Neste ano (2021), as redes sociais foram inundadas com diversos novos termos frequentemente ligados à tecnologia. Palavras como "NFT", "Blockchain" e "Metaverso" tornaram-se cada vez mais comuns entre as postagens e tópicos em destaque, enquanto pouco significavam para a maioria dos usuários.
Para descomplicar a vida dos internautas e evitar que eles percam as próximas tendências, confira um breve glossário que o TecMundo e outros elaboraram com os vocábulos mais recentes.
Blockchain
Geralmente citado em explicações, o termo "Blockchain" pode ser traduzido como "corrente de blocos" e se refere a uma tecnologia de proteção de dados e autenticação. Seu funcionamento se dá através da inscrição de pequenos conjuntos de informações, batizados de "blocos", em uma sequência que deve ser validada por desafios matemáticos digitais, enviados a uma rede online e decentralizada de usuários, a cada nova adição.

Esse processo, conhecido como "mineração", é incentivado financeiramente por recompensas digitais nativas da respectiva rede, as infames criptomoedas, que podem ser negociadas sem restrições pelos participantes. Proposto por Satoshi Nakamoto ainda em 2008, um pseudônimo para o também criador do Bitcoin, o modelo garante um nível poderoso de criptografia e ainda não foi decodificado por nenhum hacker ou algoritmo.
Inicialmente, a tecnologia foi desenvolvida para o uso financeiro, garantindo que as transações de valores digitais não fossem duplicadas ou fraudadas por usuários maliciosos. No entanto, atualmente, a solução foi adotada como ferramenta para a validação de outros documentos, como obras de artes e certificados.
NFT

Metaverso
Ganhando tração nas redes sociais após o anúncio da gigante Meta, empresa-mãe do Facebook, o "metaverso" pode ser definido como um "mundo" inteiramente digital, abrigado na internet, capaz de oferecer um nível superior de interação entre os usuários através da tecnologia de realidade aumentada.
O nome, contudo, não é exatamente novidade, já que foi cunhado no livro Snow Crash, escrito por Neal Stephenson e lançado ainda em 1992. Seu significado é fruto de um neologismo, que combina a palavra grega "meta" com "universo", resultando na expressão "além do universo" — como uma evolução dos espaços digitais na internet.
WEB 3.0
Ainda teorizado por muitos especialistas, o termo "WEB 3.0" representa a futura evolução e decentralização da internet. Seu diferencial para alcançar o feito seria a adoção da inteligência artificial em sua estrutura, mitigando a influência de grandes empresas, governos e outras autoridades na navegação online.
Apesar de parecer distante, vale ressaltar que as iterações WEB 1.0 e WEB 2.0 significaram, na prática, à democratização do acesso e da produção de conteúdo na internet — iniciada há 32 anos.
DeFi
Sendo uma abreviação, o vocábulo é traduzido para o português como "finanças decentralizadas", representando as ferramentas financeiras que funcionam sem intermediários, como bancos e outras entidades reguladores. Seu funcionamento é garantido através dos contratos inteligentes abrigados em diversas blockchains, que executam transações financeiras automaticamente, conforme suas próprias regras.
Altcoins
O termo é uma abreviação que corresponde a "moedas alternativas" ,em tradução livre para o português, referindo-se a qualquer criptomoeda que não seja o Bitcoin. Subdividindo-se, a categoria também abriga outros grupos de ativos, como: as "memecoins" que se inspiram em piadas da internet; as "shitcoins", que costumam ser mal-fundamentadas e parte de mecanismos para fraudes; e as "stablecoins", lastreadas em moedas fiduciárias, como o dólar norte-americano.
Sumarizando, por exemplo, pode-se afirmar que toda memecoin é uma altcoin, mas o contrário não é sempre válido.
Buy Now, Pay Later
Representando a evolução do amado "carnêzinho", o termo "Buy Now, Pay Later" refere-se ao crediário digital, que tem se tornado cada vez mais popular no comércio internacional. A modalidade faz bastante sucesso entre os mais jovens, possibilitando o parcelamento de compras mesmo sem adoção de um banco. O avanço é garantido por empréstimos disponibilizados para cada usuário por fintechs, que exigem apenas alguns dados básicos para realizar a avaliação.
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