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04 abril 2025

A expansão do universo há 4 bilhões de anos e a evolução humana

 A expansão do Universo: o Big Bang

    Um dos temas mais instigantes da ciência é a origem do Universo.Você já se perguntou como tudo o que existe foi formado? Ou quando o Universo teve início? Essas e outras perguntas instigam nossa curiosidade desde sempre e contribuem para o desenvolvimento de novas tecnologias, pois o ser humano procura explicações para tudo, desde o surgimento da matéria e energia até as possibilidades para vivermos em sociedades cada vez mais populosas.

    Atualmente, a teoria do Big Bang é o modelo científico mais aceito entre os cientistas para explicar a origem do Universo. De acordo com esse modelo, todo o Universo se originou por volta de 13,7 bilhões de anos atrás, com base em um único ponto. Esse ponto, infinitamente denso (muita matéria em um pequeníssimo volume) e quente, expandiu-se muito rapidamente. Em seguida, o Universo começou a esfriar e formaram-se os elementos que compõem a matéria. Ao longo do tempo, foram formadas as galáxias, as estrelas e os planetas.



A evolução Humana


Jornada visual através de 4 bilhões 
de 
anos de evolução humana


    A vida na Terra começou com estruturas minúsculas e simples conhecidas como protocélulas — formas primitivas de vida que não possuíam características complexas, mas que estabeleceram a base para tudo o que veio depois. Ao longo de milhões de anos, essas formas de vida básicas evoluíram para organismos multicelulares mais complexos. Um dos primeiros exemplos conhecidos é o Dickinsonia, uma criatura de corpo mole que existiu muito antes dos animais modernos.

    À medida que a evolução progrediu, novas características biológicas surgiram — simetria bilateral, sistemas nervosos e visão inicial — levando aos primeiros vertebrados. Os peixes foram os pioneiros desse grupo, dominando os oceanos antes de algumas espécies se aventurarem em terra. Essa transição deu origem aos tetrápodes, ancestrais dos anfíbios, répteis e, finalmente, mamíferos.

    Cerca de 200 milhões de anos atrás, surgiram os primeiros mamíferos — pequenas criaturas parecidas com musaranhos que viveram ao lado dos dinossauros. Com o tempo, os mamíferos desenvolveram características definidoras, como pelos, glândulas mamárias e sistemas circulatórios mais avançados, permitindo-lhes prosperar.

    Avançando para cerca de 7 milhões de anos atrás, surgiram os primeiros grandes primatas. Dessa linhagem, os primeiros humanos do gênero Homo evoluíram, trazendo avanços importantes como andar ereto, cérebros maiores, fabricação de ferramentas, linguagem e fogo. Esses desenvolvimentos prepararam o cenário para a civilização humana moderna.

    Hoje, a evolução humana é moldada não apenas pela seleção natural, mas pela tecnologia e mudanças ambientais. À medida que continuamos a avançar, o futuro da nossa espécie pode ser influenciado pela medicina, pela genética e pela adaptação global, alterando potencialmente o curso da própria evolução.


história cíclica e a história linear

    Ao longo da história, inúmeros mitos foram criados por diferentes povos, na tentativa de explicar a origem do ser humano e do Universo. 

    visão cíclica está profundamente ligada às tradições religiosas politeístas e panteístas. Nessas tradições, a história é concebida como ciclos de tempo encadeados e alternados; trata-se de um movimento circular contínuo, em que as coisas chegam ao fim para, então, recomeçar.

    Em contrapartida, nas tradições religiosas monoteístas, principalmente na cultura ocidental, com influência judaico-cristã, o tempo é visto de maneira linear, por isso o futuro está aberto para mudanças desencadeadas pelas decisões tomadas no presente.

    Segundo filósofo alemão Ernst Cassirer, o desenvolvimento das tradições religiosas está impregnado de elementos míticos, incluindo a presença de elementos da natureza: as fases da lua, as quatro estações, o vaivém das águas dos oceanos, ... Muitas tradições religiosas e culturais mantêm ou resgatam esse vínculo crucial para o futuro da humanidade. Encontra-se isto na mitologia do povo asteca, na mitologia grega, no Hinduísmo, no Budismo, ... Os seguidores dessas tradições religiosas acreditam que todos os indivíduos passam por um clico de reencarnações sucessivas até a purificação total.

    Nas religiões monoteístas, principalmente as de tradição judaico-cristã, o tempo é visto de maneira linear, vinculando o ser humano à história. Por isso, a memória histórica de um acontecimento está presente na concepção do tempo linear. Do ponto de vista cristão, com a fé em Jesus, Deus se faz presente na história, e esta se torna o lugar da "epifania", ou seja, da manifestação de Deus. Homens e mulheres tornam-se responsáveis não apenas por seus semelhantes, mas pelo planeta e por todas as formas de vida, ou seja, tornam-se co-participantes da construção da história.

    As religiões tradicionais africanas refletem as múltiplas culturas presentes no continente. Os mitos das diversas crenças propõem diferentes explicações para temas como vida, morte e até mesmo para a origem da cor da pele das pessoas.

    No hinduísmo, acredita-se que a alma passa por um ciclo de reencarnações até atingir a libertação final. Nesse ciclo, a alma volta a viver em outro corpo, humano ou animal, dependendo de suas ações na última vida.


Entre a religião e a ciência

    A relação entre religião e ciência, no mundo ocidental, sempre oscilou, ao longo da historia, entre conflito, independência, diálogo e integração.

    Com o surgimento do pensamento filosófico na Grécia, no século VI a.C., tanto a concepção mística de mundo - que preconiza o mistério da existência - quanto a visão mítica de mundo passaram a ser questionadas. Os gregos pré-socráticos começaram a repensar as explicações presentes nos mitos e a querer, cada vez mais, encontrar explicações pelo discurso lógico para os fatos que observavam na natureza e no convívio da sociedade.

    Na Europa, o século XVI foi marcado por constantes confrontos entre a Igreja Católica e os Estados, mais pelo poder. Ainda assim, nessa época, o pensamento científico passou a questionar algumas concepções estabelecidas pela Igreja Católica. Foi a época em que Nicolau Copérnico difundiu a teoria héliocêntrica, segundo a qual o Sol seria o centro do Universo e a Terra e os demais planetas giravam em torno dele. Teoria esta reiterada posteriormente por Galileu. Anteriormente, a ideia era de que o Sol se movimentava ao redor da Terra, idéia esta defendida pela interpretação de alguns textos bíblicos, como em alguns Salmos. Esta concepção também aparece no capítulo 10 de Josué.

    Outro questionamento aconteceu no século XIX, quando Charles Darwin publicou seus estudos na obra A origem das espécies. Darwin propôs uma teoria que defendia a constante evolução de todos os seres vivos, em contraposição a uma interpretação fundamentalista do livro do Gênesis, da Bíblia, que atribui a criação dos setores a Deus, já formados do modo como os conhecemos hoje.


09 agosto 2020

FÉ RELIGIOSA É MAIS IMPORTANTE QUE EDUCAÇÃO PARA MUDAR DE VIDA, DIZ BRASILEIRO EM PESQUISA

O título acima é de uma matéria publicada pela Folha de São Paulo, trazendo o levantamento feito pela Oxfam e Datafolha, mostrando as diversas visões sobre como reduzir as desigualdades no País.

Um resultado que chama muito a atenção está relacionado com as prioridades que levariam a uma melhoria de vida. 

 ... os entrevistados tiveram de elencar em ordem de importância oito aspectos pré-definidos. Aquele que recebe o maior contingente de prioridades é a “fé religiosa”, com 28%, seguido por “estudar” (21%) e “ter acesso à saúde” (19%). Em último, aparece “cultura e lazer”, com 2%.  




A matéria recebeu, até hoje, 25 comentários de seus leitores. A maioria desses comentários representando a minoria das respostas, ou seja, posicionando-se contrário a esses dados e demonstrando desconhecimento completo sobre o assunto aqui tratado. Um deles chegando a afirmar que a "Religião é o atraso da humanidade". Entretanto, um pouco da realidade vigente, mostrada a seguir, reitera o resultado da pesquisa.

Fui buscar as anotações dos meus tempos de estudante e as somei aos dados atuais. O resultado é o mesmo. Confirmam os dados da pesquisa. Na educação - elemento chave para se combater a desigualdade - desde a época mais remota até o presente momento, o ensino brasileiro, em todos os níveis, nas instituições com vínculos religiosos são de qualidade acima da média. Há trabalhos publicados nesta direção Um deles como este aqui "A relação entre cristianismo e educação" reitera essa minha afirmação.

E lá fora, em outros países, o que acontece(u)? Informações disponíveis sobre as universidades apontam na mesma direção. Por exemplo, um dado comum entre elas, é a fé religiosa de seus fundadores. Muitas delas foram fundadas por cristãos. 

Embora de constatação empírica, esse fato vai contra a tese de que a fé religiosa é um empecilho ao desenvolvimento da educação e da ciência. Prova disto, basta se conferir a relação das 12 melhores universidades do mundo, segundo o Meta University Ranking, acessado nesta data (09/08/2020). Este ranking de referência é uma ponderação dos três mais importantes rankings internacionais de universidades — ARWU, THE e QS:

Harvard (EUA, 47 prêmios Nobel)- criada em 1636, para a formação de pastores puritanos. Seu primeiro financiador o Pastor John Harvard. 

MIT (EUA, 78 prêmios Nobel)- fundado em 1861 pelo cristão William B Rogers para o ensino tecnológico.

Cambridge (Reino Unido, 89 prêmios Nobel)- foi fundada em 1209 por estudantes católicos dissidentes de Oxford.

Stanford (EUA, 27 prêmios Nobel)- fundada em 1885 pelo casal protestante Leland e Jane Stanford. A Igreja Memorial de Stanford, onde são realizadas cerimônias religiosas, está localizada no centro do campus e a universidade possui um programa de estudos religiosos. 

Caltech (EUA, 33 prêmios Nobel)- foi fundado em 1891 em Pasadena pelo cristão universalista Amos Throop.  O pastor James Tuttle foi o primeiro a comandar a instituição, que foi criada também com a intenção de proporcionar o ensino teológico. 

Oxford (Reino Unido, 48 prêmios Nobel) O primeiro ‘college’ de Oxford foi fundado em 1249 por William de Durham, membro do clero católico. Oxford hoje está vinculada à Igreja Anglicana.

Princeton (EUA, 36 prêmios Nobel)- foi fundada em 1746 por sete presbiterianos liderados pelo pastor William Tennent, a partir do Log College, um seminário teológico presbiteriano criado em 1726 pelo próprio Tennent. 

Yale (EUA, 49 prêmios Nobel)- A Universidade de Yale foi fundada em Connecticut em 1701 por um grupo de 10 pastores congregacionalistas liderados pelo pastor James Pierpont, para a formação de pastores. Seu primeiro reitor foi o Reverendo Abraham Pierson. 

Chicago (EUA, 87 prêmios Nobel)-  foi fundada em 1856 como uma instituição de ensino batista que faliu e foi reerguida em 1890 pela Sociedade de Educação Batista Americana, com auxílio financeiro do magnata do petróleo John Rockefeller, um batista fervoroso.

Imperial College (Reino Unido, 15 prêmios Nobel)- originado de um seminário católico criado em 1447 pelo Cardeal John Kempe. 

Columbia (EUA, 82 prêmios Nobel)- fundada em 1754 na cidade de Nova Iorque pelo Rei George II. Após calorosas discussões sobre qual deveria ser a afiliação religiosa da nova universidade, começou suas atividades dentro das instalações da Igreja da Trindade, em Manhattan, oficialmente afiliada à Igreja Anglicana, mas com liberdade religiosa para outras denominações cristãs.

Berkeley (EUA, 51 prêmios Nobel)-tem sua origem nos esforços dos pastores congregacionalistas Henry Durant e Samuel Willey. Eles fundaram em 1853 a Academia de Contra Costa, um colégio cristão secundário, que passou a ser uma instituição de educação superior em 1855. Mais tarde essa instituição se juntou a outras para formar a Universidade da Califórnia.



10 fevereiro 2016

MITOS POPULARES

Em notícia divulgada no final do ano passado, o Brasil tomou conhecimento da reconciliação ocorrida entre o Vaticano e o Padre Cícero.

O Padim Ciço, como é mais conhecido nos sertões do nordeste brasileiro, mais cedo ou mais tarde será beatificado. "Agora, abre-se um novo espaço para  encaminhamento dos vários graus até chegar a beatificação ou, quem sabe, até a canonização do nosso Padre Cícero", disse o padre Gilson Soares, assessor de comunicação da CNBB.

O Padre Cícero está entre aqueles considerados como mitos populares ao longo da história recente do Brasil.  Em comum, todos eles tiveram a capacidade de reunir em torno de si fiéis e fanáticos, oriundos das mais diversas camadas da sociedade brasileira e até do exterior.

Essa notícia me fez recordar uma outra que reproduzo a seguir: "Eta! Não pode fazer assim com o coitado!" O doutor pisa no freio da caminhonete ao ver a imagem decapitada do Padre Cícero na beira da estrada no sertão paraibano, próxima à cidade de Patos. O doutor é nada mais nada menos do que o bilionário francês Pierre Landolt, herdeiro e administrador de uma das maiores fortunas familiares do mundo, de acordo com a revista Forbes, mas que, desde 1974, resolveu dedicar uma parte de seu tempo, vivendo e trabalhando no sertão da Paraíba. Confira a história completa aqui, na matéria publicada pela revista Exame.

Além do Padre Cícero, outros nomes também estão sendo lembrados pelos historiadores brasileiros, tanto na produção de livros como na de filmes.

É o caso de Antonio Conselheiro, figura carismática que adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, e de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião. Entretanto, segundo Lira Neto, a aura de heroismo que durante algum tempo tentou-se atribuir aos cangaceiros está cedendo terreno para uma interpretação menos idealizada do fenômeno. Não faz mais sentido cultuar o mito de um Lampião idealista, um revolucionário primitivo, insurgente contra a opressão do latifúndio e a injustiça do sertão nordestino.

No campo político, algo semelhante tem ocorrido. Refiro-me, principalmente, aos ex-presidentes da República Getúlio Vargas e Lula, ambos populistas.

O primeiro é citado e relembrado com o mesmo entusiasmo vivido na época de sua trágica morte. Ele chegou ao Catete em dois momentos e dele saiu, pela última vez, para ir repousar definitivamente em sua terra natal carregado nos braços do povo.

Já o segundo, parece que não terá a mesma sorte do primeiro. Embora já tenha chegado ao Palácio do Planalto por duas vezes, seu desejo de novamente ocupar a cadeira presidencial não será concretizado.

Até onde podemos constatar, neste momento, mesmo sem que as operações e as investigações levadas a cabo pela Policia Federal e pelo Ministério Público tenham sido concluídas, é que o ex-presidente já está no purgatório, pagando pelos seus pecados, e os brasileiros com a certeza de que o seu destino final não será o céu.