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24 dezembro 2022

Folha elogia Governo Bolsonaro e faz crítica ácida ao novo governo do PT

"Visão obsoleta e corporativismo minam a confiança antes da posse de Lula"


Em editorial, publicado nesta sexta-feira (23), a Folha de São Paulo reconhece que "o cenário econômico transformou-se para melhor" em 2022 e alerta que a frente ampla que ajudou Lula a chegar ao poder deve encarar a realidade: Lula 3 repete os erros de Dilma Rousseff

Em Retomada em risco, a Folha destaca que neste ano "o crescimento mostrou ritmo além do esperado, com o PIB avançando acima dos 3%, e o emprego teve retomada vigorosa. A inflação deixou o patamar de dois dígitos e se encontra em trajetória de queda mais adiantada que a de países ricos. A dívida pública voltou ao patamar pré-pandemia".

O jornal, no entanto, pondera que existe a necessidade de ajustar o Orçamento para melhor amparar as famílias carentes, aponta que os juros reais estão elevados e entende que a perspectiva da atividade econômica é de desaceleração.

"A estratégia correta seria uma intervenção prudente na despesa pública, limitada ao suficiente para assegurar a assistência social. A responsabilidade fiscal facilitaria a queda da inflação e dos juros, e a economia poderia recobrar o crescimento sustentável, crucial para a redução da pobreza", diz o editorial.

Na opinião do jornal, no entanto, os petistas "trataram de mais que duplicar a alta recomendável do gasto já no primeiro ano de Lula e a recuperar o discurso envelhecido de 40 anos atrás contra as privatizações —como se não fosse importante estancar a sangria dos cofres públicos com as estatais ineficientes e aumentar o investimento em infraestrutura e saneamento básico".

"Aí se misturam conveniências políticas, compromissos com as corporações da máquina estatal e, pior, a crença pueril de que a prosperidade só pode ser alcançada com expansão contínua do Estado", acrescenta o editorial.

"Por ora, só se viu a opção pela gastança, que quando muito produzirá um impacto de curto prazo na atividade produtiva. Para, na sequência, colherem-se mais inflação, juros e endividamento, com o consequente impacto negativo no emprego", aponta a Folha.

A publicação de editorial na primeira página não é usual


O editorial lembra que "eleito com margem mínima de votos, Lula tem menor margem para erro" e que o cenário macroeconômico é o oposto de seu primeiro mandato.

"Não poderá contar com um cenário internacional favorável como o de duas décadas atrás —ao contrário, o mundo desenvolvido registra inflação inaudita, juros crescentes e a possibilidade de recessão. Tampouco a desculpa da 'herança maldita' encontrará eco além das hostes petistas", conclui o jornal.

22 dezembro 2022

RETROCESSO. IREMOS VIVER MAIS UMA DÉCADA PERDIDA?

O ex-presidiário anunciou nesta quinta-feira (22) mais 16 ministros para o próximo governo. Ao todo, serão 37 ministérios. Uma reprodução de administrações anteriores do PT e, novamente, uma demonstração de desorganização do Estado que, no passado, nos deixou um estoque infernal de miséria e pobreza, de acordo com a matéria publicada na Folha de São Paulo. Em palavras na direção do governo Bolsonaro, a equipe de transição, traduziu a herança deixada pelos governos petistas.

“A desconstrução institucional, o desmonte do Estado e a desorganização das políticas públicas são fenômenos profundos e generalizados, com impactos em áreas essenciais para a vida das pessoas e para os rumos do país.”

Um diagnóstico perfeito sobre o período de governo, não do Bolsonaro, mas do próprio PT. O relatório com cerca de 100 páginas (30 apenas com os nomes dos integrantes das comissões). Muita gente para nenhuma proposta.

Na área de educação ocorreu o mesmo, tendo seus resultados sido publicados em um livrotestemunhando a deterioração do ensino fundamental público por pura desonestidade dos governantes.

Na área de infraestrutura, nada melhor do que os - trilhos - para ilustrarem as heranças malditas do PT. 

Muitas "viagens". É o caso, por exemplo,  das ferrovias que ligariam a Norte-Sul a Goiás e ao litoral da Bahia, durante o governo Lula, do PT. Posteriormente, Dilma Rousseff passou a ampliar esse enredo ao "viajar" na ideia do trem-bala, aquele que estaria pronto para ligar São Paulo ao Rio já na Copa de 2014. No mesmo embalo, ela surgiu com a história do trem do Peru, que ligaria o centro do Brasil ao Pacífico passando em parte pela Amazônia e pelos Andes, "corredor da exportação agropecuário" por onde nem os agropecuaristas querem correr. 

Mas essa "equipe", agora em 2022, ganhou mais um reforço. E que reforço. Confira na íntegra o artigo, "O monotrilho", publicado no Estadão, pelo ex-ministro do trabalho, Almir Pazzianotto, o relato da herança deixada pelo ex-governador Geraldo Alckmin. Sim ele mesmo, que também voltou à cena do crime. 

O PT nos condenou a viver algumas décadas perdidas. Iremos viver mais outra? Não há a menor dúvida, caso o ex-presidiário suba novamente a rampa do Planalto. É o que reforça os nomes, anunciados nesta manhã, que se juntarão ao grupo na condução desse desastre.

PS.: Durante o programa Oeste Sem Filtro, desta 2a. feira (26/12), foi lido o prontuário de alguns componentes da quadrilha que está retornando à cena do crime, conforme certa vez acusou o Geraldo Alckmin. youtu.be/VWzx5gBq4ew

Vamos as nomes. Anteriormente tinham sido anunciados os seguintes ministros:

  • Fernando Haddad, na Fazenda;
  • Rui Costa, na Casa Civil; 
  • Flávio Dino, na Justiça e Segurança Pública; 
  • José Múcio, na Defesa; 
  • Mauro Vieira, nas Relações Exteriores.
Futuros Ministros anunciados hoje:

  • Advocacia Geral da União (AGU) – Jorge Messias (procurador da Fazenda Nacional);
  • Ciência, Tecnologia e Inovação – Luciana Santos (presidente do PCdoB);
  • Controladoria Geral da União (CGU) – Vinícius Marques de Carvalho (Advogado e professor de direito comercial da USP. Ex-presidente do Cade);
  • Cultura – Margareth Menezes (cantora);
  • Desenvolvimento, Indústria e Comércio – Geraldo Ackmin (vice-presidente eleito);
  • Desenvolvimento Social – Wellington Dias (ex-governador do Piauí);
  • Direitos Humanos – Sílvio Luiz Almeida (Professor da Universidade de Columbia (EUA) e Fundação Getulio Vargas)
  • Educação – Camilo Santana (ex-governador do Ceará);
  • Gestão –  Ester Dweck (Professora Associada do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro)
  • Igualdade Racial – Anielle Franco (professora);
  • Mulher – Cida Gonçalves (ex-secretária Nacional da Violência contra a Mulher);
  • Portos e Aeroportos – Márcio França (ex-governador de São Paulo);
  • Saúde – Nísia Trindade (presidente da Fiocruz);
  • Secretaria Geral de Governo – Márcio Macedo (deputado federal PT-SE);
  • Secretaria de Relações Institucionais – Alexandre Padilha (deputado federal PT-SP);
  • Trabalho – Luiz Marinho (ex-prefeito de São Bernardo-SP);

21 dezembro 2022

CÚMPLICE MORAL ARREPENDIDO

Decorridos apenas 50 dias da proclamação do resultado eleitoral, o número de cúmplices morais arrependidos tem crescido substantivamente. Esses cúmplices, em sua maioria se encontram entre os que compõem a classe denominada de elite: intelectuais, e/ou políticos de largas tradições, e/ou de gente graúda do mercado financeiro, e/ou da mídia envelhecida, etc, etc, etc.

E todos os seus componentes sabem que seus arrependimentos não serão eficazes. Ou seja, não irão impedir a consumação dos previsíveis resultados que já começaram a ser anunciados pelo agente, imediatamente após a proclamação do resultado eleitoral, no último dia 30 de outubro.

Por enquanto, os arrependimentos têm como motivação os infelizes anúncios no plano econômico, como a lei das estatais e a PEC da transição, (liberação do teto de gastos) hoje aprovada no Congresso, os nomes divulgados para compor a equipe de governo e a decepção de alguns que se viram excluídos de tal equipe.

Logo, logo outros motivos entrarão em cena como, por exemplo, a denominação de governo Dilma-2, seguida de, novamente, uma superabundância de provas e documentos da criminalidade como aquelas que ocorreram nos 14 anos de governos petistas deste século.

Também não é novidade a certeza de que todos da extensa equipe de governo, já contam com a renitente indiferença do judiciário, que se tem demonstrada cada vez mais atuante.

Afinal, com o principal agente eleito e/ou nomeado, não há mais o que se discutir sobre se o crime compensa e que a mentira é a verdade.





20 dezembro 2022

PLATEIA PROTESTA DURANTE DIPLOMAÇÃO DE ELEITOS NO DF

Ontem, durante a diplomação dos eleitos no Distrito Federal, se ouviu por um bom tempo o que o ex-presidiário e sua quadrilha (o STF/TSE também) já ouvem, há um bom tempo, de brasileiros, estejam eles no Brasil ou no exterior.

Hoje, durante o programa Oeste Sem Filtro, o assunto foi comentado com a reprodução do ocorrido ontem e comentado, neste trecho do vídeo, pelo Augusto Nunes.

Como disse o Augusto, é isto que os componentes da quadrilha ouvirão pro resto de suas vidas e, no futuro, pelas novas gerações que se interessarem pela história política de nosso País.

Lamentável e triste para a história do Brasil e de seu povo.








A IRRESPONSABILIDADE EM NOME DOS POBRES

Mais uma vez os pobres foram utilizados para justificar desmandos que ocorrem no Brasil. Conhecemos mais aquelas de cunho político por terem maior divulgação. 

Há poucos dias Lula sugeriu que responsabilidade fiscal é incompatível com a responsabilidade social, como se a primeira não fosse precondição para concretizar a última.

“A gente não cuida do pobre se ficar vendo estatística. Se ficar olhando para o orçamento, se ficar olhando para a política fiscal do governo, sempre haverá uma prioridade acima dos pobres.”

Ora, Lula, é precisamente o contrário. Para cuidar dos pobres, ou, melhor, tirá-los de vez da pobreza, é essencial olhar para o orçamento e a política fiscal. 

A razão é óbvia. Para fazer políticas sociais, sobretudo a mais eficaz e duradoura delas, a geração de empregos, é preciso ter dinheiro para investir, o que não foi feito nos 14 anos de governo do PT, 2003-20016, e que resultou num infernal estoque de pobres, conforme veremos a seguir:

  • famílias com rendimentos de R$ 0 até R$ 77: 38.919.660 pessoas; 
  • famílias com rendimentos de R$ 77,01 até R$ 154: 14.852.534 pessoas; 
  • famílias com rendimentos de R$ 154,01 até meio salário mínimo: 19.554.985 pessoas. 

Pode até haver mais, porque o cadastro inclui 7,8 milhões de pessoas que ganham mais que meio salário mínimo. 

Contudo, nos dias atuais, essa posição no pódio da hipocrisia está ameaçada, não pelos que roubam galinhas, como muitas vezes são chamados os pobres em nosso País, mas por aqueles que estão destruindo a harmonia entre os poderes de nossa República, portanto, a nossa democracia.

Neste domingo (18) com o mesmo argumento de Lula, o ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu dispensar o papel do Congresso Nacional para aprovar proposta de emenda Constitucional que autorizasse o futuro governo a relativizar o Teto de Gastos para pagar os R$600 aos beneficiados do Auxílio Brasil, em mais uma decisão irresponsável da Suprema Corte.

O Congresso vai perdendo sua importância, como ocorre em todo regime totalitário e, portanto, está se destruindo a necessária harmonia entre os poderes, condição essa indispensável para vivermos em uma democracia.


19 dezembro 2022

A RENDIÇÃO SEM LUTA

Nossos generais parecem estar flertando com uma rendição sem luta

Vai se desenhando um governo por decreto, autoritário, irresponsável, populista ao extremo e chancelado pelo Supremo.

O Congresso vai perdendo sua importância, como ocorre em todo regime totalitário.

Em mais uma decisão monocrática e política, o STF decidiu dispensar o papel do Congresso Nacional para aprovar proposta de emenda Constitucional que autorizasse o futuro governo a relativizar o Teto de Gastos para pagar os R$600 aos beneficiados do Auxílio Brasil (ou Bolsa Família).

De acordo com liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, neste domingo (18), os recursos destinados a esse pagamento não apenas estão “fora do teto de gastos” como pode ser feita por decreto ou medida provisória de “abertura de crédito extraordinário”.

A decisão do ministro inaugura uma espécie de governança em dobradinha, que pode garantir ao futuro governo superar as eventuais dificuldades impostas pelo Congresso ou pela Constituição.

Mais uma vez, o pedido que caiu como uma luva para os interesses do futuro governo do PT foi produto de uma ação movida pelo Rede Sustentabilidade, o mesmo partido que nos últimos três anos emplacou no STF quase duas dezenas de decisões que criaram dificuldades ou anularam atos do governo de Jair Bolsonaro.

Na decisão que provocou euforia entre os petistas, o ministro Gilmar Mendes sustentou:

– “Reputo juridicamente possível que eventual dispêndio adicional de recursos com o objetivo de custear as despesas referentes à manutenção, no exercício de 2023, do programa Auxílio Brasil (ou eventual programa social que o suceda (…) pode ser viabilizado pela via da abertura de crédito extraordinário (…), devendo ser ressaltado que tais despesas (…) não se incluem na base de cálculo e nos limites estabelecidos no teto constitucional de gastos”.

Portanto, ao decidir, sozinho, que Lula pode desrespeitar o Teto para pagar o Auxílio Brasil, sugerindo ainda que todo direito fundamental fique fora do limite, Gilmar Mendes acaba de vez com o Teto de Gastos, e o Congresso fica ainda menor. 

Não há mais nenhuma dúvida. Quem governa o país é o Supremo e os nossos generais parecem estar flertando com uma rendição sem luta.


17 dezembro 2022

O QUE EXPLICA A CONFUSÃO NA AMÉRICA LATINA?

Em entrevista exibida pela Globo News em 2009, Luiz Felipe Lampreia, ex-ministro das Relações Exteriores, diagnosticava:

"O que explica a confusão da América Latina é o Foro de São de Paulo". Ele tinha razão.

 O Foro de São Paulo é uma organização que reúne de maneira promíscua partidos políticos, organizações terroristas e grupos narcotraficantes.

Fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro, seus integrantes prometiam reconquistar na América Latina o que havia perdido no Lesta Europeu. Seu objetivo era traçar estratégias comuns e lançar "novos esforços de intercambio e de unidade de ação como alicerces de uma América Latina livre, justa e soberana". 

A unidade estratégica dessas organizações visava tomar o poder em todo o continente, criando uma frente de governos socialistas em oposição aos EUA.

Duas décadas depois, o Foro de São Paulo governava 16 países nos quais aplicava a mesma agenda de aparelhamento do Estado:

  • Infiltração no judiciário
  • Limitação das liberdades civis
  • Relaxamento no combate ao narcotráfico
  • Perseguição da oposição e da imprensa livre

Não é difícil para o leitor deste artigo identificar quais governos no Brasil seguiram à risca esse planejamento e que já o renovaram e o atualizaram para o exercício de um novo mandato, prestes a se iniciar após a realização de nebulosas eleições, cujos bordões a população brasileira tem quotidianamente ouvido: "Perdeu, mané"; "Missão dada é missão cumprida".

Os efeitos práticos dessa solidariedade política ficam claros quando observamos a submissão dos governos e partidos às diretrizes do Foro, em detrimento dos interesses nacionais, como ilustram alguns exemplos da política brasileira quando o PT estava no governo e que, agora, já se anuncia que serão reprisados.

1) Em 2005, o representante das FARC no Brasil, Olivério Medina, foi preso numa ação conjunta entre a PF e a Interpol. Medina era procurado na Colômbia por diversos crimes - homicídio, sequestro e contrabando de armas - e o governo colombiano pediu sua extradição. Lula não apenas negou o pedido como concedeu ao terrorista o status de refugiado político. Logo depois, a esposa de Medina, Ângela Maria Slongo, foi ocupar um cargo de confiança no Ministério da Pesca, a pedido de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.

2) Em maio de 2006, Evo Morales estatizou duas refinarias da Petrobras na Bolívia, depois de ocupadas e tomadas pelo exército boliviano. O governo brasileiro respondeu o coraleiro com um afago e, dois anos depois, Lula anunciava um empréstimo de US$ 320 milhões a Morales para a construção de uma rodovia.

3) Em 2011, Dilma Rousseff anunciou mudanças no Tratado de Itaipu, atendendo a um pedido de Fernando Lugo, então presidente do Paraguai e membro do Foro de São Paulo. A senadora Gleisi Hoffmann era a relatora da matéria no Senado e defendeu a aprovação das alterações, que fizeram triplicar a taxa anual paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia não usada da Usina de Itaipu, saltando de US$ 120 milhões para US% 360 milhões, irrigando assim com dinheiro brasileiro o caixa de um membro da organização continental.

4) A decisão do governo petista de trazer médicos cubanos ao Brasil, o programa Mais Médicos, foi uma das mais notáveis manobras do Foro de São Paulo para financiar a industria de "missões humanitárias" de Havana. Segundo dados levantados pela jornalista Graça Salgueiro, mais de 20 países recebiam serviços médicos de Cuba. Os países clientes pagavam pelo serviço ao governo cubano, que repassava apenas uma pequena parte do dinheiro aos médicos. Raul Castro arrecadava nada menos do que US$ 6 bilhões anuais  com o envio de médicos ao exterior. Calcula-se que o Brasil tenha enviado centenas de milhões de dólares aos cofres cubanos com a importação dos médicos, que trabalhavam sob um regime análogo à escravidão. E o dinheiro que poderia ter sido investido no sistema público de saúde brasileiro foi financiar uma ditadura comunista.

Mas esses são apenas alguns exemplos que estão retornando à pauta do próximo governo petista e, pelo que já se ouviu dizer, com ênfase ainda mais acentuada, tendo em vista pronunciamentos antecipados de presidentes de países que confirmaram presença na solenidade de posse marcada para 01 de janeiro de 2023 no Palácio do Planalto.


Fonte principal: Foro de São Paulo, Olavo de Carvalho, CEDET, Campinas, 2022.



LULA NÃO ENGANOU NINGUÉM

Lula não enganou ninguém, visto ter ele tido a franca honestidade de dizer o que faria, com todas as letras, com o poder nas mãos ANTES das eleições. 

Declarou aos quatro cantos e ventos, o que e como faria com o Estado Brasileiro se chegasse ao poder, anunciando que petizaria as Forças Armadas, que criaria uma "Guarda Popular", lulopetista, à semelhança do que conhecemos de ditaduras implantadas na Europa e na América Latina no século passado, em países comunistas, fascistas e nazistas ...

"Lula, o PT e a esquerda já começam a viver o velho sonho de chefiar no Brasil um Estado policial como o que existe em Cuba, onde quem protesta contra o governo é espancado pela tropa de choque, jogado numa cela e condenado a 15 anos de prisão", escreveu J.R. Guzzo, na Oeste.

Aliás, nesse sentido, ele não precisou nem chegar ao poder. Outros aliados já se anteciparam de acordo com o que temos visto nos últimos meses, principalmente após o ditador de Brasília declará-lo como vencedor das eleições.



Portanto, não se pode responsabilizá-los por “surpreenderem” o eleitorado, aqueles que depositaram seus votos de fé nas urnas eleitorais, fraudadas ou não, porque votaram conscientes do quanto estavam fazendo.

Armínio Fraga foi um desses, revelando agora seu voto de desespero atual, por estar com medo de Lula e do que vai acontecer com a economia brasileira nos próximos anos, em virtude das mais recentes propostas anunciadas pelo PT, Lula e Haddad.




"Mais da metade do Brasil ora vive e viverá cada vez mais, uma “síndrome necrótica escrotal econômica, social e política”, pelo voto que, de forma fraudulenta e arranjada, está levando o Lula ao poder central." É o que se ler nas redes sociais.

O caminho econômico e social a ser empreendido pelo PT é, de fato, totalmente desastroso, sob todos os ângulos em que se analisa a questão, prescindido de Fraga para prever o abismo, no qual se imergirá os pobres, primeiro, e a classe média, depois, e brevemente, sabendo já que os ricos estão saindo do Brasil enquanto podem, até para evitar a caça às bruxas enquanto é tempo.

O PT quer gastar cerca de R$ 270 bilhões por ano, por quatro anos, querendo mexer na Lei da Responsabilidade Fiscal, derrubando o pilar central da estabilidade do Real, e da economia, e na Lei das Estatais, para regozijo de deputados e senadores alinhados, o que fez a Petrobrás perder cerca de R$ 210 bilhões de valor de mercado, o que equivale dizer que as finanças do Brasil acumulam prejuízos da ordem de R$ 480 bilhões de reais, ANTES da posse do Lula e seus mais de 400 ladrões.

15 dezembro 2022

LULA DERRUBOU AS ESPERANÇAS DA FOLHA DE SÃO PAULO

Não demorou muito, apenas duas semanas após a "eleição" do ex-presidiário, a Folha publicou um editorial intitulado “Mau começo — Lula ignora que responsabilidade fiscal é social e mina confiança em seu governo”. 

Hoje, os donos do jornal, voltaram a se manifestar e se mostraram ainda mais pessimistas com o governo "eleito", reiterando o que já se publica abertamente: “Lula conseguiu derrubar grande parte das esperanças de que seu governo iria adotar uma política econômica racional e socialmente responsável”.

Bom, para a maioria dos brasileiros, cerca de 70% de sua população, e que muitos deles não viram seus votos computados adequadamente, na mais nebulosa das eleições ocorrida no Brasil, não existe nenhuma surpresa nos anúncios feitos pela quadrilha do PT.

*  *  * 

O PIOR DO PT

Investida contra Lei das Estatais soma desfaçatez à corrida por cargos e gastos 


Editorial da Folha de São Paulo - 15 de dezembro de 2022

Os sinais até aqui apresentados pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para a gestão da economia e das finanças públicas se limitam ao que de pior se conhece das administrações petistas.

O partido correu a apossar-se dos cargos mais importantes já distribuídos. Apresentou uma proposta de aumento desmesurado de despesas que, tudo indica, não passou pelo escrutínio de especialistas de outras correntes de pensamento. Ao se manifestar, Lula assume um tom de desafio arrogante ante a má repercussão das decisões.

Ao que já era temerário acrescentou-se a desfaçatez com a investida contra a Lei das Estatais, na calada da noite desta terça-feira (13), a fim de facilitar a nomeação de um companheiro de campanha eleitoral para o comando do BNDES —o banco oficial de fomento que protagonizou desastres intervencionistas nos governos do PT.

A legislação aviltada de modo sorrateiro e casuístico pela Câmara dos Deputados fora aprovada em 2016 para evitar, justamente, que a ingerência politiqueira voltasse a arruinar as empresas controladas pelo Tesouro Nacional.

Para a manobra, petistas se juntaram à maioria fisiológica da Casa e contaram até com a boa vontade de bolsonaristas, todos irmanados na busca por verbas pouco transparentes e cabides de emprego.

Com o anúncio bravateiro de que acabarão as privatizações no país, Lula se dirige aos seus —sindicalistas, ideólogos do estatismo e políticos interesseiros. Não se esperava nada diferente, mas o restante do país merece um debate acima desse populismo rasteiro.

A contrapor essa saraivada de más indicações há apenas declarações vagas do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em favor da responsabilidade fiscal, além de promessas de empenho por uma reforma tributária de complexa negociação e resultados de longa maturação.

O que foi dito e feito em menos de dois meses desde o desfecho das eleições, porém, já bastou para pôr em risco o ciclo de retomada da atividade produtiva e do emprego —a surpresa positiva do ano.

Já houve degradação das projeções para a inflação e as taxas de juros no próximo ano. O Banco Central já alertou para o impacto do desarranjo orçamentário na alta dos preços. Empresários, que geram empregos e impostos, não esperam que o pior se torne fato consumado antes de paralisar investimentos e contratações.

Se não reconhecer que há avanços a preservar, como soube fazer há 20 anos, Lula subordinará a política econômica a obsessões ideológicas e conveniências partidárias. Encurta-se o tempo para demonstrar que aprendeu algo com seus acertos do passado.

14 dezembro 2022

A HERANÇA DE BOLSONARO INDO RAPIDAMENTE PRO LIXO

O  Brasil está nos estágios iniciais do que pode vir a ser uma longa e sinistra viagem

As estatais, que segundo um ex-presidiário foram “destruídas” por Bolsonaro, vão fechar o ano de 2022 com R$ 250 bilhões de lucro — cifra que jamais foi atingida anteriormente.

Só a Petrobras que teve um lucro líquido superior a R$ 100 bilhões em 2021, deve se repetir em 2022. Um recorde histórico. Em 2022, a Petrobras, sozinha, recolheu à União e aos Estados mais de R$ 400 bilhões (ou 4% do PIB) em royalties, dividendos e impostos, tendo contribuído sobremaneira para a melhora da dinâmica da dívida pública, ao mesmo tempo em que se tornou uma companhia extremamente rentável. Infelizmente, esse período parece ter se encerrado. 

No tempo de Lula e Dilma, foi tão roubada e deu tanto prejuízo que quase quebrou.

O trabalho de recuperação feito nos últimos anos em benefício das estatais está correndo o risco de ser jogado no lixo.

Ontem foram dados os primeiros passos após a Câmara dos Deputados, que já se tornou despachante do STF e agora do novo governo, acaba de aprovar mudanças inadequadas na Lei das Estatais para permitir que o Aloizio Mercadante (o Aracaju da planilha da Odebrecht) assuma a presidência do BNDES e do seu caixa bilionário. 

E o problema não é só Mercadante — um dos grandes mestres-salas da ruína econômica da era Lula-Dilma, e promessa viva de novos desastres antes mesmo de assumir seu cargo. 

As mudanças abrem a porteira para dezenas de figuras iguais a ele, ou piores ainda, assumirem o comando das estatais. A presidência da Petrobras, por exemplo, pode ser entregue a um deputado do PT; é o que já se anuncia. 

Petrobras volta a sangrar como foi sangrada no petrolão 

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) operavam em forte queda de 10,14% às 15h50 desta quarta-feira (14), cotadas a R$ 24,20. A queda foi a maior registrada desde a década de 1980, de acordo com a Economática, enquanto no resto do mundo as petrolíferas tiveram alta. E o Banco do Brasil, que bombava, desabou de R$47 para R$31.

Os papéis da Petrobras registraram, até o momento, cotação máxima de R$ 26,36 e mínima de R$ 23,61, um dia após a divulgação de anúncios políticos.

O ativo atingiu baixa de 9,40% somente em 27 de abril de 1989, de acordo com a plataforma sobre empresas listadas na Bolsa.

A DIPLOMAÇÃO DA IMPUNIDADE

        A semana começou com mais um capítulo previsto na cartilha das otoridades do País, cujo conteúdo determina a eliminação da lei que estabelecia o cumprimento de pena de prisão para os réus criminais condenados em segunda instância, com o objetivo de tirar um presidiário da cadeia e, em seguida, anular as ações penais existentes contra ele, incluindo sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro — e conduzi-lo à presidência da República, em eleições bastantes nebulosas. 

        Bom, o ex-presidiário recebeu o seu diploma. O diploma da impunidade como bem definiu Ana Paula Henkel. Dê uma olhada no vídeo abaixo e nos comentários do Roberto Motta.


De diploma nas mãos para fazer o que já fizeram

        Para isso, um dos passos dados foi dado na Câmara dos Deputados, na calada da noite do dia 13/12, ao aprovar, a toque de caixa, por 223 a 123 votos, a "Emenda Aloizio Mercadante", enxertada no projeto de lei de publicidade de estatais, reduzindo de 36 para apenas 1 mês a quarentena para dirigentes partidários assumirem direção de estatais, que o permitirá assumir o comando do BNDES. É a concretização do retorno da quadrilha à cena do crime.

"A alteração na Lei da Estatais é um retrocesso histórico. Saímos de um país avançado que tem estatais, para uma república de bananas, cujas estatais servirão de cabide de emprego para político derrotado e seus afilhados", Sen Tasso Jereissati.

        Mas não se trata apenas de cargos. Trata-se, também, como dissemos acima, do projeto de lei de publicidade de estatais. O projeto aumentou de 0,5% para 2,0%, portanto, quatro vezes mais o valor a ser depositado nas empresas amigas do diplomado, cerca de R$ 20 bilhões.

        Constatamos ainda que o diplomado, em seus anúncios dos componentes de sua "equipe" não inova. Nela encontramos integrantes de uma obesa equipe, registradas no departamento de operações estruturadas, responsável pela distribuição de propinas da Odebrecht, num esquema de corrupção que chocou o mundo, conforme nos revela o livro "A ORGANIZAÇÃO", da jornalista Malu Gaspar. Nesses registros estão Gleisi Hoffmann, conhecida pelo codinome “Amante”,  Paulo Bernardo (“Filósofo”), Aloizio Mercadante (“Aracaju”) ...

        Em outras matérias publicadas em diversos veículos de comunicação, em passado recente, se ver manchetes que consumiram inadequadamente recursos públicos oriundos do BNDES. 


        Portanto, o que estamos presenciando pode ser considerado, para se dizer o mínimo, como o maior deboche feito a um brasileiro de bem.


O ESPELHO DE NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA

Varig: A Caixa-Preta do Brasil  é um imperdível filme documentário, produção original da Brasil Paralelo, que retrata a jornada da primeira multinacional brasileira, a maior empresa de aviação já existente no País e que, à época, estava entre as três maiores do mundo.

O espelho da
nossa própria história 

A história da Varig vai muito além do que a da companhia. Ela nos mostra a face desastrosa de um país que, neste momento, está novamente à mercê da mesma quadrilha que ajudou a destruí-la, enquanto atendia a demanda das lideranças do Foro de São Paulo, espalhadas mundo afora.



Nessa direção, a Câmara dos Deputados acabou de aprovar, a toque de caixa, por 223 a 123 votos, a "Emenda Aloizio Mercadante", enxertada no projeto de lei de publicidade de estatais, reduzindo de 36 para apenas 1 mês a quarentena para dirigentes partidários assumirem direção de estatais, que o permitirá assumir o comando do BNDES. É a concretização do retorno da quadrilha à cena do crime.

O bordão "Brasil é o país do futuro" nasceu com uma visão promissora para o País, mas logo tornou-se o "lugar comum" para concluir a ideia de que não conseguimos evoluir em praticamente todos os aspectos e ficamos esperando por um futuro que nunca chega.