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05 setembro 2024

Carta da Comissão Federal de Comunicações (FCC) para ANATEL

  


Prezado Presidente da ANATEL Baigorri,

A FCC e a ANATEL, as principais agências reguladoras de comunicações nos EUA e no Brasil, mantêm um relacionamento de longa data — (...) De fato, você recentemente assinou um Memorando de Entendimento com a Presidente da FCC, que formalizou ainda mais o relacionamento entre a FCC e a ANATEL. No entanto, sou compelido a abordar hoje com você a série de ações políticas aparentemente ilegais e partidárias que sua agência tem realizado contra empresas com laços nos EUA, incluindo sua própria ameaça de retirar as licenças e autorizações da Starlink para operar no Brasil. Essas ações punitivas — publicamente apoiadas pelo Governo Lula — já estão reverberando amplamente e abalando a confiança na estabilidade e previsibilidade dos mercados regulados do Brasil. Na verdade, líderes empresariais dos EUA estão agora questionando abertamente se o Brasil está no caminho de se tornar um mercado não investível. Sob sua liderança, a ANATEL está agora ativamente aplicando uma decisão amplamente criticada do Ministro Alexandre de Moraes de censurar a plataforma de mídia social X que, de acordo com autoridades governamentais no Brasil, viola a própria Constituição do Brasil e as proibições estatutárias do país contra a censura governamental. Para piorar as coisas, o Ministro de Moraes optou por aplicar sua decisão congelando os ativos da Starlink — mesmo que a Starlink seja uma empresa separada com acionistas diferentes que não violaram nenhuma lei. (... LINKS COM POSTAGENS BRASILEIRAS)... Em tudo isso, o Ministro de Moraes falhou em respeitar os princípios universais e básicos de transparência, aviso justo e devido processo. De fato, foi revelado que o Ministro de Moraes tem enviado ordens secretas às empresas de mídia social para censurar as postagens políticas de membros eleitos do Congresso Nacional do Brasil. “Se isso soa autoritário, é”, escreveu o Washington Post nesta semana sobre a campanha de remoção de conteúdo do Ministro de Moraes. Continuando, o Washington Post afirmou que os movimentos recentes do Brasil vêm “a um custo substancial para a liberdade de expressão — com mandatos de remoção e até mandados de prisão frequentemente emitidos sob sigilo e com pouca justificativa para apoiá-los.” “Os brasileiros não deveriam ter que suportar um governo suprimindo pontos de vista políticos”, concluiu o Washington Post. Embora as ações do Ministro de Moraes reflitam repressões à liberdade de expressão que estão ocorrendo em todo o mundo, não estou escrevendo hoje com base em uma preocupação generalizada sobre a liberdade de expressão — embora acredite firmemente que reguladores de comunicações como nós devam se opor a essa tendência de censura. Nem estou argumentando que essas ações do governo brasileiro de alguma forma violam as leis dos EUA sobre liberdade de expressão. Como país soberano, o Brasil tem suas próprias leis e precedentes. Mas, segundo autoridades e especialistas jurídicos brasileiros, o Brasil agora está violando suas próprias leis através de ações arbitrárias e caprichosas contra X e Starlink. De fato, a decisão do Ministro de Moraes vai contra a própria Constituição do Brasil, que proíbe expressamente “[t]oda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”, bem como outras disposições da legislação brasileira que garantem a liberdade de expressão. As sérias e aparentemente ilegais ações contra X e Starlink não podem ser conciliadas com os princípios de reciprocidade, Estado de Direito e independência que serviram como base para o relacionamento entre a FCC e a ANATEL e a base para o investimento estrangeiro recíproco. Portanto, solicito uma reunião com você para tratar e resolver essas questões. Se preferir, irei ao Brasil para fazê-lo. Atenciosamente, Brendan Carr

21 abril 2016

PRECISAMOS DE LEI PARA SE EVITAR O APAGÃO DIGITAL ?

O Senado Federal, por meio do portal e-Cidadania, já recebeu mais de 20 mil assinaturas, número suficiente para transformar a ideia de uma sugestão legislativa em lei que proíba o modelo limitado de volume de tráfego para a internet fixa (banda larga).

O País não precisa de lei, basta o estabelecimento de um modelo adequado de comunicação digital e sua consequente regulamentação, que inclua os anseios de sua população. 

Mas estamos num Brasil que há 14 anos convive com promessas, com sua população tendo seus direitos usurpados frequentemente, obrigando-a a apelar para criação de mais uma lei para que as coisas aconteçam, embora, às vezes, nem mesmo as leis funcionem por aqui.

O Brasil está cada vez mais distante dos países avançados e, por isto, perdendo enormes oportunidades de negócios e prestação de serviços de boa qualidade, públicos e privados, que resultariam em benefícios para toda a sociedade.

No Brasil de hoje, convivemos com uma banda larga de péssima qualidade em cobertura territorial, estabelecimento e permanência da conexão, velocidade e latência.

É para resolver esses problemas que a ANATEL deveria estar atuando em benefício dos consumidores e não das operadoras. 

Volume de dados não é o negócio das operadoras que acabam se valendo desta gambiarra (volume de bits) para encobrir suas deficiências (área de cobertura, conexão, velocidade e latência) como já o fizeram no modelo da internet móvel.


Reproduzindo o Boris Casoy, já passou da hora de passarmos o Brasil a limpo.



19 abril 2016

APAGÃO DIGITAL: MAIS UM ESTELIONATO ELEITORAL

Diferentemente de outros países, o Brasil acorda (ou anoitece) tomando conhecimento de ações do governo que o deixam mais distante do mundo desenvolvido, dos países que agem, de forma permanente, para oferecer qualidade de vida sempre melhor aos seus cidadãos.

Além do declínio dos serviços públicos obrigatórios ao Estado, educação, saúde e segurança, ontem fomos dormir com a noticia de que o serviço fixo de banda larga, que já é oferecido com baixa qualidade -   com uma taxa média de transmissão de dados na rede de apenas 2,7 Mbps, o Brasil ocupa a 83a. posição no ranking de nações na web e a 78a. entre as nações que mais avançam - deixará de ser oferecido com tráfego ilimitado, segundo noticiaram os principais veículos de comunicação, como este aqui.

A internet chegou ao Brasil, de forma aberta, em 1995. Apesar de seu avanço, ao longo desses anos, os dados mencionados acima nos indicam que ainda estamos distantes de um serviço de boa qualidade. Para piorar, nos chegou esse anuncio da ANATEL.

Pois bem, ao contrário do anunciado pela ANATEL, o Brasil precisa construir uma nova política de Estado para proporcionar ao País a ampliação da velocidade da internet para que todos os cidadãos possam utilizar, sem restrições, toda a potencialidade existente nas aplicações desenvolvidas para a rede.

Hoje, a qualidade de vida da sociedade, sob qualquer ângulo que se queira examinar, inclusive a oferta de serviços públicos, depende fortemente da disponibilidade dessa tecnologia.

Aliás, pegando o gancho no momento político atual, relembramos que a promessa de banda larga em todo o País é muito antiga. Ela surgiu no primeiro governo do Presidente Lula. Infelizmente, sempre voltamos a ouví-la a cada quatro anos, por ocasião das campanhas eleitorais.

Com a presidente Dilma Rousseff não foi diferente. Ela relançou a promessa: "melhorar e ampliar o acesso da população ao serviço de banda larga para uso da internet".

Ao que parece, estamos diante de mais um estelionato eleitoral.