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30 outubro 2026

Uma semana após a "vitória" de Lula

A expectativa dos brasileiros sobre ter que sobreviver em mais quatro anos de governo Lula veio ao ar no dia seguinte às eleições: o prenúncio do caos econômico. O mercado financeiro entrou em pânico, e o Ibovespa desabou quase 14%. Foi o pior resultado diário desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19, e a terceira maior queda da história da bolsa brasileira. 2026 ficará como uma mancha para o nosso sistema eleitoral que, mais uma vez, não observou os limites institucionais. É realmente urgente a reforma do Judiciário!

O desespero de grande parte da população é compreensível. Além das incontáveis dúvidas que cercam a votação, a campanha pela reeleição foi marcada pela compra de votos disfarçada de auxílio social e por uma avalanche de mentiras nas redes sociais.

Só neste ano eleitoral, Lula criou 51 novas medidas com impacto no Orçamento federal que somaram, segundo levantamento do Estadão, mais de R$ 405 bilhões.

Diferentemente do que faz desde 2003, quando estreou no Planalto, agora Lula não terá a quem culpar pela “herança maldita” que ele mesmo criou. A expressão foi usada pela primeira vez para se referir ao legado deixado por Fernando Henrique Cardoso. Mas Lula sabia que a história não era bem assim. Três meses depois da posse, o ministro Antônio Palocci telefonou para FHC para agradecer, “em nome do presidente”, pelo país que haviam recebido: economicamente organizado e com a estabilidade de preços promovida pelo Plano Real.

A história da herança maldita foi uma das mais duradouras mentiras usadas por Lula para enganar o eleitorado e tirar vantagem política. Neste ano, contudo, a tarefa de espalhar falsidades foi terceirizada para o deputado federal André Janones, promovido a general da mentira. Em junho, ao participar de evento com militantes do PT, Janones deu palestra sobre como criar versões dos fatos. Deixou claro que a qualidade do conteúdo, assim como a veracidade das histórias, pouco importa. André Janones é a cara da campanha de Lula à reeleição.

Depois de gastar mais de R$ 400 bilhões no que pode ser definido como o maior caso de abuso de poder econômico e político de uma reeleição na história do mundo, Lula ganhou a presidência pela quarta vez, mas perdeu o Brasil. No caso, o Brasil é representado por um Congresso majoritariamente de oposição.

A nova composição do Parlamento também preocupa integrantes do Supremo Tribunal Federal. Eles sabem que seus abusos poderão encontrar mais resistência.

A eleição terminou, mas o julgamento político continua. E será feito diariamente, não pelos discursos, pelas comemorações ou pelas articulações de Brasília, mas pelos resultados efetivamente entregues à população.

Afinal, uma vitória eleitoral pode garantir mais quatro anos de mandato. Mas somente um governo competente, responsável e comprometido com todos os brasileiros poderá transformá-la em uma verdadeira vitória para o país.

Um comentário:

  1. Agora o PT realmente vai ter que cuidar de um país que ele mesmo destruiu.

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