas as operações, Moraes reúne questões distintas e desconexas, como a fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro, o caso das joias sauditas e os ataques às vacinas contra a Covid-19.

Embora essa estratégia lhe conceda amplos poderes com prazos indefinidos, ela pode acabar sendo a sua ruína. Tudo irá desmoronar como um castelo de cartas assim que a primeira ação for invalidada. E o impacto não se limitará a este inquérito, mas poderá atingir outros processos correlatos.

E já há dezenas, senão centenas, de irregularidades apontadas nessas investigações e operações. Hoje as instituições têm sido lenientes com as ações de Moraes, usando-o como bucha de canhão. Mas, e quando se intensificar a pressão internacional diante de tantas violações dos direitos humanos, especialmente nesta nova era Trump/Musk? O sistema, então, irá cuspí-lo como um caroço de laranja."

O texto completo poderá ser acessado clicando-se neste link.

20 novembro 2024

As atrocidades de uma guerra (cenas fortes)

Vídeo mostra soldados russos assassinando 10 soldados ucranianos que eles fizeram como prisioneiros de guerra na região de Kursk, na Rússia.


A região de Kursk é russa e foi tomada pela Ucrânia em represália a ocupação de área ucraniana ocupada pela invasão russa desde o início da guerra.


Uma nova fase

A guerra na Ucrânia está aumentando rápida e imprevisivelmente. A Ucrânia agora está usando mísseis dos EUA, da Inglaterra e da França para atacar dentro da Rússia, após permissão dos respectivos chefes de Estado neste fim de semana, após a Rússia ter recrutado mais de 10.000 soldados da Coreia do Norte para tentar recuperar Kursk.

Os mísseis específicos, conhecidos como ATACMS, não têm alcance para atingir Moscou. As autoridades americanas não querem ver ATACMS voando no Kremlin. Em vez disso, a Ucrânia pode usar os mísseis para enfraquecer os avanços russos e manter território em Kursk e em outros lugares.

Em reação a Rússia aumentou a ameaça de armas nucleares. Também sacrificou milhares de tropas para tomar mais território no leste da Ucrânia, alcançando seus maiores ganhos em mais de dois anos.

Ao mesmo tempo, comenta-se que o fim da guerra parece mais próximo do que nunca. Donald Trump prometeu negociar uma trégua rapidamente assim que assumir o cargo em janeiro. Dado o quanto a Ucrânia depende dos Estados Unidos, Trump pode forçar a Ucrânia a aceitar um acordo.

Essas coisas — as recentes escaladas e um possível fim da guerra — estão relacionadas. Enquanto a Rússia e a Ucrânia se preparam para um potencial acordo de paz, elas estão trabalhando para melhorar suas posições de negociação. Essa realidade deu início a uma fase perigosa e urgente da guerra, embora possa durar apenas alguns meses.

Dessa forma, os eventos recentes na Ucrânia podem ser resumidos como uma série de escaladas. Depois que a Ucrânia perdeu território em sua frente oriental, ela abriu uma frente norte no verão passado na região russa de Kursk. Ela tomou território russo pela primeira vez na guerra e conseguiu manter a terra.

Trump indicou que não oferecerá o mesmo nível de apoio militar à Ucrânia que Biden ofereceu. Ele quer acabar com a guerra o mais rápido possível. Ele provavelmente tentará forçar ambos os lados a negociar algum tipo de trégua, mesmo que a Ucrânia não recupere todo o seu território no processo.

Isso significa que a Ucrânia está ficando sem tempo para melhorar sua posição de negociação. Se ela puder manter partes de Kursk, talvez possa negociar a área por mais de seu território oriental mantido pela Rússia. Em outras palavras, a força da Ucrânia na mesa de negociações depende de se defender das tropas russas e norte-coreanas nos próximos meses.

A Rússia também está tentando melhorar sua própria mão. Ela avançou mais para o leste da Ucrânia, apesar das perdas impressionantes. (Até o mês passado, a guerra já tinha deixado de 600.000 a 700.000 soldados russos mortos ou feridos, estimam autoridades ocidentais.) A Rússia continua sua campanha brutal sabendo que cada centímetro de terra que reivindica agora pode ser mantido para sempre.

Tudo isso se soma a um paradoxo: a paz pode estar chegando, mas a luta pode ficar mais sangrenta à medida que ambos os lados tentam se posicionar para um acordo de paz mais favorável.

Atualização

21/11/2024 - hoje a Rússia lançou um míssil balístico intercontinental ICBM, não nuclear, contra a Ucrânia. É a primeira vez que uma arma desse tipo é lançada contra outro país em uma guerra. O míssil atingiu a cidade ucraniana de Dnipro.