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28 maio 2023

MARINA NO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - SUA FUNÇÃO É ENFEITAR O MINISTÉRIO COM UMA PEGADA AMBIENTALISTA - SÓ ISSO


“Qualquer tentativa de desmontar o serviço nacional de meio ambiente é um desserviço à sociedade brasileira” protestou Marina. “Isso pode criar gravíssimos prejuízos para o país”. É mesmo? Mas quem está prestando o que ela chama de “desserviço” não é a “direita”, nem o “agronegócio”, nem a oposição – é o governo Lula, do qual faz parte.

Como é que fica, então? A ministra, como já aconteceu em outras oportunidades, tentou fazer parte do Sistema Lula. Está vendo que não faz. Sua função é enfeitar o ministério com uma pegada ambientalista – e só isso", conclui J. R. Guzzo em seu primoroso artigo, "Marina Silva no governo Lula: pedir para sair ou engolir sapo?",  publicado na Gazeta do Povo.

Aos 65 anos de idade, e uns 50 como profissional das causas ecológicas no Brasil e no mundo, ela continua querendo ser amiga de Lula e do PT para receber alguma vantagem – e continua se dando mal todas as vezes em que tenta. Agora, mais uma vez, está na posição de pedir o boné e tornar-se ex-ministra, ou engolir o sapo e continuar grudada no governo. É uma situação inviável, até porque a ministra é uma figura inviável. Sua única função na vida pública tem sido fazer oposição ao progresso, sempre – e, aí, até o “socialismo” do PT fica incomodado, afirma Guzzo.

Marina teve duas realizações notáveis em sua curta permanência no governo Lula.

A primeira foi dizer, para os “bilionários do bem” que se reúnem todos os anos numa estação de esqui na Suíça, que havia “120 milhões” de pessoas passando fome no Brasil. 

A segunda, antes de se completarem seis meses de governo, foi ver o seu ministério amputado de funções essenciais. Para se ter uma ideia mais precisa das coisas: o Ministério do Meio Ambiente, hoje, é menos do que era no governo anterior.

18 novembro 2022

O BRASIL NA COP27: O BRASIL + SUSTENTÁVEL

Lula não esteve lá representando o Brasil

O representante oficial foi o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite,  que apresentou documento com medidas adotadas nos últimos quatro anos que estariam alinhadas com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), um apelo global para acabar com a pobreza e proteger o meio ambiente. Ao todo, foram listados mais de 800 ações.

Segundo o governo, a produção da Agenda Brasil + Sustentável se deu de forma colaborativa e mobilizou a participação de todos o ministérios. O documento, com 80 páginas, também está acessível ao público. São citadas as contribuições de iniciativas variadas como o Auxílio Brasil, o Plano Safra, o Marco Legal do Saneamento e a Operação Acolhida, entre outros.

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, é o chefe da delegação brasileira. Em discurso proferido na terça-feira (15), ele também apresentou programas e políticas públicas implementadas pelo país nos últimos anos. "Desde 2019, trabalhamos junto com o setor privado para encontrar soluções climáticas e ambientais lucrativas para as empresas, as pessoas e a natureza. Invertemos a lógica dos governos anteriores que só agiam para multar, reduzir e culpar. Este governo faz políticas para incentivar, inovar e empreender, criando assim marcos legais para uma robusta economia verde com geração de emprego e renda para todos os brasileiros", disse o ministro.

Leite reconheceu que o país tem desafios para enfrentar, como o desmatamento ilegal na Amazônia, os 100 milhões de brasileiros sem acesso a redes de esgoto e os mais de 2,6 mil lixões a céu aberto.

Durante a Conferência do Clima da ONU (COP26), em 2021, o Brasil surpreendeu a todos já na sua abertura. No seu primeiro dia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a decisão em estabelecer novas e ambiciosas contribuições do Brasil (NDCs — Nationally Determined Contributions) em favor do esforço global de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O Brasil aumentou sua ambição voluntária em relação ao objetivo do Acordo de Paris, de conter o aumento global da temperatura em 1,5º Celsius até 2060. Anunciou também outras medidas de grande relevância.

Como nos ensinou Tom Jobim, o Brasil decididamente não é para amadores. Muito menos para aqueles que se atrevem a falar sobre o País e, em especial, sobre a Amazônia, como é o caso de vilões ambientais, como é o caso do ex-presidiário e de seus companheiros, todos com processos criminais em andamento na justiça.

09 novembro 2021

MACACO NÃO OLHA O RABO

A Conferência do Clima da ONU - COP26 - entra em sua última semana de atividades. O mundo dos ricos, depois de ter alcançado um grau de desenvolvimento que lhes fornece PIBs per capita de 80.000 dólares por ano, quer que o Brasil cancele o seu desenvolvimento econômico para resolver os problemas mundiais do meio ambiente. Está mais do que na hora, portanto, de se concentrar no debate honesto e nas soluções reais das questões ecológicas.

O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, discursou na manhã desta segunda-ferira (8) em Glasgow, na Escócia e criticou a ausência de líderes de estado dos países mais poluídores do mundo, como a China, a Rússia e o Brasil. 

“Foi particularmente desanimador ver os líderes de dois dos maiores emissores do mundo, China e Rússia, se recusarem a comparecer ao evento, e seus planos nacionais refletem o que parece ser uma perigosa falta de urgência - uma vontade de manter o status quo - da parte de ambos os países", disse Obama

Ora, nenhum país do mundo preservou tanto as suas florestas quanto o Brasil. Em nenhum outro país os proprietários rurais são obrigados por lei a manterem intocadas, e reservadas à natureza, 20% de suas propriedades, sem nenhuma compensação por isso. Nenhum país desenvolve tanto a sua produção de alimentos sem tocar em áreas de floresta. Nenhum país do mundo tem quase 15% do seu território ocupado por reservas indígenas – o cenário de sonho dos ecologistas que vivem em países onde não existe índio.

No ranking dos países mais poluentes, o Brasil ocupa o 7º lugar. Mas o número de emissões de gases do efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, entre outros) não chega a 3% do total. Na frente estão China (cerca de 26%), Estados Unidos (12%), União Europeia (7,5%), Índia (7%), Rússia (5%) e Japão (2,5%). 

“Destes menos de 3% do Brasil, um terço vem da agricultura e pecuária, um terço da indústria e o restante das florestas e terras não produtivas”, esclarece Roberto Castelo Branco, ex-secretário de Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente. “Ao mesmo tempo, alimentamos 20% da população do planeta.”

Leia também:

O BRASIL NA COP26 


06 novembro 2021

O BRASIL NA COP26

O Brasil surpreendeu na abertura da Conferência do Clima da ONU (COP26). No seu primeiro dia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a decisão em estabelecer novas e ambiciosas contribuições do Brasil (NDCs — Nationally Determined Contributions) em favor do esforço global de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O Brasil aumentou sua ambição voluntária em relação ao objetivo do Acordo de Paris, de conter o aumento global da temperatura em 1,5º Celsius até 2060. Anunciou também outras medidas de grande relevância.

De forma abrangente e progressiva, antecipou de 2030 para 2028 a meta de reduzir a zero o desmatamento ilegal na Amazônia, aumentou de 43% para 50% a redução das emissões de todos os setores da nossa economia em 2030, confirmou para 2025 a redução de emissões em 37% e formalizou a antecipação, em dez anos, do comprometimento com uma economia neutra para 2050. O reconhecimento internacional foi imediato. 

O enviado presidencial dos Estados Unidos, John Kerry, tuitou reconhecendo o novo esforço para zerar o desmatamento ilegal em 2028, classificou como significantes a redução de 50% das emissões em 2030 e o objetivo de lograr uma economia neutra em 2050.

Por sua vez, o presidente da COP26, o britânico Alok Sharma, fez manifestação similar e acrescentou: “Esse é um progresso real e vai ajudar a construir momentum para (manter) o 1,5 grau”.  Registre-se que não houve nenhuma reação da União Europeia, exatamente aqueles países que mais nos criticaram em tempos recentes.

Como nos ensinou Tom Jobim, o Brasil decididamente não é para amadores. Muito menos para aqueles que se atrevem a falar sobre o País e, em especial, sobre a Amazônia, como é o caso de dois vilões ambientais: a ativista ambiental Greta Thunberg e o ator Leonardo DiCaprio. Nenhum dos dois - sequer - conhece a Amazônia.

10 outubro 2021

CADÊ O FOGO QUE ESTAVA AQUI?

De junho a setembro deste ano, a redução de incêndios e queimadas foi de 13% no Brasil

Chegou a primavera e, com ela, as chuvas. O relógio do clima tropical é preciso. Passado o equinócio de setembro, aos poucos se encerra o ciclo sazonal de queimadas e incêndios no Brasil. Como em outros temas, as queimadas têm sido objeto de uma preocupação seletiva da mídia. Nesta estação seca, as redações não se incendiaram com denúncias e acusações sobre queimadas e incêndios no Brasil. Nem aqui, nem no exterior. Poucos tocaram no assunto. Comportamento muito diferente do de 2020. A razão seria a redução do fogo no Pantanal e na Amazônia durante a estação seca de 2021. Contra fatos…

De junho a setembro deste ano, a redução de incêndios e queimadas foi de 13% no Brasil. O país registrou 124.995 focos de fogo, valor idêntico ao de 2019 (125.821). Em mais de 30 anos, entre 1988 e 2021, a média foi de 135.000 no período seco. Em 2020, foram 143.000 focos, valor acima da média. Variações interanuais podem ser grandes: já se registrou um mínimo de 57.000 queimadas no ano 2000 e um máximo de 265.000 em 2007.

Os dados são do monitoramento das queimadas por satélite, realizado pela Nasa. Há décadas, a ocorrência de qualquer fogo de alguma magnitude é detectada várias vezes por dia, por diversos satélites, em sua maioria norte-americanos. O sistema atual de referência internacional para monitorar queimadas e incêndios usa os dados do satélite Aqua M-T, da Nasa. A detecção dos pontos de calor ou fogos ativos pelo satélite é disponibilizada, em tempo quase real, num site conhecido como Firms (Fire Information for Resource Management System). E, no Brasil, esses dados são oferecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) no Programa Queimadas.

No Pantanal, a redução foi de 69% em relação a 2020. Situação parecida na Amazônia: uma redução de 26%, contrastando com o aumento de 2020. Quem divulgou os dados sobre a redução das queimadas e incêndios nesses dois biomas? Ou tentou entender as razões? Quem comparou a dinâmica do fogo nos seis biomas brasileiros e alhures? Cadê os interessados?

O Ano da Graça de 2021 passará à história como um exemplo de redução nesse fenômeno indesejado? Alguém explicará as causas dessa variação? Provavelmente, não. O Poder Executivo, acusado pelo aumento das queimadas na Amazônia ou no Pantanal em 2020, será responsabilizado pela redução do fenômeno? Dificilmente. Nem no Dia da Amazônia, em setembro, as catilinárias e as diatribes sobre as ações humanas nesse bioma não saudaram a redução no número das queimadas.

O apagão midiático parece resultar de uma verdade inconveniente: a redução das queimadas não interessa

Em 2020, incêndios e queimadas mobilizaram a mídia nacional e internacional, com acusações ao Brasil por parte de organizações não governamentais, do presidente francês, de outros chefes de governos e até com fotos de girafas e cangurus queimados. Neste ano, alguns até tentaram uns sinais de fumaça, mas faltou lenha ou fogo. O apagão midiático parece resultar de uma verdade inconveniente: a redução das queimadas não interessa. Apenas seu aumento. Os desafios colocados pelo uso do fogo na agricultura também não interessam. Levar tecnologias, financiamentos e conhecimentos para os pequenos agricultores reduzirem o uso do fogo também não. Só interessaria o incremento para acusar e culpar A ou B, como no ano passado? Aqui e no exterior? Em 2021, ainda não houve uma reportagem para atribuir o mérito da redução das queimadas a A ou B. Nem aqui, nem no exterior. Cadê o crítico? O gato comeu. C´est la vie.

A matéria completa, reproduzida parcialmente acima, com ilustrações, tabelas e gráficos está acessível neste link, clique aqui.


12 junho 2021

O papel decisivo dos agricultores na preservação ambiental do Brasil

 A área total preservada pelos produtores rurais no Brasil supera a superfície individual de 185 dos 195 países existentes

Entre os assuntos manipulados pela imprensa marrom, "ambientalistas, e ONGs subvencionadas por multibilionários esquerdistas, está a destruição da vegetação nativa brasileira. Aliás, a colunista Cristina Graeml comenta uma reportagem sobre as ONGs brasileiras financiadas por George Soros que trabalham para divulgar ideias de esquerda. Assista aqui.

Vegetação nativa brasileira

Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial, nos mostra, com detalhamento, que em um quarto do território nacional (26,7%), a vegetação nativa, no interior dos imóveis rurais, está preservada. Nos conta ainda, que muitos atacam os agricultores como sendo vilões do desmatamento. 

Na realidade, quem mais preserva as florestas e a biodiversidade brasileira é o mundo rural, tanto em terras públicas (Revista Oeste, edição 58, O Campeão da produção ambiental), como também em  terras privadas.

Evaristo Miranda nos diz que " os imóveis rurais dedicam à preservação da vegetação nativa 2.266.135 quilômetros quadrados, ou 26,7% do Brasil. Em média, 49,2% do imóvel rural no Brasil está dedicado à preservação ambiental. Esse valor é maior na Amazônia e menor na Região Sul, por exemplo, por força da lei."  Siga partes de seu artigo nos parágrafos abaixo. Desejando sua leitura do texto completo, clique aqui.

O agricultor brasileiro é o único no mundo a utilizar, em média, apenas metade de sua propriedade. A outra metade é preservada, sem nenhum subsídio ou compensação.

Para honra e glória da biodiversidade planetária, a área total preservada pelos produtores rurais no Brasil supera a superfície individual de 185 dos 195 países existentes. Das nações do mundo, 95% têm individualmente um território inferior ao preservado pelos agricultores brasileiros. 

A imensa maioria dessas terras preservadas são privadas. Elas foram compradas e têm valor. A Embrapa Territorial estimou o valor do patrimônio fundiário imobilizado pelos produtores em prol do meio ambiente em cada município, em função de preços da terra. 

O valor total dessas terras, contabilizadas uma a uma, ultrapassa R$ 2 trilhões. Qual categoria profissional no Brasil imobilizou mais de R$ 2 trilhões de seu patrimônio privado para preservar a vegetação nativa? Quem no setor público ou privado? Quem no mundo urbano? Ninguém. Só o agricultor.

E o produtor rural ainda deve cuidar da área preservada. Se alguém roubar a madeira, se ocorrer um incêndio ou se o gado a invadir, ele receberá pesadas multas ambientais e poderá ter a produção embargada. 

O bônus dos serviços ambientais das áreas preservadas fica para o bem de todos e felicidade geral da nação, das vilas e cidades, urbe et orbi. E o ônus da preservação fica para o produtor rural, o vilão do meio ambiente. 

É tempo de conhecer e reconhecer o papel decisivo dos agricultores na preservação ambiental do Brasil.