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15 julho 2026

Fiasco da Copa confirma que o País padece de apatia contagiosa


    O desempenho decepcionante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo consolidou uma das piores campanhas no torneio. Eliminada pela Noruega, a equipe sofreu com a falta de consistência tática e rendimento individual abaixo do esperado, marcando um dos capítulos mais frustrantes do futebol nacional.


    Cair fora da Copa já na disputa das oitavas de final é sempre uma humilhação no país que só aplaude o vencedor. De qualquer forma, o adiamento do hexa não tornou o Brasil mais desenvolvido ou menos endividado. Ganhando ou perdendo, continuaria ocupando a mesma posição em rankings mais relevantes que os da FIFA. Embora reiterem que vamos de mal a pior, tais números são recebidos com descaso pelos governantes e com indiferença por incontáveis governados. É verdade que, em casa ou no bar, muitos reclamam, se queixam ou lamentam. Mas são raríssimos os que reagem com efetiva indignação.


    Os desinformados creem que Deus proverá — ou confiam no socorro prometido por um presidente que capricha na fantasia de Pai dos Pobres que esconde a Mãe dos Ricos. Entre os que veem as coisas como as coisas são, milhões engolem com desmoralizante passividade um Supremo Tribunal Federal fora da lei, a roubalheira que alvejou aposentados e pensionistas do INSS, os 37 impostos criados ou anabolizados pelo governo Lula 3, as 2,5 mil empresas em recuperação judicial, o endividamento de mais de 80% das famílias brasileiras, o rombo de R$ 50 bilhões aberto pelo falecido Banco Master no Fundo Garantidor de Crédito ou o pântano da corrupção onde chapinham, atraídos pelo vigarista Daniel Vorcaro, figurões dos Três Poderes. Fora o resto. 


    Esse entorpecimento coletivo ajuda a encarar sem perplexidade o naufrágio do Brasil no ranking mundial da educação (65º colocado em matemática, 62º em ciências e 52º em leitura na mais recente avaliação de estudantes de 81 países). Mais que a metade dos jovens são incapazes de compreender textos básicos. São analfabetos funcionais quase 30% dos brasileiros com 15 a 64 anos de idade. Sete em cada dez nascidos há 15 anos são incapazes de resolver problemas matemáticos elementares. “Sabe por que o Brasil tem tanto analfabeto?”, pergunta Lula num vídeo recente. “Porque nenhum governo se preocupa com educação neste país”, responde o único presidente da República que não sabe escrever e jamais leu um livro da primeira palavra ao ponto final.


    Haja cinismo. Neste primeiro quarto de século, Lula e Dilma Rousseff somaram 17 anos e seis meses no poder. Segundo o maridão de Janja, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e Jair Bolsonaro conseguiram no pouco tempo que sobrou multiplicar extraordinariamente o número de lulas e aumentar a multidão de dependentes do Bolsa Família. Para esse eleitorado majoritariamente petista, a vida consiste em não morrer de fome. 


    Na Noruega, país que mandou a Seleção Brasileira de Futebol para casa, o salário mensal médio é dez vezes maior que o pago por aqui. E a inflação brasileira atingiu o dobro do índice norueguês.





10 julho 2014

BOLA PRA FRENTE, BRASIL !

Neste sábado, 12 de julho de 2014, por imposição da tabela da FIFA, já tradicional e extensivamente divulgada, a seleção brasileira voltará a campo para disputar o terceiro lugar da competição. Desejo que faça um bom jogo, vencendo a Holanda e que seja o marco inicial de uma nova fase do nosso futebol. Estarei junto, torcendo pelas duas coisas. Cada brasileiro tem o legítimo e livre direito de fazer a sua opção, mas torço para que a grande maioria já tenha superado o resultado do último jogo e já esteja em estado astral ascendente.

Sobre o jogo, minha opção é que a seleção inicie a partida com a mesma equipe usada até então. Caçar algum jogador, neste momento, não julgo oportuno. A culpa do que ocorreu não é dos jogadores. Nenhum deles se autoconvocou, todos foram escolhidos pelos responsáveis pela CBF e pela seleção. Isto não significa que gostei de suas apresentações durante a copa. Mas digo o mesmo para as demais seleções.

Os resultados de cada seleção, até as semifinais, demonstram isto. Vi, em copas passadas, equipes e jogos bem melhores. Contrariamente ao desejo da população, a imagem da Copa foi colada aos êxitos fantasiosos da atual política. O que se descobre agora é que tudo era apenas propaganda. Não tínhamos uma seleção de verdade.

Bola pra frente, Brasil! O País chegou as semifinais, algo que não ocorria desde 2002. Hoje, estamos em situação igual a da Alemanha em 2006 quando esta sediou o mundial e acabou em terceiro lugar. Que as semelhanças se propaguem fazendo com que já na Rússia, em 2018, cheguemos a final disputando o primeiro lugar. No passado, já demos prova que sabemos nos reconstruir.

Entretanto, para que isso aconteça apenas nossa torcida não será suficiente. O País precisa, como fez a Alemanha após a derrota para o Brasil na copa de 2002, entender que o nosso futebol chegou ao fundo do poço.

Estudar o que lá aconteceu fora dos campos nos últimos anos nos ajudará muito. O ponto de partida não é a criação de uma Futebras, a troca de dirigentes e de cartolas do futebol como já se anuncia. O fundamental será começar com a adoção de princípios: intolerância com a corrupção é o primeiro deles. Ficha Limpa deverá ser o critério adotado para quem vai assumir o futebol brasileiro, nos clubes, nas federações e na CBF, daqui pra frente.

Defendo também que se façam investigações implacáveis sobre os atos passados. Como diz o Boris Casoy, "Isto é uma vergonha, é preciso passar o Brasil a limpo". Pelo que se divulga diariamente na imprensa, muitos dirigentes seriam processados.

Vencida essa etapa, caberá serem adotados, entre outros princípios e medidas, alto padrão de planejamento e gestão, uso de técnicas e tecnologias recentes na formação de todos os profissionais pertinentes, inclusive os jogadores. Nós, brasileiros, torcedores nos momentos de alegrias, mas, também nos de tristezas, estaremos juntos.

Que amanhã, o domingo seja de uma grande festa no Maracanã. O Brasil saberá demonstrar isto ao mundo.




15 maio 2014

O MEDO SE FAZ PRESENTE E A ESPERANÇA FICOU SÓ NA PROMESSA


O País, a menos de 30 dias da copa mundial de futebol a ser realizada em seu território, parece estar em ebulição. Mas quiçá a copa fosse o motivo desta ebulição e, posteriormente, de muitas alegrias. Infelizmente não é bem assim.

Por outros motivos, e estes bem preocupantes, em várias partes do Brasil, a semana começou com greves, protestos, saques e tropas nas ruas, e não há datas marcadas para findarem e se retirarem.

Em todo o Brasil há um clima de insatisfação em grande parte da sociedade. Em várias ocasiões, mostradas na TV, percebe-se que já há, nas ruas, desespero, medo e até caos. Toda esta situação é decorrente da falta de rumo em que vive a Nação. Fazendo-se uso da célebre frase de Sêneca, o filósofo romano, sente-se que não há nenhum vento favorável para o comandante do barco, pois este não sabe para onde ir.

A convivência diária com a alta de preços, as denúncias de corrupção no governo e o seu baixo desempenho na gestão das obras prometidas para a copa, tudo isto somado aos problemas que permanecem insolúveis na educação, na saúde, na segurança pública têm demonstrado à incapacidade da administração superior do País de conduzí-lo a um porto seguro. Eleições à vista, bateu o medo, bateu o desespero no Planalto.

Para piorar, esse desespero e esse medo começaram a atingir outras esferas das organizações sociais, particularmente o principal partido de sustentação do governo #Dilma, tendo em vista a proximidade do pleito eleitoral.

Nesse contexto, começou a circular, também esta semana, o comercial do PT  que ressuscita o discurso do medo, enfaticamente combatido, pelo partido, em eleições anteriores. O PT, desta vez, optou por outro caminho, o de seu adversário no passado. O desespero se faz presente e, hoje, reage  à desesperança disseminando pânico, fazendo apologia do medo.


Brasília, 15 de maio de 2014.