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22 dezembro 2024

O que está por trás do colapso no Brasil

Neste domingo (22), o artigo de Mary Anastasia O'Grady, publicado no Wall Street Journal sob o título “O que está por trás do colapso no Brasil”, destaca a crise econômica e institucional enfrentada pelo país sob o governo Lula.

O'Grady comenta sobre a decomposição da economia e ressalta as crescentes preocupações com o enfraquecimento das instituições democráticas no Brasil.

Sobre as relações entre os poderes executivo e judiciário, O'Grady disse que Lula foi beneficiado por decisões judiciais controversas que anularam suas condenações por corrupção, permitindo sua candidatura em 2022 e reforça as sinalizações de uso do sistema judiciário para minar adversários possíveis candidatos nas eleições de 2026..

 O artigo conclui alertando para o risco de o Brasil se tornar um estado totalitário de partido único, enquanto investidores, diante desse cenário, optam por retirar capital do país.

Abaixo a tradução completa do referido artigo. Boa leitura.

*. *. *

Os investidores saíram do Brasil na semana passada, enviando sua moeda, o real, para níveis historicamente baixos e o risco-país disparando. As ações brasileiras despencaram. O pânico veio após meses de deterioração nas perspectivas para o fisco brasileiro. A Reuters relatou na quarta-feira à noite que o índice MSCI Brasil denominado em dólar havia "caído mais de 30% desde o início do ano".

O gatilho para a rodada mais recente de vendas na nona maior economia do mundo foi um pacote de impostos e gastos diluído que ficou muito aquém do necessário para fechar um buraco enorme no orçamento. Com um déficit nominal de 9,5% do produto interno bruto, mais que o dobro do que era quando o presidente Luiz Inácio "Lula" da Silva assumiu o cargo há dois anos, e nenhum plano confiável para dimensioná-lo corretamente, o Brasil enfrenta uma profunda crise fiscal.

Não é a única coisa com que os investidores brasileiros devem se preocupar. A má gestão das contas do governo e da economia, em uma democracia, normalmente sugere que o partido no poder está prestes a levar uma surra na próxima eleição. Veja Joe Biden. Mas isso pressupõe instituições confiáveis ​​e o estado de direito, e ambos estão em dificuldades no Brasil.

O banco central aumentou a taxa de empréstimo overnight em 100 pontos-base para 12,25% em 11 de dezembro e vendeu dólares alguns dias depois em um esforço para sustentar o real. Mas quando a "reforma" rendeu muito pouco na semana passada, os investidores novamente se dirigiram para as saídas. Na quarta-feira, a moeda brasileira caiu mais de 20% em relação ao dólar para 2024. Ela se fortaleceu na sexta-feira depois que o banco central gastou bilhões de dólares a mais tentando sustentá-la, mas a previsão continua negativa com novos aumentos nas taxas de juros esperados em 2025.

A economia cresceu 3% este ano, não o suficiente em uma economia em desenvolvimento para tirar as pessoas da pobreza. Pior, esse crescimento estava vinculado a um estímulo fiscal insustentável. Na quinta-feira, o Goldman Sachs disse que "as autoridades estão rapidamente perdendo graus de liberdade para administrar a macroeconomia e os temores de uma armadilha de 'domínio fiscal' estão aumentando". O que quer dizer que o Brasil corre o risco de se tornar um país onde o banco central é pressionado a definir políticas em resposta à generosidade do governo, em vez de visar uma moeda sólida.

A próxima eleição presidencial é em outubro de 2026, então Lula tem tempo para endireitar o navio. Mas não está claro se um real estável e contenção de gastos são as principais preocupações dele. Ele é um populista de esquerda cuja única receita para vencer eleições competitivas exige carne de porco. Agora que o orçamento está esgotado, espera-se que ele e seu partido façam maior uso de seu controle sobre a Suprema Corte, autoridades eleitorais, promotores e polícia federal.

A influência de Lula no tribunal superior é aparente. Em 2021, anulou sua condenação por corrupção, que havia sido confirmada duas vezes por tribunais inferiores. Usou um tecnicismo somente depois que o prazo de prescrição expirou e ele não pôde ser julgado novamente. Isso permitiu que ele concorresse à presidência em 2022.

A polícia federal, equivalente ao Federal Bureau of Investigation dos EUA, alegou que o ex-presidente Jair Bolsonaro faz parte de um grupo criminoso que tentou mantê-lo no cargo mesmo depois de ele ter perdido para Lula em 2022. Os promotores ainda não acusaram o Sr. Bolsonaro e ele mantém sua inocência. Mas o esforço para condená-lo no tribunal da opinião pública é inconfundível. Um tribunal eleitoral o proibiu de concorrer ao cargo até 2030.

A polícia federal está atrás de outras figuras da oposição. Uma vítima é o congressista Marcel Van Hattem, um crítico declarado do alcance excessivo da Suprema Corte e agora sujeito a uma investigação por seu exercício de liberdade de expressão no plenário da legislatura. O Sr. Van Hattem denunciou a detenção ilegal de Filipe Martins, um insider de Bolsonaro que ficou detido por 183 dias sob o pretexto de que ele era um risco de fuga. Se Tom Homan, o czar da fronteira de Donald Trump, quiser limpar a burocracia da imigração dos EUA, ele poderia começar com uma investigação sobre quem falsificou um documento de entrada em Orlando, Flórida, que o Brasil usou para alegar que o Sr. Martins havia deixado o país ilegalmente em 2022.

Em agosto, Ronaldo Caiado, governador do estado brasileiro de Goiás, anunciou que poderia se candidatar à presidência em 2026. O homem de 75 anos é um político experiente com forte apoio de interesses agrícolas. Ele poderia ser um candidato conservador ainda mais popular do que o Sr. Bolsonaro. Não é de se surpreender então que em 11 de dezembro um órgão eleitoral regional o acusou de abuso de autoridade e o proibiu de concorrer a um cargo por oito anos.

Se os inimigos da liberdade converterem com sucesso o Brasil em um estado de partido único, os brasileiros podem ficar presos. Mas até que Brasília volte aos controles de capital, os investidores têm uma saída e provavelmente a aproveitarão.

ÊXODO DO ESTADO AZUL: DEMOCRATAS SUBSTITUEM CONTRIBUINTES EM FUGA POR MIGRANTES


Novos dados do Censo revelam que os redutos democratas só cresceram graças à migração estrangeira recorde, compensando a fuga doméstica em massa. A Califórnia (estado azul) perdeu 239.575 moradores para outros estados, mas ganhou 361.057 imigrantes, enquanto Nova York (idem) viu 120.917 fugirem e 207.161 migrantes chegaram. Flórida e Texas (vermelhos/republicanos) lideraram o crescimento real, cada um em torno de 2%, impulsionado por americanos que buscavam impostos mais baixos e melhores empregos. Suas taxas de desemprego? 2,4% em Miami versus 6% em Los Angeles. Os estados azuis que gastam bilhões para atrair migrantes (US$ 6,5 bilhões para o Medicaid para imigrantes ilegais da Califórnia) podem enfrentar o escrutínio da nova equipe de eficiência de Elon Musk a partir do próximo dia 21 de janeiro. Fonte: WSJ

Psicopatas no poder

 

"Muitas vezes o leitor já deve ter se perguntado como é possível que tantas pessoas, aparentemente racionais, amem e aplaudam os governos mais perversos e genocidas do mundo e se recusem a enxergar a liberdade e o respeito de que elas próprias desfrutam nas democracias ocidentais, ao mesmo tempo que continuam acreditando, contra todas as evidencias, que são moral e intelectualmente superiores aos que não seguem o seu exemplo," escreveu Olavo de Carvalho no prefácio da edição brasileira do livro cuja capa está na imagem acima.

    Nenhum regime de exceção é criado sem a sustentação de uma grande parcela de psicopatas nas maia variadas posições sociais. Mas como se ler no citado livro, Lobaczewski, em seus estudos ponerológicos, fez um diagnóstico preciso sobre a natureza do mal quando instrumentalizado para a ação política. Em suas palavras, seu objetivo era estudar:

    “Um sistema de governo forjado por uma minoria psicopata que assume o controle da vida de pessoas normais. Ocupam não só cargos políticos, mas posições de referência moral e intelectual — incluindo-se aí as salas de aula e cátedras universitárias, como os ‘pedagogos da sociedade’: pessoas fascinadas por suas ideias grandiosas, frequentemente limitadas e com alguma mácula derivada de processos de pensamento patológico, que se esforçam para impor suas teses e métodos, empobrecendo a cultura e deformando o caráter das pessoas.”

    O prazer sádico de psicopatas infligindo dor, sofrimento e humilhação a meros opositores políticos, há quase seis anos é o que estamos vendo no Brasil ou seja, o comportamento desnudo de toda uma classe que perdeu os referenciais morais de comportamento humano. São sujeitos incapazes de sentimentos humanos básicos. Na mais estreita e literal definição, são psicopatas e sádicos, regozijando-se em um prazer patológico com o sofrimento humano.     O que temos, portanto, é a irradiação ponerológica da psicopatia do centro do poder político para as elites midiáticas, acadêmicas, artísticas e jurídicas. É a contaminação social da psicopatia. O Brasil, hoje, é uma sociedade com graves traços de psicopatia generalizada. Onde, diariamente, a elite dominante destroça vidas sem qualquer comedimento ou pudor.

    Numa entrevista coletiva na última quinta-feira, 18, o deputado Nikolas Ferreira (MG) falou sobre o tema na Câmara dos Deputados. A lista dos atores envolvidos e de seus perseguidos é extensa. Ouça o Nikolas.



A conta do almoço grátis chega cedo ou tarde

Em sua primeira página deste domingo, 22 de dezembro de 2024, traz o seu Editorial. Tal decisão se usa normalmente  em dos seguintes casos: relevância do assunto, definição de posição, influência e mobilização ou para marcar um momento histórico.

É óbvio que neste caso se trata da relevância do assunto tendo em vista que o governo Lula já acabou. O Brasil não aguenta mais dois anos de Lula, se leu aqui no decorrer da semana passada na Forbes.

Tais notícias, dentre outras nos remetem aos anos do governo Bolsonaro, cujos resultados foram destaques em matéria publicada pela CNI, ao final de 2020, um balanço do referido ano. Você pode ler a matéria completa clicando aqui. Matéria esta que a Folha não leu, é o que se pode concluir do penúltimo parágrafo de seu Editorial.

Porém, não se precisará de muito esforço para se verificar a enorme distância entre os resultados do governo nos anos 2019-2022, daqueles obtidos em quase duas décadas de governos petistas, cujos fatos mais relevantes foram o mensalão e o petrolão.

Um bom domingo e boa leitura.

EDITORIAL

A conta do almoço grátis chega cedo ou tarde

Apenas se abandonar a gastança Lula terá condições de concluir seu mandato sem pôr em risco a estabilidade macroeconômica

Folha de São Paulo, domingo, 22 de dezembro de 2024.    

    Chegou a fatura da irresponsabilidade orçamentária de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela contém tumulto financeiro, câmbio e juros em cavalgada e inflação rumando para níveis preocupantes.

    Para pagá-la, há o caminho organizado e o caótico, a depender da escolha do presidente da República.

    No primeiro, minimizam-se custos para a sociedade. O segundo é a rota corrente, que produzirá desastres.

    Desde que foi eleito, Lula praticou o ideário, derrotado pela história, de que o progresso decorre da expansão ilimitada do Estado, a teoria do almoço grátis.

    A opção pela gastança, escancarada na emenda de transição de governo que expandiu a despesa federal em R$ 150 bilhões, sempre tem fôlego curto. Na sequência colhem-se "mais inflação, juros e endividamento", como alertou, sob severa crítica esta Folha em dezembro de 2022. Ao final, a receita insustentável acabará por impactar negativamente o emprego.

    Para a sorte de Lula, os legisladores que aprovaram a autonomia do Banco Central em 2021 não pensavam como ele. A ação firme da autoridade monetária contra-arrestou a incontinência do Planalto e evitou que a inflação saísse do controle por quase dois anos.

    A elevação da Selic não justifica regozijo, mas é melhor que a hiperinflação e seus efeitos devastadores sobre a renda, sobretudo da parcela mais pobre dos brasileiros.

    A degradação das perspectivas para a dívida pública chegou a tal ponto, porém, que os instrumentos da autoridade monetária mostram-se insuficientes.

    O choque recente nos juros básicoa, que os projetou para asfixiantes 14,25% ao ano em março, não estancou a sangria. O dólar e os juros de praça dispararam para alturas imprevistas, disseminado estragos e prejuízos ainda mal contabilizados.

    A economia caminha para um cavalo de pau se não houver freio de arrumação urgente na política fiscal. A velha artimanha de Lula de acusar um complô de operadores financeiros pela situação terá pouca serventia.

    A condição de devedor contumaz do Tesou do Nacional foi acentuada. Sem tomar vultosos e frequentes empréstimos, a máquina pública entra em colapso.

Para a virada de perspectivas, o pacote enfraquecido pelo Congresso não será o bastante. A poupança para impedir o decalabro da dívida requer mecanismos bem mais persistentes e valores muito mais significativos, o que é impossível sem redução de despesas.

    Lula ainda pode decidir o desfecho da economia, embora a margem para erros esteja se estreitando.

    Encapsular-se na teoria do almoço grátis vai conduzí-lo para um fiasco parecido com o de Dilma Rousseff, o que seria uma pena, pois em quase todos os outros setores o governo atual supera o de Jair Bolsonaro (PL),

    Se tiver a coragem para mudar os rumos diante de risos palpáveis de ruína, o presidente terá condições de concluir seu terceiro mandato sem comprometer a estabilidade macroeconômica, a conquista mais cara à sociedade brasileira nos últimos 30 anos.

    

21 dezembro 2024

Solstício de verão no Hemisfério Sul

 


O solstício de verão ocorrendo  neste 21 de dezembro, dando início à estação mais quente do ano no Hemisfério Sul. O dia em que o verão se inicia é também o dia mais longo do ano para nós que estamos abaixo da linha do Equador, graças à posição da Terra em relação ao Sol.




Acima do equador ocorre o oposto e cidades mais ao norte como Utqiagvik no Alasca, anteriormente conhecida como Barrow —mergulham em meses de escuridão. Lá o sol só ressurgirá de seu longo sono no dia 22 de janeiro. É quando o sol nascerá às 13h15 no sul e se porá apenas 48 minutos depois. Os dias ficarão mais longos rapidamente depois disso.

Uma figura solitária caminha na luz fraca de uma manhã ainda sem sol 
em uma rua em Utqiagvik, Alasca. (Gregory Bull/AP)

Desde os tempos Paleolíticos (10.000 anos a.C), em várias culturas, monumentos foram construídos para marcar essas datas cósmicas e organizar calendários, inclusive no Brasil, como em Calçoene, no Amapá.

Mas o 'Stonehenge egípcio' é a primeira indicação que as pessoas conheciam sobre o solstício de verão.

Há cerca de 6.000 a 6.500 anos, acredita-se que os pastores nômades do sul do Egito tenham disposto pedras que se alinham com o caminho do sol do solstício na bacia de Nabta Playa, sob o Trópico de Câncer. “[O solstício] foi uma pedra de toque importante que dizia: ‘Bem, o Nilo está prestes a entrar no seu ciclo de inundação’ e isso basicamente daria início ao seu calendário”, como disse Sten Odenwald, astrônomo da NASA, à TIME em 2016.



Sem nenhuma surpresa, a credibilidade do STF despencou

É o que acaba de revelar a pesquisa do Poder Data. Apenas 12% dos brasileiros hoje aprovam o STF. Os números não mentem. Em dois anos, a avaliação positiva do Supremo Tribunal Federal caiu de 31% para 12%, de acordo com o PoderData.


O ministro Alexandre de Moraes pode encher o ministro Gilmar Mendes e a Globo News de orgulho, mas certamente não a nação brasileira, que pensa justamente o oposto.

Essa queda não é fruto do acaso, mas de uma combinação perigosa de decisões questionáveis e desproporcionais, abusos de poder, exposição midiática desmedida e extrapolação dos limites constitucionais.

Quando a corte que deveria ser guardiã da Constituição se entrega ao ativismo judicial e ao protagonismo político, a percepção pública inevitavelmente se deteriora. E a falta de credibilidade no Judiciário tem consequências que vão muito além das estatísticas. Sem um STF respeitado, as bases do Estado de Direito são abaladas. Contratos tornam-se inseguros, as leis perdem força e a sociedade se vê à mercê do arbítrio. 

O Brasil atravessa uma profunda crise de confiança em suas instituições, com o Supremo Tribunal Federal no epicentro desse colapso. Enquanto isso, o Senado Federal, a quem cabe fiscalizar e julgar os ministros da Corte, permanece cego, surdo e mudo. 

"O que os senadores parecem ignorar é que, nas próximas eleições, quando dois terços de suas cadeiras estarão em jogo, esse debate se tornará inevitável. E a complacência diante da tirania vai custar caro – um preço que nenhuma emenda parlamentar será capaz de pagar", afirmou Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo.

Tal afirmação é um alerta aos eleitores brasileiros sobre a responsabilidade da escolha de seus candidatos ao Senado nas próximas eleições de 2026, quando serão eleitos dois senadores por cada estado do País.

19 dezembro 2024

Congresso americano aprovou US$ 3 bilhões para eliminar equipamentos chineses de redes de telefonia e internet

Como anunciado aqui, o Congresso americano,  nesta quarta-feira (18), aprovou US$ 3 bilhões para um projeto de longa duração com o propósito de eliminar equipamentos chineses de redes em todo o país por temores de que sejam vulneráveis ​​a ataques cibernéticos, ressaltando o risco que hackers patrocinados por Pequim representam para redes de telefonia e internet. 

Segundo o TWJ, o novo financiamento ocorre enquanto o Departamento de Comércio analisa se deve proibir roteadores feitos pela empresa chinesa TP-Link, que responde por mais da metade do mercado de roteadores de varejo dos EUA. 

As ações refletem a atenção crescente entre os formuladores de políticas de Washington à ameaça representada por hackers ligados ao estado chinês. Autoridades dos EUA revelaram o hack "Volt Typhoon" no ano passado e nos últimos meses expressaram alarme sobre o hack ainda maior "Salt Typhoon". Em ambos os casos, hackers do governo chinês penetraram com sucesso nas principais redes telefônicas dos EUA e instalações de infraestrutura crítica, e autoridades dos EUA disseram que ainda não conseguiram expulsar os intrusos do Salt Typhoon. 

 Os Departamentos de Justiça, Defesa e Comércio têm examinado o TP-Link, o roteador doméstico mais usado nos Estados Unidos, com o Comércio considerando uma possível proibição dos dispositivos, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto na quarta-feira, falando sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto e confirmando um relatório anterior do Wall Street Journal. 

“O governo Biden está sob pressão significativa para demonstrar força e tomar medidas decisivas”, disse Craig Singleton, pesquisador sênior da China no think tank Foundation for Defense of Democracies. Há um crescente apoio bipartidário em Washington para desacoplar o setor de telecomunicações dos EUA do chão de fábrica da China para reduzir o risco de ataques cibernéticos patrocinados por Pequim e apoiar a indústria dos EUA, uma abordagem que há apenas cinco anos era amplamente considerada econômica e diplomaticamente inviável. A iniciativa começou sob o primeiro mandato do presidente eleito Donald Trump, que deve retomar o assunto, em um raro ponto de continuidade política com o governo Biden. "Temos que colocar os cavalos de volta no estábulo", disse Brendan Carr, a escolha de Trump para presidente da Comissão Federal de Comunicações, na reunião da comissão deste mês, prometendo priorizar o fechamento das redes de comunicação. "A tarefa número um precisa ser... coordenar de perto com todas essas outras agências relacionadas à cibernética, focadas muito estritamente em colocar essa coisa sob controle." 

Legisladores e agências também têm vasculhado a indústria de tecnologia de forma mais ampla, concentrando-se em áreas onde as empresas chinesas comandam uma participação majoritária em produtos de tecnologia de consumo dos EUA.

Em outubro, a Microsoft disse que pequenos roteadores residenciais e comerciais da TP-Link foram alvos de um grupo de hackers ligado à China que roubou com sucesso as credenciais de vários clientes da Microsoft.

18 dezembro 2024

Renato Romero: Economia, vou antecipar todos os meses de 2024


  • Janeiro- o mês do mercado interno e topo temporário do Ibovespa 
  • Fevereiro- mês lateral, dólar já começa a subir forte
  • Março- sell off violento, principalmente em commodities- dólar subindo sem ré 
  • Abril- bull market volta- dólar começa a cair: soft landing intenso- tudo sobe forte
  • Maio: bull market fortíssimo- dólar cai 
  • Junho: bull market 
  • Julho: mês lateral- dólar começa a subir forte 
  • Agosto: CRASH
  • Setembro: CAOS
  • Outubro: CAOS
  • Novembro: CAOS
  • Dezembro: fundo macro do ibovespa, dólar a 7,50… reinício do bull market até 2030 


Abraços


Renato Romero

Analista de ciclos macroeconômicos

02/01/2024

17 dezembro 2024

O Brasil Não Aguenta Mais Dois Anos de Lula


O artigo completo está transcrito a seguir.

Boa leitura.

*  *  *

A economia brasileira enfrenta uma deterioração acelerada e preocupante, marcada por indicadores alarmantes que afetam diretamente a vida de milhões de cidadãos. Nesta terça-feira (17) o dólar atingiu a marca de R$ 6,207 no momento de maior alta do dia. É um recorde desde o início do Plano Real. Isso representa um derretimento de 28,2% apenas em 2024.

O derretimento do real é reflexo direto da perda de confiança dos investidores, da falta de clareza na condução econômica e do ambiente fiscal cada vez mais instável.

No entanto, o dólar não é o único indicador de piora das expectativas. A taxa Selic já está em 12,25% ao ano. Em sua reunião mais recente, nos dias 10 e 11 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou os juros em 1,00 ponto percentual.

O Comitê confirmou mais duas altas do mesmo tamanho para as duas primeiras reuniões agendadas para 2025. Isso vai encarecer ainda mais o crédito e impactar severamente o consumo e o investimento no país.

Isso ocorre porque a inflação continua acima da meta. A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo BC na segunda-feira (16), mostra uma expectativa de 4,89% para o IPCA de 2024 e de 4,60% para 2025. As duas projeções são de uma inflação acima do teto da meta de 4,50%. Isso corrói o poder de compra das famílias, principalmente das mais pobres.

No mercado de trabalho, a queda da taxa de desemprego para 6,2% em outubro, a menor taxa da série histórica segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não traz alívio real. O país ainda enfrenta um cenário de informalidade elevada e empregos precários, que mantêm a renda dos brasileiros abaixo do necessário para acompanhar o custo de vida crescente.

Silêncio e Complacência: Os Cúmplices Invisíveis

Os números divulgados pelo próprio Banco Central confirmam a deterioração das expectativas. Na primeira edição de 2024, o Relatório Focus indicava projeções de inflação de 3,90% para este ano. Com sorte, o número será um ponto percentual acima disso. Pode ser mais.

No início deste ano, os economistas dos bancos previam uma taxa Selic de 9,00% em dezembro, ante os 12,25%. E a piora das projeções para 2025 é ainda mais expressiva. Em janeiro de 2025, o juro previsto para o fim do ano que vem era de 8,5%. Agora, essa estimativa é de 14%. E quem conversa com os profissionais do sistema financeiro sabe que essa expectativa pode subir ainda mais.

Diante desse cenário de rápida deterioração, chama a atenção o silêncio ensurdecedor de entidades que deveriam estar liderando um movimento de pressão para cobrar soluções urgentes. Onde estão as associações empresariais, os sindicatos, e a sociedade organizada? Por que o Congresso e o Executivo continuam agindo de forma reativa, ao invés de adotar medidas estruturais e corajosas?

Tendo o silêncio como cúmplice, a complacência das entidades diante dessa crise profunda apenas fortalece a sensação de paralisia nacional. A falta de mobilização é tão assustadora quanto os números econômicos que nos rodeiam. O país não pode mais esperar enquanto discursos vazios e soluções paliativas dominam o debate público.

O Brasil Não Suporta Mais Dois Anos

Não é mais tempo de discursos, promessas ou manobras políticas. É hora de agir com responsabilidade e pragmatismo. O governo Lula precisa assumir o controle da situação com um plano econômico robusto, transparente e eficaz. A sociedade, por sua vez, precisa abandonar a inércia e cobrar, com vigor, ações que revertam esse quadro catastrófico.

Dois anos dessa inércia podem ser fatais. O Brasil, sua economia e o futuro das próximas gerações dependem de uma reação imediata. A pergunta que fica é: quando a sociedade romperá o silêncio e exigirá mudanças reais? O relógio está correndo, e o preço da omissão será pago por todos nós.

A previsão do cemitério se confirmou

O Chile é o único país sul-americano que participa, desde 2010, da OECD, conhecida como "clube dos países ricos" por ser composta por algumas das economias mais avançadas do mundo. As previsões em 2017/2018 era de que o Chile deixaria a categoria de país emergente durante a atual década. 

Não foi o que aconteceu. Decorridos apenas dois anos de mandato do presidente comunista Gabriel Boric, a situação econômica anterior se inverteu. O que disse Boric em sua campanha eleitoral:

"Se o Chile foi o auge do neoliberalismo na América Latina, também será seu cemitério".

Crítico ferrenho do modelo neoliberal instalado por Augusto Pinochet, Boris afirmou que desejava  construir no país um Estado de bem-estar similar ao de outros países latino-americanos, governados pelos partidos de esquerda. Boric falou que sonha para o Chile uma fusão de um país entre Cuba e Venezuela

A previsão do cemitério se confirmou

O quadro econômico do Chile se agravou com bastante rapidez. Um relatório do Banco Mundial mostrou que o Chile é um dos países do mundo que mais elevou a taxa de pobreza. O conteúdo da reportagem, divulgada no último dia 16/12/2024, mostrando a luta pela sobrevivência dos proprietários de livrarias de bairro, corrobora esse entendimento.

O Chile está vazando de várias maneiras: “Pirataria, aluguéis caros e IVA alto: proprietários de livrarias de bairro acusam uma crise que ameaça sua sobrevivência”.

Folha de rosto da reportagem


Para os brasileiros, o que está ocorrendo no Chile é um alerta importante.


O Brasil Não Aguenta Mais Dois Anos de Lula -  neste link

https://bit.ly/4gEuv9A  


ACORDA BRASIL !

16 dezembro 2024

O defeito de origem está no produto, não na IA que produziu o texto de sua entrevista



A IA escreveu o texto da entrevista de Lula ao Fantástico ontem à noite, 15/12/2024. A IA ainda precisa se desenvolver muito. Ela não conseguiu, ao transcrevê-la, corrigir os erros de português, as mentiras nem as mxxxxx que ele falou. Abaixo alguns trechos.

1) Lula disse ontem que "lutou a vida inteira pela democracia".
"E eu fiquei acompanhando a notícia política, com muita tristeza, saber que pessoas que passaram vida inteira recebendo dinheiro da União pra cuidar da soberania nacional estavam tramando um golpe nesse país. É muito triste.  É muito triste pra quem começou a brigar pela liberdade democrática ainda muito jovem, sabe? Quem participou da campanha das diretas muito jovem, que foi pra rua fazer as primeiras greves desse país muito jovem. É muito triste saber que pessoas que chegaram ao cargo de general de 4 estrelas montaram uma máquina de fazer maldade nesse país e queriam dar um golpe." 

Ora, foi Lula quem fundou com Fidel Castro o Foro de São Paulo em 1990 para "recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu"? Em outras palavras, instalar ditaduras socialistas no continente.

"Eu perdi 4 eleições. Cada vez que eu perdia uma eleição, eu ia pra casa chorar minhas mágoas, reclamar e me preparar. Então, é muito grave o que eles fizeram. Eu fiquei chocado. Fiquei chocado. Eu vou te dizer uma coisa. Eu defendo que eles tenham a presunção de inocência que eu não tive. Eu quero que eles tenham todo o direito de defesa. Mas se for verdade as acusações, essa gente tem que ser punida severamente pra que sirva de exemplo ao Brasil. "

2) [TV Globo] Presidente, se o senhor me permite, quando o senhor foi preso, condenado, o senhor passou por várias instâncias da justiça, né? O senhor considera que nesse processo todo da justiça, todas as instâncias, o senhor não teve um direito de defesa? 


"Veja, eu não tive direito de defesa. Eu não tive. Eu fui preso primeiro, mas depois eu me defendi."


[TV Globo interrompe a entrevista e explica]: “Quando o presidente Lula foi preso em 2018, no caso da cobertura no Guarujá, com participação da defesa dele em todas as etapas do julgamento. Na época, o entendimento do Supremo Tribunal Federal era de que condenados em 2ª instância poderiam ser presos. Esse entendimento mudou em 2019. A prisão voltou a ser apenas depois do processo transitado em julgado. E o presidente foi solto. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin anulou a condenação do presidente Lula porque considerou que a Justiça de Curitiba não tinha competência pra julgar o caso. Três meses depois, em junho, o plenário do STF validou o julgamento da 2ª Turma, que considerou então o juiz Sergio Moro parcial na condenação.

3) O senhor acha que o pacote de cortes de gastos deixou alguma coisa de fora que pode ser incluída? Pode haver algum tipo de ajuste nesse pacote? 


"O pacote foi mandado pro Congresso Nacional, e o Congresso tem soberania pra mudar as coisas. Se votar alguma coisa, sabe, que eu possa mudar, eu posso mudar, mas eu não vou poder mudar. Então vamos parar com essa bobagem. Ninguém nesse país, ninguém, Sônia, ninguém, vou repetir, ninguém nesse país, do mercado, tem mais pontos de habilidade fiscal do que eu. ... E não é o mercado que tem que se preocupar com os gastos do governo. É o governo." 


"A única coisa errada nesse país é a taxa de juros estar acima de 12%. Essa é a coisa errada. Não há nenhuma explicação. A inflação está 4 e pouco. É uma inflação totalmente controlada. totalmente controlada. Totalmente controlada. A irresponsabilidade é de quem aumenta a taxa de juros todo dia. Não é do governo federal. Então, nós vamos cuidar disso também." 


TV Globo interrompe a entrevista e explica: “Nesta semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu aumentar os juros básicos da economia em um ponto percentual por unanimidade, com votos de todos os integrantes, incluindo os indicados por Lula, como o futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo. O Banco Central explicou que a decisão foi necessária porque a inflação está fora da meta com sinais de elevação espalhados pela economia. A taxa de juros é a ferramenta que o Banco Central dispõe para manter a inflação sob controle. Depois de 20 minutos de entrevista, os médicos pediram para encerrar para não cansar o presidente, que havia acabado de receber alta.” 


4) Só encerrando, então, a gente está há 15 dias de completar a metade do seu mandato. O senhor pode dizer para a gente o que o senhor considera que o senhor gostaria que tivesse concluído já nesses e não está, e o que é prioridade para os próximos 2 anos. 


"Deixa eu te dizer uma coisa. Tudo que foi planejado a gente fazer até agora está cumprido. Tudo. Tudo. A gente, 1º, precisou criar novos ministérios, recolocar os ministérios que já existiam. A gente precisou repor muitos postos de trabalho que estavam defasados. Então, veja, nós fizemos o PAC. Nós lançamos todos os programas que tinham que ser lançados. E eu tenho dito para os meus ministros, nós já plantamos. Agora, 2025, é ano da colheita. Agora vamos começar a colher o que nós plantamos em 2025 e 2026. E as coisas vão acontecer nesse país. Eu estou olhando para o seu rosto, Sônia, e estou vendo o povo brasileiro. É um compromisso de honra meu. As coisas vão acontecer nesse país." 


5) Melhoras, presidente. Obrigado. Fique bem. 


"Obrigado."




ELEIÇÕES 2024 NO MUNDO - SEUS IMPACTOS JÁ SE FAZEM PRESENTES


No início do ano (2024) estavam previstas eleições em aproximadamente 40 países, envolvendo mais de 40% da população mundial, cujos impactos dos resultados das urnas já estão sendo sentidos em níveis globais. 

Os resultados servem para nos lembrar que democracia vai além das eleições e não é a única medida de sua saúde, pois não faltaram exemplos de regimes autoritários que usam as urnas como uma fachada para legitimar o que de fato são ditaduras.

A Rússia é de longe o mais bem acabado dos exemplos. Sob o comando de Vladimir Putin, as eleições tornaram-se meras formalidades para a manutenção de seu poder. Não há concorrência de fato ou nem sequer liberdade de expressão. O jogo é jogado segundo as regras do dono da bola. Além do simulacro eleitoral de Putin, em 2024 o mundo assistiu a processos similares na Venezuela, Belarus e no Irã, para citar apenas os casos mais esdrúxulos.

Os países que foram às urnas em 2024 têm ampla variedade de áreas geográficas, de economia e de influência. Vão desde as ditaduras já citadas, passando por pontos nevrálgicos no cenário geopolítico mundial como Taiwan, Índia e Paquistão; caóticos como o Sudão do Sul e chegando aos estáveis Áustria, Bélgica e Reino Unido. A eleição presidencial dos Estados Unidos foi aquela que chamou mais a atenção. Mas ela não deve ser observada sem o conjunto em disputa e as ameaças à crença na democracia e nos sistemas eleitorais.

Ao mesmo tempo em que Rússia, Irã, Venezuela e seus aliados, Cuba e Nicarágua, usam suas eleições fajutas como escudo, eles trabalham para minar a confiança na democracia. Em 2016, a Rússia fez isso com maestria nos Estados Unidos, quando fez a imprensa e o establishment político acreditarem que houve uma interferência suficientemente capaz de intervir no resultado da eleição que levou Donald Trump ao poder.

Em 2020, quando Trump perdeu para Biden, Moscou fez o mesmo. Mas desta vez para valer. Teleguiou a base tresloucada do republicano pelas teorias do QAnon e plantou a semente da descrença nas instituições democráticas e no Ocidente. A baderna que resultou na invasão do Capitólio em janeiro de 2021 foi o resultado mais visível desse esforço das autocracias para minar as democracias. Um levantamento da organização Freedom House mostrou que 2023 foi o 17.º ano consecutivo em que a liberdade global regrediu. Em 2024 não foi diferente tendo o Brasil alcançado o ápice mundial.

Parte disso se deve aos ataques sistemáticos à liberdade de expressão – que é um direito essencial para o pleno funcionamento da democracia e que antecede as eleições, direito a votar e ser votado. Restrições à liberdade de imprensa, regulamentações on-line e medidas contra o discurso de ódio estão ultrapassando os limites do remédio e estão se tornando veneno. 

Em 2024, guerras e conflitos afetaram algumas transições. Os ucranianos deveriam ter realizado eleições no primeiro trimestre, já que o mandato de cinco anos de Volodymyr Zelensky terminou em maio.

Os impactos geopolíticos e econômicos das eleições servirão de parâmetro para entender a reorganização do mundo com a redistribuição de poderes entre China e Estados Unidos. O retorno de Donald Trump à Casa Branca já impôs um teste para a eficácia dos esforços de Xi Jinping na captura de aliados pelo mundo, frente à capacidade dos Estados Unidos nos seus esforços de esvaziar a influência chinesa. 

Oriente Médio

A queda do líder sírio Bashar al-Assad no domingo (08/12/2024) chocou o mundo. Depois de mais de uma década de uma guerra civil extenuante, muitos presumiram que o regime de Assad manteria seu controle sobre o país, por mais violenta ou tênue que fosse, e que a causa da oposição estava efetivamente encerrada. Agora, com Damasco sob o controle de Hayat Tahrir al-Sham — um grupo rebelde anteriormente ligado à Al Qaeda e ainda designado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos — o destino da região, ainda envolvida em conflitos em Gaza, Líbano e outros lugares, parece mais incerto do que em qualquer momento desde a Primavera Árabe de 2010-11.

Mas os efeitos das revoltas nunca devem ser medidos em regimes derrubados ou eleições democráticas realizadas. Em um nível mais profundo, esses movimentos reformularam profundamente todas as dimensões concebíveis da política árabe, incluindo atitudes individuais, sistemas políticos, ideologias e relações internacionais. E como os principais impulsionadores da instabilidade — os próprios regimes autoritários — permaneceram no lugar, mais agitação fervilhava sob a superfície. Afinal, foram a corrupção, autocracia, governança fracassada, rejeição da democracia e abuso de direitos humanos desses regimes que levaram as pessoas à revolta.

No entanto, para qualquer país que possa pensar que pode aproveitar o potencial revolucionário da região, é bom ter sempre em mente que o Oriente Médio está muito além da capacidade de qualquer potência externa de a controlar.