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23 julho 2026

Sinal amarelo para o Brasil

Entre as prioridades do 15º Plano Quinquenal chinês, aprovado em 12 de março de 2026, encontram-se a autossuficiência alimentar, a IA no campo e e novas proteínas. Todas estão no centro de seu planejamento para os próximos anos. O recado para os grandes exportadores, como o Brasil, é difícil de ignorar. A estratégia da China é clara - importar menos e produzir mais. O movimento já começou. Desde janeiro, a China passou a aplicar um adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem as cotas anuais estabelecidas para países como o Brasil, com o objetivo declarado de proteger sua produção doméstica.

Enquanto o Brasil se volta para a China como parte de sua estratégia de diversificação, Pequim trabalha para reduzir justamente a dependência externa que ajudou a transformar o país em uma potência agrícola.

"A China identificou que estar muito exposta a importações é um elemento de vulnerabilidade para um país com uma população tão grande e por isso está promovendo uma mudança estrutural", afirma Larissa Wachholz, coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e ex-assessora especial do Ministério da Agricultura.

"Obviamente, a China não vai renunciar às exportações brasileiras de soja num prazo visível, mas ela vai começar a depender num grau cada vez menor dessas importações, porque está investindo seriamente em tecnologias de substituição dessas proteínas vegetais por aminoácidos industriais e outras formas de produção de proteína para consumo animal. Essa ideia de que a produção brasileira de soja é importantíssima para alimentar o mundo é uma ficção. Nós não alimentamos pessoas, nós alimentamos animais", afirma o professor Ricardo Abramovay, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo .

O alerta encontra respaldo em projeções do relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, segundo o qual as importações chinesas de soja podem cair cerca de 25% até 2030 — uma redução equivalente a aproximadamente 23,5 milhões de toneladas. 

Entre os fatores apontados estão melhorias na alimentação animal, ganhos de produtividade e o avanço de proteínas produzidas por novos processos industriais. O estudo destaca tecnologias como fermentação de precisão, biomanufatura e carne cultivada em laboratório, métodos que podem reduzir a necessidade de soja destinada à produção convencional de proteína animal.

A transformação da China em potência econômica foi acompanhada por uma mudança igualmente profunda na forma como sua população se alimenta. Desde o início das reformas econômicas lançadas por Deng Xiaoping no fim dos anos 1970, centenas de milhões de chineses deixaram a pobreza e ingressaram na classe média. Com mais renda disponível, a dieta do país passou por uma rápida diversificação: o consumo de carne, leite, ovos e alimentos processados cresceu de forma acelerada.

Essa mudança teve efeitos diretos sobre o comércio global de alimentos. Para produzir mais fontes de proteína, a China precisou ampliar fortemente a oferta de ração animal — que tem como um dos insumos principais a soja. Foi essa demanda crescente que ajudou a transformar o Brasil em um dos principais fornecedores agrícolas do país asiático. 

Isso porque o território chinês enfrenta limitações estruturais para expandir sua produção agrícola: o país abriga cerca de um quinto da população mundial, mas dispõe de menos de 10% das terras agricultáveis do planeta e de cerca de 6% dos recursos hídricos globais.

Assim, durante décadas, a solução encontrada por Pequim foi combinar produção doméstica com importações crescentes de alimentos e insumos agrícolas. Esse modelo permitiu sustentar a expansão do consumo sem exigir que o país produzisse internamente tudo aquilo que sua população demandava. 

Agora, porém, a mesma dependência externa que ajudou a impulsionar seu crescimento passou a ser vista internamente com apreensão, especialmente em um contexto marcado por guerras, disputas comerciais, sanções econômicas e interrupções nas cadeias globais de suprimento.

A preocupação não é teórica. Segundo o relatório China's Food Future, da consultoria Systemiq, a China é hoje o maior importador de alimentos do mundo e acumula um déficit comercial agrícola de US$ 124,5 bilhões. 

No caso da soja, cerca de 84% do consumo doméstico depende de importações. Mais da metade desse abastecimento vem do Brasil, que responde por cerca de 71% das compras chinesas do grão. 

Na carne bovina, a dependência externa é menor, mas ainda relevante: aproximadamente 32% do consumo é importado, e o Brasil responde por 54% dessas compras.

O historiador econômico Adam Tooze, da Universidade Columbia, enxerga paralelos entre a atual estratégia de soberania alimentar chinesa e a política industrial que permitiu ao país assumir posições de liderança global em setores como energia solar, baterias e veículos elétricos. 

Em artigo recente publicado no jornal britânico Financial Times, ele aponta o caminho percorrido por Pequim em ambos os casos: planejamento estatal, financiamento direcionado, coordenação entre universidades, empresas e centros de pesquisa e forte aposta em inovação tecnológica.

"Se o desacoplamento alimentar for perseguido com a mesma energia da política industrial da China, ele irá subverter a economia agrícola global do último quarto de século", alerta Tooze.

O historiador argumenta que a dependência de importações ajudou a sustentar a rápida melhora do padrão de vida da população chinesa, mas também criou vulnerabilidades que passaram a preocupar a liderança do país.

"É para os atuais líderes de mercado que a formidável guinada da China em direção à segurança tecnoindustrial traz uma incerteza radical", conclui.

Para Wachholz, a lógica por trás dessa transformação vai além da produção agrícola. Segundo ela, Pequim passou a tratar a segurança alimentar como uma questão estratégica porque precisa garantir o abastecimento de uma população cada vez mais urbana, rica e exigente.

"A China não depende de importações para assegurar o mínimo de calorias para a sua população. Ela depende delas para garantir uma alimentação mais diversa", afirma.

Essa mudança ajuda a explicar por que o governo chinês tem direcionado investimentos para áreas como biotecnologia, agricultura de precisão e novas formas de produção de proteína. Ela também reflete transformações no comportamento do consumidor chinês, cada vez mais atento à relação entre alimentação, saúde e sustentabilidade.

"É muito comum usar o termo 'verde' na China. E esse termo está associado não apenas a algo que seja benéfico para o meio ambiente, mas também para a saúde. Os chineses tendem a compreender esses dois conceitos de forma associada", diz Wachholz.

"O Brasil tem que estar com o sinal amarelo ligado", afirma a senadora pelo Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura (2019-2022) Tereza Cristina (PP). "Não vai acontecer da noite para o dia [a redução das importações], mas o Brasil tem que estar de olho e se preparar para novos mercados ou para a diminuição da área plantada de soja", afirma.

Para ela, um dos pontos de atenção é a possível expansão do uso de sementes geneticamente modificadas pelos produtores chineses. Embora a China importe há décadas grandes volumes de soja transgênica produzida em países como Brasil e EUA, o cultivo doméstico dessas variedades avançou mais lentamente por razões regulatórias e políticas.

Nos últimos anos, porém, Pequim passou a flexibilizar gradualmente essas restrições e a investir pesadamente em melhoramento genético, biotecnologia e desenvolvimento de sementes próprias. O 15º Plano Quinquenal estabelece como meta elevar a autossuficiência em sementes consideradas estratégicas para 85%.

"A hora que eles passarem para os transgênicos e aumentarem essa produção própria para diminuir a dependência, o Brasil será o primeiro país impactado, já que nós somos os maiores exportadores de soja", diz Tereza Cristina.

Na visão de Abramovay, há também um fator geopolítico em jogo: uma eventual acomodação das tensões comerciais entre Washington e Pequim poderia levar a China a ampliar compras de produtos agrícolas americanos como parte de acordos mais amplos entre as duas potências. "É um horizonte que nem de longe pode ser tomado como seguro para o Brasil", afirma.

Para Tereza Cristina, o alerta não significa que o Brasil esteja condenado a perder espaço, mas que precisa começar a se adaptar a um cenário diferente daquele que predominou nas últimas duas décadas.

"O Brasil tem que pensar no que fazer estrategicamente, se terá que diminuir a produção de soja ou passar para outros produtos", avalia. "Não existem outros países para onde a gente possa exportar esse volume que podemos vir a perder se a China diminuir a demanda".

Segundo ela, a experiência recente mostra que metas anunciadas por Pequim costumam ser perseguidas de forma consistente: "Quando a China fala, ela cumpre. Então isso é um alerta para a produção brasileira."

Para Tereza Cristina, o governo deveria manter estruturas permanentes de inteligência estratégica para monitorar tendências globais e antecipar mudanças de mercado. Wachholz, que estabeleceu o "Programa China" na gestão da ministra, também vê falhas na resposta brasileira, mas direciona suas críticas principalmente ao setor privado.

"Ele deveria estar mais presente na China, fazendo mais ações de monitoramento e de acompanhamento e promoção dos nossos produtos", afirma. "O governo brasileiro trabalha para abrir o mercado, mas mesmo depois de aberto, os fluxos de negócio demoram a acontecer. Não é como se o Estado brasileiro fosse o exportador".

Apesar dos alertas, nenhum dos entrevistados prevê um colapso da relação comercial entre Brasil e China. O consenso é que Pequim continuará importando grandes volumes de alimentos brasileiros por muitos anos. O risco, segundo Wachholz, está em continuar tomando decisões de investimento de longo prazo como se a demanda chinesa fosse crescer indefinidamente.

15 julho 2026

Fiasco da Copa confirma que o País padece de apatia contagiosa


    O desempenho decepcionante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo consolidou uma das piores campanhas no torneio. Eliminada pela Noruega, a equipe sofreu com a falta de consistência tática e rendimento individual abaixo do esperado, marcando um dos capítulos mais frustrantes do futebol nacional.


    Cair fora da Copa já na disputa das oitavas de final é sempre uma humilhação no país que só aplaude o vencedor. De qualquer forma, o adiamento do hexa não tornou o Brasil mais desenvolvido ou menos endividado. Ganhando ou perdendo, continuaria ocupando a mesma posição em rankings mais relevantes que os da FIFA. Embora reiterem que vamos de mal a pior, tais números são recebidos com descaso pelos governantes e com indiferença por incontáveis governados. É verdade que, em casa ou no bar, muitos reclamam, se queixam ou lamentam. Mas são raríssimos os que reagem com efetiva indignação.


    Os desinformados creem que Deus proverá — ou confiam no socorro prometido por um presidente que capricha na fantasia de Pai dos Pobres que esconde a Mãe dos Ricos. Entre os que veem as coisas como as coisas são, milhões engolem com desmoralizante passividade um Supremo Tribunal Federal fora da lei, a roubalheira que alvejou aposentados e pensionistas do INSS, os 37 impostos criados ou anabolizados pelo governo Lula 3, as 2,5 mil empresas em recuperação judicial, o endividamento de mais de 80% das famílias brasileiras, o rombo de R$ 50 bilhões aberto pelo falecido Banco Master no Fundo Garantidor de Crédito ou o pântano da corrupção onde chapinham, atraídos pelo vigarista Daniel Vorcaro, figurões dos Três Poderes. Fora o resto. 


    Esse entorpecimento coletivo ajuda a encarar sem perplexidade o naufrágio do Brasil no ranking mundial da educação (65º colocado em matemática, 62º em ciências e 52º em leitura na mais recente avaliação de estudantes de 81 países). Mais que a metade dos jovens são incapazes de compreender textos básicos. São analfabetos funcionais quase 30% dos brasileiros com 15 a 64 anos de idade. Sete em cada dez nascidos há 15 anos são incapazes de resolver problemas matemáticos elementares. “Sabe por que o Brasil tem tanto analfabeto?”, pergunta Lula num vídeo recente. “Porque nenhum governo se preocupa com educação neste país”, responde o único presidente da República que não sabe escrever e jamais leu um livro da primeira palavra ao ponto final.


    Haja cinismo. Neste primeiro quarto de século, Lula e Dilma Rousseff somaram 17 anos e seis meses no poder. Segundo o maridão de Janja, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e Jair Bolsonaro conseguiram no pouco tempo que sobrou multiplicar extraordinariamente o número de lulas e aumentar a multidão de dependentes do Bolsa Família. Para esse eleitorado majoritariamente petista, a vida consiste em não morrer de fome. 


    Na Noruega, país que mandou a Seleção Brasileira de Futebol para casa, o salário mensal médio é dez vezes maior que o pago por aqui. E a inflação brasileira atingiu o dobro do índice norueguês.





05 julho 2026

Brasil vs Noruega


Humilhação não foi perder da Noruega no futebol.

Humilhação é perder para um país de apenas 5,6 milhões de habitantes que encontrou petróleo, teve responsabilidade para administrar essa riqueza e hoje possui o maior fundo soberano do planeta, com cerca de US$ 2,2 trilhões em patrimônio e participação em aproximadamente 1,5% das empresas listadas no mundo. Enquanto isso, o Brasil descobriu o pré-sal, mas continua desperdiçando oportunidades em meio a escândalos de corrupção, desperdício de recursos públicos e decisões de curto prazo. A diferença entre Brasil e Noruega nunca foi talento. Sempre foi gestão, planejamento e responsabilidade com o dinheiro do povo. No futebol, uma derrota faz parte do esporte. O que realmente deveria envergonhar é ver um país tão rico continuar desperdiçando seu potencial enquanto outros transformam riqueza em prosperidade para as próximas gerações.

PIB per capita: 🇳🇴 $ 85 mil 🇧🇷 $ 10 mil Desenvolvimento: 🇳🇴 0,970 🇧🇷 0,750 Expectativa de vida 🇳🇴 83 anos 🇧🇷 75 anos Corrupção: 🇳🇴 5° lugar 🇧🇷 107º lugar Segurança: 🇳🇴 19 homicídios (2025) 🇧🇷 34.086 (2025) Futebol: 🇳🇴 2 x 1 🇧🇷

02 julho 2026

Os Estados Unidos criaram 1200 milionários POR DIA em 2025!


Só ano passado, foram adicionados 438 mil milionários, mais do que os milionários existentes no Brasil, que seriam 386 mil, segundo o UBS.

Pouca gente tem a exata noção da amplitude da prosperidade americana. 23,6 milhões de americanos tem um patrimônio maior que US$ 1 milhão. É uma proporção de 7,15 para cada 100 pessoas. No Brasil, a proporção de 0,18 para cada 100. Ou seja, proporcionalmente, os EUA tem 39x mais milionários que o Brasil.

24 junho 2026

O Brasil é um regime socialista de autoritarismo crescente

 

Gramsci deve estar sorrindo no inferno. O teórico comunista estava certo. A forma mais eficiente de impor o socialismo não é na ponta do fuzil, como fizeram os bolcheviques, mas pela conquista da cultura, em que as pessoas vão abandonando valores tradicionais e adotando o pensamento esquerdista sem nem perceber. Esse é o ponto que poucos entenderam. O socialismo do século XXI abandonou a estatização das fábricas e adotou a captura das instituições. Não precisa mais confiscar a propriedade quando consegue esvaziá-la por dentro. Na verdade, o confisco continua existindo, só que de forma implícita. Se um empresário não pode mais administrar a própria empresa como julga melhor, ele já não a possui de verdade. O título de propriedade permanece no papel. O conteúdo do direito é que foi expropriado. É o mesmo projeto de sempre, com outra roupagem. E é exatamente essa mutação que Gramsci anteviu. A estratégia foi amplamente adotada pela esquerda brasileira, pela ocupação de espaços no meio artístico, nas universidades, na imprensa, nas religiões organizadas e em outras instituições, dentro e fora do Estado, inclusive os próprios órgãos de Justiça. O resultado começa a aparecer como uma avalanche. Vai muito além da censura e da perseguição à direita dos últimos anos. Chega ao ponto de condenações que transformam a vida privada em campo de batalha ideológico. Algumas decisões judiciais recentes expõem o nível de arbitrariedade alcançado: 1. A Ortobom, fabricante de colchões, foi condenada a pagar R$ 300 mil por danos morais coletivos porque todas as suas 24 chefias eram ocupadas por homens. Em nenhum momento o processo provou um único caso concreto de discriminação contra uma mulher. O TST entendeu que a ausência de mulheres, por si só, inverte o ônus da prova: cabia à empresa demonstrar que seus critérios de promoção eram neutros. Na prática, a estatística virou acusação. Vale lembrar que NÃO existe lei alguma que obrigue uma empresa a contratar mulheres, e que, pela Constituição, ninguém pode ser punido sem que a lei defina o crime. Mas, como a ideologia socialista EXIGE igualdade de resultados, e não igualdade de oportunidades, a empresa foi condenada. 2. Um casal do interior de São Paulo foi condenado por educar as filhas em casa, o chamado homeschooling, mesmo demonstrando que as meninas têm nível cultural muito superior à média brasileira. Detalhe que diz tudo: o próprio Ministério Público pediu a absolvição, e o juiz condenou assim mesmo, contrariando entendimentos do próprio Tribunal de Justiça de São Paulo, do STJ e do Supremo. O magistrado se incomodou até com o fato de uma das filhas não gostar de funk e sertanejo, o que ele leu como "discriminação e preconceito". Numa lógica que trata o Estado como dono das crianças, é primordial que elas sejam educadas pelo time de professores militantes, que transforma os inocentes em soldados da revolução. 3. Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, foi condenada por omissão diante das agressões que mataram o próprio filho. Depois de o júri desclassificar o homicídio para a forma culposa, a juíza concedeu o perdão judicial. O motivo: a sociedade teria agido de forma "misógina" e "patriarcal" ao cobrar dela, como mãe, a proteção da criança. Na prática, o gênero da ré valeu mais do que a vida de um menino de quatro anos. São três exemplos entre uma série crescente de decisões, todas movidas pelo mesmo princípio. A lei deixou de ser igual para todos e passou a depender do grupo a que pertence o réu. Empresa privada, pune-se. Pais cristãos que educam, pune-se. Mãe omissa diante da morte do filho, perdoa-se. É a revogação da Constituição e das leis em nome da ideologia. E nada disso acontece num vácuo. Esses casos se somam a um quadro de censura e perseguição política em que a própria oposição ao regime foi criminalizada. O principal líder da direita está preso e inelegível, condenado num verdadeiro show trial. Milhares de pessoas foram censuradas, e centenas, presas. Há brasileiros no exílio por razões políticas. Não está satisfeito com a corrupção endêmica, com o crime organizado tomando conta do país? Fique quieto, ou seja preso. Essa é a realidade desde 2019. Onde o adversário do regime perde a liberdade, não há oposição livre. E onde não há oposição livre, a eleição vira fachada, assim como a própria "democracia". A outra ferramenta de tomada do patrimônio é a tributação. Aqui o confisco é literal, e ganhou tração inédita no último governo. Em pouco mais de três anos, foram dezenas de aumentos de impostos, num ritmo que chegou a quase um novo tributo a cada 27 dias. A carga tributária bateu o recorde histórico, superando 32% do PIB, e a arrecadação federal alcançou R$ 2,9 trilhões em 2025, a maior da série. A partir de 2026, voltam a ser tributados os dividendos, rompendo uma isenção que vigorava desde 1995. E vêm aí os efeitos da reforma tributária, que elevarão sensivelmente a carga sobre o setor de serviços, justamente o grande motor da economia. E mesmo arrecadando como nunca, o governo gasta ainda mais. A conta não fecha pela receita, fecha pela dívida. O endividamento público explodiu: a dívida bruta saltou para perto de 79% do PIB, uma alta de quase sete pontos em três anos, e caminha para mais de 83% já em 2026. Só de juros, o Estado torrou cerca de R$ 1 trilhão num único ano, quase 8% de tudo o que o país produz. É esse rio de gasto público e crédito subsidiado que mantém a economia aparentemente aquecida. Na prática, o regime financia a própria popularidade no cartão de crédito, empurrando a fatura para frente. E essa fatura tem nome: inflação, que corrói silenciosamente o poder de compra do trabalhador, e juros nas alturas, que sufocam quem quer produzir. Sufoca-se a livre iniciativa por dentro, sangrando quem produz, enquanto o Estado se endivida para sustentar a ilusão de prosperidade. A marca central do socialismo é a negação dos direitos individuais fundamentais. A liberdade de expressão, de culto, o direito à propriedade, à livre iniciativa. É a guerra contra a livre iniciativa em todas as suas matizes, supostamente em favor do coletivo, mas, na prática, concentrando poder nas mãos daqueles que se apresentam como líderes das massas "oprimidas". E o socialismo não confisca apenas a liberdade econômica. Confisca também a liberdade política. Em qualquer sociedade minimamente saudável, cada um desses casos bastaria para provocar uma revolta de grandes proporções. Mas numa sociedade em que boa parte da população já foi inoculada com o vírus mental socialista, a oposição não é suficiente para mudar a trajetória rumo à consolidação de um autoritarismo sem precedentes.


Por Leandro Ruschel - 24/06/2026.

28 maio 2026

PCC e Comando Vermelho são designadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos


O argumento de que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos “ameaça a soberania brasileira” inverte completamente o problema. A ameaça à soberania brasileira não vem dos EUA reconhecer a realidade. A ameaça à soberania brasileira vem de facções criminosas que controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam populações civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões, traficam drogas e armas através de fronteiras e projetam sua atuação para além do Brasil. Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público. O argumento de que PCC e CV não poderiam ser tratados como organizações terroristas porque “não têm bandeira política” é juridicamente estreito e empiricamente ingênuo. Essas organizações talvez não publiquem manifestos ideológicos como grupos revolucionários clássicos. Mas exercem poder político no sentido mais concreto possível porque controlam comunidades, intimidam autoridades, influenciam eleições, paralisam cidades, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática contra civis para preservar domínio territorial e econômico. A designação americana não transforma o Brasil em alvo. Ela mira organizações criminosas específicas que representam ameaça transnacional. Também não autoriza automaticamente intervenção militar em território brasileiro. Esse espantalho serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável. O efeito concreto da designação é ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte. Ou seja onde essas facções são mais vulneráveis. Também é curioso ouvir preocupações abstratas com soberania quando as principais vítimas da perda de soberania são os brasileiros que vivem sob domínio criminoso. Para a mãe que não pode sair de casa porque uma facção decretou toque de recolher, para o comerciante extorquido, para a família atingida por guerra territorial, para o policial assassinado e para a comunidade abandonada à governança criminal, a soberania brasileira já foi violada há muito tempo — não por uma designação americana, mas pelo poder armado das facções. A pergunta correta é por que o Estado brasileiro permitiu que essas organizações crescessem a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica. Se o Brasil tivesse desmantelado sua infraestrutura financeira, contido sua expansão internacional, protegido suas fronteiras, impedido sua infiltração institucional e recuperado os territórios dominados por facções, talvez EUA não tivesse sentido necessidade de agir. Isso não é uma medida anti-Brasil. É uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho. O verdadeiro ato pró-Brasil é reconhecer que o povo brasileiro é a primeira e maior vítima dessas organizações e que a cooperação internacional contra elas deve ser bem-vinda, não tratada como ofensa nacional. O Brasil deveria responder não com indignação performática, mas com cooperação, inteligência financeira, extradições, bloqueio de ativos, repressão à lavagem de dinheiro e uma estratégia nacional séria para recuperar territórios dominados pelo crime organizado. A soberania brasileira não será protegida defendendo a sensibilidade diplomática de facções criminosas. Será protegida destruindo o poder delas.

O Brasil tem lugar de honra no maior IPO da história, o da SpaceX, de Elon Musk

 


No texto abaixo, o Marcelo Guterman mostra que o STF ocupa um lugar de honra no maior IPO da história. Parabéns aos envolvidos. Boa leitura. 👇

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O Brasil tem lugar de honra no maior IPO da história, o da SpaceX, de Elon Musk. “No prospecto de qualquer IPO, a empresa é obrigada, pela SEC, a descrever todos os riscos para os investidores. Os executivos da Space X descreveram 54 tipos de diferentes de risco. Um deles se refere à "natureza global do negócio, que o expõe a riscos relacionados a regimes ou autoridades instáveis, maliciosas ou arbitrárias". Este risco é genérico, referindo-se a jurisdições que não se guiam pelo Rule of Law. Mas os executivos da Space X foram além, e decidiram dar um exemplo prático desse tipo de risco. É aqui que o Brasil brilha: "Não há garantia de que conseguiremos manter nossas operações em qualquer jurisdição e, caso nossos ativos ou propriedades sejam sujeitos a apreensão ou outra forma de expropriação, não há garantias de que conseguiremos recuperá-los. Qualquer ação judicial ou governamental desse tipo pode nos afetar negativamente. Por exemplo, em agosto de 2024, a Starlink recebeu uma ordem do Supremo Tribunal Federal do Brasil que bloqueou seus ativos financeiros brasileiros e a impediu de realizar transações financeiras no país (a “Apreensão de Ativos no Brasil”). A ação do Supremo Tribunal Federal decorreu de supostas violações da legislação brasileira pela empresa X, que na época não era de nossa propriedade e tinha apenas vínculo com o Sr. Musk. É possível que sejamos submetidos a ações como a Apreensão de Ativos no Brasil no futuro (seja no Brasil ou em outro país) e, independentemente de tal ação estar em conformidade com as leis locais e internacionais, talvez nunca consigamos recuperar os ativos apreendidos em uma ação semelhante. Além disso, as medidas que tomamos para minimizar o impacto de ações como a Apreensão de Ativos no Brasil sobre nossos clientes, por exemplo, continuando a fornecer o serviço gratuitamente ou alterando os processos e métodos de pagamento para permitir que os clientes mantenham o serviço, podem ter um impacto significativo em nosso desempenho financeiro. Como evidenciado pela Apreensão de Ativos no Brasil, podemos estar sujeitos a ações adversas por parte de agentes governamentais com base em suposições, fatos ou eventos que não estão diretamente relacionados às nossas operações, mas sim às ações de nossos diretores, executivos ou acionistas, ou às operações de empresas a eles afiliadas." É ou não é para sentir orgulho de ser brasileiro, ter o seu Supremo Tribunal citado como exemplo de risco para o desempenho da empresa. E isso em um documento que vai ser lido por investidores do mundo inteiro! Isso é que é insegurança jurídica, ninguém nos vence nesse quesito! Parabéns STF! Parabéns Alexandre de Moraes! Vocês conseguiram!”

17 março 2026

No Brasil o Estado de Direito Democrático é uma ficção


    Rui Barbosa nos avisou sobre o maior problema de uma ditadura do poder judiciário.

                             

    O Brasil formalmente democrático enfrenta grave contradição. Não são os Três Poderes que se submetem à Constituição, mas a Constituição é que está sujeita aos caprichos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em resumo, o Estado de Direito Democrático no Brasil atual é uma ficção.

    As consequências horríveis são visíveis para o mundo inteiro como se tem observado em matérias e vídeos nas redes sociais. Nelas se toma conhecimento de presos políticos, exilados, fugitivos e de nomes que já faleceram.



    Resultado. O País vive uma profunda polarização social, econômica e política. Na prática, o que avança é a corrupção e o saque institucional: cargos capturados, a lei aplicada de forma seletiva e o Estado tratado como espólio.



  












    Vieram as traições, os expurgos institucionais, inclusive contra militares profissionais, para eliminar freios e alinhar o aparato estatal. O poder foi parcialmente capturado por facções. Quem mantinha disciplina virou suspeito. Quem obedecia a hierarquia passou a ser rotulado como ameaça.

       
    


  

Ainda não dá para se comemorar a queda do referido sistema. Mas ... 

A blindagem feita em nome de uma suposta 'defesa da democracia' foi para o vinagre, enquanto a ideia de que o STF 'tem de voltar ao seu quadrado', para o Brasil retornar aos trilhos democráticos, espalhou-se pela sociedade.

31 dezembro 2025

2025 foi um ano complicado


    2025 foi um ano complicado. Os brasileiros foram constantemente surpreendidos por notícias negativas. 


    A "imprevisibilidade" dos acontecimentos afetou todos os segmentos da sociedade, já reticentes com a equivocada política adotada pela elite institucional que ora ocupa o poder, elite esta que não percebe ser impossível promover o desenvolvimento de um País com as crises que estabeleceram durante todo o ano, muitas delas remanescentes dos anos anteriores.


    Entre elas, a avassaladora intromissão do judiciário rompendo a harmonia entre os poderes, rasgando a Constituição do País. O Supremo Tribunal Federal decidiu abandonar suas funções exclusivamente jurisdicionais, para se transformar em protagonista político.


    A sociedade aguarda com apreensão 2026. Os brasileiros são otimistas e acreditam que sairemos desta crise como já saímos de outras. 


    Alguém já disse que o Brasil é como o besouro que, segundo os físicos, não poderia voar, pelo tamanho de suas asas e o peso de seu corpo, mas, como o besouro não entende de física, ele voa. Assim também o Brasil.

15 dezembro 2025

Chegamos ao fim de 2025. Qualidade de vida e o futuro dos brasileiros estão em risco

 


    Estamos nos últimos dias de 2025, infelizmente com vários recordes negativos: o brasileiro nunca pagou tanto imposto, sem ver melhorias nos serviços públicos. 

    Em 2025, o governo abocanhou 32,2% de tudo o que foi produzido no país! A taxa de juros termina nas alturas, em 15%, pois o Banco Central continua a sinalizar juros altos por "período bastante prolongado“ para conter a inflação. Analistas apontam que o aumento de impostos contribui para que o Brasil se torne um país mais pobre e menos competitivo no ranking internacional.


    Enquanto o governo se recusa a cortar custos, acabar com o inchaço da máquina pública ou privatizar estatais deficitárias, a solução é sempre a mesma: tirar o dinheiro de quem trabalha.

    A dívida pública pode bater no ano que vem em 84% do PIB, bem acima do prometido no arcabouço fiscal - que é uma fantasia, pois temos centenas de bilhões de reais fora da meta. 

    Eis o balanço da gastança de três anos do PT, que ainda jogou no buraco os Correios e também bateu recorde de criação de cargos de confiança para a companheirada. É a qualidade de vida e o futuro dos brasileiros que estão em risco.

08 dezembro 2025

Censure os americanos e vá à falência em seus tribunais



PROJETO DE LEI DOS EUA MIRA A UE E O BRASIL POR CENSURA ONLINE: "CENSURE UM AMERICANO, PAGUE MILHÕES"

A Lei GRANITE, que garante direitos contra novas tiranias e extorsões internacionais, está ganhando força. Já protocolado em Wyoming e New Hampshire, o projeto de lei, segundo a subsecretária de Estado dos EUA, Sarah Rogers, está "prestes" a ser apresentado na Câmara, após as ameaças da Ofcom, do Reino Unido, e a multa de US$ 150 milhões imposta pela UE à X terem ultrapassado a "linha vermelha" de Trump. O projeto de lei elimina a imunidade soberana estrangeira para qualquer governo que censure cidadãos americanos, permitindo que as vítimas processem o país por indenizações triplicadas ou um mínimo de US$ 10 milhões por violação. Isso visa diretamente as multas da DSA de Bruxelas e a proibição do X/Rumble pelo juiz brasileiro Alexandre de Moraes. Comissários da UE e ditadores brasileiros acham que podem silenciar os americanos à distância porque a imunidade soberana os protege. A GRANITE desfaz essa proteção, transformando cada ordem de censura em uma mina de ouro milionária em processos judiciais nos EUA. Alexandre de Moraes já foi duramente criticado em um tribunal da Flórida por sua proibição de conteúdo; agora imagine os burocratas da UE enfrentando multas de mais de 10 milhões de dólares cada vez que multam. Aprovada a lei, os censores estrangeiros terão que recuar ou assistir suas economias sufocarem quando os tribunais dos EUA congelarem ativos (o Reino Unido tem US$ 60 bilhões apenas em bancos americanos). Esta é a essência da política externa da era Trump: fazer os valentões pagarem até que se rendam. A mensagem é clara: censure os americanos e vá à falência em seus tribunais. Fontes: GB News, Reuters, Zero Hedge