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30 setembro 2026

A segunda-feira de um novo ciclo

Segundo as pesquisas eleitorais, não estamos distantes de resolver a eleição presidencial no 1º. turno. Conseguem imaginar acordar na 2a. feira que vem sabendo que expurgamos o Lula das nossas vidas?

As pesquisas eleitorais começam a desenhar uma possibilidade que, há algum tempo, parecia distante: a de a eleição presidencial ser decidida já no primeiro turno. Se esse cenário realmente se confirmar nas urnas, milhões de brasileiros poderão acordar na segunda-feira seguinte com a sensação de que uma longa página da política nacional finalmente foi virada.

Para os eleitores que rejeitam Lula e o projeto político representado por ele e pelo PT, não se trataria apenas da derrota de um candidato. Seria o encerramento, pelo voto, de um ciclo que atravessou décadas da vida brasileira, acumulando paixões, conquistas reconhecidas por seus apoiadores, mas também escândalos, crises, ressentimentos e uma polarização que parece não ter fim.

É fácil imaginar a cena: o país despertando na segunda-feira sem segundo turno, sem mais quatro semanas de campanha, acusações, propaganda eleitoral e confrontos intermináveis. Para quem deseja uma mudança de rumo, haveria inevitavelmente um sentimento de alívio e de esperança: a percepção de que o Brasil teria escolhido seguir adiante.

Responsabilidade, contudo. Além de ser importante se comemorar a derrota de Lula, não se pode deixar de ficar atento ao que virá depois dele. O Brasil continuará tendo inflação, dívida pública, problemas na educação e na saúde, insegurança, desigualdade, baixa produtividade e enormes desafios institucionais? Nenhum resultado eleitoral fará essas questões desaparecerem na manhã seguinte.

Por isso, se chegar essa segunda-feira tão aguardada por uma parcela dos brasileiros, a comemoração deverá rapidamente dar lugar à responsabilidade. Alternância de poder não é vingança; é um dos mecanismos essenciais da democracia.

Se o primeiro turno realmente encerrar a disputa, para os que desejam o fim do ciclo lulista poderá ser uma segunda-feira memorável. O eleitor brasileiro terá decidido, soberanamente, que chegou a hora de começar um novo capítulo.

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