B.B. celebrará seu 90º aniversário em 28 de setembro. Ao Le Parisien, por telefone, a estrela definitiva confidencia suas alegrias cotidianas e seu luto. E a sua luta pela causa animal que ela continua através da sua Fundação.
“Estou em grande luto. Perdi meu cachorro, meu gato, Alain (Delon), e meu amigo Paul Watson está na prisão. Não posso dizer que quero rir”, disse Brigitte Bardot nesta entrevista, na semana do seu 90º aniversário (aqui na foto em 2016).
E Deus criou o telefone. É B.B. quem nos liga de volta quando não acreditávamos mais, após várias tentativas frustradas de contatá-la. Saint-Tropez não deveria estar na zona branca, mas muitas vezes há frituras em jogo. Brigitte Bardot, que completará 90 anos neste dia 28 de setembro, não recebe mais, mas fala. A estrela global de “E Deus… criou a mulher” (1956) e “Le Mépris” (1963), nunca viu sua fama diminuir desde sua aposentadoria dos sets de filmagem, há cinquenta anos, anunciada em plena glória, aos 38 anos, em 1973. Sua luta pelo a causa animal, inicialmente ridicularizada, acabou unindo muito.
"No final da linha – ela sempre tem telefone fixo – a voz levemente atrevida e risonha mantém intacta essa forma de criar um momento raro. Estamos entusiasmados com o seu timbre fresco e claro, quase travesso: Sim, estou bem. Você sempre tem que pegar essa mulher, sempre selvagem, na hora. Ela começa dizendo que já respondeu suas perguntas por escrito, e você leva um tapa na cara ao sugerir que o e-mail dela não era muito longo: Não me engane", diz o jornalista Ives Jaeglé, que a entrevistou.


B.B morreu em 28 de dezembro de 2025 aos 91 anos de idade, em sua casa em Saint-Tropez. Em meio à carreira, Brigitte também teve um único filho, que deixou sob os cuidados do pai, Jacques Charrier. Os dois, casados entre 1959 e 1962, tiveram um relacionamento conturbado. O casamento terminou após um caso de Bardot com o ator Glenn Fortd e a relação acabou com Nicolas, filho fruto do relacionamento sob a guarda de Charrier, nascido em 1960. Brigitte Bardot, anos mais tarde, assumiu em entrevistas e na autobiografia que a gravidez não a deixou feliz e que a relação com o filho foi difícil e distante.
ResponderExcluirSua postura pró-Europa, e pró-França, são dignas e corajosas, farão falta. Uma de suas frases famosas: “prefiro ser odiada por dizer o que penso do que amada por mentir".
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