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22 outubro 2026

EUA anunciam acordo para empresa americana de IA usar energia de Itaipu no Paraguai. O Brasil ficou de fora


O poder da água é impressionante. Paraguai e Brasil domaram o poder do imponente rio Paraná na Usina de Itaipu, uma das maravilhas da engenharia mundial. Esse projeto era apenas um sonho que se tornou realidade nos anos 1970-80. Foi construída entre os anos 1975-1982.


Agora investidores americanos assinaram um acordo para construir um data center nas proximidades, aproveitando a abundante energia hidrelétrica. Esse acordo tem o potencial de ser o maior investimento estrangeiro privado na história do Paraguai.

A Crusoe, que construiu o data center do projeto Stargate no Texas, vai erguer com a paraguaia Araico uma estrutura de computação abastecida pela hidrelétrica binacional; o Brasil não é citado no anúncio.

O acordo

O Departamento de Estado anunciou nesta quarta (21) que a Crusoe, empresa americana de infraestrutura para inteligência artificial, e a Araico, desenvolvedora paraguaia de energia e infraestrutura, fecharam uma parceria estratégica para construir infraestrutura de computação de alto desempenho abastecida pela Usina Hidrelétrica de Itaipu.

A Crusoe planeja colocar a primeira fase em operação em meados de 2027. A estrutura vai atender clientes de serviços de nuvem dos EUA e da América Latina.

O comunicado chama a IA de "SI" (superinteligência), termo que o governo federal passou a usar por ordem executiva assinada por Trump em setembro.

O que não foi divulgado

O anúncio não informa o valor do investimento, a potência da estrutura nem o volume de energia contratado, e não diz exatamente onde ela será instalada.

E o Brasil?

Itaipu fica na fronteira entre Brasil e Paraguai e é administrada pelos dois países. Pelo tratado de 1973, cada um tem direito a 50% da energia gerada. O comunicado americano não cita o Brasil.

A Itaipu informou que a visita da delegação americana à usina foi organizada pelo Paraguai, no lado paraguaio, sem a participação da diretoria ou do governo brasileiro.
Segundo a usina, "a Itaipu não interfere na demanda nacional de cada país, razão pelas quais projetos desta natureza não são de competência da Usina".




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